AO ILL. MO , e EX. MO SENHOR D. F R DOMINGOS DA ENCARNAÇÃO PONTE VEL, SAGRANDO-SE BISPO DE MARIANNA. d; ODE. Adentre o azulado campo d>Amphitrite Áureo manto de luzes recamado Traz o filho de Titan Auricomo, brilhante. Atoio prazer o peito me cubria ; Cm 2 Ua S? t a Cauza ledo P^ícrutava,, As bilhas da Memoria Mais alto me íubiaó. Fogem da vifta os ferros levantados Ue 1 ™ acia nebuloza : eis entro abforto iNo magnifico Templo Da prónuba Lucina. Cin- 39 Z Cingir a tefta d'hum Heroe ínfígne Alli íe via a Deoza omnipotente Oo a Mitra Epifcopal De pedras marchetada. Qual de outro lado com rizonho aípeclo A que fem Mãi nafceo facunda Virgem, Aurífero cajado Na maõ lhe aílegurava. Aliza Jove a fronte imperioza, E em fignal do prazer , que então o aíTalta , Lagrimas d'alegria Aos olhos lhe adornarão. Revoava© os Génios brincadores, Nas maons alegres pelo ar trazendo O nome de Pontevel Em circulo rotundo. Eíle o Heroe, a quem os Deozes amaó; Velaó-Ihe o berço Numes Tutelares , E a alma , que crefcia , De dotes lhe enriquecem. O arredado futuro defencerra Sagrado Vate, a urna revolvendo: Que prósperos agouros Benigno lhe promette? Qual Z?3 Qual o rio allongado da nafcente , Daqui dalli as aguas engroíTando, Ao longe íe intumece, E os agros fertiliza : Tal de Pontevel a impávida virtude Na Pátria naõ cabendo , fe remonta A climas differentes , Aonde a Paz o chama. Efpozo cafto d'huma Efpoza cafta , Onde ío vive a cândida ternura , Dos filhos carinhozos As lagrimas enfrêa. Sim : cortará as efpaduas criílallinas Do cerúleo Nereo a náo curvada C'o pezo da virtude, Dos ventos defdenhando. De y. X. da C. C. Na Officina de António Rodrigues galhardo , Impreflbr da Real Meza Cenforia. Armo 1779. Com licença da me/ma Real Métyt* . \~~**ÊÊk 39 Á A vj 3 S » IOL-1 Soo |i i