TRATADO D E ALLIANÇA DEFENSIVA ENTRE OS MUITO ALTOS, E PODEROSOS SENHORES DONA MARIA RAINHA DE PORTUGAL, DOM CARLOS III. REI de hespanha, ASSINADO EM MADRID PELOS PLENIPOTENCIARIOS DE SUAS MAGESTADES FIDELÍSSIMA, e catholica, EM ONZE DE MARÇO DE MDCCLXX VIII, E RATIFICADO POR AMBAS AS MAGESTADES, LISBOA NA REGIA OFFICINA TYPOGRAFICA. ANNO MDCCLXXVIII. DONA MARIA POR GRAÇA DE DÉOS RAINHA de Portugal, e dos Algarves, d'aquém, e d'além mar, em Africa Senhora de Guiné, e da Conquifta, Navegação, e Commercio deEthiopia, Arabia, Perfía, e da India, &c. Faço faber a todos os que a prefente Carta de Confirmação, Approvação, e Ratifica- ção virem: Que em onze do prefente mez, e anno fe concluio , e aííignou na Corte de Madrid hum Tratado de Alliança de- fenfiva entre Mim , e o Muito Alto , e Po- derofo Principe Dom Carlos III , Rei Ca- tholico de Hefpanha , Meu Bom Irmão , e Tio , fendo Plenipotenciarios para eíle ef- feito, da Minha parte, Dom Francifco In- nocencio de Soufa Coutinho , do Meu Con- felho , e Meu Embaixador na dita Corte; e por parte de EIRei Catholico , Dom Jo- feph Monino , Conde de Florida Branca, Cavalleiro da Sua Real Ordem de Carlos III , do feu Confelho de Eftado , feu pri- mei- DON CARLOS POR LA GRACIA DE DIOS REI de Caítilla, de León, de Aragón, de las dos Sicilias, de Jerufalen, de Navarra, de Granada , de Toledo , de Valencia , de Ga- licia, de Mallorca, de Sevilla, de Cerde- ña , de Córdoba , de Córcega , de Murcia , de Jaén , de los Algarbes , de Algeeiras, de Gibraltar, de las Yslas de Canaria, de las Indias Orientales, y Occidentales, Ys- las , y Tierra firme del mar Oceano ; Ar- chiduque de Auftria , Duque de Borgoña, de Brabante, y de Milán; Conde de Habs- purg , de Flandes , del Tirol , y de Barce- lona , Señor de Vizcaya , y de Molina , &c. Por quanto para tranquilidad , y beneficio común de mis Eftados , y de los de la Muy Poderoía Princeza Doña Maria , Rei- na Fideliíima de Portugal , fe ha ajuítado , y firmado en el Real Sitio del Pardo a once del prefente mez de Marzo de mil fetecientos fetenta y ocho por mi Miniftro Plenipotenciario Donjofeph Moñino , Con- de de Florida Blanca , y por el Miniftro Plenipotenciario de la mifma Reina Fideli- íima , Don Franciíco Innocencio de Souza A ii Cou- (4) meiro Secretario de Eftado , e do Defpa- cho , e Superintendente Geral de Correios Terreftres , e Maritimos , e das Polias , e Rendas de Eftafetas em Hefpanha , e In- dias : Do qual Tratado o theor he o fe- guinte. EM NOME DA SS. TRINDADE. ELO Artigo I. do Tratado Preli- minar de Limites , felizmente con- cluido entre as duas Coroas de Por- tugal, e Hefpanha, e feus refpecli- vos Plenipotenciarios era Santo Iidefonfo no primeiro de Outubro do anno próximo palla- do de 1777 , fe confirmarão , e revalidarão os Tratados de Paz celebrados entre as mefmas Coroas em Lisboa a 13 de Fevereiro de- 1668 , emUtrecht também a 6 de Fevereiro de 171 5, e em París a 10 do mefmo mez de Fevereiro de 1 763 , como fe fe achaíTem infertos pala- vra por palavra no referido Tratado de 1777, em quanto não foífem derogados por elle. Os dous Tratados de Lisboa , e de Utre- cht , que vão citados , e fe tem agora renova- do, tem lido, e efpecialmente o primeiro, a ba- ■■Mü mÊÊÊtÊ^ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊam (5) Coutinho , un Tratado de Neutralidad , Ga* rantia , y Comercio , en que fe revalidan , y explican los demás Tratados precedentes, que fubfiítian entre Efpaña, y Portugal; el tenor de cuyo Tratado de Neutralidad , Ga- rantia, y Comercio , palabra por palabra, es como fe íigue. EN EL NOMBRE DE LA SS. TRINIDAD. OR el Articulo I. del Tratado Pre- liminar de Limites , felizmente con- cluido entre las dos Coronas de Ef- II paña , y Portugal , y fus refpecüvos Plenipotenciarios, en SanYldefonfo a primero de Oclubre del año próximo paífado de 17773 fe confirmaron , y revalidaron los Tratados de Paz celebrados entre las mifmas Coronas en Lisboa a 13 de Febrero de 1668, enUtrecht a 6 también de Febrero de 171 5, y en París a 10 del propio mez de Febrero de 1763 , co- mo fe fe hallafen infertos palabra por palabra en el mencionado Tratado de 1777, en quan- to no fuefen derogados por el. Los dos Tratados de Lisboa , yUtreeht, que van citados , y fe han renovado ahora, han íido , y efpecialmente el primero , la ba- fa, ■■■■ i ■■■■■ (O bafe, e fundamento da reconciliação, e Jacos das duas Monarquias Portugueza , e Hefpanho- Ja , para chegar ao eftado , em que fe achao hoje , huma a refpeito da outra ; e por caufa tão relevante , forão também ambos os Trata- do s garantidos pelos Reis da Gram Bretanha, eftipulando-fe formalmente eíla garantía no Artigo XX. do Tratado de Utrecht de 13 de Julho de 171 3 , celebrado entre a Coroa de Hefpanha , e a de Inglaterra. Porém aífim como o já citado de París de 10 de Fevereiro de 1763 fufcitou pelas exprefsóes do feu Artigo XXI , e outras , al- gumas dúvidas , e difficuldades , em cuja di- verfa intelligencia fe tem podido fundar mui- tas das difcordias fuccedidas na America Me- ridional entre os VaíTallos de ambas as Co- roas; do mefmo modo outros Artigos, e ex- prefsóes dos dous Tratados anteriores de Lis- boa , e de Utrecht , e varios pontos , que def- de então ficarão pendentes, e não fe tem ex- plicado até agora , podião produzir no fuccef- íivo iguaes , ou maiores difputas , ou ao me- nos o efquecimento , e inobfervancia do pa- ctuado , originando-fe hum motivo de novas difcordias. Deíejando pois Suas Mageílades Fideliífima , e Catholica precaver para fempre aquel- WÊÊÊBÊÊÊiÊÊmmBÊÊt (7) fa, y fundamento de la reconciliación, y en-^ laces de las dos Monarquias Efpañola , y Por- tugueza , para llegar al eítado , en que fe hal- lan hoi, una refpeclo de otra; yporcaufa tan relevante , fueron ambos Tratados garantidos por los Reyes de la Gran Bretaña , eítipulan- do-fe formalmente eíla garantia en el Articulo XX. del Tratado de Utrecht de 13 de Julio de 171 3 , celebrado entre la Corona deEípa- ña, y la de Ynglaterra. Pero asi como el ya citado de París de to de Febrero de 1763 , fufcitò por las ex- preíiones de fu Articulo XXI. , y otras , algu- nas dudas, y dificultades, en cuya diverfa in- teligencia fe han podido fundar muchas de las defavenencias ocurridas en America Meridio- nal entre los Vafallos de ambas Coronas ; del propio modo otros Artículos , y expreíiones de los dos Tratados anteriores de Lisboa , y de Utrecht , y varios puntos , que defde en- tonces quedaron pendientes , y no fe han ex- plicado hafta ahora , podrian producir en lo Succeíivo iguales , mayores difputas , ò a lo menos el olvido, è inobfervancia de lo pacía- do , originando-fe motivos de nuevas difcor- dias. Dezeando pues Sus Mageltades Católi- ca, y Fideliíima precaver para íiempre aquel- los ■asem mmm ( 8) aquelles rifcos , e impedir as fuás confequen- cias : tem refoluto pelo meio do prefente Tra- tado , para cumprir religiofamente o -citado Artigo I. do Preliminar de 1777, ^ar toc ^ a a coníiílencia , e explicação , que pedem os Tra- tados Antigos , que fe tem confirmado , efta- belecendo aííim a mais íntima , e indiflbluvel união , e amizade entre ambas as Coroas , a que naturalmente as conduzem a íituação , e vizinhança delias , os antigos , e modernos la- ços , e parentefcos dos feus refpeclivos Sobe- ranos , a identidade de origem, e o recipro- co intereíle das duas Nações. Para o fim pois de reduzir a effeito tão plauíiveis , grandes , e proveitofas idéas , a Muito Alta, Muito Excellente, e Muito Po- derofa Princeza Dona Maria, Rainha de Por- tugal , e dos Algarves ; e o Muito Alto , Mui- to .Poderoíb , e Muito Excellente Principe Dom Carlos III. , Rei das Hefpanhas , e ín- dias , ajuítárao nomear feus refpeétivos Pleni- potenciarios ; convém faber : Sua Mageftade Fidel iílima a Rainha de Portugal , ao Excel- lentiííimo Senhor Dom Francifco Innocencio de Soufa Coutinho , Commendador na Ordem de Chrifto , do Seu Confelho , e Seu Embai- xador junto a Sua Mageftade Catholica ; e Sua (9) los riefgos , è impedir fus confequencias , han refuelto por medio del prefente Tratado , pa- ra cumplir religiofamente el citado Articulo I. del Tratado Preliminar de 1777 , dar toda la coníiítencia , y explicación , que piden los Tra- tados Antiguos , que fe han confirmado > eíla- bleciendo aíi la mas íntima , è indifoluble unión , y amiííad entre ambas Coronas , a que naturalmente las conducen la Situación , y ve- cindad de ellas , los antiguos , y modernos en- laces , y parentefcos de fus refpeclivos Soberao- nos , la identidad de Origen, y el reciproco interés de las dos Naciones. A fin pues de llevar a efecto tan plauíl- b!es , grandes , y provechofas ideas , el Mui Alto , Mui Excelente , y Mui Poderofo Prin- cipe Don Carlos III. , Rey de las Efpañas , y de las Indias, y la Mui Alta, Mui Poderofa , y Mui Excelente Princefa Dona Maria , Rei- na de Portugal , de los Algarbes , &c. , acor- daron nombrar Sus refpectivos Plenipotencia- rios , es a faber : Su Mageílad Católica EIRey de las Efpañas , al Excelentifimo Señor Don Jofeph Moñino , Conde de Florida Blanca, Caballero de la Real Orden de Carlos III, Su Confejero de Eftado , Su Primer-Secretario de Eílado , y del Defpacho , Superintendente B Ge- ¡^■■■■■■■■HMMIM Sua Mageftade Catholica EIRei das Hefpa- nhas , ao Excellentiffimò Senhor Dom Jofeph Moñino , Conde de Florida Branca , Cava- lheiro da Real Ordem de Carlos III. , Seu Confelheiro de Eftado , Seu Primeiro Secreta- rio de Eftado , e do Defpacho , Superinten- dente Geral de Correios Terreftres , e Marí- timos , e das Poftas , e Renda de Eftafetas em Hefpanha, e nas índias : Os quaes inítruidos das intenções de Seus refpeclivos Soberanos, depois de haver-fe communicado os feus Ple- nos Poderes, e havellos julgado expedidos na devida forma , tem convindo, em Nome de ambos os Monarcas , nos Artigos feguintes, ARTIGO I, COnforme ao pacluado entre as duas Co- roas no dito Tratado renovado de 13 de Fevereiro de 1668, e particularmente nos feus Artigos III. VIL X. e XI. j e em maior explicação delles , feguindo a outros Tratados antigos , a que fe referem os ditos Artigos , que fe ufavao no tempo de EIRei Dom Se- baftiao , e os celebrados entre Hefpanha , e In- glaterra cm 15 de Novembro de 1630, e em 23 de Maio de 1667 , que também fe com- municárao a Portugal, declarao os dous Altos Prin- ( II ) General de Correos Terreftres , y Marítimos , y de las Poftas , y Renta de Eílafetas en Ef- paña , y las Indias 5 y Su Mageftad Fidel ifima la Reina de Portugal, al Excelentiíimo Señor Don Francifco Inocencio de Souza Coutinho, Comendador de la Orden de Chriílo , de Su Confejo , y Su Embaxador cerca de Su Ma- geftad Católica : quienes enterados de las in- tenciones de Sus reípeclivos Soberanos , def- pues de haberfe comunicado Sus Plenipoten- cias , y halladolas extendidas en debida forma , han convenido, en Nombre de ambos Monar- cas, en los Articules figuientes. ARTICULO I. Onforme a lo pactado entre las dos Co- ronas en dicho Tratado Renovado de 13 de Febrero de 1668 , y feñalada mente en fus Artículos ÍIÍ. VIL X. e XI. j y en mayor ex- plicación de ellos , figuiendo otros Tratados antiguos i a que fe refieren dichos Artículos , que fe uíaban en tiempo delRey Don Sebaf- tian , y los celebrados entre Efpaña , è Yngla- terra en 15 de Noviembre de 1630, y 23 de Mayo de i66y , que también fe comunicaron a Portugal ; declaran los dos Altos Principes Contrayentes por Si , y en Nombre de Sus Bii He- ■MMMIMm ( » ) Principes Contratantes por Si , e em Nome de Seus Herdeiros , e Succeílbres , que a Paz , e Amizade, que tem eílabelecido , e que de- verá obfervar-fe entre os feus refpeclivos Vaf- íallos era toda a extensão dos feus vaftos Do- minios de ambos os Mundos, haja de fer, e feja conforme á Alliança , e boa correfponden- cia , que havia entre as duas Coroas no refe- rido tempo dos Reis Dom Manoel , e Dom SebaíTião de Portugal , e Dom Carlos I. , e Dom Filippe II. de Hefpanha ; preftando-fe Suas Mageílades Fideliffima , e Catholica , e feus Vaífallos , os auxilios , e officios , que correfpondem a verdadeiros , e fieis Aluados , e Amigos , de modo que huns procurem o bem , e utilidade dos outros , e apartem, e embaracem reciprocamente o feu damno , e perjuizo em quanto fouberem, e entenderem, ARTIGO II. EM confequencia do pacluado, e declara- do no Artigo antecedente , e do mais que expréfsao os Tratados antigos , que fe tem renovado , e outros a que elles fe referem, que não foífem derogados por alguns poílerio- res : promettem Suas Mageílades Fideliffima , e Catholica não entrar hum contra o outro , nem ¿2»*»: (*! ) Herederos , y Succeííbres , que la Paz , y A- mlflad , que han eítablecido , y que deberá obfervar-fe entre fus refpectivos Subditos en toda la exteníion de fus vaílos Dominios de ambos Mundos, haya de fer, y fea conforme a la Alianza , y buena correfpondencia , que habia entre las dos Coronas en el referido ti- empo de los Reyes Don Carlos I. , y Felipe II. de Efpaña ; Don Manuel , y Don Sebaítian de Portugal ; preílando-fe Sus Mageítades Ca- tólica , y Fideliíima , y fus Vafallos los auxi- lios , y Officios , que correfponden a verdade- ros , y fieles Aliados , y Amigos , de modo que los unos procuren el bien , y utilidad de los otros , y aparten , è impidan reciprocamen- te fu daño , y perjuicio en quanto fupieren 3 y entendieren, ARTICULO II. N confequcncia de lo paclado, y decía- j rado en el Articulo antecedente , y de lo demás , que exprefan los Tratados antiguos, que fe han renovado , y otros , a que ellos fe refieren , que no fuefen derogados por algu- nos poíleriores , prometen Sus MageAades Ca- tólica , y Fideliíima no entrar el uno contra el otro, ni contra Sus Eíladosj en qualquiera par- ( i4) nem contra os feus Eftados em qualquer parte do Mundo, em Guerra, Alliança, Tratado, nem Confelho , nem dar paíTagem por feus Portos, e Terras, auxilios directos, ou indi- rectos , nem Subíidios para iíTo , de qualquer claíTe que fejao , nem permittir que lhos dem feus refpeclivos Vaífallos j antes bem fe avifa- ráo reciprocamente de qualquer coufa que fou- berem , entenderem , ou prefumirem que fe trata contra qualquer de ambos os Soberanos , feus Dominios , Direitos , e PoíTefsões , feja fora dos feus Reinos , ou nos mefmos , por Rebel- des , ou Peflbas mal intencionadas, e defcon- tentes dos feus gloriofos Governos , mediando , negociando , e auxiliando-fe de commum acor- do para impedir , ou reparar reciprocamente o damno , ou prejuízo de qualquer das duas Coroas j a cujo fim fe communicaráo , e daráo a feus Miniílros em outras Cortes, como aos Vice-Reis , e Governadores das fuás refpecli- vas Províncias , as Ordens , e Inílrucçoes , s que tenhao por conveniente formar fobre eíle af- fumpto. ARTIGO III. Om o mefmo objecto de fatisfazer aos em- penhos contrahidos nos antigos Tratados , e nos mais , a que fe referirão aquel les , e que fub- ■ ( i?) parte del Mundo , en Guerra , Alianza , Tra- tado , ni Confejo, ni dar pafo por fus Puer- tos , y Tierras , auxilios directos , ò indirectos , ni Subíidios para ello , de qualquiera clafe que fean , ni permitir que los den fus refpeclivos Vafallos j antes bien fe avifaran reciprocamen- te qualquiera cofa que fupieren , entendieren , ò prefumieren que fe trata contra qualquiera de ambos Soberanos , fus Dominios , Dere- chos , y Pofefiones , ya fea fuera de fus Rei- nos , ò ya en ellos , por Rebeldes , ò Perfonas mal intencionadas , y defcontentas de fus glo- riofos Gobiernos ? mediando ? negociando , y auxiliando-fe de común acuerdo para impedir, ò reparar reciprocamente el daño , ò perjuicio de qualquiera de las dos Coronas ; a cuyo fin fe comunicaran , y darán a fus Miniftros en otras Cortes , como a los Virreys , y Gober- nadores de fus Provincias , las Ordenes , è ín~ ílrucciones , que tengan por conveniente for- mar fobre eíle afunto. ARTICULO III. On el propio objeto de fatisfacer a íos empeños contrahidos en los antiguos Tra- tados , y demás , a que fe refirieron aquellos % que fubíiíten entre las dos Coronas , fe han con- ( Irf) fubfiílem entre as duas Coroas, tem convindo Suas Mageílades Fideliílima , e Catholica em acclarar o íèntido , e vigor del les , e em obri- gar-fe , como fe obrigao , a huma garantia re- cíproca de todos os feus Dominios de Europa , e Ilhas adjacentes , Regalias, Privilegios, e Direito , de que gozao actualmente nos mek mos; como também a renovar, e revalidar a garantia , e mais pactos eftabelecidos no Arti- go XXV r . do Tratado de Limites de 13 de Ja- neiro de 1750 ; o qual fe copiará na continua- ção defte Artigo , entendendo-fe os Limites, que alli fe fignalárao , refpeito á America Me- ridional nos termos eílipuíados , e explicados ultimamente no Tratado Preliminar do primei- ro de Outubro de 1777 ; e o theor do dito Artigo XXV. he como fe fegue : » Para mais )) plena fegurança defte Tratado , convierao os >? dous Altos Contrahentes em garantir reci- » procamente toda a Fronteira , e adjacências » dos feus Dominios na America Meridional, » conforme aíTima fica expreílada ; obrigando- » fe cada hum a auxiliar, e foccorrer o outro )> contra qualquer ataque , ou invasão , até que )> com eífeito fique na pacífica poífe , e ufo Ji- » vre , e inteiro do que fe lhe pertendeífe ufur- )) par j e eíía obrigação , quanto ás Coftas do r> Mar, MM ( 17 ) convenido Sns Mageftades Católica , y Fide- Jiíima en aclarar el fentido , y vigor de ellos , y en obligar-fe , como fe obligan , a una ga- randa recíproca de todos fus Dominios de Eu- ropa , è Yslas adyacentes , Regalias , Privile^ gios , y Derechos , de que gozan actualmente en ellos ; como también a renovar, y revali- dar la garantia , y demás pacaos eílablecidos en el Articulo XXV. del Tratado de Limites de 13 de Enero de 1750 ; el qual fe copiará à continuación de eíte , entendiendo-fe los Lí- mites, que alli fe eftablecieron , con refpeclo a la America Meridional , en los términos es- tipulados , y explicados ultimamente en el Tra- tado Preliminar de primero de Octubre de 1777 ; y fiendo el tenor de dicho' Articulo XXV. como fe figue : » Para mas plena fegu- » ridad de efte Tratado , convinieron los dos » Altos Contrastantes de garantir-fe recipro- » camente toda la Frontera, y adyacencias de )) fus Dominios en la America Meridional , )> conforme arriba queda exprefado , obligan- » do-fe cada uno a auxiliar , y focorrer al otro » contra qualquier ataque , ò invafion , nafta » que con efeclo quede en la pacífica pofe- » fion , y ufo libre , y entero de lo que fe le » pretendiefe ufurpar - y y eíla obligación , en C )) quan- mm -Z I Mse ( 18) » Mar, e Paizes circumvizinhos a ellas, pela » parte de Sua Mageítade Fidel iílima íe cx- » tenderá até ás Margens do Orinoco de hu- )) ma, e outra banda; e defde Caítilhos até o » Eítreito de Magalhães : E pela parte de Sua )> Mageítade Catholica fe extenderá até ás » Margens de huma , e outra banda do Rio » das Amazonas , ou Maranhão ; e defde o di- )> to Caílilhos até o Porto de Santos. Mas , » pelo que toca ao interior da America Meri- » dional , fera indefinita eíla obrigação , e em » qualquer cafo de invasão , ou fublevação, » cada huma das Coroas ajudará, e foccorrerá » a outra até fe reporem as coufas em citado » pacífico. )> ARTIGO IV. SE qualquer dos dous Altos Contratantes , fem achar-fe no cafo de fer invadido nas Terras , PoíTefsóes , e Direitos , que comprehen- de a Garantia do Artigo antecedente , entrar em Guerra com outra Potencia , unicamente eítará obrigado o que não tiver parte na tal guerra , a guardar, e fazer obfervar nas fuás Terras , Portos , Coitas , e Mares a mais exa- cta y e efcrupulofa neutralidade, refervando-fe pa- ( 19) » quanto à las Coilas de Mar , y Paifes cir- » cunvecinos a ellas , por la parte de Su Ma- » geílad Fidelifima fe extenderá haíla las Mar- » genes dei Orinoco de una , y otra banda ; y » defde Gallillos haíla el Eítrecho de Maga- » llanes : Y por la parte de Su Magellad Ca- )> tolica fe extenderá haíla las margenes de » una , y otra banda del Rio de las Amazo- )) nas , ò Marañon ; y defde el dicho Caílilíos )> haíla el Puerto de Santos. Pero , por lo que » toca a lo interior de la America Meridional , » ferá indefinida eíla obligación , y en qual- » quiera cafo de invaílon , ò fublevacion , cada » una de las Coronas ayudará , y focorrerà a )> la otra haíla poner-fe las cofas en el eílado » pacífico. )> ARTICULO IV. SE qualquiera de los dos Altos Contrayen- tes fin hallar-fe en el cafo de fer invadido en las Tierras , Pofeíiones , y derechos , que comprehende la Garantía del Articulo antece- dente , entrare en Guerra con otra Potencia, unicamente eílará obligado el que no tuviere parte en la tal guerra , a guardar , y hacer ob- fervar en fus Tierras, Puertos, Coilas, y Ma- res la mas exa&a , y efcrupuloía neutralidad , C ii re- ( io;3 para os cafos de invasão , ou difpofiçoes para ella nos Dominios garantidos a defeza reci- proca, a que eítarao obrigados ambos os So- beranos em confequencia dos feus empenhos , que defejao , e promettem cumprir religioía- mente, íem faltar aos Tratados , que fubfiítem entre os Altos Contratantes , e outras Poten- cias da Europa. ARTIGO V. Eguindo o conceito dos dous Artigos im- mediatos antecedentes, ainda que pelo Ar- tigo XXII. do dito Tratado de Santo Ildefon- fo do primeiro de Outubro de 1777 fe pacluou , que em a Ilha , e Porto de Santa Cathanna , e fuá Coila immediata nao fe confentiria a en- trada de Efquadra , ou Embarcações Eítrangei- ras de guerra , ou de Commercio , na forma que allí fe contém ; aífim como o fim nao foi de faltar á hofpitalidade nos cafos de neceífi- . dade abfoluta , e de arribadas forçadas, evi- tando os abufos de Contrabando , de hoftili- dade , ou de invasão contra a Potencia Ami- ga; tão pouco foi o de impedir ásNáos Hef- panholas o tocar naquelle Porto , nem na Cof- ia do Brazil quando o neceíTitaííem , nem dei- xar de dar-lhes os auxilios ? e refrefcos , que cor- mmm ( *} ) refervando-fe para los cafos de invafion , ò dif- pontones para ella en los Dominios garanti- dos., la defenfa reciproca à que eílaran obli- gados ambos Soberanos en confequencia de fus empeños , que defean , y prometen cum- plir religiofamente , fin faltar à los Tratados, que fubfiíten entre los Altos Contrayentes , y otras Potencias de Europa. ARTICULO V. Iguiendo el concepto de los dos Artículos inmediatos antecedentes, aunque por el Ar- ticulo XXII. de dicho Tratado de Santo Ilde- fonfo de primero de Outubre de. 1777, fe pació , que en la Ysla , y Puerto de Santa Ca- thalina , y fu Coila inmediata , no fe coníen- tiría la entrada de Efquadras , Embarcacio- nes Eftrangeras de guerra, o de Commercio, en la forma que alli fe contiene ; afi como ei fin no fue faltar à la hofpitalidad en los cafos de necefidad abfoluta , y de arribadas forza- das , evitando los abufos de Contrabando , de hoítilidad , o de invafion contra la Potencia amiga, tam poco lo fue de impedir à las Na- ves Efpañolas el tocar en a quel Puerto , ni en la Cofta delBrazil, quando lo neceíitafen, ni dexar de darlas los auxilios, yrefrefcos, que cor- (22 ) correfpondem a bons Amigos , e Alliados , guardando as Leis , e prohibiçóes do Paiz a que arribaíTem; oque tem julgado convenien- te declarar Suas Mageítades Fideliflima , e Ca- tholica , para que por efta declaração fe en- tenda , e regule todo o Capitulado em qual- quer outra parte fobre eíle ponto. ARTIGO* VI. OBfervar-fe-ha exactamente o eftipulado no Artigo XVIII. do Tratado de Utrecht de 6 de Fevereiro de 1715, celebrado entre as duas Coroas j e para maior explicação del- le , e dos Tratados , e Concordatas antigas do tempo de EIRei D. Sebaftiao , declarao os dous Altos Principes Contratantes, que além dos crimes efpecifícados nas ditas Concorda- tas, fe comprehendem , e hão de comprehen- der nas exprefsoes geraes delias , como fe in- dividualmente fe houveílèm nomeado os deli- éíos de faifa moeda, Contrabandos de extrac- ção , ou introducção de materias abfolutamen- te prohibidas em qualquer dos dous Reinos , e deferção dos Corpos Militares de Mar, ou Terra , entregando-fe os Delinquentes , e De- fertores ; ainda que dos caíiigos que fe hajão de impor a eítes últimos fe exceptua a pena de WMBIM HMIHÍ ■ ' — i ( *3 ) _ " correfponden à buenos amigos , y aliados , guardando las Leys , e prohibiciones del Pays à que arribafen; lo qual han tenido por con- veniente declarar Sus Mageílades Católica , y Fideliíima , para que por eíla declaración fe entienda, y regule todo lo eílipulado en qual- quiera otra parte íobre eíte punto. ARTICULO VI. E obfervará exactamente lo eílipulado èn el Articulo XVIII. del Tratado de Utrecht de 6 de Febrero de 17 15 celebrado entre las dos Coronas ; y en mayor explicación de el , y de los Tratados , y Concordias antiguas del tiempo del Rei D. Sebaílian , declaran los dos Altos Principes Contrayentes , que a demás de los crímenes efpecificados en dichas Con- cordias , fe comprehenden , y han de compre- hender en las expreíiones generales de ellas, como fi individualmente fe hubiefen nombra- do los delitos de faifa moneda , Contrabandos de extracción , ò introducción de materias ab- folutamente prohibidas en qualquiera de los dos Reynos , y defercion de los Cuerpos Mi- litares de Mar , Ò Tierra , entregando-fe los Deliquentes , y Defertores , bien que de Jos caítigos que fe hayan de imponer à ellos últi- mos y :- M (H) de morte , a que não poderão fer condemna- dos, offerecendo ambos os Soberanos commu- talia em outra que não feja capital. Para fa- cilitar a prompta apprehensao , e entrega de huns , e outros , tem refoluto os dous Altos Contratantes , fe execute fem exigir outra for- malidade , todas as vezes que os reclamar o Miniítro , ou Secretario de Eflado dos Nego- cios Eftrangeiros de qualquer das duas Poten- cias , mediante Officio que paíTe para iílo , fe- ja directamente , ou pelos refpeclivos Embai- xadores de ambos os Soberanos ; porém quan- do fejão os Tribunaes os que follicitem a en- trega de algum Réo , fe obfervaráo as forma- lidades do eítylo nas Requifitorias eftabele- cidas defde o tempo , em que fe ajuííárao as mencionadas Concordatas. Finalmente fe Suas Mageftades Fideliffima , e Catholica julgarem conveniente fazer no fucceíTivo alguma nova -explicação fobre os particulares, de que trata elle Artigo , efpecificando algum outro cafo determinado , oíFerecem communicalla , e ac- cordar-fe amigavelmente , mandando obfervar o que reciprocamente regularem , aíTim como tudo o que fica já eftabelecido , para cujo cum- primento expedirão defde logo as Ordens com- pétente, ar _ ■■H| ( *s ) mos , fe exceptua Ia pena de muerte , à que no podrá condenarfeles , ofreciendo ambos Mo- narcas conmutarla en otra , que no fea Capi- tal. Para facilitar la pronta aprehenílon, y en- trega de unos y otros , han reíiielto los dos Altos Contrayentes fe execute , fin exigir otro requinto, todas las veces que los recíamafe el Miniítro , o Secretario de Eftado de los Ne- gocios Eílrangeros de qualquiera de las dos Potencias , mediante Oficio que pafe para el- lo , ya fea directamente , ò ya por los refpe- clivos Embaxadores de ambos Soberanos: pe- ro quando fean los Tribunales quienes folici- ten la entrega de algun Reo , fe obfervaran las formalidades de eítylo en las requiíitorias eftabelecidas defde el tiempo , en que fe ajuf- taron las mencionadas Concordias. Finalmente fi Sus Mageítades Católica , y Fidelifima tu- viefen por conveniente hacer en lo fucceíivo alguna nueva explicación fobre los particulares de que trata eíle Articulo , efpecificando algun otro cafo determinado , ofrecen comunicaría la, yponerfe de acuerdo amiílofamente , man- dando fe obferve lo que arreglen entre 11 , co- mo todo lo que aqui và eílipulado , para cuyo cumplimiento expedirán defde luego las orde^ nes conducentes. 1r mm ARTIGO Elo Artigo XVÍI. do Tratado de Utre- cht já referido de 6 de Fevereiro de 1715 , fe eítabeleceo , que as duas Nações Portugue- za , e Hefpanhola gozariao reciprocamente , nos feus refpedivos Dominios de Europa , de to- das as ventaa:ens no Commercio , e de todos os Privilegios , Liberdades , e Izençóes , que íe haviao concedido até então , e concederiao dal- li por diante á Nação mais favorecida , e mais privilegiada de todas as que comrnerciavao nos mefmos: E fobre o conteúdo no dito Artigo, para não deixar incerteza alguma no ajudado , íe pacluou por outro Artigo feparado , que re- ítabelecendo-fe o Commercio entre as duas Na- ções , e continuando no eftado que fe fazia antes da Guerra , que precedeo o mefmo Tra- tado y fubfiíliria aííim , até que fe declaraífe a conformidade , em que devia correr o dito Commercio. Em confequencia pois dos ditos Artigos y e de haver-fe renovado , revalidado , ou ratificado no Artigo I. do Tratado Preli- minar de Limites todo o Tratado de Utre- cht , fe tem promettido Suas Mageílades Fi- deliffima , e Catholica cumprir , e obfervar exactamente ? e em fórma efpecifica o contex^ to <2 7 ) ARTICULO VIL Or el Articulo XVII. del Tratado deUtre- cht ya referido de 6 de Febrero de 1715? fe capitulo que las dos Naciones Efpañola, y Portugueza gozarían reciprocamente en fus refpe&ivos Dominios de Europa de todas las ventajas en el Comercio , y de todos los pri- vilegios , libertades , y efenciones , que fe ha- bían concedido hada entonces , y concederían en adelante à la Nación mas favorecida, y là mas privilegiada de todas las que traficaban en ellos : Y a demás de lo contenido en dicho Articulo, para no dexar incertidumbre alguna en lo convenido , fe pació por otro Articulo feparado , que , reílableciendo-fe el Comercio entre las dos Naciones , y continuando en el eílado , que fe hacia antes de Ja Guerra , que precedió al mi fino Tratado , fubfiíliria afi haíla que fe declarafe Ja conformidad en que debia correr dicho Comercio. En confequencia pues de dichos Artículos , y de liaberíe renovado, revalidado , y ratificado en el Articulo prime- ro del Tratado Preliminar de Limites todo el Tratado de Utrecht , fe han prometido Sus Mageílades Católica, y Fidelifima cumplir, y ©bfervar exactamente , y en forma efpecifica D ii el r — ~~ WÊÊ — ^= (.8) to dos citados Artigos XVII. , como lateralmente coníta delles. ARTIGO feparado , VIII. Ara fazer a declaração refervada no dito Artigo feparado , da conformidade , ou do modo , em que deveria correr o Commercio entre as duas Nações , tem convindo Suas Ma- geftades Fideliífima , e Catholica em que fe tomem por norma os Artigos III. , e IV. do Tratado celebrado entre as duas Coroas em 13 de Fevereiro de ióóS , garantido pela Gram- Bretanha , e renovado , ou ratificado igualmen- te no Artigo I. do Tratado Preliminar de Li- mites, em quanto forem applicaveis, os quaes Artigos sao litteralmente efcritos como fe fe- guem: » Artigo III. Os ValTallos , eMorado- » res das Terras poífuidas de hum , e de ou- }> tro Rei, terão toda a boa correfpondencia , :» e amizade , fem moítrar fentimento das of- 5) fenfas, e dañinos paífados, e poderão com- » municar , entrar , e frequentar os Limites de » hum, e de outro, e ufar, e exercitar Com- » mercio com toda a fegurança por Terra, e » por Mar, affim, e da maneira que fe ufava » em tempo de EIRei D. Sebaftião. Artigo j) IV. Os ditos ValTallos , e Moradores de hu- » ma, (>9) el contexto de los citados Artículos XVII. , y feparado , como literalmente confía de ellos. ARTICULO VIII. Ara hacer la declaración refervada en dicho Articulo feparado de la conformidad , ò del modo en que debería correr el Comercio entre las dos Naciones , fe han convenido Sus Ma- geílades Católica , y Fidelifima en que. fe to- men por norma los Artículos III. , y IV. del -Tratado celebrado entre las dos Coronas en 13 de Febrero de i662 , garantido por la Gran- Bretaña , y renovado ratificado igualmente en Jo Articulo I. del Tratado Preliminar de Limites, enquanto fuefen adaptables, los qua- les Artículos fon ala letra como fe ligue: » Ar- » ticulo III. Los Vafaílos , y Moradores de » las Tierras pofeidas por uno y otro Rey ten- )) dran toda buena correfpondencia , y amifiad )> fin moítrar fentimiento de las ofenfas , y da- » ños pafados ; y podran comunicar , entrar , y » frequentar los limites de uno , y otro, y » ufar, y exercer el Comercio con toda fegu- » ridad por Tierra , y por Mar , en la forma , » y manera que fe ufaba en tiempo del Rey » D. Sebaílian. Articulo IV. Los dichos Va- » fallos , y Moradores de una , y otra parte - a ten- m ( 30 ) » ma , e de outra parte , teráo reciprocamente )> a mefma fegurança , liberdades , e Privile- )) gios , que eílao acordados com os fubditos )) do Sereniffimo Rei da Gram-Bretanba , pe- » lo Tratado de 23 de Maio de 1667, e do » outro do anuo de 1630 , no em que eíle )> Tratado eflá ainda em pé , affim , e da ma- » neira , como fe todos aquelles Artigos , em )> razão do Commercio , e immunidades tocan- )) tes a elle , forao aqui expreílamente decla- » rados , fem excepção de Artigo algum , mu- » dando fomente o nome em favor de Portu- » gal ; e deites mefrnos Privilegios ufará a Na- )> ção Portugueza nos Reinos de Sua Magef- )) tade Catholica , aíTim , e da maneira , que o » ufavão em tempo do dito Rei D. Sebaílião. )> A R T I G O IX. EM confequencia do que eftá pactuado no Artigo antecedente , fera commum ás duas Nações Portugueza , e Hefpanhola todo o refe- rido Tratado de 23 de Maio de 1667, cele- brado com a Gram-Bretanha , fem mais modi- / ficaçoes , ou explicações , que aquellas meímas , que hajão occorrido entre as duas Coroas de Heípanha , e Inglaterra ? refervando-fe ás duas Nações Portugueza , e Hefpanhola as amplia- ções, (3 ° » tendrán reciprocamente la mifmâ feguridad , » libertades , y Privilegios , que efían concedi- )> dos à los Subditos del Serenifimo Rey de » la Gran-Bretaña , por el Tratado de 23 de » Maio de 1667 , y otro del año de 1630, » en loque x no fe deroga por elle Tratado , de » la rnifma forma , y manera , que fe todos » aquellos Articulos en razón del Comercio, )) è inmunidades tocantes à el, fuefen aqui ex- » prefamente declarados , fin excepción de Ar- » ticulo alguno , mudando folamente eí nom- » bre en favor de Portugal. Y de eítos mif- » mos Privilegios ufará la Nación Portuguesa » en los Reinos de Su Mageflad Católica, » fegun , y como lo practicaba en tiempo » del Rey D. Sebaílian. » ARTÍCULO IX. N confequencia de lo paélado en el Ar- ticulo antecedente, fera común à las dos Naciones Efpañoía , y Portuguefa todo el re- ferido Tratado de 23 de Mayo de 1667, ce^- lebrado con la Gran-Bretaña, fin mas modifi- caciones explicaciones, que aquellas mifmas que hayan ocurrido entre las dos Coronas de Efpaña , è Inglaterra, refervando-fe a las dos Naciones Efpañoía , y Portuguefa las amplia- cio- MMfl (30 coes , que por Privilegios antigos de feus re- fpeclivos Monarcas fe lhes hajao concedido , e gozado no Reinado de EIRei D. Sebaftiao. ARTIGO X. Ara cumprimento dos Artigos preceden- tes , e dos ditos Tratados , e para que ha- ja a maior exacção , e clareza na fua execu- ção , fe reconhecerão as Lilias , e Aranzeis de 23 de Outubro de 1668 , e quaesquer outras Pautas , que fe tiverem formado para a Co- brança dos direitos dos frutos , e mercadorias , que entraífem , e fahilTem de Portugal para Hef- panha, ou de Hefpanha para Portugal, pelos feus Portos de Mar, e Terra, e de commum acordo fe regularão , ampliaráô , ou modifica- rão , fegundo o theor dos ditos Tratados , guar- dando proporção ás variações , que pode ter caufado o tempo nos nomes, e preços dos di- tos frutos , e mercadorias , augmento , ou diminuição dos feus géneros, eefpecies, e ou- tras particularidades. ARTIGO XI. As ditas Li ftas , ou Aranzeis fe efpeciíi- caráò também as prohibiçoes , que devão ficar fubfiftentes fobre introducção de alguns g e ~ *»~-^ ( 33 ) c iones , que por Privilegios antiguos de fus refpecüvos Monarcas fe les hayan concedido , y hayan gozado en el Reinado del Rey Don Sebaílian. ARTICULO X. PAra complemento de los Artículos prece- dentes , y de dichos Tratados , y para que haya la mayor exaclitud , y claridad en fu exe- cucion , fe reconocerán las Lillas , y Aranceles de 23 de Octubre de 1668 , y de mas que fe hubieíen formado para el cobro de derechos de los frutos , y mercaderías , que entrafen , y faliefen de Efpaña para Portugal , y de Por- tugal para Efpaña por fus Puertos de Mar, y Tierra, y de común acuerdo fe arreglaran, ampliaran , modificaran fegun el tenor de dichos Tratados , guardando proporción à las variaciones , que puede haber caufado el tiem- po en los nombres , y precios de dichos fru- tos , y mercaderías , aumento , ò diminución de fus géneros , y efpecies , y otras particula- ridades. ARTICULO XI. . dichas Lillas ò Aranceles fe expeciñ- j caran también las prohibiciones , que de- ben quedar fubfiílentes fobre introducción de E al- (34) géneros , e frutos de qualquer das duas Mo- narquias nos Dominios da outra ; e defde logo convierto Suas Mageílades Fidelifíima , e Ca- tholica , em que das taes prohibiçòes fe levan- tarão todas as que nao fejao abfolutamente neceíTarias para o bom Governo interior das mefmas duas Monarquias , guardando nefte pon- to reciprocamente ambas as Nações humacon- fideraçao igual á que tiverem , e obfervarem com outras das mais favorecidas, de modo que fe aparte toda a animofidade particular , e íe cumprao religiofamente os Artigos dos ditos Tratados de 1667 9 1668 3 e 171 5, em que aífím eftá capitulado, e garantido. A ARTIGO XII. Sfim mefmo fe formará huma Collecçao dos Privilegios , de que tem gozado as duas Nações no tempo deEIRei D. Sebaftiaoj e a dita Collecçao authorizada com as devidas folemnidades , fe julgará , e terá como parte defte Tratado , do mefmo modo que o ferá também , e fe terá como tal a Liíla , ou Aran- zel de direitos , que fe tem citado no Artigo antecedente. AR- ( 35) algunos géneros, y frutos de qualquiera de Jas dos Monarquias en los Dominios de la otra, y defde luego fe han convenido Sus Mageíta- des Católica , y Fideliíima , en que de tales prohibiciones fe alzaran todas las que no fean abfolutamente necefarias para el buen Gobier- no interior de las mifmas dos Monarquias , guardando-fe en eñe punto reciprocamente am- bas Naciones una confideracion igual à la que tubieren , y obfervaren con otras de las mas favorecidas ; de modo que fe aparte toda odio- íidad particular , y fe cumplan religiofamente los Artículos de dichos Tratados de 1667, 1 66 8, y 17 15, en que asi eílà capitulado, y garantido. ARTICULO XII. Si mifmo fe formara una Colección de Jos Privilegios, que han gozado las dos Naciones en el tiempa del Rey D. Sebaítian , y dicha Colección autorizada con las debidas foíemnidades , fe eftimara , y tendrá como par- te de efte Tratado, al modo que lo fera tam- bién , y fe tendrá por tal la Liíla , ò Arancel de derechos , que fe ha citado en el Articulo antecedente. ¡1 AK- m (3¿) ARTIGO XIII. Efejando Suas Mageílades Fideliffima , e Catholica promover as ventagens do Com- mercio dos feus refpeclivos VaíTallos , as quaes podem verificar-fe no que reciprocamente fize- rem de compra , e venda de Negros , fem li- gar-fe a Contratos , e Alientos prejudiciaes , como os que em outro tempo fe fízerao com as Companhias Portugueza , Franceza , e In- gleza , as quaes foi precifo extinguir , ou an- nullar : Convierao os dous Altos Principes Contratantes , em que , para lograr aquelles , e outros fins , e compenfar de algum modo as cefsòes , reílituiçoes , e renuncias feitas pela Coroa de Hefpanha no Tratado Preliminar de Limites do primeiro de Outubro de 1777 ? ce- deria Sua Mageílade Fideliffima , como de fa- ció tem cedido , e cede por Si , e em nome de feus Herdeiros , e Succeífores a Sua Magef- tade Catholica , e aos feus Herdeiros , e Suc- ceílbres na Coroa de Hefpanha , a Ilha de An- no Bom na Coila de Africa , com todos os Di- reitos , PoíTefsoes , e Acções , que tem á me£ ma Ilha , para que defde logo pertença aos Dominios Hefpanhoes do próprio modo ? que até agora tem pertencido aos da Coroa de Por- tu- ( 37 ) ARTICULO XIII. Efeando Sus Mageítades Católica , y Fi- deliíirna promover las ventajas del Co- mercio de fus refpeclivos íubditos , las quales pueden verificar-fe en el que reciprocamente hicieren de compra , y venta de Negros , lin ligar-fe à Contratas y y Alientos perjudiciales , como los que en otro tiempo fe hicieron con las Compañias Portuguefa , Francefa , y Yngle- fa , los quales fué precifo cortar , ò anular ; fe han convenido los dos Altos Principes Con- trayentes en que para lograr aquellos , y otros fines , y compenfar de algún modo las cefio- nes , reítituciones , y renuncias hechas por la Corona de Efpaña en el Tratado Preliminar de Limites de primero de Oclubre de 1777 cederia Su Mageílad Fidelifima , como de he- cho ha cedido , y cede , por Si , y en nombre de fus Herederos , y Succefores à Su Mageílad Católica , y los fuyos en la Corona de Efpaña , la Ysla de Anno Bon en la Coila de Africa, con todos los Derechos , Pofefiones , y Accio- nes que tiene à la mifma Ysla , para que def- de luego pertenezca à los Dominios Efpaño- les , del propio modo que haíia ahora ha per- tenecido à los de la Corona de Portugal ¿ y aíi mif- Cu? ) tu gal : E aíTim meímo todo o Direito , e Ac- ção, que tem, ou pode terá Ilha de Fernando do Pó , no Golfo de Guiné ; para que os Vaf- fallos da Coroa de Heípanha fe poísao eílabe- lecer nella , e negociar nos Portos , e Coilas oppoílas á dita Ilha , como são os Portos do Rio Gabão , dos Camarões , de S. Domingos , Cabo Fermofo , e outros daquelle Delineio ; fem que por iflb fe embarace , ou eílorve o Commercio dos VaíTallos de Portugal , parti- cularmente dos das Ilhas do Principe , e de S. Thomé , que ao prefente vão , e que no fu- turo forem a negociar na dita Coila , e Por- tos , comportando-fe nelles os VaíTallos Portu- guezes , e Hefpanhoes com a mais perfeita har- monia ; fem que por algum motivo , ou pre- texto fe prejudiquem , ou eílorvem hmis aos outros. ARTIGO XIV. ^TP Odas as Embarcações Hefpanholas , fejão de Guerra , ou de Commercio da dita Na- ção , que fizerem Efcala pelas Ilhas do Princi- pe , e de S. Thomé , pertencentes á Coroa de Portugal , para refrefear as mas Tripulações, ou prover-fe de Viveres , ou outros effeitos ne- ceflarios , ferao recebidas , e tratadas nas ditas Ilhas (39) miímo todo el Derecho, y Acción, que tiene, ò puede tener à la Ysla de Fernando del Pó, en el Golfo de Guinea , para que los VafalJos de la Corona de Efpaña fe puedan eílablecer en ella, y negociar en los Puertos , y Coilas opueílas à la dicha Ysla , como fon los Puertos del Rio Gabaon , de los Camarones , de San- to Domingo , de Cabo Fermozo , y otros de aquel Difiriólo ; fin que por efo fe impida , ò eflorve el Comercio de losVafallos de Portu- gal $ particularmente de Jos de las Yslas del Principe , y de Santo Tomé , que al prefen- te van , y que en lo futuro fueren à negociar en la dicha Coila, y Puertos, comportando-fe en ellos losVafallos Efpañoles, y Portuguefes con ia mas perfecla armonía , fin que por al- gún motivo , ò pretexto fe perjudiquen , ò ef- torven unos à otros. ARTICULO XIV. TOdas las Embarcaciones Efpañolas , fean de Guerra , ò del Comercio de dicha Na- ción , que hicieren efcala por las Yslas del Prin- cipe , y de Santo Tomé, pertenecientes à la Corona de Portugal , para refrefcar fus Tripu- laciones, ò proveer-fe de Viveres, ò otros efe- ctos necefarios, feran recibidas , y tratadas en las _..._ ( 4° ) Ilhas como a Nação mais favorecida; e o me£ mo fe praticará com as Embarcações Portu- guezas de Guerra , ou de Commercio , que forem á Ilha de Armo Bom , ou á de Fer- nando do Pó pertencentes a Sua Mageftade Catholica. ARTIGO XV. ALém dos Auxílios que reciprocamente fe haverão de dar as duas Nações Portugue- za , e Hefpanhola nas ditas Ilhas de S. Thomé , e do Principe, e nas deAnno Bom, e de Fer- nando do Pó : Convierao Suas Mageílades Fi- deliíTima , e Catholica , em que nas mefmas polia haver entre os Vaííallos de ambos os So- beranos , hum trafico , e Commercio franco , e livre de Negros ; e no cafo de trazellos a Na- ção Portugueza ás referidas Ilhas de Anno Bom , e de Fernando do Pó , ferão comprados , e pa- gos prompta , e exactamente , com tanto , que os preços fejao convencionaes , e proporciona- dos á qualidade dos Efcravos , e fem exceíTo aos que coítumem fubminiílrar , ou fubminif- trarem outras Nações em iguaes vendas , e lu- gares. AR- (4* ) las dichas Yslas como la Nación mas favoreci- da y y lo miímo fe praticará con las Embarca- ciones Portuguefas de Guerra , ò de Comer- cio , que fueren à la Ysla de Anno Bon , ò à la de Fernando del Pó, pertenecientes à Su Ma- geílad Católica. ARTICULO XV. A Demás de los auxilios , que reciprocamen- te fe habrán de dar las dos Naciones E£- panola, y Portuguefa en dichas Yslas de Anno Bon , y Fernando del Pó , y en las de San- to Tomé , y del Principe : fe han convenido Sus Mageítades Católica , y Fideliíima , en que en las mifmas pueda haber entre los fubditos de ambos Soberanos , un trafico , y Comercio franco , y libre de Negros ; y en cafo de tra- herlos la Nación Portuguefa à las referidas Yf- las de Anno Bon, y de Fernando del P<5, fe- ran comprados , y pagados pronta , y exacta- mente ; con tal , que los precios fean conven- cionales, y proporcionados à la calidad de los Efclavos , y fin excefo à los que acoílumbren fubminiílrar , ò fubminiftraren otras Naciones en iguales ventas , y parages. ARTIGO XVI. IGualmente offerece Sua Mageítade Catho- lica , que o confumo do Tabaco de Folha que íizer para o dito Commercio nas referidas Ilhas , e Coila immediata de Africa , ferá por efpaço de quatro annos , do que produzem os Dominios do Brazil ; para cujo fim fe regula- rá hum Contrato formal com a Peífoa , ou Peílbas , que deftinar a Corte de Lisboa ; no qual fe efpecificaráo as quantidades de Taba- co , preço , e mais circumífancias , que cor- refpondão a eíle ponto : e pallados os ditos quatro annos , com maior conhecimento fe po- derá tratar de prorogar , ou nao , o contrato , que defde logo fe íizer , e de ampliar , modi- ficar, ou acclarar as fuás Condições. ARTIGO XVII. Odcndo os Artigos deite Tratado , ou al- guns delles fer applicaveis a outras Poten- cias , que os dous Altos Contratantes tenhao por conveniente convidar á fuá accefsao , fe refervao Suas Mageílades Fideliífima , e Ca- tholica pôr-fe de acordo fobre eíle ponto , e regular em todas as fuas partes o modo de executallo com refpeito ao intereíTe reciproco das» < 43 ) ARTICULO XVI. YGuaímente ofrece SuMageftad Católica, que el confumo de Tabaco de Hoja, que hiciere para dicho Comercio en las referidas Yslas , y Coila inmediata de Africa, ferá por efpacio de quatro años , del que producen los Dominios del Brafil ; a cuyo fin fe arreglará contrata formal con la Perfona , o Perfonas , que deílinare la Corte de Lisboa , en la que fe efpecificaràn las cantidades de Tabaco , precios , y demás circunílancias , que correfpondan à ef- te punto : y pafados dichos quatro años, con mayor conocimiento fe podra tratar de proro- gar, ò nò, el Contrato , que defde luego fe hiciefe , y de ampliar , modificar , ò aclarar fus Condiciones. ARTICULO XVII. Udiendo los Artículos de efte Tratado , ò algunos de ellos íer adaptables a otras Po- tencias , que los dos Altos Contrayentes ten^ gan por conveniente convidar à fu acceíion> fe refervan Sus Mageílades Católica , y Fide- lifima poner-fe de acuerdo fobre eíle punto , y arreglar en todas fus partes el modo de execu- tado con refpecto al interés reciproco de las F ii dos ■■m __r^: ( 44 ) das duas Coroas, e daquella, ou aquellas, que houverem de fer convidadas , e defejarem ac- ceder. ARTIGO XVIII. AMbos os Principes Contratantes cuida- ráó de publicar nos feus Dominios , e fazer faber a todos os feus Vaífaljos , os Pa- ctos , e Obrigações deite Tratado , encarre- gando-lhes a maior exacçao na fua obfervan- cia , e execução , e fazendo caíligar rigoro- famente aos que contravierem ao mefmo. ARTIGO XIX. Prefente Tratado fe ratificará no precifo termo de quinze dias , depois de firma- do , ou antes fe for poífivel. Em fé do que Nós-outros os infrafcri- tos Miniftros Plenipotenciarios firmámos com o noífo punho em Nome dos Noílos Auguí- tos Amos , e em virtude dos Plenos Poderes com que para iíFo nos authorizárão , o prefen- te Tratado , e o fizemos fellar com o Sello das noífas Armas. Feito no Real Sitio do Par- do a 1 1 de Março de 1778. L. S. D. Francifco Innocencia de Swfa Coutinho. E ■ 1 1 ■■ ."1"'! (4?) dos Coronas, y de aquella , ò aquellas , que hubieren de fer convidadas , y defearen acce- der. ARTICULO XVIII AMbos Principes Contrayentes cuidaran de publicar en fus Dominios , y hacer fa- ber a todos fus Vafallos , los Paclos , y obli- gaciones de elle Tratado , encargando la ma- yor exactitud en fu obfervancia , y execucion, y haciendo caítigar rigurofamente à los con- traventores. ARTICULO XIX. EL prefente Tratado fe ratificará en el pre- cifo termino de quince dias, deípues de firmado, ò antes íi fuere pofible. En fé de lo qual Nos-otros los infrafcri- tos Miniftros Plenipotenciarios firmamos de nueílro puño en Nombre de Nueílros Auguf- tos Amos , y en virtud de las Plenipotencias con que para ello nos autorizaron , el prefente Tratado , y le hicimos fellar con los Sellos de nueílras Armas. Fecho en el Real Sitio del Pardo à íi de Marzo de 1778. L. S. El Conde de Florida Blanca. Por E (4¿) Sendo-me prefente o mefmo Tratado, ^cujo theor fica aííima inferido , e bem vifto , confiderado, e examinado por Mim. tu- do o que nelJe fe contém , o approvo , ratifi- co , e confirmo , aífim no todo , como em ca- da huma das fuás claufulas , e eítipulaçòes ; e pela prefente o dou por firme , e válido para fempre : Prometiendo em fé , e palavra Real obíervallo , e cumprillo inviolavelmente , e fa- zello cumprir , e obfervar, fem permittiií que fe faça coufa alguma em contrario , por qual- quer modo que polfa fer, renunciando a qual- quer outro Tratado , ou Determinação , que haja , ou poífa haver em contrario. E em tef- temunho , e firmeza do fobredito , fiz pafíar a prefente Carta por Mim aflinada, fellada com o Sello grande das Minhas Armas , e referen- dada pelo Meu Secretario , eMiniílro de Efta- do abaixo aífinado. Dada no Palacio de Noífa Senhora da Ajuda aos vinte e quatro de Mar- ço do Anno do Nafcimento de NoíTo Senhor Jesus Chriíto de mil fetecentos fetenta e oito. A RAINHA i L. * S. Ayres de Sá e Mello. ( 47 ) Or tanto , habiendo viílo , y examinado el referido Tratado de Neutralidad , Ga- rantia , y Comercio , en que fe revalidan , y explican los demás Tratados precedentes que fubíiítian entre Efpaña , y Portugal , he veni- do en aprobarle , y ratificarle , como en vir- tud de la prefente le apruebo , y ratifico en la mejor , y mas amplia forma que puedo , prometiendo en fé , y palabra Real cumplir enteramente todo lo que contiene. Y para mayor firmeza de lo qual , mande defpachar la prefente firmada de Mi Mano , fellada con Mi Sello Secreto , y refrendada de Mi in- frafcrito Secretario de Eítado , y del Qefpa- cho de las Yndias. En el Pardo à veinte e quatro de Marzo de mil fetecientos fetenta y ocho. YO ELREY. L. >Jc S. ¿fofeph de Gahez. c e> ¿££5r »? hSi2-« ;