:The;. JÒhn Gaiter Brown Pmxhased w with the assistance of the MAURY A. BROMSEN ACQUISITIONS FUND PRECIOSAí ^ PRECIOSO ' e para a yida , « ' *7;“?'’"-' San,„ p,ra te„el!, de dc N. Senhc-a dc L^pa , e muna, JSu„ana, . L _ V çoen^ e cvrfos importantes para os paus dç familta cnfinarem a Doutrina ^ r ./I , e criados. composta. EDESCüBEíITO pelo Mi/Eonarío ApoftoJico A N G E t o D E S EQU E IRA. Protonotarro ApoftolicodeS Saqlidíde, ao ha- b.to da Sad Pedro . natural da. Cidade de S. Paulo A O ® OFVr^^ClDO -AO SERENTSsrí^O REY D JOSEPH r. DESTE NOME. .-.tr ^ ^ ^ ® ^ NaOfEc. de MIGUEL RODRIGUES t ImpreíTor do EminentiíTímo S. Cafd. Patriarca. ^ , M. CCD.LIV. ^/«/lãL ERANTE 0 Real Thro- no de V. Magefia de FideliJJima ■Je projlra cem- -o rejpeiío mais ' pro- profMdo hum Sacerdote , na- tural da Cidade de S, Paulo do Brafil Meridional para offere- cerlhe y nao . os< 4hef ouros , que os feus .patrici^.PauliJl^s -nelle^ deJcJ^rirao ^^rmsp.o da de^0O da Vtfgem de Deos-y que pori^cial favor a fua imagem que csmCò tífülo da Lapa Je venera naquella vajla Begia ^ , tem obrado tao innume- raveis prodigios , que fe acha já reproduzida em dous Seminat ios j e em dezafete Igrejas , humas fundadas de novo , e oUtras reedi- ficadas , e qua fi todas annexas ao Real Padroado de V. Magejla- de, e em muitos Oratorios publi- cos i edificados com o primor da y arte \ e deffeza mnjlde fàvel tudo por meyo das dílatadas^^ e laboriqfas miffoens ^qae cõm.defr- prezo das fadigas de huma pere- grinação tao larga 5 e fi infido do zelo da falvaçao das almas y fiz y e edifiquei em varias povoa- çoens y e dos certoens dos Guaya- zes y ^ Cuyqha, Os thefouros do Geoy fi.ugufifJfimo Senhor y faoy como V. Magefiade FMiffima reconhecey mais preciofosy e mais perduráveis que os do mundo y e hum Monarca tao inclinado à piedade y como he notorio y nao deixará de aceitar efia offert a , para que tao foberano exemplo feja efiimulo da 7nefna devoção aos fieis vaffallos y e tatnbem pa- ' > rece ^ /l-vr rece fe faz merecedor da honra, defla aceitaçao hum Americano Portaguez, que expoz a vida aos' defcomodos de hum navio , os inconflancias dos ventos , e a for- midáveis perigos domar ^ fopor lograr 0 goflo de vir ver a feu Bjcj Id de taS longe , nao do Oriente, como os Magos, que uierao d Corte de Bellem,, mas do Occidente , Id defle novo mun- do das matas do Brafll , don- de nao traz ouro , nemmyrrha, nem incenfo , mas efle thefouro da May de Deos para offer ecer a V. Mageflade, a quem tanto amava por fé. Abrabad, Jacoh ,David, e outros illuflres varoens. fo-^ raS 4^fyyia ^'taq^m^aq na ter^a^lçadg 4^ mffos^ qfhqj^ prqtijaadà cfm^grqn^. 4^ x^MçM ,^ . f ,y4dmjra^m-^ 4q Chrijlandade y e ainda dqs in^ ^èis ' n.qquelle fempr$ mefnora^ vã: Mmmrca , o FideliJJimo Rey J^, ^qao V:: porque o pio da feu eoraçad magnanimo, o fazia gafiaF em fuffragio^sy^ e obras pias as immenfas riquezas ^que^ lhe gfferecia a fidelidade de feus vaJfaUos, Por ijfo nas naçoens eflrangeiras nao fe ouvia q feu nome fem muita venera ç ao amor y e inveja. Mas eíia vir-^ tude tüdífâS hârpkd-véhior hòfe em I [erti rè- . trdtdd^' ), -qae-^fMce p ièe -^bè ^eí^ãíidnc^; ^fffrk' e '^ite'pW" meyò dellà chegar^ ' a pòj^'^''maJioréP 'nqjiézas p que- nppoP^PJbè ãèfcubripao »1 peus^ pàtrTcibs. ' ^ ' ' ' ■ '-■■ XPb qtie fàftum terjào elles. jfe vteffem à prejkmpq deVv^a- gêjfáde, ‘tomà - èP a tenhò ^de ^ir 'huma í e muitas nsezes' i prejen- fa de V. MageJiade por ' émhè- tek ãe vijla: o , '‘qtíe for fé adora-, 'ka p’eco 7 ihecendò-o por meu,R.ejy 'e -Monarca a hum Prinépe fem fegmdo\ Neitío natus eft in-ter-- râ; ,' ut Joreph , qui natus eft. princeps fratrum. EccL 45'. lyé üté no nome 5 eatè dos feus ir^ maos 5 mojlrando em tudo gran^ ãeza 5 bondade , e magejlade dif- ferençandofe dos mefmos ajiros femelhantes huns ^aos outros*. Stella' diíFêrt ab^ ílella in clari- tate 5 diz S. Paulo 5 ^ue parece que com tres dedos fufienta a ma-- . chma do mundo trH bus 'digitis molem terrse. Ifai. 40,12. . * EJies tres dedos ^ Senhor Je dividem par^^ mayor honra , e gloria de V. Magejlade pelo feu Reyjío 5 tendo por coroa a gloria , , e honra nejla Corte de Lisboa: GIoria5& honore coronaíli eum Doniíne, fabricada com aquelle ouro y que dos Jeus dominios do • ^ ' mui-- muito dilatado \ J^ríiJÍl em .mcas enriqumm > a^dornao a 'toda a maehina do m^ndox Cor0íia:âure.â ftijper capvJt ejqs, ilhfirada ■) e efmaltuda d? fe- dras .pf eciofas . > e finiffima.s da Índia , e ÇopquiJf as ^ que ckegad a efie Reynopara hzk , e bri- lhar for todo omttndo\^oini&\ in, capite ejiis coronam de la- pide pretioío. Pois Senhor^, fljjlm he V. Magejt ade reconhecido for huwa coroa de tant^ghria-, e de tantas riquezas : Gloria , & di- yitise in domo ejus , perpetuan- do a fua juftiqa na fama da pof- : Juftilia ejus manet in faeculum fteculi ,para mais cref- cer nas coraçocns de feus vajf al- ios los a gojlo da ohedienciay e fideli^ dade para fe avantajarem no fer- vido de Deos^ e de F.MageJiadey cuja AugufiiJJlma pejfoa o Ceo guarde dilatando tantos annos o feu clementijjimo , e admirá- vel governo , como eu com toda a fua dilatada Monarquia defe^ jamos 5 e vermos aV. Magejla- de como nojfo Rey exaltado no Ceo gozando de huma eternidade á vifia de N. Senhora da Lapa , e da Santijjlma Trindade , Pa- dre 5 Filho j e Efpirito Santo. Amen. ' Angelo de Siqueira. Pobre Miflionario Apoílolico. PRO^ P R O L Ô G O. A Lgum Aítro defconheddo aínr da das obfervaçoens Aftrologi- cas domina Cem duvida no ho- rizonte da Cidade de S. Paulo, o qual com influxos muy adivos- inclina os animos dos Pauliflas , feus habitantes , naõ fó a ferem nobres, mas altivos, nao fó valerofos ^ mas temerários , naõ fó laboriofos , mas exploradores , naõ fó obedientes, mas hoje também obedi- entiílimos , naõ fó defprezadores de cabedais , mas também ambiciofosAde honras. Efta uhiaõ de eitcunftancias > que nelles concorrem ^ òs moveo def- de o principio da fua ppvoaçaõ a dei- xarem o commodo das fuas cafas , a companhia de fuas mulheres , o ampa- ro de feus filhos , e a communicaçao dps paregtes para explorarem , e reco- nhecerem os paizes circümvizinhos z cuíla das fuas próprias vidas , e fazen- flas. A efle fim entraraõ pelos intrica- dos tendo altas, e groflas arvores, abn- raõ caminhos , atraveíTaraõ caudalofos rios , combateraõ com os barbaros ha- bitadores daS fuas margens, devaíla- raõ os animaes ferozes , que os aco- nietiaõ nos matos , e deítruiraõ bichos formidáveis , e venenofos , com as mefmas armas, que levavaõ para a fua defezâ , grangearaõ , caçando , o feu proprio fuítento , e alimento. Entranhados em paizes eftereis da fua^ patria ^ acabado o provimento da polvora, e chumbo, ‘com que fahiaÕ com ella munidos , levando nas bocas das armas o remedio para as fuas , e achandofe fem os meyos precifos pa- ra a caça , os conftrangia a fome a nu- trirfe , comendo raizes de arvores , e de plantas deíconhecidas , cuja vene- nofa qualidade os condemnava a huma arrebatada morte. n rn Outras vezes morriaõ os Paulutas def- , agarras do$ ® áas Onças, e a muitos en^^ gulir^o as cobras , efpecialmente as içhamadas Boiguafíús gccoris , ÒU cobras ordinario faõ de vince palmos de com- primento, e algumas de muito mais, as quaes íe fingem de forte , que pare* Oem arvpres , ou paos fecos , e quando querem matar a qualquer homem , ou animal do mato , ou do campo , paf- fándo perto delias , aíTenraõ , ou plan- taõ as fuas caudas como raizes na ter* ra , e ficaq como immoveis , e paíTan* do qualquer homem , ou animal por perto, fe lhes lançaõ, é enrofcandoíé jielle velozmente, o vaõ apertando , e ftrincandolhe os ofTos com huma tal força contritiva, como qualquer co- bra enrofcada em hum coelho , lhe fa- 2em taÔ brandos os oííòs, como cera, e o levaõ á margem do rio , ou lagoa , € pouço a poucp lambendo , e chupan- do o metem no ventre. E fe acafo aí- gum gum homem ferida/ cabe em certâs lá* goas, ou rios , em hum abrir, e fe-: char de olhos ficou confumido , fem apparecermais veftigios, do que o rio tinco em fangue , porque huns peixes que na lingua Brafilica lhe châmao Piranhas , que no idioma Portuguez fe chama peixe tizoura , daô taes denta- das no corpo , que com oíTos, e carne defpedaçaõ tudo por terem os dentes como navalhas. - , ^ Outros acabaõ a vida , quando por mitigarem a fede lhes he precifo por falta de aguas cavarem a terra , ou defcubrirem charcos immundos , elodo venenofo , e lagoas inficionadas de bi- chos peçonhentos , e immundicias , onde com o veneno bebem a morte , pondo hum pano fobre o lodo para mi- tigarem a fede com a humidade da ter- ra i e arvores amargofas ; ê quando al- guma defias cobras engolem a algum homem, ou animal, como oboy, cer- vo, ou veado , fó naõ podem engulir as ârmâíço«wsV éih^ fitra© boca ,' ffervindiilhei ía^bem ^ que Ibes pareòia.. llDes. coofeõia\fâà vida f e íia irrargeiii .<àò'/Oioí^o^ íifO^^oii lagoa ficaõ ■ mòKa^a8. dkâSi::x:ote e fe Ibe converte , ©xòcpor ejj^ ubiçba- - riài, da quaL reii)a(ecfi;írc0ái:© outra cobrapfefHQlhfBUe:: .h 3%..: Outros ^aííajta(ias>nde?«|)rjOYjíb ’pqr -huína < multidão f^çleí ba/baros, erap ^vídiinias^' facrificadaiS ! à . fua fereâa: ^ ü .e Orueldade. Eftes^compa-nhaqdQ .çqiji ^os feus altos , e^xJiíTçHaáatefejd^rqs íO"hoiY<^oíb das' Éuaís buzims^pfe jPjjl- xás de-lguerra , ?c cropyb^^sratpfe^^^, -que^ podem, caufar íuôàfiso yafei^ajs -intcepidd , cegando ao rm^í^oj tieíppo com a poeira , -que, kviintaVaõf^ ?ia- “tendo o árido chaõiijcòm Qs ^pcs , "e com as lanças >;3dii^a;raVâp^Gqntra çl- les chuveiros. derkçchâ« r;o de outras •armas curtas de aíretnèdq . , chamadas ‘ bilros ^çrr red uzem^ ijauchos •^in te\r^ .a taõ lamentável eiiadp,^ que neip hum ■*0 ’ '* ■ w 'ticalbva :.pifaDÍbrery:r mx '^a fatálidadêr^ine fóüfò, pfiííavmpc- :ca£rípos* sájqiáaBido" vinhaõ; DUífas rtropas , asíoííadàs 'rdos* corpos > <500 cí5mb>ieí|K3Íi<)8Rdapmtona do$ inimi- -gôs fe pateoteav-aé , .c fromcando- aos ^Ihosd^pWliíbsJrhorataõ eftes a in- felicidade de £©118 jpiíys V' e fiteios i ven- do tos ^fân(?eáíio^^^' * ootros. 'frecba- :doã , "Otítifo h^aôofe outros defpo* laçados e inalmènte oucíos^ija fem ^afeeçà , pÕrqTp© as qae cfcapa^^áÕ de ^^fem-iíue^áàai8Ídlias tir^vaõ. para dos iftôfmQS^^cãfcofe fazsereih ttapos* para botót^niid>is , tendÔ-ipof; itroféq^ ídaq m-o- tõHà' bíefeerem -pobrcaícos d ás cabo- çâs dos homens brancos; ^ >t ; fone mms Quatítos naêjpodendoíà agRantat ottabalhó das marchas . fomes, fcd^s , “digas, trabalhos, doenças, e vençid/os daíiia.propria defeilidade.çopfiderando, por;mfelK ahoma.vida .taõ.laooífofo quando em montoens fe defpenha com a violência dos terremotos, e tempeílades , prmcipalmente Aquando para tirarem ouro , abrem , e rafgaõ os pés dos montes para fe entra^ nharem pelo meyo da terra ^ e efta em pedamos, fepülta aos homens para náõ ferem mais víítos , nem co^ nhecidos no mundo. ^ ^ Mas a grandeiconftancía de ou- tros , defprezando^ as inclemências do tempo dê^ftendêndo ao trabalho das marchas > veiicerídb os difcom- modos da vida , e perdêndó o ter* ror aos aíTaltos, continuar^Ô-^a cor- tar bofqucs , e abrir caniinhos , a penetrar certoens , a combater com o eehtío barbáro , fazendo a muitos , e" algumas mulberes prifioneiroj^. ^confeguiraõ o defcubrir íitios fecnn diílimos em minas de ouio no Ri- beirão do Carmo , Òuro preto , Rio das Velhas, e tcdas minas geraes , Serro do Frio , Rio das Mortes , Guayzes , Cuyabá , Mato groíTo > e outras de finiÔimos diamantes, ede efmeraldas, e já hoje pelo Brafil com minas de prata desfruta a Real Co* roa^ deites Reynos ; e com que fetem enriquecido huma: innumeravel mul- tidão de Portuguezes , que concor- rerão a aproveitarfe das producçoens deite Inexplicável trabalho dos Pau- liítas 5 huns eitabelecendofe no mef- mo paiz , que íèndo de antes incul- to , e deferto, ie acha hoje cheyode povoaçoens , de que algumas lograõ já o titulo de Cidades , e de Viilas : outros recolhendofe a Portugal com .as riquezas, que alli adquirifaõ, fun- daraõ cafas , e vivem com a opulência, que nunca fouberaõ giángear feiis Eílas tfabalhofas fadigas dos mo^ f adores de S. Paulo , continuadas por tantos ãnnos , âccreícentaraõ huma confideravel extenfaÕ aos domínios da coroa dePortugal,e hum augmento mui avultado ao feu thefourol, para o qual conduzem annualmente as frotas da America mais quantidade de ouro, do que nunca transportaraõ as que Sala-- maõ mandava de OfHr, mayor numero de diamantes , do que em nenhum tem- po tributou Golòondá ao Graõ Mogof. Mas também produzirão as grandes mercês , c honras, com que os noífos Auguítos Monarcas, attendendo a taõ importante ferviço , lhes fizeraõ, nao fó efpeciaes para as fuaspeíToas, mas commuas para todas as familias de S. Paulo prefences, e futuras , enobre- cendo a fua Viila com p titulo de Ci- dade , conferindo aos feus CidadaÕs o mefmo predicamepto de Infançoens, que por mercê antiga lograÕ os do Por- to , elevando a fua Igreja Matriz a Sc Epif- Eplíbí^K íi(kndà;d§ G^rqisMám^Ú^ J^rOiVigíí^ , ainda q^e.bQjje fu^JpriaidPr.Or^v^rip^y mas com efpeíiaoça6-tojqji«í^^|fMg;T gofkdc:.p©Cifqaigl€aietiiSfni^ de ferríferwidòr|>mí^^;;da.-^ Capit^6 geaeiPâL- EJeigi^idj^! Mamnar^QUtra CatbedcaVrs(fft^ík^i?^(^ erigir 5Eàmplos, ,e Pareehiel ^ enrique?? cenda as éx)m vaíbs íà^âd<^;d^.i 0 ii^Oi^ jj^Miy e omt ornâmc)itprpr=çcjk^c^^^ -í o : oFinálmente jbs cipib tbéraõ Q JiQbieídosrpov^sVíigii^iÇ as defcifibiJÍi:aõ>7?|ieraQ;dêpôi^ fiiuas ai tdf' o 'daô Mmatígófiãeso -4 Ifta Capitania as dcjsij&n^y^aziegí Cuyabi rique hi^ebfejaçiiaõ .djp^’4S ■cm gò vernüS' par^ien jí oda^ ó fea ídcfcabríinênteráLde dos cííes xortioens , qec dm Qii,írp tçmr po fó erap babitado^ porfeaiS brafV^^ ou por homens^^ quçjabftrah.da a fe d,ef^e^a;:qae o da fua de*- Tbçaôé Entra, entra leitor confiado nefi- 'ta Lapa> c nella' acharas quem te acuda ^fòm á medicina mais ' propria para curar ò teu eípirito , exom o foccor- ro mais efiicaz para remedio" da tua largeada , e- íe eíla Boticaprecioíà da ? ' La- tapa te agradar, e aproveitar, pede a Maria Santifllma da Lapa alcance do ^ feu bemdito Filho iaude , e vida pa- ra fahirem os 5. tomos do$ fermoens : Clma^ ne ceffes^ Vale. ' ' ■}' \ ) LICENÇAS. DO SANTO OFFICIO. Cenfura do M.R.F.M, Doutor Antonio ãc ' S. Bernardo^ Conego fecular de S. Joa^ Euangelijla ^ Qualijicador do fant» j Officio , ^c, ILLUSTRISSIMOS, E Rmos SENHORES. . V I por ordem de Vv. Illuílriílimas o IT vro, que com o titulo de Botica Pre- ciofa pertende inmrimir o R. P. Ange- lo de Siqueira MiíTionario Apoílolico , e I nelle manifeíla clàramênte o Author o ' ardente zelo , que tem da falvaçaô das i y almas , propondolhe em multiplicadas de- I voçoens outros tantos meyos,com que poí^ faõ coníèguir o fim, para que foraÓ creadas. j Por eíle motivo , e por naó conter o dito livro couía alguma , que fe opjí)onha aos i dogmas da noTa íanta fé ^ e bons coíhimes , i julgo fe faz digno de fe lhe conceder a I licença, que pede. Santo Eloy em i8 de I Junho de 1 754. I Antonio de S, Bernardo, Cenfurá do MR. P. M. Fr. Joaõ Franco ^ R^li^ioJ^o daOrdcfVL dos Prégãdores y Qualificador do fanto Officio. , ' ^ ILIUSTRISSIMOS 'senhores. Y 7 I efte livro , que aprefenta o R.P.An- V gelo de Siqueira MlíTionario Apof- tolico, e nao fei dizer mais que iílo : Que do Rio de Janeiro podemos dizer agora o ^ue lá fe diz do Rio Jordaõ.que he Rio de tuizo : Fluvius judicii ; pois nos veyo para Portugal eíle oraculo do Rio de Janeiro, Daíta encontrarmos nelte livro o nome do leu Author, para fabermos que naÕ ha aqui ^ coílumes. V Illuítníhmas ordenaráo o que forem fervidos. S. Domingos de Lisboa 22 de Ju- nho de 1754. Fr. JoaÕ Franco. V lílas as informaçoens , podefe impri- mir o livro, de que le trata, e depois , voltara conferido para fe dar licença , que corra, fem a qual naõ correrá. Lisboa 2C dejunho de i75'4. Lencajiro. Sylva. Ahreu. Paes. Trígefo. Silveira. Lobo. Cajlro. DO DO ORDINARIO. Cenfura do M. R. P, M,Fr, Francifco Xa^ . vier de Santa Terefa , Religiofo de S, , Francifco da Cidade , < > EXGEL«^°. E REVER»"^ SENHOR: V I o iivro 5 ^ue quer imprimir o R. P. Angelo de Siqiieira Miilionario Apoitolico 5 e neilé nao acho coufa., que naõ feja conforme ás regras da noffa fanta fé , e bons cofftumes , pelo que mç parece digno da. licença, que pede, para o fazer pu- blico pbrmeyo da eftampa. V.Excellencia porém mandará o que for fervido. S. Fran- cifco 7 de Julho de 175:4. ’ Fr. Francifco Xavier de Santa Terefa^^ V Iila a informação, podefe imprimir o livro, de que trata a petição e depdis ' de impreffo torne .para .fe dar licença para correr vindo conferido. Lisboa 13. de Ju- lho de 175:4. DO PAÇO. Centura do M. R. P.M. Fr.Jofeph de òanta Anna , Religiofo de N. Se- niora do monte do Carmo , , &c. SENHOR. E Sfe livro do R. Angelo de Siquei- ra 5 Miilionario Apoflolico de noto- rio exemplo 5 he huma das mais eviden- ti provas 5 que pòde olFerecer ao pu^ fclico, para que fe conheça o ardentiíTi- mo zelo da ialvaçâõ das almas, em que inceíTanteménte fe abraza o feu devoto coraçaò. Para eife fim folicita todos os meyos poliiveis , e veyo agora a defcu^ orir os mais eíEcazes remedios , que po- dena defejar ; porque^fao fuperiores , e tao infailiveis como vindos do Ceo. Contra os feus^ iaudaveis eíFeitos • lio certo 5 que nao pode prevalecer nem o limitado poder do mundo , nem a grande aftucia do inferno j porque as ora- ^oens 5 ainda que dirigidas aos Santos , /em- ièmperifefpeitaío r a iftíiBÍta virtude dç Deos omnipotente , que naô faka aos pios defejos de quem por media çao dos meP , jBos'. S^tos religioí^eiíte o -Jbç^fca. A foberana Mã^ do mefmo Debs MARIA Santilílma com o titulo de Senhora da ! JL-apa he^ ò principal da 4evoçao [ dò Autíior,fj que em. iodas as alí^s;: ca?- j thalicas deíeja infundir. . Venturofos forád •osj qite . receberem ofte cekíUaL jjpme- ! -dia ^‘dentro do ooraçad ^ porque iè ponftitiiiráo dignos doé, milagrofo? bencf ! ficios, que a mefma liberaliílima Senho- ja» òcaUuma . defpender eín tqdps os ■ do- I minios Portuguezes , por onde o zelofo Author a tem feito venerar , pondo em j cxecuçaÕ com fumma facilidade obras dif- ficillimas, e quaíi invenciveis , tudo em j obfequio da Maj de Deos , que publi- I camente o favorece. E corno as fuas fo- I lidas doutrinas aílim nos pulpitos, co- ' mo nos outros lugares do feu Apoítplico minifterio faõ catholicas, também as que I efcreveo neíle volume fao puriíTimas, de 1 forte , que em nada oíFendem ás leys do i Reyno , e ao ferviço de V. Mageítade : I don^eju^o, que a obra he digniílima j ^ de de fer impreíTa. Carmo de Lisboa T4*: de ^Julho de 175*4. ^ Fr, Jofeh Pereira de Santa Anna, Q Ue fe poiTa imprimir, viftas as li- cenças do fantd Officio ,, e Ordi- nario, e depois de impreíTo tomará á d Mefa para fe conferir , e taxar, e dar licença, para que corra, e fem elJa nad cor« rerá. Lisboa 17 de Julho de 1754. MarquezP, Ataide, ^ajiro, -Siabra. INDICE -DAS RECEITAS DESTA BOTICA: O numero moílra o lugan N O principio creou Deos o Ceo , e a terra , pag. i. A devoção do Kofario he a verdadeira me- dicina para todas as enfermidades do corpo 5 pag. 2. Salamao dotado de todas as. fciencias^ P* 3 » O Profeta Ezequias mandou queimar os livros de Salamao , pag. 4. ^ JMaria SantiJJima he a verdadeira Boti- ír^,pag. 5 '. Lajo prodigiofo, que mefuccedeo na Cidade do Porto fobre 0 mal da gotta , pag. 6 . tuy chamado para fazer Miffao pelo Ex- ^cellentiffmo Governador do Porto p. R M.erc€, que Maria SS. da Lapa fez na Ci- dade do Porto àjeronymo Leyte , p. iq. Em cafa do llluftrtjfmo fenhor D. Louren- ço de Armrim , í a IlluJiriJJima fenhora Dona Mana Violante com licença do Excellmijfimo, e ReverendiJJlmo fenhor Btfpo Governador, DeaS de Villa Viço- fa henzt a imagem nova de noJTa Senho- ra m Lapa y pag. 1 1 . **£ Nojfã Senhora da Lapa fe collo c ou no Con^ vento de Santa Clara até fe lhe fazer a fua lo^reja , pag, ii. ISa collocaçao de nojfa Senhora teve feliz parto huma mulher , pag. 12. Ifa collacaçao de nojfa, Senhora refufcitou huma creança ^p2Lg. 12. Mercês de nojjd Senhora da Lapa, que fez no Porto J em Caeilhas^ no Convento das Dominicas do Porto , no Bairro alto , Rio de Janeiro , Ilha grande ^ e ao De- fembargador Agofinho Feliz dos Santos Capello quando da Bahia foi para 0 Ria de Janeiro , e as que obrou em Setuval ^ pag. i^.até 22. Cafo prodigiofo do Rio de Janeiro , p. 22. Doutrina chriftã ^ e mais oraçoens para os Pays de familias enfnarem a doutrF 7ía á fua familia , pag. 26. Modo pratico para ccnfejfar , e commun--^ 5 pag. 38. Modo de ajudar á Mijfa Romana , pag.44." Modo de ajudar d Mijfa do Carmo , p. 48. Modo de ajudar á Mijfa de S.Doming.p.^^. Novena de nojfa Senhora da Lapa 5 p- 5 1. Modo de rezar 0 Terço de N.Senhoragç.y^ç, Remedio das cmco pedras de David contra os cmco fentidos do homemgç.<)i^ .até icp^ Remedio^ que ufou hum Religíofo para jíüq pajfat fa^ar pelas penas do Pargatorio^p.ií^i Ora f ao, que fazia Santa Terefa de Jefus para o fervor ^do efpirito , pag. 1 14 . , A mayor devoção do agrado de Deos,p. 1 15^; Oraçad de Saiíto Agoftinho , pag. i ly. Remedio para cef['ar a pefte , pag. íi6. . Remedio para naa morrer repentmamen^ te,pzg.i2o. Remedio para a hoa morte , pâgi 121. Remedio para 0 moribundo dizer , ou oã-à vir , pag. 122. Remedio para encaminharmos os nofToí fentidos ao fervi ço de Deos , pag. 122. Remedio para huma alma fe convertera Deos, pag. 126. Devoção à Virgem Santiffma , pag. 128. Remedio efficaz contra a morte violenta. de rayos , e trovoens , pag. 128. Remedio efflc az contra as tentaçoeus dó demonio , pag. 1:^0. Remedio para alcançar a ultima perfei-- Çad,^pag.i^i. Vraçao que Sao Francifco Xavier fazia as cinco chagas , pag. 132. Remedio , e modo mais facil para a ora-^. çao mental , pag. 132. Remedio para a Religiofa, e outra quaF quer pejfoa alcançar a virtude da cajii^ dade ppag. 1^^, ■ ■ ■ /■' Remedio para arenovaçao efpiritUal dos votos das Religiofas , pag- 139. Traãicas , que fe devem fazer ds Religio- fas làp. Copia de huma carta e ferit a na Cidade do Porto em refpofta de muitas , que me ef- creverao de Lishoa muitas Religiofas , pag. 142. Invejas , que os Anjos tem das hoas Reli- giofas , que ajfijiem no Coro , e antes da Cormmnidade , pag. 160. Magnificat em P ortuguez ^ pag. 166. Remedio para alcançar 0 agrado de Ma^ ria Santifjima 167. Remedio para arder em chammas do amor Divino 169. RECEITA GERAL DA VOCAC,AM dos Santos. O Anta Anna. Remedio para os mi fer a-, O veis , e para tudo , pag. 173. Santa Apollonia. Remedio para as dores de dentes ^^ 2 ig. 174. \ _ Santo Angelo. Remedio contra os feiti- ços , irc^ pag. 174. ^ Santo Antonio. Remedio para as coufas perdidas , (Ip^c. pag. 176. Santo ^Anafia fio. Remedio contra 0 de^iio- nio ■) € maleficios i <Üçc. pag. 178. Santo Amaro. Remedio para as pernas ? pâg. 180. , Santo ^anto AbrahaÕ Ahhade. Remedio para fã evitar o denmfiado chorar dos mininos , pag. i8o. Santa Agada. Remedia parabas dores de ‘ peitos , pag. 1 8 1 . Santo André. Remedio para a virtade da ’ cafidade , e conjlancia nos tormentos , pag. 182. ' * Santo Apollinario. Remedio para as que^ . braduras 187. Santo Agoftinho. Remedio para a intelli^ gencia das artes liber aes ^ e para as la- . . grimas , pag. 187. JSanto Adelredo. Remedio para a dor de pedra ^ e gotta Santo Alberto. Remedio para os partos y cefoens , éd^c. pag. 189. Santo André Avelino. Remedio para fe . abbreviarem as demandas , e contra a apoplexia , pag. 192. Santo Adriao. Remedio para as quebra- duras , (i^c. pag. 193. Sao Bento . Remedio para as mordeduras de cobras^ ^ bichos venenofos , e explica- ção d.a fu a Cruz , pag. 194. Sao Braz. Remedio para os perigos da garganta , pag. 196. Sao Bonifácio. Remedio para fe tomar re- foluçap firme para largar 0 pe c cado , pag. Z97. - ^San- '^anta Erigida. Remedio para as dores de fabeça, e confiderar na paixao de Chrif- iQ ■> pag. ipS, Sao Bartholmneu. Remedio para a pai- xao do medo , e vifoens diabolicas , e murmur açoens , pag. ipp, Sao Bernardo. Remedio, para as dores de cabeça^para as /ciendas , febres , drc pag. 200. . ^ao Bruno. Remedio para a humildade , &c. pag. 201. Boaventura. Remedio para as'fcien-^ das y humildade para a communhao pag. 201. ^ Sao Bene dicio. Remedio contra os ofTos e efptnhos , pag. 202. Santa Barbara . . Remedio para os trovo-^ ens ^p2ig. 315'. Sao Camillo de Lelis. Remedio para' as agonias da morte , pag. 203. Santa Ceciha. Remedio para as dores de cabeça , e^ os muficos pag. 204. Santa Clara. Remedio para a hydropefta, J-ebres malignas , refpeito ao SaiitiJ/imo liacramento , (^c. pag. 205'. Santa Catharina de Sena. Remedio para afugentar demonios , e para a efmola y e^f ciendas , pag. 206. S ^9 Caetano. Remedio ^eral das necef- fidadeSf ftàaies , e trihulaçoens efplrituaes y . pag, 207. . _ , Sao Çhrijiovao. Remedio para ofaftio^pa- ra as forças ypara a pedra , fogo , fo:^ me , pefte , tempeftade , ^c. pag. 2 09. ^ao Cologero. Remedio para as hérnias y pag. 209. Santa Comba. Remedio para a caf idade , e cejoens , pag. 210. SaÕ Cofrne , e S. D ami ao. Remedio para os medicamentos aproveitarem 212, Sao Damafo. Remedio para as eleiçoens ferem bemfeitas^para os Prelados ^,6 Pre- ladas 5 pag. 2,13 • Sao Domingos. Remedio para as febres , para fe rezar 0 Terço de Maria San- Jijjlma , ^2.g. 21 Remedio para as febres ^ pag. 217. Sao Dionifio Areopagita. R.emedio para a conftancia da fé , e terremotos da íí^r- , pag. 216. Sao Duarte. Remedio para refpeitarem aos Sacerdotes , e para a gotta coral , pag. 217. Santo Pftolano. Remedioparaaperfeve- rança do temior de Deos , pag. 218. Santo Elias. Remedio contra ofogo , pag. 219. Santo ElesbaÕ, Remedio contra os perigos do ^dõmar] e da guerra, pag. 120: àantaEmereciana. Remedio para a pure^ za da alma até á morte , pa^. 222 Eloy Remedio pa^a^freza , e contra ajimonia , pag. 222 i^aMo EJlevaõ. Remedio para as inimiza- aes ,e conjiancia do martyrio , pag 222 Santa Efcolaftica. Remedii par^f^gl^ar da palavra de Deoi, para Ahu%a , e para as lagrimas , pag. 224. Santo EJiapino. Remedio para a gotta , pag.225'. ^ ’ . hrancifco de Sales. Remedio para a pa^ ciencta dos MiJJionarios , pag. 226. ^ • Francífco. Remedio para lançar fór a os demomos , e 0 mais tudo coin o cordão , ^c. pag. 227. ' , ’ ^pi^cia da V meravel Madre Leoca^ dta da Conceição do Convento de Mon- chique da Cidade da Porto , pag. 220. Remedio para os MiJJion^ios^ epara tudo ^ e Novena do òanto Xavier ^ pag. 233. Soneto , que fez S. Erancifco Xavier , pag. 272. o. trancifco de Borja. Remedio para as vaidades , pag. 273. Sc Frahdfco de P aula. Remedio para ter i^ccejfao , S, Fia-- [ S', Fiacrio, Remedio para os cancros y e aU morreimas , pag. 25* 4. 4^. Fllippe. Remedio para os terremotos , e hoa morte , pag. 25' iT. Ganfrido. Remedio para as doenças dos mininos , que Ihe chamao uzagre , pag. 25 8. S, Gregorio Magno, Remedio para dores de ejlomago , e converjao do gentio , pag. 25^9. Santa Gertrudes, Remedio para 0 Jegredoy e penitencia , (f^c. pag. 260. S. Goncalo, Remedio para os hons cafd~ mentos^ e quebraduras , pag. 261, S, Gil Abbade. Remedio para nao ter ver- gonha 5 nem medo de dizer os peccados , pag. 261. Santo Henrique Rey, Remedio para 0 def- prezo da vida , e para enriquecer , e edificar templos , pag. 262. Santo Hilariao. Remedio para os cafados terem filhos , e conforrtiidade na hora da morte j pag. 263. S. Joaquim, Remedio para a paciência , p^ag. 264. S. Joao Bautifia. Remedio para a' dor de cabeça , e os Mifiionarios prégarem ver- dàdes , c, pag. 265:. Santa Jfabel Rainha, Remedio para as ej- molasy ríioJas , cancros , e caridade , pag. 26^. S.Jofeph. Remedio para dores de cabeça : e para a hora da morte , pag. 267. S. JoaÕ Euangelijia. Remedio para 0 ve- neno,^ e alcançar 0 amor de Beos, p. 270. S. JoaÕ NepowMceno. Remedio para a boa fama e para ofigillo da confijfaõ , pag. Santa Ignez. Remedio para a boa fama , e contra 0 teftimunho falfo , e dores de peitos 5 pag. 273. Santo Ignacio de Loyola. Remedio para os partos^ e fervor da ora çaÕ ^ pag. 274. S. Lzíiz Gonzaga. Remedio para a pureza da alma ^ e para a obediência ^ e húmil- r dade , ççàg. S. Libor io. Remedio para a dor de pedra > pag. 277. Santo BomLadraÕ. Remedio para alcan- çar 0 per daÕ na hora da morte, pag. 276. S. Lourenço. Remedio para os mareantes terem bom vento, e para 0 fogo, pag. 277. Santa Luzia. Remedio para os olhos , pag. 278. . r o S. Mamede»^ Remedio para as mulheres , que criaÕ , terem leite , e para o fogo , pag. 278. S. Mar çal. Remedio 'para os incêndios do Jogo , pag, 279. Santa Santa Maria Magdalena» Remedio para o dom das lagrimas , e arrependimento^ pag. 280.^ S. Maculfo Abhade, Remedio para as al-- porcas^ pag. 281. Santa Maria do Soc corro. Remedio para . os perigos do mar S. Marino Martyr. Remedio para a farna, e comichão ^ pag. 282. Santa Martha. Remedio para 0 pulgão ^ e lagartas , pag, 2 8 3 . S. Miguel. Remedio para a hoa morte , ire. pag. 283. Santa Monte a. Remedio para 0 alhio , e lagrimas ^ afjiiçoens^ pag. 285'. S. Nicolao. Remedio para as donzellas po-^ br es 5 pag. 286. Santo Onofre. Remedio para a pejle ^ pag. 28Ó. Santo Ovidio. Remedio para as dores de ouvido , pag. 287. N. Senhora da Piedade. Remedio para a contrição das lagrimas , pag. 288. Patrocinio de Maria SantiJJima. Remedio para os favores de Maria Santijfima , pag. 289. S, Pedro Apoftolo. Remedio para as lagri- mas , e fe nos abrirem asportas do Ceoy çparaaFê y pag. 290. S.Pe^^ - Fedro de Alcantara. Remedio para as ‘ cezoens , e fe alcançar tudo de Deosy pag 291. o. Pedro Martyr. Remedio para as femen-- teiras , pag. 292. S. Pedro ^olafco. Remedio para a hoa morte., e redempçaÔ dos cativos , pag. . . - Santo Quintino. Remedio para a Curdez , pag. 294. Santa Quit er ia. Remedio para as morde- duras de caens damnados , e para a conj- t anci a do amor de Deos , pag. 294. Santa Rita. Remedio para os impojjiveis , pag. 295'. S. Roque Remedio para as feridas , pag. 296. S. Rafael. Remedio para as viagens , pag. 297. Os Santos Reys Magos. Remedio para as viagens , para as f ciendas ,para fe nao perderem os pregadores , pag. 298. SantaRofa de Viterbo. Remedio para a caridade , pag. 299. Santa Rofa de Lima. Remedio para a vi- da penitente , pag. 299. Sao Sebaftiao. Remedio para a pefte , e pa- ra 0 fegredo , pag. 300. Santa Sabina. Remedio contra 0 fluxo de fan- fangue , pag. 301, Santiago. Remedio para a guerra pag. 301. Sao Servulo. Remedio do mal de parle^ Jla 5 pag. 302. Santa Syria Virgem. Remedio contraia dor de pedra , pag. 303. SaoTude. Remedio para a tojje , e deflu- A;o,pag. 303 . . ^ Santa Te^la. Remedio dos que fe quemao no fogo SaÕThomé Apoftolo. Remedio para nos ej- tabelec ermos na Ré , pag. 305'. Santa Terefa de JESUS. Ren^dfopara ^ pureza , aleives , mentiras :,para as Jciencias 5 e para 0 ejiado perfeito das Religiofas,çag.^o 6 . Santo Thomaz de Aquino. Remedio para os Mijfionarios alcançarem Jciencias , e . para os que efcrevem , pag. 307. Oracad, que Santo Thomaz fazia antes de ejtudar , prégar , e rezar , pag. 308. OraçaÔ^que Santo Ehomaz dizia antes de- dikar na cadeira pag. 309. Sad Vicente Ferreir, Remedio contra as vaidades ^10. Sad Venando. Remedio para as quedas , pag. 31 1. SudE Vente Murtyr. Remedio para a cpnf> tancia tancM âe morrer por Chrijlo ] patr, ítt'' Sao Fmcente de Paulo. Remedii p^ar a as ■ cicios efpirituaes, confiffoens geraes , pag. 312. SantaUrfula. Remedio para naS morre^ remjenifacramentüs , pa^. :?i:? iao Zacarias. Remedio para as perle^ui- *0 « 0 'vas fmdaçoens, pag. 3^4 Nojju Senhora da Lapa. Lmedio pala tu- de MiJfaÔ ^ pag. ^ip. Fim das receitas. j^medio cojttra a foherba , pa^. 221 Biãames de SaÓ Vicente I^errer%2i'^2 2r Rejnedto contra a avareza , pag. ' 2I. Kemedto contra a luxuria ^ pap. 2c Kemedío contra a ira, pag. í 26 Remedio contra a gula , pag.^/. Remedio contra a ira , pag. /2^ Remedio contra aperguiça , pag.‘ ^29’ Remedio geraes para os efcrupllof os, 1 «^ ‘«idaS , que naõ fe confejfao bem , pag. 334. R^^edio para faberje confentiraõ,ou naõ, d^Apag. 337 . P-emedío para os que cuidaõ que fempre julgaÕ mal ão proximo , pag. 340.' Remedio para os que fe affligem , per que fe naÕ doeraÕ dos peccados quanto de^ viad do erfe , pag. 344 Remedio para os efcrupulofos rezarem a Officio Divino , pag. 348. Re7nedio para os que cuidao que peccaÕ em tudo Remedio para os que padecem fe curas ef pirituaes nos feus exercidos , pag. 355'. Remedio para vencer as tentaçoens da predeftinaçao ^ QU reprovação^ pag-357- Fraxe de tirar efcrupulos a refpeito das poliu çoens em fonhos , pag. 360. Receita efpiritual pdra curar melancolia^ pag. 368. Exorcifm efficaz^, e remedio para todos os achaques ^de que houver fufpeita,que Jao caufados pelo demonio . , Que deve fazer 0 enfermo , quando 0 avi- I zao para 0 f agrado viatico , pag. 373. Fara quando lhe daÓ a unçaf pag. 374. I Ado de contri çao para os enfermos^ P * 3 7 Remedio para ajjtftir ao facrificio da míf fa , pag. 380. ! Methodo pradico de ouvir Mi ffia , p. 382. I CommunhaÔ efpiritual , pag. 396. Sufpiros da alma contrita , pag. 398. Jaculatorias , pag. 400, Remedio para o retiro efpiritual, p. 4Cx; Exames do ejiado da alma , pag. 402 . Remedio para fe fazer b em feito 0 exame da confifj^ao geral ^ e particular^ p. 408,. Exame pelos mandamentos , pag. 410. Remedio para nao peccar , pag. 424. ' Romance , que féz noffa Senhora^ pag. 424 J Remedio para nao peccar mais , pag. 425'. Remedio para a boa confijfao ^ e modo mui-- topraãico ^ que fe deve ujar ^ pag. 425'. Remedio para confeffar os peccados nega- dos f em medo do Confejfor y e comrefo- luçad:, pag. 428. Remedio paraj>s peccados , que lemhrao na communhao y pag. 435'. RetiçaÕ y ou fupplica amer of a para antes da confifao , e em qualquer tempo , que fe qmzer chegar a Deos , pag. 435*. Remedio para chorar antes da confUTao ^ pag. 443. * Remmio para mover a Deos antes da con- pag. 447. Reme mo para adorar y e rezar ao coraeao deJESVSypzg,^^^. ^ Remedio efficaz , e exorcifmos contra os achaques yde que houver fufpeitay que fao _ caufados do demonio , ou outra qualquer queixa natural y a^c. pag. 45'o. Detefaçad y que ha de fazsr o enfermo a quem quem' ji&erèm os exotcifmòS ^ pag*4$ri-i lExorcifmo efficaz , pag. 45* Preceitos knitiijos j pag. 455* Preceito escpulfito , pag* i\. 6 o. Preceito para ligar aòs demonios^-^^úg.tifiti Acção de graças pela deliberação do en- 'fermOj^^g.\ 6 i. ^ PalaUras contra maleficios diabòlicosçp2igl 4 ^ 4 * . . Remedio j e exOrcifmo efficaz para expuU Jdr toda a caJiaAe aninmes , d^Ci pagi 4 ^^ . . Preceito èxpulfivo aos demónios ^ pág. 4674! Exorcifmos contra as trovoadas^ pag^ 46^, Remedio para mover 0 coraçaÕ. com as do^. : res de rí. Senhora Stabat Mater em Por- tugUeZ y pag. 472. Remedio pâra confolaçao doS enfermos quando 0 Sacerdote devoto 0 vay vifttar ^ pag. 474. Euangelho de S. Joao 3 pag. 477. ' ' Mcrdo de rezarem as Ave Marias quandã tangem os finos de manhã , ao meyo dia^ e ás Trindades , pag. 479. Remedio efficaciffimo para Je lançar 0 efpi^ rito maligno com ò Bentinho ^ ouEféa^ pular io do Carmo 3 pag* 480. MiffiaÔ de Mafra. JoaÕ XXL Pontifice Portuguez, O Papa Joao XXIL conce- aBulla Slabb atina , pag. 606 Idade , e naf cimento de Maria Santigima pag.481 ^ajo grande , que fuccedeo a hum MilUo^ ^ narw de Ar agao f obre 0 Bentinho , pag. O cafo de Fr, Gafpar Moreira, e 0 que fuccedeo em S, Paulo, e campos dos Guattacazes fobre 0 Efc apular io , e - Bentinho, pag. 498, ^^9^8 Senhora d^ Conceição , pag. Officio do gloriofo Patriarca S. ^oCenh pag. ^lo. ^ J r > Remeato para a paciência, e foffrimento dos açoutes ,e coTfverfaÕ , pag. -r 17 Kemedto contra as cezoens , e bichos , que dejtroemasfementeiras, pag. qiS: Remedio para quantas novenas quizerem jazer de N. Senhora , e mais Santos , , , pag- fiPj ^ Ahfilviçad para a hora da morte para os ■ Lonjr ades do Rofario , pag. qzo. AbfohiçaÕ para os Confrades do Carmo , AhfolvíçaQ para os Confrades de Santo Al^Jolvtçao dos Terceiros de S.FranciCco AbColviçao dos Confrades da Trindadé^i pag. 5* 27. ' Todos os Sacerdotes podem ahfoher,. aufçn-^, te oCommiJf ar io , a todos os Confrades^ pag. 728. Benção para a agua benta , pag. 5' 30. Benção para 0 lugar > e cafa do çífermo , pag.^5,33- ^ Benção da cama , pag. 5:34. Benção para a cafa nova ^ pag, 5^34. ’ Benção para novos fruãos , pag. . Benção para 0 paÔ , pag. 5* 3 6. Benção para barcos , e navios^ , pag. 5'3o. Benção para a comida , ^ bebida dos enfer-' ?«í?x,,pag. 5:37. - Benção dos vefiidos dos Religiofos^e Frey-- r^j-jpag. 5 ' 38 . y n- r \ Benção da Correia de Santo Agojltnho » Benção dos Rojamos , pag. 5'39. Benção para tudo , pag. 5’40. Benção do oleo para fe ungir aos enfermos. Benção das rofas $44. * Benção das velas da irmandade do Rofa^ . r/í? , pag. 5:45. ' Benção para as imagens , pag. 5'46, Aão de contriJaÕ para fe cantar^^^gy4JÍ Explicaçad do A^ B3 Cj p 3 g«_ 5 ' 4 ^* Semesas, e remedio para fe viver bem , ^fmedioparafe ófferecer,e louvar a DeoS K aa acordar , levantar , e recolher áca- amordeDeoSi Remedto para as mãys, e amas crearem osjilhos,^ 2 igc^ 6 i. Remedio para a creatura^que de nohe pa^ _ aece vexaçao do demonio ^ pa^. Isadamha dos Santos , pag. 566. ydlm&s penitenciaes , pag, C7I, O Rfalmo Miferere, pag. 5' 70. O Rjalfko Be projundis ^ pzi. Reme Ai a linvrt : ^ J' Remedio infallhel contra \^pe^dellos , 4flHoem Jantafmas , e fonhos deshl neJtos,p2Lg.^^2, Remmio para reverenciar adorar 0 San*^ tijjmo Sacramento , pag. 594. Remedio para afervorar a devoção das ajmas do Purgatorio ^ pag. coo. aaf^os ) e ailos de amor de Deos , pag. JEStJS JESUS , MARIA , JOSEPH., Em nome do Padre , e do Filho, e do Efpiriro Santo. Amen. O principio creou Deos o Ceo, e a terra , o firmamento, e mais elementos , . hervas , plantas , o ^ os peixes , as ates, racionaes , e irra- cionaes , fontes , penhafcos , metaes , ,e tu- do , ^anto admiraò os noíTos olhos , e vê o noílb entendimento , para com tudo , e por tudo fer louvado o Creador de tudo: Benedicite- omnia opera Domini Domino. Com aquella palavra prodigiofa creou toda efta machina univerfal , celefie , e ter- reítre , para por meyo deílas exterioridades melhor íè dar a conhecer , como David , uando queria levantar o penfamento a ^eos , o cophecia ; Conjideravi opera tua^ A ^ e Thefouro preckfo da Lapa. fe quizer utilizar della , e delle. Ora iilo aiiim pofto j e experimentado , como adi- ante moitrarei com evidencia , e experi- ' encia ocular ; coniidero , que diria hoje Salamao , vendo os prodigios , e milagres de nofla Senhora da Lapa , eilampados nef- ta Botica preciofa , que deixa a perder de villa a todas as fciencias , e prodigios da natureza j e fe hoje refufcitara a villa do fi*uto 5 que fe colhe das rofas do Rofario, e Thefouro preciofo da ^Lapa ! Ninguem duvida que SaiamaÓ foi do- tado de fciencia infufa com eonheçimento, . fciencia , e noticia das virtudes de todas as ' plantas do univerfo : que penetrou as vir- tudes naturaes de todas * as flores , com o que fe refolveo a eicrever livros para nel- * les nos deixar o conhecimento das hervas, e flores para naô experimentarmos doen- ças , e enfermidades nas creaturas : Locíí^ ? tus eji Salomon de lienis à cedro ufque^*'^^' ad hyjfopum. Afllm elcritos eiles livros pa- ra neiles recobrar a faude , abrindo-os , lo- go appareciao os remedios, e defappareciao as enfermidades do corpo. Mas como as creaturas fó olhavao pa- ra os eifeitos da medicina , e nao para a çauía , e Autor das virtudes deíTas medi- A ii cinas^ 4 •' Botica preciof a'-, ' cinas , porque o mefmo era acharemfe en- feriuos, que logo bufcarem os livros de Salamao para applicarem as medicinas pa- ra fe verem livres dos achaques do corpo, e fe nao lembravao mais de Deos , e fó dos livrros fe lembravao , vendo o -Profeta Eze- quias eila ingratidao mandou queimar to- dos eíles livros , onde fe achava a Botica preciofa, e Thefourp preciofo de Salamao. Queixoufe o povo da falta daquelles livros , chorava quando fe via fem reme- díos para curar as fuas enfermidades na falta que lhe faziao os livros , que por hum decreto infaliivel forad devorados , e •queimados. Mas - que diria Salamao , fe a vifta defta Botica preciofa da Lapa refuf- citara , e ouvira contarjos prodigios das virtudes das rofas , oleos , flores , e aguas bentas , do Rofario da Botica da Lapa ? Que faria , que diria , fe viífe em huma fó flor todas as virtudes recopiladas de to- das as flores ? E coníiderando em huma^fó planta as virtudes de todas as plantas ? ‘ Ora o certo he , que diria pafmando Salamao: Flor comoefta, medicina como efta naó achei em todo o mundo , nem pude penetrar , nem a minha fciencia po- de indagar, e defcubrir a fua virtude, e ■ L por e Thefouro prectofó da Lapa. ^ porijfTó a‘ nao efcrevl nos mens, livros , porque todas quantas acíiei , lá as^ puz ie nenlíutna he como efta. Certamente _ que nefte ponto Salamaô coríi a fua íciencia , e prudência, confolaría ao povo cpm-^a falta dos feus livros , dizendo que á viíta da Bo- tica preciofa da Lapa, e Thefouro prec-iofo da Lapa ..illuftrada e.fooientada com as rofas bentas , e oleos bentos j já^ naó fa- zem falta os feus livros. ' _ líto, que diria Saiamào , me parece nos eílá dizendo noíTa Senhora da. Lapa : E- grediamur in agrum videamus jior es fruãus^~ parturiunt ^ convidandonos para eíte thefouro atégora encuberto no cam- po., para ver fe as fuas flores dad fruto , e fe faô medicina para curar com c^Rofa- rios hentos as noíTas enfermidades , como melhor nos receita' a Igreja na benção das mefmás rofas : TJt quibuscumque in infir- mitate appojita fiuèrint , ab infirmitate fianentur, ' . . -tc/; He. MARIA SantiíTima a verdadeira Botica preciofa, o verdadeiro -Théíouro, tudo nos vem por fuas maòs , como diz Sad Bernardo : Omnia, per manus Maria, íinalmente he hum tudo para tudo : Omni-* hus omniu fia^a efi , ella he, que nos livra ' • de Cafo proàigiofo* E StaUílo eu em Miíía 6 na Cidade do Porto 5 e vendo a muita devoção da- 'í^üelíe povo 5 entrei a aíFervorar a devoçaÔ 4 e noífa Senhora da Lapa , e a benzer ro- faâ > e azeites para benzer aos enfermos , «entrou noíTa Senhora a fazer tantos pro- 4 l^ios 3 e a farar a tantos enfermos , que me i-eMvi para confolaçad daquelle povo taò % Sotka prechfa, de todos os perigos : S£d à periculis cun^ Bis libera nos Jemperj virgo gloriofa , benediBa, E como nas boticas fe acha a varieda^ de de remedios , vay nefta huma receita dos Santos advogados para todas as enfer^ midades para qualquer enfermo efcolher a que mais lhe agradar , e faiba que fcn bré todas as receitas , e vocaçoens he noíTa Senhora da Lapa a principal advogada para todas as enfermidades corporaes , e cfpiritüaes , e aíllm com eftylo breviífimo direi alguns prodígios, que ella tem obra- do para afervorar a devoçaÓ dos devo- tos 5 que fe quizerem valer dos remedios defta Botica preciofa da Lapa , e utilizar- fe defte Thefouro preciofo da Lapa» e Thefouro preciofo ãa Lapa. 7 taô devoto a querer fundar hum Seitíina- rio 5 e Capella z noíTa Senèora da Lapa , e o povo logo concorreo com ma^ larga com muitas efmolas ; e pela continuaçaó quotidiana dos íermoens , e confiffoens , cahi com hum defluxo , e com as medici- nas , que me applicaraô , e çomo eflava em terra fujeita ao mal da gotta , deome nos pés com excelli vas dores , e tinha prin- cipiado a Miííao no Convento das Reli- I giofas de Santa Clara , e com a enfermi- . dade fe fufpendeo ; e como já b povo ef- tava com muita devoção a noíTa Senhora ^ da Lapa , pois tinhao- experimentado ali- i vionas fuas enfermi dédes, quando bs ben- zia com o azeite bepto , me diziaó , qüe aflim como eu curava com o azeite bénto as mais peíToas , me curaíFe a mim mefmo, mas eu dizia no interior do meu coraçaó , I que nao merecia que noíTa Senhora me fi- zeíTe aquella mercê ; tinhalhe refpeko , j moílravalhe humildade , via , e olhava pa- ! ra os meus pés inchados , e a dor íixa no I calcanhar ,, coníiderava a m.aldadb dos meus peccados , corno dizia: Da vid : J»/- . quitas calcanei mei circumdabit me naó I tinha animo para lhe pôr o azeite , ou . oleo bento. . -8 Botica prectofãy Ora depois de muitas dores , e pelo j lapfo do tempo, foi mitigando a dor, e ^ fuy Tazer Miílao em Nordello , diftante* | da Cidade do Porto huma legoa pouco * mais , ou menos , e ajuntandofe innume- ravel povo, que riao cabia dentro da Igre- * ja, e mandando pôr o pulpito na porta,/ nem na rua cabia o povo , e já por íima dos telhados , das arvores , e dos muros íe ajuntavaq, acabada a MiíTao , querendo ir pela Igreja , com a multidão do povo nao , fe podia ver por onde fe podia pôr o pê, j e em hum degráo da Igreja torci o pê,^ | onde -teílava o mal da gotta , e logo no j outro dia 'abri MiíTaô no Convento das Religiofas de Monchique , e no acabar da j MiíTao querendo íahir pela Sacriítia ,ap- j pareceo hum mininò , que me hia tapan- , 1 do o caminho j e andando para traz , paf- j fou hum degráo fem tropeçar , e com o . i íeu capote encubrio o degráo , onde ou- ^ tra vez torci o mefmo pê , e naõ pude dar mais paíTada , e me levaraô para a cafa do IHuílriííimò , e Excellentiíllmo Senhor D. Diogo de Soufa , Governador das armas do Porto , e Sargento mór de Batalhas , onde eu morava , por fer elle tad; zelofo nao' , fó no ferviço de 3ua Mageílade , que Deos guar- . i ' el^h^fouro preciofo da Lapa. 9 guarde 3 cõmo também no ferviço de Deos> que me mandou chamar Corte de Lis- boa para fazer MiíTaô na dita Cidade do Porto. Ceando me puzerao na cama , já nao podia com as, dores excellivas do pé , e levei toda a noyte com puros ays , e ge- midos 5 e fendo duas para as tres horas dâ madrugada jdevaíitei o penfamento , como me foi poílivel , e diíTe a noíTa Senhora da Lapa eftas palavras : O’ Virgem SantiJ^ Jima da Lapa ^ atégora naÕ tive anima para curar 0 meu pé com a medicina do vojfo azeite hentó , e me acobardava 0 me Conjiderar indigno do vojJ'o patrocinio^ hem Jei eu , que fnuitos , a quem curei em nome do Padre ,e do Filho , e do Efpirito San- to , e em vojfo nome J ar ar ao , no que qúi- zejies mojirar 0 poder do vojJ'o patrocinio,' Senhora , vós bem f abeis , que a Mijfao^ ejid principiada j eu voi peço^uè fe for para mayor honra ■, e gloria de vojfo Fi- lho , e augmento da devoção dos vojf os devotos 5 que poderão dizer , que curan- do-os eu com 0 vojfo azeite bento , e fa- rando , fó eu, que com tanto amor , e ca- ridade os curo , e faraÓ ,fó a mim me nao fii curar : jois, Senhora, com, toda^a fé , e -IO Botka preciofa ^ demçao quero curar o meu pé para con- tinuar a MiJfaÕ 5 e logo benzi o azeite. E á viíla do Alferes Francifco Lopes ben- zi o meu pé taó inchado , e com tantas dores , com o azeite bento de noíTa Senho- ra da Lapa. Cafo prodigiofo , e mil ve- zes admiravel , e digno de fe publicar por todo o mundo ! Depois que benzi o pé, adormeci , e defpertando do fono ás Tete horas do dia, me vi livre de toda a dor, e o pé deíinchado , e logo de tarde fuy ao Convento de IVLonchique continuar a . MihhÔ , e fiz voto a noíTa Senhora de pu- blicar eíte milagre naõ fó nos pulpitos , como também em todos os livros, que der á luz, o que tudo publico jurejurando. Na mefma Cidade do Porto fe acha- va muito enfermo Jeronymo Leyte , peíToa qualificada ,. e das principaes familias , e- já deienganado , tomando o fagrado. Viatico em dia, que benzi a imagem de noíla Senhom da Lapa ,, para fe collocar na nova Igreja , que pertendo fazer com o. Semmario , fuy benzer ao dito Jeronymo Leyte , que eítava com poucas efperanças de vida por caufa de h uma febre maligna , muito forte , e o ponto foi benzerlhe com; © azeite e porllie a medida de noíTa Ser . nhora. eThefoiiro prêciofo iaL/ipjt. ii nhora , e huma eilampa da mdma Senho- ra da Lapa na fua cabeceira , que logo experimentar melhoras , e foraõ tantas , que já peíToalmente foi ao Convento de Santa Clara , aonde colloquei a Senhora da Lapa em quanm fe lhe faz a fua Igre- ja para nella fer collocada para fempre , a dar os agradecimentos em acçaô de graças pof fe ver livre de ta6 grande perigo, já nos últimos parocifmos da vida. Na mefma Cidade no dia , que da ilí- luílre cafa do Illuftrifíimo Senhor D.. Lou?- renço de Amorim levei a imagem da La- pa para Santa Clara , depois que com IL cença do Excellentiíhmo , e Keverendif' íimo Senhor D. Joao da Syiva Bifpo Deaõ de Viila Viçofa , e Governador do Biípa- do do Porto a benzi ^ e diíle MiíTa no Oratorio da liluftriíTima Senhora Dona Maria Violante em dia de Santa Agada 5:. de Fevereiro,aonde concorreo muito po*- vo , e cantámos o terço , e febenzeocom o azeite bento grande multidaò de povo entrando , e fahindo íèm ceifar para íe da- rem lugar huns aos outros , e já pelas ruas, ^ por onde paífava a dita imagem , e com o clamor do povo , fe achava huma mulher de parto por íeis dias , e entre dores , e pe- Boticà preciofa , . perigos perguntou por. aqueüe clamor , e É em fe lhe dizendo que era noíTa Senhora da J Lapa 5 que a levavaõ para o Convento de f Santa Clara , no mefmo inftante chamou I ella por noíla Senhora da Lapa lhe yaleíTe 1 naquella afíliçao , é logo acabando^de pro- | • nunciar eftas palavras , nafceo a? creança 1 com bom fucceíTo. , . 1 Coliocada, a Senhora em Santa Cl^ra> | e recebida , e feftejadá pelas Religioías ' J ■tao virmofâs , entrou a Senhora- a obrar íj mil prodigios , e logo no fegundo dia , de- 1 pois que fuy dizer MilTa , e acabando>a no | Altar, em que eílava eollocada , me fallou J huma mulher dizendo que falecendo o feu I filhinho , chorara tanto , pedindo a npíTa | Senhora da Lapa, o fizelTe refufcitar , e por V diftancia de duas horas eíteve morto , e \ refufcitara. ^ ; Na rnefma' Cidade, me foi levar hu- ma mulher huma filha, pequena para lhe curar os ouvidos çom o azeite bento , è pondolhe o azeite , no outro dia lhe. fahio ‘pelo feu ouvidor; hum pedaço, de baeta amarela , e cefíaraÓ as dores da minina. ;No Convento-rdas Religipfas Domini- cas da Villa Nova de fronte^da rnefma Ci- dade , eílando de MilTao , me chamarad eTh^/õuro preciòfo da Lapa. â toda' a preíTa as Religiofas para confeí- far a ]iuma,que êftava já efpirando , e abfoivendo-a , - e pondollie o azeite » logo abrio os olhos , e focé^gou. Sao innume- raveis já os milagres da Lapa do Porto , e brevèmente lalürá hum livro' dos feus milagres , pois a íua devoção vay corren- do pelos mais Bifpados , donde me eP- táo pedindo as eílampas de noíTa Senho- , ra da. Lapa, Fazendo MiíTao na Villa de Caíilhas,' , Gurei a hum homem , que havia 38 annos que cegára 5 e dizendolhe que fe pegaíTe com muita fé no patrocinio de noíTa Se- nhora da Lapa, e ao defpedirme da Villa para a Corte , me veyo dizer que já noíTa Senhora lhe deraviíta. No Bairro alto a dous de Outubro do anno paíTado fe converteo hum Mouro, de- pois que lhe pozeraÔ o azeite bento na tef- ta, e huma eftampa de noíTa Senhora da Lapa á .fua viíla^ Os milagres , e prodigios que tem feito nos^Semkarios , que fundei no Bifpado do^ Rio de Janeiro , hum na Cidade , e outro nos campos dos Guaitacazes , e na Igreja, oiide aíTentei a fegunda Cfpz para íe col- locar hum Oratorio , a noíTa Senliora;da Lapaj 14 Bòtka prechfa^ Lapa , que fica a traz da Igreja da Cruz dos íoldados , parece que já naó tem nu- Hiero, e naò cabem denti;o das Igrejas os milagres , e eílao pelas ruas , e paredes das cafas, cifcumvizinhas , onde fe acha^ habitos já |>ara fe' fepuitarem os enfermos, qtje eílavaô defenganados dos Médicos , que efcaparao dá mórte por patrocinio da Lapa 3 moletas dos aleijados , pés quebra- dos , mortailias , cabeças quebradas , bra- C quebrados-, maos com feridas , huns çando o fangue pela boca , finalmente enfermos de toda a qualidade , e de fuc- ceílos extraordinarios , e todos farárao patrocinio de noíTa Senhora da La- ^ , íe tem eftendida eíla devoçaô por todo o Braíil , e rara he a terrâ que na6 tenha já Igrejas , e as que íáô pequenas , e pobres , ao menos tem nas Matrizes o o feu Altar , ou imagem de noíTa Senhora da Lapa. Naô he juílo deixar de expreíTar al- guns cafos do Rio de Janeiro : fendo eu chamado para hum homem militar do Rio de Janeiro para fazer huma confiíTaÔ ge- ral , pois eitava defenganado para morrer de dor de pedra , e fó lhe diziaó os Ci- nirgioens , que o queriad abtir ^ pois o mais com o pa, e e Thefouro preciofo da Lapa, mais cerco era morrer, com efta confor- midade fez a fua confiííaô á viíla já dos ferros , inílrumentos, que o Cirurgia^ dei- xara alli em quanto hia chamar aos com- panheiros : acabada a confiíTad , benzi o azeite , e oondolho pela barriga em nome da Santijjlma Trindade Padre ^ e Pilha -y e Efpirito Santo , e para mayor honra de mjfa Senhora da Lapa , o confortei na fé de noíla Senhora , quando ( çafo prodi- giofo ao entrar dos Cirurgioens ) dá hum grito , e levantoufe á viía úq todos , e entrou a ourinar , ficando faô, livre de toda a dor 5 e moleítia. Na Ilha Grande , termo da mefma Ci- dade i quando eu no Rio de Janeiro aílen- tei cento , e tantos Oratorios pelas efqui- nas das ruas , naô fó para evitar as mor- tes , e máos fucceíTos , que acontenciao , mas para também noíTa Senhora , fer lou- vada por toda a parte , e com luzes , e taes Oratorios , que fa6 os mais perfeitos naò fó pelo primor da arte , mas também pelo muito cufto , com que aqueiies de- votos moradores tem por brazaó edifi- cados com as efmolas dos vizinhos , on- de das Ave Marias por diante até a hu- ma hpra depois da me/a no/te , em di-^ ver- Botica preciofa , * verfos tempos , e horas conforme o gover- no das fuas cafas , eftao louvando a nofla Senhora com admiravel , agradavel , e fo- noro canto , e em algumas partes cantao a orgao ^o terço com as mais devoçoens , que eftao no livrinho da Lapa Pedra Iman y e vao nefta Botica. Na Ilha Gran- de 5 como dHTe , eftando huma mulher de parto 5 e^nao podendo parir , veyo logo o Cirurgião pára com ferros lhe abrir a bar- riga , lembroufe dos Oratorios do Rio de Janeiro , e de noíTa Senhora dos Remedios, que foi o terceiro quç aíTentei na rua di- ' reita daquella Cidade , e clamando pelo fm patrocinio , lògo pario com felicidade, ' e o marido mandou para a.tal Senhora dos Remedios amortalha , e cera que já tinha para fe fepultar a fua companheira, Na mefma Cidade eftandofe de noyte cantando o terço no deçimõ^Oratoyio, que colloquei a noíTa Senhora da Oliveira na rua das Violas as fete horas da noyte no meyo da rua , adormeceo hum minino de cinco pára feis annos , e deitado na rua em quanto o Pay cantava o terço , paíTou hum carro grande, carregado depedras, e chapeado de ferro por lima das coxas domininp innocente, e dando hum grito acor- eThefouro preciõfo ãaLapal acordou , e cuidando o pay eftaria desfei- to em migalhas , achou as coxas com o íinal das rodas, e com area , que lançou das rodas , e as cabeças dos pregos por íima ^as carnes do minino , fem mais fe- rida , nem lefaò , com admiraçaô de to- dos aquelles devotos, do terço de noíTa Se- nhora. Tanto por mar, como por terra fa5 innumeraveis os prodigios de noíTa Senho- ra da Lapa , e raro he o bârco , fumaça , ou navio , que para aquelle porto do Rio de Janeiro, e campos dos Guaitacazes , e mais partes do Braíil vem , que nao teííi- 'munhe os prodigios da Lapa; e vindo da Cidade da Bahia para ado Rio, para a nova creaçad da Relaça6,o Doutor Deíem- barpdor Agoílinho Feliz dòs Santçs Ca- pello, teve liuma tal tempeftade , que ef- perando por inftantes veffe fubmergido nas ondas do mar , clamou por noíTa Senho- ra da Lapa do Seminario do Rio de Janei- ro, e prometteo faltar defcalço em ter- ra para alíim ir fazer fua Romaria ao Seminario , levando a fua efmbla , fe nofía Sçnhpra da Lapa o livraíTe daquelle pe- rigo 9 e cómo nofla Senhora ouve a quem por ella clama , íerenou o ar , abrandarad 8 os? tS Botica preciofay ; os mares , e cumprio a fua promeiTa indo a dar graças a nofla Senhora dà Lapa do feu Seminario , e logo vendo a formofura da imagem da Lapa , aceyo , e limpeza da Igreja , e a educaçad dos Seminariílas , cantando louvores a Deos , e a noíTa Se- nhora no coro a orgao , ficou efte Minifi- tro , conhecido pelas fuas letras , e virtu- des, e jüftiça reda, com que na Bahia def- pachava as partes , muito devoto da Lapa, e nos fabbados de tarde , quando podia , hia fazer oraçad , lembrandofe fempre do ' perigo , de que o livrara noíTa Senhora da Lapa. Marcellina Terefa , mulher de Joa6 de Pinho , moradores na ruachao da mef- ma Cidade do Porto , eftando muito en- ferma i e pejada fe Ilie atraveflbu a crean- ça na barriga , e padecendo exceilivas do- res , a defampararao os Medicos j e por- que em iemelhantes apertos , e affliçoens moftra noiia Senhora o feu poder, e pa- trocinio , poz a enferma a eitampa fobr-e o ventre , logo no mefmo inftante Ihe paiT^ raÔ as dores , e ie endireitou a creança. Fi- nalmente chegando a hora do partq ,.e das mayores dores , e affiiçoens , fe vio no inayor a crean- I 'i 1 çao nos coraço te dos devotos de vim nao m( Porto , e Maft honra 5 e glorí cer a efcriptá ; que pude elcre^ e ^ejóurò pretíòfo áa Lapã* ^ ÍÇ 5 pegoufê coití grâride fé com noífá Se- nhora da Lapa y é pofídofelhé o ázeite bento em forma de Cruz fòbrè o tentre#' (cafo admirável! ) nò mefího ihftarite lan-^ çou á créança com todá a felicidade > e boni fuceéíTo*; ^ ^ . Obrou a Vírgeih da Lapa há MiffaÒ ^ que fiz na Real Villa dé Setuvaljtahté/pro- digios , que naâ he juílo deixe de publi^ car nelte Tlieíouro o mayor das fuas^ mn fericordias , para máis creícer a fua devo- nos coraçoens dos fieis , principálmen- moradores de Seíuvàl ^ don-^ menos fatisfeito , do qué as da Mafra &c; feja tudo para mayor e gloria de Deos; E para nao cref- criptá 5 vaô em meíios palavras ^ e elcrever; uomifígòs Luiz Rayvado eílando' muito mal de dores da perna efquerda j é muito falto déviftade olhos, e dos Me-' dicds ,por lhe affirmarem era gotta , pon- dofelhe o ázeite bento de noíía Senhora na perna , e nos olhos , logo teve mel'horàs’i creeidas 3 e foi ouvir ás ultimas Mifíbês. Quiteria Bautifta eftahdo com huma dor muito grande na perna , pohdofelhe o ázeite , logo íarou. B ii Joaa Medicos ao Botica prectofal > Joao Soares Sombrereiro eftando; còní huma enfermidade muito grande, e com huma dor repentina , vendo fua mulher Luiza Maria da Trindade, que morria, chamou com viva fé por noíTa Senhora da Lapá 5 pondofe o azeite de noíTa Senhora, Jogo ficou faõ. Hum minino de dous annos^ era falto de vifta , pondofelhe o azeite de noíTa Se- nhora, logo ficou com a vifta perfeita, . Maria Terefa eftando com huma dor exceftlva no ventre pondofelhe o azei- te de noíTa Senhora , immediatamente fi- cou livre delia. jEufebia Çatharina tendo huma fiftula nn rnfto ale^uns annos , e fendo deixada por parecer incurável , pon- azeite de noíTa Senhora , ama- nhecendo o dia fe achou com a fiftula cer- rada , e logo de tarde indo á MiíTaÓ a moftrou publicamente^ao Miflionario , de que derao as devidas graças a noíTa Senho- ra em tempo, que fe fez a MiíTaô no Rocio do Senhor do Bom fim por naó caber as gentes nas Igrejas , pois dizem os pruden- tes 5 que eítariaó quinze mil , e tantas jief- foas. Leonor Maria da * Fonfeca eftando deixa- de Janeiro fe € Th ff ouro preàfifo da Lapa, 2 1 deitada- dos Médicos por maleS , ínctira^ veis è. áchandoie huina noite taõ aílida, pondofellie o azeite bento , logo 'melho* rdü , e íicóu fã. ' ^ Manoel Mendes Santiago vendo a filho Jofeph Joáquini , que tinha hurtia nevoa no olho efquêrdo por tempb dc annóSjque lhe hia tomando, toda a vif* ta , mandou fe lhe puzeíTe o azeite dê nqf» fa Senhora , logo ficou com conhecidas^ melhoras. , . Efperança Rofa padecendo o mai de ozagre , pondofelhe o azeite de noíTa Se- nliora f dògo ficou bòa. Òs‘ mais prodigios 5 e mercês , que noíTa Senhora tem feito , e vay fazendo fe publicarão no livro , que eftá a fahir , e por ultimo vay o feguinte j que noíía Se- nhora fez na Villa de Almada , que eílan- do huma* mulher com grânde defluxo pe- los queixos 5 foraó chamados vários Cirui- gioens para a curarem*, e por diílançia dc tres annos chegou a lançar oíTos pela bo- ca , e ficou defenganada ^ e deixada dos Girurgioens, ê chegando eu a MiíTaÓ áqüel- la terra , publicando os prodigios de noíTa .tinha feito noBif- pegou ella com Botica preciofa ^ com tal fé com noíTa Senhora da Lapa , e pondofelhe o azeite de noflà Senhora , nef? • ta fegunda MiíTao , que em Cacilhas fiz , me moílrou ella a cicatriz das feridas , que qltavao cerradas , e fâs , o que tudo eu vi , e com muito goíio , e devogaó dei as graças a noíTa Senhora, o que tudo nefte é_afo aífirmo jurejurando , feja tudo para major honra , e gloria^de Peos, e de noffa Senhofa da Lapa. ' / : Cafo prodigiofo de N, Senhora âci Lapa, D Ona Maria Antonia do Amaral das principaes familias do Rio de’ Janei-- ro y e muito devota dé noíTa Senhora da Lapa , dep toda a pedra á Senhora deef- mola para as obras 'da Igreja , e Seminá- rio , além de outras efmoias particulares : quiz a Rainha do Ceo , e da terra moítrar o quanto efiimava aquelle oblequio, que indo para a efcola do Seminario hum, ef- cravo pardo da dita D. Maria em tempo, que paíTava pelo Seminario hum. carro grande carregado de cal , cora rodas cha- peadas de ferro , querendo o dito minino jdar ao tempo o que he feu , quiz fubir ao ^arro por diante das rodas ^ fervindolhe de ‘ ' preci- € Thefouro precicfa ãa Lapa. 23 preeipidjo a fua ignoranda , e de eftrago a . íiKi .própria innocencia , paíTou a roda do carro pela barriga , e coftas do dito minino, , e quando fe cuidoü' ficaria divi- didorem dcais pedaços o feu corpinho , íc achou, intejro , mas todo desfeito^emTan- gue ^ix' chamando 5 e invocando o minino por noíTa. Senhora da Lapa , logo o Mifi- Honario^ilhe poz o azeite bento de noíTa Senhora pelo corpó 5 x teve tal melhora , que logo daMi -fetCjOu oito dias fé levan- tou da cama fao , e falvo , e fem lefaõ al- guma , ácando por , final evidentilTimo os finaes das cabeças dôs pregos pelo corpo, fem.oíFo! algum^ '<^ aflim paga MARIA SantlíTima arquem- a ferve. - Ora! pois parece que para aqui vem cahindo j ou nafcendo a hiíloria fagrada do carro de Ezechièly 'Í)iz - o texto lagra- do , que ‘pela carroça 'de Ezech iel puxavaô quastro-animaes. Diz e mais^, que eílcs ani- maes èraé Homèiti ,#07 , Leaó , e Aguia. Diztmais , quê eftes animaes caminhavaó ,taó ligeiros;/ que paredad hum relâmpa- go :■ Ad Jimílituãineni fulguris corufcan-^ tis. Diz màis , que eftes animaes carpinha- va6 tao^direitos : Qpi gradiebantur , (ifr mn revertebantur. Diz mais que oefpi- rito 34 ; Botica predofal ^ rito da, vida ellava nas rodas do carro : ' ‘Spiritus titã erat in rotis, Gra agora fe naÔ repara em que Deos pozeíTe Tó nas ro- das o efpirito da vida ) e que o -nao pozeíTe íbbre o aíTento do carro > nem fobre o tro- no y nem fobre^os animaes , e que nas ro- das , e : íb nas rodas pozeíTe Deos o efpiri- to da vida ; Spiritus vita erat in rotis : no que fe repara , e no que fe pergunta agora fobre éíle cafo , àe ifto. Se a . carro- ça de Ezechiel apparecera lá no Rio de Janeiro, e paífara por aquelle paiz da Se- nhora da Lapa 5 e fuccedera â eíle mini- no com a carroça de Ezechiel o mefmo çafo i ^ue lhe íuccedeo com o. carro ? que hia carregado de cal , por Ventura fe paííaff fem as rodas do carro de Ezechiel jpor lima daquelle minino , efmagaílohiaò , matai-’ lohiaó j molellallohiâo , tirarlhehiad a vi- da ao minino ? Cr^fe que hm > porque ro- das de hum tal carro , que faô o aíFento do efpirito da vida : Spiritus vita erat in ro~ tisji eilas rodas daS,vida> e maisvidá j e nao he poffivel , que tirem vida* Pois iílo meímo fuccede(? nche eaíb com o minino ; quando o carro paíTou por hma delle , chamou pela Senhora da La- pa, fendo a Senhora da Lapa naõ fó a noha fendo vida doçura y e efperança nojfa* Como a Senhora da Lapa fendo chamada pelo minino acudio logo â pôr nas rodas do carro o efpirito da vida v como podia aquelle carro matar ao minino ? Havialhe de confervar a vida , e cdntinuarlha , por- que a Senhora da Lapa invocada em tal necellidade veio. moftrar , que era vida , e para que o mundo conheceUe , e confeíTafr fe efte grande prodigio , quiz o Senhor , que ficaífem no minino os íinaes das rodas, para que foubeíTe o mundo , que quando das rodas ' naturalmente havia de' vir a mor- te deíTas mefmas rodas he qüe veio para o minino avida , porque a Senhora da La- pa poz naquellas rodas' o efpirito da vida. ^6: . " Botica fremfa i / v ^ ^chei JHpo por a ])outrina Chrijla , para I j qae os pays familias a enfmem aos | ; ijepts jilhçs 9 çriadás ^ e efcrmos . . Efiao ^ i ps Jivros, c fetos das indulgências y que J ganhaS os qm-a enfnaS y e as pays de | -familias kad de dar muyeftreif as cmt as | Í a Jbeos por nao enjmarem a Doutrina , I / Orapens y e cçnfeffar aos f eus obriga^ v dos, ^ • i Perg, Ue Ley profeliais ? : ^ Refp. ’€ Í A Ley de Chrifto. . ^ Perg, E quem, he Ghfifto ? . He Deos , e Homem yerda-i deiro .y em quanto Deos Eilho do Padre E- ! terno , e em qi^anto Homem Filho da Vir- gem Maria. — . P. Quem he Deos ? R. ^He hum Senhor; J infinito , independente , todo poderofo , e \ Creador de tudo 5 que premêa aos bons i, com gloria eterna , e caftiga aos máos com inferno ; para fempre. I P. Deos he hum fó ? R. He hum fó na ; DivindadcjC attributos, è Trino nas PeíToas. ^ P. Quantas , e quaes fao as PeíToas da ' ; Santiífima Trindade ?R. Saó tres , Padre, , Filho, e Efpirito " Santo , tres PeíToas dif-: • . ' tintas , I 0 e Thefaurú preci afi du Lapa, 17 tintas , e hum fò Deos verdadeiro. ^ P,. O Padre he Deos ? R. Sinj , e .o Fh iho he Deos , e o Efpirito Sarito he Deos, e todas às tres PeíToas faò o mefino Deos. P. A PeíToa do Padre ,, e a Peiba do Filho , e a PeíToá do Efpirito Santo lié a mefma Peílba ? R. Nao ^ porque laó. tres Pefíbas diftintasj das quaes hutria riad hé putra. . ;i lí ' . P. Sap todas tres o.mefmo Deos? R.Sim, porque Deos he hum fó. De forte que a verdadeira,, e neceífaria intelligencia:def- te AitilHina Myfterio çonílfte nad fo em crer , jque çada huma deftas tres Divinas peíToas he Deos ,^ e. todas tres o meíhio Deos , mas que huma PeíToa naô he- outra; porque fa.ô tres difiiptas em quanto Pef— loas , pofto que em, quanto Deos fao to- das tres o mefmo Deos. P. Qual das tresi Divinas PeíTóas foi primeiro ? R. Neriii a PeíToa do Padre foi primeiro que a do Filho , nem a, do Filho primeiro que a do Efpirito Santo , mas todas tres fòrao ab eterno, Pj Qual he ma.yor ? R. Nenhuma c to- das tres faÔ iguaes i porque o Padre má he iriayor que o Filho riem o Filho ma- yor que o Efpirito Santo: antes. fao tad iguaes. j^ecíofa'^ * «que o meiitio poder , faber ^ amor , e tudo o mais , que eftá em huma das PeíToas , he o mefmo, que eftá em todas tres , excepto que huma naô he outrai ' P. Qual delias fe fez homem ? R; O Filho , e fó o Filho ; e efte Filho de Deos feito homem 5 he Chrifto , cuja Ley pro- íeíTamos. P. O, Padre Eterna he Chrifto ? R. Nad: porque o Padre não- fé fez hómem-,' e Chrifto he Deos , e Homem; e por efta mefma razaõ naô he Chrifto o Efpirito Santo ; porque o Efpirito Santo naô jfe fez homem ^ mas fó he Chrifto o Filho de Deos Padre, que he:: a íègunda PeíToa da Santiílima Trindade feito homem. P. Qual he mayor , o Padrè Eterno , ou Chrifto? R. Chrifto em quanto Deos he o mefmo Deos que o Padre ; em quanto PeíToa he igual á do Padre , mas diftinta; c em quanto homem he menor que o Pa- dre ; e o mefmo fe Iia de dizer de Chrif- to a refpeito do Efpirito Santo. P. Porque credes iíTo ? R. Porque Deos o düTe , e aílim p eníina a Santa Madre Igreja Catholica Romana. P. Que cõufa he a Santa Igreja Catho- lica Romana ? R. Todos os Chriftaôs , cu- ja e Thefom-o preciofa ãa Lapa. 2^ ja. cabeça he oPapa j e o que eítã verda- deira Igreja determina , iflo he o que to- dos ellamos obrigados a crer. P. Quantos faó os Artigos da Fé ? R; Sao quatorze , fete pertencem á' Divinda- de , e os outros fete á Humanidade de N. S. JESU Chrifto. P. Quaes pertencem á Divindade ? R*’ Os feguintes. O primeiro crer , que ha hum fo Deos to-^ do poderofo, Ofegundo crer , que he Padre, P terceiro crer , que he Filho, O quarto crer , que he Ejpirito Santo, O quinto crer , que he Creddor, O fexto crer , que he Salvador, O fetimo crer , que he Glorificador, ^ ^ em á Humanidade. ? R. crer , que Chrijio foi conce- hido do Efpirito Santo, O fecundo crer, que nafceo da fempre Vir^ gem Maria. O terceiro crer , que foi por nds crucifi- cado , morto 5 e^ fepultado, O quarto crer , que defceo ao Limbo e ti- rou as almas dos Santos Padres, O 'quinto crer , que ao terceiro dia refur^ 30 -■ 'Èòtka précíõ/a 9 . "i gio de entre os mortos. O fexto crer , que- fuhio ao Ceo , e eftâ ajfentado ã maÕ direita de Deos Padre . todo poderofo. O fetimo crer -i que ha de w a julgar os: vivos yC os inortos , e ha de dar a Glo^ ria aos bons , e ô Injferno aos md&s. P. E eftes Artigos , naô he o mefmoy que contém o Credo ? R. Sim : mas ücá o Credo mais inteíligiyeí ^ fabendo , e en- tendendo eftes Artigos. P. E qual he o Credo da Santa Ma- drelgreja ? R. He na forma feguinte. Creyo em Deos Padre todo poderofo, Creador do Ceo , e da terra \ e em Jefu Chrijio hum fó feu Filho nojfo Senhor ^ que foi concebido do Efpirito Santo : nafceo de" Maria Virgem \p ade ceo fub Pondo Pila- tos : foi crucificado , morto , e fepultado : defceo aos Infernos ■ ao terceiro dia refur- gio dos mortos : fubio aos Cèós, ejid afpen- tado d mad direita de Deos Padre todo poderofo , donde ha de vir a julgar os vi^ vos 5 e os mortos. Creyo no Efpirito San- tos, na Santa Igreja Catholica-, na commu-^ nicaçaÕ dos Santos \ narenúffao dos pec-- cados : na refurreiçao da carne , e na vida eterna. Ámen. eThefouro preciofo Lapa, 51 Que quer dizer, creyo na Communi^ caça6 des Santos ? R. Que devo crer 5 .q^ue ha na Igreja juftos , e virtuófos , e que das boas obras, que fazem huns , participao tor dos os que eílaô em graça , e amizade de Deos. ~ P. Como fe entende o Artigo da Remií^ faõ dos peccados ? R. , Que deixou Chrifto na fua Igreja remedio para nos perdoar to- do genero de peccados pela graça, que nos communica , aílim por meyo dos Sai* ,eramentos , nos quaes depoíitou o valor , e fatisfaçaó do feu preciofo fangue , como por meyo do ado de contrição , à que nos difpoem com feus auxilios. E entre os Sa- cramentos , que perdoaó peccados , he hum o Bautifmo para o peccado original, e para os aduaes commettidos antes dó Bautifmo: depois delle a Penitencia para os peccados,que commetterem os bautiza- dos : e eftes remedios , e eíla graça offere- ce Deos a todos por todo tempo, que du- ra eíla vida. P. Que contém o Artigo da Refurreiçad da carne ? R. Que todos os homens bons ,, e fíiáos haô de refufcitar no fim do Mundo, tornando as almas a feus corpos , que en- fe formaráQ wo , íendo osmef- - mM 33- Botica preciofa ^ g mos individualmente , que nefta vida tiye- t raò. - w 4 P. Que iignifica o Artigo da Vida eter- I na ? R. Que ha vida , que dura para fem- I ^re depois defta vida : a alma por li he im- | mortal; os corpos o ferao tambem depois | de refufcitados , porém os bons còm vida | de gloria , que propriamente he vida ; os j máos com penas eternas taó exçeílivas, que I melhor lhes fora nunca ter vida para aquel- | la eterna morte. J P. Quantos fao os Sacramentos da Igrc- * ja Catholica? R. Saó fete. P. Qüaes fap ? R. Bautifmo 5 pelo qual j £çamos filhos de Deos', em fua graça , e | herdeiros da gloria. | . Confirmaçaô , que nos fortifica na Fé. | Communhaô, em a qual recebemos o Cor- | po de Chrifto , e todo Chrifto .taô real r ^ e verdadeiramente , con?o eftá no Ceo. E i ha-fe de advertir j que todo Chrifto eftá em toda a hoftia , e em qualquer partç da hoftia 5 por pequena que feja. , ConfiííaÔ 5 em que arrependidos de noP ^ fas' culpas com propolito firme de nunca | mais offender a Deos , confeíTando-as , tor- namos a fer filhos de Deos ; or que perde- j mos quando cpmmeuwos algum neçcadoí^ : 1 moríah eThefouropreciofoãaLapa, 33 Extrema-UnçaÔ , que ferve para a hora da morte. Ordem , que hç o que recebem ‘os Clé- rigos. Matrimonio, que he quapdo legitima^- mente , e fem impedimento fe cafaõ huni homem , e huma mulher. • P. Que eíFeitos fazem eíles Sacramen- tos ? R. Todos dao graça: de forte, que Sacramento he huma coufa , que nos dá graça , e nos faz amigos de Deos ; c faiba todo o Chriílaó , que os Sacramentos he o morgado , que Chrifto deixou á fua Igre- ja , e o mayor bem , que ella tem paramos. ' ' P. Quantas fao as Virtudes Theologaes? R. SaÔ tres Fé , Efperança , e Caridade. Fé he crer 0 que Deos diJJ'e , porque el^ le 0 dijfe, e ajjm ò enjina a^Santa Madre Igreja Catholica Fomana. Efperança he huma confiança certa na mifericordia de Deos , que me ha de faU var pelos merecimentos de CBrifio , mas fazendo eu da minha parte 0 que elle man- da, - Caridade he amav' a Deos fohre todas as coufas , por fer elle quem he, infinita- mente bom , e' ao proximo como d mim mejm por amor de Deos ^ é quem mo ^ Q ~ tem 54 Bvtica precíofa, tZn tvdas êjlãs tres virtudes , me fe nao falva. ^ > P. Como fe fazem os feus adlos ? R-. Os 1 aáos deftas virtudes , que fe devem fazer ; ■muitas vezes na vida , faõ defta forte. Aão de Fé implicita,^ Créyo , Sçnhor , tudo o que crê ,, e man- da crer a Santa Igrej a Catholica Romana, porque vós o diíleíles , e ella o enlina. Aão de Fé explicita. Creyo, Senhor , que fais hum fóDeos verdadeiro em tres JPeíToas realraente dií- tintas , Pay , Filho , e Efpirito Santo ., to- das tres iguaes nos attributos , e perfeiço- ■ens , e todas tres o mefmo Deos todo pq- deroíb j que premiais os bons coni gloria éterna no Ceo , e caítigaE os maos com penas eternas no Inferno., Creyo , qüe a fe- gunda Peííoa da SantiíTima Trindade , que be o Filho , fe fez homem por obra do Efpirito Santo nàs puriííimas entranhas da fempre Virgem Maria , e que naf^o , p^ deceo , e morreo por ííos falvar. Tudo lí- to creyo , e túdo o mais, que manda crer a S. Madre Igreja , porque vós o diilèftes e «íla 0 eiífuia.. . v “ ASt9 e Thefourò 'preeiofo ãa llapal Aãp de Efperança. Efpéío , Deos meu , em voíTa mifericor- dia , jque me haveis de falvar peios mere-r cimentos de Chrifto , fazendo eu da minha parte. • . Aão de Caridade, Artiovos j irieu Deos , fobre todas as gou- fas , por ferdes_ quem fois , infinitamente bom 3 , e ao proximo como a mim piefmó por amor de vós. ' P. Quantos fa6 os Mandamentos da Le 7 de Deos , que hum Ghriftao deve guardar?^ R. Sad dez. Os tres primeiros pertencem á honra de Deos : os outros fete ao pro^ veito do proximo. O primeiro hmrards ^hum fó Deos. O jegundo nao juraras o féujdnto neme em vaÕ, , O terceiro guardarás of Dmtingos y e as fefias, O qttarto hojrrards a tíu pay^ e.a tua mây„ O quinto naS matarás, O jextõ naá fornicarás, O fetimo naÕ furtarás. O oitavo nao levantarás falfos .teftimu^ nhos, 0 nono naQ defejards a mulher do teu pro^ C ii 0 Botíca precíòja, ■ í Õ cubicarás' as coufas alheyafl Mandamentos fe encerraÔ em convem a faber amar a Deos fo^ . ^ odas coufas , e ao proximo como a. mefmos. c ■ j '"' P. E quantos 5 e quaes faó os Manda- mentos da S. Madre Igreja , que eftá obri- gado hum Chriftaõ a guardar ? R. Sao einco. . 7- O primeiro ouvir Mijfa nos dtas.y ejejtas de guarda. Q fegundo confejfar ao menos huma,ve& cada anno. -n r O terceiro commungar pela r afeo a da Refurreiçad. ■ [ ' quarto jejuar toda a. Quarefma mais dias y que pelo defeurfo jgreja.manda. quinto pagar dizimos ^ e primicias. P. Quaés faó os peceados , e yieips ^,de que fe ha de apartar hum Chriftaó ? R> De todos , e particularmente dos fete. , que chamaó capitaes por ferem origém , Q raiz de muitos, e faÓ os fet;e feguitites, O primeiro he foberha.K . O fegundo avareza. . . s O ter ceir-o luxuria. e Thefo&ro preciofo ãà Lapa, 37 O^juinfú gulà. - ^ - ^ ■ O fe^to^ í$vej a* ■ 'V v ' ' V- ' ^4 : Ofitmò pfegui^ã, ^ ' 'P) 'Quâ'! he a' oràçaó , qué Chriílô hõs eníjnou para orarmos á Deos ? Rr Aqiie Chfifto Senhor noíTo nos fez , qhe he a do Padf^ ndfíb , e lie na forma fegüinte» Pà4r€ itoffo.) qué efims^ nos Ceos yfantiji- tado fêja 0 vojjo -noyne^y ^enha 4 fo Reyno ,feja feiía a vojya vontade ajjim na terra , como no Ceo , 0 pao neffo de ca- da dia. nos day hoje j e perdoáynos noJjTas àii)iâas 5 ajjim como nós perdoamos aos iioffos'^ devedores ' y e naÓ nos deixeis cdhir em fèntaçaó y mais livraynos de ta âo mal, Mmen JESUS. . - P. Ha de hum Chriílaô rambein invo- car 5 rogar , e pedir aos Santos ? R. Sim ; porque nos podem valer , e ajudar diante de Deos com fuas oraçoens , e alcança 6 do ínefmo Senhor muitos favores para psfeus devotos. ' P. E com que oraçoens ferá mais con- veniente orar , ^e pedir á Virgem, Maria Senhora noífa ? R. Com as duas feguintes^ da Ave Alaria , p Salve Rainha , que a Igreja inftituio na fórma fegüinte. Ave Maria ycheya de graça : 0 Senhor . he Botka preciaf^ ^ ie comvojco: henta fois •vós entre as ^ Iheres : í?ento he o fruto do vojfo ventre JESUS. Santa Maria May de Deos ^ ro-^ ^ gay por nós peccadores agora 3 e na hora . danojfa.morte. Arnen. ^ : > '' Salve Rainha , May de mifericordia ; - , uida , doçura , efperan^a nojfa ^ f alve •a j •üár bradamos os degradados filhos de He- Va: a vós fujpir amos i gemendo, e chorando nefie valle de lagrimas : ey a pois advoga-^ | da nojfa , ejf es vojfos olhos miferiçordio-' ^ Jòs a nós volVey : e Aepois defie defterro j nos moftr ay a JESU bento fruto d,e,vejfo | •ventrOi Ql clemente, 4 piedofa , o- doce j fempre Uirgem MARIA» Rogay por nos - | Santa May Je Deos , para que fej amos dignes das prontejfàs ãè Ghrifio. Asnen. *i Modo pratico para cojfejfar, e comungar. \ M Ás porque moílra a experiencia o pouco aparelhojCom que os homens ^ fe confeiGíaÔ , e a pouca noticia , que tem ^ ■dás coufas preciíamente neceííarias para | iíTo 5 pareceo accrefcentar aqui hum breve refumo de coufa íao importante , e necef- íaria, j í I^ara hum homem fe confeíTar , deve j e nefmro freehfo àa Lapã, ^9 tomar tempo convemente para examinar fua eonfciehcia j e. efte tempo , poiíco. mais, QU menos , a jui?Q pjucknte > conforme o tempo que fea 5 que fe coíiteíFou a ultima vez ; e o tal exame .fé deve fazer difcor- rendo pelos Mandamentos da Ley de Deos; e da Madre Igreja , -pelas más inclma- çoens , que cada hum tem , pelos eílados, , lugares , em que aíhíle , com que trata , confide-* rando por eftes defpertadores o em que peccQu por penfamentcr, palavras , e ohra,, ftveriguanda as vezes jupcueo mais ou me^ nos v.que peeçQU. ’ V , ■ EÍapoíS defire' exame faiba o Chriílao , que ãmda-,l'he reftad duaacoufas para fa- zer. ''Çrimeira ,íer ado de attriçaô , ou de contrição ; e para meiliof , faça hum , e mais Qutr.Q , que fempre fe deve aconfe- lliar 5 e íazer. , .... , Aâo de. attriçaô he ter dor dos pecca- doSi pelas penas do inferno ,, ou peia tort peza defles,, eom propofito de emeísdajé ©nta.Q. fe íaz , quando o ChriílaÓ diz de coraçao , ou no coraçao : Vezame de to^ dos osmeus peecaã&s pelas penas de In^ ferno e pr aponho firmemente de me emetíf^ dar. Ou : Fezame de todos os meus, pec^ cados 40 Botíca prechfa ', cados pela torpeza delks ^ e proponhtrjír-^ memente de me emendar. Efte acfto de at- triçao bafta com a confiiTad para^ pôr em graça , mas nao bafta fem a confiflao. ; ^ Ádlo de contrição he dor, que hum tem dos peccados , por ferem offenfas de Deos iniinitamente bom 5 a quem ama fobre to- das as coufas, com propóíito de emenda; e entad fe faz quando hum Chriftao diz de coraçaô , ou no coraçaô ; Senhor meu ^ESU Chrijio, Deos , e homem verdadei- ro , Cr e ador , e Redemptor meu , por fer- des vós^uem fois , e porque vos amo fo^ hre todas as coufas , me peza de todo co- raçaÕ_de vos ter offendi do , e proponho firmemente de vos nao offender ’ mais\ e dos peccados, que contra vós tenho feito, vos peço perdaÓ , e o efpero alcançar pe- los merecimentos de voffo preciof o J angue, efacratiffima payxaÕ. Amen. Mas porque nèm todos poderáô facil- mente comprehender todas eftas pálavras , faibaô’ que a fubftancia delias fe refume nas duas coufas já apontadas > dor de ter offen- dido a Deos iniinitamente bom , e amavel, propoíito de emenda , e bafta dizer : Se- nhor 3 pezame de coraçaÓ de vos ter offen- didoyper ferdes hum Deos infinitamente hm t Thejòuro preciofo da Lapa. 41 iom 5 e porque dos amo fôbre todas as cour- fas , e proponho JirmeyneMe de vos nao of fender mais. Efte adto de contrição nao f (5 baila com a confiíTaÔ , mas tambem fem ella, para-^ôr huma alma em graça, e Ihe ferem perdoados íeus p.eccadós , tendo ' propoíito de os confeíTar , como terá obri- gaçaÔ fazer depois ; e aíTim efte adio de contriçaó faça todo o Chriftao muitas ye- zes , principalmente quando fe deitar na cama , que póde na6 amanhecer; e todas^ as vezesi quefe fentir com peccado mortal. Oh cegueira dos que eftaô hora , ou mo- mento em peccado mortal , condenados a eternas penas , /e em odio de Deos , poden- do taò facilmente , com taô poucas pala- vras ditas de coraçaô , porfe em fua divina graça \ - ~ Depois de feito o adio de attriçao , ou contrição fobreditos , a fegunda coufa he 'Confeífar todos feus peccados ; para o que pofto aos pés do Confeílor dirá a con- fiílaõ geral na forma feguinte. Eu peccador me confejfo a Deos todo poderofo , 4 Bemaventurada fempre Vir- gem MARIA y ao Bemaventurada S. Mi- ^el Arcanjo , ao Bemaventurada S. Joao Bautijia , aos Santos Apojiolos S. Pedro , 4^. B&tica preeiafa ^ r ^ > e S, PauI& ^ a tod&s as Santos , e a 'üds. Pa^ ^ dro y que pequei muitas vez,as par penfa- menfas jJpalavras , e oWas y por minha culpa 'j par minha culpa y por minha gran^. de culpa. Bor tanta rogo d B^&vcnturor dafempre Vtrgem MARIA , ao Bermven^ turado S. Miguel Arcanjo y. ao Bemaven- turado S.Jaad Bautifta y aos Santos. A- p&ftolos S. Pedro , e S. > Paulo , a todas os Santds , e a vos Padre ? que rogueis por mim a Deos nojfo Senhor. : : / ■ Dirá entao todos os feus pecdados na^ forma y que Ihe lembráraó nò exame , e os mais, que Ike occorrerao advertindo mui- to muito por reverencia de Deos , que nenhum Chrií^ao deixe de confeflar pécca- do algum , por enorme que feja ^ porque o pejo tao mal fundado , e taô fem razao, que íe tem dos ConfeíTores , tem condenado muitas almas.: e he grande defgraça , que aonde hum Chriftao hia buícar perdaÔ de feus peccados ; por deixar de cqnfeílar al- gum por fua culpa , traga os mefmos que leva , e húm mais tao grave de facrilegio, € que aílim em* odio de Deos , e condena-^ do a eternas penas vá era peceado mortal commungar a ChriíboJESU noíTo Redem- ptor. ,01i cegueira ! Oh abomina çaó ! . ' Con- e Thefouro prechfa da Lap^. 43. Confeiiados pois todos os feus pecetdos com a diípoíiçaô fobredita > chega hüma - alma pura , e devidamente á fagrada com- munhaÔ , a que deve chegar com viva fé, e grande refpeito do que' nella fe eommun- ga, que he o mefmo Chrifto taÔ verda- deira , e realmente , como eftá nos altos Ceos : e depois d» communhao ppr algum efpa^o de ternpo , confiderando com o, tna- yor fervor , e recolhimento poflivel , a fua alma pollrada aos pés de Chrifto JESU > /^que tem em feu peito , lhe dará infinitas graças por ta6 alto h^ueficio, lhe pedirá perdaô de Jfetis peecados, e que o conferve em fua divina graça. Amén. He officio de Anjo ajudar as Miffias , e j iffim os pays , e Mefires tenhao 0 cuida- do de enjinar > por iffio 'úay agora a for- ma cojiumada. ^alquer minino , ou ho- \ mem^ que ajudar d Miffia , lierd logo an- tes dê fahir a Miffia ,Je as galhetas tem \ Dinho ,'e agua , e preparará tudo^ e a cam- painha , e ajudarão as Miffias com toda a. i demçaÔ ^ e infallivelmente ejlarao , ou te- rao as maos poji as , corao 0 mefmo Sacer- dote as tem , e ajjim ejld noffia Senhora da ÇonceiçaÔ.y e nao rffiponderdo fem que primeiro 0 Padre acabe de fallar , e quem ouvir 44 V l^otíca preciofa i V muir^ejiard com ambos os joelhos em ier^ ra 5 ê nao rezem de forte , que com os hei^- ps^perturbem ao Sacerdote, Modo de ajudar d^MlJf a fegundo a Igre* / ■ ja Romam, Sae,. T Ntroibo ad altâre Dei. Min. 1 Ad Deum , qui látifieat jurentu- tem meam. . : * Sac. Judica me Deus , & difeerne caufaru meam de gente non faridla : ab homine iniquo dolofo erue me. Min. Quia tu es Deus fortitudo mea :‘’qua^ re me repulifti , & quare triftis incedo , -dum affligit me inimicus. Sac. Emitte lucem tuan^ , & veritatem ^ tuam : ipfa me deduxefunt '3 & adduxe- runt in montem^ fandlum tuum , & in ta- bernacula tua. Min. Et introibo ad altare Dei ,-ad Deum, - qui laetificat juventutem meam. Sac. Confitebor tibi in cithara Deus Deus meus : quare triftis . eil anima inea ? Sc quare conturbas me ? Min. Speradn Deo , quoniam adhuc confi- tebor illi : •falutare vultus mei , & Deus meus. - Sac. jioria Patri ^ & Filio , & Spiritui i^O. ‘ . Sicut erat in principio , & nunc , 8c e Tbef Sac. Gloria San ~ Min. femper , & in xo-vuia Sac. Introibo ad altare Dei. Min. Ad Deum , cj^ui Isetificat juventutem meam. , ^ Sac. Adjutorium noftru in nomine Domini. Min. Qui fecit coelum & terram. Sac. Confiteor Deo omnipotenti &c. Min. Miiereatur tui omnipotens Deus , 4, dimifiis peccatis tuis , perducat te ad vic- tam seternam. ; Sac. Arnen. MiniJirj}, C Onfiteor Deo omnipotenti, beatse. Ma- riae femper Virgini , beato Michaeli Archangelo , beato Joanni Baptiilae , San- atis Apoftolis Petro, & Paulo, omnibus Sandis , & tibi Pater , quia peccavi nimis cogitatione', verbo , & opere , mea culpa ^ mea culpat mea ma^tima culpa. Ideo pre- cor beatam Mariam femper Virginem, bea- tum Michaelem Arcbangelum , beatum Joannem Baptiftam , Sandos Apoilolgs Pe- trum, & Paulum,, omnes San61:os,& te Pater orare pro me ad Dominum Deum noftrum. Sac. Mifereaturveftri .pmnipotens Deus, . ... ^6 ^ütka freciôfa , & dimilHs peccatis veítris perducat TOá ad vitam aeternam. Min. Amen. - , Sac. Indulgentiam , abíolutionem , & re- miííionem peccatorum noítrorum üribuat nobis omnipotcnsjlc mifericors Dominus, Min. Amen. Sac. Deus tu converfus vivificabis nos. Min. Et plebs tua laetabitur in te. Sac. Ollende nobis Domii tuam. Min. Et falutare Uium da nobis. Sae. Domine exaudi orationem meam. Min. Et clamor meus ad te veniat, Sac. Dominus vobifcum. Min. Et cum fpiritu tuo. ' ' Sac. Kyrie eleifon. Min. Kyrie eleifon. - / Sac. Kyrie eleifon. Min. Chrifbe eleifon. Sac. Chrifte eleifon. Min. Chrifte eleifon. Sac. Kyrie eleifon. Min. Kyrie eleifon. Sac. Kyrie eleifon. Sac. Dominus vobifcum. Min. Et cum fpiritu tuo. Sac. Per oiiiiua Íísculoniín* Min, Amen. Aca? e Thefiuro preciüfo ãa Lapa, 47 Aca'bada a Epij 9 :ola reípondc o Min.Deo gratias. ' Sac. Doininus vobifcmn. , Min. Et cum fpiritu tuo. Saç. Sequentia Sandi Eua;ngelii &c. Min. Gioria tibi Domine. Acabado o Euangelho , reípcmde oMi- niítro : Laus tibi Oiriíle. Sac. Orate fratres. Min. Sufcipiat Dominus facriíicium dc ma- nibus tuis ad laudem , & gloriam nomi- nis fui 5 ad utilitatem quoque noáram^ totiusque Ecckliae fuas fandge. Sac. Arnen. < , _ Sac. Pef omnia faecula fieculorum. Min. Arnen. Sac. -Dominus vobifcum. Min. Et cum fpiritu tuo.. Sac. Surfum corda. i Min. Habemus ad Dominum. Sac. Gratias agamus Domino Deo noilro. Min. Dignum , & juftum eil. Sac. I^eriomnia fsecula iaeculorum, ' Min. Arnen. Sac. Et tie nos inducas in tentationem. Min. Sed iibera nos-à malo, t Saci "Pax Domini fit JÍenrper vobifcum. Mk, Et cum Lpinttt ;iuo. ' . - Sac. Botica preciofa > eftjou Benedicamus Domino." d Mijfa ao ufo do Carmo. 4S Sac. Ite, mlíTa eftjou Mm. Deo gratias. Sac. Requiefcant in Min.'Amen. , Sac. A’ porta inferi. , Min. Erue Domine animas eorum. Sac. Requiem aeternam dona eis ^ Min. Et lux perpetua luceat eis. Modo de ajudar Oníitemini Domino', quoniam ' bonus. Min. Quoniam in faecu- Ium mifericordia ejus. Sac. Confiteor Deo &c. Min. Mifereatur tui omnipotens Deus , & dimittat tibi omnia peccata tua , liberet te ab omni malo , confervet te , & con- firmet omni opere bono , & perducat ali vitam Sternam. Sac, Arnen. ' Minijiro. C Onfiteor Deo omnipotenti , beatae Marias femper Virgini, omnibus San- diis , & tibi Pater , quia peccavi nimis co- gitatione , locutione , opere , & omiifione, mea culpa.. Ideo precor beatam Mariani femper Virginem , omnes San^os, &: te^ 9 principio da MijTa fe prepa- e dMiniftro dara as palhetas eThefouro preeiofo da Lapa. 49 Pater orare pro me ad Dominum Jefum Chriftum. Sac» 'Mirereatur&c. 'Min; Arnen. Sac. Indulgentiam &c. ‘ Min. Arnen. „ . Sac. Adjutorium noftrum &c.' . Min. ‘ Qui fecit coelum 5 & terram." “ -E as mais refpoilas fao femel}iarites á Mifla Romana ^ 'estcepro quando fe reipon- de ao Orate fratres , elie della forte. ‘ ' Sac. Orate- fratres. Min. Memor iit Dominus omnis facrificii tui 5 holocailum - tuum pingue fiat , tri- buat tibi fecundum cor tuum , & omne coniilium tuum confirmet. Lo ta 0 cai. ao Sacerdote , e dando a agua , d Mi^ mftro Benedicite, e em 0 Sacerdote lançan-^^ do huma bençad ^.refponde, hmQvi» ro Búfíca preciçfa , . Min- Mifereatur tul omnipotens Deu? , & dimittat tibi omnia peccata tua , liberet te ab omni malo , coníèrvet , & confir- met in omni opere bono, & perducat ad vitam aeternam. . Sac. Arnen. Mimjiro,. C Onfiteor Deo omnipotenti , &; beatae . Mariae femper Virgini , & beato Do- minico Patri noftro , & omnibus Sancis, dc tibi pater , quia peccavi nimis cogitatione, locutione , opere , & omillipne me;^ culpa , precor te orare pro me. Sac. Mifereatur tui S^c. . Min. Amen. Sac. Indulgentiam &c. . ' . Min. Arnen. Sac. Adjutorium noilrum in nomine Do-j mini. “ ; - , Min. Qui fecit coelum , & terram. Ao OrMe fratres- nao fe refppnd^:. , mas em refpondenda ao Pax Domini &c. toma- rá a patena com o 'veo do calix ^ fem lhe tocar com a mao , e a dará a beijar ao Sacerdote ^ o qual diz : Pax tibi. E o Mi- , nifiro refponde ; Et eum fpiritu tuo. NOVE- i ■ ■ ít NO V E N A SENHORA D A L A P A. ■ ‘ ^ preparatórios j : . ,j|' - > Para todos os dias antos de priúclpiat A. Novem, . r, , PRIAÍEIRa tílA^/ A Bri j Senhor , a minha boca para louvar , e engrandecer voíToifanto nome: purifrcai também o meu coraçaô de todos os máos, perverfos , e alheyos penfamentos allumiab o meu en- tendimento , infiamraaia rriinha vdntade , para que digna , attenta , e devotamenti: faça efte exercioio v e méreça ffer óuvido diante da prefença de vofla divihà Magef- tade. Por Chriíto Senhor noíTo. -Amcln. " : D ii / Inv9* * \ " Botica precioja I Invoca çaÕ ao Efpirito Santo. T h Y M N O. V inde 5 Efpirito Creador , A -viíitar noflas almas ^ os coràçoens , que creaíles, Encliei 'de Divina graça. Confolador fois c^iefte , : Dom de Deos , fonte a mais clara Fogo ardente , 6 caridade , Afyftica unção facrofanta. Senliór fois de fete dons j " ' E da dextera foberana X)Q.Pay'fois dedo a .e promeiTa» Quíi 4ai^ preciofas palavras. ^ Accenâei ríoíTos íentidòs ■■ Em voíTa amorofa chamma E á noíla fraqueza dai f Virtude , que forte a faça. ; DefierralnoíTo iijimigo Daridonos paz deíejada 5 v . r Què -fendo vós . noíTa guia > . Nenhum mal nosi ; ameaça. Por vós ao Pay , e .ao; Filho : ; NoíTa fé conhece:, e exalta , , . GonfeíTando que fois de . ambos - Efpiráçaó increada^ ': Logo fe cantará , ou dirá a fe- iS guinte. • ^ ' LADAINHA. K Yrie eleifòn. I Chrifte eleiíbn, Kyne eleifon. Gliriíte aiidi nos, ' • Gliriíle exaudi nos,. Pater de Cí^lis Deus , Mifer-ère nobis. , Fili e Thefõurõ preeiofo dá Lapi^, ^3 Gloria aoPay, e gloria ao Filho , Que, a morte vçnce 5 e quebranta , ' E a vós, Efpirito Santo j Seja eternamehte ^dâda. Amen. f. Mandai Senhor o voíTo Efpirito *crea- dor. 35Í. E renovareis a face da terra, O R A G, A M. D Eos 5 que eníinaftes os coraçoens doâ fieis com a illuftraçaõ do 'Efpirito Santo , concedeinos que faibamos fó o que hejufto , e bom , com o favor do mefmo Efpirito, e. tenhamos fempre o goílo da fua confolaçaó, Amen, 54 botica precíofa , Fili Redemptor mundi Deus , nobis. Miferere Spiritus SanâieDeus, Miierere nobis. Sanda Trinitas unus Deus , Miferere no- bis. Sanda MARIA, Ora. Sanda Dei Genitrix. Ora, Sanda Virgo virginum , Ora. Mater Chrifti, Ora. Mater divina gratise , Ora. Mater puriiiima , Ora. ' Mater caftillima , Ora, Mater inviolata , Ora. Mater intemerata , Ora. Materi amabilis , Ora. Mater admirabilis , Ora. Mater Creatoris , Ora. Mater Salvatoris. , Ora. Virgo prudentiilima , •- Ora. Virgo veneranda , Ora. Virgo pr^dicanda. Ora. Virgo potens , Qra. , Virgo clemens, Ora. Virgo fidelis , Ora. Speculum juftitise , Ora. Sedes fapientise , Ora. Caufa noftrae Isetitiae^ Ora.< yas fpirituale. Or»; Vas e Thefourú prêcbfi da Lapa. Vas honorabile j Vas iníigne devotionis , Rofa ngftiça , ^ _ . . ' ' Turrís Éfatidiça ,, " . j. <, j. Turris eburnea , Domus aürea f ^ ' Foederis arca , Janua Goeli ,• Stella matutina > Salus infirmorum. Refugium peccatorum , Gonfolatri:^ áffliílofura ,, Auxilium Ghriftiaiiorum , ' Regina Angelorum , Regina Patriarcharum , .Regina Prophetarum , Régina Apoftolorum , “ ‘ Ma rtyrúffi , ifeí] Ora. Ora. Ora. Ora. Ora, Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Ora. Regina mar Regina TlonfeiTorum , Regina Virginum , Regina Sanftorúm omnium Regina facratiflimi Rofarii , Agnus Dei , qui tollis peccata mundi , Par- ce nobis Domine. Agnus Dei , qui toíüs peccata mundi , Exaudi nos Domine. ■' Agniis Dei , qui tollis peccata miindi , Mi- fere nobis. ^ ■ AN- DE N. SENHORA A O voíTo favor, eprelidio recorre- mos , Santíílima Máy de Deos , na6 defprezeis os noífos rogos , que vos faze- mos necellitados mas livrainos fempre de todos os perigos , Virgem gloriofaj.e bem- dita. ;í^. Rogai por nós, Virgem May de Deos. Para que fejamos dignos das promef- fas de Chriílo. ORA Ç, AM. I Nfundi , Senhor , a volTa graça nas noíTas almas , para que os . que confef- famos a incafnaçaô ^de voíTo Filho pela annunciaçao do Anjo , pela payxaõ , e cruz do mefmo Chrifto alcancemos a glo- ria da Refürreiçaó. Pelo mefmo Chrifto Senhor noíTo. Amen, E ACTO DE AMOR DE DEOS, Botica preçiofa Eu Deos , e Senhor crucificado nef* fa Cruz , aonde para mayor defen- gano r5^ e ihefouro preciofo da Lapa, .$'7 gânõ meu vos venho- bufcar para na6 ter mais defculpa a minha culpa , pois vendo- vos nelTe madjeiro todo chagado , aonde ainda depois de morto déftes a ultima got-, ta de fangue para remiíTao dos meus pec- cados , que hei de dizer , fenaõ , que ve- ‘lo hoje com propoli to firmiílimo de vos oiFender mais j já com o conhecimen- to do muito , que por mim obraíles na6 me fica mais lugar, fenaópara o arrepen- dimento : efte quero , Senhor , com ò co- nhecimento do' valor da voíTa fagrada Pay- ^ao eftampar no meu 4:oraçaó , e aífim , Se- nhor , vos quero por todos os modos fe- gurar para a minha tutella , é guia para a minha falvaçaõ , e deite mqdo vos venho pedir perdaõ por eíTa coroa de efpinhos , por eíies cravos , por eíTa lança , por eíTas chagas , por eíTe preciofo fangue , por eífas cordas , para com ellas prender , e atar o meu coraçaô , e as minhas attençoens , os 'meus fufpiros , meus penfamentos para os empregar neíTa Cruz , e neíTe coraçaÓ amante , gritando , e pedindo ,a voíTa mi- fericordia. Amen. Logo fe diraÕ nove Padre nojfos , e no- ve Ave Marias , è hum Gloria Patri , e a Jaculatoria feguinte. y8 , Botica precíofa , ^ Virgem Santillima da Lapa , Joaquim , Anna , e Jôfêph, Êu vo§ doü o meu coração , E alma minha. A N T I F O N A. O H quaô formofa fois,oh quad enobre- cida , ê amada entre as delicias ! A voíla eftatura he femelhante á palrtia , os | voflbs peitos aos cachos , a voíTa cabeça f como o Carmelo, o voíTo pelcoço como t. a torre de marfim. - | f. Rogai por nós , Virgem da Lapa. • | Para que fejamos dignos das promef* | fas de Chriílo. 1 M Eu Senhor J E S U Chrifto , que ' com admiravel providencia quizef-^ tes que a fagrada imagem de voíTa May Santillima da Lapa fe confervaíTe livre dos Saracenos j e qüe depois de expulfos , ap- pareceíTe milagrofamente para o beneficio dos fieis , que fe valem deíTe poder, e lhe ôíFerecem votos : fazei , que inflammados Gs noíTos coraçoens em devotos aíFeólos , e livres as noífas alraas de todos os inimi- S oberana Imperatriz do 'Ceo , e da ter- ra 5 Rainha dos Anjos , Puriílima May de Deos , e Ciementiílima May de pecca- dores , Templo ineííâvel da Santiffima Trindade alegria dos jullos, confolado- ra dos afíügidos, amparo dos 'defampara- dos j e Senhora da Lapa , he tempo , Se- nhora , pela puriílima limpeza de voífo fa- grado corpo , pela multidão de gráos de graça > .e quaíi infinitos dons , que enobre- cem 5 e adornaó a voíTa bemdita alma, de vos pedirmos humildemente chorando voíTos pés 3 que pela vida , que fizeíles pa- ra efpelho dos voflbs verdadeiros devotos, e juílos 3 e pela incomprehenfivel dignida- de de May- de Deos , pela gloria , zais entre todos os cortezaôs do e Thefouro precíofa da Lapa, gos , appareçamos purificados na voíTa di- vina preíença para vermos intuitivamente no Ceo o purillimo original de tao mila- grofa copia , e para gozarmos as felicida- des da Bemaventúrança , onde igualmente com voíTo Eterno Pay , e com o Efpirito Santo viveis , e, reinais para fempre fem fim. Amen. Supplica a Maria SantiJJima, \ 6o iatica preciofa l peios trezentos annos ^ que eftiveftes occul- ta em huma lapa pof caufa dos Mouros J poiTuirem Hefpanha , e Portugal , depois de reftaurada peios Chriftaos , foftes mila- * - groiaraente apparecida entre humas mon- ' tanhas , vos peço me ajudeis com voíTo poderofo patrocinio , para que pofla reiiftir , com fortaleza , e conilancia as enveftidas ^ do demonio , e principalmente ás fuas ten- - ' taçoens em todo o tempo ^ para que tire o ^ frutcr 5 que pertendo defta Novena , e polTa / confeguir por meyo do voiTo patrocinio o | defpacho da minha petição, ( aqui faça a jí fua petição , que quizer ) e poíla conce- | ber penfamentos fantos , e obras boas , fem j nellas refpeitar coufas terrenas , e perem- ^ ptorias j mas lim fó confidere nas coufas j celeftiaes para mayor honra , 0 gloria de ; voíTo bemdito Filho , para que na voíTa ,^e ' liia companhia vos vamos gozar em com- ' panhia dos Anjos por todos os feculos dos leculos. Amen. ÒFF ERECIMENTO. - O Soberana Senhora da Lapa precur-^ ^ fora do eterno , e divino Sol , cam- 4 panha alta do Ceo,, e muralha forte con- | tra todo o inferno , efpelho da divina gra- j ça, I eThefouro preciojo ãa Lapa. 6 t ça > exemplo da humildade : eu vos oiFe- reço affediuoíiílimamente eftes nove Padre noíTos 5 e nove Ave Marias , e hum Glo- ria Patri em honra dos nove mezes , em que no voflb virginal ventre trouxeftes a voiTo muito amado Filho , para que elle feja fervido aceitar eftas noifas fupplicas , dirigidas ao bem das almas , e de todas, as peffoas 5 que vos louvao cantando o Ter- ço , aceitai Maria Santiilima os noifos cla- morofos ecos, para que cheguem á pre- fença do roííb preciofo Filho , que nos lance a fua bençàd , e vamos a'? gozar, e reinar em vofla, e fua companhia. .Ainem^ SEGUNDO DIA, Tudo:como no primeiro dia a Je dirdd os' aã os de amor de 'Deos como Jcrfor fegaindo em lu^ar do . aBo de amor de Deos do primeiro dia. • i' ACTO DE AMOR DE DEOS. C Hagadiifimo Senhor do meu coraçao, aqui venho fegunda vez aos voíTos fa- .grados pés> todo envergonhado de ver as minhas folturas nelTas prizoçns dpsvohbs, Tra** 6 % * Botica preciofa y braços , e fagrados, pés ; vós com tanto defprezo cravado neíTa Cruz , e eu com tanta confiança , e audacia folto nas mi^ I nhas vaidades , temporalidades do mun- do ; agora já conheço que defprezei o voA fo fangue j pois Senhor permitti agora que eu conheça o mal , que fiz , e já que ve- nho firme , e confiante a dar as cofias ao mundo , e a minha alma , coraçaô , e vi- da ao vaflb amor , que de hoje em diante finta a' minha alma tal doçura , que por fer para -VÓS y fó para vós viva, o coraçaó , que fó he para vos amar , fó a vós vos ame, a vida -, que fó he para vós , fó a vós fe encaminhe , feja a minha boca fó para vos ToííiiãFJ "á minha língua fó 'para" võs louvan> os meuác penfamentos fó pavavos louvar , os meus fentidos fó para vos lou- var , as minhas operaçoens fó para vós louvar , porque coraçaó , alma , vida , bo- ca , lingua jpenfamentos^, e fentidos , que vos haó de louvar , nao devem mais olnar para o mundo , e aíTm já confiado nas voííás chagas , e na voíTa divina graça vos peço miferiGordia. Amen. . ^ - Logo fe dirdõ os nove Padre nojfosy e no-^ ve Ave Marias a foL 57 . até o^n da venay como e The f ouro preciofo da Lapa, TERCEIRO DIA. Tudo como no prhneiro dia ^ excepto o aãa de a^of^^de, I)eos, . ACTO DE AMQR. DE DEOS. A MantiUImp Senhor , terçeirâ vez ve- nho pedirvos que nap deforezeis as minhas fupplicas j pois todas íe dirigem ás vp]^^ ^hqg^s ^ qn^e v^nho poma ce^va íequiofo Taciar a minha alma, pedindo per- dao-^para:' as- Tnirrlras- ctrf-pas-, confeécrqncr com a ^pèjdivin^pi^dacj^ 1^ d^ bgríjiar- me náIFbnte perénne da vdíTa grsrça , e açhar ciprta. Ox çanjinhp. da.s minhas>íaffi-' mas , que por navegar-^ ^em do meu ar- rependimento , fei que vós como Pay , e Fontç da' gfa^a naô me haveis de deijcar em feco , nem <^fprezar a torrente de meus fuíW.rojs. ;Vede , Senhqr „ que Vos venho bufcar como iilho depois de viver tanto íempo hVa de vós., (iè fe póde dar vida fem vós, ) e^ confelíart a. minha, culpa ,, e- líFogar os meus peccadqs no mar dasírai- íihae lagrimas 3 pois; çorçfeíTa já , Senhor v 'i que 64 Botica preciofa , que nao fou digno de me chamar voílo ii-* lho,çom tudo, Senhor, naó perdeftes o fer de Pay amorofo,'pois fei que me haveis de receber com feftas por vos bufcar con- feíTando os meus delidos , e ter vivido fo- ra de vós 5 e da vofla graça , e de hoje em diante íó querer viver na voíTa companhia; contrito 5 e arrependido vos péçò pela voíTa fagrada payxaô perdão para as minhas cul- pas 5 e miíericordia para as minhas lagri^ mas, eíufpiros. Amen. Logo fe diráo as nove Baãre nojfos , e nove' Ave Marias a foh até o fim. QUARTO DIA. Tudo como no primeiro dia ^ exCepto o a5ío de amor de Deos. f ACTO DE AMOR DE DEOS. A MantilIImo Senhor , aqui chega quarta vez efte grande péccador a ^ voíTos foberanos pés chorando lagrimas fem conto por caufa das fuas culpas , e ^ naô ,fe ha de levantar fem o feguro da > abfolyiçaô dos feu§ ononniffimos pecca- doSi e Thejouro preciofl da Lapa. 6f i? confeiTa de todo o íèu co- ráçào , teílííiçando âs fuas lagrimas o feu arrependimento , aíEm , Senhor ; eu íbu aquelle , que innumeraveis vezes provo- quei a voíTâ ira 5 vivendo perdidamente como a ovelha defgarrada do voíTo reba- nho 5 fubmergido na boca do lobo infer- nal , fem temer os horrores do inferno, nem amar a voíTa bondade^ , pois he efta tao immenfa , que agora conheço que me quereis falvar por me terdes confervado a vida j quiça. Senhor , que feja elle- . conhe- cimento ,para que denoje em diante naô tenha outro cuidado mais , nem outro deP- vello, do que fó o*voíro amor, e neile com a voífa divina graça fó hei de em-- pregar o meu cuidado , e defveilo para fa- ber pedir a voífa mifericordia. Amen. Logo fe dirão os nove Padre nojfos yÇ nove Ave Marias a foi, 5:7. até 0 Êotha premfa C^ÜINXÓ DIA. *XudQ eoMú no frimeiro dia j ixçepto o aBo , de cmor de j^eos, ^ ACTO DE AMOa DE moS. A Porada Senhor dá minha alma , ^ ainor do mea eoraçao , aqui chega ouinta .vez a requintar . o íeo amor , e ver- dadeiro propofitQ efta alma lao desfaloei- dâ , quaí YÓs fabeis , Senhor \ pois v^m com aniipo conftante , e firme de vosnao ofFender mais 9 arrepemáido;, e contrito, huma 5 e muitas vezes do.s feus enormiâi-r mos.peccados , vem já Semhor todopéne^ tcado 4c dor ík fuas culpaa com proppliío firmi^mo d© nqncâ xnúsym ofeider 9 aíTim Senhor em quanto vem humilhado , e contrito naõ delprezeis o leu coraçaô , mas antes lembraivos que nelle podeis en- trar, e que pelo voíTo derramaftes tanto fangue ; vede fe naÓ malogre a preciofi- dade do volTo fan^e, para que poíTa de hoje em diante retqrmar a fua vida coin aborrecimento ás coufas mundanas, efó , ^ Thefmropremfo da Lapa. 6 f afpire ás celeitiaes para vos louvar eter-^ namente , concorrendo vós com a vofla mifericordia. Arnen. Logo fedirdo os nove Padre nojjos L,ogo je atrao os nove Padre nojfos , e nove Ave Marias a foh 57. até ofim d(t primeiro dia. %adQ como no primeiro dia , excepto 0 aéÍQ dc amor de Deos, ACTO PE AMOR DE DEOS, M Eu Senhor JESU Chriilo , Deos , 0- homeni verdadeiro , por ferdes quem Ibis, digno de fer amado, chega eíte grande peccador fexta vez á voffa ça já^ com tsodo o, Coraçaô , com toda a al-. ma , e com todas as forças a chorar os íeus deUdtos , e as fuas culpas , confeífàn-^ ' do que com todo o coraçao , com toda a alma , e com todas as forças vos oífendeo, pois Senhor já qiae conheço o modo , com oíFendi , naô poíTo ter defculpa de h<^’e em diante , fe como miferavel pec-^ çador ,vqs oiFônáer o qj^ç naô per-* ^ E ü mittaíg 68 . /Botica prechfa^ _ : mittais Senhor , e me peza no intimo do meu coraçaô huma , e mil vezes de vos ha- ver oíFendido defde o inftante 3 em que , comecei a peccar até nefte , em que eftou: I compadeceivos de mim v deila alma tao enferma , que vem bufcar o feu refnedio no antidoto do voiTo prccio- fo langue , dai o braço ahfte cahido , 'que fe quer levantar dos torcidos paíTos dos feus peccados , curaime Senhor , para que poffa fortalecido da voifa fuave^ medicina,- ,e fortalecido de todo o coraçaô, e de tq- ' da a alma , e de todas as forças . pedir mi- fericordia. Arnen. _ ' Logo^fe dirdo osi nove Fadre nojjos , e nove Ave Marias a foL até^fim, como no primeiro dia. Tudo coma no primeiro dia ^ excepto 0 dBo de amor de Deos. ACTO DE AMOR DE DEOS. jp ledofiiTimo Senhqr do meu xoraçaô , chegou o teippo de vir fetima vez vollo I eThefQüropfeciofúãalLapa. VoíTq lado eíte indigno foldado , que rai^ gou 0 vóííb 'amantiíTuTio cora^aô , mas to- do confiado na VoíTa .mifericordiá., e.já pa- ra inayor certeza do feu arrependimento Vem injuriando os íèus pjeccadbs para naÓ ter mais ocealiaô de os procurar , por co- nhecer já Senhor , que fó vós devieis fer procurado por ferdes verdad-eiro amor , e com elle ehais chamando os peceadores : ■pois , Senhor 5 cá eftájá omayorde todos elles aos voíTos lágrados pés conéeíTando os feus deliélos , e ouvindo das voíTas cha- ' gas clamoroíbs ecos , «com que nos eftais chamando as vofíàs vozes me penetraÒ o meu coraçaô , pois Senhor rompei , rafgai Senhor , abri Senhor o meu coraçaó , en- trai nelle , para que nelle vos ache -, venere, e adore de tal forte, que nunca mais vos largue , e fempre unido comvoíoo feja- mos duas glmas em hum corpo , ou faya em pedaços-o meu coraçaô :, e íe -una no VoíTo de tal forte , que fe identifiquem por meyo da união do voíío amor , que poíTa pedir , e alcançar a voíía miferkordia. Amen. Logo fe dirão os nove Ladre nojf os , e nove Ave Marias afoL 57. até 0 Jim como no primeiro dia. OITA^ fà Botka predofa y OITAVO DIA. j Tudo como no primeiro diu , excepto o de amor de Deos* acto de amor de DEOS. 1] • j r S C LementilTimo Senhor 5 e piedwa amor das minhas entranhas, aqui jaz i oitava.' vez o voíTo filho já afifas confufo da.- ^ perverfâ vida , défejando a melhor, que ^ lois vós 5 pois ainda que tarde conheceo | o mal que vivia , com tudo , ó Senhor , J mais vale tarde , que nunca ; pois diffeftes, ^ que vos converterieis a hum coraçao , que à fe convertefife avós: aqui eílou Senhor j a Í convertido , vertido em lagrimas de arre- | pendimento em firmezas de vos naó olFen- | der mais pois taô firme , e confiante e^ 4 tou confiado na voífa clemencia, e navoí- » fa graça , que me parece , que antes cahi- ■ jrá 0 Sol , a Lua , e as efirellas , do que cahir mais em peccados : fazey^ que caya o meu coraçao desfeito em mil pedaçOs ^ âos vofifos pis , e que cada pedaço fe trans^ | foríàe em novos coraçoens para em todos ^ elles 1 e Thefofífy prfthfi dà Lapa^ y^i chíjnrsr ia^rimas fangue para teíti*- £car o.foi-te de mra arrepeudimenta: , o conftant© de irrinha firmeiza ^ e o verdadei* 1:0 propofito de nüaca mais voa offender , e defta forte já eíloaa residido , já eâou contrito > já feni todo võíTo para^ vos pedir a voíTa piedade , e miferioordim Amén.. , - Logo fe dirdõ ús^éoue Fadre mjjhs nove Ave Marias a foL ^j^ atl o.fim cff^ mo no primeiro Ma, ' . Tudo como m primeiro dia , esccèpto 0 de amor de Deos, ACTO DE AMOR DE DEOS, S Enhor, e unicamente Senhor , aqui chega ultima vez efte enfermo a ver > fe as voíTas chagas, 0 voíío fangue, a voíTa j graça o tem curado ; mas para que de mais j perto experimente melhoras, quero já que Façamos as pazes , e fejamosnmigos , que- rovos dar o meu coraçaó , para que vós me deis o. voíTo 5 e já que eílamos em ter- 72 Botica precioja] mos de contratos , armemos huin contra- to para negociar comvofco , e feja o con- trato de fociedade , e compnhia ; entrai vós com o voíTo preciofo langue , e com o voíTo çoraçaó ., que eu entrarei com o meu coraçaõ , com as minhas lagrimas , com os meus arrependimentos, com a mi- nha dor , com o meu propofito até derra- mar à ultima gota de langue para confer- var a noíTa fociedade , e companhia , fi- cando voíTa May SantiíTima por fiadora , e parte^^eíla fociedade , e companhia, em que ella he mais intefeííada , e por ilTó nao me hei., de apartar mais de vós ; amparai- me , fòccorreime , nao me defampareis , nao me deixeis , levaime conivofco , aju- daimecom a voífa mifericordia. Amen. ' 0 XLogo Je dirdÓ os nove Fadre nojfos ^ e nove Ave Marias a foL y/. até o fimco-* mo no primeiro dia^ MODO 73 f ' ' ■ ■■ MODO DE REZAR O ROSARIO VIRGEM SENHORA NOSSA. MYSTERIOS GOSOSOS. ir. Deus in adjutorium meum intende. i^t. Domine, ad adjuvandum me feftina. jr. Gloria Patri , & Fiíio , & Spiritui Sando. Sicut erat in principio , & nunc, &c íèmper , '& in fécula foculorum, Amen. Alleluia. Da Seftuagejima até a P afeo a fe dirá em lugar da Alleluia Laus tibi DomL ne Rex Merna gloria. PRIMEIRO MYSTERIO. Da Incarnaçao. C Ontem piamos 'neíle Myílerio como â Bem aventurada Virgem* Maria N. Senhora foi faudada pelo Anjo S. Gabriel, 74 Botica precibfa , e lhe foi dito c^ue havia de conceber a Jefu Chriftonoflo Senhor, e Redemptor. P. N, &€, ■ ' ' ' » l JACULATÓRIA. . C* Virgem Santiífíma da tapa , Jaaqüitfi , Anna , e Jofeph , eü Vos dou o meu cora- -çao, €- alma minha. ^ ^ f^- Domine exaudí orátionent' meânt. íi Bf . Et clamor meus ad te teniát. v O R E M U S. O ’ Rainha das Virgens Santa Mhria > , pelo altiíTimo Myfterio da Incarna- çao de Jéfu Chrifto VòíTo amado Filho , e Senhor noflo, que he o principio dâ nof- fa falvaçao , nos concedei que conheça- mos o grande beneficio , que eíle Senhor nos fez em fe naô defprezar de fer noíTo irmaÓ , e em nos dar á vós , qué fois May fua mui ámada, por Mãy noíTa . Amen. _ ^ - SEGUNDO MYSTERIO. Da Vifitaçao. N Efte Myfterio contemplamos corno a ‘ Bemaventurada Virgem Maria s Senhora noíTa , ouvindo que Santa Ifabel fua prima era pejada , foi com grande preíTaaos montes dejúdéa , onde ella mo- rava , e entrando em caía de Zaichanas j/ Vl-r e Thefoura ^reciojh áa Lapa, vilitou a Santa Ilabel , e elteve com eUa tres mezes. P. N, jaculatória como na pag. 74. f. Domine exaudi &c. OREMUS. O ’ Virgem Maria , clarillimo efpelho de huàiildade ^ pela grande carida- de , com que foftes viíitar a Santa Ifabel, nos alcançai que os noílbs coraçoens fejâo viíítados por voíTo Santilíimo Fillio , de modo 5 que limpos de todo o peccado ò louvemos ) e lhe demos graças eternamen- tf*. Amen. ERCEIRO MYSTERIO. NaJ cimento de Jefus Chrijio. N Eíle Myfterio contemplamos como a Bemaventurada Virgem Senhora noíTâ , chegando o tempo de leu íantiíTimo parto 5 pario a Chriílo noíTo Redemptor em Belém a horas de meya noke , e o re- clinou em hum prefepio entre dous ani- maes , por naô achar lugar nas eftalagens Belém. P. ; ^ aculatoria como na pag. 74. le exaudi &c. OREMUS. O ’ Puriílima May de Deos , pelo voíTo virginal , e alegre parto , com que déftes \ \Botíca preciofa ^ \ déíles aò Mundo voífo Filho unigenito , ■ nos alcançai que vivamos nós, taó pura , e ^ faritamente , que fempre femceíTar poíTa- j mos cantar ás mifericordias de^voíTo Filho, ^ e as voílas.' rí. Amen. QUARTO MYSTERIO. Dà Prefint a f ao. ’ N EÍle Myllerio contemplamos como . a Bemaventurada Virgem no dia da/ fua Purificação prefentou no Templo ao. Minino Jefus , ao qual louvou , e deo mui- tas graças ojuílo velho Simeaô , toman- do-o emfeus braços. P. N. érc. Jaculatoria como na pag. 74. f. Domine exaudi &c. ORE MUS. O ’ Virgem admiravél , grande Meílra, e exemplo de obediência , que pre- lentaftes no Templo ao mefmo Senhor do . Templo \ alcançainos de voíTo amado Fi- lho graça , para que com ojuílo Simeao , é ' com a devota Anna o poíTamos louvar de dia , e de noite. Amen. . QUINTO MYSTERIO. Do Minino Dêos entre os Doutores. Eíle Myílerío contemplamos como a Bemaventurada Virgem Maria noíTa Senhora tendo bufcado por efpaço eThefouro preciofo da Lapã, 77 de tres dias a feu Filho , o qual fem ella o fabèr íicára em Jerufalem , finalmente o acliou ao terceiro dia no Templo aflenta- , do. entre os Doutores , difputando com el- les 5 fendo elle de idade de doze annos» P.'K.&c. ^ - V' Jaculatoria como na pag» 74» . f. Domine exaudi &c. OREMUS. O ’ Bemayenturada Virgem Maria mais que Martyr , confoladora dos affli- gidos, pela grande alegria, que tiveftes , quando achaftes a voiTo Filho no Templo difputando entre os Doutores , nos conce- dei que faibamos bufcar a efte Senhor na Santa Igreja Catholica , e nao coniintais que por noíTos peccados nos apartemos já mais delle. Arnen,, Digad todos Salve Rainha. f. Domine exaudi &c. - OREMUS. S upplicationem fervorum tuorum Deus miferator exaudi , ut qui in focietate. fandliilimi Rofarii Dei Genitricis , & Vir- • - ^inis congregamur , ejus interceljionibus a^te de initantibus periculis eruàmur. Per Ghriftum Dominum noltrum, • ]Çi.: Arnen, 1 Botica predofa , MYSTERIOS DOLOROSOS, f. Deus in adjutor &ç., como no primei» ro Terço pag. 72. . PRIMEIRO MYSTERIO. , Do Senhor Jefus orando no Horto. C Ontemplamos nefte Myliêrio como N, Senhor Jefus Chrifto orou , e fuou íàngué no Horto em tanta quantidade , que chegou. a correr pela terra > efteve em ago- nias mortaes , e foi prezo pelos cruéis Mi- nillros. P, N. ^e. Jaculatoria como na pag. 74. f. Domine exaudi êtc. O R E M ü S. O ’ Virgem SantiíSma Maria mais que Martyr > por aquelia fervorofa ora- çad, quevoíTo amado Filho fez no Horto a feu Eterno Pay^ , vos pedimos queirajs interceder por nos , para que dominando noíTas paixoens, nos fujei temos fempre á vontade de Deos. 1^. Amem SEGUNDO MYSTERIO. De jejus Chrijta prezo d colsmna. C Ontemplamos nefte Myfterío como noíTo Senhor Jefus Chrifto foi prezo, a huma columna , e crueiiflimamente açoi- tado e Thejluro preciofa da Lapa. tado em. cala Üe Pilatas , e Ihe derad cinco mil , e tantos açoites. P. N. ^c, ‘ y adulatoria como na pag, 74 . f. Domine exaudi &c. ^OREMUS. O ’ May de Deos , fcmte peíenné de pa- ciência , por aquelies açoites , que voíTq amado Filho por nós levou , nos con- cedei que íaibamos mortificar noábs rebel- des fentidos , e cortar as occaíioens^ de peccar com aquella efpada de dor , qüe trafpadbu VoíTa alma. ]^. Amen. TERCEIRO MYSTERIO. Be Jefus coroado de çfpinhos, G Onienrplamos neíte Mylterio como Jií#) Senhor Jeíus Chriftp foi coroa- do de agudos eípinhos , e efcarnecido pe- los cruéis algozes^ P. N, (l^c. Jaculatória como nà pag.^ja^ f. Domine exaudi >&c. 0 R E M ü SL O ’ May do Eterno Príncipe , e Rey da gWa , por aqüèlies efpinhos j que cruelmente atraveíTárad íua fantifíimà ca- beça , ,.vos pedimos cpie dei'erreis dê nof- fos coraçí^jeíi^ toda 0 ' movimento de fober- ba j e no tremendo diaidó-^igo nos livreis da confufao, que por noíTos peccados mere- eemos/^. Amen. QJJAR- 8o Botica preciofa QUARTO MYSTERIO. Dé jejus com a Cruz ás cojlas. i C Ontemplamos neíle Myfterio como noíTo Senhor Jefus Chrifto fendo condenado á morte , para mayor aíFronta fua , e mayor tormento levou com grande paciência a Cruz , que Uie pozeraÔ ás coi- tas. P. N. éfc. Jaculatoria como na pag,^\, f. Domine exaudi &c. OREMUS. O * Virgem Maria , efpelho de paciên- cia , por aquella pezada Cruz , em que voíTo Filho , e Senhor noíTo tomouTo- bre li noíTos peccados , nos concedei tal valor 3 que feguindo-o a elle , poíTamos levar a noíTa cruz com gi*ande paciência até o íim da vida. ijí. Amen. . QUINTO MYSTERIO. T>e Jefus crucijicado. C OntemplamoS' neíle Myfterio como noíTo Senhor Jefus Chrifto , depois que chegou ao monte Cal vario , foi def- pido de feus veftidos , e cravado na . Cruz. a vifta de fua affligida May. P. N, Jaculatoria como na pag» 74. < f. Domine exaudi &c. 0R& e Thefotíro prècíofo ãa Lapa, 8 r O R E M ü S. ^ G *i Bemayenturada de Deos",aírim eomo o fantiílimo cdrpo de voflb-Fi- Iho foi efténdido na Cruz , aíTim fejao ef- tendidos lioíTos défejòs a .tudo , que for de feu fervieo , e noíTos coragens , para fem-r Í )re fentirmos a fua fantiflima Paixa6.E vós, antiflima Virgem , fede fervida de nos ne- gociar nofla lalvaçao cóm a voíla eíiicaz interceíTao. Amen. DigaS todos. Salve Rainha. MYSL ER IO YG L O RIO SO 0 : f. Deus in adjutor &c. como no prithei-' ro Terço pag.y^. , . ;í v,. ' PRIMEIRO mysterio: ^ ( ' ^ De Jefus refufcitado. ' N Efte Myllerio contemplamos como noíTo penhor Jefus, Ghrifto triunfàn- ' do gloriofamente da morte dos tormen-n tos , refufcitou ao terceiro diia immortalj^ impalTivel. P. JV. { Jaculatoria como na pag.j^, ' f. Domine exaudi Gloriofa Virgem Maria , poti aquel- la ineíFavel alegria , que tiveíles com aRefurreiçad de voflo Filho > vos pedimos? í nap 8 £ . > Boí^cà precicfa^ nao coníintais qiie^ os noíTos coraçoens fe deixem levar dos falfos goílos defte mím- do , .mas que todos de empreguem aios Vei*^ dadeiros bens efpirituaes.^ Ameii. SEGUNDO MYSTERIO. Da Afcenfao de Chrijio ao -Ceo. N EÍte Myfterio contemplamos como noíTo Senhor Jefu Chrifto quaren- ta dias depois, da fua gloriofa Refurreiçaô fubio aos Ceos acompanhado de Anjos á vifta de fua fantiilima May , e dos fagra- dos Apoftolos com grande admiraçaõ de fddõs 7 ‘P. IV. “ Jaculatoria como Ha pàg, 74. % Domine exaudi &c. OREMUS. O ’ May de Deds , cònfoladofca de affli- gidos, aíIitn;coma voíTo Filho uni- geâíto fubindo aos_Ceos lançou a benção a feus Apoftolos 5 fazei vós.. Senhora , que mereçamos alcançar a fua bençaó , e a vof- fa • 5' para que livres deftes corpos mortaes fubamos a gozallo lá no Ceo. Amen. TERCEIRO MYSTERIO. Da vinda do Efpirito Santo. N Eftç Myfterio contemplamos como Chrifto noíTo - Senhor , aíTentadò á ‘ffiaô' direita de feu Eterno Pay , mandou o < Eí- ^ % Efpirito Santo a feus Apollolos , como Ihe’ tinha promettido ^ os quaes em companhia da Virgem Maria nolTa Senhora çííavaô no Cenaculo de Jerufalem efperando o complemento defta promeiTa. P. Né érci Jaculatoria como na pag. 74^ f. Domine exaudi &c. O R E M U Ç. Vii^gem Santillima j Sacrario do ÊA piritò SantOj pedimos-vos que aquel« le fuave Efpirito , que voiTo amadó Filho mandou aos feus Apoílolos , com que os éncheo de confolaçaò , e alegria , nos en- fine a nós neíle mundo a acertar o verda^ deiro caminho âa falvaçao , ocçupando-nos fempre no exercicio àe virtudes , e boas obras.' Amén. QUARTO . MYSTÈRIO. Da Ajjumpçaq dã Senfjota ao Ceo. N Elie M/íterio contemplámos como a gloriofa Virgem Maria > doze an- íios depois da Refurreiçaô de noífo Senhor Jefus Chriíto feu Filho j paífoü deíla vida,> e foi levada ao Ceo pelo mefmo Senhor* acompanhada de todos os Coros dos Áii=^ JoSí A Né é^c* Jaculatoria coniti Ha pagi^jí^i « Domine exaudi &ed Fü como gran- ceief- ^4 Botica preciofa , OREMUS. Vifgem Prudentiilima , vós , que fu- bindo aos Ceos , encheftes aos Àri- jos de alegria , e aos homens de confian- ça > fede fervida interceder por nós na h" ra da morte , para que livres das illufoer e tentaçoens do demonio , ros fayamos defta vida venturança na outra. i^. QUINTO MYSTERIO. " Da Coroaçao da Senhora no N Efte Myílerio contemplamos a gloriofa Virgem Maria com des feftas ^ e júbilos de tod^ a Corte tial foi coroada por feu Filho , de que to- dos os Santos receberão gloria particular. P. N. i^c. Jaculatoria como na pag, 74. ir. Domine exaudi &c. OREMUS. O ’ Rainha de .todos os CidadaÓs do Ceo 5 fede fervida de aceitar de nós efta Coroa de rofas , e concedeinos , Se- nhora noíTa clementiflima 5 que le acenda ein nós tal defejo de vos ver coroada coni tanta gloria , que nenhuma outra coufa queiramos , nem pertendamos. Amem Digao todos. Salve Rainha. HYMNO e Thefouro pnciofo ãa H ¥ M Para fe cantar m fim Senhora C Lemencia , meu D Araparo meu bem , Pefdao , meu JESUS "^erdao, piedade Repete-' quantas offenfas ConfeiTa , Sfnhor ,... Com fummo temor* ninha, maldade ! . Clemencia , &c. fou hum ingrato , Que a. YÓs fem refpeito Lancei do meu peito \ Com tanta imniedadp. dtei grao Mageftade. Clemencia , &c* iinto üor magoado 5* dos meus peccados Vos B6 ' Botica preciqfa , Vos peço piedade. Clemeneia , Por hum vil capricho Chaguei a hum Senhor ' Que he fogo de amor Oh grap crueldade! -CJemençi^ I JEíla alma rebelde No dia do horror Ao íeu -Redemptor Que efçufa dará, Clemeneia , ^ntad foberano • • . No trono fentado : ^ - Com Euidofo brado Aífimme dirá, ■ ■■: Clemeneia , &e, Já volto a bufear . O íeyo amorofojv E bellp repoufp JVJinha alma terá, ' Clemeneia ^ &g, í^eíTe m^r de fangue Quero íèr lavado E"ahi meu peceadp gxtiiitp fera. Clegiençi^í yá longe o peecadp Pp çpraçao meu, eThefom prej:hfi .da Lapa, 87 Nem já malsaCeo Mà. vlja |>eiccai A .M - ^ , / pLejn^cia 5rfe, Refolvo^ prometto « fe^om VKlaja r\ ' 'v A^ie 4 4 oifk bonaadè ^ Nao 'a^rèntâr^i t, , .?iA a- Clemencia , &c. O* iadr Maria' Fôíiziê%eirança-i-u> • Firmeza < afean^ 5- ^ ^ Conilancia me dai./ . ' ./ ' Clemenciai, &c. Aitfpai^e -a manto'-^- > DavoiTa pureza ‘ Que a falfa torpeza De mim fugirá. • - o; , : ÉÜekuencia , &c. Clemencia meu Deos A-mlpafo meu bem Perdao meujESU • piedade. Glemencia', &c. Com V0ÍF0 foccorrb Efpero vitoria-, Botica preciõfd Traduzida em ■. 7? ortuguez^ ^ S Enhor havei compaixa 6 âQtjés, 'i • Chriílo 5 havei compaixao d^qòs.i.r. Senhor 5 havei compajixaó de nós.;, . ; ' Chriíio , 011 vinos. b . . ^ ; Çhriílo j .attendeinos.: ' Deos Padre lá dos Ceos , onde eftak , ha- vei compaixao de nqs. ; De os Filho , Redemptor do mundo , havei compaixao de nós. ' , Deos Eipiriío Santo j ha;yei compaixao de nós. ; Santiííima Trindade, que Jbis hum fó Deos, havei compaiiaô de nós. Santa MARIA, orai por nós. Santa May de Deos , orai Santa Virgem das virgens , " orai May de JESUS Chriíto , orai May da divina grapí, orai May pnriffiraa , . orai Mãj caítidima , orai M^y 1 e The f ouro preciofO ã,á Lapa. 89 May fem macula^ ... / -.'Orai' May fem corrupção , , i £ Orai Mayamarel, ^ ^ ' prai May admiravel , . ■ < orai May do Creador , , j: s ^ j orai May do Salvador, r ; . b 'i .prai Virgem prudentiffima, , [-prai Virgem digna de veneraçaô, , orai Virgem celebre, : ' orai ■ Virgem poderofa, i , ,* ... orai Virgem clemente , . . ' ; ^i^prai Virgem íiei , . . ; ,0 orai Eípelho 'de juftiça , i, . . ; - orai Aiiento da fabedoria-, • ^ :>orai Caufa ,dos iioiTos jubilos > ^ orai Vafo efpiritual , . prai Vafo honorifico, b . P>rai Vafo inligne de dévoçaô , Orai Rofa myftica , - ' - orai Torre de David , orai Torre de marfim, ^ orai Caía de ouro, orai Arca de alliança, ^ orai Porta do Ceo , orai Eftrella da ma nhã , orai Saude de enfermos , orai Refugio dos pe ccadores , orai Confoladora do s afflidos?, orai Soccor- pò • ' V' Recorro dos Chrilí aos ,, , r v; 'Çràí Râènhá dos Anjos, J orai Rainha dos Patriarcas, ,; 'õi^i Ràlnhados Profetas , • - /. -i . çh-âí Rãmha dos Apoftolos, r ' o orai Rainha dos Martyres , ’ r; • - oh ^orai Rainha dos Confeílbtes . oral Rainha das Virgens? , orai Rainha de todos os Santos , ro^ai por nós'; Cordeiro de Deos , que- tirais os peceados ; ' do mundo , perdoainos , Senhor. Çòideiro de Deos , que tirais os pêccadqs ; do-mundo , ouvinos ,c Senhor.^ - • Cordeiro de Deos , qiSê tirais- os- peccados do mundo , havéhcompaixaé de nós. ' jí'.- Rogai por nós , Virgem Mây ^ Deos. Para que fejamos dignos das- promeíTas ; de Chriílo. - /^v. ORA D ivino , e todo poderoío - Senhor , dignaivos de allumiar com as luzeè da voíTa graça os noíTos entendimentos, pa- ra que todos aquelles , qufe-teníios a felici- dade de conhecer o altilTimb Myfterio , qiie foi annunciado pelo Anjo , da Incar- nação de voíTo amado Filho , tenhamos também a dita de chegar pela fua Cruz, , e pelos, merecimentos da fua Paixaó facra- ' tilTima e Thefourapréèiàfo da Lapa, 91 tiíllma á gloria da Reíurreiçaõ , por afnòr do niefmo JESU Cliriílo, Amen. N O V E N A ,0^ s'Aüdac,c>ê;ns-: : DE S, GREGORIO SAUDAC,AM I.: ' O ’: :Senhor' meu -JESU Chrifío , eu vos adoro fufpeudido neíTa Cruz;, fup- .í- portando a coroa de eí pinhos em yoíTa facrofanta cabeça : eu vos rogo , que eíTa nobiliffima Cruz Teja O; efcudo , que me livre dpsMiniílros de voíTa Juftiça.AjUen. P, N, A. M, ' SAUDAC,AM 11. O ’ Senhor meu Jefu Chriílo, eu vos - adoro neíTa Cruz ferido , e chagadoj ^onde vosí^.derad a beber fel , e vina- gre fobre a maior amafgiira dos meus pec- çados : eu vos rogo , que eíTas preciofas chagas fejao ^ o remedio , e a cura da mi- 9^ Botica preciofa ^ Dhftialma. Amen. -N. A. M. SAUDAC,A.M IIT. V O ’ Senhor meu Jefu Chrifto , eu vos ãdofò por ãquélíà amaígiífrrque por rfiiin iriiíeraVel' peecador . foffi*ef-- fes na 'Cruz', priiicipaliíientè "naqüèlla ho- ra , quando voíTa afmá^ nobiliíTima fahio do foffo beindito corpo^^r eu vos rogo fenhai? mifèritordi^^ minh| alma dò fahir deí^e"cafcere^^ mortal e ã lograr ü vida eteríia.''^ Amen. P, AaJBKÜ^ MI . IV. O ‘ Senhor meu Jefu Chrifto , eu adofo collocado/ntí fepulchro gidò .com myrrajj.e balfamòs‘ chei- Tofos : eu vos rogò. , ,qiie voíTa preçiola' morte féja .minlia ditola^vida. Amen'*'^ d. Mi . ; . - SAÜD AQA :nhor meu Jefu Chrifto oro defcendo qo Limbo para li-, vrar as almáa, que nelle eftavaô ef- perando , vòíTa fufpirada vinda : eu vos ro- go , que nao permitíais , que a minha al- ma entre naquellas infernaes prizoens, e éfcuros carceres. Amen. f Thefauropreciojo da Lapa, SAUDAQAM VI. ‘ Senhor meu Jefu Chrifto , eu vos- adoro refufcitado entre os mortos ^ fubindo ao Geo , e aflentado á ma 6 direita dp Eterno Pay eu vos rogo , quP me façais merecedor de vos feguir a efla Gloria 5 e fer prefentado ao voffb divino acatamento. Arnen. P, N'. A. M. SAUDA C, A M VII. O ' Senhor meu Jefu Chrifto, Paftor be- nigno , confervai aos juftos em gra- ça , juftificai os peccadores , compa- deceivos de todos os fiéis , e favorecei* amorofo a efte fgrande peccador. Arnen/ P. N, A. ,M- SAUDAC,AM VIII. Senhor meu Jefu Chrifto , eu vos adoro vindo a Juizo , chamando os juftos ao Paraifo , e condemnando ÒS peccadores : eu vos rogo, quê voiTa dolorofa Paixao nos livre daquellas penas, , e por ellas nos levai á eterna «vida. Arnen; P. K A, M, SAUDAC,AM IX. Amantiflimo Pay , eu vos oftèreço a innocente morte de voflb precioio Filho 5 e o amor do voflb divino co- raçao por toda a culpa , e pena , que eu V mife- . Botica precjofâ y miferavel peccador , e o mais depravado de todos os peccadores por minhas culpas iTiereci , e por todos os meus parentes , e amigos y vivos 5 e fajecidos : eu vos rogo 5 que tenhais rnifericordia de nós^ Amenr P. K A. M Para a intercejfao de S. Gregorto Papa» O * Senhor meu Jefu Chrifto , qn^ ad- mira velmente revelaftes o Mylterio da voíTa fantiífima PaixaÕ ao yoíTo Berna*" venturadq fervo S. Gregorio ; peço- Vos , que a elle miferavel peccador çoneedais alcançar perfeitamente aquella remiíTaÔ de peccados , que o meímo yoíTo venerável Pontiíiçe com abundante autoridade Apof» tolica liberalmente concedeo a todos j os que Verdadeiramente fe arrependeíTem , e meditaíTem o progreíTo de voífa Paixaô ,. YÓs que viveis , e reinais por todos os fe- culos dos feculos. Amen* . \ huma EJlaçaÕ ao Santijjflmo Sa^ cramento pelas almas. e ThefoMVo 'pre^iojb da Lapa. ^Remedio contra os cimo fentidos do ho^ - mem com as cimo pedras de Dauid, PRIMEIRA PEDRA. Me 0 . conhecimento proprio o melhor anti^ doto . para curarmos as nojpas vaidadesy ~ e Os mjf os enganos do amor proprio y curemos ■> £ conheçamonos. As cinco pe^ dras de Davi d , medicina provável para curar enfermidades da al^^- T) Ara Vencer David ao Gigante P .Ara vencer David ao Gigante , terror de todo o Ifrael , foi a liuma fonte limpiíEma , e codhendo cinco pedras , e E ondo na fua fonda , (dando a torcer o ía braço ) huma pedra deftas , fez tiro ao Gigante , e logo o proftrou a feus pés. Efte Gigante Jxe a figura de huma creatura deA vanecida , eftimada de li mefma , e pre- occupada do amor proprià % aquellá pedra, he figura do conhecimento proprio , como diz o EminentiíIimo Hugo Cardeali, aquel-- la funda he figura do fundo da fepultura , a- fonte he a graça -de Deos , donde de- vemos tirar 'pedras preciofas do conheci- mentO5que.de vemos terjporque Deòs he im- ínenfó', incomprehenílvel , e infinito* , pon- do no fundo dâ noíTà mi feri a por fcrmoa creatura 5 pequena , comprehenfível , e fi- ^ta para razermos tiro ás noflas vaidades. para - Botica preciofa , para proftrãrmos por terra as noíTas fantá- íias , Q amor proprio , que he o ma^or ini- migo que podemos ter , e por iíto o de- vemos temer mais que a nós mefmos. . Efta fraqueza propria nos deve fazer mais temer , que todo o poder do Infer- no. Coníideremos que efte amor próprio , gigante quaíi invencivei peia repetição de feus ados, nos perturba pois baila humà pa- lavra lifonjeira , huma adulaçao enganofa y hum applaufo dependente , liuma cortezia interelTada , hum fufpiro vagarofo , e hum olhado tranfparente para fe enfoberbecer eíle gigante do amor proprio , que cuida,: que eílas lifonjas do mundo o faz fer co-^ mo lhe pintaó com tintas de furta cores. í - Pecdou Adaô com a adulaçaó , e en- gano da ferpente pintada de várias cores, que houvera de fer Deos , lifonjeando-o com a dadiva de huma fruta , 'moílrando que com as dadivas , e oíFertas fe vencera os mayores gigantes , o certo he que da- divas quebrantaô penhas ; finalmente pec- cou AdaÕ , S. Pedro negou a feu Divino Meílre , Salamaô fe efqueceo de Deos, Judas vendeo a Chriílo Senhor nofio , Na- huconofor perdeo, o Reyno da fua Monar- chia ,Aman foi fufpenfo no patibulo , que prepa- eThefduro précíofo dã Lapa. 97 preparou para Mardocheo , tudo por cau- ía do amor proprio , € vaidades , que com hum vento leve derruba os mais fortes ce- dros, quefó com o conhecimento proprio dq nada, que fomos ^fararemos defta infer- midade contagiofa , que a muitos abraça, e embaraça. He a creatura muitas vez^s vencida fem fer provocada , e acometida. As nof- fas vaidades , as noíTas paixoens proprias, e o noílb amor proprio em noíTos íen tidos cada horá , e cada inílante fe confpirao , e fe armao contra nós mefmos. As noíTas acçoens nos fazem conhecidos , e por iíío inimigos fomos nós de nós mefoios. O noíTo coraçaó proprio he o noíTo inimigo mais perniciqfo, e perigofo. Lá nos de- íertqs cahirao muitos Santos , a quem nao podéraô nos povoados derrubar as perfe- guiçoens. Deferto he o noíTo coraçaó, lan- çai delle o inimigo do odio, que vos def» vanece em naô perdoar ao voíío proximo ^ para que coníidéreis , que os que vence- raõ aos tyrannos , e aos demonios , foraó vencidos das íuas mefmas paixoens , e do amor proprio , e das fuas meímas concu- pifcencias. Q5 meíhiQs Juíiós , e Santos temerão “ ; " Q poi: ^8 Botica ^reciofa , por conhecer a fua fragilidade , miferia > c vileza , fomente em cuidarem , fe ca- hiíTem em peccado mortal , qual eílaria a fiia alma. na prefénça de Deos. Sad Ffan* cifco de Sales íó por cuidar , que fe podia condemnar por fer vivente , e peccador, lhe nafceraô defde os pés até a cabeça ef- camas negras de peixe. Santo Ignaciõ de Lo^roia quando levantava o penfamenío ao Ceo 5 e defcia á terra , com o conhecimen- to proprio , a fi mefmo fe defprezava , e aborrecia ao mundo^ Os Anacoretas , os Santos mais penitentes fufpirao na hora da morte) e fe coníiderad cercados de affli-» çoens 5 € anguítias por naó faberem qual ferá oJjemendo decreto da Divina Juftiça, flad fahendo aonde irád parar etemamen-' te. C^anío atemorizou: ao mundo todo o' amigo de Saõ Bruno ., que fe cuidava quan- do tnorreo , que eítaria gozando da Rema- venturança , quando no oíEcio, ,que fe lhe cftava fazendo de corpo prefente, o mef- mo cadaver levantou a cabeça , e comim-* líia voz roajca , e defentoada diífe de efpa^ ço a efpaço V EJlou por juizo ds Deos tm JUÍZO'. Efim psr jufio juizo de Deos fentenceado ; EJlou por jufio juizo ãe Deos cmdemmdo i &x oue ejSaantofa , Bo-Infexoa e *Thefowo pre querendo acometer ao gigante ^ fez oraçad a Deos , pedindo] he , naõ lhe deíTe pê de íoberba , e nad diíTe pés de fo berba , e quando expedio > e lançou a íua pedra , logo bufcou a fronte do gigante j parte íuperior da cabeça, que nad tinha fundamento nos pé>’ , moftrando que a fo»- berba era aíTentada em hum pê, que coie hum pê de vento fe proftra por terra. > Oh como ficareis vendo aquelle Patrir arca tad humilde , que pela fua humilda- de occupou a cadeira de Lucifer , Si Franr- cifco das Chagas ? He a humildade o fun^ damento da virtude , e o alicerfe da fan^- tidade. Quantos por íbberbos eftad nas for^ nalhas do Inferno no mais ânfimo lugar chorando fem remedio a fua íoberba / Ve^ de como eftará Holofernes, Herodes, Tam- borlad , Nero , Diocleziano , os Imperar- dores Romanos , que todos em vida fe ef- queeeraó delia pedra do Temor do fupplir- cio j o certo he , que quem fenad cura corn eíla pedra fica endurecido , e impedrenido, como íuccedeo a Faraó , quando oProfe^ ta Datan o quiz converter , como Jeroboao naô querendo applicar a fi as pedradas, que lhe dava o Profeta ; pois irritá tanto a fo- berba aMageílade Divina, que peccando Nem- ‘io8 Botica preckfa y Nembrot, e todos os feus fequazes , 'de-^ terminou a SantiiTima Trindade nao c6- metter a outrem efte caftigo /mas antes fer elia que o exJtutaíTe immediatamente , pondo fogo em Sodoma , e Gomorra , e no exercito de Senacherib , nao mandando caftigar pelos Anjos , pelos demonios , e ;pelos elementos , que todos como' obedi- ' entiHimos miniftros do Rey fupremo po- diao caftigar com rigor aquelles foberbos. Nao mi allim o noíTo amoroiiflimo Se- -nhor y que nos chamou para nos dar exem- plo j ê enfinarnos que fejamos humildes , como elle foi ate o ultimo inftante da iua morte nos braços de huma Cruz. Que bem fe efqueceo aquelle Rey Ravalai Frances quando depofto do Reyno foi açoitado ' pelas ruas , e praça de Greva dando a vida defpedaçado em quatro quartos o feu cor- po com quatro cávallos fiiriofos, levan- do cada cavallo o feu quarto , tudo pela liia foberba. Vede quantos Monarcas per- dérad os feus Reynos pela foberba. A mo- narchia de Nabucodonofor foi deftruida , e dividida por fua foberba. ElRey Balthafar vio aquella mao efcrever em huma parede a divifao do feu Reyno , Faraó affbgado no mar vermelho , tudo por fuas foberbas. Oh eThefouro preciofo daLapa, lo^ Oh prefufflp^ao cheya de maldades , diz Salaiiíao, aonde nafceíle , e quem te creou^ He a Ibberba hum vicio.fubtii, e fubre-, pticio, que penetra o ii#2rior mais occul- to para proftrar por terra os mayores gi- gantes ; mas onde fe poderá efconder que logo fe naó conheça ? Diz Santo Agoíü- ' nho : Ay da alma foberba, que apartan-^ dofe de vós, meu bom JESU , cuidou achar outra coufa. melhor, aUINTA pedra. A melhor medicina para curar a enfermi^ ' dade de avareza com a efperança do prémio futuro. . P Ara yencerriíos efte commum, eva- lerofo gigante -da avareza heneceíTa- rio preparar a funda para: nella aífentarmos a quinta , ^e ultima pedra de David ,. que fegundo ^iz ò méímo Eminentiílirao Hugo Cardeal he a Efperança do eterno : de f : canfo. He efte gigante da avareza, oi mais forte , e quafi inveiiciyel , e iniroigóideon- trar pelas ^ portas do Ceo , e diz o Euange^ lho que maisfacil ferá entrar hum camelt- lo pelo fundo de huma agulha do que entrar hum rico avarento ( pelaá portás do Cea í 3^0 Inferno ;eftá o rico Avarérito pe- dkdoíai^^rahad porsèftnqla ll^e -mánde á Laza- I ' JIO Bétka precíofa y Lazara , que molhe a ponta do féfu^ dedo na agua para refrigerar a lingua' por eítar ardendo nas chamas do Inferno , pede por . Lazaro o feu reMgerio em pena da fua avareza , e foi tanta que até no Infernei pede tao pouco que com hum fo dedo molhado fe contenta , quando podia pedir mares , e mares de agua , qüe tiido he pou*^ CQ , he nadá para refrigerar as chamas do Inferno. Oh avareza da mundo que caufa tan- tas abundancias de chamas e tormentos no Inferno! Quantos eíbô lá chorando fem remedio , vendo que o feu remedio fienra nelte mundo , e delle já fe nao podem va- ler ! He tad abominavei efte vicio> que pa- rece que a mefma. terra o aborrece > aíudir fuceedeo naFreguezia de Saó Gonfalo * termo da Cidade do Rio de Janeiro,- a hu- ma mulher avarenta que depois de fe- pultada , e cuberta n fepultura no ovtro dia abiindofe a Igreja fe vio a tal fepultu^ ra com dons palmos meno^ de terra , moJfí trando a raefma terra que faltava a quenal era tad avarenta. ' ^ Bem; fe vio naquelle moço tad. beni procedido , e virtuofo y que fd eta inimigo dos pobres^ e quando morrea, apparececi afçu e Thefouro precidjo da Lapa, i i i a feu pay em ciieyas de fogo , dizendo que Deos fe efquecera das mais yirtudes, e fó fe lembrou da fua avareza para o caf* tigar juftamente no Infé^no por m6 dar ef» molas aos pobres. Que bem obrou Xobias o velho quando deo tudo quanto tinha aos pobres , e depois andava enterrando os mortos , e paírando'Tobias o moço feu fi- lho com o Anjo Sao Rafael pelas prayas do mar , lhe appareeeo hum peixe gran- de , e querendo Tobías fugir, lhe ddíTe a Anjo., que naõ fugííTe , antes pe^ííb' no peixe , que lhe havia de fervir de -mui- to proveito , porque tirandolhe o fel cura- ria a cegueira do pay , e tirandolhe o. go^ raçad, e queimando-o tiraria^ e lançaria h>- go o demonio Aíinodeo ,"que no feu qcQa- ■ ça6 tinha , o que íiido aílim experímeníBki, e lhe fez Deos eílas mercês pôr cauík das efinolãs de feu pay Tobías. Dá Deoslcen- topDr.ham, e o Ceo a quem dá las ) pagandolhe a huns em os evkar defí ta , oü daquelia doença , em que houve, rao de gaílaf , a huns \livTando-os dhs percas, que hòuveraô de experimentar nefte.,' Qii naqueile ne^cio , a « biitrps dando .vida , ô íaude ào® íèus eícrairos^ è caválgadoras,, por todos modo® paga bem Dèos jt II2 Botica preclofa '^ quem fe lembra dos feus pobres. Oh quanto eítá experimentando aquel- le Bifpo no Ceo que naó tendo já que darj fe deo a 11 mefmo^a huma pobre mulher, que pedia efmolas para refgatar a feu filho cativo ^m Mourama ! Reígalemos a noíTa alma pela efmola, que eftá no cativeiro de Faraó , onde eftá aquelle defgraçado Bif- pOj que mandando convocar a todos os po- bres com o pretexto de lhes dar efmola , ajuntaraõfe todos , e os recolheo^ em huma eafa , e lhes mandou pôr fogo , e os quei- mou a todos, e por-' caftigo mandou Deos aos bichos, que comeíTem , e roeíTem as ear-« Hes do Bifpo , que lhe cahia em pedaçosí Conliderai no bichinho da conciencia, vósy qucL podeis dar efmolas aos pobres , e com ellas comprais o Ceo , fazei tiro com efta pedra da Efperança , e da Bemaventurança á voíTa avareza , fábei.que fois thefourei- ros dos pobres : quantos eftaraÔ chorando de fome ? Quantas mulheres naó iráÓ ou- vir a MiíTa , e MiíTaÓ por naó terem huma. camiza, huma faya ? Quantos. pobres nas fuaS ' doenças eftaráó fem huma galinha pa- ra o dia da purga ? Se quereis perpetuar os voífos thefquros , abri. os voíTos thefour* ros, As fontes de agua quando naícem c pç » 'i e Thejõuro preciofo da Lapa, iij pé do monte 5 e vao regando , e fertilia zaYido as terras , yao incluindo em fi outras fontes , e fe vao alargando , e crefcendo mais , e quando chegap ao mar , eftao for^ mados rios grandes , e navegaveis; Aiiim deveis fazer, fe quereís aportar no mar da graça, tendo as voflas enchentes logo no monte dos pobfes , pobres a montes , e' montes de tliefouros , thefouros a montes , e montes de graça em graça de DeOs , e Deos feja eomnoico, : Remedio y ou medicina de que ufou hum Religiofo para nao pajfar pelas pelas do Purgatorio. Conta Cefario em feus dialogos ^ que ap-^ pareceo em dia., e momento^em que efpirouy hum Religiofo a feu Prelado , e Ihe diffe que f e hia ao Ceo Jem pajfar pelo Purga^ torio \ porque em quanto viveo rezava ejla Ciraçao diante do Senhor crucificado, R A C, A M, meu Jefu Chrifto , por aquella ^ grandiilima amargura , e paixao , ,que padeceftes neíTa Cruz , em efpeciai quan^. do vofla Santilluna alma fe apartou -do vo fo Santiflimo corpo , vos peço que hajais íiEí-íericordia da «linha, quando do meu corr. " ' . H po « • f 14 Botica preciofa , po fahir. Jefu Nazareno, Rey dos Ju^eos l kavei mifericordia de mim , e daime boa morte por vofla fantiifima morte. Anien. OraçaÕ , que fazia Santa Terefa de Je-r fus p(ira alcançar fervor do efpirito. O H Deos da minha alma , que preiTa nos damos a olFendervos , e como vos a dais mayor a perdoarnosj Que caufa ha. Senhor, para taÔ defatinado atrevimento ; fe he o haver já entendido voíTa grande mifericordia , e efquecervos de que he juf- ta voíTa juftiça? Cercaóme as dores da mor- te.Oh,oh,oh, que grave coufa he o peccado, que bailou para matar a Deos cora tantas dores , e que, taÒ cercado eílais meu Deos delles , aonde podeis ir que naÔ vos ator- mentem ! De todas as partes vos daô feri- das mortaes. Oh todos os que eílais cof- tumados a deleites , e contentameiitos , e regalos , e a fazer fempre voíTa vontade , havei iaílima de vós outros \ lembraivos , que haveis de eflar fuj eitos fenipre fem fim ás fúrias infernais , olhai , olhai , que vos 1'oga agora o Juiz , que vos ha de condem- nar , e que naó tendes hum íó momento fe- guro a vida , porque naó qüereis viver pdr ra fempre. Oh dureza de eoraçoeos huma- nos, abrande os voíTa immeiiíâ pi€dade,meu Deos e Thefouro preciofe da L apa, j i j Deos da iTiinha alma 5 JESUS. A mayor devoção ^ e do mayor agrado de Deos , que traz o Reverendo Miffiona-^ rio Frey Jofeph Gavarri nas fuas Injlruc^ çoens^predicaveis affirmando fer ffia de-^ VQçad tao prfiveitojd , que com ella mere-? ceremos mais , d@ que fe rezaffiemos qui^ nhçTftos mil Rofarios , e fe dejfemos todq 0 mundo inteiro de efmola \ e affim fe pe~ de fe re^e com todo o vagar?, devoção ^ e com toda a dor: tudo para ter huma di-: tofa morfe 5 fazendo efta grande devoção todo^s qs dias doze vezes , que faÕ doze aãos de contrição perfeitiffimos. Pezame , Senhor, de todo o coraçao , por feres vós quem fois , de quanto vos te^ oifendído , e propopho íirmiílimaínen- té a emenda. Oraçad cqmpojla por S. Agofijnho quent'^ a dijfer cfiando contrito de feus pecca- dos ^ por cada vez ganha oitenta mil annos de indulgência , e dizendo-a quar rentq di^s j filcança remiJfaÕ plenaria, de feus pe ceados. Bonifácio Vlll. a con- çedeo , e Benedião XL a .confirmou. Q J8. A Q A M. D Eqs 5 qiie pela redejnpçad do mu^do qiüíeft^s jcsfeer ^ ^ r ^dreumpidado j H ii defpre*; Ii6 . Botica precioJa\ defprezado dos judeos , vendido por Judas com bejo de paz , prezo como innocente cordeiro , facrificado aíFrontofamente , pre~ féntadó ante os Juizes Anás , Caifas , Pila- tos , e Herodes , fer accufado com falfas teftimunhas , aíFrontádo coni acoites , e opprobrios j cufpido , coroado de efpinhos, esbofeteado ferido com cana , cuberto o rofto > defpido das ' veítiduras , levantado ^ e cravado na Cruz , reputado como ladrao, dandofevos a^ beber fel , è vinagre, e fer ferido voíTo íantiííimo lado com lança. Por eílas voífas penas fantiíTimas , de que eu indigho peccador faço mençaõ , e por -voíTa faíita Cruz, e morte vos peço. Senhor meu Jeíu Chrifto , tenhais por bem de me livrar das penas dò Inferno , e levarme aonde levaíles o bom Ladrao , crucifica- do juntamente comvófco , que com. ò Pa- dre' , e Efpirito Santo viveis , e reinais para fempre fe'm fim. Amen. Padre nojfo, :Ave Maria Grande remedio para cejfar a pejle con-- tagiofa. C Onta 0 EminentiJJimo Cardeal Dom Frey Francifco Gonzaga da Ordem de Sad Francifco ^ e Bifpo de Mântua , n/^ Chronica , que compoz da dita Ordem A part. , e Thefouro preciofo dã Lapa. I17 'part. 3 . moft. 8* e conjia do Breviario Ror mano , que havendo huma gra?id,e pejie na Cidade de Coimbra , e amedrentadas com o.dejiroçoi e vizinhança delia as, RelL ' -giofas do Mofteiro de Santa Clara da Or-i- dem de Sao Francifco , fundaçao,.^ que foi da Rainha Santa Ifabel , e aonde hoje ef- ■tá feu fanto corpp , e_ eu tive, ò gojfo , e prazer de ver ó feretro , ou efquife yonde em cofre de prata ejid depojitado aquelle '■grande thefouro do. corpo gloriofo dá Rai- stha Santa ^ e eu com muitq' devoção bei- jei , e com adoraçad , e coin os olhos ar- rufados em lagrimas vi , e adorei. Logo trafarao as Religiofas de fahirem del- U ^ e fe acolherem, a higar mais-fegur-o , e menos contagiofo"-, e no t empolem que fó deliberàvao 0. m'odQ da fahida , appare ceo na portaria hum homem pobre , e per gun- toulhes, a caufa da fu a trifteza,e cuidado>^é dandolhe ellas conta da Jua determinação^ .e as cauf as urgentes delia ^ lhes deolmn papel que trazia na ynao , em qUe efta- va -ef cri ta a Antifqna Stella' Cèèli dsrc. e com á Oraçao adiante , encomendandolhes muito càjitajfem. todos os dias ) ( como eu também recdraeádei 'nos Seminarios que fundei nos, campos dos Guaitacazes , e Cida^ liS , Botica prèctdfa y Cidade do Rio de Janeiro , cantaffem os S eminar ijl as todas as manhas ) com o qae 0 f eu Mojieiro dentro de poucos dias fe veria Ihre de pejie , em qltè já começava n arder. Defappareceo o pobre femmais o Verem , e as Religiofas depois entende'^ raÕ por devotas conjeãuras feria o Apof- tolo Sao BartholomeUi, O Convento ficou //- Vre do mal y e as Religiofas quietas y e fem fazer mudança y e a Cidade tàmbèm^y mediante â dita devoção y dentro em pou^ CO tempo com extirpaçaÕ de contagio tao perniciofo, tfia he a Antifona vay na Ungua 'Latir na y como appare ceo , e depois vay ver-- tida na noffa Portugueza. S Telia Coeli extirpavit , qu8e ladavit Dominuna , mortis peftem , quam plan- tavit primus parens hominum. Ipfa Stella nunc dignetur fydera compefcere , quorum bella plebem caedunt dirae mortis ulcere. O piiiTima Stella maris, à pe-fte iiiccurre no- bis. Audi nos Domina , nam Filius tuus nihil, negans té honorat. Salva nos Jefu, pro , quibus Virgo Maria te orat. p. Ora pro nobis Sandla Dei Genitrix. ^.Ut digni efficiamur promiffionib.Chrifti. ORE- e Theíòuro prêchfo da Lapa. iiQ *^0 PI E M ü S. . D ÈUs ftiifericôrdí^ , Deus pietatis , Deus indulgentiae , qui mifertus eít fuper affliítiõnem popuíi tui , & dixifti Aiigéío pèrcütiénti populum tuum Conti- ne mániím tuam : ob amotem illius Stellse glofiofó 5 cujus ubera pretiofa contra ve- nenum nòftrorum deliélorütn j quam dul- cifer íuxifti 5 pr^fta , auxilium gradee tuee , ut ab Omni pèfte , 6t improvifa moite fe- cure liberemur , & à totius perditionis incurfu mifericorditer falvemur. Per te JeíU Ghriíbe 5 Rex glorias , qui vivis , & regnás in fascula faeculõrum. iji. Amen. Amifrna tradtt^iàa em Portaguez. A Eftrella do Ceo , que deo de mamar àtí Senhor, afugentou a peíle da mor- te , que plântòU 0 primeiro pay dos ho- mens. A mefma EJtrêlla agora permitta abrandar as eftrêlia6 , cüjas guerras matao ao povo com ferida de morte cruèL O’ piedoíiílima Eftrella do inar , livrainos de pefte. Ouviíios , Senliora , já que vofíò Fi- lho 5 que nada vos nega , vos honrâ. O* Jefu falvainos por qüem a Virgem voíTa 'May vos roga. ■p. Rogai por nós Santa Madre de Deos. Ri • Pará qhe fejamos dignos das promeíTas deChriíto. ORE- Botica preciofa ^ OREMUS. Eos de mifericordia 5 Deos de pie* dade , Deos de perdao ^ que vos com* foadeceiles da affliçao do voiTo povo , e dif* leiles ao Anjo , que o feria : Refrea tua mao ; pelo amor daquella Eftrella glorio- ^ peitos preeiofos tao dpcemente mamaites contra a peçonha dos noiibs pec- cados. j dainos o focorro da voiTa graça , para que feguramente fejamos livres de to- da a peite , e morte repentina , e miferi- Gordioiamente iejamos ialvos de acometi- mento de toda a perdiçaÔ. Por vós , ó Jefu Chriíto Re7 da gloria , Salvador do mun- do , que viveis , e reinais para fempre fem fim. Amen. Bemedio effica& para alcançar de Deos naÕ morrer repenúnamente, F Aça huma Cruz >í( na tejia dizendo : Livrainos, Senhor, de morte fubita , e itnprovifa. ^ Faça fegunda Cruz na hoca , e di- ga : Livrainos, Senhor > de morte fubita , e ímprovifa. Faça terceira Cruz íJí no peito , e di^ Çga : Liyrainos, Senhor, de morte fubita , e , ^mprovifa , e reízê hum P. N. Fap a huma Cruz na teJla , outra na bocà^ e Thefouro preciofo da Lapa. 12 1 %vca j e outra no peito ] e repetindo por cada vez as palavras feguintes: Livrainos Virgem gloriofa , e bemdita de- morte íu- bita 5 e improvifa , e reze huma A. M. IRemedio para ter hoa morte , que enjinou nojfa Senhora a Santa Methildesi conjla ' da fua vida cap, 5' 5'. reze huma A.M. . O * Minha Senhora Santa Maria , áílim como Deos Padre por fua omnipo- tência vos fez poderoliííima , aííim vos ro- go j que me queirais aíHítir na hora da morte ^ lançando , e apartando de mim to- da a contraria poteftade. Reze outra A. M. O’ minha Senhora Santa Maria , aíTim como Deos Fiího fe dignou dotarvos de tanto conhecimento , e claridade , que to- do o Ceo allumiais , aílim na hora da mor- te illuílrai minha alma com o conheci- mento da fé 5 e fortalecei-a , para que com nenhum erro , ou ignorância fe perverta. Reze outra A. M. O' minha Senhora Santa Maria , affim como o Efpirito Santo infundio em, vós huma larga enchente de amor , aílim vós em minha morte diílilai em mim a doçura deite divino amor , pelo qual íè me torne íiiaviííima toda a amargura. Reme- I2i Bòticâ predofa , Kêmêdiú tüidentijjimú parà o fhodhundè dizer , ou ouvir para as andas âa mor^ te ,e diz Drexelio Prodom. c. 3. Nadaji, que revelara Deos a feus amigos, S Enhor Péòs meu , eu fõu aquella mi-^ feíavel Cféâturá , que vóâ creaftes por voíTa immenfâ bondade , e remiftes do ea- ti\reÍro do demonio pela morte affrontoííf- íima de voíTo unigenito Filho. Só vós ten- des dominio em mim , fó vós me -podeis falvar por voíTa infinita mifericordia , na qüaí ponho toda a minha efperança. Kemedio para encaminharmos todos os nojfos fentidos para 0 fervi ço de Deosy é bem das almas ^e rezavaÕ todos os dias GS SS, PP. Innoc. XI. e Alexandre VII. ejia devota ora^aS \ e os Car deães Con-^ ti , Vitenti Bichi fendo Nundos nejla Corte de Lisboa concederão quarenta dias de indulgência ,eremiJfaÕ de pec-^ cados a quem a rezar. T 7 ^ Ü vos adoro , Santiilima , e indivídua Orf Trindade , Padre , Filho , e Efpirito Sânto : tres PeíToas , e hum fó Deos verda- deiro. Humiíhome á prefença de voíTa Ma^ geílade , reconhecendo o nada que fou. Creyo e Thefouro preciafo ãá Lapa. 125 Cfêyo firmiffimamente , e eítõu apa- relhado para dar mil vidas , fe tantas ti- vera j pela coníiíraô de todos ós Myfterios, que nos revelaftes na fagrada Efcritura j t que por mey^o da voíTa Catholica Igreja vós puzeftes pára crermos» Em vós pcHiho toda a minha efperan- ^a 5 e tudo quanto poíTo ter de Ijem efpi- ritual , ou corporal nefta , e na outra vi- da tudo .defejo , e efpero * e quero alcan- çar de voíTa maô ^ Deos meu vida minha, e unica efperança minha. ' I>efde hoje para todo Jempre vos en- trego o meu corpo , ê alma , todas as mi- nhas potências , memória j entendimento , e vontade , e todos os meus fentidos. Proteílo j que naÒ coníinto , antes po- ■rei todas as minhas fbr§:as para nünca con*- ientir em coufa alguma que feja , nem ain- da a minima oíFenfa de voíTa Mageítade. Proponho firmemente empregarme todo 5 quanto fou , e valho , e todas as mi*- nhas forças em voíTo ferviço , e para vofla mayor gloria. Eílou aparelhado para receber todas as adveríidades , e trabalhos, que de. voíTa paternal maó vierem , para aífim vos dar goíloi è contentamento. De- í H . Botica precío/a l . Defejò empregarme todo , quantò -fotí,' no voíTo ferviço , e procurar que todos vos íirvao, glorifiquem ^ e amçm como a meu Deòs 5 e Creadon ^ Çozome fummainente de volTa eterna felicidade , e me. alegro da grandiífima gloria 5 que tendes no Ceo > e na terra. Douvos infinitas graças pelos innume- raveis benefièios^ , que á mim , e a todo o inundo tendes feito , e continuamente, nos ;€fta cada dia fazendo voíTa benigna pro- videncia. Amo a voíTa infinita bondàde por amor de fi mefma cora todo o affeiílo de . mi- nha alma , e coraçaõ. E fe mc fora pof- livel , quizera amarvos com todo o amor, com que vos amao^ojs Anjos , todos os San-' tos , e Juílos ^ com o amor dos quaes eu nno , e ajunto o meu imperfeitiflimo amor, que vos tenho. ; Defde hoje para fempre ofíereço a vof- fa Mageílade em uniaô , dos merecimen- tos da vida , paixao], e morte de Chrifto , da B. fempre' Virgem , e de, todos os San- tos , todas as minhas obras banhadas ; e unidas com o preciofiílimo fangue.de noíTo Redemptor Chriíiio J.efu. . Tenho tenção de ganliar ,. quantas in- dulgências e Thefouro preciofo da Lapa. 1 25' dulgenciás podér por todas as acçoéns , que nefte diá obrar ; e applico por modo de íüíFragio pelas almas do Purgatório. Também tenho intenção , e quero oí- ferecer tudò quanto podér em penitenciaj e fatisfaçâô de meus peccados. Deos , e Senhor meu , por ferdes V65 quem fois , e infinitamente digno de todo o amor , e obfequio , me doó o mais que poíTo j e fummamehte me peza de todos os meus peccados , e qs aborreço mais que a todos os outros males ^ e delles vos peço humildemente perdão j e faço firme pro^ poíito de nunca mais vos offender. Em voíTas fantiílimas chagas me; reco- lho 5 ó bom Jefu ! Nellas me efcondei , e defendei defde hoje para fempre , até que me concedais a graça de vos ver, e amar eternamente. Amen. JESUS , MARIA , JOZEPH , na voíTa maõ entrego a minlia alma , e o mèu coraçaq. / . , Tudo para mayor gloria de Deos , e da irmnaculada Virgem SantiiTima fua 126 Bot/ca preciofa y Remedio efficaz para huma alma amant u de Deos 5 conjiderando os mais rigch rofos tormentos , que o Senhor padeceo na fya paixad Jdgrada , fe converter a Deos. Revelou o mejmo Senhor a va- rios Santosi Lu 4 Blof. EipeJ. da alma %. p. Ç. 14. nas palavras feguintes. E Spof^ ) para que vos animeis do novo a padeeer por meu amor , vos quero dizer alguma coufa do muito, que padeci por vog. E alíim inçjinai os voílo? ouvidos á minhas vozes , ouvi , e coníide^ rai. Haveis de faher , que chorando pelos peccados do mundo , derramei fetenta e duas mil , e duzentas lagrimas. Pela gran- de caridade , cora que amei aos homens ? fuei no Horto , depois de liaverme facra- mentado , norenta e íete mil , trezentas o cinco goítas de fangiie* Recebi em meu corpo fagrado cinco mil quatrocentas fe- tenta e cinco chagas. Em meu divino pef-^ coço me deraô cento e vinte e cinpp pan- cadas , e em minha boca outras tantas bo- fetadas. Cúfpiradme no rofto trinta e duas ve- zes , no peito quarenta e duas , e na cabe- ça oitenta e cinco. Pizaraôme , e maltra- taraôme os pés çento e fetenta e duas ve* zesj e Thefouro prmafo da Lapa. i%f *€Sk Deraôme nas pernas trinta e dons got pes 5 e nos peitQs quarenta, Derriibaraome crueliífimamente em jterra tres vezes. Deí^ cornpuzeraòme a barba Cinçoenta e QÍlo vezes. Na çoroaçaò da efpinhos me fize- rao trezentas feridas , e derrankl de fuas chagas oitenta e Imma mii e duzentas go- tas de fangue. Gemi , e fufpirei por voíTos peccados noventa vezes.. Tive tremoreç mortaes cento e fettenta e dous. As penas mortaes , que padeci , foraq feis mil íeis- centas e fecenta e feis. Pelas grandes dores , e anguílias , que tive 3 fui vifto com femelhança de morto dezanove vezes.Reeebi em meu facratiííimo corpo cinco mil e quinhentos açoites. Qua- íi chegou minha ^ alma a defunirfe , e apartarfe de meu corpo huma vez na ago- nia do Horto , outra na columna , outras vezes quando me cravarad na Cruz. Eftan- do cravado nella outras tres vezes , a pri- meira tremeo a terra 5 a fegunda fe abri- rad as fepulturas , fe quebrarao as pedras, e fe rafgou derriba abaixo o veo do Tem- plo : a terceira defpçdi minha alma fan- tilSma , encommendafido me,u efpirito nas maòs de meu Eterno Pay , padecendo hu- ma morte affrontofa com grandilTimo goíto. pelos 12$ Botica preciofa , pelos homens. Até aqui a revelaçad pelasí mefmàs palavras da boca do mefmo Se- nhor, - DevoçaÕ da Virgem SantiJJima , para a qual 0 Papa Xijio. IV. concedeo indul- gência plenaria j e que fe pojfa appli- car pelas almas do Purgatorio ^ tendo a Bulia da fanta Cruzada. D Eos vos falve, amabiliílíma Filha de Deos Padre. Deos vos falve , digniííima May de Deos Filho. Deos vos falve^ amoriílima Efpofa do Efpi^ rito Santo. Deos vos faive facratiííimo Templo daSan^ tiíTima Trindade. P. N. A. M. Reniedio eficaz contra a fjtorte violenta dè rayos , Corifcos , e trovoens. Antifona. , S Ub tuum praeíldium confugimus , San-" éla Pei Genitrix , noftras deprecatio^ nes ne defpicias in neceílitatibus noílris, fed à periculis cunélis libera nos femper Vir- go gloriofa 5 & benediéta. f. Ora pro nobis Sanéfa Dei Genitrix. Ut digni efficiamur promiffionibus Chriíli. . ^ ‘ PRE. e Thefouro prectofo da Lapa, OREMUS. P Rotege Domine famulos tuos fubildiis ^ pacis , & Beatse Mariae femper Vir- ginis patrociniis confidentes à eundis fioA tibus redde fecuros. Per Chrillum Domi- num noftrum. Arnen. Vdj/ vertido em Fortuguez, Antifona. A O voiTo favor, e prefidio recorre- mos , Santiilima May de Deos , nao deiprezeis os noifos rogos , que vos faze- mos neceifitados y mas livrainos fempre de tbdos os perigos ,, Virgem glorioía, e bem- dita. Rogai por nós , ' Virgem May de Deos. Para que fejamos dignos das promeíTas de Deos. O R A C, A M. Efendei , Senhor ^ aos volTos fervos _ com os fubfidios da paz ; e fazei, que fiquem livres , e feguros de feus inirnigós; todos aquellcs fieis , que confiaó lio^patro»^ cinio da Bemaventurada fempre Virgem MARIA. Por Jefu Chrifto noíTo. Senhor^ Amen. - i ' Na Chronica da Ordem de SaÕ Fran-^ cifeo Je refere , quê caminhando tres Rèli^ gtofis par çerta ejirada , fe armou repen^ I tinamentst 13® Botica preciafa^ tinamente huma horrorofa Umpeftaãe de trovQéns , e rayos, Ouviofe logo huma voz , que dizia . Mata , e no mefmo in- fiant e , cahio hum ràyo y e matou a hum dos tres \ logo fe ouvio outras voz yque tornou a dizer : Mata , ^ cahindo outro, rayo y mutou ao fegundo. Efperando jd a fua hora o terceiro , nm. cej]'ava de repe^ tir aquella Antífona. Sud tuura prseíi- diumj e logo ouvindo terceira vez outra voZy que dizia/, yissi^ty logo fe refponãeo no ar , dizendo : PTaapoJfa : de forte , que fendo todos igualmente^ ameaçados y fó o Religiofo , que rezava efta Antifona , fir- Cõu maravilbofamente livre de tao violen-^ ta.y- e repent ina morte, . Remedio efficaz dofK&ciiio fohreosNo^ vffimos. par a. nos livrar^ das tenticçoes do. dhnonio , e triunfarmos delle. @ V: Morte ! 0' JxúzoA O* Eternidade,! qGíi Inferno , ■afeito a. final da- Santa Qruz y direis : LeirihDáivQã dos- voílòi NayiíEmos 'nad peccareis eternamente, v; , ^ . - direis : 0’'Etemida- dè'f’D^ Etefnidadaf .0* Eternidade i' ■ ' ~^hriAsmais^algimcasyezesi Ql-]dS0 ' I ' “te! eThefouropreciofodaíapa. te] O* juizo ! O’ Inferno ! O’ Paraifo] " E ajjlm continuando^ repetireis as cou* fas^fohr editas por cinco vezes , e por quan^ tas vezes mais quizer des afazendo fempre de novo o final , repetireis: Lembrai vos dos voíTos NoviiTimos , e nao peecareis eternaménte. A emperiencia têm moftradò\ e mofira atualmente aproveitofa efficacia dfias maravilhofas palavras em toda a, jorte de pejfioas , principalmente para repri- mir os efiimulos da carne , e he bem ver- d:ade que muitos moços confejjdõ que di- zendo eftas palavras , nao fó deixarad o peccado ^ mas também o dejejo de peccor» Dizei comvofco mefmo quando qutzerâes- obrar alguma acçao» (^e confa quererei fôr feito no ponto da minha morte , no dia do meu juizo particular , quando efti ver fd por fo diante do hum Deos Juiz ? ^ Remédio efficaz para alcançar a ultimif perfeição j , que enfinou nolfo ^ penhor jESUS Çhrifio crucificado, - ; do mundo, e de fí mtí*- : JL-# mo com profunda humildade. 2 Odip do ‘peecadò , e de íi mefiho, Pemteiicia;je total mordíicaçad de goíIoSi' I ii 4 Pa* ijír - JBõtica preciofa y ^ 4 Paciência grande 5 e eftimaçao dos tra- balhos. ^ Obediência perfeita, e reíignaçad em as maos de Deos. ■ 6 Amor de Deos 5 e do proximo.. 7 Pobreza , defapego ds todp bem , e aíFei- çaô da terra. Qraçà^ que & Apojiolo do Oriente S, Fran^ cifco Xavier fazia ás cineo Chagas^, Eu Senhor Jefu Chriílo , amor do . meu coraçaój por âquellas cinco Chagas , as quaes o amor dos homens vos. abrio na Cruz , foccorrei aos voíTos fer- vos, aos quaes redemiftes com o voíTo pre- cioíb fangue. Amen. ■ ' Remedio , e modo o mais facil , e mais pratico para fe fazer oraçao mental j ' ainda para os que nadfouberÉ ler yC pa- , ra todas as pejfoas , que dizem naÔ tem , f tempo para a ora çao mental , e. cuidao ; que\he huma coufa muy difficultofa. ~ certo , que a oraçao he huma ^e^\[ ■^ vaççíd dò entendin^ent(^ q Deosy quç^ ro dizer y k^ levantar o penfamento a JÕeàSy ajuntar as cinco fçnlidos a Deos ^ e tom todos elles eflar como quem ejid na ’ prefença de Deqs ,: Invpçar- os JeuSr auxi^^: tos y eictinqr ,peÍQ patrocinio de noJfa Se^^ '' ' nhoray V t Thêfouro préciofo âíi Lap 4 - 133 itloófàj meditar-^ como lhe ajudar o feu en- tendífnento , na morte \ no juizo , nò in- ferno , e na Gloria j confiderarâ em qual^ quer defles pontos todo 0 tempo ^ que a Jua devoção y e fervor .lhe determinar y mais conflderard na grandeza , immenfi- dade , e infinidade de De os , 7 ta grandeza das fuas obras y dos Ceós , do Sol , da Lua, e das eftrellas j nas fontes , mares , rios , ' peixes , flores , terra jy ouro , prata , nie^ taes y flores , frutas y e na forma ç ao do ho- mem y confiderando que tudo foi obra da maÕ do Omnipotente ; e em qualquer ãef- tes pontos tem occafiaÕ para louvar y e amar a Deos com todo o coraçaÕ y alma y elodas as forças y ponfiderando que tudo creou de nada , e ao homem formou de lo- - do y e que efte Deos yque nos redemio com o feu preciofo f angue ynos ha de julgar no dia do juizo y dando 0 Ceo por prêmio aos hons y e 0 inferno por caftigo aos mãos, Conflderard na paixaÕ de Chrifto , e na fealdade ão peccado , e na ingratidão dos homens', Poflos de joelhos diante ão Senhor cru- cificado y e nojfa Senhora em partCy onde 0 haja y e perflnandofe dirão 0 final ãa CruZy € depois 0 que fe fegue. Vinde 134 Botica preciofa^ Vinde Santo Eípirito , enchei os corâ- Síoens dos fieis , e aceendei nelles o fogo do voíTo amor. f. Mandai Senhor o voílo Efpiríto Crea- dor. E renovareis a face da terra. O R A C, A M. D Eos 5 que eníinaftes os coraçoens dos fieis com a illuftraçaò do Efpirito Santo , concedeinos que íaibamos fó o que he jufto , e bom com o favor do mefmo Efpirito 5 e tenhamos fempre o gôíto da Xua confolaçaò. Amen, OFFERECIMENTO. M Eu Deos 5 e meu Senhor JESUS Chrifto, Eterno Pay, e Redéptor das almas remidas com o voíTo preciofofan- gue 5 nós vos oíFere.cemos a nósmefmos, as nofías almas , os noíTos coraçoens , as noíTas potências , os noíTos fentidos , e tu- do quanto em nós temos , para que de tu- do ifto façais o que fordes fervido , e fe alguma coufa fizermos ^ que fejado yoífo » agrado ,, vos oíFerecemos humildes com ro- dos os merecimentos da voíTa May MA- RIA Santiífima Rainha do Ceo , e da ter- ra y para que ajudados do voíTo divino âmof 5 políamos continuar neíle exercicio, e del- I e Thefmrú preikfo da Lapa. 1 3^ C 'dèllé tife'iTló8 fruto fta ârvoré dâ ver- dâdêira vida , qüé fõiè vdãi itièti í^éòã, itieii Créador 5 e lUiêü Rédêihptef. - ' í>v Façamos a(^0 de Fé com todoê õs cirí* ^ fentidos j cfcMo eftárnós íía prefeií* ça de Deos, que eftá Coíti -a mefítiâ mâ- geftade , grandeza , è immeáfídade ^ com qüe -feftá no Géo mánifefto aos Anjos-, é Beraaveiiturados,^ quê eftêS lhe aíTiftém lou* Vandò-o fém ceííáf- , è que as créatürâs' ce- feílês j teíTêftfês í e irifernâés fè prqfírád de joelhos fó eríí oüVir ãrficuiár o nome dé JESUSí noífo verdadeiro Deos, quê êáá aqui tâ6 perfeitamentè , cònío eftá nos Gcós , aqui eftá dèntrò de nds, e fora dê nós , aqui eftá o nofíb corpo., 'à nolía àltna dentro áo noflb àmorolb' DèoS , mais que ó pêiie dentro* dás águás : tudõ quanto paf- la 'fío nofto interior eftá vendo , e para to^ doo bem, que obramos , nos eftá ajudan- do , ' aqui eftá mais j-firmemente , do que fe O viramos com os olhos , porque os olhos podem éngánai-fe , mas Deos , que o diííé, nad pode mentir. de humildade. M Eu Deos , e meu Senhor JESBS ■ Chrifto , já aqíii eftamos frendidos àos voíFoS foberános pes , e a elies proftra- * dos prectúj a , :onnecemos â nojOTa maldade , e a vofr piedade : agora, 'Senhor , humildemente pedimos perdaô das noíTas culpas , t agrimas para nellas lavarmos as noíTas al- mas, é podermos chegara eíTa fonte da divina graça. Amen. ãe amw. âe Dèos* Ezame, Senhor, de todo o meu cora-' çao de vos haver oíFendido por ferdes ouem fois, fummamente bom , e digno ferdes amado; e porque vos amo , e eíli- couías, proponho fir- miílimamente com a voíTa divina graça nunca mais vos oíFender , e eipero perdão das minhas culpas pelos merecimentos de noíTo Senhor JJESUS Chrifto. Amen, Aão fervor ofo do amor de Deos, O H Senhor meu JESÜ Chriílo, e meu amorofo Deos , nós vós oíFerecemos tudo,quanto neíle fanto exercicio obrarmos para mayor honra , e gloria voíTa , e de MARIA Santillima voíTa JMay , para bem das npdas almas , e das do Purgatorio. Oh Virgem SantiíTima Rainha dos Ceos , e da terra, advogada dos peccadores , ajudai- nos, amparainos , eguiainos. Oh Anjo de Deos , e da noíTa guarda , aílillinos , def- pertainos j^eníinainos , para que tiremos deJja e ThefoUro precivfó dá Lapa. JS7 áefta oraçaó o fruto, e aproveitamento pa- ra as noíTas almas. Oh Anjo cuftodio Saó Gabriel , Saó Miguel Archanjo , Santo do noíTo nome , e todos os mais Santos , e San- tas do Ceo, ajudainos para queeftejamos na prefença de Deos noflb Senhor com a hu- mildade >• e reverencia , com que devemôs eílar. meditará em algum ponto atraÁ apontado conforme lhe ajudar o feu entendimento , e pelo tempo , que poder. Acção de graças. I Nfinitas graças vo? damos todo pode- rofo Deos , e Senhor noflb pelos gran- des benefícios , que fízeftes , e eftais fazen- do ávoíTa Santa Madre Igreja Catholica Romana , e em particular pelos que nos fí- zeftes , eftais fazendo a todos os da nofla obrigaçaó. SUPPLICA. A Gradecidos já. Senhor , vos pedimos com toda a humildade , e com os coraçoens abertos , e contritos a voíTa mi- fericordia , e em commum para todos bs miferayeis peccadores , e em particular , remedio para todas as noflas neceíTidades eípirimaes , e temppraes, e graça para ven- cermos Í3S Éotkdpréchfdy os vicios, e paixoeíis , qtfô ijlais' ^erra nos fazem , e áffim, Sênhor y voá dimps pelo augmento da Santa Madré Igreja Catholica Romana j pelos Summos Pontifices 5 e mais Prelados delia, pela paz^ e concordiá entro Os Príncipes Chríftàôs , pela èxtirpaçaô das herêfías , 6^ pôr todoS conjuntos, e bemfeitores, amigos^ é inimigos , cônheeidOs, vivos y e àleei- dds , é por todos Os jiiáos"^ ^ parã que os coníèr^eis na Voíía graça , e por todos os que andao em peccado mortal , e por to- dos o que efirad em agonia de morte , e ^ndao lobre as aguas do.mar,, é em terra de infiéis j efpeciàlmente pelas bemditas almas , que eltad nas penas do Purgatorio^' tende delias, mifericordiofiflimo Senhor , e de nós mifericõrdia por todòs os feculoé feculòs. Amen. is logo a Ladainha a fe quL zerem, rezaraÔ a Noikna dés almas a f, principalmênte nas fexfas feiras , e difciplina^Ci: Kèmedío para ^ è Religiofa alcançar de Deos feti Divina Efpofo ã virtude da Cajiidade ^ e (Qualquer ereatítra , coma fazia 0 Santo Conde Elzeario na ora^^ çadfeguinte. Deos 'votos das Rei que quizer , pois •votos das Rei que quizer , pois P Jios 5 que tendes promettido ajuaar a todos os que rem boa vontade ^ ro- goYos 5 que me deis graça para confervar com perieverança o aíFedo de pureza , e cailidade , para que fe augmente graça a graça j e lançando o jiigo do contagio , o troque pelo jugo da fantidade , e ande na yoiia prefença com puro ^ e fincefo ^ora- çaõ , até que alcance nos Ceos a coroa eterna ^ , e^ cante os louvores da voiTa boa- dade por todos os feculos. -Arnen. Remedio para a renova çao ejpiritual dos Religiofas todas as vezes e para antes , ou de~ la confijfad. D lzem muitos Santos que o dia , em que hum Retigiofo profejfa , ejiando em graça , fica como naquelle efiado , em que ficou depois de bautizado \ e o mefmo \ dizem alguns Doutores') cada vez que renova a fua profiJfiaÕ , efiimando ha- vella feito , e ajfim he excellente aBo de amor de Deos renòvalla cada dia , e fe pôde fazer na forma feguinte. f- Meu amantiíTimo Jelus , cm acçaô de graças pelo beneficio , que me fizeíles em tirarme do feculo , digo , que fe fora Rai- nha do mundo , e de cem mil mundos , com í4^ . Botica preclofa com voíTa fanta graça os defprezara por voíTo amor ; e fe na minha mao eftivera , huma 5 e cem mil vezes o poder voltar a elle , gozar de todas as honras , riquezas; ^ e deleites, que gozaraô quantas miilherés ^ tem havido , haverád , e voíTa Mageílade 'j; pode crèar , e de tudo ifto podéra gozar licitamente até o dia do Juizo , de tudo X me privara por voíTo amor , e me tornará a facrificar de novo , como faço agora,, com intenção de obrigarme ' , ainda qué naÓ eílivera obrigada. Eu Fulana faço minha profííTaò , &c. * dizendo as mef- mas palavras, (jue diíTe quando profeíTou.E o mefmo pode íazer toda a peíToa, qué tiver feito voto de caílidade. Traficas fe devem ^como confelho y fazer as Keligiofas para o divertimen- ■■ ' to honefto j e proveitofo. D líciplinas , cilicios , e aípereza cor- poral fao as primeiras alfayas para a vida ef- piritual. ^ Principianto na perfeição fem meílre para oraçao ^ navio fem piloto , a quem falta o timao. Regalar muito , e guardar caílidade he f eThefauropreciofo ãa Lapa. ^ 141: . 'he querér juntar trevas com claridade.' Muito regalo corporal , e efpirituab ; fó pòr-grandemilágre^fe podem juntar, Quem quer tratar com Deos iargamerite , naõ' trate com os Jiomèns , íenaó o ner> . ceííario , e iíTo brevemente. Cumprir cada hum a fua obrigaçad * he caminhar com preíTa.para a perfeição. i Gaílar muito tempo na^oraçaô , e faltar á obrigaçaÒ . mais tem de illufao , que de perfeiçad.' Quem traz a Deos prefente ao feu lado , anda mpdeílo , fízudo , e calâdo. ^ Perfeyerança na oraçad, çom efcuridade^ e fequedade . - - he final de muito valor , e folida fan- tidada y ■ > Padecer por curoa he proprio de ladroês : mas padecer íem ellât^ Ée- dos fantos va- roens. ^ ' v ^ v' Hum penitente , q^ae nao he obedienfeí ^ de yirtüdeo e iantidade tem fó p appa- rent^ V Quem nao quer errar na penitecia corpoi religne-a na vontade, do . ritual. . yj O regalo da oraçad he muy ^ m^s o amargo do 4^f^mpW ; provei tofo. . ^42' È otica preclofa , _ Os remendos repelidos em hum hábito po- bre, eroto - lâ6 os habitos de Clíriílo em o peito re- ligioíb. ^ Gcwti' fazer muito bem , fem mdecer muito mal , nao ^íe faz o homem elpiriüuâl. Em vaõ fugirá da Cruz , quem de veras bufca a Jefus. CeIJa curiofa , e ricamente ornada he de Religiofa pobre , mas de gen- te relaxada. Quem quizer aproveitar na vida efpiritual, communique toda a fua vida ao Padre efpirimal. COPIA de huma carta ^fcrita naÇidadc do Porto em refpofla muitas ^ me efcrevera^de Lis- boa as Religiafas minhas ctmfejTadas , e nao confejfddas, - ^ • J. M. J. D Eos nosnoíToscoraçoens, c a Vir- gem Santiffima da Lapa nós affifta coma íua intereeíTad. Ellimarei q^e vofík e *Ihèfo.uto preciofa da Lapa. 145 Senhoria na arvore da vida , regada com o íangue de noíTo Senhor JESU Chrifto, desfrute a itielhor Éude. r - ; ^ . Recebi â muito eftimada carta de voíTa Senhoria ^ e fiz delia aqueHa eftimaçaò de- vida a huma efpofa de'noíro Senhor JESIJ Ghrilk).c Réfpondo , como me he poífivel^ furtando o tempo do meu defcanfo no^r- no , pois os dias.vao tao laboriofos com as frequentes, confiíToens , e quotidianas Mif-^ foens 3 que naó deixaó tempo algum odo- fo j nem para poder ler as cartas , que def - • fa Gorte me chegao ás ma6s ; e.CQma nao poíTo refponder a todas as Religioíasy .fir- va efba de xefpoíla para tpdas , que fe eu poder concluir os negocios para' a nova fundaçao , que pertendo fazer do novoi Se- minario de nofia Senhora da Lapa , eu meif- . mo ferei a; refpofta. E como me pedem ^ algám alivio efpdritual , invoquemos, o Ef- pirito Santo , para que nos amíla nos noí- > fos coraiÇiOensíj Q -de .lpzí ao noíTo entendi- mento pam^ma^ori-hionra 5-egloda.fua!. ^ A .Redágioíà.y quê fe quer falvar, e me- receif a&tres coroas- dos tres votos da R^; ligiad , çonfelhos ds^ Ghrilk) , deve^coníi^r ; derar que dp ' monte iiibano^y oú ,i do Geo. . com tres chamados lhes convidalm- 'lèu ^ ' ^ Divi- Botica precíofa , Divino Efpofo j e deve ter fempre dianté dos olhos 5 o ultimo fim , com que no prin* cipio da fua vocaçaò fe refoívèo no fe- culo a deixar pay , e may , e parentes , e as apparentes delicias do mundo , taõ cn-^i ^anolo 5 e mentirofo , quando entrou no jardim da Religião , para em tudo , e por> tudo 5 e com tudo applicarfe ao négocioi da fua falvaçao 5 principal objedto dos feus- fentidos j para crefcer de dia em dia na virtude, e alcançar a ultima perfeição do feu eílado. . ^ E de tal forte fe deve empregar nefta diligencia , que na 6 faça acçaô alguma , que^nella naò pulverize a lembrança da morte, do inferno, dojuizo, edo Parai- '20 j trazendo , e confervando na memoria aquelle roteiro , ou efpelho. Para que vim a Religião} Deve imitar ao piloto vigi- lante , e fabio , que fempre tem diante dos olhos a fua agulha de marear , para ver fe a-nao vay direita ao porto , aonde pertende chegar , è ainda,que pelos^ contratempos , e tempeftades perca a derrota , e o rumo , que feguia , ferenando a tempeftade , tor- na a pôr os olhos na agulha, e endireita a» nao , fugindo do demo, em que hia mal encaminhada. I eThefoufo précíofo da Zapa, ^4^ Mar procelofo he eite mundo , em que fe coniidera he navio a Religiadj ém que â -Religiofa qucr falvar a fua alma endirei-^ tando-a pelos áltos , ebáixos da humilda- de, obediência , e pobreza , 'e da paciên- cia , foíFrimento , íèmra?;oens , e outras injufti§as , com que p Divino Éfpofo quer purificar as fuas efppfas, livrando-as dos perigos das vaidades, e nenhuma obfervan- cia da Regra da Religiaò, em que nau- fragao ós navios , fem poderem tomar o porto feguro por fe embaraçarem com qual- quer vento de prefumpçaõ , foberba >, vai- dade , ^ue logo faz perder o rumo, a. que vieraó aReligiaõ, tufão efte, que faz per- der de vifta o porto, que procura, edo negocio da fua eternidade , que cdnlifte nos bens , e inales da vida futura , na vai- dade , e engano de tudo quanto ha na vida Í jrefente, e na loucura, e doudice daquel- as, que empregao neíla o feu amor , < coraçaô , c na formidável , con?o tremen da conta , que ha de dar á vifta de todos no tribunal divino de ,todas ; as^ fuas acçq^ cns , ' e que engolfada neftas apparencias paíTageiras , poderia ( fe fora ppflivei ) ar- rancar o minino defeito das fuas!) obras, e çôrtodo 0 cuidado i em que tQdòs ps feus K deiè- í 146 'Botica preciofa , defejos , feus penfajmentos , íeus defvellos ^ ibus cuidados j e todas ■ as íuas acçocns j €ncaÍ3iinhem fó para Deos , amando-o com todo o coraçaô j com toda ,a alma 3 e com todas as forças , para naq refpirar mais, do que a gloria , e bojira de Deo?, feu Divino EfpoíOje noíTo Senhor Jefu Chrifto. AíTimcomo 0 Ceo debaixo da fua cir- cumferenda encerra a , tetra , os elementos, os aílros , às luzes , flores , pomos , e to- das as creaturas do univerfo ; aflim tam-r bem voíTa Senhoria debaixo da circumfe- rencia da Religião deve encerrar em fia conflderaçad da terra , de que he formada, c que naô pódé refpirar fem os quatros ele-» mentos da Religião ;-na terra terá a fepulr tura , que todos os dias paíFa por eUa pon-p^ do os pés peio clauftro da ReligiaÔ 5, no mar a fonte de lagrimas , com que dey© regar o feu coraçab 3 . chorando os. feus peccados ; no fogo para acender o feu amor em vivas chammas dot amoj divinoy c queimar é reduzir • èm cinzas , o profar Bo ; .no - ar para refpirar! > é afpirar ás coufas.: celeltiaes e. defp^zar.as aergas , c terrenas , e refpiàndecerá fobre a circOTr ferendá do Ceo na prefença do feu Divi-* no Eípofià , como aflros como Idzeâ í^ e Thefouro preciofi da Lapa, 147 colhendo as flores da virtude , e os frutos da penitencia 5 como creatura do Creador do univerfo, E que defordem ferá ta6 monftruofa, fe fahir fòra defla ordem, e fe os feus deli- gnios fe encaminharem a outro fim ? O grande negocio , e defveUo da falvaçaq ne como hum circulo mjfleriofo , em que vqiTa Senhoria fe deve encerrar , enadla- hir mais delle j porque nelle fe devem ^en- cerrar todos os feus penfamentos , todos os feus defejos , todos os feus projedos , todos os feus defvellos , todos os feus cui- dados , e todas as fuas emprezas na meí- ma forma, que as linhas de hum circulo fe terminaõ todas no centro," ' Tudo quanto Deos obrou na economia do univerfo , foi encaminhado para a noífa falvaçaó j porque fe fe movem os Ceos , e refplandecem os aflros , e ferena o mar , e fecunda a terra , e. aflbpraò os ventos , e fe rafgaô as nuvens 'com chuva, correm os rios , fuccedem os tempos ; tudo he darnos occafiaó , com eflas exterioridades para o louvarmos, e merecermos a heran- ça do Geo, E fe Deos nos tem dado , e nos conferva a vida , e nos concede o. ufo def- tas creaturas , e nos continua çom novos f" . - K.íl fav<^ 14 ? Botica preciofa , favores, he fó para que trabalhemos no negocio da falvaçaÕ , e para que o laiba- mos amar. He fem duvida , que todas , que pro- curaÓ o jardim da Religião nas fuas clau- furas , hé fó para alcançarem o falvarfe ; defgraça grande ferá naÓ fe procurar, como fe deve. Deos nos chama , e nos dá o Ceo, mas quer primeiro , que fe lhe compre. Mas qual ferá o preço , que lhe havemos de oíFerecer ? Que preço poderá haver pa- m comprar o Ceo , fe naõ formos nós mef* mos o preço ? Dê-fe , e fe entregue^ voíTa Senhoria com todo o coraçaó , e naó divi- dido, a Deos, que com efla oíFerta com- prará o Reyno do Ceo , que fe lhe naó der todo o coraçaó , e inda que lhe falte huma pequena parte , naó terá parte no Reyno do Cea , pois naÓ, foube comprar por lhe faltar parte do preço , pois faltar- lhe parte do feu coraçaó he diminuir par- te do preço , que fe naó pode comprar a falvaçaó , e ficará em perigo de naó alcan- çar o fim,a que veyo negociar na p.eligiaó. O contrario difto deixa a Deos irrita- do. pelo modo indigno, corn que as Reli- gioías tibias o fervem , e' as lança fora de S, e as entrega aOs defejps deíordenados ■ ^ , d© e Thefõuro preciofo da Lapa. 149 do feu coraçaô frio ^ froxo , e tibio. Se- nhora, he precifo para alcançar > e com- prar , e ganhar o Ceo , foíR^er trabalhos , gnardar a regra , fatisfazer a vontade de Deos 5 obedecer aos Prelados , e Preladas, vencendo niílo as mayores difficuldades , que para tudo ifto he neceíTario grande efpirito , e fervor. A falvaçaô de voíTa Senhoria eftará fe-* gura, fe trabalhar neíla empreza com o foccorro da graça , 'fe a fouber procurar;, pois ò feu Divino Efpofo naô he o primei- ro 5 que defampara , e até concorre com a fegunda graça ás creaturas , que uíao dos íeus auxílios, como^devem das primeiras , mas fe fe defprezaÓ , fica em pengo , e cada falta, que commettemos , augmenta o rifco , e diminue o fervor. Deos irritado com tangas offenfas nos fubtrahirá as fuas graças , de tal forte, que depois nos ferá quafi impoííivel o podei- las adquirillas. No Inferno ha huma mul- tidão quafi infinita de almas condemnadas, cuja fatal defgraça começou por infideli- dades , e defcuidos , tal vez mais leves , que continuamente commettemos : tema- mos o perigo, para que naõ fejanios deíle numero dos defgraçados. Cá Èotka preciopl _ Cá iiò mundo eíla a nofla alma Cerca- da de muitos perigos , e por iíTo corre grande rifco o rifcarnos Deos do livro da vida 5 e devemos olhar para a falvaçao^ como (juem olha para o mayor milagre dos milagres. Coníideremos huma fragata , pu barco no meyo das ondas deíTe mar furio- foj fazendo agua por todas as partes , e combatido do tufa 6 , e furacao dos ven- tos j entre penedos , e rochedos , já quaíi deílrojado com a violência da tempeftade, forcejando contra os mares , e íbbre vindo a tenebroía noyte , e perdido o governo do leme y e do barco , fò fe achaÕ fogo > e relâmpagos , fronteado de navios corfa- rios empenhados a deífruillo , com o peri- go cvidentiílímo , ou de fe abrir por vio- lência das ondas para o engulir , e forver ó mar , ou defpedaçado pela violência , e ímpeto dos ventos , ou para vir depois de de (ataca do golfo do mar , fer preza dos piratas , que o procurao, e perleguem : das efcuridades , e damit^ dêfta^^^idai Ay^. fé náô fôuber güM* a fe pslo Tiim& do caibinho da Íalyaça6 , fogfeõodos bai- xíòs dp mundô'^ delpi^^ândôv ^s%as cba- ôiadas déMcias è fubindo .cpm-P ííípnto as ^ebüfe^ekftiaes , fugffido de co-> metter péc<:ados , ainda doâ ^ mais leves > quando íao contiftuados.; e - ^ -i He certo, que ainda qüe Deoí poz cer-' tó termo 4^ aguas do mar para naõ piaíTa- rem de certo Hmite , cercartdo-o de altos montes , nem fempre eftes impedem , qué p mar faya fora dos feus limites inundan* do os campos 5 pois baila humapoucad© area-j^ lançada pelàs mefmas -ondas do mar por repetidas vezes para' impedir aos mef* mòs mares 'fufpendendo o impeto' de fuaa ondas : pois da mefma forte nao fao fem- pre os peccados enormes , que impedê , que Deos, fendo b mar de graças e^de-iní^ nitas mifericordias , fe commúnique ás Creaturas , e- as encha dos feus benefícios : pois ainda que fejaõ em muito nrmero > nunca paíTaô a fer mortaes , com mdo^j quando fe perfevera muito nelles por fto- xidaó, e reincidência , fad capazes de de- ter *5'^ Botica precioja^ ter as fuas divinas influencias : pois cvi- tandofe com cuidado eftas faltas pequenas, nao impediremos a communicaçaô dos be- nefícios , e graças 5 que Deos nos tem deíli- nado confíderando o que . diz o Efpírito òanto : O que defpreza as coufas peque- nas y pouco a pouco Dirá a cahir ’^ e para que laiba vóíTa Senhoria o que fe padece por eítas. faltas , e ó que padecem no Pur- gatoru) a almas , que com o mayor cuida- do naoevitarâd- os peceados venia es, fuf- penda o entendimento , eleve o peníamep- to , applique a attençao , e deÉfíe as la- grimas , e vamos as vidas dos Santos. ^Sao. Martinho Bifpo Turonenfe indo ao fepulchro de Santa Vitalina Virgem, algum tempo depois da morte defta Santa, lhe perguntou , em, que eftado eftava ; el- la lhe reípondeo de dentro da íepultura , que eftava no Purgatorio por haver lava- do o rofto em fexta feira dia confagrado a memória, da Paixao de Chrifto; e o San- to Bifpo. lhe alcançou com as ílias oraço- ens , que dahi a tres dias fahiíTe daquellas penas. ~ _ Santa Gertrudes vio quehuma das fuas Reiigiofas eftava no Purgatorio por ter recebido com demafíadogofto as viíitas^ que e Thefúuro preciofo da Lapa. que/ Ihe fazia6 , e os prefentes , que Ihe mandavaô , quando eftava enferaia. A mei^ ma Santa vio a outra , que foi condemna- da á mefma pena por naver tido algum ^ego as imagens , e a coufas femelhantes. E tambem vio a oulra , por haver enmre- gado muito tempo nas viiitas , que fazia as enfermas ; e ainda que por efta falta ti- nha lido punida com huma doença de feis mezes , com todo efte caftigo nao a ifçn- tou do Purgatorio. Santa Mari^Magdalena de Pazzis vio huma das fuas Religiofas nos tormentos do Purgatorio por ter amado com gran- de ternura aos feus parentes , e por naô ter dado conta á fuperiora de certas coufas , que fe paíTavad no Mofteiro. Tambem vio a outra cuberta com hum manto de fogo por ter deixado de commungar por negli- gencia 5 e outra , que foi privada por cin- co horas da vifta do Senhor por naó ter cultivado a devoção , que fentia no éxer- cicio da prefença deDeos. Santa Verônica vio no Pufgatorio mui- tas das fuas Religiofas , que padeciad ter- ríveis penas por terem rezado o Officio Di- vino com negligencia , faltando á obedi- ência em coulàs pequenas , e murmurando do í^4 Èotíca preciòja , do ConfeíTer , e dòs Prelados ; e o Anjo > que a acompanhavà , lhe diííe > que ellas ] teHad lido coudémnadas por efta ultima i culpa , fe fe naô ti véíTem confeíTado delia. \ Santa Francifca vio no Purgatorio a j hum Sacerdote feu conhecido , e a caufa do que padecia , era , por ter âmado mui- ló as bebidas ^ e os- manjares delicados.' Santa Brígida refere de hum folitâriò , que depois da morte foi privado por algumas \ horas da viíta de Deos , porque no ultimo hftigo naô defejou com ballante anda ir < gozar do mefmò Senhor. Santo Antonino conta de hum Religio- fó , que appareceo a hum' dos feus amigos' . tom as pernas todas queimadas ,, porque naô entregou as meyas velhas^- quando lhe da vaô outras no vás , como lhe prefcreviaí a fuaRegra. Saô Luiz Beltraô vio a hum Religidfo da fua Ordem nas cham mas da Purgatorio por haver trazido algum tem-* po camiía de linho em lugar da de lã. Hum- Religiofo converfo appareceo a huma Re- íigioTa de Santa Gertrudes , ou tal vez a elTa mefma , e lhe diíTe , que eíl:ava_ no ,, Purgatorio por ter feito as fuas obras mais i por vontade propria, que por obediência. * Hum Religiofo de Saô Francifco ap- pareceo e Thefluro prèciofo da Lapa. pareçeo depois da fua morte todotodea- do de fogo , e diíTe, queeftava deita for- te pdr naò ter iido e:^(3:o na diftribuiçad das coufas , que pertenciad ao feu officio , e por ter feguido mais a fua inclinapo , que as regras da equidade. Outro Religio- ÍÒ de SaÕ Francifco foi ao Purgatorio por ter deixado de rezar o Officio de defuntos, quando as conftitukoens da fuá Ordem lho mandavaô. Doüs Francifcanos no Corona hpra de Completas por fe furrirem hum para o outro , e o danto Chriílo , que no Coro eftava , abrindo os olhos , e olhando com feferidade para elles , logo cahiraó mortos. Huma Religiofa appareceo a ou- tra no Coro entre chammas de fogo , e condemnada até o fim do m.undo ás penas do Purgatorio , fó por perguntar no Coro, de quem fe rezavaô Vefperas. • Durando Bifpo de Tolofa foi ao Pur- gatorio , e efteve nelle muito tempo por ter gofiado de dizer graças nas converfa- çoens ; e hum Francifcano por ter goílado dê ouvir dizer graças , quando ellava com o mal da gotta , foi ás penas do Purgato- rio. Hugo de SaÕ Viélor , naÕ obílante a fua eminente fantidade , foi ao Purgatorio por ter deixado de tomar difciplina , quan- . - . do 1^6 Botica preciofa 1 do a tomava a Communidade. A irmã de Sao Pedro DamiaÔ efteve dezoito dias no Purgatorio por ter ouvido de feu apo- zento com gofto o que çantayao humas. peíToas , que eftavaó dançando. Hum Religiofo efteve mais de hum an- uo no Purgatorio por ter lido negligente em rebater huns penfamentos coíitrarios á pureza. Finalmente o Padre Antonio Cir- neo Capuchinho , varad de huma- fantidade eminente , e hum prodigio de penitencia, que fez grande numero de milagres na fua vida , e depois da fua morte , appareceo feis mezes depois defta a hum dos feus Re- ligiofos , e lhe diíTe , que ainda eftava no Purgatorio por huma falta contra os fa- grados Canqnes', que tinha çommettido por defcuido , tratando certo negocio de hum Conventò , d accrefcentou , que falta- ra pouco para fer condemnado ao Inferno. Huma Prelada eftando enferma , e coníer- vando a graça baptifmal , vio que Deos lhe appareceo , e Ihe^^difte que ella eftaria dous dias nas penas do Purgatorio , porque naô dera huma reprehenfao com mais ri- gor a huma fua fubdita j e chorando tanto, lhe commutou Deos por algumas horas em penas das dores do Inferno j mas logo eThefouro preciofo da Lapa, i$7 logo o feu Divino Efpófo para a^ confolar Ihe appareceo com dores , e com a 'roa de efpinhois , e mais inftrumentos^da fua fagràda Paixaô. Affim , Senhora , fai- ba que nas fuas mortificaçoens tera leiit- pre ao feu Divino Efpofo fazendolhe cor- deal companhia , e voffa Senhoria fouber imitallo nas dores , e na meditaçaó da fua fagrada Paixaô , verdadeiro antidoto , e medicina para curarmos os defcuidos das noflas obrigaçoens. . Quantas Religiofas eltarao nas cliam- mas do Purgatorio , ou do Inferiio^ chtv rando 5 e exclamando : Oh quantas infeli^ cidades , e facilidades me trouxerao a ef- te horrivel lugar ! ■ Oh quantos enganos j e defcuidos me fepultarao nefte horrofo , cár- cere ! Ay de mim , que pude efcapar , e já agora eftou neitas prizoens 1' Ay de mim , que pequei , ay de mim j qiie nao fiz penitehcia quando pude , e agora ja naô poffo ! • Senhora , para efcapar das penas do Purgatorio, e afpirar á ultima perfeição he neceíTario imitar as aves , que fe elè- vaô fobre as .nuvens , e as feras, que fe re- tirao aos montes inacceffiveis , eftas eftao fesurasdos laços > e' dós tiros dos caçado- • » ' * ms : x^8 Botica preeioja y res : aiiim tambem as almas , que com fer*» vor fobem ao monte da-perfeiçaó , e fe çlevaõ a huma virtude fublime , eílaô fe- guras dos epganos ( e laços do inimigo , 'e dos tiros dos caçadores diabolicos , que negoceando pelas grades , que fe retirao , quando nellas naô achao em que fazer pre- za. Perfeguidas as efpofas de Chrifto nao fo das tentaçoens^ e delicias do mundo com apparendas apreliadas , e com laços dp deraonio , e das afperezas da Religiaô , com mortificaçoens exteriores , e interio- res , nao achao mais defcanfo , do que né coraçao do feu Divino Efpofo j alfim pon- derou Ovidio que , huma aguia perfeguin- do a huma ave , e iiegaceando-a com re- petidos voos, e gyros , vendo efta ave, que eila aguia a procurava para Ihe tirar a vida com as fuas garras , naô tendo outro remedio , naÔ querendo defcanfar em hum homem , que alii eftava vendo , que nao tinha outro remedio , foi bufcar o pei- to daquelle homem , de quem fugia , para cfcapar das garras daquella aguia. Ave he a Religiofa , que fendo perfeguida das aves de rapina , a que chamamos aguias, que pelos feus repetidos gyros voaô pro- curando fazer a fua preza , cercando-a por todos e Thefoure preciafo âa Lapa, todos os modos , corno hum leaô, que an-^ da bramindo, cercando a quem devorar, e fp poderá efcapar, fe fugir para o, fado do feu Divino Eípofo. Çrande defcuido ferá , como lamentável 5 que as creaturas, que íe empregaõ em amar ao feu Divino Èfpofo, naõ cuidem em elevarfeda terra Í )or caufa das imperfeiçoens , em que per^ everaô , correndo hum grande perigo de chegar a cahir nas garras da aguia , ou ave de rapina , e nos laços da mefma for-^ te, que as aves, que naô podem voarjC as feras, que naó podem fugir , as aves, por- que tem as azas pegadas , ou pregadas nas delicias apparentes do mundo, as feras, por- que tem os pés peados , ou prezos com as cordas do amor do mundò , e vem a fer a preza dos caçadores diabolicos, e vem a cahir no laço dos caçadores. \ ^ , Eftahe a razao ; porque ElRey David pedia a^ beps, que os feus paífos foíTem perfeitos* nos teus caminhos , e que deífe a íeus pésa ligeireza, dos cervos para fir- mar os feus paíTos. Quem quizer, queos feus paífos fejaõ firmes pelos caminhos do Çeo, deve andar por eftes comdigeíreza, porque quem caminha de vagar, cahirá fem duvid^^nofaçodQ, d^mW9 > o l6o Botica preciofa , cado , e fo fiigindo pelo caminho dò Se- nhor , que he a penitencia , obfervancia da Regra , humildade , e obediencja , efcapa- rá das garras do demonio no lado: do feu Divino Efpofo noíTo Senhor Jefu Chrifto. Muito lhe recommendo o iilencio , pois he o ornato, com que fe illuftra a decencia Religiofa , e bem fabe que aiiim como nas efcolas do mundo fe aprende a falar , na efcola da Religião fe aprende a calar, e obfervando tudo quanto deve fazer para mayor perfeição do feu ellado , agradará a feu Divino Efpofo , e caufará muita inve- ja aos Anjos , voífa Senhoria em crefcer nos merecimentos , e os Anjos como nao podem ter eftas occaíioens de merecer , fó terão de invejar. • Se os Anjos podeíTem confeguír a glo- ria de merecer , e fervir a Deos no mun- do para ter mayor gloria no Ceo , naô fi- caria Anjo no Ceo , nem bemaventurado , que naô procuraíTe o eftado Religiofo ; he certo que todos fupplicaxiaô licença a Deos para tomar o habito , fazendo no mundo habito no fervi ço de Deos , porque de ca- da vez defejaô mais ver a Deos. Olhariaô os Anjos do Ceo para as Religiofas, quan- do eílâô no Coro louvando aq íeu Divino Efpos ■'{ i' y e Thefoufo' preciofó da Lapa* i 6 1 Efpofò j é no coiTfenchendofe de.riiereci- mento^ .j delejariaô defcer do Ceo ao coro, e cofilQ Gqriíias em coros alternados en- toarião antífonas , e^levantariaô pfalmos , e cantafiaó hymnos;, liçoens , refponíorios, e pulfafiâd orgaõ 3 e tangeriaô inílrumen- tos ; que inveja naô teriaó da Organiíla , das Muíicas , e das Cantoras ! Que invejas na '6 teriaq de ver às Religiofas no cato chaô mais -humilde para fer elevado no contra- ponto mais alto tendo por maxima a mi- nima humildade , e pgr compaíTo o terna- rio dgs^tres, coroas;dos. tres votos para abrir com , as cjayes as portas do Ceo ^tocando por differente modo todos, os fmos para ter toda a valia! r - f : ] Que invejas nad ^ teriaó quando voffa Senhoria ao íom do final do fino -da ma- traca , e das campainhas acudiffe ora pa- ra o cQro , ora para varrer o coro , ora para .varrer os dormitorios , que invejas naó tériaõ os Anjos y vendo, que voffa Se- nhoria neíle exercicio effá merecendo para ter mayor gloria no. Ceo ! Certo he que Vendo que voffa Senhoria he a primeira j que vay para as, fuas officinas , já para o a já para a caía- •De pròfbndis y.ja pára a oraçaÕ mental , Já pára o conBffió- nario , já para a cóminunnaõ , quê pòdé fer tódos os dias conit confelhó dô féu GonfeíTor , já para o lilencio , já pârá as difciplinás, já para o refeitório , que in- vejas naõ teriaõ os Anjos com tantas oêca- fioens de merecer ! Que invejas nao teriàó ós Anjos ^ndõ Z voíTa Senhoria na ^oüpàriá preparando o feu cilicio , reméndando o leu habito , fazendo habito dò ^cilicio f ou no cilicio ! Que invejas naó teriaô vendo a ví)íFaSe- hhoria na enfeiímárià vifitando às enfermas, lavando, os pés a fuâs irmãs ^ como làvbu o feu Divino Efpofo aos feus (iiícipulós , curando as chagas coni amor , ca^ridáde, compadecendoíe das dores das que pade- cem ! Que iiívejas na6 tefiaó os Anjos ’ òlhando pára os votos da Réligià6 , ^n- do a voíFa Senhoria obfeírvante , póbré , ôbedieritè , e caíla , vendo a vofta Se^ío- fia mortificada, c crucificada naGn!25da^ Religiàó ! Certo he que diriaQj CòmaSaa Paulo , qué nao queria Outra glória maís-, do qúè a Cruz de Chrillo , pór queín 6 mundo fe facrifiéóu e elle peló inundo ; t alüni quem mais ^padece , e-metóce no* mun- - V- — V'-~ ' e 'ifíejõí/ro pruch/â ãa Lapa, 1^3 , mayof gloria terá no Ceo. 5^ - Lembrame' que no Ceo , e na terra ie chora a fnorte dos Innocentes , no Ceo os meíhios Innocentes , na terra Rachel , ou â Igi^eja figurada em Rachel ; choraõ tan^- ío no Ceo , ou '' iiie eílaó fentem tanto lo j que eitao peainao vingança , • oenhof, até quando , Senhor noíTo fangue os Innocen- dizen- 5 nao tés áo julgais > e Vingais o quC' implica no Ceo pedir vinganças, quanf- tío vemos Oue noíTo Senhor Jeíu Chrifto B'a Cruz pedio perdaó ao Eterno Pay para ós lèus inimigos. Santo EílevaÕ , e outros Martyres pedirão perdad por quem lhe m raya a vida pois como diz a Igreja que ós Ifinòceptes pedem vingança ? A razâó he , porque os Santos Marty- res padecerad bauito , e niílo mereceraó lUükó ; mas os Innocentes, antes de pade- cerem mais, para mais merecerem , fe Mies -áfõu toda. a - occafiaõ de merecereih com a morte , que intempeílivamente lhes derád 3 e afííin dizem: Nós ainda que temos a gloria , com tudo nao temos a gloria de merecermos mms, porque fe eftivera- jnos ôo mundo -mais tempo , poderiamos merecer mais em pkdecer por Chriíto j pois itãd ha inayor gloria, quando fe padeeó " L ii por 164 Botica precioja por Chriílo. Santa Catharina de Sena^ quando o feu Efpofo lhe olFereceo duas coroas , Huma de ouro , e outra de efpi- :nht>s para efcollier huma delias , ella efco- Iheo a de efpinhos , porque nella tinha, 'mais que merecer. Na coroa de ouro fe lhe repreíentava a coroa, que tinhao os bema- Tenturados na gloria , na de efpinhos fe lhe reprefentava a coroa do martyrio , da mor- tificação , da paciência , da humildade , -dá obediência , do fofrimento , das anguílias, das affliçoens , das dores , das femrazoensj com que efmaltava , e illuftraVa a coroa de merecimentos , para no Ceo ter mayòr gloria y depois de padecer muito no mun- do por feu divino, e amado' Efpofo nòíTo. Sçnhor JESU Chriílo ; pois diz o^ douto Caílilho , que he tao grande a gloria dosr merecimentos , que até os Anjosi em cer-r to modo a defejao no Ceo , e fó os mere- cimentos faõ a gloria , = que., no Ceo fe de- fejao. . , j: fiiov , Por ora já nao poífo mais , e quero, acudir a outras coufas , e fó lhe digo , que á viíla do que tenho expoílo a voífa Senho- ria , fique tao unida com o feu Divino Ef-: pofo , que lhe naÕ fayaô do coraçao aquel- ías palavras do Apoílolo Saõ Paula: Quem: me e Thefouro preciofo da Lapa. i 6 ‘y poderá já mais apartar do amor de meu.Senhor JESU Chrifto} EJiou certo, jg J'egííro por 'vojfa graça , em que confio , 'que nem a ^ida , nem a morte, nem os Anjos , nem os Principados , nem as Fir-- tudes , nem o prefente , nem o futuro , nem ü forçar de algum inimigo , nem o alto da ■grandeza , nem o profunda da adverfida^ de , nem creatura alguma me poderá já mais fepar ar , nem primr do amor de J ESU Chrifio. Nelle confio que eftas mi- nhas letras ficaráó impreíTas no feu co- raçaô para arder inflammado no feu divino amor , e colha na arvore da vera Cruz verdadeiros frutos de penitencia, e lhe entrego nas chagas demoíTo Senhor JESU Chrifto, para que nellas eíleja , e viva. Cidade do Porto em 25. de Janeiro de 1754. De voíla Senhoria feu humilde fervo, e capellaq Angelo de Siqueira pobre Miffionario Apoftolico. ‘ I ■ ^ ■ Vay ^6 Botica preciofa ^ Vay vertido em Portuguez o Cântico J^gmficat , que ferá util rezarfe to^ dos os ^as de joelhos , por fer compojio pormjja Senhora ^ e ferve para pedir a -virtude da humildade , e o patrocinio de Maria Santijjima, M Agniíica * minha alma ao Senhor : b meu efpirito fe alegrou * em c Deos , que he a minha faude : Forque attendeo á humildade de fua fer- ^ geraçoens me uirao Bem aventurada. Porque o todo poderofo fez comigo gran- - ^ coifas , * e o feu fanto nome. F» íua miíericordia fe eílenderá de geraçao ^ em^ geraçoens * para os que o temem. /1 íTianifeílou fua potentia : * deítruio os foberbos com o elpirito do feu coraçao. Depoz aos poderoíbs de íua cadeira , * e levantou aos humildes. Aos que tinhao fome , encheo de bens , * e deixou vazios aos que eftavaô ricos. Recebeo a feu Tervo Ifrael , * e íè acor- dou de fua mifericordiâ. . C(^o o diíTe a noílos pays Abrahao , * e _ fua geraçao por todos os feculos. Gloria ao Padre ^ ao Filho , e Efpirito San- e Th ef ouro precio fi 4 ^ Lapa, 167 %fito , * jaíTim como era no principio , agdri , € f^mpre , e por, iodos os leci;- los dos feculos. AlTiin ieja. Remedio para uk^nÇ^r o agrião de Ma- ria SantiJJima r que ella mefma rmlou á hum Jeu devotp ,, querendo r todos gs feus je pratique afiguinte de- i^pcao -i por fer ei^ gratifica ç aã das tm-r menfas graças , com que a Santijfma ' Trindade a exaltou quando ella foi le- vada ao Çeg a preparar para nós 0 me- lhor lugar. Pajlo de joelhos e compro- funda reverencia ) rezara hum P. Jíi M. com huia Gloria Patri , e dira, E ’ ü vos adoro , ó Eterno Padre , com toda a Corte celefte por meu Deos > e Senhor , e yqs dou infinitas graças em no- me de Maria SantiíTima , amantillim.a filha voíTa, por todas as graças , e favores , que lhe fizelfes , efpecialmente peio ppder > com que a fublimaftes aíTumpta ao Çeo. Pará outra reverencia , com P.N , A.M, s Gloria Patri dirá. E U vos adoro 5 ó Eterno FUhp, com toda a Corte celeftial por.:mj2,u Deos, ^ Senhor .5 e vos dou infinitas graças ení' nome da Beatiífima Virgem Maria: 5 ''cíTa -amantifilma May , ppr todas as , 6 favo- Botica preciofa , favores , que lhe fizeites , efpecialmente pela fumma fabedoria , com que a illuferaf- tes elevada no Ceo. Fara a mefma reverencia na mejma forma. £ U vos adoro 5 ó fantiííimo Efpirito paraclito , por meu Deos , e Senhor, e vos dou infinitas graças com toda a Cor-^ te celelliál em nome da Santiííima Virgem iVIaria, amantiífima Eípofa volTa, por todas as graças e favores , que lhe fizeíles , ef- pecialmente pela divina caridade , com que encendeítes feu fantiíTimo , e purifli- mo coraçao em fua glorioliílima AíTump- çao ao Ceo. Concluafe com a faudaç ao feguinte ^ que a Sao Bernardo dijfe hum Anjo , que Marta SantiJJima promettia ajjiftir na ho^ ra da morte a quem a faudaffe todos os dias. Confia da Chronica da Arrabida p. 2, 1. 5. c. 15'. n, loio. D Eos vos falve , Maria , ferva da San- tilíima Trindade humildiílíma. Deos vos íàlve , Maria , Filha do Eterno Padre fantiífima. Deos vos falve , Maria , Efpofa do,Efprri- ' to Sàhto amabiliílima. * "Deos vos falve , Maria , May de noíTo Se»- e Thefouro predõfo ãa Lapa. 169 n^or Jefus Chrifto digniflima. Deos vos falve , Maria , irmã dos Anjos formofiíTima, Deos vos falve , Maria , promeíTa dos Profetas glorioíiífima. Deos vos fah^e , Maria , Meftra dos Euan- geliftas verdadeiriílima. , Deos vos falve , Maria , Doutora dos poftolos prudentiííima, Deos vos ialve , Maria , coníolaçao dos Martyres fortiífima. Deos vos falve , Maria , fonte enchente dos ConfeíTores fuaviíTiraa. Deos vos falve, Maria, honra-, e coroa, das Virgens jucundiílima. ' Deos vos Ialve , Marfá , faude , e confola- çaõ dos vivos, e dos mortos promptilli- ma : fede commigo em todas as minhas ttibulaçoens , neceílidades , anguftias , e enfermidades , e alcançaime o perdão de meus' peccados. ; principalmente na hora da minha morte me naÓ falteis , piilTima , e beatiíTima Virgem Maria. Remedh para arder em chammas do amor Divino nos coraçoens de Jefus y, e Ma- ria , que revelou a Soror Maria Vilha- ni , como confia da fua vida^para ampa- rar na vida , e na morte a quem fe uti- limr delia. A, M. Sau- tyo Botifãpreçio/a » ; ^ Audoyos 5 cor^çaiQ divino de Je- O fus , como frutQ Mçiffimo do v/rgin^l; ventre de Maria, e vos oíFereço oÍ^íiíço- raçaQ 'pttriíJimo .com todos os íerviços, vos fez na vida , ç vqs dou infi-nitãs gra- fas pelas' exceíEvas , çom que epriqueçeft tes o coraçaÕ amahiliCimQ de vpffa May Santilíima, Âve Métrid Bsm&àia para at dores de âentes \ de ^e he advagada Santa Apollonia. D Bpois qüe 0 Sacerdote cónf agrar a hoftia , rezai logo huma Ave Mad- rid com grafíde devà^ao 4 Sànta^ Apollo* nia conjider ando fias dores dd f agrada PaixaÕ de nojfo Senhor yefu Gbriftoi , Antífona. "^inde Efpofa de CftHfto , feóefeéi a" côroa que vos prepaira,ií © Senhor pará Íeéii)í^.» f. Orai por nós Santa Apollonk. ‘ ]^. Para que fejartios dignos das prorrieltas . ' de Chriílo. ^ - 0 ' R A Cy A üÊ. ^ D Eos Eternô 5 por cuje^ âiMr' Sá#tai Apollonia foffréo, que íhe tirafíhm òs dentes com tanto, rigor , e foíTc queimada com chammas ^ coneedeime gfaça dp ce- leAe refrigerio contra 0 incêndio^ dos vi- dos 5 e daime ípccOrro fí^a^el éOntrâ a dor dos dentes por fua interceiTad. Amea JESUS. _ ' Remedio contra os feitiços , dê que \he ad~ vogado Santo Angelo Martyr y Çarme* lita 5 e para as enferdúdaàes yque pro-' cedem por arte diabolica , para con^ fervar a boa fama dos Mijfhnarios^ e Thefiurõ fndofô da Lapa, 175 O il A Cy A M. O * Inclyto Martyí* Sâfito Angelo ^ cujas heroicas virtudes fora 6 de tâl fortè meritorias na préfcn^at de Deòs' y qUC vOs óonçféíieè á íingular pterogátiva; dé que' foíTem o melhor deferifivo êm òrdérti a IP Ti'ar aos Voífos deVótós de todo , e quàlquer* mâíéficiò , íem qfUe- a à-rte dó demafiio pre- valepâ^còntra os ^oíTos patrócinàdos. Re- Cebeiiâe -pois no níim^íó' dos qué goíàô eP ta grèítíde felicidade , ;e concedeimè con- tra as ôbtàs do demônio continuo triunfo, de forte : pue peíosPvòíIps avantajados me-- recimehfds nie -cohèCdà o mefmo Sehhor' hunfâ diiiòfa morte fWd occafionadá por^ mêús inimigos , más fó ' dada efpeçiàlrrten- té ' p \ Remedio cfficacijfmo para as coufas per- didas , e contra os ef travos fugidos , e mais affliçoens da alma , e para 0 mal de lombrigas , de que he advogado 0 mi- lagrofo Santo Antonio de Lisboa. y cre- dito da nacao Bortugueza , e admira- caOy epajmode iodo 0 Mundo, ? , RES, e ThefourQ preciofo da Lapi : RESPONSORIO.. Si quaris miracula , que Sao Boaventura^ Ihe fez i vay traduzido em Portuguez. O E bufcas priilagres , a morte 5 o errq O a tribulaçaô , o demonio , e a lepra fo-? gem : os enfermos fc levantaÔ fads. Refpondem todos, Ohed^cem 0 mar , e as prizoens , os membros , e coufas perdi-^ das pedem 3 c. reçebcm mancebos 3 e ve-» Ihos, Perecem os perigos , e eeíTa a necellida-! de 5 contem-no eíTes , que o fentem , di^ gao os Paduanos. ( Refpondem todos, Obedeçemro mar Gloria feja ao Padre , ao Filho ? e ao Ei^ pirito Santo, . Refpondem todos. Obedecem 0 mar ^c, Antifona. O ’ Eftrella de Portugal , e Efpapha , pedra preçiofa da pobreza , forma ' de pureza , pavor dos inneis , nova luz de Italia , enfínador da verdade , aíTim como o Sol refplandecente de Padua cpm lina! de claridade, p-. Rogai por nós Beato Antonip. ató, Para que fejamos dignos das promeífas deÇhriílQ, ORA.’ Botica preciofâ , O R A C, A M. S Enlròr Üeos , a commemorâçao de Sâiit;o Afttonio voíTò GonfeíTor^ è Dõu* tor âiegrè a voíTa Igreja guàrriecidâ cem ès áuxilióà eípirituaèS , pâtà que mereça- iíios gozar dos goftos étérnos por amòr de JESU Chrifto noíTo Senhor. Àmen. Bcmedio^ e Exorcifmos para as lombrigas, •ij Qteftas Dei Pa ^ tris , fapièntia Déi Jl Fi iii 5 & virms Spiritus ^ Sanâii liberet , & fanet te , creatura Dei ab iw- firmitate lumbricorum. Arnen. In nomine Jefú Chrífti Nazareni còn íji juro vos afcarides ^ feu lumbricos , ut con- verfi in aquam recedatis à corpore ifto iii honorem Dei j &■ devotionem Sandii An- tonii de Padua , qui oret pro n(^is. Arnen. Per fignum Sandlse Cru ^ cis ^ qtlo ii- gno te, efficiaris fànus ab omni infirmitate, vermes ifti procul moriantur , St exeant à corpore tuo 5 ut in Domino gatódéites di- câtrms : Dum appropiant fuper te noèén- fes,ipíi infirmati funt y:& ceciderunt. Ai maris mmcula pttg. ijj. Remedio infallivel contra o demónio ^ contra ‘ os pus fnaleficibs , e iiojegúhdà ‘ donctlio \Nicenópe refoheo , que^do ap. peU no , livrando de todo o maleficio, Ifto exe^ cutou Santo Anaitafio no mundo em nomo. dov mefmo Senhor, Rogai' por nds y 4 bemaventurado Anaftafio, Para que fejamos dignos das piomeft fas de Chrifto» - ' ’ . ■ a R A Q A M, O * Deos 5 . verdadeiro , e total virtude dos que em vós efperaÓ , que da fo^ lidad do monte Carmelo chamaftes ao bemaventurado Anaftafio para confeguir a palma do martyrio j concedeinos a quo com os feus exemplos nos inflammenos to-* dos na tolerancia dos tormentos , que nos ppdem conduzir para a falvaçaó ; Q que vps pedimos por noflb Senhor Jelu Cfarifto yoilb unigçiwtQ Filho, Arnen, Mu iSo Bofica precíofa , Remedh para os achaques , e feridas das pernas , e dçs braços , de que he ad- vogado Sanifo Amaro» Antifona. A Brazado Amaro no fogo da caridade, e da obediência mereçeo andar a pê' enxuto fobre as aguas. f. Rogai po-r nós bemaventurado Santo Amaro. Para que ícjamos dignos das promeR fas de Chriíto. O R A Q A M. O Mnipotente Deos , e Senhor , que^ adornaftes dê virtudes ao bemaventu- rado Santo Amaro: concedeinos propicio, que aíTim como elle pelos merecimentos da caridade , e^ obediência andou fobre as aguas , aíTim nós poíTamos feguir os voífos caminhos. Por Jefu Cbrifto hoíTo Senhor , que comvofco vive , e reina por todos os íeculos dos feculos. Amen. Remedio para fe evitar o demaftado chora dos mininos , de que hc' advogado Sah- to AbrahaÕ Abbade» Antifona.. ^ E Sté Santo varaó defprezando o mún-. do j e triunfando das *coufas da terra,, com as obras ^ é com as palavras fez >o feii thefouro Jio Ceo. ^ v f . Q e Thefoúro preciofo da Lapa. 1 ^ i f. O Senhor levou o jufto pelos caminhos direitos. Ri. E lhe moftroií o Reyno do Ceü. O R A Q A ^ D Eos 5 (^ue para á falvaçaô das alríias quizeftes ^ que o voflo fervo Santo Abrahao Abbade fofle util para todps : concedeinos propicio , que banhados de la- grimás de arrependimento , e- doçura do voíToamor, intercedendo os feus mereci- mentòs", configamos os eternos goftos. Por Jefií Chriílo noíTõ 'Senhor , que vive , e reina por todos os feculos dos feculos.Amé. Remedio , contra as dores dos peitos , de que he advogada Santa Agáda, ' ^ Antifona* E Stando a betnaventuradâ Ag^da no carceré com as maós levantadas, ora- va ao Senhor , dizendo : Senhor meu je- ju Chrijio , Mejire verdadeiro , douvos muitas gr a ça^s , por me dardes Valor para vencer os tormentos 'dos cruéis algozes', permitti ^ Senhor ^ ^que eu chegue feliZ» mente a lograr vojja rmmarctJJ^vel gloria, ps A graça fe diífundio em voííos Jabios. 35^. E por iíTo vos abecçcou Dcos para fempre. ORA- Ti- tBt Bdtíca preciofà j O R A C, A M. O Mnipotente Deos , e Senhor ^ que entre as muitas maravilhas do voíTo poder communicaftes também a vidloria QO martyrio á fragilidade do fexo femini- no : concedeinos propicio , que os que ve- neramos o nafcimento da bemaventurada Santa Agada , Virgem , e Martyr voíTa > procuremos imitalla para alcançar a voffa graça^ Por Jefu Ghrifto noíTo Senhor , que com o Padre^e E^irito Santo vive , e reina pôr todos os íeculos dos feculos. Amen. , Rèmedio para a •virtude da cajiidade , e conjiancia noí .tormentos , de que he advogado o Apojiolo Santo André* Antifona. D Eos te falve Cruz preciofa , que no corpo de Ghrifto foftes confagrada* Antes que o Senhor fofte crucificado em ti, iiíetias medo aos homens; masagoràcom gofto te recebo pelo divino amor , que refplandeceo em ti. Alegre , e feguro ve- nho a ti j para que tu com júbilos me rece- bas a mim. . Rogai por nós bemaventurado Santo Andre. • 1^. Para que fejamos dignos das pròmeíTas de Ghrifto. ORA- eThefçuro preçiap da Lapa. O R A C, A M- S Eí^hor DeQSjhumil4emçntç rogo a voíT^, Mageft^de > que afílm çoj^iq fgntQ dié Apóftolo ,Prégador dâ voí^ Igreja j prégau coníbanteípente a vpíTa ti j^^íTun tampem feja o noíTo intercelíor paiçi fein- pre,'na voda prefença. Por Jeíü Çhpftq UoíTq Senhor , que çom o Padre, e Efpirito Santo viye , e reina por todos os feeulos dos feeulos. Amen. ^ JPda nePrlhro, nao me líwo agora m deixar o cafo Je-^ auinte para mais intimar a proveitof a %voçad de Santa 4«#^' jpqfíolo . que limou a bum Lifpo para nao' cahirno peceadó da luxuria. H Quve hum Bifpo virtuofo , e ajujia- do na fua vida , que femprç di^a efias palavras 'Façafe d honra de Deos, g de Santo André. Jnvejofo o demopio de ver a Ideqs y e a Santo André çom ejta , honra y empenFoufe em: derrubar a ejie Bip po, Tomou 0 demopio s a forma de humá mulher taÕ formofa i que erpefpanto da belleza. Kay bufçar ao Bifpo dizendo , quefe queria confeffar com Ale. Refpon- deo 0 Bifpo fe corfeffajfe eÕ ofeu Peniten- ciário. Refpondeo a fipgida mulher que lhe , ' impor^. 1^4 Botica preciàja , importava confeJParfe com o Bifpo : refoU ijeofe 0 Bifpo a confeffalla : quándó ella ’ entra a chorar com tal extremo^ e a pedir mifericordias, ào Bifpo , dizendolhe que era filhq de hum Bey poderefo ^ qUe a que^ ria cafar com hum grande Principe ; e porque tinha promettido a Beos voto de taftidade , e naÔ queria cafar , fabendo da virtude do Bifpo , fe vinha Valer de lie nefa grande oppreJfaÕ. Attendendo o Bifpo d fidalguia , helle^ Za , e virtude ^que inculcava a fingida mu- lher j fe compadeceo tanto delia , que fe lhe ofifereceo para a fervir ^ e amparar, Be olhe hum quarto , oU apofent o no feu p alado j e a convidou para jantarem jun-^ tos : ella logo fingio efcrupulos , e caute- las , dizendo ; Pay meu , naS me obrigueis ^ ^ P^^^ v)edes que fou huma don- zella 5 e nao he jufto , que dijfo nafça al- guma fufpeka ) e que padepa detrimentos a vojfa fama. O Bifpo com 0 conceito^ que tinha for- mado delia ^ nao admittio a efcufa -i ^us antes chegada a hora de jantar ajfenta- ráofe á mefz , è olhando para ella j cref tia àôsfeUs olhos mais a formofura delia 4ê 4ál forte y que entrou o BÍfpo jdferi- e Thefouro preciofo ãa Lapa. l8f do com fettas do amor l/ifcivo , quaji ren^ dido áquella formo fura , que fó fugindo^ fe livra à creatura de femelhante^ pert^ go 5 quando de repente batem a porta com muita prcffa , dizendo que era hum peregrino , que vinha falar ao fenhor Bif po em hum negocio importantijfimo. Olhou logo 0 Bifpo para ella , pergunt andolhe , fe queria entrajfe aquelle peregrino. Ref pondeo ella : Pergunt efe primeiro a^ elle alguma quejiad difficultofa i e fe naoref ponder a ella 5 nao falle ao fenhor Bjfpo’^ ao qual par eceo hem 0 confelho , e lhe dijfe 0 fenhor Bifpo :> que viflo ella dar 0 con^ felho 5 propuzejje a quefiaÔ j o qne ella aceitou 5 e propoz. Pergunt efe a ejfe peregrino \ Qual he a maravilha máyor-, que Deos fez em cou^ fa pequena ? Refpondeo 0 peregrino : Que era 0 rofto do homem , porque de tantos milhoens de homens -, i^ue tem havido no^ mundo ^ nao fe achar aÔ dous , que fejao nos roftos totalmente femelhantes \ e fendo 0 rofto pequeno nelle poz Deos todos os fentidos do homem. Admirou a todos a refpofia , e propoz ella fegunda queftaÕ ■) ou pergunta'. Per-- guntefe a ejfe peregrino : Aonde he a ter^ ra l86 Botica preciofa 5 ra mais alta do que q Ceo ? Refpondeo $lle : BfiAno Ceo Impyreo \ porque 0 corpo fan-r iijfimo de Chrifto foi Jermado da terra da mature%a\ humana , e hoje fe acha ejia ter- ra coUocada no throno da Santijfma Trin-- dade. Ouvida a verdadeira refpojta y pro^ poz ella terceira pergunta. Perguntefe a effe peregrino , Quantas legaas vao do Ceo a terra ? Refpondeo o S ino : Digao a ejf a mulher ^ que ijfo ' 0 Jdbe ella do que eu. Porque quando ella cahia no inferno ^ hem podia contar as lemas , que ella caminhou nejfa jorna-, da. E fabe que ejfa donzella nao he mu- lher y he 0 demonio , que vem a enganar a quem f e nao quizer guardar dellç. Quan- do & portador deo arefpojldyjdafingida mulher tinha defapparecido , ficando abifi mado 0 Bifpo com efte fucceffo , e peaindo a Deos com muitas lagrimas , e arrepen- dimento y foube que q peregrino , que 0 ti- nha livrado de cabir nas maos do demo- nio , fora Santo André y p qual appare ce a vifivelmente ao Bifpo , e 0 mandou dalU por diante viver com cautela , fugindo de femelhantes occafíoens. para fugir das do peecade. Re- eThèfouro prmofç da Lapã, 1^7 JÊiemedio para quebraduras 5 de que he ad-^ vogado fSantç ApolUmrio Bifpo y e Martyr» Antífona» E Ste Sâtito pelejou até morrer pela lei de Deos j e prevakçèo forte contra as palavras dos ímpios j porque eftava fun- dado fobre a pedra firme. O Juílo brotará como .0 lírio. È florecerá fempre na prefença do Se- nhor. , Q R A C, A M. O ’ Peos omnipotente , remunerador das almas fieis , que confagraftes efi- Jte dia com o martyrio do vofio Sacerdote o bemaventiirado .Santo Apollinario j con- cedeinos propicio , que pelos feus mereci- mentos emendemos a vida , para que m- formados , e fortalecidos fubamos a ^íia gloria. Ppr Chriíto noíTo Senhor. Amen. Kemedio para a intelligencia das artes : liheraes 5 e todas as fçiencias , de que he advogado SantQ Agojlmho , ^ para a emenda da 'Vída y-e para as lagrimas» Antífona. ^ ^ O Meftre dos Mefaes , e Aguia dos Doutores , o Doutor optimo , luz da Igreja 5 amador da diyina MÍ .:n03 çnfiuf amar a Deos. O» íS8 , 'Botica preclofã y f. O’ bemaventurado Santo Agoftinho ref*- plandor luminofo da Igreja, orai por nós. ]Çi. Para que fejamos dignos das promeílas de Chriílo. O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , que para refplan- dor da Igreja , e confufao dos here- ges illuílraftes com tanta íciencia mere- cimentos ao voíTo bemaventurado fervo Santo Agoftinho^ fazei, e vos pedimoã, que por lua interceíTaô , e copiofas lagri- mas de arrependimento choremos as nof- fas culpas , e com o feu exemplo mereça- mos alcançar a verdadeira fciencia para com ella vos faber amar. Por Ghriílo nof- fo Senhor, que vi\re , e reina comvofco por todos os íeculos dõs feculos. Amen. Remedio contra a dor de^edra , gotta ar- tet i ca , tojfe feca , e cólica^ de que he advogado Santo Addredo. Antífona. - , f j' Ste Santo varaó defprezando o mun- L do , e triunfando das coufas da terra t com as obras, e com palavras fez o feu thefourq noGeo.- f. O Senhor levou-o jufto pelos caminhos diréitòs. . • E lhe moílroií o ReynodoCeo. ORA-- ' e Thefouro prechfo da Lapa, O R A C, A M. ) D Eos 5 que para alivio das creaturas , quizeftes que 0 voiTo bemaventura- do fervo Saato Adelredo foife remedio pa- ra as dores: concedeinos propicio , que mediante a fua interceíTaô , vos digneis abrandar as dores , que padecemos. Por Jefu Chriílo noífo Senhor. Amen. M.sMsdío para qs partos das Mulhorcs fi9 mayor perigo , de que be advogado San-^ to Alberto , e para as fezoens > febres malignas ? £ para todo o genero de fe-^ br es 5 para o qUe fe benzer a a fua agua para dar aos enfermos. H e Santa Alberto ficiliano da fagra- da 5 illuftre , e antiguifíima Religiad de noíTa Senhora dó Garmo , herde muito grande de fantidade e pelas fuâs rarasj^ir- itudes . e milagres até os mefmos Ceos lhe cantaraô louvores , ; quando defcendo, dos GeOs'QSvAnjos o cançmizaraô cantando- lhe no feu enterro a MifTa ; Qf jítfti ditabitur, . . \ Qualquer Sacerdoie pode benzer a agua de Santo Alberto y pondo a [efipla y ^ e vay u forma da ben^ao, , j ' . . ' p. Adjutoriurn noilrum in nomine Dpipinu Qui fecit C(^lwm > ,& tçrram, . . _ i fj Êoticà pretíoja^ ir. Dominus vobifcum. Et cüm fpiritu tuo. OREMUS. F idelium Deus omnium fôrtittídõ , & falus , qúi fòcrum Beàti PèiH Apóí- tòli tui febribus magnis detentam pio roga- tionis intuitu perfe&e fanafti i fandifiea & benedic creaturam hanc aquae in tuo facratiilimo nomine ( & relitmiis , fe hon- \rer) , & meritis fandiflimi CòníeíTõris tui Alberti , quem fprètò fseculo ad alm^ tuae Genitricis Religionem vocare dignatus es : '& concede ejus glorioiis meritis , atque in- terceffionibus , ut qUicumque febrium ve- statione gravantur , per hmus aquae fum- ptionem humilem a eundis animae , & corporis languoribus liberentur , atque Ec- cieliae tuse reprsefentari mereantur , gratia- rum tibi adiones in ea jugiter referendo. Qui vivis , &: reghas &c. ‘ Se houver alguma reliquia ão Santo , fe faça cam ella tres cruces nta agua^ ^ e fe nao houver fe fqçaÔ fd as trels cru^s, B Enedic >i( I)omine meritis Sàndi Al- berti creaturam hanc aquse , qui gloriofo tuo corpore bertedixifti ^ aquas Jordanis : & prsefta , ut omnes guftantes ea a tam corporis > quam aaimse recipiant fani-; e^efouro prf chjh ãa %japã* fanitatem. Qui vivis &c. Logo fe Uirâ a Antífona, O Alberte norma munditiae , puritatis , & continentiae , orâ Matrem miferi- còrdi^ , ut in hac valle mifèriae-nos defèn- dat à pra^í^o fcèlere , ut exuto mórtali cor- pore 5 perfruantur aeterna réquie. Ora pro nobis Beate Alberfê. - ije. Ut, digni efficiamtir promilEonibus Ghriílii O R E M U a ' D Eus , qui Beatum Albertum GonfeÊ^ forem tuum , fprçto faeculo, td.afmaé tuae Genitricis Mariae Religionem vocare dignatus es, utojus ifterítis^ ac exemplis digne tibi fervierrtes ^ cum ipfò ki teterna gloriâ perpetuo te perfmi mereantmr. Qm Logo fe dirdw figuinte Anti/ona, TT* Acant aegri vigilantes ad ASberéi li^ V fitinâ : furdi , ckudi confequenter in^ vocantes numina ; .febres fugat : morbe» cqrat omnes: fanat noxium ; ventos pia-: cat : rn^ris fedat tfedium. ' Jefu dulck Alberti meritis. Taam ftòbistftí«iide >gra$íain^’ . ^ / ORE- ‘Í92r Botica preciofa , . OREMUS. C Oncede quaefumus omnipotens , & mifericors Deus , ut per virtiitem be- nedidlionis hujus aquae , & per meritum paiiionis Domini noftri Jefu ChriiH , & per interceffionem Beatae Mariae Virginis , & Beati Alberti , & omnium Sandlorum , & fandlarum Dei omnes fideles 5 qui piè, , & devotè aquam iftam guilaverint , & ani= mae, & corporis iaiiitatem . recipere vale- ant, & in tuo fandho fervitio femper per- manere. Per Dominum noitrnm Jefuni &e. Amen. . Remedio para fe abbreviarem as deman^ das , e darfe a jidftiça a quem a tiver ^ C contra 0 mal da poplexia \ de que he advogado Santo André Avelino , Santo Clérigo, Antifona.' . E Ste Santo varao deíprezando o.mum do , e triunfando das coufas da terra, com as obras , e com palavras fez o feu thefouro no Geo. O Senhor levou o juílo pelos caminhos , direitos. 3w. E lhe moítrdu 0 Reyno do Cçò, PRA^ 4 y. e The Touro precio fo da Lapa, igz ORA C, A M. O * Deos omnipotente , que no coraçaô do voiTo bemaventurado fervo "San- to André Avelino , voíTo ConfeíTor , depo- litaftes o thefouro da voíTa fabedoria : fa- zei , e vos pedimos que por fua interceíTaô, e fupplicas nos defpacheís as noífas roga- tivas com a fentença final da voífa miferi- cordia , para qfie vos vamos gozar neíTas Jerarchias celeftes. Por Chriílo noíTo Se- nhor. Amen. Remedio para as quebraduras , e fojfrl^ mento de dores , e^dapejle , de que be advogado Santo AdriaÕ Martyr, Antifona. - E Ste varaô Santo , e Martyr Santo A- driaô foi crueliflimamente açoitado na prefença do tyranno Imperador , e o cor- po desfeito em pedaços para inteireza da noífa Fé. Orai por nós bemaventurado S. Adriaó. ®ara que fejamos dignos das promeífas 'mrifto. ' R A C, A M. D Fos , que para augmento da noífa Fé illuftralles ao voíTo bemaventurado- fervo Santo Adriaó fortalecendolhe o 19*4 ' pyecioja , nos propicio , que pelos feus merecimen- tos imitando as fuas virtudes emendemos a vida na reformaçaô dos noffos yicios. Por Chr^fto noíTo Senhor , que comvofcQ vive , e reina por todos ps feculos dos feif culos, Arnen. Kemedio para as mordeduras de cobras , e para naÕ morderem , e contra as ara- nhas j e bichos ^euenofis , e contra os feitiços , e pejle , e dor de pedra , de que he advogado o grande Patriarca SaoBento -i e vay a explicação da fua Verofiica, Antifona. Santiillmo Confeflbr do SenRor, pay dos Monges , intercedei por nós ao Senhorjque de todos he a verdadeira faude. Orai por nos bemaventurado Sao Bento. Para que fejamos dignos das promeflas de Chriito. O R A C, A M, G ’ Deos omnipotente , que para enrir- quecerdes a vofla Igreja com ps dotes da fantidade do voiTo fervo o bemaventu- do Sa6 Bento, o elevaftes ao mais altq,d% iantidade : concedeinps propicio , para quf pormeyp dos feus releyantes pteritps^, e fua inter ceilap nos vejamos livres napfd das e Thefouro preciofo da Lapa. ipf : das mordeduras dos bichos venenofos , e feitiços 5 como tambera dos laços dos de- monios noifos inimigos. Por Cbriílo noíTo . Senhor, que vive , e reina comvofco por to- dos os feculos. Arnen. Explicação das letras da Crnz de Saa Bento , que fe achao na fua Verônica. V Ale huma palavra cada letra deilas aiiima. As que eftaò em roda fe co- meçaõ a ler do alto , voltando /obre a par- i . N ii te j^6 Botica preclofa l te direita , e dizem aíTim. Jefus , Vade Retro Satanas , Nunquam Suadeas Mihi Vana , Sunt Mala Qua Lihas , Ipfe Ve^ mna Bibas, Vao vertidas em Portuguez. yESUS. Vay :=! Retrocedendo Satanás ^ Nunca :=i Semeês para mim^ Vaidades ^ Sao Maldades Que :=i Lambeis^ Ide ^ Veneno zri Bebereis. As que fe achao no meyo da^CruZjprin- cipiando a ler da parte direita para a eP querda , dizem : Non i:pi Draco sn Sit ir: Mihi Dux. Vao Vertidas em Portuguez. Nao :rj Dragao iz: Seja ^ Para mim tz Dominante. ' ■ E do alto para baixo fe lerá : Crux tz SanBa tz: Sit tz MiMs=iLux. Vao vertMas em Portuguez. Cruz tz Santa H Seja pcc- ra^Mim x=^Luz. \ ] As quatro letras , qtie eftao nos quatro cantos i ou angulos , dizem. Cruxt^^ San^- Bi t; Patris zz BenediBi. Vao ver^Has em Portuguez. Cruz de zz Santo tz: Padre tz Rento. ^ Remedio efficaz para os perigos da gar- ganta 5 e conflanda nos tormentos ^ de que he advogado Sao Braz. e Thefouro precíofo ãa Lapa. 197 Antifona. Ste Santo pelejou conftante até mor- D mor- rer pela iei ae ueos j ^ prevaleçeo forte contra as palavras dos impios j por- que eftava fundado fobre pedra firme. Coroaftes , Senhor , ã eíTe de honra , e gloria. E o eonftituiítes a melhor obra das vof* fas maos. O R A C, A M. Eos , e Senhor , que nos alegrais com a annual celebridade do voíTo b^aventurado^ Martyr , e Pontifice SaÕ Braz : concedemos propicio , que por fua 'ínterceíTao , e conílaneia nos . tormentos nos livreis dos*perigos , e enfermidades do corpo-, e da alma’, para que livres, e de- fembaraçados vos vamos louvar neíTa glo- ria para fempre. For Çhriílo noíTo Senhor. Amen. • ^ Remedio para fe tomar refoluçao firme para largar 0 peccado , e dar a uida . por Deas , de que he advogado SaÕ Bo- nificado. Antifona. S A 6 Bonifácio Martyr fe refolveo dei- xar Roma fua, patria por Jerufakm pa- ra fubir por meyo do martyrio á patria ce- • ieílial. liotica precioja, leítial , moftrando neília refoluçaò a bonda- de do feu nome. , < f» O Senhor levou o jufto pelos caminhos direitos. E lhe moílrou o Reyno do Ceo. O R A C, A M. 0 ’Deos omnipotente , e piedofo Se- nhor , que para animardes aos pecca- dores fortaleceíles ao voíTo fervo Sa6 Bo- nifácio a dar o langue , e a própria vida por vós : concedeinos á fua imitaçaó , que refolutos a deixar o peccado por uia inter- ceíTaô , mereçamos também merecer a co- rroa do martyrio para triunfar neífa Corte de glorias. Por Chrifto nofíb Senhor.Amen. Remedio para as dores de cabeça ^ de que he advogada Santa Erigida , e para a conjlderaçao da PaixaÕ deChfijio. • . Aritifona. V inde 3 Efpofa minha , receber a glo- ria, que vos eftá preparada para toda a eternidade. A graça fe diíFundio em voíTos lábios. Por mo vos abençoou Deos parafepre. O R A C, A M. S Enhor ,,e Deos omnipotente, que fof- tes fervido revelar a voíTa beraaventu- xâda ferva Santa Brigida os fegredos do C eo eThefvtiro previofi ãa Lapa.. 19^ Géo pelo voíTo tinigenito Filho ^ pediüior Vos que pelos feus merecimeiítOs , iios li- vreis das dores da cabeça , e mais perigos deftâ vida , para podermos goiar dá tiíaó da voíia gloria eterna. Por Chrifto noíTo Senhor. Ámen. -r Remedio pura a paixaÕ do medo , e Vífoens diabólicas, e niumuraçoensj, edapef- te , de que he advogado SaÔ Bartholo^ * meu Apoftolò. Antifona. E Stai firmes na batalha , e pelejai com o antigo inimigo , e reçebereis 0 Rey- iio eterno. j f. Em toda a terra correo o fom da lua fama. . E nos fins de todo o mundo as luas palavras. O R A C, A M. O Mnipotente , e eterno Deos , que pa- ra remedio das voílas creaturas fu- blimaíleâo voíTo Apoílolo Saõ-BartholcM meu com tanto foffrimento de dores 3 e conílancia nos martyi ios: concédeinos pro- picio ^ que pelos feus merecimentos , e bia grande interceíTad nos vejamos livies.das vifoens diabolicas , e perfCguiçoens dos noíTos inimigos , 6 de toda a peflé neffa 2-00 'Bütiça preciofu i gloria. Per Chriílo noílo Seijihor. Ameil, Remedio para dores de cabeça , para as f ciências , para a devoção de nojfd Se- nhora, para as febres, e todas as do- enças , de que he advogado o mellifluo S. ^ Bernardo^ , credito da fantidade, e efcü- do da Fe , e defpre&ador das coufas ter- renas , e amante da caflidade. Antífona. E Ste Santo vara 6 defprezando o mun- do , e triunfando das coufas da terra com as obras , e com palavras fez o feu tliefouro no Ceo. p. O Senhor levou o jullo pelos caminhos direitos. E lhe mòftrou o Reyno do Ceo. O R A C, À M. Deos Eterno , que para mayor glo- ria , e honra voíTá iiluílraftes com tantos merecimentos ao voíTo bemaventu- do Mellifluo SaÓ Bernardo, dotando-o com os dotes da fciencia , ,e pureza : concedei- nos , que por fua interceíTao alcancemos u fciencia neceíTaria para vos faber amar oternamente , vendonos livres de todas as enfermidades corporaes , e efpirituaes para neíTe Empyrio vos gozarmos por' toda a eternidade. Por Chriíio noíTo Senhor. Am ê. Re- eThefúuroprecíofo daLapa. joi Bjetnedio para a humildade , e fciencias y e lagrimas , e refçluçaS para deixar o mundo y de que he advogado SadBruno^ Antifona. E Ste varao Santo defprezando o mun- do , e triunfando das coufas terrenas com as obras , e com palavras fez ò feu thefouro no Ceo. f. Ora por nos bemaventurado Sa6 Bruno. Para que fejamos dignos das promeíTas de Cnrifto. O R A C, A M. D Eos omnipotente , que efclareceftes a vida do voíío bemaventurado Sao Bruno , ornada de grandes merecimentos;, e defprezos do mundo : concedeinos pro-, picio 5 para que poi- fua interceíTaô , e morte gloriofa , cheya de milagres jpofTa- mos defprezar as cqufas terrenas, e abra-; , çar as cejeftiaes em voíTa companhia. Por Chriílo noíÍQ Senhon Amen. . ^ Kemedio para alcançar fciencias , humiU dade y e docilidade de ^ animo y e devo- ção fervorofa para a communhaÓy de que he advogado SaÔ Boaventura. Antifona. O * Doutor optimo , luz da San tá Igreja, amador da divina iei , intercedei por ' nós áo Filho de Deos; 202 Botica preciofa , f. Com gloriare honra o coroaíbes^Senhor. E o conílituiftes fobre as obras das vof- . fas maos. O R A C, A M. O Mnipotente Senhor , que para luz da Igreja , e diredlor das almas ; que aípiraò á ultima perfeiçaô , illuftraf- tes ao voíTo bemaventurado lervo Sao Boa- ventura Goni os dotes da fciéncia , e vir- tudes í concedeiiios propicio , que aílim como na terra tivemos hum Santo Doutor, no Ceo também tenhamos hum interceíTor, para qiie por mejo das fuas rogativas, e merecimentos vos vamos aífiftir neíTa glo- ria. Ppr Chrifto noíTo Senhor , que vive , e reina por todos os feculos dos feculos. Amen. Remedio contra offos , e efpznhos , oü efpi- nhas de peixe^ e para alcançar a humih dade , de que he claro advogado Sao Be- nediBo, SantO; Preto , e muito venerado noBraJily e advogado dos fieis. Antifona. O ’ Amante da humildade , meílre dos Doutores , faude dos enfermos , per- , feguidor dos vicios^ efperança dos afflidlos , horto de fragrantes rofas , aivo celeftial , fetta do divino amor , circum- valado enefduropredofoãaLapa, 10^ valado com os lirios roxos de lua paixao. f-. Rogai por nós outros, glorioíiífimo Sao Benediclo. içi. Para fejemos dignos das promeíTas de noííb Senhor Jefu Chiílo. , O R A C, A M. D Eos 5 4 vos dignaftes de encher de cé- leftiaes dons a yoíTo bemaventuradó ConfeíTor SaÔ Benedidlo , e com foberanas virtudes , e linaes o fizeftes em voíTa Igre- ja efclarecido : concedeinos propicio , qué pelos feus rogos , e meritos confígamos voíTos foberanos benefícios. PeloS meritos de noíTo Senhor Jefu Chrifto voífo Filho, que comvofco vive , e reina em unidade do Efpirito Santo Deos por todos os fecu- los dos feculos. Amen. Remetí 0 para as agonias da morte , efer-^ mr para os Minifiros , que ajudarem a ■ bem morrer aos agonizantes ^ de que he adxogado Sao Camillo de Lelis ^ funda- dor dos Clérigos Regulares, Antifona. E U virei , e os curarei em todas as fuas enfermidades com o oleo da carida- de , e com o fanto temor de Deos. f. Orai por nós, Sao Camillo de Eeli^. •jtó. Para que feiamos dignos das promeíTas de Chriílo. ORA- Botica preciofa , O R A C, A M. Eu Deos 5 que íionraftes ao Bema- venturadò Sàô Camillo cem a fm- guiar prerogativa de elpecial caridade pa^ ra ajudar as almas dos fieis nas ultimas agonias da morte : pelos merecimentos def- te Santo vos pedimos, que nos infundais hum eípirito abrazado no voíTo amor , pa- ra que na hora da morte mereçamos vencer ao noíFo inimigo , e receber no Ceo huma coroa de gloria. Por Chriíto noíTo Senhor. Amen. Remedio para as dores de cabeça , e para os MmJÍcos cantarem bem os louvores de" Deos , e tangerem bem os injirumentos mujicos , e orgao , e conjiancia no mar~^ tyrio^ de que he advogada, Santa Cecilia, Antifona. A Gloriofa Virgem Santa Cecilia íem- pre trazia no feu coraçao o Euange-' lho de noíTo Senhor Jefu Chriílo , e naô ceifava de noite , e de dia dos çolloquios divinos , e da fua oraçao. p. A graça le diffundio em voíTos lábios. Por iífo vos abençoou Deos para fépre. O k A C, A M. ^ \ Deos omnipotente' , que para vos lou- var no Ceo , e na terra com tanta folemni- e Thefouro preciofo da ILapa, 205' folemnidade illuftraftes a voffa bemaven- turada férva Santa Cecilia 5 animando-a nos inftrumentos do martyrio , e da muii- ca : concedeinos propicio, que por fua fer- vorofá interceíTaõ , e feus relevantes meri- , tos , e á fua imitaçaô , e fuas vozes faça- mo^ a melhor armonia entre júbilos , e ale- grias para vos louvarmos em alternados coros neíTa gloria. Por Chrifto noíTq Se- nhor. Amen. Remedio para a hydropezia , e febres malignas j e para afugentar aos demonios^ e para 0 fervor da oraçaÓ , e refpeito , e devoção dos Templos , é do Santijfmo Sa- cramento -^e da humildade , conformidade, e obfervancia da regra da Religião , e dos incêndios , de que he advogada aquel- la luz mais clard do mundo exemplo da paciência , clarim fonoro da Divindade , trombeta Ser afie a , è virtude efclarecida da pureza , e virgindade , a fundadora Santa Clara, ' • ' Àntifona. E Sta clara luz do ‘mundo, èftandarte , Real da Fé , e filha efclarecida , e adoptiva de Maria SántiíTima , que‘^'foube » fugir das delicias da ca(a de feus pays para o rigor da Religiad para merecer a honra, e gloria de Deos. * 2o 6 Botica preciofa , % A gr^ca. fe diffundio nos voiTos labios.' ]ç^. Por iifo vos abençoou Deos para fepre. O R A C, A M. O ’ Eterno , e omnipotente Deos , qus com tanta claridade illuminaftes de refplandores a voiTa bemaventurada ierva' Santa Clara , dotando-a de prerogativas , e excellendas de fantidade : concedeinos propicio 5 que pelos feus relevantes mere- cimentos 5 e fua interceflao , e doutrina a poflamos imitar nas fuas virtudes , 6 fer livres das enfermidades do corpo , e da al- ma 5 e defprezar os bens terrenos pelos ce- leftiaes , para que claramente vos vejamos neíTa gloria.Por Chrifto noifo Senhor. Ame. Remedio para afugentar aos demonios , e para as febres malignas , e para mover a dar efmolas aos pobres y de que h e advogada Santa Catharina de Sena , e para alcançar f ciendas , e refolver as quejloens mais di fficultojds y e para re- conciliar as inimizades, Antifona. E Stahe a Virgem fciente „ e huma do numero das prudeptes , que foube in- veftigar o caminho do Reyno dos Ceos. ■fr, A graça fe diffundio em voffog labios. E por iffo vos abençoou Deos para fem-: pre. ORA- e Thefouropreciofo daLapa. 207 O R A C, A M. O ’ Deos , e omnipotente Senhor , que com liberalidade da voíTa infinita mi- fericordia dotaftes a voiTa bemaventurada ' íèrva Santa Catharina com tantos dotes , e excellendas : concedeinos propicio , que por fua interceflao , e feus milagres nos vejamos livres dos enganos do demonio , e das dores dq inferno , para que nos rc- folvamos a deixar naó ló efte enganofo mundo mas tainbem as fuas ignorancias, para entrarmos neíTa gloria. Por Chrifto noflb Senhor. Arnen. Remedio geral de Sao Caetano, Santo Cie- '^^go 5 admgado das necejfldades , e tri- bula çoens efpirituaes , e temporaes , e de. todas as enfermidades, e da pohreza. ■ RESPONSORIO. S E perguntas os milagres , Que em nós Caetano chove , ' Cura a maó maravilhofa . Doenças , chagas , e dores. Das flores de fuas aras , í ; . De feu oleo fempre fpgem Delirios do entendimento , Lusbel 5 borrafeas , e mortes. ^ Se os prodigios recoqhecem ' Todos quantos, 0 Qeq cobre > 2oB Botica preciofa l E Napoles os publica , Se feliz feu corpo efconde. Das flores de fuas aras , De feu oleo fempre fogem Deiirios do entendimento ,, Lusbêl , borrafcas , e mortes. Ao Padre , Filho , Amor , Trino Deos que tudo pode , Dê o Mundo gloria eterna , 'Todas as gentes adorem. Das flores de fuas aras , De feu x)leo iempre fogem Deiirios do entendimento, Lusbel 5 borrafcas , e mortes. "fr. Rogai por nós ó bemaventurado SaÕ Caetano,. / v Rara que fejamos dignos das promerf'- fas de Chrtjio. OREM U S. T Odo poderofo , e eterno Deos , que déíles a Sao Caetano , Confeflbr vof- fojpara que em vofla providencia defpre- zafle tudo o terreno , e o encheftes de bens celeíliaes : concedeinos aos que veneramos a fua memoria , que experimentemos os ef- feitos dá mefma providencia , e afpiremos fempre ao eterno. Pelos merecimentos de Chfifto noíTo Senhor. Amcn, Rez e Thefotiro^preciofo ãaLapa. 209 ^Remedio para 0 fajiio ^ e para ter for ^as^^ de que he advogado Sao Chrijlovao -i e para apedra , fogo , fome , pejle , tem-^ ‘pefade , terremotos ^ onde ejiiver 0 feu ' corpo 3 ou a fua imagem. - - Antifona. f A Quelle ,que quizer irpara a Ceo^ jf \ pegue na fua Cruz , e iigame. - f, O jufto brotará como lirio. Ri. E florecerá fepre na prefença do Senhor.. O R A C, A M. : O ’ Senhor 5 que em tudo fois omnipo- tente, e para moftrar o voffo poder iliuftraftes tanto a Sa6 Chriftovao , dotan- do-o de esforço , e conftancia para vos le- var ás coílas 5 e foíFrer martyrio pelo vof- fo amor ; toncedeinos propicio , que por fua interceíTad , e feus relevantes mereci- mentos nos esforceis tambem na refolu- çaó, e efpirito para merecermos, e go- zarmos para fempre a voifa gloria, ror - Chrifto noflb Senhor. Arnen. Remedio para as hermas , e infejiaçoens do demonio , de que he advogado^ ^ao \ Calogero. , Antifona. ' ' E Ste S^nto varad defprezando o miin- do ; Ç triwdkado das coufas da «terra Q wxoi <2i€) Botica precioja y corn as obras , e com palavras fez o feii ■tliefoufo no Ceo. f, O Senbpr levpu o jufto pelos caminhos direitos. E lhe moftrou o Reyno do Ceo. O R A Q A M. Deos omnipotente , que elegeftes ao gloripío Slaô Calogero voíTo Confef- for para lançar fóra aos demonios , pondo- .os de baixo dos feus pés: concedeinos fa- voravpl 3 que pelos feus merecimentos , e iuâ intereèíTao nos vejamos livres dòs la- ços do demonio , e das mais neceílidades, para que vamos gozar da voíTa prefença neíTa gíosria. Por Chrifto N. Senhor. Amen. Berne dio para a cajiidade ^ e para to- ias as neceffidades 3 de que he advogada Santa Comba , Portugueza de naçaÔ y e fe *lj.enera com Novenas , principalmente nas fextas feiras , ein que mandaÕ dizer mui'- tas Mijfas 3 e ejid em buma Ermida qua- Ji junto ao Real Mofteiro de Gellas em Coimbra : he também adrvogada contra as cefoens y e febres malignas , como tejii- munhad innumeraveis pejfoas 3 que fe tem valido do feu patrocinio , e osjinaes 3 que diffo fe vèm na fua Ermida junto ao tar 3 ãa qml d pane dQ Euangelho eJM > ‘ huma e Th e f ouro preciofo da Lapa. 211 huma porta , por onde fe entra em hum reconcavo , ou cazinha , que fica nas cofi~ tas do mefmo Altar ^ onde he tradi çaÕ , que foi primeiramente fepultada. Aqui ef- td huma cova redonda , onde os enfermos de maleitas , e febricitantes com toda a deuoçao ^e fé tirao daquella terra , a qual metida em bolfinhas a lançaÔ ao pefcoçoy invocando em feu favor 0 patrocinio da Santa \ e tmnto que Deos nojfo Senhor pe- los feus merecimentos , e rogos lhes dd faude , tornao a refiituir a terra d fua Ermida ; e pendurao aquellas nominas y cqmo trofeo da faude , em huma Cruz-, que junto do Altar efid pofia para memoria do beneficio , que nao tem numero os finaeSy que difio fe vem dlli'\ e he tanta a terra^ que daquelle lugar fe tem tirado , que fe tem feito huma profunda e larga cova pela terra a baixo , para onde fe defce por alguns degrdos, , Antífona. E Sta Santa Virgem , e Martyr , fugin- do das perfuaçoens de feu pay pafa fe naõ defpozar na terxa , fe meteo em hu- ma cova, e paíTando o fogo por lima dei- la , ardeo no- fogo do amor divino , 'dan- do a fua vida nos braços de huma olivei- 512 Botica preclõfa i ra para diftillar oleo de caridade , e reí» plandecer na prefença de Deos , anuncian- do paz na oliveira Santa Comba a imi- . taçaô da .pomba com o r^minho de olivei- ra naarca deNoé. f» O oleo derramado he ovoíTonome. 3Ri. Por iíTo as virgens vos amaraô. O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , que com o oleo, da voíTa caridade , e infinita mife- ricordia illuftraftes a voíía bemaventurada ferva Santa Comba com tanta conítancia, e nimia refoluçaô a dar a fua propria vida por voíTo amor : concedeinos que por fua interceíTad, e á fua imitaçaô poífamos tam- bém derramar o noíTo fangue na arvore da vera Crüz para alcançarmos a paz , 'que defejamos , e cora. ella vos gozarmos' neífa f loria. Por Chriílo noíTo Senhor. Amen. lemediq para aproveitarem os medica- mentos 5 e para o foffrimento das dores,, de que faÕ advogados Sao Gofme , e Sao jOamiao. Antifona. ' ^ O H quao agradavel he a Deos viverem todos unidos em Deos , porque def- tes he o Reyno dos CeOB , que defpreza- ■raó a vida do mundo e^ chegarao ao pre^ miQ e Thefouro preclofo da Lapa. 213 mio do Ceo , e lavarao as fuas eilolas no fangue do Cordeiro. 'ir. Orai por nós Sao Cofme, e Sao Damiao^ Para que fejamos dignos das prameifas de Chrifto. O R A C, A M. ^ O ’ Deos 5 e omnipotente Senhor , qüô euraftes com o antidoto do voíFo ían^ gue aos vqíTos fervos Saô Cofme j e Sa6 Damiàó 5^Évrando-os da enfermidade do peccado : concedeinos propicio , que pelos feus merecimentos fejamos livres de todo o mal j e confortados , e alimentados com a. medicina do voífo preciofo fángue che- guemos a lograr a verdadeira vida na voífa prefença. Por Chrifto noífo Senhor. Amen. Remedio para as eleiçoens ferem bemfei- ' tas 5 e para a caft idade , e contra os ju- ramentos falfos e mentiras yde que%e advogado S. Damafo Lapa PortugueZy , é\ natural da Villa de Guimaraens defte rRe^mÂe Portugal. , Antífona. O ! Sacerdote , e Pontifice , Meftre das virtudes , Paftor bom no povo , orai por: nós ao Senhor, % íAmou Deos o jufto , e o oxpou* Si. Veftindolhe a eftola da eterna gloria. ORA- 214 Botica preciof a ^ O R A e, A M. O Mnipotente , e Eterno Deos, que éntre muitos folles fervido eleger ao volTo bemaventurado fervo Sao Damafo para a cadeira Pontificia , livrando-o de muitos faifos teilimunhos : concedeinos propicio 5 que por lua interceíTaÕ , e feus merecimentos nos livreis das falfidades mundanas , elegendonos o lugar do etemo defcanfo na vofla prefença. Por Chriilo nofib Senhor. Arnen. Itemedio para as febres y e mais enfermi- dades , e para a perfeição do eftado Monajiico , e para alcançar o patroci- nio de nojfa Senhora do Kofario , de que hé advogado o grande Âpojiolo do Rofa- rio 5 a flor dos Santos , o credito da Chrijiandade Sao Domingos. Antifona. O * Luz da Igreja , Doutor da verdade , Flor do Roiario, e Rofa da paciência. Muralha da cailidade , Pregador da graça, Apoilolo do Roiario , intercedei a Deoá por todos os voifos devotos. f. O juilo florecerá affim como a palma. Aiiim como fe multiplicará o cedro do Libano, ORA- e The ffiüro prHioJo da Lapa^ a i f O R A C, A M* O ’ Deôs omnipotenti ^ que v6$ dignafte^ ‘ de iiluminar a voffa Igreja com os» merecimentos , e doutrinãs dó voíío bema- venturado, fervo Sa6 Domingds c-óficedei- nos , que por fua intei-ceíraô ínereçàmos os voffos auxiiios tempotaes 5 e efpirituaes para nos vermos^ livres das- enfermidades ' do corpo , e dos enganos dó demônio , fu- bindo a eíía gloria para nella vos louvarmos eternamerjte. r or Cnrifto Senhor.Amen» C E> D U L A. Remedio pata aí fêbfás òonforme a devo* faÕ do gloriófo Padre Sao Domingos , ' Fundador da efiíarêeiâã , e nunca ajfaz louvada OrdeM dâ grande i e- muitas ve* zes grande Ordem dos PrégaãoreS^ Ha de ler hum Saoérdote, e lançarlha a ma- neira de nomina , e a peíToa enferma ha de mandar dizer huma MiíFa a r Saô Domingos. T Efus Márke filius íit tibi falué *5 cle*^ mens , & propitius. Amen. Beliedi-^: Redemptor omnium > qui {faluti pro*^ videhs hominum, mundo dedit Sandlum Do- minium. O’ Beate Dominice , qui tot fignis claruifti in: segrorum corporibus , nobis opem ferens Chriífci,aegrià medere moribus. 21 6 Botica preciofa'. Ora pro nobis , , Beate Dominice , ut digni efficiamur promiifionibus Chriili. Concede qiisefumus omnipotens Deus , ut qui pecca- torum noftrorum pondere premimur , Bea- ti Dominici ConfeiToris tui patrocinio fub- levemur. Arnen. ^ Chriftus vincit , * Chriftus regnat , Chriftus imperat , Chriftus ab omni febre te defendat, Amen. Pater eft pax , )J( Filius eft vita , ^ Spiri- tus Santftus eft remedium falutis. Fiat ^ fiat ^ fiat tibi, ut cupis. Jefus Na- zarenus Rex Judasorum , )i< Jefus Chriftus ipinis coronatus te fanat. Amen. Kemedio para a conjiancia da Bé , e f ci- enda da Mathematica , e drr emotos 4a.ter.rd.y de que h e advogado Sao Dio- mjio Areopagita. Antifona. H E o Reyno dos Ceos daquelles , que - defprezarao a vida do munder, e che- garad aos premios do Rejno , e lavarao as fuas veftimentas no fangue do Cordeiro. % O jiifto brotará como lirio. , E florecerá, fépre na prefença do Senhor. í O R A C, A M. T Odo poderofo , e eterno Deos, que para major . honra , e gloria voifa , e bem das creaturas na vofla fagrada pai-, , - xao € Thefouro frechfo da Lapa. ^ 217* xao j na hora das trevas dos noíTos inimi- gos 5 déftes a primeira luz ao voíTo bema- venturado SaÓ Dionifio Areopagita , e de- pois na prégaçap do voíTo Apoftolo Sao Mattheus llie déíles a ultima luz : conce- deinos , que por meyo da íua conyerfaô^, e feus merecimentos nos deis tanta luz , para que o vejamos, e iinitemos jas fuas* virtudes para gozarmos a voiTa gloria. Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. Remedio para refpeitarem aos Sacerdo- tes , para a humildade ^ caftidade , got~ ta coral defmayos ^ e accidentes.^ de que he advogado São Duarte Rey deln^ glaterra^ epara 0 fegredo. Antifona. E Ste varao Santo defprezando o mun- do , e triunfando das coufas terrenas com as obras, e com palávtas fez o feu thefouro no Reyno do Ceo. p. O juílo ílorecerá afíim como a palma. AíTim como fe multiplicará o cedro do Libano. O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , e Deos de mife- ricordia , que para melhor reinar . comvofco no voifo Reyno icoroaftes , e adornailes ao voiTo bemaventurado Xervo írS Bofícà preciofa , SaÒ Duarte eom tantos thefouros de humil- dade j e caftidade : fazei , e vos pedimos, que por íua interceíTaó , e prodígios o imi- temos , para que também ramos reinar , livres dos accidentes , e defmayos deíle mundo , neíTe Rejno da voíTa gloria. Por Chrífto noíío Senhor 5 que vive, e reina por todos os feculos dos íeculos. Amen. Remedio para a perfeverancia do temor de Deos , de que he efpecial advogado S, EJloldno , pay da Senhora Santa Anna, Antifona. T Efnei ao Senhor , todos, os que viveis no caminho da fantidade , porque na- da falta aos que o temem. / f. Rogai por nós- ó Santo Eílolano. ]Ç2. Para que fejamos dignos das promeíTas deChriílo. ^ O R E M U .S. - Q Mnipotente Deos , e Senhor , que em prêmio das heroieas. virtudes do glo- riofo Santo Eílolano , efpecialmente pelo muito , que fempre vos foube temer , lhe conFeriíles a lingular prerogativa de fer principio proximo da geraçaô temporal de roíTo unigenito Filho , por fe haver defpo- làdo com Santa Emerenciana , e tido por íilha á Senhora Santa Anna , ' mayda Vir- gem e Tbejouro preciôfi ãã Lapa. 21^ gem MARIA, e avô dé JESU Chrifto: concedeime , e a todos os que fomos devo- tos defte gloriofo Santo em prêmio de lhe fazermos efta quotidiana^ memoria , huma taÔ perfeita obíervancia de todas as virtu- ^ des , e taô meritorio temor da voíTa divi- na juíliça , que mediante a vqíTa infinita milericordia , configamoá depois dehuma ditofa morte as felicidades da vida eter- na. Pelo meímo Senhor , (me comvofco vi- ve , e reina por todos os leculos dos fecu- los. Araen. RemedíO contra 0 fogo , de que he advoga- do 0 Principe dos Patriarcas Santo Elias. Antifona. O ’ Elias , vós maravilhofamente tiraftes do poder da morte , e reílituiftes a vida a.quem já naÓ podia efperar femelhan- te benèficio , que o fizeftes em nome ' de Deos. p. Bemaventurados faó aquelles , qüe vos chegaó a ver. , E também aquelles , que tiveraó a hon- ra da voíTa amizade. ORA- aa® Botica preciofa , > O R A C, A ]vl ; . C Í Oncedeinos , 6 Senhor Deos, omni- potente , que affim como ao . bema- ventutado Elias ( voiTo Profeta., e pay de todos os que proleiTao o inftituto Carme- litano )' antes da morte commua aos mais homens levaftes em huma triunfante car- roça para o Paraifo. , onde aíMe , como fe eftiveife no Ceoj do mefmo modo, fazei , pela fua interceíTaô , que em qüanto viver-^ mos , fempre. tenhamos o efpiriio aítamen- te empregado nas coufas celeftiaes ', e que juntamente com eile Santo nos alegremos de ver , que corn os j ullos refufrdtamos pa- ra a gloria eterna. Por Jefu Chriilo noílo Senhor. Arnen. . . Remedio contra os perigos do mar , de que he advogado Santo Elesbao. Antifona. Q Uando navegardes. por lima das aguas, dilTe o Senhor , fempre comvofco me acharei : para vos defender , e uunca ficareis foçobrado dos, mares. ■p. Prodigiofo Santo , fazei que configa 35Í. Triunfo dos mares quem nelles periga. O R E MU S. G Mnipoteote Deos , e Senhor , que fen- do admiravel nos volTos Santos , vos ^ ’ dais djsvp- divi- lais. a conliecér elpecialmeiite portentofò no bemaventurado Imperador daEthiopia S.Elesbad profeíTor ^ que foi d^s virtudes, primitivas auíleridadés da fagrada Reli- gião' -de vóífa May SantiíTimà Senhora do Carmo : cóncedeinos por voífa iníinka^cle- rnencia , que aílim corno por interceííao fua ficaraô milagroíamente livre^ de huni imitiinente naufragio cento e vinte miypeí| ' foas 5 quando o inimigo do voíTo inefíavel nome flies armou de baixo das ondas do mar vermelho huma inevitável cilâdajaílirn, mediante o patrocinio , e merecimentos d ‘ mefmo Santo , configamos os feus tos , qüe fomos profeíTores de voífa na lei , triunfar das aíiiicias de noíTo intci- nal inimigo : de forte , que em quanto nò mundo vivermos , naveguemos fegiiros dast tempeftade^, e perigos do mar y' até que depois da morte cheguemos com'; feliçWaM de ao defejado porto dà glória , ondei reis 5 e reinais para fempre. AmenJ XeMedio- para a pari&a da alrka morte v de que he advogada Santa '' r daSmhora SafiM^ •AnÔfona. \ 1 efèólhida yèmo voiio peu trono para nel- lô 222- Botica precíofa y le aMir ; porque o Rey dos Ceos fe agra- dou muito da iormofura da voiTa almaf f. Vinde o bifavo de Chriilo , e recebei 2t coroa da gloria. Que o mefmo Senhor vos preparou pa- ra com ella vos ornares em toda a eter- nidade. OREMUS. Çy Meu Senhor JESU Chriilo , que ti- velles huma bifavo tao pura , que ain- da no eilado conjuga! amava a callidade , comofea profeíTaíTe: querendo confervar- fe inupta , em quanto Ihe nao foi revela- da a vontade divina , á qual promptamen- te obedeceo com tanta gloria fua , que foi a fecunda raiz , donde brotou a arvore da vida,da qual vós folles a flagrantilTima flor, qiie enchelles o Ceo , e a terra de virtudest concedeinos Senhor , por interceflao da gloriofa Santa Emereciana tal pureza de coniciencia na vida , que morrendo purifi- cados mereçamos aflillir contvofco eterna- mete na bemaventurançajOnde viveis, e rei- nais por todos os feculos dos lèculos. Ame. Remedio para a pohre^y e para os entre- 'vados , e para os Ourives fazerem as fuas obras bemfeitas fem encarrega- rem as fuas confciencias , e para os Rrel e Thefouro preciofo da Lapa. Vrelados fugirem das fimonias , de que be advogado Santo Eloy Bijpo. Antifona. TJ Ste varao Santo defprezando oa luga- res do mundo foube fabricar a me- lhor cadeira , e aíTento no Reyno do Ceo. O Senhor levou o jufto pelos caminhos direitos, E lhe moílrou o Reyno do Ceo. O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , que para illuftrar a voíTa Igreja elegeftes o melhor ar- tifice para o coroares com a gloria da vof- fa divina graça : concedeinos propicio ^ que pelas fuas obras , e milagres aper- feiçoemos as noíTas confciencias , e purifi- quemos as noíTas almas para aprefentar- vos as noíTas obras perfeitas neíTa gloria. Por Chriílo noíTo Senhon -Ainen. Remedio para reconciliar as inimizades^ e para a conftancia no martyrio^ epe-^ rigos do mar , de que he advogado o primeiro Martyr Santo Eflevao. Antifona, S Anto Eílevadcheyo de, graça, e forta- leza; fazia muitos 'milagres no p^voü f . Os Cliriílaos fepultamê a SantoEfte^. ^ E fizeVaÔ fobre í2lle grande pranto. ; i í Botica precíofa, ORA C, A M. Ainos , Senhor , e vos pedimos , que imitemos o que honramos , para que aprendamos , e faibamos amar aos inimi- gos : porque celebramos o feu nafcimento, que também foube orar , e pedir por todos aquelles , que o perfeguiao , a noíTo Se- nhor Jefu Chrifto , voíTo íiiho , o qual vi- ve , e reina por todos os feculos dos fecu-^ los. Amen. 'Remedio para a creatura gofi ar da palàh vra de Deos , e para a chuva ^ de que ^ he advogada Santa Efcholaftic - - - - ra alcançar o dom das lagri Antifona. S Anta Efcholaftica pedindo a feu irmão . o Patriarca Sao Bento , que pernoi- taíTe na fua oafa para em toda a noite fal- larem em coufas de Deos , e naô quen do o Santo pernoitar fora da fua olhando ella para o Ceo , entrou chover para nao impedir a converfa. p. A graça fe diíFundio nosvoífosj Por iífo vos abençoou Deos para R A C, A M. í j que fizelles penc- a da bemaventurada forma de pomba , ra Ihe moftrardes o caminho da innocencia: concedeinos que pelos feus. merecimen-- tos , e fuas deprecaçoens poíTamos incul- pavelmente viver , e chegar a eíTa gloria. Por Chriilo noíTo Senhor. Arnen. Remedio para os aleijados, e contra a got- dos pi gado Sa jes , e das maos, de que he advo- lanto EJiapino Bijpo : conjirmao ejie remedio^ as repetidas exp'eriencias dos que a elle recorrem. O P. Theofilo Raynaldo trazi a feguinte antifona , e oraçaÕ, e diz , que a achara certa Reli- - giojd em Alemanha , revolvendo alguns papeis antigos. ' '• Antifona.; G ’ Santo Eftapino , ConfeiTor , ' e Ponti- fice de Cnriilo , refplandecente nas virtudes. Rogai a Deos por todos aquelles, que chamaô,' por . vós , para que nao feja- mos vexados com o mal da gotta pelo o in- terior dos noíTos oííós : fede noíTo inter- ceíTor , para que faós , e livres poíTamos vi^ ver nefta vida vil pelas voíTas interceíToens; e depois do fim defta vida mereçamos collocados neíTes aíTentos éternos. Amen Orai por nós bemaventurado S.Eílàpino J3t.Parí' 226 Botica preciofa y O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , e eterno Senhoí^ que levantais os quebrados , e co- xos peias deprecaçoens, do voíTo gloríolílli- mo ConfeíTor , e Pontifice Santo Efi:apino> e dais livres , e faos de toda a dor da gotta, das maôsje dos pés aos que a padecem: con- cedeinos a nós^ que vos fiipplicamoa , que nos livreis , naó olhando para as nófCas maldades i mas antes pelos merecimentos, e interceíraõ do voíTo gloriofiííimo Confef- for , e Pontifice Santo Eftapino fejamos li- vres de toda a vexaçadda gotta , e de to- dos os males. Por Chriíto noíTo Senhor , que vive , e reina por! todos os feculos dos íèculos. Amen. , Remedio para. os Mijfionarios prégarem com paciência , e foffrimento , e para a convenfaÕ das gentes , de que. he adm-- goíkf Sm Francifco de Sales, Antífona. E ' Ste grande Santo em dezafete annos foi ^ defprezado nas fuas MáírQês,-é em.hua arde conyerteo tantos milhares.de almas, moílrando Deos o como mortifica, e vivific Ao iufto levou Deos- pelos çamia^^ € íhefóttfo pretiojo aa ^ O R A C, A M. * 1 ^ Eos 5 que para a falvaçaô I 3 ' quizeíles , que o bemaventurado Sa 5 Fratidfco , VDÍÍb ConfeíTor , e Pontifice ^ ft)ííe tudo para todos : eoncedeinos propi- cio , que banhados coiíí a doçura do v-oíTa - ^or 5 e dirigidos com os feus confelhos , intercedendo os feus merecimentos , confi- gamos os eternos goftosi Por nofíb Senhor Jefu Chrifto , que comvofco vive , e reina em unidade do Efpirito Santo , DeosT^^pof todos os feculos dos feculos. Àmen. Remeãio do Cordão de SaÔ Francifco, S ' Erve para lançar os demonios , e par^ tos perigofos ^ e outras enfermidades, t lançar navios , e h arcos ao mar , como confia da Hifioria Pequenos na terra , e Grandes no Ceo , efirita pelo Padre Frey ApolUnario da Conceição Chronifia da Or-^ dem , e da Provinda dá Conceição dos Ca-^ puchos do Rio de Janeiro , bem conhecidoi venerado , e efiimado pelos livros noticio^ fos da grandeza , e quantidade de Santos da fua Serafica ReligiaÔ-,que éfid efiendidd por todo 0 mundo , e de muita utilidade pelas terras , principalmente pelas dà BraJlL . Temm tanto os demonios o CordaÕ , • ' P ii qtie 228 Botica preciofa , que na fua inftituiçao foi revehào a hum fervo de Deos o grande temor , que cau- fava a todo o Inferno ^ como conjla do mef- mo livro Pequenos na terra ^e Grandes no Ceo na q,p. na vida do fervo de Deos Fr, Pedro de Campo a pag..20‘^. Achoufe 0 bemdito Padre Pedro em hu- ma procijfao muy folemne no Convento de Jejus de Barcelona com os mais Religio- fos 5 1 e apartandofe delles^ e do lugar y em que hia yfoi correndo a pê defcuherto , e que chegando ejiendeo o braço , tomou o ijfope y e- ficou arrobado y e defta forma permaneceo com admira ç ao dos Religio- fos y e de muitos fe culares , e eftando em ú rapto fe reparou que algumas vezes tor- cia 0 roft& com demonfiraçoens do temor , € efpanto. Pelo que hum Religiofo , que advertio mais nijio y lhe rogou depois que tornou do extafe , lhe dejcubrijfe a caufa dejle extremo ; ao qual refpondeo o bom leigo : IrmaÕ , tao grande medo tivoy que em minha vida o hei tido mayor , porque vi em huma Capella da Igreja ao fahir da procijfao hum demonio abominável y ef- pantofo y e feyo > que pofio em hum cantO' delia ejlava muito trifie , e pezarofo y ef panteime de vello , e para lançallo fora da e Thefouro prechfo da Lapa. 229 da igreja fui a tomar 0 ijf pe , que terne muito 0 demonio a agua benta. A trifieza , que manifejiava aquelle demonio yh e univerfal em todos os demonios do Inferno nejle dia por occafao da gran~ de graça ^ que hojefez 0 fanto Pontifice Xifio V. d nojfia Ordem ^ e a todos os fieis Chriftads , que fojfem Confrades do Cor-- dao , infignia fanta da nojfia f agrada Re- ligiaa : - tevefe conta com 0 dia , e feita depois averigua paa ,fe achou fer verdade a confirmação Pontificia concedida no mefmo dia em Roma, e manifefia em Bar- celona a efie Santo varao , e como horri- vel , e formidável fe fazia ao Inferno , como demofir ova aquelle demonio' , e 0 de^ clarou para gloria de Deos efie J eu fervo. Succedeo no recolet 0 Mofieiro da Ma- dre de Deos de Mone hi que na Cidade fio Porto hum grande incendio, de cuja gran- deza , e excejfo ficou atonito , e emdado- fo 0 povo , porque fe abr azava todo 0 Con- vento. AnàavaÕ as Religiofas affliãas, hu- mas chorando a de f graça , e outras 0 dif- comodo da fua cela e no meyo defla gran- de afflicao chegou a Venerável M. Leo- ' cadi a da Conceição aonde >0 fogo fe via, Ç começando a benzer 0 incendio dijf e pa- ra ^5^ Botica preciofa , r a humas Religio fas , que como ella ef^ favao magoadas : Filhas^ nao vos agajieisy que ifto 5 que vos caufa admiraçaotao efi ^ntojd , nao ha de fer nada ; o fogo nao ha de ir por diante , porque temos para ms ajudar , e favorecer o noffo Padre S, Francifco , no^a Madre Santa Clara ; e bajla 0 Cordão do noffo Padre para ex-c tmguir 0 fogo , pois por tao valido de JJeqs tem poder fobre taÕ voras^ inçen* dio , e foberbo elen^ento. Dahi a pouco f emj)Q achou a Madre Abb ade ç a hum Cor-c daÓ retorcido no braço , e de todo fe via acabado o incêndio. Perguntou aos Reli-r gtofos Conf effores da cafa a Abhadeça , fi ^ t^fo algum delles o perdera j ou por defçaido lhe cahira. ReJponderaÔ y que os qae traziao cingidos os eftavaÔ vendq com qs^feus olhos., iSfef e tempo chegou a dita JFmràvel Madre Leocadia y e diffe para a Alobadeç.a \ Senhor ay derne effe Cordao y que he de noffo Padre SaÔ Francifco, Ff a he aquella Venerável MadrCy que èm huma occafao efqudo na cella afjii^ ftq y porque naÔ tinha huma imagem do Jèu penhor dos Pajfos y como queriao os defejos , e quando mais de f cuidada de que fer^a. favorecida de huma , e TTbefourõ predofi ã'a Lapa. ^ ^^3,1 j\ipef ior fòr tuna , chega d portaida hum mancebo com huma imagèm ,ta^ peigfejt a , t debota 5 ^ne he huma aâmiráçaJ d vtf- ta, porque infunde notável devo ça 5 a quem para èlla olha. DeraÕ recado d ferva de £>eõs , e vendo-a ficou notavelmente ale^ gre , louvando muito a Deos , e pofta de "joelhos diante da imagem com cqpiofifiimas lagrimas lhe dava graças , pois via , quç ja tinha 0 porque tanto fufpirava. Eu tive afortuna de vef , è adorar a, dita imagem , que efid collocadà em huma £apeUa do Clâuftro do dito Comento quando COM licença do M. R.P.M. Provin-^ ciai Fr. Antonio de Santa. Mar ia dos An^ jos Melga ço , como prudente , e amante, do aliilio , e èonfolacao efpiritualdias fuas fubdkas y nao fó deo licença geral para as enfermas .fiomo também para as nao en- fermas y e fazer Mi ff a S tíáS Igrejas ) entrei no dito Convento a confèfiar huma Religiofa enferma ? e me mofirarao a fe-^ pultura 5 e jazigo da dita Veneravet Ma- dre Leocadia , a qual quando era Viva hia tod^os os dias cómpôr , e acear a lamf ada do feu Senhor dos Pajfos , e como chegaf- fe a muita idade , e fe achajfe enferma , naÔ podia ir d fua Capella ' acendeUa j e ^3^. Botica preciofa y fe uia eftar fem azeite muitos dias arden- do , e com notauel claridade ejiava todo Uauftro alumiando :, e fendo oppojlos fo- go j e agua , era a agua alento do fogo , como virão , ^ teflimunharaõ a Madre NLagdalena das Chagas ^a Madre Mar i an- na dos Reys , e outras muitas Religio Cas, A vera effigies dejla Religiofa fe acha nas grades das RR. Madres Abbadeças, Nao me dilato em referir mais cafos Cordão do ^grande , e fempre grande Fatriarca Sao Francifco , porque além de nao querer extenfaÕ ^ e prolixidade , fe- intentar hum quaf impoffivel \ mas hafla dizer que muitos incêndios horriveis fe virão milagrof amente atalhados , e fuf- penfos 3 lançando nelles com viva fé o Cor- daÕ do nofj^o Padre Sao Francifco y ainda fendo de qualquer Religiofo feu filho. Nos partos perigofos , além do que deixamos cfcrito j fe vem pela mejma experienda todos os dias maravilhofos fuccefos , cin- gindofe- as creaturas com o fanto Cordão. De muitas peffo as contao os annais da di- ta Ordem , que morrendo em dejgraçade Deos por Juas enornies culpas , que fa- , hindo contra elles fentença decondemna- f ao eterna no tribunal divino ^ nunca os demo- eThefauropredofo ãa Lapa: 233 demomos executores da JuJiiça Divina fe atrever ao a chêgar aos feus corpos y to ííãhito y e CordaÕ. Além dos remedios do Cordão de Sa^ Francifco , he elle advogado da humilda- de y e de todos os aã os dé virtude, Antifona. D Eos vos falve , noíTo Padre S. Fran- cifco y luz da patria' y forma , e re- gra doS”Menores , efpelho da virtude , ca- minho do Ceo y Meílre dos bons coftumes> intercedei por nós ao Filho de Deos. p. Aílinalaftes , Senhor, ao voíTo bemaven- turado fervo SaÕ Francifco. içi. Com o fello das chagas dá voíTa paixao. ORA Cy A M. O ’ Deos , que illuftrais , e accrefcentais a voíTa Igreja com os merecimentos do voíTo bemaventurado fervo Sa6 Francifco na- fua nova creaçaÕ : concedei- nos que áfua imitaçào poíTamos defprezar as coufas terrenas , e merecer os dons ce- lelliaes. Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. Novena de SaÓ Francifco Xavier , A- poftolo do Oriente , advogado dos Mijpo- narios , e contra as tempefades , e todas as doenças y e cúnverçao do gentio y e por 534 botica 'preciofa , i£o mo ht jufto ^uB nejia Botica prtch^ fa 5 e Thefmro predefi da Lapa falte ef- te medicametito , ou ejla receita ttniver^ fal, e pedra preciofa domayor thefmrê da Inma , aqueUe ahra%ado , e famige- rado Mijjionario y e Nuncio ApoftoUco da Oriente , do JapaS ^ e das Indi as , aqueU lenovovafo de eleiçad ^ agnelle per f e itOy e incanfavel imitador verdadeiro do Dou- tor das gentes Sao Pmlo , admira^ao y prodigio y € pafmo do univerfo , que tlluf- trou a mjfa Corte de Usboa , quando vin- do para ella , e della pajfou para a India 'tm companhia de Martim Affonfo de Sour fa 5 efa lu% da nunca affa^ louvada yf an- ta y e reconhecida por todo 0 mundo pof ^til y e proveitofa mil vezes a f agrada dompanhia de JESUS y Sao Francifco Xavier , nad hejufto , como dizia yfe dei- xe de receitar efie medicamento para fe recitar para remedio de todos efta Nove- na na mefma forma, que 0 Reverendo Pa- dre Marcello Francifco Maftrili a com- poZ y e fe faz em Santo Antao , e em todo o Reyno de Portugal , e Eftado do Brafil , e Ine, lias yondepor eflas partes he reconhe- cido y louvado ycfe lhe tem dedicado mui- tas Igrejas , CapcUas ^ e Altares ,, refiftosy ejiam- e Uh ef ouro preciofo ãa Lapa, Í3 ^ jejtampas , verônicas , e medalhas , ama* 4 o , e venerado pelos feus milagres ^ epro* digios por todo 0 mundo, DASE NOTICIA DO PRINCIPIO , que teve ejia Novena , e de como he aceita a Deos , e a Sao Francifco Xavier, D Eo principio a efta Novena o P. Marcello Francifco Maftrili, quan- do o Padre Sad Francifco Xavie^ lhe fezrnercê de obrar nelle tad eftupen* do milagre , como foi , que eftando o bom Padre Marcello já fcm acordo,, e eípiran^ do da pancada de hum martelo que lhe çahira fobre a cabeça na fua Igreja da Companhia de }ESÜ em Nápoles , donde era natural , o Padre Sad Francifco Xavier Jhe appareceo , e faliou em traje de perè- grino 3 perguntandolhe, fe queria faude : e refppndeolhe o doente , que fe fòíTe para gloria de Deos : tornando o Santo a per- guntar , fe queria ir para a índia, refpon- deo o doente que íim : o gloriofo Santo lhe diíTe qtie fizeíTe voto de ir , e foíTe di- zendo com elle , como fez \ e depois que acabarad , lhe diíTe o Santo Padre que che*** gafle as reliquias á ferida \ o que íazendo, ',r / ( acudio 2^36 Botica pfeciõfa , acudio o Santo que era o mal em outra parte da cabeça „ apontando-a com a maõ, e applicando-as aíli, diíTe o Santo: Já eílais faô 5 e defappareceo , e também todo o mal , e fraqueza, e appareceo a cabeça, que eílivera fem cabellos no lugar lefo , toda corn o cabello igual. O doente pedio os veítidos , e de comer , e fe levantou logo fao , e valente , e partio pára ' a India coni aflbmbio dos Principes , e povos que p vi- rao na Europa ; e foi dar a vida peia Fé em Japao com Kum dos grandes marty- rios; , que fe virao , e com faudades de fe ver com o feu amado Santo. Chegou o di tofo anno de mil e feiscen- tos ecincoentaeoito, em que eila Nove- na com hum novo , e grande milagre obra- do pelo Santo em outro Padre da mefma Cornpanhia , Alexandre de Felippuci , na- tural da Cidade de Macerata na Marca , fe confirmou máis , 0 felizmente. Foi o cafo, que caíiindo eíle bom Padre em Julho de mil e Jeiscentos e cincoenta e fete em hu- ma doença tao mortal , que era todas as doenças juntas , com huma tao cruel , e porfiada tofife , que naô paíTava inílante al- gum no dia , e noite , fenaô algum bre- viífimo efpaço , que repoufava , iem tuílir entrQ e Thefouro preciofô da Lapa. 237 entre huma refpiraçaõ , e outra máls de trinta vezes com tal força , que fe abria com dores , e taó defentóados roncos , que reprefentavaó laridos varios , e fe ouviao muito ao longe , aíTombrando aos mayores Medicos 3 fem conhecerem a doença , ad- mirandoíe todos de que tal enfermo vi- veíTe ; e elle fufpirando por morrer para fe reígatar dos tormentos, que padecia , já fem fallar palavra, de muitos dias a traz. Foi continuando eíle tormento aj:é vef* peras dos tres de Março , quando o Santo gloriofo , que o queria reífitüir com mila- gre admiravel á laude , lhe trouxe á me- moria os milagres innumeraveis,que fazia, os mimos , com que ao minino Mauricio natural de Aquila em Nápoles tratava , e a Novená, com que tanto o Santo fe obriga- va. Fezfe o doente encomendar nas. valias de Mauricio com o Santo , e dentro em fua alma aíTentou começar a Novena que logo fez ao gloriofo Apoftolo Saô Francif* co Xavier , por cujo meyo alcançou mila- grofa faude do modo , que adiante, fe dirá. O qual modo todos devem guardar , ço- , meçando aos tres de Março , para confe- guirem os bons defpachos de fuas juftas petiçoens , çom Jiuraa grandiflíma çonfian^ Í38 ^ Botka preciõfa , ça. E foi da maneira feguinte , que o mef* mo Padre o contou , e deixou alTim efcrito de fua mao. Modo de fazer a Novena de Sao Fran- dfco Xavier. A joelhados diante da imagem do glo- riofo Santo, tomando pòr interceíTo- res também nos nove dias os nove Goros dos Anjos , fazendo particular eílimaçaõ , e memoria de nove principaes virtudes do Santo , guardaremos o modo feguinte , que he o apontado pelo devoto Padre Felip- puci. SenaÕ houverem de commungarnefk primeiro dia , faraó aão de contrição y para que as obras v ao feitas em graça. ^ . A 0 O de contrição. S Enhõr Deos meu, Padre, Filho 5 e Efpirito Santo , por ferdes vós , meu Deos , infinitamente bom , e porque vos amo fobre todas as coufas , me peza de to- do o coraçadde vos ter offendido : propo- nho com voíTa graça de me emendar , e confeíTar de meus peccados, e vos peço perdaó delles , e o efpero alcan^r pelos merecimentos de JESÜ GhFÍÍk> meu Re-» d^ptor. Amcn. PRI:? PRÍMÊIRt) DTA. Da Noveiía, G , Loriofo Saò Francifco Xavier fe he para gloria de Deos , e voíTa, falva- , çaó de minha alma o morrer eu, affiftime vós Gom voíTa. grande piedade. E fe me houverdes de alcançar faude, vida, e o deí^ pacho do que vos peço , íeja para a mel^ ma gloria de meuDéos, e voíTa, e para falvaçaõ de minha alma,, e de outras muitas- O Ffereçovos , Senhor meu , para me fazerdes a mercê, que vos peço , oa merecimentos dos Anjoa bemaventurados, , e- aquella Angélica pureza da alma , e cor- gloriofo Saõ Francifco Xavier , pa- , que por fua interceíTaô me.façais mer- deílâ virtude , e do beneficio, que vos peço neíla Novena. Ami rezar m tres Padre nojjos, e tres Ave Marias y e dirão, a.o Santo a Oraçm feguinte,. , . 13 Eatillimo Padre Saó Francifco Xavier, X) que da boca dè innocentes mininos , ti- rais, louvores voflbs , humildemente peço a vòíTa benigna caridade pelo .preciofiíílmo ^ fangueí-de JESÜ Chriílo , e pela immacu- . Wa Goacelçâo^da SantlíTuna Virgem fua 240 Botica preciofa , May 5 e Senhora noíia , que quando Deos for iervido levarme para fi, me alcanceis de fua infinita bondade , que meu coraçaô fe recolha de todas as diítrácçoens do mun- do a hum ardentiilimo amor feu , e de- fejo da eternidade , efquecido de tudo , o que até agor-a me perturbava , e que io bufque , e perfeitamente alcance o que fó importa , que he morrer , e defcanfar em ^paz ,pia , re,ligioia , , e fantamente , no am- paro da Virgem Maria , nas Chagas de JÈSU, e no ofculo fuaviilimo de meu Deos em vofla prefença , por cuja interceflad efpero efte favor : em quanto porém >a eter- na difpofiçaó da divina providencia me quer dilatar a vida , protector , e advoga- do meu prodigiofifllmo, defpertai voiTo po-^ der , e vinde ; amparaime com voflo po- derofo braço , para que a vida , e faudc, que lograr , fique devendo , naÓ ás forças da natureza , naô á arte da medicina , ou remedios humanos , mas á voífa intercef- faô diante de JESU , e MARIA. Aqui, fuavillimo pay , ponho diante de vós todo meu defejo , vós conheceis , e vedes bem meu coraçad , e gemidos. E logo faraÕ ao Santo a petição da graça i e fawvy que mais pertenaem ah cançar^ regnum € Thefouro preciofo da Lapa. 14« cançar^ O que f e fará com mais 5^ ou me- nos detença conformç a devoção de cada^ hum , e acabar com a Antífona , e Oraçao feminte. , ANTIPHON A. E Uge ferve bone ,, & fidelis , quia in pauca fuiíli fidelis , íupra multa te conftimam, intra in gaudium Domini tui. ' f. Juftum deduxit Dominus per vias reflas. giormcas , Sandlorum tuorum honoribus honoraris : concede propitius ? ut qui Beati Francifci Xaverii gloriqfa merita colimus, ejus pia patrocinia fentiam"° nomi- num noftrum , &c. SEGUNDO Diante da imagem do Santo airemos. S Enhor Deos meu 5 eu vos offereço os merecimentos de todos os ArchanjoS), fegundo Coro dos Bemaventurados Anjos, ^ aquelle amor voiTo , com que a bemdita ma do meu Santo Francifco Xavier def- todas as coufas da terra , comp hum 'hanjo 5 por vos amar , e eili- almas- do mundo todo Por amor defte grande ferv^ . botica precíojal ^ fervo voíTo defpachai efta petiça6 que fó para vos fervir , e amar vos peço. Tres Padres nojfos , e tres e a OraçaÕ Beatiffimo Padre mm, Antiph, e Oraçao Deus qui num. ^ ^ TERCEIRO S Enhor meu , que nos fantiíTimos iLipi- ritos chamados Thronos , como em Throno de grande refpeito voíTo defcan- faisj feus merecimentos a vos oifereço j e aquella mortificaçaó de voíTo grande Thro- jio e defcanfo de Sao Francifco Xavier, qúe por entronizar voíTa gloria defprezou fempre a fua , e em vos confeíTar a vós fe segou a li ; por feu rèfpeito ouvi a minha petiçaó , que aqui vos offereço , e me def- pachai para mayor gloria voíTa. Pr es. dres nojfqs^ e tres Ave .Maria, e a Oraçao Beatiffimo Padre n, 239. a Antiph, e Ora- Deus qui num., 3 ' 4 i« QJJARtO DIA. S Enhor meu , as Dominaçoens , Efpiri- tos Bemaventuradcs , quarto Coro de Anjos 5 que tanto dominaó fua vontade por íazer fomente a voíTa , . fejao com voíTa Di- ^íina Mageftade minha; valia , e a obedi- «Gcia , e reverencia, com que o fantiílimo Padre SaiÔ Francifco Xavier , como Ange- V ^ lica eTbefourapreciafodaLapa. J43 líca dominaçao obedeceo a yòs , e aos quç eítavaò em voíTo lugar , Prelados feus: coní- cedeime , Senhor , eíla fujeiçaô por refpei- to , e amor voíTo , e a todos os meus mayo- res , defpacliandome também a petição , , que por maô do meu gloriofo Sa6 Francií- CO Xavier vos oíFereço. Tres Padres poj^ Jos ^ e tres Ave Marias ^ e a OraçaÕ Bea» tiílimo Padre 239. a AntipL e Ora^ jT/Síí? Deus qui num. 241. aUINTO DIA. D Eos 5 e Senhor meu , a quipta ordent dos Anjos j que faó os Principados , què com voífa Magellade Divina temhu^ ma principaliílima uniaó , defejando unir as almas todas comvofco. Efte foi fempre o cuidado do meu gloriofo Saõ Erancifco Xavier principalilTimo voíTo taô unido com voíTa Divina Mageílade, , que, nada o po- dia apartar de vós. Eíla uniaô fanta me dai. Senhor, que fempre comvofco unido em graça viva , e nella morra , intercedendo por mim eítes Principes da gloria , e eíle principaliífimo Santo , e Sermor meu , por cujo refpeito , e amor me ponde tambera q -cumprafe a eíla minha petição , que por feu amor , e por íuaà maós oíFereço. Tres Padres nojfos y e tres Ave Marias y e a 7 ^ : í 44 Botica precíõfa , OraçaÕ Beatillimo Padre num, 239. a An- tiph, e OraçaoDQus qui num. 2^1, SEXTO p I A. C Onfagrao os Poderios , Anjos âltilll- mos , eíle dia a vofTa Mageftade de Senhor Deos feu, e meu : fao elles de gran- de poder 5 e animo nas emprezas de voíTa gloria^ Efta virtude foi no voflb podero- fidimo 5 é divino Xavier admiravel , com a qual o honraíles , pois nao houve, perigo que por voíTo amor naô venceíTe. Confia-' do em voíTo amparo mifericordiofo vos oíFereço eftes tao poderofos merecimentos, pedindovos por elles esforceis minha von- tade para vencer por voíTo amor todos os perigos da falvaçao j me ouçais a petição, que por meyo defie gloriofo Padre vos of- fereço. Tres Padres nojfos , e tres Ave Marias^ e a BeatiíTimo Padre 229 . a Antiph. e OraçaÕ Deus qui n. 241. ^ SÉTIMO D l A. S Enhor meu , e Deos das Virtudes , que faô a fetima ordem dos Santos An- jos : confagrad elles eíle dia fetimo ; com elles acompanhao prodigiofas virtudes do virtuofifiimo Saó Franciico Xavier , muito particularmenté as da amorofa , e fanta af- fãbilidade do trato com feu Deos , e com feu 5 e Thefouro preciofo ãa Lapa. 245 feus proximos , com què a todos fantilíima- nicnte affeiçoava a fervirvos , e amaryoa , e falvarfe : por humas , e outras virtudes vos peço, Senhor meu, me concedais o meí- mo favor de todo o meu trato íer com meu Deos , e com meus proximos para DeóS^, defpachandome para o mefmo hm a merce, que vos peço. Tres Padres nojpos , e tre^ Ave Marias , e a Oraçao Bea.tiíIimo Pa- dre nuM, 239. ^ Ántiph* eOraçao Deus OITAVO D I A. C Om divino faber acreditao , Senhor meu , os Cherubins efte oitavo dia , como o feu nome enlina , que quer dizer, fapientiíIimos.Sua amorofa íabedorm apre- deo eíle humano Cherubim voíTo S. Fran- cifeo iavier , pois tanto por vofib favor alcançou en^ voíTa Divina^Mageílade para vos amar. Por refpeíto de huns , e de ou- tros me fazei a mercê de ouvir meus ro- gos , e defpachar mifericordiofamentelmi- nha petição. Pres Padres mjfos , e tres A^e Marias y e a Ora fad BeatiíTrmo Pa- dre mm. 239. a Antiph, e OraçaÔ Deus ' ■ NONO ^ 4 ^ Botica ~ N O N < r J/f CVfUJCC ^ prèciofa / S Eíihor amoroíiílimo meu , os Serafins abrazados em voíTo divino amor fazem ÊÍte derradeiro dia fantiffiino com aquelle amor, com que fempre eílaó amando > e defejando amarvos mais , como o moftra o feu continuo deíejar. Vós fabeis , Deos itieu , quanto os fegue o voíTo Serafim Xa- vier 3 que íempre por vos fervir , e amor VoíTo 3 e para que todos vos amaíTem fem- pre 3 defej ou Voar mais em voíTo amor , elle volo* pedia com aquelie feu mais ^ e mais. Por interceíTao defies Serafins me abrazai o coraçaô ern voíTo amor , que por Vos amar , e agradar , nada' fe .me faça dif- ficultofoé E pois a tanto amor naõ negafies defpaeho de petiçaó, que vos fizeíTe , por olle me defpácbâi minhas petiçoens , que no remate defiá Novena me mandeis de VoíTa prefença , e a todos os que a fizerem xtonfolados com voíTos divinos favores 3 co- mo o efpero de voíTà mífericordia 3 e de fua interceíTaô. Tr es Padres nojfos , e tres ^'de Marias ^ e a OraçaÕ BeatiíTimo Pa- dre a Antiph. e OraçaÕ "Dms jii 241 . Nefte derradfíim diá dâ Nnvpna fp ha fe com a mayor miigencia agradar a Deos noffo Senhof , e ao Santo, c aloaii^af ddic o bom deípaclio de fuas petigoens , priiicipalmente tendo huma ' grande confiança em fua benignidade v deile modo alcançou o bom iPadre Francifi- €o Xavier Felippuci a faude perfeitillima- itiente , que foi dada pela, maneira feguinte. Depois de feira efta devoção por todos os nove dias , nefte derradeifo fe confeffou, e coifimungou com' mayòr reverenda, e devoçad poflivel , e fe achava ja muito me- lhor , põllo» que nao de todo fao , nem com fua falla livre ; pedio entao , que Ihe che- gaifem a reliquia do Santo Padre Frandf* co X-aVier j e o Santiffimo JESÜS , comp queria dar toda a gloria da faude milagrofa: a feu fervo Sao Francifco; Xayier ^ em o doente beijando a fanta reliquia ^ e de todo ficou livre , como fe nunca tive- ra mal algum. E daquelle ponto até paíTar por Portugal para a índia rrunca mais ha-^ via tiiííido nem huma fó vez , como elle no^ Io diíTe , logrando huma rara faude. E em agradecimento de taõ grande , e particular beneficio dalli em diante fe chamou Fran* cifco Xavier Felippuci. " Pam ^4^ Èòtlca prethfa^i Para o decimo dia» A Santidade do Papa Alexandre VII* tendo noticia da piedade, com que os iíeis em Portugal , e particularmente na fâmofa Lisboa , e alli no Collegio de S. Aníao da Companhia de JESU folemni- éavao efta Novena do Santo Apoftolo Sa 6 Francifco Xavier , liberalmente concedeo indulgência plenaria , e remiííaó de todos os peccados a todos os fieis , que por toda efta Novena , e também no dia feguinte, que he o dia doze de Março, em que o Santo foi canonizado , vifi tarem a dita Igreja de Santo Antaò , e nella o Altar do Santo 5 conleíTados , e commungados , oíFe- recendo alli algumas oraçoens pela tençad de Sua Santidade , e aíTiílindo a alguns dos làntos exercicios, que na mefína Igreja fe fazem em reverencia do meímo Santo. Concede mais Sua Santidade , que os fieis , que em algum outro tempo deites dez dias quizerem por fua devoção tornar a Gonfeflar , e commungar , e lazer os mef- mos exercicios., e obras pias , ganhem fete annos de indulgências , e outras tantas qua- í^entenaSi E aílim ferá acertado confeílar , « commungar no primeiro dia, e no' der- íadeirò da Novená , ou no decimo j adver- tindo e Thefouro preciafo da Lapa, ^4^ tindo que para ganhar o jubileo , nao he neceíTariO fazer efta devoçaô em, todos os dez dias , mas baila nos nove , falvo quem quizpr também ganhar as indulgências con- cedidas ao decimo dia. Advirtafe também , que as peüoas, que naô fouberem ler , fatisfafad a obrigaçao da reza , e oraçoens aíTim polias com re- zarem dez Padres nolTos , e . dez Ave Ma- rias em reverencia deíles dez dias, e dos dez annos do Santo Padre na índia , e pela tençaõ de Sua Santidade. Elta Novena fe pode fazer em qualquer tempo do anno. Advertenda , para fe fazer com perfei- ção efa Novena, O Bom Padre Francifco Xavier Felip- puci, quando fez a Novena, guar- dou éílas advertências , e as encomendou muito , para^onfeguirmos o defpacho de- iejado da maõ do Santo Padre Franciíco Xavier. ^ ^ ' Primeira advertcnçia , que era cada . hum dos dez dias da Novena procurem imitar alguma das virtudes do Santo. Segunda , que em cada hum dos^ dias fáçaô alguma obra em bem do proximo, corporal de efmola , ou efpiritual de dar bom confelho , confolar afílidos , &c. ■ Ter- Botica preeiefa , Tefceira^ que cadá dia offereça ao^San-í íoaiguíriamortiíicaçâó^ como jejum,. ci- licio 5 difciplina , ménós regalo. • Quarta , que refreem òs fentidos^ poiH CO failar , ver menos livre , nao ouvir mur- muração. ' C^inta advertência e importamiíTima^ que cada dia deftes lea6 , ou ouçaokr al^ guma coufa da vida deííe grande Santo. E comò os dias das indulgências faô dez , jfi- ca muito a propoíito ler em cada hum dia hum anno da vida do Santo na índia , que fad dez. _ O Summo Pontifícé moftra , que fefte- ja também eíles dez annos com a indulgên- cia dos dez dias , que concede. Sexta , deve advertirfe , que as peíToas, que fe na6 acharem em eftado para hirem cumprir a Novena na Igreja , e Altar do Santo , e fizerem as mais obras pias , que íe apontao , em todo , ou em parte , tra- tem com feu ConfeíTor, que lhes mude ef- tâ obrigaçao em alguma outra ; que deite modo poderáó ganhar as graças, e alcan- çar os defpaclíos defejados. E por remate deita tad fanta obra fe raça ao gloriofo Sao Francifeo Xavier a commemoraçaó , com que à Igreja Ca- tholica e Thefiuro prechfo da Lapa. ^ ifi tholiea tambem o fefteja, podendofe á bo^ mente fazer, dizendo aOraçaÕ,com que Sua Santidade o celebrou , e publicou por Santo na primeira MiíTa , que delle fe dií- fe no 'dia , e folemnidade de fua canoqi** zaçaô aos doze de Março de mil e feis* centos e vinte e dous que foi defta maneira. ANTIPHONA E Uge ferve bone , & fidelis , quia in pauca fuifti fidelis, fupra multa te con-^ ftituam , intra in gaudium Domini tui. . f. Juftum deduxit Dominus per vias redlas. Ri. Et oftendit illi regnum Dei. ^ ^ ORATIO. D Eus , qui 'glorificantes te glorificas, & in Sandorum tuorum honoribus 'ho- noraris : concede propitius , ut qui B. Fran- cifci Xaverii gloriola merita colimus, ejus pia patrocinia mntiamus.Per Dominum,&:e. Se algum achar confolaçad efpirimal em dizer a commemoraçao do Santo com a Oraçao, que a Santa Igreja reza em iua Miifa , é Officio , dirá a fegffinte. ANTIPHONA. E Uge’ ferve bone , & fidelis , quia in pauca fuifti fidelis, fupra multa te con- ftituam , intra in gaudium Domini tui. Juftum deduxit Dominus per vias recftas. ■ Et Botica preciofa , ^ Et oHendit iili regnum Dei. ’ ' O R A f 10. B Eus, qui Indiarum gentes Beati Fran- ^ cifci pr^dlcatione , & miraculis Ec- j ,cJeiix tua; aggregare yoluiili : concede pro- 1 pirius ut cujits gloriofa merita veneramur, ■ virtutuiii quoque imitemur exempla. Per ' ■ Dominum noitrum , &c. ^SONETO Que SãO Francifco Xavier fez ao Senhor crucificado : vay vertido em Rortu- guez de Cafielhano, o tne move, Senhor, para querervos A Gloria , que me tendes promettido . Nem me move o Inferno tao temido, ' Para deixar por iíTo de oíFeudervos. Moveisme vós , Senhor , moveme o vervos, i Pregado neíTa Cruz , e efcarnecido , Moveme o voíTo corpo taò ferido , ' E eíTâ morte , que vejo padecerVos. Minha alma em vos amar tanto fe efméra, - ^ Que ainda a faltar o Ceo , eu vos amara, P E naõ havendo Inferno , vos temera. j Nada por vos amar de vós efpera , < Pois fe o que efpero em vós,naó eíperara, ' ; V O meímo , que vos quero , vos quizera. Re^ e Thefóuro prechfó da Lapa, Remedio para defprezar as dignidades ty honras , é vaidades do mundo ^ e alcan^ ^ar 0 amor de Deos , de qu do Sao Francifco de Borja, Antifona. Ste varao " Santo defprezai?do o mun- do , e triunfando das-coufas terrenas, com as obras , e com palavras fez o feu thçfouro no Reyno do Ceo. f, O Senhor levou o jufto pelos caminhos ' direitos, E lhe moftrou o Reyno do Ceo. O R A C, A M. O VSenhòr Jefu Chrifto, prêmio, e exern- plar da verdadeira humildade , pedi- mosvos , que aflim como aperfeiçoaftes ao bemaventurado SaÓ Francifco , voíTo imi- tador gloriofo , e defprezador das. honras do mundo : concedeinos que á fua imka- çao , e por fua interceífaó faibamoa defpre- zar as dignidades , e honras do mundo, pa- ra que as vamos gozar neíTa gloria. Por Chriílo noffo Senhor. Amen. Remedio para ter fuccejfao^prinápàlmenr- t0 varaÔ j e para todas as ftecejjldades y e falta de aguas Francifco 2^4 Botica predofa ^ ^ Antifona. S Ad Francifco de Paula , grande nas vir^ tudes , grande nos milagres, grande in- terceíTor para a fueceíTaô mafculina, al- cançai de Deos tudo o que me eíliver a bém da minha falvaçaõ, ^,Orai por nós bemaventurado S.Francifco. Para que fej amos dignos das promeíTas de Chrifto, O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , altura dos pe- quenos 5 que fublimaftes ao voíTo bemaventurado fervo Sao Francifco , voífo Confefíbr, com a gloria dos voífos Santos : concedeinos propicio , que pelos feus me- recimentos , e áfua imitaçaõ mereçamos çonfeguir os defpachos das noíTas petiço- ens para vos gozarmos felizmente neífa gloria. Por Chriílo noíTo Senhor. Amen. Remedio para os cancros^e almorreimas^de que he advogado Sao FiaCrio Confejfor, Antifona. E Ste varaó Santo defprezando o mun-^ do , e triunfando das coufas da terra, com as obras , e com palavras fez o feu íhefouro no Ceo. fp O Senhor levou o juíb pelos caminhos direitos. e Thefouro preciojo ãa Lapa. Bi, E lhe xnoftrou o Reyno do Ceo. O R A C, A M. O * Deos omnipotente , e Senhor , átten-» dei ás noíTas deprecaçoens , que pot interceíTaò do voflb bemaventurado fervo Sao Fiacrio , voíTo ConfeíTor, publicamos, para que nos vejamos livres defte mal pe- los merecimentos do voíío fervo , que tanto vos agradaô : concedeinos propicio , que confiados nefta efperança , fads^, e falvos vos gozemos néíTa gloria. Por Chrifto nof- fo Senhor. Amen. Lientedio contra os terremotos , e ruinas de edificios y e para alcan^r hoa mor- te , de que ke advogado S. Filippe NerL Antifpna. - E Ste he 5 que defprezando o mundo , chegou ao Ceo pela converfad das gentes , e fez muitos prodigiòs ha fua vida. Drai por nós Santo Padre Filippe. Para que fejamos dignos das promeíTas de Chrifto. O R A C, A M. O Mnipptente Senhpr , que puftraftes ao voíTq bemaventurado Sap Filippe, vofíb ConfeíTor , para confervar a faude das almas, bpm Q fogp do voíTo divino amor , e com iadiuiraveis dons da voífa graça : con- cedeinos 1 z^6 Botica preciofa , cedeinGS propicio , que contritos de to do o coraçaõ fejamos livres de todos os perigos imminentes do corpo , e da alma , e mereçamos chegar a eíTa vida eterna. Por Chrifto noíTo Senh or. Amen. He também efpecial advogado para alcançar de Deos huma boa morte \ e pa^ que todos conjigao a^Jua protecção na^ quelle terrível tranfe ^ lançamos a /eguin-- te Oraçao ^ que para ejle mefmo fe impri^ mio em Roma , a qual fe ha de rezar to- dos os dias. O R A Q A M Devotiffima ao bemaventurado Sao Filip- • pe Neri para alcançar huma boa morte. B Emdito feja o fantillimo nome de nol^ , fò' Senhor Jefu Chrifto , e da Santiíli- ma Virgem MARIA fua mãyadeSao Fi- lippe 5 e de toda a Guria celefte pára fem- pre. Amen. Santo Padre Filippe, foccorreime a mim miferavel peccador , para que naó venha fobre mim a morte repentina , e paíTe defte mundo mal aparelhado j orai por mim á bemaventurada Virgem MARIA pela morte aniargoMima do voíTo unigenito Fi- lho noíTo Senhor Jefu Chriílo , para que € Thejotfro pf^ckifo da Lapa. 257 pela deteftaçaô do peccado , e do demonio, e peià' reíiunciaçâo das fuas obras , pela verdadeira contriead ;, pela penitencia , e pela humilde, e pUra CôrifilTad , penitencia, e fatisfapád digna , e aceitaçaó de Deos,e amor do proxírao, reconciliado com Chrif- to^ paíTe deíle mundo , e pela voíTa inter- c^íTao ; ó Saó Fiiippe , vos lembreis na ul- tima hora tremenda , quando / faltarem os efpiritos vitaes , das minhas deprecaçoens.., t que fazemos agora e ^ me foccorais para poder invocar o nomè' de JESU e da bea- ta Virgem MARIA , para que nos livre / naquella ultima hora dos miniílfos;; do de- ^ monio 5 e nos colloqueis com Chriílò , è com os fervos fieis feus amigos. Amen, ■ Antifona. S ‘Anto Padre Filippè , recebei bénigna- mente -as noíTas deprecaçoena^e mzei que eu deixe o caminho do peccado ,9 e en- finaime , e ajudaime a féguir o caminho da fantidade , e impetrai a gloria celéíle , pa- ra quova voíTa lanta oraçaô mefeçdncilie cora Ghrifto , e me livre dos hqrrojes da morte. , . : r ; ^ 0 f. Orai por nós Saa FHippe. ’ Para que fejamòs 'dignos das promeíTas deChriílo. . . .. : R. PRA- Bõticâ precioja ^ RA C, A M P Edimos a vós,Sçnhor,que do bemaventurado Saõ Filippe > voíTo Confèílbr , nos livre de toda adver/idade j para que por fua intervenção n^ereçamos devotamente antes do dja de noíía morte -receber o glorioíiíILmo Sacramento do fa-^ crofanto corpo de noflo Senhor Jefu Chrif^ to , € pela verdadeira ^ e pura conhíTao re^f ceber a remiíFàó dos peccados. Ameh, Tres Fadres mjfos ,.r tres Ave Martas^ JESU., JVLARIA , douvos o Coraçaó , e alma minha. ■ « Efta Jaculatoria coftumava repetir o Santo muitas vezes entre dia. O meímo de^ ve fazer quem fe prezar , é tiver a fortuna ' de fer devoto de taô grande Santo. Kemeãh para as ãóenças dos nüninos^que • Ihe^chamao uzagre , ou fogo ^ e para as enfermidades de tojfe •ifeère , de que he " ^ ^ Garrido, • . inmfona. |j vâfãò defprezando o.mun-» Xi do j e as coufas da terra , triunfou , e edificou no Çeo com a maõ com a boca ò feu lugar para fempèaT ' ; ' - ■ f. Ao jüfto ^iou o^eahpr pelos çamímho? direitos, , . . . E € Thefouro predofo da Lapa. «i. E lhe moftrpu o caminho “do Ceo,, O R A C, A M, O * Deos 5 e ornnipotente Senhor , attenr dei ás noíTas dcprecaçoens ^ que por interceíTaÓ do voílp bemaventurado fervo Sad Ganfrido fazernos 3,para queqjpr meyo dos leus merecimentos lej amos livres de toílo o mal : çonçedeiiios propicio que ef* tes innocentes fe vejaô livres deite mal por jntercçííad do voílo fervo , para que todo^ vos louvenaos neífa gloria. P pr Chtiíto nof- fo Senhor, Amen, Remedio contra as dores de ejlamago , dè que he adpogado Sao Gregoriq Magno , e para a converfao do gentio , e para os que efcr£vem livros paré honra ^ e gloria de Deos. ; Antifona, O Doutor optimo , luz da Igreja fanta, SaÒ Gregorio amador da divina' lei 5 deprecai por nós ao Filho de Deos. f. Ao juíto guiou o Senhot pelos caminho? ' direitos. E lhes moítrou o Reyno do Cep. O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , que déíles. os pre^* mios da voífa eterna bemaventurança i alma do ypíTo fervo Sap Gregorio : con- R i| f:edeÍQo§ ^ 6 o Botica preciofa í cedeinos que pelos leus relevantes merecr-^ mentos , que tanto o dotaftes fciencia , e caridade , que convertidos com a fua imi- taçaô, tambein vos louvemos por toda a eternidade neíTa gloria. Por Cbriílo noíTò Senhor , que vive , e reina ^comvofco por todos os feculos dos feculos. Amen. Remedio para ofegredo^ e penitencia ^ e "humildade , e obediência para as Reli- f iojas , e rejignaçad da vontade y e po- reza Religiofa ^ e pureza , e para afugentar os demonios , de que he advo^ ^ada Santa Gertrudes a magna ’y teve ^ 0 dom da profecia. Antifona. P ReparourDeos o coraçaõ de Santa Gertrudes para nelle fazer o feu aíTen- to 5 e ter o feu defcanfo. , f. A graça fe diíFundio em voíTos labios'Í :, ':çí. Epor iíTo vos abençoou o Senhor para íempre. . O R A C, A M. O ^Deos^ e omnipotente Senhor ^ que aparelhaíles,e elegeftes o. lugar a^ra- davel para vós no coraçao da bemaventu- rada Virgem Santa Gertrudes t cohcédei* nos propicio 5 que pelos feus milagresv é fua fervorofa oraçaó jtíntp eoín a fua inter- çeíTaq e Thefouto pf éèiofò àa Lapa. 261 tèíFa6 íaibamos eleger 0 melhor eftado , acoitípanhado efte de humildade ^ obedi- ência 5 pobreza , e Caftidade para que ta- mos triunfar neíTa gloria.' Por Chriíto noP- íb Senhor , que vive , e reina por todos os feculos dos íeculos. Amen. Remedio para os bons cafamentos ) e pa'^ ra quebraduras j e aleijoens , e obras ^ de que he advogado 0 grande SíGonfak. Antifona. B Emdíto feja Deos , ó fervo bom , e fiel 5 porque o fofte^ em coufas de pou-. CO valor 3 eu te entregarei outras de ma- y^or importância diíTe o Senhor. f. O jufto brotará como q lirio. E ílorecerá fêpre na prelença do Senhor* O R A C, A M. O Mnipotente Deos , e Senhor jque ad- miravelmente inflammaíles no amor do voíTo íanto nome o eípirito do beipa- venturado SaÓ Gonfalo : pedimosvos fios concedais^que feguindo nós o íeu exemplo, fempre meditemos em vós , e façanios com diligente , cuidado tudo o que vos for agra- davel. Por Chriílio noífo Senhor. Amen. Piemedio para naÔ ^er medo , nem vergo-- nha para contar os pe ceados , e dizer os pec cados negados na confiJJdÔ y e p-a- Mã " Botica prectofây rà livrar das mordeduras das ferpèn*. tes venenofas , e lànçar os demontos , e para os perigos dos navios , e harcos no màr , de que he advogado Sao GilAb-^ badeh Aiitiforia. E Ste gránde j e fanto vara6 defprezan- do o mundo , e triunfando das cou-^ fas- terrenas ^ edificou no Ceo á fua morada* f "' Ao jufta guiou Deos pelos caminhos direitosi V E lhe moftrou b Reyno do Ceo* ^ O R A C, A M* DeoS) e omnipotente Senhor , que \ por voíla infinita mifericordia illufi* traftes ao voíTo bemaventurado fervo Sa6 < CII com tantos prodígios f e defprezos do' mundo : concedeinos , que pelos íeus me- recimentos , e á fua imitaçaõ , metidos em hüma cova , onde fez tanta penitencia^ mereçamos também' fürgir delle mundo pa^ ra eífa gloria* Por Chriílo noíFo Sénhon Amen. -Remedie para 0 defprezò proprio de cada hum 5 e para humildade , e obediência , que he advogado 0 Santo Rey H^nri- qae ^ e para enriquecer ^ e edificar os e Th ef ouro prechfo âa Lapa. 2^63 Ánfiíciiia* A Sfgmtílhârei a Jium varaô prudente , que ediiiGou a fua cafa fobre a pedra, f, Coroaítes ^ Senhor , a eíTe Üe honra , e ^ E 0 conílitüifte a melhot obía das VoP* fas maós. O R A Q A M. Deos , que no dia de hcye transtenl-- tes ao vofíb bemavéturado fervo San- to Henrique do mayor auge do^ iniperio da terra para o Reyno eterno do Ceo ; vos pe- dimos humildes ^ que aílim como o fizeftes prevenido na fertilidade da voíTa graça j e íizeftes vencer as delicias do feculo , aífim também nos façais á fua imitaçao fugir dos aíFagos defte mundo , e chegar a vOíTa pr^ fença livres de todo o peccado. Por Chrií- tó noíTo Senhor. Amen* B^e medio para os cajados terem jilhos > e para a penitencia continuada -i t affu-^ gentar demonios , e dar Díjia^ a cegos , de que he advogado Santo Hilariao 3 e conformidade na hora da morte, Antifona. S Áiito Hilariaô , admiraçad da peniren- cia, terror dos demoniòs, horror do In- ferno 3 vence© conftante os laços do demo- . nio. f* nftoí , que no deferta , Èõtica precíofa'^ r- Orai por nós bemaventurado Hilarlaõ. das, promeíTas oVax, a ' ■ B 3^^us y e omnipotente í fortaleceftes , e miimaíles ao joíTo bemaventurado fervo Santo Hila- riao com copiofas abundancias da voíla di- vma graça : concedeinos propicio , que pe- la fua fervorofa áipplica , e feus mereci- mentos laibamos imitallo > e defpacheis asnoifas fupplicas, para que livres de to- Oà os perros , e laços do demonio vos vejamos neíTa glona. Por Chrifto noflo Se- nnor. Amen. Remedio par ay ■paciência , de que he ad- vogado Sao Joaquim , pay de noffa , ■ ‘ Senhora, Rande he efta devoçaô do fenhor Sa6 Joaqmm para todos os que fe chegaô alua protecção para pormeyo delia obrar prodígios, e admiráveis portentos. E co- mo Jie brevifllma , aconfelho a todos a fa- çao todos os dias. E vem a fer ; hum Pa- •aremjfo pelo gofo , que teve de fer avô ■d-o tilno de Deos incarnado : huma Jve ' ‘ hum Gioria Patri . 'pelo / e Tbefiaro preciofo da Lapa, 265: pelo mayor de todos os goibs de hum co- raca6 puro , que foi em fe aparentar com a SantiiUma Trindade peía carne , e fan- gue , que ipediante fua Santillima Fillia nos vejamos livres das enfermidades deíle mundo , e que depois da paz defta vida mortal, qué com fupplicas pedimos , che- P uemos a gozar a eterna na vofla glória, or Chriílo noíTo Senhor. Amen. , Remedio para as dores , e para a hora da morte , e dores dd cabeça , e couf as per- didas , dé que he advogado SaÔ Jofeph, Antifona. O ’ Filho meü,( diíTe MARIA Santiílima â JESU ) para que nos caufaftes tan- tos cuidados ? Eu , e . Jofeph voíTo pay cora grande dor da vofíà auiencia vos andava- mos bufcando. f , Senteime debaixo da fombra de quem- defejava* ' ^ Os 'Botica, preciofa^ Os frutos deita arvore para iriim faô inuitõ doces. O R A C, A m: M Eu Deos, que com providencia inef* favei vos dignaítes de eleger ao glo- riofo Saõ Jofeph para efpofo de voíTa may Santiílima : coficedeinos, vos pedimos , que mereçamos ter por interceíTpr no Ceo ef- te Santo , a quem veneramos por noíTo pro- tector i?a terra , vós , que por aqiielle intenfo amor de Deos, que infiammou o voíTo coraçaÔ , quando» pouco antes de fe apartar do corpo o vpíTgt innocente efpirito , diíTeítes aJESU Cfirií* to : Morrerei muito alegre pela finne ef perança., que tenho , de que hremjfma^nen-^ te ireis dar liberdade aos que morrem na vojfagraça ; eu vos rogo , que do mefmp Senhor rtié alcanceis naquella ultimu hora huma tao ardente caridade , que por elle morra 5 . e depois com elle vitana bema- venturança. Padre nojfo , Ave Maria. O ’ C^iffimo varaó , que pela excellen-/ cia das virtudes, mais pareceíleá Aq- jo ,, do que h'omem : por aquellàs ultipias vontades , e palavras j que da boca do Aii- tor da vida ouviítes no inftante da yoíTa morte dizendo vos JESÜ, Chrifto : Apar-^ taivos já 5 / Q meu amado pay i. apart ai- avos defte evplle de miferjas , e 'levai aos dujias , que por mim efperao , ejla boa no- ^ va y de que fem demora os irei bufe ar pa- ra os levar para o meu/Keyno y eu vos ro-» f Oj que me alcançeis do mefmo Senhor um Xad.éí5d4z auxilio na hora da aninha ^orte a que verdadeirameiite contrito me; "Botica, preclofa haja de apartar defte defterro para a patria celeftial , onde em yofla companhia , e na de Maria Santiflima dê á Beatiffima Trin^ , dade as graças de tao incompenfavel bene-» ficio. Padre nojfo , Ave Maria. B-emedio para o veneno ^ de que he advo-> ^gado Sao Joao Euangelijla e par^ alcançar 0 amor de Deos, Anitifona. E Ste he o difçipulo amado de Chrifto, qae na cea do Senhor fe recoftou ao feu lado : bemaventnrado ApoHolo, a quem fora 6 réyelados os myfterios do Ceo, He digno de fer muito louyado o bema» venturado Sao Joao, O qual deicanfou no peito dO'Senhor na noite da Cea. \ O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente , que iiluftraftes a yoffa Igreja com a fcieiieia , e dou-^ trina dò volo bemaventurado fervo Sao Joao Euangelifta 5 voifo difcipuio amado : concedeinos propicio > que por fua inter^ wcifaoyefeus merecimentos nos vejamos livres de todo o veneno, e faibamos conhe- Èer as coufas celeftiaes para as gozarmos cm voifa prefençaf Pqf Chdfto «oflo Se^ nhorr Arnen* e ThefourQpradofodaLapal 27X "Remedio para os ntales. do cora-ç^o ^ dc . que he advogado S. Ignaçio Martyr^ Antífona, B Emaventarado, q varatí , q^ie fofíre a t^ntâçaó ; porqne iabendo fugir ^ com eicperiencia j^reeebera a coroa / da gloria , que Ibe prometteo Deos a quem o iabe amar. ■ Com gloriaje bonra o coroafteSjSenhor; E o conftituilfes ibbre as obras das vof^ fas maos. O R A C> A M, . O ’ Deos 5 e omnipotente Senhor , olhai ‘ pára a noíTa enfermidade e attendei os^ males , que ma-is nos affligem aos nof^ fos coraçoens , 'para que por feus mereci- mentos,, e por fua interceíraô livres de to- ^ dos os males , alcancemos os bens da glo- ria. Pof Chrifto noffp Senhor, Amen.^ Remedio contru os rayos , e para 0 retiroy de que he advogado o grande Sante Dou-- tor Séo ^eronymo * e para ter a verda^ deir& jetencia. Antífona, O ’ Doutor optimo , efplendor da Santa Igreja., bemaventurado S. Jeronymo, amador da ki divina , intercedei pQr nó? Fiàfeo de DeQS. - . 272- Botica precíofa 9 f. Árhou Deos ao jufto. E Ò oniou veilindolhe a eftola^da eter^ na gloria. O R A G, A M. O ’ Deos 5 que VÓS fodes fervido eleger ao Doutor Maximo , o bema ventu- rado fervo Sao Jeronymo , para expor a ia- grada Efcritura ; pedimosvos , e fazei , que pelo feu exemplo , que nos deo por obras, e palavras 5 e feus merecimentos, ajudan- donos VÓS , poifamos fer livres de todos os males , e chegar a eila gloria. Por Chrifto noifo Senhor , que vive , e reina por todos os feculos dos feculos. Arnen, Remedio para adquirir , oú eonfervar a boa fama , e ^ ara ofigillo , de que he advogado Sao Joao Nepomuceno, Antifona. E Ste Santo em defenfa da lei de Deos contendeo até a morte: nao teve me- do ás palàvras dos impios , porque eftava fundado fobre huma firmiffima pedra. Com gloria,e honra o coroaftes, Senhor, jçi. E o conftituiftes fobre as obras das vof^ fas ma 6 s. r- ORA C, A M. D Eos ,/que pelo invido iiJencio facra-. xnentai de Sao Joao Nepomuccna ■ goiu com htima"^ nova coroa de jmariyriO: tes á voíTa Igreja : concedemos poE ceíTaò , e exemplo feu iO"guàrdar com tella a lingua',' e tolerar neile mu‘ndo/an tes todgs os males , que o detrimeatad^ al- ma. PorChrifto noíTo SènKor. Ainen. Ke me dio para conf eruar a boa contra o tejiimunhb falfo ^ e para ms dff' res dos. peitos , de que he advogaàa San^ ta JgneÁ. ^ . i- ; t ■ . Antifona^- , :: ( ^ . .r E Stando a bemaventurada Santa, Ignez no mèyo das chammas, , com- as.:ma^ levantadas^ orava ào/ Séihor , dkendo : Omnipotente, adoraveK,' venejandQ.ve^re| mendo Deos , eu vos louvp lerrglorifieo eternamente: o voflb nome. - j i u i : "f. A graça do Seqhor fe diffundio^ em vefi* ibs labiosi ; , ^ t Si. Por lio T!os abençoou Deos para femprej O R.A'C, A>M, HK L.;i O -Mnipotente , eetemo Deos ,..que colheis, as • coufás fracas . dó ' .muftdo p»a confundir as que fao forte,s : -cpnce-f deinos propicio , que os. que veneràmosL.^ bemaventurada Virgem^ e Martyr Ignez , alcancemos poTYÍua intereeiad a yolia graçá. Por Otritto àoib SenhoriAíto^% S • Batka preckfa , Kâmedfú contTíí os partos perigsfos y e dor - de cabeça , e fervor na oraçao^ de que be' advogada o grande Batriarca da mnca ajfaz louvada Companhia de S Sanpa Ignaeio de Loyela* Atdfòna. E Ste Saâtô v»ra6 deíprezaâdo o mtiE- -d© , Ç triunfafidõ das coüfas^^ da terra, ^ústí -m' çbras , e> coiit palavras fez o feu thefouro no Ceo. f. O Senhor levou ô jufto pelos caminhos :■ ■^ceiiíos. ' ■ . .■ r - n^. E lhe moftrou o Reynò do Gea : ^ r - . . O R A C, A M. O Mnipioteiirte PbDs., e S^nhiar ^ q.ue pa-* ‘íkpíopagar á mayor glcaria. do voíFo nome fortaleceâeso com ham novo foe^ corroi a^I^m militante por mfiyo do bèma* venturado Santo Ignacio i coocedeinios , o§ igJBte milifámjs neftei nnandià^ com o feu auxilio > e efeemplo mereçamos fer co- rcadof com; slle nct Geo. Por Jefiai 'Ghrílíô^ voffo filhô, noíTo ^nhor y (jue comvofco vive pe reina em uniad daE%ííitixSaBto fodos feciffilos dosrfeculos, Amen* \médi& para apureza da abna ^ e mulos da carne y da abe4iemiay:dapa* y e hmmMaí^ fdi he aduoga* do e ThefoÈfa prâckfá ãa Lapa, do Sa'a Luiz Gonzaga , que êftd hoje em Rojm 5 - e Italia jOrZeTido mil' froâi- gios-^ e vôneraão' geralmente de todff^» Antiforiá. A Legrate 5 fervo bom y e fiel , porque o fofte em CQülas de, pouco valor : m teeníreguei outras der mayor importan- ciá', diíFe o Serubot!. O jufio brotâírá' como- lirio,. 3Rí. Rfloreieerá fépre na prefenca*^ do Senhor, okac;áA, T Odo podeTofo Deos , e Senhor ^ qué pela Santlílima Virgem Maria' acon^ felbaáes ao bema^venturado SaÔ Luiz Gon?-. zaga entrage na Còmpanhia de JESUS , toílofilho, eo eritiqueeefte^ de cd-eftraes dortôi : concediekosij: que' por fua imd'eefifa6 poíTamos perfeitamente" íazer em tudo a '^oíFa fanriflinfia vontade^ Felomefmo Jefii ChriftovoíFo filho noíFo Senhorj-que còm'- ■^fco vive y e reina por todos^ os fèculosr dos fecuíos, Amen. Remedio contra a dor de pedra y âè qUè hn advogado Saâ Liborio, í Antifona, C UrainoSySdnho^, doni a^ itogativas , e pérpetuos rogos* y e> auxílios do berfia- Sa6^ lihSrioy p«ira' que noa v^a-f S ü mos 2y6 'Botlcd preciofa \ mos livres deilas infoiFriveis dores. f, Oiai por nós 5 piedofo Sao Ldborjo. ' Para que mereçamos fer livres das do- res de pedra^ ' ORA C, Á M. D Eos , que illuftraftes ao voiTo bema- venturado fervo Sao Liborio com o _ efpecial privilegio de curar as dores de pe*^ dra ^ e de areas , e com outros innume- raveis milagres : concedeinoa propicio, que por fua intercelTao mereçamos, fer livres de 1 'emelhantes dores , e gozarmos do defcan- fo eterno. Por Chrifto noíTo Senhor.Amen. Remedio para alcançar per dao dos pecca-» dos na hora, da morte , de que he advo- • gado d Santa Bom Ladrao. Conjia do Breviario dos Padres Mercenarios . Antifona. ' . O Ladrao via a Chriilo crucificado j e o invocava por Rej^ , , dizendo : Se- nhor, lembraivos de mim, quando partirdes para o voiTo Reyno. f . Grai por nós bemaventurado Ladrao. Para que Tejamos dignos das promcifas de Chrifto. ORA G, A M. O Mnipotente , e mifericordiofo Senlior^’ que juUificais aos impios, vos roga-- - mos eShefüuro preciofo da Lapa ., , 1^7 mos humildes, que com p benrgoò intuito , com que o vorfo unigénito Fiibo attendeo ao Bom Ladrap, nos chameis para a verda- deifa penitencia j ' é por aqtiélia'i' que dhe; promettêFces , nos déis a gltíria pafá íem- pre. Por Chrifto nóíTo SenMr. Ahieii. Remedio para os mareantes terém boM vento,:, de que he advogado. SaÕ Louren- fo, e para 0 fogO , e para a cajlidadei Antifona. H e digni/Timo de fer louvado o bema- ventürado Saó Lourenço , para ^quo nos encaminlie livres das tempeílades def- te -mundo' , e feguros aa- porto da gloria. jí^.Rogai por nós bêaventurado S. LoUrenpo* Para que fej amos digno^s- das promeüas de Ghrifto. ORA C, A M. O ’ Deos omnipotente , que foíles fervi- do conceder ao voíTo bemaventura- do fervo SaÓ Lourenço o extinguir as cha- mas dos noíTos vicios , e vencer os incen^ dios dos feus tormentos r concedeinos pro- picio 5 que por fua interceíTaõ tenhamos vento favorável , e poífam.os naVegar pe- los 'tormentos os mares deíle mundo até chegar ao porto da voífa bemaventuranoa > patria celeílial,, Por jChriílo noíFo Senhor* AmerU' . ' Re^ 2^72 Botica prcciofa '^ Remedio para es Olhos ^ de i gada Santa Luzia, Antífona Bemaventurada Santa voâ em o Senhor , alegraivos porqne aquillo, que os olhos nunca virão , nem ou- vidos ouviraõ , nem imaginou humano , mereceíles vós receber. p. A graça fe difíundio em voíTos jlcui. Por iflb vos abençoou Deos para fépre. O R A C> A M. Omnipotente Deos , que vos dignaf- tes eom tanto reíplandor^ e clarida- de da voda divina graça illuílrar a voíla ferva bemaventurada Santa d-,uzia pela ftia inculpável vida : fazei que pelos feus me- recimentos , e milagres a olhos viílos le- jamos levados pelos caminhos da verdade , edéfenganos defte mundo a eíTa celeíliai Cidade da gloria* Por Chrillo nofíb Se- nhor. Amen. Remedio para às mulheres ^ que criaÕ,, te- rem leite ^ e para livrar das feras fe- rozes j e do fogo > de que he advogado Sad Mamede Martyr* Aníifbna. morrer pela lei forte contra as Dala- / e T^hefçure j^eèisfi dã Lapa. 27^ pâlavxas^áios impioe v porque ^eâaya&iisdà^ do ibbre a .'pedra firme. f . Coroaftea Senhor ^ a «ffe 4 e hoora > e ,^Í£iria. •/ j ‘r lí 9 conüituiftes a meihoir ohra. uíés yoé* fas maôs. ^ O R A C, A M. ^ O ’ Deos ofnnipotenre , pedmtr^voâje ía*?í 2£Í que intercedendo o yoíTo bema- venturado SaÔ Alaínede 5 c y.offo Martyr : concedeinos propicio que ,pelos feus merecimentos fejamos livres de to- dos 09 perigos deâe mmdo , e alimenta- dos com a yoflfa doutrina creados com o leite da ^^íTâ divina graça , vos gozemos neíía gbria. Por Chriâo N. Senhor .Amen. Remedw £oMra ás incêndios do fogo , de que he advogado SaÔ MarçaL . Antifbni. O Senhor o amou , e ornou , e o véftio ' com a eftola da gloria , e em as por- tas do Paraifo o coroou. Ao juíto guiou o Senlior por caminhos direitos. E lhe moílrou o Reyno de Deos. O R A C, À M. P Edimovos Senhor, que ouçais nolTos rogos 3 os quaes vos aprelentamos na folemni- ?i , botica preeiofal foleiMidade do voíTo ConfeíTor Pontifice Sao Marçal , e daqueUe , que vos mefeiS dignamente fervir intercedendo feus me" reamentos , nos livreis dos Incêndios e nos abfolvais de todos os peccados , para nhof aLÍ ”°"'oSe-- Remedto para alcançar o dom dé lágri- mas ,e ampendiniento das culpas , e o' r XT • Antifona. r T Ngio Maria os pés de Jefu , e en- W' xugou com os feus cabeilos , e fe en- heo a liia cafa com o cheiro do unguento. ■ p ‘^‘®'"‘iio em volTos laW ftmpre o Senhor para _ ORAC, AM. 1 -Jeos, e omnipotente Senhor, que fíínto vqs niovêraó as lagrimas, e ar- rependimento da vofla bemaventura- ii>anta Maria Magdalena : concedeinos opicio , que affim como refufcitalles a izara dcpois dé quatro dias , uflim tam- ' m por lua interceiTao., e merecimentos s iayais levantar da fealdade , do pecca- > e com lagrimas de arrependimento vos è Thefivro preciofo âd Lapa, 281 cíiêguenios averneíTa gloriaé PorCíiriílo noffo Senhor. Amen. Remedio contra as alporcas , de que he advogado Sao Marculfo Abbade, Antifona. E Ste varaô Santo delprezando o mundo, e triunfando das còufas da terra, edifi- cou a fua morada no Ceo com a fua maô. f. Ao juíto guiou o Senhor pelos caminhos direitos. Ki. E lhe moftrou o Reyno do Ceo. O R A C, A M. O ’ Deos , e omnipotente Senhor , que illuftraíles ad voíTo bemaventurado fervo Sao Marculfo Abbade com tantos milagres ; concedeinos propicio, que por lua interceíTaó nos vejamos livres def- te mal para vos gozarmos neíTa gloria. Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. Remedio para os. perigos do mar , e para ter feliz 'viagem , e livre de tempejía-^ des , de que he advogada a grande San- ta Maria do Soc corro da Real » e Militar Ordem das Mercês , Re dem- pçad dos cativos. ^ Antifona. Q Uando navegardes por fima das aguas, diíTe o Senhor , fempre comvofco me acha- Batkg pretivfa i para yos defender, £ minea ficareis loçobrado dos mares. Prodigio!^ Santa Maria , fam qm coor %a Triunfo dos mares ouem nelles perita» D _ O R 4 CyA M. podemes^ lubíiítir pela noffa fragilidade coniti- tuidos nm tantos perigos r concedeinos pro- picio , que por interceilao da volla bema- venturada ürya Santa Maria fejamosJivres das ondas defta vida , para que poiTamos iu a efle porto da íHvaçao etema. Por Cnriito nolTo Senhor. Arnen. Memedia contra a >fama , e comichm ^ de ij^ue be t^Togadh Sao Á/íarinò Martyr, Antifona. O E algnem quizer vir depois de mira , tome a fua cruz , e liga as minhas pizadas , e imiteme a mim. 'P- O juUo 5 como a paim^ , florecera. Affim eomo o cedro do 'libano fe mul- tiplicará. O R A C, A M. Ii ^ Deos, e omnipotente &nhor , que V-r engrandecelies ao volTo fervo Sao ^ Marino Martjr com tantas preroga- tivas de fantidade., : conçedeinos propicio , que e Thefowfi cps por {m iiiíerceíra-0 np.s ?^asi0P Jieres dSasperfiguiçoens , e confj^r^aeps p§r- verfas para gozar-naps a yofla gloria. Por Clirifto noCo genhpn Ajupfl. / ^medi.o pfir^ Q pulgm , lagi^rtii , e mats hiçhos , que dejlram 'vinhas , e as tmis planpas ^ de qui: be advPgudaSm^: ta MurthuVkgmr - '' V I»4e , Efppf^ Çhriftp , rçç^bei a Cproa j qwe vo5 prfpa.rou P Spnjioí' para fempre. ^ /r i r- ^ f§ viDUG§ lapios» ^ Por iifovos abençoou Deos p^rafépre.’ O R A Ç, A M- O * Deos 5 e pmpipptente Senhor, que vps dignaftes a favprecpr ^ vdTa bem.avpntprada ierv^ Santa Martha Virgem cpm tanta caridade; coneedeinps que pelps kus mer^cinientps poiTamos alr cançar as abund|ncias da vpiTa paridade , florecendp nefta vida para colliermps p? frutps npifa glpria. Por Çhrifto npíTo Se-* %hor. Arnen. Remedio para akanfar boa morte , e pa^ ra 'alcançarmos o patrocinio do imviBo^ e muito grande Anjo Sao Miguêlr O p^~ m aíçançarmos tMp da Dapj » de que he z84' , Botica preciofa, he advogado ejie grande amante, e ama- ~ do d,e Deos, Atitifona. B Eraaventurado Anjo Sad MieueI . pe- lo^zelo , e honra' da Santiffima Trin- dade, Padre, e Filho, e EfpiritóSanto, de quem p louvor j o imperio, a divindade, e a tonaleza veneramos ^fedé a noíTa Suia, e anpffa tutela neila guerra,que o demonio dos Infernos nos andá armando , fe fazendo. y, Orai por nds , ò beatiflimó Miéuel > Principe da Igreja de Chrifto. Pf., Para que fejamos dignos das promeiTas- de Chrilto. _■ O RA'C, AM. Principe glorioillTimo Sad Mlgiiel Archanjo , Capitad dos celeftiaes el- „ Pintos , recebedor das lantas almas , deltruidor dos máos efpiritos , o mais no- bre Cidadad do Ceo depois de Chrifto , guia adtniravel depois de Maria Santif- lima 5 primeiro para com Deos fobre to- dos os Anjos , grande em virmde , e excel- lencia : intercedei por todos nós , que a Vos clamamos , livrainos de toda adverii- dade no corpo , e na alma , e do aperto diante do tribunal do jufto Juiz , e prote- geinos no ultimo combate da morte^ man- dai € The fouro preciofo ãa Lapa, - Ml aos fantos' Anjos para a noíla defeda, defendeinos do draga0 infernal , e da aftu- cia dos denaonios recebei as noíTas almas em paz , e as guiai para o Paraifo de pra- zeres , e concedeinos ifto por amor daqucl- la ijneíFayel caridade ., .e.ardentiílimo ampr, que teUdes^pafa noífo Senhor jefus Chrif- ’ to , que com elle reinais , e yiveis ppr to- dos os feculos dos feculos. Amen, Remeéip (para alcançar alivia nas lagri-- más cmfolaçaÕ nas affliçoens , e pa- ra a reconciliação , ios inimigos , e pe- - rigas do mar , de quci he advogada San- ta Monica may de Santo Agofiinho. J ' / , Antifpna^r ^ . L Ouvará a Deos a minha alm^ até a moyte , porque , me: livrou das çoens da. minha alma , e ouvio os rneus ge- midos i e âttendeo ás minhas lagrimas. p. A graça do Senhor fe diíFundio pelos; vióíTos labips, u : Por iíTo íVos abençoou o Senhor para fempre. A 9 R k Q, MM* O ’ Omnipotente pebs , eonfolador dos triftes , e faude dqf , que mi- ~ . rr íèricordiofamentqreeebeftes as enterr neeidaa iagrimas. da . fe§gi^yençui;adâj^ntó Moí "Èotiéé pféctofa l Monks m converfaa de fetí fílfio Santo» Agoffinlía: cóneeáeifjóS' que por interve- de fim, e oiítró polamos chorar o§ íioíFos peeéadoís , e ákanf ar a iiídulgeida da voíTa ^aça.For Chriflo N,Senhor. Amen. Remeãio fará as donÁelías pobres , e dê^ famporadas , de be advogado Saê Nkâho Jtreebrfpo dé' Mira, Antifoná. A Môü Deos a Sa«tb Niéoíáo , ê ó ov^ nou e' íhe VeftiO a- eliiofe da^ gíorla, eetií as pòrtaa do Faraifo ©'eoroOu,- p,- Aój^^o goiòo Deos- pdoa eamiiihos di- reitbs: :çí. E lhe moílrouf 0 Reyno do Cêo. OK A Cy A M. O ’ Efeoá , que gohí íMumera* v"e& prodigio^ aó VoíÇd heMavenlurá*-' do Pontífice Sátíto' MietílaO :• pedi- JíftoêVo^s ,-efaííél que- peíos-fe^ iSíerèGiiften* tos , e fuas deprecaçoens fejâmos^ livres dos irícendlés der ÈíferiSOr For Gtíriílíó fo Senhor. Amen, . Remedio cotííra^ a pejh ^ de ^ue he adv(H^ gado SafPtéOiíiffe. AM^af* E Ster fanto var^ deípreá^fído Omun* do a e trjíitt&idb ^s^éõuf^- àsi térray çom e Th e f ouro preeiofo da Lapa. €om as obras’, e com palaVriis fez ofeu tíaôfoursrnp' Ceo'. . ^ . ■p, O Senhor levou ojníío pelòs camrfthíaís . (itreko?. Kí.. E lhe moftrou O' Reyno do Geow O R A G, A M/ D MuipoíentePeos', qttjie âííínü etopre-- gars os oHiosr de voffa miferieordia mos ttrabaíhos'., q'iíie por vo-fí©- amor pade-* cenr os toíTos fervoa , perimi ttíiído^efíes tra-* balhos^ ípara que fe a^^gímeuterm mais íeus inerecinaeMog; ,v pelos' de Santo Oaofire yos pedimos^ a tod’©6 nos dèi» yalor , e conílancia para levarmos com pa?dieí3icia to- das as tribíilaçoens í livrándonos da febre, preparandonos com verdadeira ^ e légitifeia di^ofiçaiQí. pará ebegaimfos' dignamenfe â recebervos lacramentado : qud viveisi e rei^ mak poar todosíoa fecuilos dos feculb^. Ame;, Remedio para dor dos ouvidos y de que be - ààmgedo Santo Ovidio , Arcehifpa dst Braga, . . ' o , Antifona. C Hèguemos todos ao patroeiàía d^ bemavemiíilrada Santo Ovidio, gue i^o&fáviCírefa com o íeu patrocínio. f. Intercedei par nós. Santó.Oyidiioj ; iel Faca ouc ídamo® dignos daspnamêffa^ : A Chrifto, ORA-:í 2S8 Botica preciofa ^ O R A C, A M. O ' Deos omnipotente , inclinai os voíTos Ouvidos ás noíTas deprecaçoens , que por intereeíTaò do voíTo bemaventu- rado fervo Santo Ovidio vos fazemos: con- cedeinos propicio , que ouvindo vós os nof- fos clamores, nos tireis as dores, que pader cemos, para vos gozarmos neíTa gloria. Por Chrifto noíTo Senhor , que vive , e reina r todos os feculos dos feculos. Amen. emedio para- a contrição das lagrimas ^ e para mover ao coraçao a naô peccar mais , olhando para noíTa Senhora da Fiedade, Antifona. Vós todos , que paíTais por eíTe cami- nho , attendei , e vede, fe há dor co- , mo eífa minha dor. f. Desfalecerão os meus olhos com tantas lagrimas. E tôdas* as minhas entranhas fe turba- raó com exceíliva dor. '' i O R A C, A M. O ’ Senhor Jefu Chrifto , cuja efpadada mais cruel paixaó aífim penetrou a alma da volta piedoliftima May , que a fez a mayor Martyr : concedeinos , e voa pedimos , que aífim poíTamos nefte mundo, aos ihifera- f,. Orai por nó? Santa MARIA Mãy , Deos. Ri. Para que fejamo? dignos das promei de Chriílo. ' ^ ■ ' e Uh ef ouro predofo da Lapa, 28^ meditar na lembranp das fuas dores , par- ra que mereçamos chegar a contemplar as fuas alegrias lá no Ceo. Por Chri^o noíToi Senhor , que vive , e reina por todos os íe- culos dos feculos. Amen. ; Kemedio para alcançarmos os favores de Deos , de que he advogadq ópatrocmiq de MARIA SaiítiJJimd Antífona. S Anta MARIA , foccor veis , ajudai aos puíillanimesj aos triftes , orai pelo povo , intercedei \ lo eftado facerdotal , e pelo devoto femer nino fexo , • para que todos experimentepi à fua confolaçaój e alivio pormeyo dovofr fr» ncífrrkrintr» > vj.x^j.iwp vidis proitieíTas Q R A C, A M, D Eos j e omnipotente Senhor , que fpA tes fervido encher de tantos' gràos dè graça a vpíTa Mãy MARIA Santiflima pa-? ra amparo , e patrocinio dos peccadorès i fazei, e vos pedimos propicio, que pelo^ liia inrerceíiaó riiere^ atrocinados na voíTa pre: 'Botica preclofa , prefeoçá para nos valer no ultimo dia, e podermos gozar da fua vifta neíTas altu- ras , onde viveis , e reinais por todos os fe- culos. Por Chriílo noílp Senhor. Amen. Remedio para fe nos abrirem as portas , 4 o Ceo , e çrecermos na Fe' , e alcançar^ mós 0 dom das lagrimas , e tudo quan- to quizermos^ de que he advogado o glo- riojh Principe dos Apojlolos , e Patriar-^ ças 0 ^mbor Sao Pedro. , Antifoha. V Os fois Pedro , e fobre eíla pedra flin-' darei a minha Igreja , e as portas do Inferno nao prevalecerão contra ella. Dar- voshei as chaves do Reyno dos Ceos.Tudo o que ligardes fobre a terra , também ferá ligado no Ceo : e o que defatardes fobre a terra , ferá também defatado nos Ceos. f. Rogai por nós bemaventurado S. Pedrç^ Para que fejamos dignos das promeflas de Chriílo. - ^ ; : v .pRAC,AM. T Odp poderofo Deos que entregando as: chaves do Reyno dds Ceòs ao^ bea? yenturaHq Apoltolp Saó Pe^vp , lhe também o ppder de atar , e deíatar ; cp^çé-" deinos , que pelo auxilio da fua interceflao |eja;nos Uyrea dosjepaâe np culpas., qúe ' .o- ^ T ' vlveisf e Thefouro preciajo da Lapa. 19 % viveis^, e reinais CQtn Deos Padre em uniáô do Eípirilo Santo por todos os feculos dos feculos.. Amen. KèmediQ para fe alcançar tudo quanto fe - pedir a Deos , de que he univerfal ad- vogado 0 grande SaoiPedro de Alcan- tara , e contra às Jezoens , e tanihem. para as febres. Antifona. Q Varad ineíFavel , que vivendo em carne , caminhou em efpirito , e na'6 , indo coufa alguma no mundo , tinha fempre a fua familiaridade no Ceo. p. Orai por nós bemaventurado S, Pedra, Para que fejamos dignos das prpmeíTas de Chriíto. : O R A C, A H, . D Eos 3 que vos dignaftes illúftrar o voíTo bemaventurado fervo Sao Pe- dro 3 vqíTo ConfeíTor , com o beneficio da admiravel penitencia , e da altiííima con-: templaçao : concedeinos propicio 3 qúe pe- los feus favoráveis merecimentos , morti^ ficados da carne , mereçamos participar os dons celeítiaes.Por Chrifto N.oenhor.Amé. Remedio contra os naufrágios , e perigos do mar , e bichos ^que damnificat às hor-^. ' tas 3 de que he advogado S. Pedro Gon- f alves ^ T ii . Botica precíofa \ Antífona. E Ste grande varaõ defprezando o mun- do , e triunfando das coufas da terra, edificou cô as fuas maós as riquezas do Ceo. 'f. Ao juílo guiou o Senhor pelos caminhos direitos. fô. E lhe moftrou o Reyno dò Ceo. O RA C, A M. O ’ Deos 5 e omnipotente Senhor , atten- dei as nolTas deprecaçoens , que por interceíTaÔ do voíTo bemavénturado fervo Saô Pedro fazemos , para que por meyo dos feus merecimentos fejamos livres de todos-; os perigos : concedeinos propicio , que triunfando dos perigos do mar defte murtdo 5 cheguemos a eíle porto feguro da gloria. Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. ' Remedio contra a pedra , que defiroe as ment eiras , de que he advogado Sao Fâ^ dro Martyr, Anti fona. O * Martyr egregio , Doutor da verda- de , e vafo da pureza , regra da fan- tidade , pedi perdao para os meus peccados pelos voíTos merecimentos, e gra- ça para gozarmos da prefença de Deos. p-, O juHo , como a palma ,, florecerá. AiTim como o cedro do Libano fe multi- . V plicará. OELA? t Theíouro precrofo da Lãpa, 2^3 ORA C, A M. P Edimos a VÓS , Senhor, e fazei ,^que fejamos favorecidos pela devoção do voíTo bemaventurado fervo Sa 6 Pedro Mar- tyr , que pela prorogaçaÔ da mefxna Fe , niereceo alcançar a palma da martyrio. Pot Chrifto noíTo Senhor. Amen. Remedio para alcançar hoa morte are- demDcaÕ dos cativos , de que he advo- Redro Nolafco, Antifona, M Andou o Senhor a redempçâá ao feu povo a qual mandou a SaÕ Pe- dro Nolafco feu fervo, "Çe, Orai por nós SaÓ Pedro Nolafco. Para que fejamos dignos, das promeífas de Chriík). O R A C, A M. O ’ Deos omnipotente ,.que divinamente para exemplo da voííâ caridade pa- ra redempçao dos fieis eníinaíles a SaÔ .Pedro Nolafco a fertilizar a voíTa Igreja com huma nova femilia : conce- demos, que por fua interceííaÓ ' nos vejamos livres do i^cativeiro do peccado , e eom per- petua liberdade vos poííamos gozar nef* ^^4 Botica 'precioja, fa patria celeílial. Por Chriílo noíTo Se- hhor. Arnen* Remedio contra a furdez^ e fnais acha- ques dos ouvidos , de que he advogado' < Sao Quintino Martyr, Antifona. S AÔ Quintino grande Mgrtyr , e zela- dor da honra de Deos , que derramou . ò íeu íangue para plantar, e reger o feu coraçao para mayor honra , ^ gloria de Deos. it. O jufto como a palma florecérá. AíTim como o cedro do Libano fe mul- tiplicará. O R A C, A M. O ^Deosje omnipotente Senhor , ouvi as noíTas fupplicas , que pôr meyo do voíTo bemaventurado fervo S. Quin- tino Martyr , a quem tanto honraftes com tanta gloria : concedeinos propicio , qué pelos feus' rogos , íejaò ouvidas, asfnoííás. vozes ^ e livres de- todos os males para che- garmos â ouvir os voííos louvores neíía glo- ria. Por Chriílo noífo Senhor. Am-en. Rente dia contra as mordeduras dos caenS- damnados , e para alcançar a firmeza^ e conft anciã do amor de Èèos , de que he com o martyrio ; e aflim como por virtude voíTa ligou o demonio, e converfeo ao Re- gulo com iánumêravel povo ; da mefma fòrte pelos feus continuos rogos fejainòs- livres do infernal inimigo ,, e de todos os perigos , e enfermidades. Por Jeíu Chriílo vofíb filho nolfo Senhor 5 pue cómvofcò vi* Ve y e reina j em uniàd do Efpirito Sàat(^ por todos os íèculos dos feculos. Amen. Reme did para os impúffiveis^ y de que hé adwgada Santa Riià ãe-(jãj]lai Antifona. - S Audovos Rita efpola ,• Que entre os eípinhos dador Nafceítes vafo 5 e mais roía 5 De Chriílo divino amon i f, Aírmalafi:es> Senhor., a vofía ferva Sãnía Rita. Coiri [ í r ) iòtkà preètofa^ Com o fello da voíTa caridade;e paixaoi O R A Q A M. > S Enhor Deos , que á Beata Rita vos di- , dar tanta graça , que vos imitaíTe íio amor dos inimigos , para quê em feu coraçaõ , e tella levaíTe os íinaes dá yimã caridade > e paixao : por fua interceí^ lao , e merecimentos vos pedimos graça para amarmos a noíTos inimigos , e pene- trados do efpinlio dg compunção y e dotes da voíTa morte j para contemplar juntamen* te os tormentos da voíFa íantilHma paixao. Vos, que viveis , c reinais fem fim por to- dos os feculos dos feculos. Amen. Remedio para a péjie , e feridas , de què he advogada Sao Roqíi4:. Antífona. D Eos vos falve Roque fantiílímo, naf- Gido de nobre fangue , ( aíTinalando com a Cruz de Chrifto farais aos infermos* pK^Orai poriiós bemaventurado S. Roque. Pára^que fejamos dignos das promeíTas de Cnriílo. 0 ' R A Q A M. Mnipoténte , e mifericordiofo Deos , e Senhor j que pejos merecimentos > do voíTo bemaventurado ConíeíTor Sád Roque íizeíles ceifar toda a pelle e Thefouro preciofo da Lapal 297 .pefte geral dos homens graeiofamente: coii- cedeinos propicio , que pelas fuas fuppli- cas façais ceifar toda á péfte , para o que humildes bufquemofs a voífa piedade , pára que nos livreis de toda a péfte , e enfermi- dade y e vos vejamos eternamente. Por* Chriftò noíTo Senhor. Amem Remedio para os enfermos , e para os que fazem viagem ferem bem fuceãidos, de que he advogado 0 Anjo SaÕ Rafael, ' Antifonav - , O ’ Príncipe glorioíjílimo , Sao kafael Àrchanjo , lembraivos de mim; aqui, c em toda a parte íupplicai por nós ao Fi- lho de Deos. ^. Efteve o Anjo junto da ara do Templo, 3 ç^. Tendo o-thuribulo de ouro na fua mao* O R A C, A M. Deos , que déftes )o bemaventurado J Sao Rafael Àrchanjo por companhei- ro ao voífo fervo Tobias para o guiar pelo caminho : con cedeinos a n^s ^ que fomos voíTos íervos , que fejàmos fempre prote- gidos com a fua guarda, e favorecidos cora o feu â-uxilio para chegarmos a eífas altu- ras. Por Chrifto noífo Senhor. Amen. Remedio contra os accidentes epilepticos»^ ou mal caduco , e vertigens. Contra os perU ip$ Bõtird preâí^a i pèrigos do$ caminhos j febres ^ e túdã à câfla de feitiços , e morte \ repentina , ü para os que èftaS fentenciadâs d morte , de que fao advogados õs Santos Reys Magos Gafpdr , Belchior , e Baltha^ far , e para os Prégadores naS fe per^ derem nos fermoens. Antifonai O S Santos Magos, vendo a eftrella , mutuamente diíTerao : Efte he o fi- nal do grande Rey; vamos , e procuremos por elle , e oíFereçamoslhe dadivas , ouro, incenfo , e myrrha., Alleluya. Os Reys de Tharlis , e da Ilha oíFerece^ raô- dadivas. Os Reys da Àtabia , e de Saba trarad • íèus dons. ' O R A C, A M. D Eos , que rièíle dia quizeftes manifef- tar voííb unigenito Filho ás gentes , guiándo-as por huma eílrella : coneedeinos ã todos propicio , que aquelles , que já pof méyd da Fé vos conhecemos , fejamos le^ ^ vadòs a contemplar a formofura da voíTá grandeza. Pór amor do meímo Senhor nof- lojefus Chrifto voílo filho , que comvofco vive , e reina por todos os leculos dos fe*- «ulos. Ameni. - Re- e Thefouro prêdõfo ãa Lapa. 199 Liernedio para a cajiidade y de que heaà- mgada Santa Rofa de Viterho. Antifona. V inde, > Efpoía de Chriílo ^ recebei a cqroa , que o Senhor vos preparou para íempre. A graça fe diffundio em voíTos lábios. E por iíTo vos abençoou Deos para* fempre. O R A Q A M. O Mnipotente Deos , e Senhor , que vos dignaftes ajuntar a bemaventura- da Santa Rofa ao numero das voíías Santas Virgens : pedimos-vos nos concedais , que pelos feus rogos > e merecimentos fejamos purificados de todas as culpas , e gozemos da eterna união de voíTa Mageftade divina^ Por Chriílo noíío Senhor. Amen. Remedio para fazçr vida penitente ,pàra as difciplinas ^jejuns, abjUnencia^mor^ tificaçoens , de que he advogada Santa - Rofa de Lima , primeira flor da - Ame- rica ^ e para os olhos. Antifona. V inde Efpofa muito amada de Chríf- to , recebei a coroa de rofas , e ef- trçllas que o voífq Divino Efpofo vos pre- parou na terra para reinardes», e triunfardes no Ceo, ' f. K 300 Botica preciúja 'y f, A graça do Senhor fe diffundio nos voí* fos lábios. , . E por iíTo vos abençoou o Senlior para fempre. ORA C, A M. O ’ Deos omnipotente , remunerador , e Autor de todos os bens , (jue quizef- tes que a voíTa bemaventurada Santa Rofa> prevenida com o orvalho da graça celeílial, e com a formofura da paciência , e caíli- dãde floreceíTe aos índios : concédeinos ar nós 5 que fomos voíTos fervos , que corren- do para o cheiro da fua íuavidade 5 mere^ çamos fer cheiro fuave de Chriho. Por Chriílo noíTo Senhor. Amen. Remedio contra a péjle , e para con fervar 0 fegredo , de que be advogado SaÕ Se^ baftiaü. , Antifona, O ’ Sebaftiao bemaventurado „ grande he a voíTa fé , intercedei por nós aó Se- nhor Jefu Chriílo, para que de péíle repen- tina 5 e de todo o perigo do corpo , 0 da alma fejamos livres. f. Rogai por nós,Sebaília 6 bemaventurado. 1^, Para que fejatnbs dignos das promeíTas de Chriílo. € Thefmr^ preciôfõ da Lapa. 301 ORA C„A M. D e os 5 que ao bemaventurado Sao Se- baíliaÔ voíTo Martyr eom a virtude da conilancia na paixao ibrtaleceftes : con- cedeinos á fua imitaçao o defprezar por , voiTo amor as profperidades do mundo , e a temer as fuas adveriidades. Por Chrifto xioiTo Senhor. Arnen. Kemedw âbntra 0 immoderado fluxo de o 5 advogada Santa Sa-^ bina Martyr. Antifona. V Inde 5 Efpofa de Chrifto , recebei a coroa 5 que vqs preparou para vós o Senhor para fempre. A^ra^afe dimindio nos voiTps labios. jçi. Por iiio vos abençoou Deos para fempre. O R A C, A M. D Eos , que entre os mais milagres do V0ÍÍ0 poder tambem conferiite avi- óloria do martyrio em hum fexo fragii : concedeinos propicio , que louvando nóf a commemoraçaó da voifa beu^aventurada Santa Sabina Martyr , com o feu exem- E I0 caminhemos a vós. Por Chrifto noftb enhor. Arnen. Remedio para a guerra , de que ¥e ddvo^ gado 0 Apaflolo Santiago. ' Axfc! preciofa , Antifona. Stai fortes na batalha , e peleijài com a antiga ferpente , e recebereis o Rey^ no eterno, f. Anunciarao as 3ÇÍ. E fe conheceraõ as fuas c»L»ias. O R A C, A M. E Stai prefente , Senhor , a voflo povo, VÓS5 ^lue fois fantificado, e-nofla guar- da : para ^ por meyo das fuas interceifoens^ e merecimentos , nos vejamòs livres das ba- talhas defte mundo , e vi(^oriofos alcance- mos o voiTo Reyno. Por Chrifto noíTo Se- nhor 5' que comvofco vivé , e reina por to- dos os feculos dos feculos. Arnen. Remedio para 0 mal da parlezia , de que he advogada Sao. Servulo Confejfar.. Antifona. E Ste varao Santo defprezando o mun- do ^ triunfou das coufas terrenas y e edificou 'com as obras , com as maos o feu lugar no Ceo. f. Ao jufto guiou Deos peloa caminhos direitos. E Ihe moftrou o Reytio do Ceo. O R A C, A M. O ’ Deos 5 é omnipotente Senhor, que fanto illuftraftes ao vpiTo bemaven- ' , turado e ThefourQ preciofo da Lapa, 305 turádo fervo Sao Servulo com tanta virtu- de ; concedeini^s propi^ÍQ , • que pelos feus merecinientos , e fua interqeitao nos veja 4 inos livres' dos males defta vida para alcan- çarmos Qs bens da volfa, gloria. Por Chrifto nolTo Sentior, Amen. R^emedh contra a dor de pedra , de que; he advogada Santa Syria Virgem, Antifona. V Inde , Efpofa de Chriito , recebei a coroa 5 que vos preparou para vós o Çenbor para iempre. - A graça fe dinundio nos voiTos |abios. Por ilio vos abençoou a Senhor para fempre^. - O R A A M. 0 ’ DeQs , e omnipotente Senhor òuvi as noílas Aipplicas , que ppr meyo da ipterceif^, da voiTa beipayenturada SÍanta Syria iVirgem vos fazen^óa: concedeinos propicioy, que pelos feus rogos uos veja- mos livres deitas doresy e vos vamos gozar i^iTaS, alttjras. Por Chriito noiTo Senhor, Amen. " ' - ^ 'medio par^^ a toj^e , de^^o , de que he advjo^dio ,SaQ Mifp(i ? e , marr m 304 Botica preciõfa Antífona. • Q Uem quizer vir a mim , defpreze a fi mefmo, pegue na fua cruz , e íigame. Ojuílo -comò a palma florecerá. Aílim como cedro do Libano, fe multi^ plicará. O R A C, A M. G ’ Senhor de infinita mifericordia , que vos dignaftes ilíuílrar ao voíTo bema- venturado lervo Sao Tude voíTo Martyr com tantos prodígios : çoncedéinos propi- cio , que por fua fervorofa intercelTao nos livreis deíla âffliçao, e dores, para que fa6s , e livres vos vejamos neíTa gloria, Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. Remedio para as pejfoas que cabem no fo^ go y de que he advogada Santa Tecla, Antífona, S Anta Tecla Virgem , e Martyr, ao vofi- fo foccorro , e prefidia fugimos , para que intercedais ao Senhor nos livre dos in- cêndios eternos. f. Rogai por nós Santa Tecla, Para que fejàmos dignos^ das promeíTai? de Chrifto. O R A C, A M, O ’ Deos de infinito poder , e de immen-í fa miferiçordia , que com tanta cari- ' dadçj / 7 Remedio e Thefouro preciofo da Lapa. 50 f -dade , ef fervor condecorafte a voiTa ierva 'bema^fenturada Santa Xecla ; fazei j Ç. vos pedimos , que pelos féus merecimentos derramemos tantas lagrimas , que _ apague- mos o fogo do peccado: para nos livrarmos incêndios eternos , e nos vejamos nefía Chrifto nojOfo Senhor, Amen*' para nos eftahelecermos na nojfa doira Fe Catholica , e nos 'Nhjie- nos da SantiJJima Trindade , , de que he idvogado Sad Thomé Apojlolo, ^ * Antifona. Orque me viíle , Thomé , crefte j bemaventurados faó aquelles, que nad virao , e crerão, f. Em toda a terra fahio o fom das fuas vozes, E no fim do mundo fe ouviraó as fuas palavras. O R A C, A M. D Ainos , e vos pedimos , Senhor , que nos gloriemos com as folemnidades do voíTo bemaventurado Sad Thomé voíTo Apoftoio para que fejamos fempre favo- recidos com o feu patrocinio , e figamos a Fé com igual devQçad, Por Chrifto noíTo Senhor. Amen. ^ .. , ;■ X / BõtíC4 frsehfa , Bemeàiú '^âra a pureza^ para^í^nfia»^ cia 5 cmtra as mentiras , aleiws , e pa^ ra as fciencias , e alcançar o eftada pcr^ feito de Religiofas ^ àe que he gàda a grande Bíõutora , a Mâ$ru arca Sí^nta ^erefa de fESXdS ,fi&r fa^ imgemda dafantidade , e moMe de lagres do monte Carmelo. . - Antífona. E Sta flor do Garm#ío , hoart- , « gleria > dóAyiia, darim íbnoro da fâníida- de 3 exemplar 4^ liumíldad@ , « p^encia foi creada por Déos para bem das almas. A graça do Senhpr fe di^ndio om yqP fõs JaÊíos, E por iíTo vos abençoou o Senhor para íemprè, " O AC, AM. O - Deesde infinito amor- , (^ue oemtaa* tas prerogativas ,3 e prodígios innu- meraveis publicafl^ ao mundo a volTa grâ- êé ferva Santa Terefà dg JESÜS j conce^ deinos propicio , gue aíHni eotno g ‘adornan- tes parã bem (ks almas, @ para mofirar que no feu inflammado t;oraçâ4 dbava o tofío ainop j lhe mandafitea com hum dai>* ée tirar o ^ còfãçad- àffim ían^efli tirai eíl^ coraçaõ , e nejip fazei morada., para ‘ ' / que € Thefhm^ ao voiTo neííá gloria, Põr Qhíiílo nolTo Sç« Re^^mpèfti &s fkmy^-etn a fcienc^pw^â ^r fms dâ4^f^inas , e os Eft^ifms efârmi^rm Ps fi^s Mkosf ^ rà mâyw honrai e -gioHâ ^"&eos'^ e • hem úm ^^mas y ^ umognM í - grartèe Sumo do mundo ^ngeliço DoupO^i - ^ J -:..;'-.j'v. : AfíUÍmi^. ■ ' --sy^i^zo. '■ O ’ Doutor optiâí©- 5 ròxriiíio , e á^elk CO 5 eípleiídor áà .ftntá Igreja , ó bèáatéíiíitfaáó Sâé Tlfôi^ai j aiuaJop-f 31 lèi difiM ^depreeafcpof^fíí^âá \ f i Aríibir y e õffipú o StíihOr ao teiÉrn»^ turado Santo Thoifl^ít , E lhe veftiò á eftolíe^d^ gioria, A^Çr-A . 0 ’ Déõ^ , qm iíMra^s a voffaj^gárejl çoríí admiravol eiítídi^Ò, ea. fe£ii2fi« zaia cúm as obm^ faiítas do voUb vèntiífado fervo Santo Thòmaz , vofíb geiico Oociíor j eoncedeííios pfopick>y]qiigr pelas £iâs deprecaçdeiis^i e dòiítrinas nhârnos verdadeiro cophecintónto , 4 Íe tx^ do , quanto enfmett para a falva^s^rdá^' udíTas atas > e para y ii gio- 5o8 Botica preMiofal gloriai Por Chrifto noflo Senhor. Arnen* u O R A C, A M, Que 0 Angelico Doutor Sao Thomaz dt Aquino recava antes do ejiudo , da . vi. liçao ^ ou ddprégaçaÕ, T '^;Ehi;,.Sánde:. Spiritus , reple tuorum ‘••Vrv corda fidelium 5 &: tui amoris in eis ignem accende :^ qu^ ' per diveriitatem lin- guarum s inultarum gentes iii unitate fidei congregaili. f. Emitte fpiritum tuum , &: creabuntur. Et renovabis faciem terrae. O R EM U S. D r Eus , qui corda fidelium Sandti Spi* ritus illuftratione’ docuifti : da nobis imeodem fpiritu reda fapere, & de ejus confolatipne gaudere., i' i , Outra laraf ad. A Ures , & oculos cordis mei Domine TJefu Ghriílé aperi 5 ut audiam , & in- telligatn fermones tuos , & paream tu^ vo- luntati; Peregrinus, ego fum interrayman- data tua ne me celato: patefac oculos meos, nt quae funt admirabilia in lege tua , in- telligam; Da mihi fedium tuarum ailiftri- cem fapientiam ,* quae intelledum meum illuminet , cor meum puriicet , affedunv meum inflammet ad cognoicendum , & aman^ e Thefouro fredôfo da Lapa. ^ 309 àmandmn te. Dominum Deum' meuiií iii omnibüs , & fuper omniâ. ^ ; O R A Cj A M : De SaSThomaz, que frequentèmnte zia antes de entrar a diãaf ra cadet- rà , e antes que efcrenjejfe , e antes qUe trésaífe ■, a qual. tamhem díZía , edí'^ o R. P. M. Fr. Joad Franco quan- do ejcrevi a os Jeus doze tomos de Jer- moens , tao eruditos -y e^ejiimados pd^ mundo , e 0 Mejire da vida ^ e mais li- vros 5 i^c. C Reator ine^abilis , qui de tlieíauris fâpientise tus tres Angelorum . hie- rarchias annotafti , & eas íuper Coelum Empyreum miro ordine collocafti , univerfi partes elegantiílimè difpofuifti. 1 u,- inquam , qui verus fons luminis , & lâpi-^ cntise diceris 5 atque fupereminens princi- pium; infundere digneris fuper intelledus mei tenebras tuse radiu claritatis, .duplices, in quibus natus fum , à me removens^ te- nebras , peccatum fcilicet , & ignorantiam^ Tu , qui linguas infantium facis d i fertas , linguam meam erudias atque in labiis meis gratiam tuae benedidlionis infundas^ Da mihi inteiligendi acumen , retinendi ca* pacita- 5 . ^ itiQduín .. & litatem , interpretandi iudtilijatetS, loquen- ^granam wiofam. ; ingreffum inftmas , J^gíqíTuni dirigas, dç egreffiuu compleasf f^^ra aS: 'midades , e paym fe ah rer Antifona* , ^%èe.c^s mi. dq^ pi^Qdi^iqç.^ admi,. da fanti4ad.e ^ amor >£ ipíeí^ed^. B9Í nqg aq. Fillio (kr De(3s, ' ... ti, da kQma, > e, gloria de D-aq^^ Sag Viçente Ferrer Iquvadp. aos Ceos^ . Q R A C, A M,. AJnipqtent^^Deos , eSen]ior ,v^ çme, uluitr^es, a, yqlla, Igr^a, çom, a dp^cv fT dp voiTo. hemayenujradQ. Çônte^r §aa:\Cicente ; cojicad^ps feja- mos ingruidos com, os feua, exe«ipJo&/et g ^'P^%rPafirpcima liyfea de tqdps os inâ-, K, Çiíriííq iiQflTqeSejiiior^ Am^n, Re^ e The fourú pre^t^ánÃLapa. 3 l i' Re^edi^ fítra as,q^imii ^ - gado Sao V maneio, ✓ ■ r Q Uem quizer vir a mim.sy a fi méíchQ , <^egue ja<íka Cruz , e y. V ;iv^íP 6ornQ a v ]^.' A^fii çóíí>ô o tetlfo -do ■ Q R- Làv- A Mv.... ' . ]^s-y qâe ;c:Cepj eí ^va^aêi^íüág-: eíloias com o íangue do cordeiro. f. Com 3*2^^ Bútkã predofa', Com gloria , e honra o cçroaftes , Se- nhor. Eo con^ituiftes fobreas obras das vof- áás màoSi» ^ f L o R A C, A M. O iinhor Deos , attendei ás noíTás fiippli- LJ cas j para que nós, que conhecemos, que pelos noíTos peccados fomos reos da voUa juftiça , fejamos livres do caftígo , que merecemos , por interceíTaõ do voíTo bêmaventurado lervo Saõ Vicente. Por fj>hriito noíTo Senhor. Amen. Kemedio para alcançarem efmolas ^ e pa^ ra jazerem feus exercidos efpirituaeSy ; conjijj oens geraes , para os Miffwna- ^ rios pregarem com efpirito , de que he advogado o grande Sao Vicente de j P^f^^^dor da Congregação da MiJTao^ ■ -r , Antífona. A PpIicoufe SâÒ Vicente bem redla , e verdadeiramente em prefença do im Usos a- ioda a cultura do minifterio da • -cala do Senhpr , conforme as leis , e cere- monias , procurando a feu Deos de todo o leu corapaÔ. Rogar por nós bemaventurado Saó Vi- cente, Pa- e The/ ouro premfo da Lapa. 313 jte. Para que iejamos dignos das promeffas de Chriito. ' ^ O R A C, A M. D Eos ) que para evangelizar aos po- ' bres 5 íoccòrrer as miferias dos dei^ amparados , e enfermos , e promover o refplandor do eftado Eccleliaftico reno- vaftes o efpirito do voiTo Filho na Apofto- lica caridade j e humildade de Sao Vicen- te de Paulo : concedei nos por fua intercef- fao que livres das miferias dos noíTos pec- cados vos agrademos fempre com a mef- ma . caridade , e humildade. Pelo mefmo noffo Senhor JefuSvChrifto voiTo Filho, que comvofco vive , e reina em unia6 do Elpi- fito Santo por todos os feculos dos feculos, Atitem ’ o Remedio para nao morrerem f em os Sa- cr ament os , e para derramarem 0 feu • f angue pela Fe ^ de que faÓ advfigajdus as onzes mil Virgens , e Santa Urjula^ Padroeiras do BraJiL Antifbna. ^ O * Virgens prudentes,aparelhai as voiTas alampadas : eis-aqui vem o Efpoib , fahilhe ao encontro. f, A graça do Senhor fe diffundio nos vbf- fos labios/ “ E ^ E. por iíTa vos^ al^n^oou ó SenWií pafá íempfe. , ^ ' Q B.; A;C5.:'A M.' D . Aí^s 3 e vos peáimos ^ Senl^J? Dem 00^0 j veneremos -com inctííTátvel ^vo^âo as palmas , e martyrio ékSmt^é- Virgens., e voíTas Martyres Üríul-ii^ e companheiras , para 4. as poíFamOé' -celebrar com, atendimento pnro ,e agLmenos fre-^ ^çíJtemos com «kyotps obífguios. Pm* Senhorr A B^necUo contra os trabalhos, perfigujô(H- i. ^^ dãs tioví^ fanda^oeTu dc Con^ntos^ ^^^^eminarios , de que he advogado '^dShariaSy hmi dos fundadores- 4 tts Re-, . pisens Dominicam ^ é Francifcam em Portugal. v.. Ántíl^a,. Senhor o amçu , e ornòu e o y^io tas do í^raifo p Goropo. " ' f. Ãó jufto guiou Cf Senhor peJp«\cammÍios direitos. S-íW mpároií o. Reyno. do. Ceo. . .A B.^A ; D Eos j e omiiipótente. Senhor ^ que fof- clifger ao yo0b: be£naven--' utrado íervo Santo Zachariãs pajií^ afé novas « funda- e Thefoim puéqf^dsLapa. 3.15 fundaçQon^ £am> e tq 5 pedimos- progí-* cio , q^ufi pelos feu$' e to interceíIaQ todemos nos. BOÍfi^s,cora§Qei^ o voíTo divino amor ^ para que enri^queâ-» dos- s e ftjndameBtadoe com: efte tli&uro: vos Vamo^ gpxar na voííd morada, celedia^ por todos, oá fecmlos. Amem- Remedio cmtra^QS. tmmens ^ y,pfi 0 t e ar eorvtkpto, he aàmgaà^ ta Bark^r a. Atidforia- , D Èos vos falve ^ d Virgom- glorioím fingqlar ;,e generofa ,, Do alto Paraifo mais.flatmnante , “ Agradavel- a Deos R#fa, vernante j, Que folles em. tqda. a idade , , Lyinod^eundOf > Ãoíi da. çaÔàdadef : , , Deos vos falve , formo ià emaíura Galante toda , toda. bella 3. e pum Que pqr mais eílimada Na fonte d.ar pureza foia lavada 5, Ficàndò doce , branda 3*e maia íuave, E comi as'- de maia virmdes Deos' fabe; Deos. vos làlve, Ofíabia , q«e entestada Nadiabeis offender , quem vos deo vida, Com lentido taô gra^ík , e tal cuidado-^- ' Que ignorante da culpa,, e^ de peccado- Omd» a vo3^ do Vos Ài6 Bútká precíofa , Vos charaâ para a . coroa a cada hora. Deos vos íalve, ó Barbara , que humana Venceis na terra as luzes de Diana Quando com os íeus rayos Reparte ao Mundo luz , ao Ceo deírnayojj ^ E buícando EndimiaÓ mais gloriofo , ' Com cânticos feguis a voílb Efpofo. Deos vos falve , ó bemaventurada Barbara- á que de tudo preparada Para os celeíles nobrçs defpoíorios , ^le a terra ignora , e faó ao Ceo notorios, PaíTaíles em gloria tanta , Que inveja o Mundo, o mefmo Ceo efpanta. Deos vos falve , ó bella Margarita , Na coroa de JESU§ já^ poíla , fita , E pois qup delle fois taó eftimada , Querei , Senhora ler noíTa advogada Para que^ deíla forte Tenhamos boa vida , e melhor morte.Ame. p. Com a vojfa belleza , e formofura. Caminhai > e reinai , ó Firmem pura. ,0 R A C, A M. P EdimoS'Vos Senhor do Mundo todo , Que Barbara , que he Martyr Virgem voíTa , Tanto comvofco poíTa , E nos valha de modo , Que alcancemos de vós por dita ^ e forte > . - To- eThefouTo pTcciofo ãã Tjãpã, 3^7 Tomandç de ante maõ os Sacramentos , Lograr noíTos intentos Em huma feliz morte , E livres da maldade , que ho notona > •Vos vamos agozar na eterna gloria , Naó nos negueis, meu Deos, o amparo voílo Por ChriílovoíTó Filho, e Senhor, noüo. Amen. . ^ „ S AÕ muito grandes as virtudes dejta oraçaÕ ; porque Santa Barbara a dea a huma devota -fua e o Papa Urbanqa mandou por grande mimo ao BífpodeLo^ chim Dom Fr. Miguel Rangel y o qual ã levou conjigo d fepultura , e deo vida a vtuitas peffoas, Tem particular virtude contra os trovoensyrayos ypejic y e ar cor-* rupto. Refer efe hum milagre , que cahtn*- do hum rayo entre vinte , e tantas pejjoas^ que traziaÕ efta oraçao , matop fo a hlu-* ma y que a naÜ trazia. Remedio para tudo quanto fe qmzer ah cançar de Deos , de que he geral advo^ gadipu milagrojijjima Senhora da Lapa» Antifona. O * Virgem SantiíTima da Lapa , Joa-- quim , Aiina , e Jofeph , eu vos dou o meu coraçaó , e ahua minha , e me alr c^çai do yoíTo amado FUIio tudo quau- B&tka ' quatio ^a ^ifihâ faivaça^ > « gbríi voíTa, honra, e gloík íiia. ^ f . Orai por nós, Virgem M% de Deos . é Sei^õrà da Lapa, Çara^qiie fiamos dignos das pfomcíTas de Chfifto, ■ O R AO, AM. 11^ Eu Senhor^' Jefu Chriílo, que com AVA âdniifãvei proridêücia quizeftes , qi^ a fagradâ imagemde voíTá May San- tiffima da Lapa íe cõn-femíTe livre dos Sa-^ ra^nos ; e que depois de expulfos appare- ceffe miíagrôíãmentè para beneficio dos fi^s , ^Ue fe valem do feu poder , e lhe offere^m votos: fazei, qqe infiammádos os noíTos eorâçoeiis em devotos âffèdlQS, e livies às noíTas almas de todos os iními- ps , appareçafflos purificados nâ voíTa pre- feiíça para vermos intuitiTamenté no Ceo o purifíímo original de tâó milâgrofa co- pa 5 e para gozarmos as felicidades da bemaventurança , onde igualmente com voflTo Eterno Pay , e com o Efpirito Santo viveis, e reinais para fempre fem fim. Amê. ^ Nao he jufto que no fim defta receita deixe de recitar huma grande mercê , que com a medicina do azeite bento obrou nofla S^ora da Lapa no Real Convento e Tbefim^ prechfs da Lapa, 5 19 de Odii^etlas eftandô eu 4 e Miliao corti çença do M. Reverendiffimo'?. M. J>Oürôr Fí.jaieph Cardoib D, Abbade ga^al, e Re- formador da CongregaçaÔ de S. Bernardo , Efmolermôr de .S.Mageitadeje de feu Con- ieliiO') ^tie como tad benigno , e defejolb do bem eípirituai das íiiasüibditas cónce- deo licença para eu fa2;er MiíFab , e con- feíTar gerairaente as Religiofas , oiide ‘para coníbiaçad minha louvei muito a Deo§' por\ ver tanta virtude , e commoçab nas Mif* foens 5 e .obfervei que nunca entrei na Igre- ja ou dc manhã , ou de tarde lem ver os Confi/Tionarios povoados de Confefíbres ,6 a frequência dos Sacramentos, poi^ certa- mente todos os dias tem tres mefas de có- munhaô , e até para as feculares , e cria^ das, ê Coro muito laboriofo , e cantado, que dias obfervei de tres e quatro MííTas cantadas, íendo o R. P. M. Doutor Fr. Caetano de Saó Payo Dom Abbade , e a IHuftriffima Soror Dona Luiza de Moura Abbadeça do Mofteiro. Grande mercê que nojfa Senhora da Lapa fez a huma Religiofa. D Epóis que entrei com a MiíTad , c a alfervorar a devoçãô de noíTa SenhOra da Lapa ,00 Roíario cantado > 0 rezado ' , coin 320 Botica preclofa l com outras devoçoens a noíTa Senhora , e benzer o azeite , e a curar com elle aos en- fermos, teve tal fé Soror Maria do Carme- lo , Religioía do mefmo Moíteiro de Odi- vellas , que padecendo infoíFriveis dores em hum joelho inchado , e deslocado, poz- Ihe o azeite de noíía Senhora , e ao ama- nhecerfe achou com elle tódo fao , e livre de toda a moleftia , e lefao , que lhe impe- dia o andar , e para mais fe confirmar na devoçaó , e fé de noíTa Senhora da Lapa , padecendo hum forte defluxo no peito íem poder tomar refpiraçao , e pondolne o azei- ze enx forma de cruz no peitos, logo ficou aliviada , e livre das ancias , e affliçoens, com que eftava. Aflim foccorre MARIA Santifíima a quem a procura j e ferve, O certo he quiquem fe chega a MA- RIA Santiflima noíTa Senhora da Lapa,nad volta fem experimentar muitas melhoras : cheguemos todos a efta Botica preciofa,re- corramos com viya fé ., choremos aos feus foberanos pés , que delles nos havemos de levantar faos , e falvos , e feja ella lou- vada de dia, e de noite, para que a louve- mos em companhia de feu muito amado íilho eternamente neífa gloria. Amen. Icim da receita das invoeaçoes dos Santosl . m e Thefourú premjo da Lapa, 521 Modo de rejtfiir aos peccados y éi adquirir *vvv-.'i ^ . virtudes, \ - Remedio ' contra a foherha. A Soberba definefe aíTim : B.e bum ap^ p£tite defordenado daproprm t,xceh kncia.^^Q vicio , dizem os Santo Padres, quaiie a mãy, e- arraiz de todos quantos yi,- cios ha jio, mundo. Quem quizer lançar fo- ra de. íi éfte vicio , ha de valerfe deílas , ou de femelhantes' confideraç©ens,e r^fexoens, Gonfidera o caíligo que tivérad aquei- les Anjos , que fe enfòberbeceraõ , os quaes, em líum inílánte foraô derrubados do Ceo, nos, abyfmos», Conlidera como efte * viçio fez de Anjos demonios , e de eftt^ellas^ do Ceo tiçoens do Inferno : fazé JãgqrV éílu reflexaô fobre ti. Poia. fe ' a fobethaÂZriâo; aos Anjos, que eraota6perfeitos.:5\onQbre^ pela fua natureza , que me fará a lòhç.rba a, mim , que íbu pó , e cinza ? Deos he !.agq- ' ra o que ferppre foi , agora ! aborrÇce a íb- berba,como a aborreceo femprec; pois fe Deos he igual para todos , fe por hum pen- famento de foberba caíligou os Anjos , e os derrubou no Inferno , que me fará Deos a mim ? S, Vicente Ferrer nos dá parte alcançarmos ejla virtude os melhores dk, ííamts ; que até agora fc efcreverao» - \ ■'■i 322 ^ Botica premfa , ^ DI C TAM ES J)o Jnjo do Apocalypfs S^, Vicente Ferrer para adquirir a humildade, jTy Ara abraçares o eonjelho de Cbrijlo : \ Siipis vult poft me venire , abneget femet , &c. Deves mortificar^ e con-^ femet ipTum ,&c. tradiéer em tudo a tua vontaae , e metet- la debaixo dos pês, e abraçar a vontade dos outros , fendo efpirituaes , e virtuofos, ^ Conferva a paz interior , efó te inquie- ta còrn os pe ceados para os chorar, Nao te efiimuhs y nem te indignes contra os de- feitós dos proximos ; conferva para todos èntránhas- de compaixad. 3 Preparafepa- ra fo^r^^ a dverj idades por amordejejíi Chriflà, fodo 0 defejo de honras , e efiima- èoens tofta -6 logo ao principio. Foge de todo^ ^is' louvores dos homens , e alegrq^te fó coM' os feus defprezos. 4 Traze conti- mamente diante dos oibos os teus defeitos^ epeccadosy t os defeitos dos proximos lan- ã-osdetrazdas cefias^ difculpa^os.dt- minué-os ‘. ‘ aparta os olhos das vifias dos outros , olha fó para ti , e Julgaf e conti- nuamente à ti fm fingimento, q hm todos ' às teus pènf ament os , palavras , e swras julga que^ nâÉ faÓ em tudo perfeitas ^màs antes ^manchadas com muitas mghgçsi* , ' cias « e Thefoaro precivfo da Lapa. 323 cias. Continuamente reprehende-te a ti mefmo , Jem deixar coufa alguma fem re-* prehenfad , nao fp 0 mdo , mas ainda os penfamentos inuteis. 6 Na prefença dc Deos te julga por mais vil , miferavel , e digno de caftigo , que os mayores pecCado- res do mundo j e conjlderã 0 que feria de ti^fe Deos ufara de fua jujliça, 7 Con-* Jldera continuamente , que toda a diligen- cia , que fazes pelas virtudes , nao nafçe de ti,fenaÕ de Deos. Perfuade-te fempre^ que naÔ ha peccador mayor no mundo , que fe tivera os auxilios , que Deos te deo a ti pela fua mJfericordia , naÕ correfpondejfe melhor a Deos. 8 Em quanto te vilificas y e comparas cem os mayores peccadores do mundo y nao he necejfarío y qut defças aos teus peccados em particular , e fe 0 fize- res yfej a nefia fórma : V. g. Aquelle he homicida : e eu miferavel quantas vezes matei a minha alma ? Aquelle he adulte- ro y e eu quantos adultérios commettiy dei- xando a Deos , e amigandome com 0 diabo\ Kemedio contra a avareza. A Avareza eoníifte em hum defejo def- ordenado de riquezas. Quando /CÍ^ te vicio tentar o coraçao do peccador , de- ^endafe delle com ellas coníideraçoés, Dco$ X U guan- 224 "Botica preciefa] quando defceo do Ceo á terra , nao quíz poíTuir as riquezas , que eu defejo ; mas an- tes de tal maneira amou a pobreza , que to- mou carne humana de huma Virgem por bre, e humiíde, e naô de huma Rainha poderofa : quando nafceo , nao quiz fer nofpedado em- palacios , íe nao em hum prelepio fobre huma manjedoura ,e fobre palhas : ,em quanto viveo nefte mundo, lempre viveo pobre. Os Embaixadores, que bufcou para publicarem a fua doutrina, e os Principes , que tomou para a fua Igreja, foraô huns pobres pefcadores : pois que mayor vergonha , que eílimar eu^aquillo , que o meu Senhor defprezou ? Confidera mais a vileza do teu coraçad ; pois fendo a tuà alma cfeada á imagem de Deos , e re- mida com o fangue de Chriílo , agora a queres perder por hum vil intereífe do mundo. Deos nao daria .a fua vida por to- do o mundo e deo-a de boa vontade pela tua alma : logo íeguefe , que a tua alma vale mais que todo o mundo. As verdadei- ras riquezas nao lào ouro , e prata i fao vir- tudes , e boa confcieíicia. O oüro , e a pra- ta fao terra com. melhor cor , a que a eíli- maçaó dos homens deo o valor j e iílo, que ®s Filofofos gentios defprezarao , quero eu, eíli- e Thefouro pfeciofo dã Lapa. 32^5” eftimar , fendo difcipulo , e filho de Jefu Chrifto ? Ifio Ire vergonha fiara - quem pro- feíTa a lei de Cliriílo , e o íer imitador de Jefu Cliriílo. Remedí-o contra a luxuria. A Luxuria coníifte em hum defejõ de çujos , e deshonejtos deleites. Quan^ do eíle vicio abominável tentar o co^açao do peccadorjdefendafe delle com eftas con- fideraçoens. Primeiramente coníidera , que eíle vicio na6 fó cuja a alma , que o Filho de Deos alimpou com o feu fangué , mas também çuja o corpo , no qual , como em - hum facrario , fe depolita ó^corpo de Jefm Chriílo ; e fe he grande culpa o profanaro templo material de Deos , que culp*a ferá o profanar o facrario /em que Deos mora? Confidera também , que eíle peccadotom* mummente íiao fe poem por obra fem efi* candalo de outras pelfoas ; e iílo he huma coufa j que ha de ferir agudamente a cçn- kiencia na hora da mgrtej porque fe a lei de Deos manda , que quem tirou huma vi- o pague com a vida ; quem fez huma da morte, o pague com a morte j quem caufou tantas mortes dp almas , como ha de pagar iílo ? Coníidera também os maleá , que a peíle deíle. vicio traz comligo, Primeira- • mente Botica preciofa , mente rouba a fama , e nenhum rumor he mais infame , que efte rumor : debilita as forças , aíFeya a formofura , tira a boa dif- poíiçaò , deita a perder a faude , pare in- numeraveis achaques , chama pela velhice, tira as forças do engenho , embota o juizo, aparta ós homens dos exercicios honeftos , e fallo efpojar no lodo , para que viva , e morra çujo* Remedid contra a ira. A Ira coníiíle em hum defordenado dè~ fejo de vingança contra quem cuida- mos , que nos offendeo. (iuando efta vicio tentar o coraçaô do peccador , defendafe delle com eftas coníideraçoens. Primeira- mente todos os animaes brutos na fua efpe- cie comummente confervaô paz ; os elefan- tes ajuntaõfe com os outros elefantes, as aves andad aos bandos , os peixes aos car- dumes , e até os mefmos demonios do In- ferno lá confervaô fua liga entre li ; e fó os. homens , que deviaó fer humanos por natu- reza, confervaô entre íi entranháveis odios, « iíto dando a natureza a todos os brutos armas , e naÔ dando armas ao homem, pois o creou defarmado , e nú , para que naÔ ti- veíTe com q fazer mal. Confidera mais , que todo o tempo , que ellás em odio , naÔ po- e Thefouro predofa da Lapa. des ofFerecer a Deos facrificio alguiu.v que llie iya agradável j e por iffo . nos jnaiida 0 áofíb Salvador reconciliar primeiro fcom os noíFos proximos , antes de. lhe o^recer fair Crificio. O remedio , que pode teipe^e vi-r cio , he arrancar do coraçaô a raih do. í^io, a qual he o amor defordenado j-.quÊTcada hum tem a li mefmo. De mais ;, que quando hum homem fentirem II algum rpovdmen^ to de ira , nao fe crea a íi mefmovnaò faça caio do que lhe diz o leu coraçad ^ ainda que lhe pareça , que tudo he muy pofto em razaõ , dilate a execução , e do tempo a que fe aplaque a cólera j e entre tanto reze de?- votamente o Padre noíTo. Fxemedío contra a gula, A Gula coníiffce em hum defejo deforde-- * nado de comer , e beber. Quando eftd feyo vicio tentar o coraçaõ do peecadpr,do- íendafe delle com eftas confideraçoeiis. Pri- meiramente coníidera , que por humr-pec- cado da gula veyo â morte ao mundo j e por iíTo efta he a primeira batalha , que ha- vemos de vencer , fc.he que queremos ^fahir vencedores de todas as outras batalhasipor- que para nós vencermos os inimigos de fo- ra 5 he neceííario primeiro vencer os ini- migos de dentro ; porque com pouco fruto faze- ^2^ Botica preciofd^ wzemos nós guerra aos inimigos eftranhos,' fe dentro em cafa confervamos inimigos. Conlldera a abílinencia de Jcfu Chriílo , o qual tratou afperamente a fua fantifííma carne, que padeceo muitas fomes para nof- fo exemplo : pois fe aquelle Senhor , que füfterrta todo o mundo , padeceo fomes^or ® mor de mim ^ eu por ámór de mim mef- mo *porque naÔ as padecerei ? Conlidera a abílinencia dos fantòs Padres do ermo , que fe fuífentavao com raizes de hervas ; pois fe elles , porque quizeraõ ir ao Ceo , fize- •xaÓ iíTo , eu , que. quero ir aonde eiles fo- ■rao , porque me trato com deleites , e re- galos ? Coníidera também quantos pobres haverá no mundo , que teriao por grande felicidade o yeremfe^fartos de paõ , e agua. 'He verdade , que o batalhar contra a gula, -e adquirir temperança , ifto cuíla muito ; -porém: diz o Sabio elegantemente : Que o 'trahaiho pajfa j e a mrtude fica» ^ yviBemedio contra a inveja» j^u inveja conliíle em huma trifieza do~ ^^ beimalheo^ epezar da felicidade dos ~mtms\ Eíle vicio he horrendiíTimo , e ge- -neralííhmo por todos os eftados de peíToas. Qilândo eíle vicio tentar o coraçaó do pec- 'Câdbr 5 defendafe delle com eftasconfide- ■ raçoens. € Thêjhuro pr e ciofo ãa Lapa. 329 raçoens. Prímeiramente conlidera , que to- dos os invejofos faô femelhantes aos demô- nios, os quaes^ tem grande pezardas boas obras , que nós fazemos , e dos bens eter- nos , que alcançamos. Os homens jnvejo- fos á femelhança do demonio coftumao ter inveja da felicidade dos outros nad tantp, porque .pertendao alcançar a felicidade del- íes , quanto porque defejao , que todos íe- jaó miferaveis 'como elles. Em o invejofo -ter inveja dos bens alheyos , nifto he o in- -vejofo inimigo de fi mefmo ; porque de todas as boas obras do proximo fomos nós todos participantes , fe efti vermos em gra- ça de Deos ^ e quanto mais , que he evi- dente lemrazaó o ter inveja, da virtude dos proximos , quando todos, deviamos eftimar ifto ; porque todos^ participamos do que elles íázem. Remedio contra a preguiça. A Preguiça conílfte em huma frouxidão de caraçaÔ para obrar bem,e em bum fajiio das coufas efpirituaes. Ceando efte vicio tentar o coraçaô do peccador , defen- dafe delle com eftas coníideraçoens. Pri- meirariiente confidera quantos ^trabalhos paíióu Chrifto por amor de ti defde o prin- cipio ate o íim da fua vida : conlidera co- 530 Botica pyecíofa i mo paíTava as noites vigiando , e orando por ti ; como difcorria de -huma Provincia para outra Provincia , enli nando , e curan- do enfermos de corpo , e alma. Confidera na fua. paixaÓ quantos trabalhos foíFreo por amor de ti : pois fe hum Deos de infi- nita magefiâde trabalhou tanto pela tua falvaçaõ , que deves tu fazer pela tua fal- vaçaõ ? Confidera , que trabalhos padece- ■ rad os Ápoftolos , quando ToraÕ por todo o mundó a prégar o Euangelho ? Confide- ra o que padece rao os Martyres , os Con- feíTores , as Virgens , e os Padres do ermo, enterrados vivos pelas covas dos defertos. 0 )nfidera , como nenhuma das outras crea- turas eftá ociofa. O Sol , Lua , Eftrellas , e Orbes celeftes , todos os dias da 6 huma “volta ao mundo para te fervir a ti ; as her- vas , as plantas , e os animaes também tra- balhao para teu proveito : pois como fenad envergonha hum homem de iiaÒ aborrecer aquelle vicio , que a mefína natureza abor- rece ? , 4 eThefouropreciofo ãa Lapa, 331 PRAXE “ DE CURAR ESCRÚPULOS. ^emedíos geraes para os efcrupulojos. O Primeiro remedio he procurar a gra- ça j e ps auxilios de Deos , para que com as luzes do Ceo fe polTaÒ conhecer os laços do demonio ; ifto fe faz com oraçoês proprias , e alheyas ; com jejuns , e obras penaes , tendo fempre para li o efcrupulo- íb , que de íi nada pode , fe a graça de Deos o nao ajudar. E a razaô deíle reme- dio he, efta ; porque tanto que a creatura^ orar , e fugir das culpas , nab lhe ha de ne- gp Deos o efpirito da fabedoria , e enten- dimento para vencer todos os efcrupulos ^ como diz Santiago no cap.i.n.ç. Siquis au^ tem vejirum indiget fapientia , pojiulet à Deo ,5 qui dat omnibus affluenter, O fegundo remedio he , que em mate- rias moraes na6 fe-pode alcançar certeza infallivel 5 bafta ao efcrupulofo, para poder obrar com boa confciencia , o ter opiniaÓ provável ou dofuperior, ou do ConfelTor douto 5 e prudente : e a razao he ; porque ainda no cafo que eiles errpm, o efcrupulo- fa 33^ Botica precioja -i io íeguindo o feu confelho nunca erra; por- que a ignoraiicia invjéncivel o defculpa. Ita Navarro , Rodrig. Bajfeo , e BoJJio pag, 2. m.i.§.5'3. O terceiro remedio he , que vendofe o efcrupulofo muy vexado de eícrupulos , e aparelliado para jurar, que fez ifto,ou aquil- !o 5 fe o ConfeíTor julgar o contrario , deve crer ao Confeflor , e a razaó he; porque co- mo o efcrupulofo tem a alma attribulada, enferma , e opprimida de efcrupulos , naô pode ler juiz em caufa propria ; o Confef* for íim , porque eílá livre da fua enfermi- dade. Ita Navarro. O quarto remedio he ; que tanto que occorrer o efcrupulo , naò fe fomente , lan- cefe logo fora, mudando a coníideraçaô pa- ra coulas uteis , procurando fempre imitar na vida aos homens pios , e prudentes , fa- zendo o que elles fazem , e fugindo do que elles fogem. Ita Layman. traci. i.c. 6.n.i» O quinto remedio he , que confultado hum ConfeíTor douto , e temente a Deos , naô he neceíTario confultar muitos mais , e a razaô he ; porque a variedade de con- felhos caufa grandes perturbaçoens nas confciencias efcrupulofas. Ita Laym. Me^ dimj Bajfeo , D, Antonin. e no cafo , era que e Thefouro preciofo ddLapal 335 que o eicrupuloio feja peiioa douta , fem- pre deve bufcar .0 confelho do diredlor, ainda que menos douto e a- razaõ he ; por- que fe hum Medico douto adoece , ; nao ie cura a ii , curale por outro Medico. Tam-- bem deve o efcrupulofo douto tomar para ii os remedios , que elle nos mefmos efcru- pulos daria aos outros. Ita Rodrig. Baffeo, O fexto remedio he , que conforme diz S. Antonino , as meditaçoens , oraçoens , e liçoens efpirituaes do efcrupulofo nao de-, vem fer de coufas horrorofas , como fao In- ferno 5 Juizo 5 e Morte j devem fer de cou- fas do Ceo 5 e da Gloria , que caufa fereni- dade de animo. t O fetimo remedio he , que o efcrupulo- fo deve obrar o contrario do que life didja o feu efcrupulo : V. g. rezaftes as horas Ca- nonicas , dizvos o efcrupulo, que rezeis Outra vez ; porque rezaftes com diftrac- çoens , ou porque vos efqueceo ifto , ou aquillo ; nao deveis rezar outra vez. Con- feílaíles os voíTos peccados com mediana~ diligencia , dizvos o efcrupulo , que repi- tais a confiíTaÔ , porque na outra naô dif- feíles todas as circumílancias das culpas naô deveis repetir a confiífaô ; e a razaó he; çorque ainda que a voíTa coijfçiencia diga, - que 3 34 Botica preciofa y . que nas duvidas fe ha de feguir a parte mais fegura , e que he mais íeguro tornar a confeíTar, e a rezar, ifto fe entende, quan- do a duvida he prudente , e naó quando a duvida he de enfermo de efcrupulos ; por quanto nefte cafo tutior par s eligenda^ na6 he o feguir o efcrupulo , he o pizar o efcru- pulo. Ita Alvar, da Paz-, Laym, ac Bonae, E por ultima conclufaõ dizemos, que quan- do os DD. daô efta regra , que o que ejld certo da obriga çao y e duvida da fatisfa-- çao y deve fatisfazer^ ifto naô fe entende nos efcrupulofos j porque fe o efcrupulofo he homem bom , e temente a Deos , duvi- dando efte fe lhe efqueceo ifto , ou aquillo, devefe crer que tem íatisfeito á fua obriga- ção , em quanto certamente lhe naó conftar o contrario. ItaCaiet. Piliuc.iy* Sanch, Remedio para os efcrupulofos, que cuidaÕ, que nunca fe eonfeJfaÕ hem, H a muitos efcrupulofos , que depois da confiíTaó nunca ficaó quietos , e tem para li , que nunca fe confeíTaô bem, ou porque o exame naô foi fufficiente , ou por- que naó diíTeraó todas as circumftançias dos que confeíTaraó , e por ifto querem re- petir muitas vezes as mefmas coníiftbens : parâ tirarmos efte efcrupulo , dizemos, que^ e Thefouro prechjo ãa Lapa, 33^ a Lei (ie Deos he fuave , e por iíTo o pre- ceito da confiíTao deve entenderfe confor- ipe 0 que he juílo , e razaõ. A confiiTad, pa- ra fer boa , naõ he neceíTario fempre , que feja maíeriaimente inteira , bafta que Jfeja formalmente inteira : ifto he , que fe con- feíTein todos os peccados mortaes , que oc- correm á memoria depois de hum fuffici- ente exame , fendo fempre a tenção do pe- nitente naô occultar algum fem jufta cau- fa ; e ainda que ou por ignorância, ou por efouecimentojiaô diga tudo, fempre a con- fiílad fica fbrmalmente inteira , que he ao que Chriíto nos obriga, lía Laym. Konmk, ac Reginald, l. 6 . n. 1^1, O exame fuíiiciente he aquelle , em que a creatura poem huma diligencia féria , e íiifficiente , a qual poria erri hum negocio árduo , e de grande importanda , porque o negocio , que mais nos importa , he. a fal- vaçaõ ; advertindo , que a peíToa , que ti- ver grandes commercios , e negocios ,ne- eeílita de mais exame , do que aquelles, que tem a vida quieta , e defembaraçada. j como também os que fe confeíTaÕ raras vezes ) neceíEtao de mais largo exame , do que os que fe eonfeíTao 'frequentemente. A diligeqcia deftç exame xiaò deve fer fum- 33 ^ Botica precioja^ ma , e exquiííta , baía que feja mediana j deve a creatura confiderar as couías , que fez 5 os lugares , que frequentou, as peíToas, com quem tratou , os vicios , a que he mais inclinado , e o tempo , que paíTou defde a ultima confiíTaó ; advertindo , que ainda que a memoria feja má , nem por iíTo íe obriga a efcrever os peccados , para que lhe na6 cayaõ da memoria *, porque iíTo feria pezo intolerável : fe o fizer fem perigo de perder o efcrito , ferá a diligencia lou- vável. Advirtaíe mais , que le feitas as fuíiicientes diligencias no exame , ficarem alguns peccados pOr efquecimento por con-í feíTar, faibao os efcrupulofos , que todos os feus peccados cahem debaixo da meí- ma abfolviçaô , 6s confeíTados direãe , e os efquecidos ItaConc»Trid. Aos efcrupulofos naô fe devem permitr tir confiíToéns geraes ,■ por quanto fem ha- ver grande neceífidade , naó he efta a me- dicina para lhes tirâr os efcrupulos , fenaÓ para lhos accrefcentar ; porque como mo- jralmente fe naò pódem lembrar' de todos os peccados antigbs:, aqui fe abre porta a notáveis embaraços. SaibaÓ os efcrupulo- íbs , que Chrifto inftituio a confiíTad para paz da confciencia , e na6 para .perturbar ê^hefouròprechfoâaLapal 337 á Gòiífciencia , como úvi Granada \ q ao menos peccará yenialmente , como diz Na-^ varro , em confeíTar muitas vezes os meí^ mos efcrupulos , por quanto efta repetição impede a paz da confciencia. Ultimamen- te dizemos com Santo Thomaz , que- con- tra as virtudes na6 fó fe póde peccar por defeito , mas também por exceíTo. A regra, que ha'para faber , fe o exame foi fufíici- ente , e fe foi boa a confiiTao , he efta, Se depois de feita a confiftao occorrem á mie- moria mais peccados , do que ,os que fe confeíTaraò , íinal he , que o exame naõ foi fufficiente 5 e fe occorrerem menos pecca- dos , que os confeííados , he de crer que foi fufficiente o exame. . - Kemedio para os que naÕ fahem ^fe 0 con- fent intento , que deraÔ aos peccados , foi deliberado , ou indelib erado, Sta materia he taô diíficukoía , que Enchirid, c. ü diz Santo Agoftinho 78. que fó Deos pode com certeza dccernir çntre os peccados graves , e leves , e entre os confentimentos deliberados , ou indeii- beradosj que quanto cá os homens no mun- do fó podem conhecer ifto por algumas sççnjedturas. A primeirg conjedlura í que aílinaó os ^3? . Botica preciofa \ DÜ. he huma revelaçaó de Chrifto a S^- ta Terefa , que vem a fèr , o horror , que fe tem ao peccado ; porque aonde ha efte horror , he IJ-nal que ha caridade , porque a caridade he a que knça fóra o pecca- do , e a que çaufa efte horror ; e como os efcrupulolbs naÓ fó tem horror ao pecca- do 5 mas também ás fombras do peccado , naÓ he crivei , que fe ache com facilidade confentimento pleno em peíToas efcrupulo- fas 5 que faó as de que agora falíamos. A fegunda conjectura he, gue fe a crea- tura tem firme propofito de nao peccar com advertência , e repete muitas vezes no dia efte mefmo propofito , prefumefe que quan- do lhe occorre o penfamento peccaminofo , naõ o cqnfente plenamenrè , e a razaõ he. ; ^ porque aquillo , a que nos temos odio , fe acaío alguma vezo amarpios , ifto naó dei-, duvidas, porque a confciencia logo brada, A terceira conjeCtura he a que aíTigna Bcldeil. líh, I. f. 8 . o qual diz , que fe ha de examinar, fe a creatura, que duvida , fe confentio , ou naó confentio , he de con- fciencia timorata , ou fe he de confciencia larga : fe he de confciencia timorata, e ago- ra duvida fe confentio , pòdefe prefumir j. q[ue naó confentio \ porém fe he de confci- ^ encia e Thejbttru prectofo da Lapa, ^33^ enda còítumada a vícios, a.fua düvi4ahe grande fyndamento parà; preiumif;,gue^ p^-e- leitamente confentio.^ r-^.. A quarta conjedura-lie-de Bo^w np ,iit» I. §. 5 $. .0 qual diz , que lie linal qu^- flap hou ve .perfeito confentimento , quando do confentimento interno nao nrafce operação alguma externa* Efte linal , diz o, Jj^ptqr que he muito provayel; em peiloas, tiipprar tas j porque dado o - confentimento ínternp deliberado, he muy facil o proceder á.pbra externa , e fe. eíla obra? fe naó fegpio ■ , iinal he , que o confentimeftto upò foi plqnpi , - ; A quinta conjedlura he , que fe a tura fe acha de tal íbríe, difpoíla , que ain- que facilmente podeíTe cómette:r 0; pecça- do , naó o havia de.cómetter , fe pi*eíume > que quando lhe oceorre o penlairientodnáo^ o feu confentimento na6 foi deliberado» ' 4- fexta conjedura he , qu& íe quando o movimento torpe nos acomete ,, e enr trando o entendimento a advertir nelle , ^ vontade cuida logo em o lançai: f4ta.i .he linal que p\i naò houve confentimenfe af- gum, ou fe hpuvetal , ou qual confenli-. mento , na6 foi perfeito, A fetima conjeftura he , que fe inuito efçrupulQÍà , e: padecei íjppjiío^ X y penfa-: j4à. Botica preciofa ^ ' peníkmehtós torpes, & duvida fe helles pec* cou , ou naó peccou mortalmente , pergun» tefe a efta creatura fe acaío Confentiria èlla nifto deliberàdamente , fe advertiíFe , -c conheceífe muito bem , que iíto era pee- cado mortal ? Se refponder que naó , deve- íe julgar , que naó péécou mortalmenie no confentlrtíento ; porque fe prefume naó foi jlenò^,^ é a razaó difto he ; por quanto eftas Datàlhas de penfaiiiehtos daófé no eUtendi- meiitò : o demonio he o que levanta «ftas poeiras para perturbar a créaturà j e fup-i pondònos, que a creatura tem medo, e liorrór ás culpas , ainda que a materia dos penfamentos feja torpilTima , e ainda que houvéflb algum tal , ou qual abalo na- von- tade ^ é algum repentino confentimento, he de créif , que nao foi deliberado , e pleno* Tudo iáofaó conjedluras fomente prová- veis fe por iíFo fempre he' cautela confeíTar as dúvidas, que deixaó eítes confentimentos. Berne dio para os t[uecutdao , que fempre julgqd temer ar iarUentè do feu proximo. Uizò temerário he aquelle , que nós J formamos dos peccados dos proximos fomente por leves indicios ; porque aquel- le juizo*, que nós formamos do proximo eom íuffiaentes indicios , efto juizo naó he % e Thefouro preciofo da Lapa, 341 temerario , he raciona veL, e jufto , v.g. ve- mos a hwm homem fazer efeárneo do fán- to facrificio da Miifa e julgamos , que he herege. Vemos a hum homem dar dinhei- ro a u furas 5 e julgamos que he onzeheiroj eítejuizo naó he temerario , he racionavel, S. Thomaz affinar tres gráos sie juizos te- merários. O primeiro he , quando hum ho- mem por leves indicios .duvida da bondade do íeu proximo. O fegundo he , quando hum homem por leves indicios^ aflenta íii> memente , que o feu proximo he máo. E o terceiro he , quando o Juiz fó por fuípeitas condena ao reo. Deixando eíle terceiro in- dicio 5 ou juizo , advertimos , que mayores indicios fe requerem para 2i jufpeit-a, do que para a Juvida , e muito mayores indi- cios fe requerem para \\2iyQi juizo firme , do que para a fufpeita. Advertimos mais, que Os DD. variaõ muito em determihafr, le he , ou naô hepeccado mortal o julgar temerariamente ao proximo. Porém no que havemos de aíTentar, como certo , he niftoj que o duvidar , ou fufpeitar com fuffici- entes indicios nunca he peccado mortal. AíTentemos também por certo , que o fuf- peitar Çó com leves - indicios também nad he peccado mortal , por quanto o fufpei- 54 ^ Botica preciof a j ^ tar , ou duvidar com plena advertência , é deliberação fó por leves indicios , he fó peccado venial; e a razao , que daô os DD. he ella ; porque por efta fulpeita ( diz Caiet* ) na6 fe faz grave injuria ao proxi- mo 5 fe naó leve , por quanto a fufpeita fempre leva nas fuas entranhas duvida ; em quanto o noíTo entendimento naÓ profere definitiva fentença contra o proximo , nao injuriamos gravemente ao proximo. Ita Silveft. Soto de Juflit.il^ Jure q. Porém fe o jui^o temerario for com plena advertenda , e deliberaçaò , fe for juntamente em materia grave , e for naíci- do de leves indicios , então he peccado mortal contra a juftiça : que feja peccado mortal, provafe da Eícrkura fagrada ep. i. ad Gorinrth. c. 4. n. q. Itaque nolite ante tempus judicare. Provafe também com a razaó ; porque he fazer grave injuria ao proximo o reputallo por máo , fem haver lufficiente caufa para? iíTo. Que feja pecca- do contra a juftiça , também fe prova ; por quanto o proximo tem jus á fua fama , e •tem direito , para que ninguem o repute por máo , naó havendo racionavel caufa ; ^tqui que fuppomos , que a naó ha : logo •fendemos a juftiça do proximo em o jul- gar e Thefiyro preciofo da Lqfa. 543 gâr temerariap^ente. HaV^émos dê* advertir mais , que cjuando õâ indiêios forem cientes para duvidar dá bondade dopvroxi- mo , na6 nos obrigamos nós á' jlilgàri^o proximo por bom ,• baila havermos-soS nè-‘ gativamente , iílo 4 ie , naó o- i^putár por ' máo. Ita Caút. LeJJlus. Sayrífs^ Porém ferá caridade , que reputemos aqt proximo por bom , èiri quanto , certameiite nos nao coníta o contrario 5 e fe nao nos conílaiidõ certamente o contrario 3'qUizér- mos formar juizb do proximo , devemos julgallo bem , e a razaohe j porque como os indicios , que .nós teipos ^ fó bailem pa- ra duvidar , e naÓ para julgar , fe _ eu qüe- rendo-o julgar , o julgo pqr máo , julgo te- merariarnente 5 e táçolhe injuriappor quan- to nas duvidas ba de fè favorecer aõ reo ; é aqui ò.reó ( no meu jurzò ) be O proximo ^ logo devo julgallo a fèu favor , íe o-qüizer julgar. Ita Caiet.^Villàloh. toM.i. traCi * ' 14. âiff, 19. Saibáô pois os*efcrupulofos ;..-'que para o feu juizo temerário fer peccado mortal > iao neceifarias muitas circumilancias. He neceífario , que o feü confentimento feja deliberado , e pleno, j he nece-ílkrio , que o feu juizo ftja firme , e íem medo , de que po- poderá nao ler aíTim o que julga v he ne^ ceffariq , que os fundamentos para julgar nao íejao fufficientes ; he neceíTario r que a matéria do juizo feja grave ; e como os efcrupulofos commummente fejao peíToas de timorata confciencia , rara vez fe acha- ra em huma peíToa delias hum juizo teme- rario com tantas circumílancias , e por iíTo diz ^iafía , que muitos penitentes íe accu- fâOr ignorantemente dos feus juízos temerá- rios ; porque os juizos dos efcrupuloíbs commummente fempre tem formidinem fartis oppoJitài\ por quanto fe perguntarem a hum deílesi Tu julgas ijio por certo} Ha de refponder : A mim ajfm me parece j po- rém eu hem me poderei enganar', porque fe elle diíTer , que p julga por certo , então he. juizo firme , e-culpa grave. Remedhpara os que fe afjiigem , porque fe nad doêrao dos pe ceados , quanto . , _ deviaÕ doerfe. T T Avemos de faber , que de tres mo- eThefouro precíofõ ãaLapaí 345^ So de juftiíicar fe faz por adio de contriçaô» a qual coníifte em detellaçaó dos peccados) fobre tudo , por ferem ojEenfas de Deos , com propofito de emenda , e também com propofito ( ao menos virtual ) de os con^ feíTar. O ter^ira modo de juftificar fazfe por adio dJJ^or de Deos fobre tudo , o qual adio dè verdadeira caridade eminen- temente contém em íi a bondade do adio da contriçaô ; porque quem ama a Deos fobre tudo , virtualmente aborrece o peccado ; por quanto fe eíle occorrera aqui á memo- ria do peccador^ aqui o deteila^ : todos eíles tres adlos tem força para pôr a crea^ tura na graça de Deos. Da caridade o diz S. Pedro ep. I . c. 4. li. 8. Quia^ charitas ítptrit multitudinem peccatorum : da con- trição o diz S. Lucás c. 13. n. 3. Nijipceni^ tentiam habúéritis , 'omnes fmiliter peri- bitis j e da attriçàô junta cora o Sacramen- to o diz o Concilio Trident. Suppoílo ifto j devem faber os efcrupu-^ lofos 5 que qualquer doí* dos peccados em quanto òífenía de Deos amavel fobre tudo \ ainda que feja dor em gráo remiíTo , baila parâ nos juílificar : e a razaò he eíla ; por- que como a noíTa dor. fempre poíTa creícer, íé naô . baílaíTe qualquer dor , ainda que mini- 34^. Botica preciofa^ ^ minima ^ e remiiTa, ( fendo deiía cafta , de que vamos fallândb ) nunca nos nós eon- tentaríamos com dor alguma , e muitos ca- hiriao em defefperaçaõ pcrr naô faberera attonde havia do chegar a fua dor para fer bahante , e a razaò , que Digva ifto , he / evidente : porque fe hum «Peado mortal no mínimo grao da fua intemao baila para nos lançar no Tríferno , feguefe ^ que tam- bém qualquer a6lo de caridade j oü de pe- nitencia fqrmadar pela caridade , ainda que leja de minima inteníaô , também bailará pára nosfc juilificar j e levar ao Ceo; por quanto nao fe acha lugar algum na Eícri- tura fagrada , que aíline o certo ^ e ,o deter- minado grao 5 que deve ter a caridade pa- ra nos juílificar. Ceando em algum lugar diz , que os mayóí-es peceados neceifitao de mayòr dor , iilo he fó de confelho , e milidade-y e nao de necellidade ; e por iifo faibaô os efcrupulofos , que ainda que nós nunca podemos ter tanta dor', qué- poifa Igualar á gravidade da offenfa , com tudo muito bem podemos ter dor , que baile pa- ra nos por na amizade , e graça de Deos ; porque eíla dor de peceados naó he neceifa- rio, que feja intenfivamente fumma , baila que feja apreciativamente, fumma; e vem a fer e Thefmrò pMÍofõ da L/i^pa. 347 fçr ifto 5 que nos doa mais ó termos olFen- dido a Deos , do que fe padeceíTemos qual- quer mal defte mundo. O amor de Deos entaó fe cHama apre- ciati vámente íummó , quando a creatura ama a Deos ^is que a íeu pay , fua máy , &c. Mas re|wem os efcrupulofos, que bem , podemos nós ter màyor amor fyfico , e fen- livel ao pay , e aps bens temporaés , do que a Deos , e juntamente amarmos apreciati- vamente muito mais a Deos^ do que ao pay> e aos beiis temporaes^ por quanto fe a crea- tura eftá aparelhada para perder antes o pay 5 € os bens temporaes , do qüé a Deos, efta creatura , ainda que ame feníivél mente mais ao pay , do que a Deos , também ama a Deos apreciativamente mais , que ao pay, què lie o amor , que baila para nos pôr ná graça de Deos. Ita Gerfon,Bonac.ac Regi^ nald. fíb, 5'. ít. '3.». 35. E fe querem faber a razaó diílo , he ella \ porque o ámor fyíico, e feníivei he amor da parte inferior da nof- fa alma ; e o amor apreciativo he amor da parte fuperior da alma , qual he a parte dô racional *, e tanto que nos tivermos amor apreciativo de Deos 5 eílamos como quere- mos 5 que o amor fenfivel pouco importa ; e^ os eícrupulofos faô taes , que tanto que na6 34 ^ Êútícà ^eciofa] , nao tem eíle amor ' íenfivel de forte , que chorem bem lagrimas , que fe fintao âr- verlhes o coraçaô , parece que fe nao dao por fatisfeitos ; e iftoiie ignorância , e fe- nao vejaó. Deos aborrece fummamente os peccados ; os bemaventuradqs^ e os Anjos aborrecem fummamente os|||feccados > e mais nem Deos , nem os Anjos , e bema- venturados tem dor feníiveljtriílezas^ e ago- nias por amor dos peçcados : logo fegiie- Íq 5 que ainda que nós naõ choremos , nem iintamos fyíicamente a noíTa dor dos pecca- dos 5 bem podemos ter hum fummo abor- recimento aos pQccaáôs.Ita D.Thom.Sancb, Hurt, l. 2. difp, :^, ãiff. i. A regra para nós fabermos, fe a noíTa dor he boa , he ella .• fe nós aceitamos de boa vontade a penitencia do ConfeíTor , e fe accreícenta-^ mos a eíla outras penitencias para fatisfa- zermqs a Deos , boa prova temos , de que a nolfa dor he boa. Remedio para os efcrupulofos a refpeito da at tenção , com que devemos rezar o Officio Divino j ou outra devoção, o Officio Divino com per- requeremfe feis condiçoens. A intenção de çiimprir o precei- . íegunda ^ attençaó a Deos. ^ A € lloefouro preclofo ãa Lapa. 34^ A terceira ,, rezar inteiramente. A quarta ^ proferir tudo claramente^ A quinta , que fe digaô as horas a feu tempo. A íexta , que íè reze fem interrupçoens. Quanto á primeira condiçaó , dizemosj que he neceííario , que haja inténçâÓ , ou propoíito de íncher o preceito, por quan- to iílo he hum adto humano ; porém efta intenção baila , que fej a virtual , e implici- ta , V. g. pegar no Breviario , preparar fe para rezar , &c. porque fe a eíla peíToa lhe perguntarem , para que pega no Breviario, refporidérá : para fatisfazer á obrigaçaá do Officio Divino. Ita Sanch. A fegunda cohdiçaò he attençao ou ás palavras , ou ao fentido- delias , ou a Deos, e ao Santos , que intentamos louvar , e eíla attençaÕ , diz S. Thomáz , que he da füb- llancia da oraçaõ : porque fe a Igreja man- da primo 2i oraçad vocal, per fe fe-> cundo manda a attençaó iriterior debaixo de peccado mortal , íe he que naó efcufe a parvidade dá materia. Ita Falaus^Soares^ Azor\ LeJJius ^ alii \ porém eíla atten- çaó na6 he neceífario, que fej a adlual, baila a virtual , que vem a fer aquella , com que a creatura começa a orar , entendendo lou- :^ar a Deos j ^ qual attençaó vipualmente 35'o Botica preciofd j perfevera pelo decurfo do Oíficio Divino ^ em quanto fe naô retrata ou expreíTa , ou tacitamente; e por iíTo faibao os efcrupu- lofos j que ainda que pelo meyo do Officio Divino tenhap diftraçpens , todas fao invo- luntarias, em quanto fe na5 retrata a àtten- çaô , com que começou a rezJ* , e nao im- pedem o encher o preceito. Ita Z). Thom. Sanch, Reginald, omnes, A terceira condição he rezar inteira- mente; por quantp deixar parte nptavel ou do officio , ou de alguma hora , he pec- cado mortal. Ita leJIius, Quem affifte ao Coro , ainda que naô perceba diftintamen- te o verfo , que diz o outro Goro , fempre fatisfaz , com tanto que ouça em confufo , e que faça o que póde para perceber , por- que já fe verifica , que faz füa a parte , que diz o outro Coro. Ita Sà , Trullençh. tom, I. llh,i,c.y. dublo i6. Soar, i^c. Quem en- tra ^no Coro, eílando a hora já começada, tem opiniaô , de que pôde continuar p que diz o Coro , e no fim fupprir o que lhe faltou, fem repetir toda a hora, eomel^ mo corre acerca do que dormip parte da hora. Ita Navarro, A guarta condição he , que aa palavras fedigaô, çouiQ fe devem dizer, que na^ feja eTbefouro preciofo daLapa, 3fi fga Com demafiada preiTa , e que fe efpem o iim do verfo , que difler p companheiro,, ou o outro Coro j porque ;a Igreja obriga- nos a que com modo devido , e devoto lou- vemos a Deos com o coracad , e com a boca. C&ando apeflba rezaffó ,bafta.que fe ouça 5 e que fe entenda a ii. A quinta condição he ^ que fe reze o Officio Divino ás horas , que a Igreja cof- tuma : quem nao tiver caufa para antepor^ ou pofpor , pecca venialmente j e quem ti- ver caufa 5 nem venialmente pecca : a oau- fa he qualquer occupaçaõ. A fexta condição he , que fe rezem as horas por fua ordem > v. g. que fe naô reze Terça antes de Prima ii porém o perverter efta ordem nao he peccado mprtal. Ita *Sb- to-i Armilla y ac Caiet. A ultima condiçaõ he , que fe nao reze com interrupçoens. Ha opiniaó , que quem interromper huma hora no meyo , nao fe jieceilita começar a hora , fe depois fup- prir 5 o que Ihe faltou , ainda que o fupple- mento^ fe ponha dahi a tempo de duas ho- ras , e a razao, que da 6 os DD, he efta ; por quanto fempre ie verifica , que efte homem rezou nefte dia efte Officio ; porque a con- tinuação nad he fubftancia do Officio Dh vino. 3^2 'Botica preciofal vino j he perfeição , e condição ; porém fe as interrupçoens fe fizerem iem canfa , faô culpas veniaes. Os efcrupulofos , que cof- tumao ter efquecimentos , v. g. fe dizendo Laudes, fe nao lembrao, que diflerao Mati- nas , fe dizendo o Euangelho na Miifa , Ihes nao lembra fe diíTeraô a Epiftola , &c. diz Navarro , que deve o efcrupuloib da- quelle ponto , em que fe acha , continuar animofamente para diante , e crer raciona- velmente , que tem dito o que he coftume dizerfe : o remedio, que ha para os efcru- pulofos nefta materia , he o confultar DÍ- redor douto ; porque diz Santo Antonino, que efta foi a.. refpofta , que deo o Ceo a hum efcrupulofo : Confule diferetos y ^ aquiefce illis. Remedio para os que cuiãaÕ , que em tudo A quanto fazem , em tudo peccaÕ, L^ns efcrupulofos vivem ta 6 oppri- midos de elcrupulos , que cuidaÕ,que todas as fuas acçoens laô peccados mortaes. Saibaó os efcrupulofos , que he fentença commua , que a certeza moral nao exclue totalmente toda a duvida ; e para as noíTas obras ferem moralmente boas , nao he ne- ‘ceíTario, que tenhamos certeza infallivel de que faô boas y baílanos a certeza moral; e Tbefouro prectofa ãa Lapaí - 3^3 a qual fe tem ou porque a boa rãza6 aüim o didla , ou porque Cts doutos , e pios aílim o aconfelhaô : o que os efcrupulofos defe^ jaó, he , o ter hiuna tranquillidade íumma de confcierrcia , e ifto , que elles deféjaó > nao fe acha cá ho mundo em materias mo- raes y e por iilb' como lhes falta efta certe^ za , já cuidaò q eíladi perdidiííímos. Saibaá os elcrupulofos , que he maxima da virtu- de, que todos nelle mundo nos devemos fuppor imperfeitos aós olhos de ,Deos / e devemos reputar as noíTas obras por Jnca^ pazes.de apparecer diante da fua Divina ■ Mageftade ; e por iíTo tao longe eftá eítà knperfeiçaÔ' de liòs perturbar , que antes devemos todos crér , e aíTentar -que a te- mos. Ifa Gerfonr Ha alguns efcnipulofòs tao defamparados da boa razaô , que ,cui^ dad , que tudo, quanto fazem, he peccado \ ou confeíTandofe , oíx commungando, ou, orando , ou fallando f erá tudo cuidad , que peccad , e por ilTo cuidad alguns, que eftao . endemoninhados , excommungados j -e per- citos :: a eíl:es.attrii)ulados lhes deve argu^ mcntar o ConfeíTor nefta. forma. JDe forte y meu irmão y que jvós quan* do 'viveis lâ no mundo muito â vojfa von- Hds y quando fervi eis ao diabo , quando \ . Z ereiS^ 55'4 Botieà precbja^, er eis hum centro de torpezas , quando mettieis infinitas culpas , entao nao pec^ caveis em tudo , entao nao vos excommun^ gava a Igreja ^ entaÕ^ao incufrieis em eenfuras Ecclefiafiicas , e agora , que vos achais recolhido em hum Convento , occu-- fado em obras fantijfimas , affafiado de toda a occafiao da culpa , agora he que peccais em tudo ? Agora he , que a Igreja vos ha de excpmmungarl Nao vos excorn^ mangou i quando ereis lajiivo yfoberbo y e infoJente , e agora , que fois penitente , agora que chorais as vofifas culpas^gqra he que vos ha de excommungarl Iftoymeu irmaSyhe loucura manifefia, gereis fa* her y meu irmao , porque o diabo vos mu nifira ejies temores eni todas as obras Jan^* tas^Pois he , porque vos quer affafiar.del-» las 5 e por ijfio fe quereis curar a. vojja loucura , ajfentai nefiejuizo: Se as outras fejfoas do meu efiado ou confejjandofe t ou commungando you orando , ou fallandoy ÕU fazendo aquillo mefino , que eufapOy nad peccao y porque razao hei de peccar eu} Ita Alyares da Paz tpm. a. 1. i. part* 4. cap. 12, , e Thefouro precíõfô da Lapa, ’ Remedio para os que padecem feçuras ej^ pirituaes nos feus exercidos, A Lguns efcrupuiofos cuidaõ , que eA ta-éem peecado mortal , porque na oraçao , e exercícios efpirituaes fentem o coraçaô feco , fem devõçaô , fem confola- çaô , diílrahido , afíiiélo , e em fim porque iiaó choraô muitas lagrimas : iílo hc liuma tentaçaô gravifiima , e huma queixa geral. SaibaÔ os efcrupuiofos , que a luavidade , e confolaçaô nos exercícios efpirituaes na6 he prova infailivei da graça de Deos ; por quanto confolaçoens fenfiveis também fe acbaô nos coraçoens dos hereges j e o que fe lhes fegue a eftas confolaçoens, faô mui- tas foberbas , muitas fatisraçoens de li , muitos vicios , e muitos enganos \ e como as confolaçoens fenfiveis pódçm produzir tantos frutos pefiimos , por iíTo naô faô fe- guras as confolaçoens fenfiveis ; a prova real de virtude , e da graça de Deos na6 he a confolaçad do noíTo coraçao , nem as lagrimas , em que defaffoga o coraçaõ : a prova real, e fegura da virtude, e da graça ne eftaí confiderar â creatura quanto a- proveita na humildade interior , e exteriori confiderar como ama a Deos , ^^6 Botica preciõfa] jurias , que trabalhos , e que perfeguiçoes padece , ou defeja padecer- para fe confor- . marj.e imitar a Chriílo ; confiderar co- mo bufca a Deos em todas as Tuas acçoês, ‘ como refreia a lingua , os feníidos , os ) Teus appetites , e a íua carne : eis-aqui tem os efcrupulofos huma prova real da graça - de Deos , e faibaô , que íó de naÓ coníide- rar niílõ, hc que elles deviaõ fazer eícru- pulo. Defejad os efcrupulofos confolaçoens fenfiveis , e nao fabem o que defejao 5, por- que he fentença commua entre os Douto- res 5 que mais aproveitao a huma creatura -asfecuras do coraçao 1 do que as confola- çoens íènhveis : e a razap he j por quanto . o que tem confolaçoens , nao he taÓ dili- gente para coníiderar a íua vileza , para fe humilhar diante de Deps , e para büfcar a jDeos i e o que tem fecuras do coraçaõ 3 or- dinariamente fe entriítece^ ^ :Te : defagrada de íi , fe humilha diante de Deos , cpníi- derando no pouco que lhe merece j e iftp he o que agrada a Deos : faibaó os efcru- pulofos , que o ter fecuras he padecer > o ;ter confolaçoens hc gozar e , fendo mundo vaíle de lagrimas: ^nad he lugar pa- -rs gozar , ho lugar para padecer. Digaõ-.. 3 e Thefôurv^preciofo âa Lapâ. 3^7 jne bs tífcrupuioíbs : Porventura pódedef- agradar a Deos , qúe a creatura ie veja fe- melharite , e'' conforme a Jefu Çhriílo noí^ fo Redemptor ? Poderá iílo deíágradar a ‘ Deos ? He certo* que naô. Pois làibad ,.que ■ JefuL Chriílo na oraçaô , que fez no Horto^ padeceo taes -fecuras , taes afftiçoensi, e taes agonias que chegou a fuar fangue : ; pois fe o Filho de Deos padeceo taesilecu- ^ ras 5> e agonias na 'orapaô , porque razao' jiaò as queremos nós padecer ? ' ^JK^emedio para v^encer as tentaçoeí^s dã- r . predeJiinaçaÕ ^'m reprovaç-ad^ ' H e certo , que fem revelaçaô ninguemj fabejfe he predeíl:inado..Hetambem:- certo, vv que fení< revelaçaô ninguém febe-^ com certeza metafyhca , fe 'éâá agora na graça de Deos ; .f)9rque ellá ;dizéndo a:Ef— critura pelo Eccíeliáílico no tamefki nefcit homo , utriím amorei ^ att.vdh dignusd Jit, Mas de.Eumaf '£ outra Lcoufspbem po-*!» demos nós terncecteza moràl^ Bfímeiramen- te a rèfpeito, da.'i,graçk ^a ma^or çarteza^ ' que póde tenídiâo^^^ídíbriipulófo^, hé ofèu ; mefmo:.efer»pulGOi!]he feihor ^oque tem.de o&ider a Deos.i ejJie. o ; horror h á|ue tent. ao peçeado ; por- quanto >eíle hqrrorheef* feito da caridade ç da graçá j^.e. a certe- §5'? 'Botica prechfa ^ za 5 que pode ter da predeftinaçâo , he o fugir do peccado , e obfervar as leis de Deos j porque a quem obfervar as leis de Deos 5 e fugir de culpas , prometteo Deos , que o havia de falvar ; e como Deos he immuta vei' nos feus decretos , como he iníi- nitamente £el , e verdadeiro , fe nós viver- mos bem, Deos naó pode faltar ao que pro- mette : eis-aqui eílá a certeza , que nós po- demos ter de predeílinapô , e á vifta difto para que he matarfe o efcrupulofo com du- vidas , fe a refoluçao das fuas duvidas a póde ter o efcrupulofo taó facilmente , co- mo he olhando para li , e examinando õ ' como vive? Alguns efcrupulofos vivem taÓ enleados com os temores da predeftinaçaô, que quaíi ^ defefperaÓ ; o remedio deíle ne- gocio naó he defefpérar , he e%erar , efpe- tar. na bondade 5^ e fidelidade de' Deos' : efte he 0 primeiro remedio : o fegundo reme- dio he jj ^qiie ainda no cafo , em que Deos nos reprovaíFe , fempre nós o devemos fer- virbem, e>^mar íobretudo por infinitos benefícios que recebemos da fua miferi- Cordia : to^os nósfabemos!^ que fe fomos pTredeftinados , eertamehte nos havemos de falvar ; e‘'qué fè eftamos reprovados , cer- lamente nos havemos de condemnar j pois por e Thefoaro preciofo da Lapa,^ 33^ 50 r iflb devemos nós deixar de obrar bem ? J[e cerco cjue naô j e a razaÕ he evidente. 0 demonio muito bem fabe, tjue Deos pre^ deílinou a huns , e reprovou a outros ; e tnuitò bem fabe 3 ^ae os que Deos predef- íinou Vcertarpeute fe haô de falvar , quer o demonio os perfiga, quer os naq perfiga , ou os tente , ou os nao tente; pois por iílo defcanía o demonio nefte negocio ? Deixa o demonio de tentar a todos , ou íejaÓ pre-r deftinados , ou réprobos ? Nao ^ a todos tenta , e porque ? Pprque íabe o demonio^, que ninguem fe ha de cpndemnar , fenap por niás obras ; pois também ik^s , ainda que faibamos ,qiie fó os predeftinados cer^ tamente fe haó de falvar , e que os répro- bos certamente fe haó de perder ; como também fabemos , que ninguem fe hâ de falvar, fenaó - por boas obras , todos eíla- mos obrigados a procurar obrar bem , e vi- ver bem. Será jufto pormos aqui. os íinaes, que âpontao os DD. da predeftinaçao. O ‘nimeiro he devoçaô fervoròfa de Maria lantiíTima : o fegundo promptidaó , e apa- relho para morrer > o terceiro uíp frequen- te de Sacramentos: o quarto tribuíaçaÕ com . paciência : o quinto renuneiaçaõ das couías do mundo : o íexto puvir a pmavra de Deos a com 56o Botica preclofa] com gofto , e proveito : o fetimo efmolas í o oitavo defprezo de li : o nono chorar cul- pas : o decimo mortificação de alFedòs, &c. BRAXE DE TIRAR ESCRÚPULOS a refpeito das poliu çoens em fonhos, Q Ueira Deos , que nos expliquemos de forte 5 que naÕ offendamos a modef- tia- j mas falíamos nefta materia , por- que lie neceíTaria a todos j e dizemos , que a nofla natureza naò he mais foliei ta da nutrição do individuo , do que da geraçao do femen j mediante o qual fe conferva a íefpecie humana. E por iíTo quando come- mos 5 faz a noíTa natureza duas coufas j 'huma he converter o alimento em carne , e oíTos , e a outra he gerar a femen. Erichen- dofe os lugares , em que elle fe recebe > Tiaturalmente fe fegue da nutriçaô , e vege- tação, do. vivente , que os lugares depois de cheios trasbordem , e fe figao polluçoés ém forthos. E como eíías muitas vezes vem acompanhadas com imaginaçoens torpes, atiçadas pelo demo.nio daqui nafee , que os virtuqfos fe vejao embaraçados com muitos efcrupülos. Para os desfazer dire- mos ágora 5 quando ha culpa , e quando a nao ha , - manifeílando as caufas dí " Thefouro preciofo da Lapa, 361 Lrimeiro, Procedem em alguns do de- feito 5 e debilidade da potência retentiva dos orgaõs , os quaes fe eftaô fracos , íahe o femen fem a peíToa o faber , nem querer. Aífim eòmo alguns ourinaô fem fe fenti- rem , e outros lançao fora os alimentos in- digeftos j o que tudo nafce da debilidade das potências retenti vas. Neftes lenfermos faÔ mais frequentes as polluçoens nodlur- nas em tempo de jejum ; porque por falta de alimento ha mais fraqueza na virtude retentiva, Eftes naõ, devem beber agua an- tes de fe deitarem , porque he muito laxa- tiva. E fe houver coílume , feja miíturada com vinho , porque eíte nao debilita a po- tpnriíj Quem padecer polluçoens por efta nem venialmente pecca ; porque .a caula delias na6 eftá na nolTa maô , he en- fermidade natural. E' ainda que haja algu- ma deleitaçaó no fluxo do femen, aflente o efcrupulofo 5 que fit ope dcemonis moventis çogitationes. Segundo, Procedem as polluçoens no-- élurnas da fantaíia , que he potência inte- rior , que conferva as efpecies , que entra- ra6 pelos fentidos externos. As quaes efpe- cies eftando na fantaíia chamaôfe fantaf- mas i fem os quaes naõ póde o noíTo en- . tendi- ^62> Boticd precioja , tendimenfo entender. Efta fantafia òbra mais fortemente em fonhos , porque na vi- f iiia obramos principalmente pela razaó* , por iíTo quando em fonhos aprehende- mos com a fantafia alguma forma delelta- vel » e pulcra , fubitamente fe inquietaó os efpiVitos genitaes , e correm logo as partes inferiores ( eípiritos chamaõ os Filofofos , e Médicos a huraas fubftancias fubtís , ae- reas , e luzentes ) geradas das partes mais tenues do fanguè ^ os quaes eípiritos fa 6 como as faiícas comparadas com o fogo. Correndo pois eílas faifcas , ou efpiritos aos lombos , onde eftaô os lugares do hu- mor feminal , accendem fogo naquellas partes \ e efte calor ( diz Ariftoteles) que he a caufa da commoçaô dos efpiritos vene- reos , donde procede o fluxo do humor fe- > minai. Quando a polluçaô naô tem mais caufa , que a fantaíia , naô he peccado ne- nlium ; porque a fantafia pertence á parte feníitiva > na qual parte naô ha peccado , como vemos nos brutos , que tem fenti- dos perfeitos , e naô podem peccar. E ain- da que ao que tem polluçaô nodurna lhe pareça , que confentio nella , enganafei por- que dormindo naô ha ufo perfeito do livre arbitrio : o tal confe ntiraento he fó fec'un-‘ dum e Thefouro preciofo 'da Lapa, 363 ditm imaginationem ^ qua fufficit ad Jiu* SGum feminis. liz^oítWiy èic^lii. Terceiro. Procede a polluçao nodlurna i )or malicia do demonio , o qual move a antalia , formando nella imaginaçoens , e figuras 5 que movem a coufas venereas; por- que inquietandofe os efpiritos fazem o que- acabamos de dizef , e feguefe a polluçao nodturna. O fim , porque o demonio faz if- to 5 he ou impedir alguma obra efpiritual, V. g. receber a Euchariilia , ou para que na vigilia appeteça o hoinem , o que experi- mentou em fonhos. Se a peiToa , quando fe deita na cama , ie arma com o iinal da Cruz, a polluçao, que caufa o demonio, nao he peccado nenhum ; porque fit quando volumus eam magis vitare. E fe deixou de armarfe com o linal da Cruz , he a pollu^ çaõ peccado venial , porque he venial a negligencia. Na vida dos Padres fe lé , que hum Monge em todas as vefperas de Fefi- tas tinha polluçoens em fonhos , que o de^ monio caufava , para que naò commungaf- fe : mandarao-no commungar ^ defconfiou o demonio , vendo que o Monge zombava da fua malicia , e commungava. Quarto. Procede a polluçao nodlurna de nós mefmos , porque as cogitaçoens no*» diurnas 3^4 Botica pMtof a ■ áurnas. feguem os paiTos das • cogitaçoens diurnas. Quem de dia medita em coufas fantas , ordinariamente tem era fonhos co- gitacoeiis Tantas y e quem de dia medita em coulas torpes , ordinariamente, tem de noi- te' cogitaçoens torpes , das quaes fe feguem polluçoens ; porque fi cad na fantaliaas reli- quias das efpecies paiiadas. Porém temos aqui que diílinguir ; porque fe 'as.medita- çoens '"diurnas em coufas venereas foráô caüfadas de eftudo , ou difputa neílas ma-^ terias , para inítruir aos. outros ; ouq^orque o ConfeíTor ouvio na confiflao grandes tor^ pezas ; fe dos veíligios deílas imaginaçoês, que ficarao na fantaüa , fe feguio de noite polluçao em fonhos , naô he peccado ne- nhum nem venial ; ‘nem o ConfeíTor , ou Doutçr, fe deve abíler do feu proveitofo exercicio. Porém fe a cogitaçaô venerea noélurna íe fe'guio â cogitaçaô . venerea di- urna nafcida da fuggeftaó do demoniò , á qual fe naô refiílio , ha de entaô íilofofar- íe da pDÜuçaô em., fonhos da meíma forte , que íé deve íilofofar' da cogitaçaô venerea diurna. Se foi gravemente cuipavel a ne- gligencia em lhe refiítir. na vigília , ferá a poiiuçad em fonhos gravemente cuipavel , e íe foi fó veniaíraente culpável a negli? ; gencia e ThefoUro preciofo da Lapa. 365' gencia em refiftir na vigilia , lerá tambem a polluçaó em fònhos íó venialmente cul- pável. - Quinto^ Procede a polluçaò noálurna da abundancia do femen ; vernos nós , que ie e^m hum pucaro de agua , depois de ef- tar clieio , Ihe lançarem nlais agua, trasbor- da por fora , o mefmo fuccede nos lugares, em que fe recebe o humor feminal. Efta redundancia nem fempre nafce do muito comer , e beber 3 porque em pelToas purif- iimas , e abllinentiilimas fe acha eila redun- danda j porque he natural, e necelTario , que a noffa natureza procure eílás duas cou- ias , converter o alimento em carne , e cm femen. Epor iiio ainda que apelToa jejue todos os dias , quanto mais continente , e pura for a pelToa , tanto mayor copia de fe- men ie ha de ajuntar, A polluçaô, que pro- cede deilacauia , nao he culpa nenhuma. E ainda que no fluxo da polluçaô fe for- mem. na fantaiia cogitaçoens torpes , as quaes nós attribuimos ao demonio , enga- namonos , porque naturaliter jiunt ex dif- pofitione natura, Sexto, Procede a polluçaô nodurna da multa abundanda doeomer , e beber, Pof- Í0 que hajao comeres calidos, que fejao mai§ . "^66 tática preciofa , mais aptos para a. geraçaô do íemen , ordi-* nariamente nafce a fua abundancia da ma- yor abundancia do comer , e beber. A pol- JupÔ 5 que provêm deíla caufa , pofto quç íeja previfta , ( Jí non intendatur ) he fó peccado veniai : a razaô he \ porque o que eíle gulofo entende , he a fatisfaçaó da llia gula , e ifto naô he caufa per fe , he caufa per accidens da poiluçaô. Ainda que in ge- nere gula poderá peccar mortalmente , e também peccará mortalmente na polluçadj Ji intendatur , ^ pravideatur. Eftas fao as caufas , em que as polluçoens noêlurnas acontecem fem culpa. Porém podem fer peccado mortal em tres cafos. O primeiro ne , quando antes do fomno formal , e di- reéíamente fe intenta , que acontença no fomno ( do que Deos nos livre, ) O fegun^ do he 3 quando deliberadamente fe confen- te ajudando a natureza. E o terceiro he , quando depois do fomno ha complacência, e approvaçad datleleitaçaô venerea(do que tudo nos livre Deos.) Hoc tenent omnes Doãores, , Advirto. Que dizem alguns Doutores i queolimplez, e inefficaz defejo depollu- -çaô em fonhos por caufa da faude naõ he peccado mortal. Ita Paludan, Hurtado^ e Thefouro preciofo ãa Lapal 365^ Mas o mais feguro he fugir de íemelhan- tes defejos : tambem dizem , que na6 ha obrigaçaô de reprimir na vigilia a pollu- çaô, que começou em fonhos. Ita Sà, Fa- gundes, (l^c. Mas o mais feguro he refiitir- The com difplicencia da vontade , e clamar por Deos , que acuda. A polluçaõ fe reduz a deítiliaçaò. Se eita acontecer , fem pre- ceder caufa alguma da nofla parte , nao fe faça caib delia ; porque aíTim como nao eílá na noíTa inao o impedir o fuorjtambem nao eílá na noíTa mao o impedir efta humi- dade , e diz S. Thomaz , que o iinal de que efta deftillaçaÔ nao feja poliuçaò , he ; porque a polluçaÓ nao acontece fem delei- tação venerea. Tambem fe efta deftillaçao acontecer por caufa de eftudo em materia do fexto , ou de fallar com mulheres com neceiiidade , ou de ouvir confiíToens de tor- pezas , naô he peccado : Quia homo tunc patitur 3 ^ non agit. Ita Remigio. Ago- ra fe a deftillaçaÔ acontecer de lidar com penfamentos , e viftas torpes , entaô ejipol-^ lutio inchoata , porque 3 como já diflemos afllma , a fantalia excita os efpiritos ; eftes ( como faifcas ) correm logo aos lombos » e partes genitaes a accender fogo. Se o fo- go hc puko , caufa poUuçaô , e fe he pou- co^ 36S Botica preeiofal CO 5 caufa deftillaçaó. E fe os penfamentos torpes forem deliberados , e confentidos , já fe fabe , que íao peccado mortal. Ainda que os fentimentos fem confentimento o naô fejao. receita espiritual, Fara curar a melancolia ^ que he a caufa ordinaria dos efcrupulos. A Melancolia he huma paixao tao mo^ leíla, que opprimido õ coraçaó do homem , lhe perturba a imaginaçaô , e jui- zo , e em tudo o faz timido , e elcrupulofo, triáe 5 e afpero de condição ; a qual muitas vezes procede de humor frio , denfo , e ter- reo. Seis remedios pomos aqui para a cu- rar , e todos de Santo Thomas. O primei- ro he comer , beber , e dormir , quanto for, precifo para réftituir a natureza ao, feu per-i feito eftado. Ita S. Hier.S.Thom.it’ Script, in Prov. 17. 6. Date f ceram moerentihuSy ^ vinum his ^.qui amaro funt animo, É por iíTo eíles melancólicos naó devem ufar de difciplinas , cilicios , e jejuns extraordi- narios (excepto os da Igrejaj ) porque a fal- ta de mantimentos ,,e fomno podelhes de- fecar o cerebro , e occaíionar alguma lou« ' cura. Entendefe elle primeiro remedio , * quando fe julga , que as penitçncias teiu e^hejhuropreciojo àaLapa. ^ 6 ^ fido noceas á faude. O fegundo remedio coniifte eiti tomar alguma recreaçaÕ honeí^ ta 5 confcfrme o didla a virtude da Eutra- pelia. Potque diz S. Agoftinho , que o la- bio naô deve ter fempre o entendimento applicado a eoufas ferias , deve dar ferias aojuizo 5 para que fe naoopprima. E diz Santa Terefa, que algumas vezes deve a al- ma fervir ao corpo , para que o corpo pof« fa muitas vezes fervir a alma. G terceiro remedio he cantar ; mas louvores de D^os, como diz S. Jeronymo , que fazia Santa Paula nas fuas triílezas. A qi^al dizia: re trtflis es anima mea , quare contur-- has me} Spera in Det) , quoniam qdhuc confitebor illi , E fe o demonio mover çfta melancolia , ouvindo eíla muíica , elle fugirá. O quarto remedio he chorar , e a raza$ he de Samo Thomaz j porque a ope- raçáfc mais coríveniente ao homem , fegun- do a difpofiçaó , em que fe acha , eíla he a mais agradavel , e proveitofa á natureza» e aqui a operaçaõ mais proveitoíh fao as lagrimas. O quinto remedio he bufear al- gum amigo prudente , a quem dê parte da fua pena , porque o dar parte da pena he diminuir , e aliviar a pena. O fexto reme- dio he : Contemplação da verdade,. Con- Aa templa r^ 570 Botica preciofa^y templar , que a feliçidade do Ceo he o centro dos deleites. Contemplar , que Deos prometteo eftas felicidades a quem fup- portar com paciehcia as calamidades do mundo. E contemplar o quanto o Filho de~ Deos padeceo nelle. Gomo ha diverfidade de melancólicos , efeolha cada hum o re- medio 5 que experimentar , que he melhor. Pergunto agora a qualquer, deftes me- lancólicos: Homem , porque te entrifteces? Porventura , porque es pobre ? Pois fabe, que efta he a moeda , com que fe compra o Ceo. A experiencia nos enfina , que os homens , quanto mais pobres faó , mais ale- gres vivem ; nos cámpos» acharás os pafto-^ xes a cantar , como fe dominaíTemo mun- do todo. Por ventura , porque te lembra a morte? Oh provera a Deos, que te lembra- ra fempre , que entaÔ nad vivirias como vi- 'ves. Pois homem, de que te entrifteces ? Qué temes ? Temes , que caya o Ceo fobre tl? Temes , que te luja a terra debaixo ' dos pés ? Temes , què o mar te forva , e te íhma ■ Temes , que algum exercito de ini- migos te mate ? Pois fe ninguem cuida em te fazer mal , que he o que temes ? Sabes tu o que ágota te pica o coraçaõ ? As of- feufas, que-íizefte a Deos ^ os Saçjfgmen-i € Thefoufo preciofo ãa Lapa. 37! tõs , e. Templos , que profanafte os pro- ximos, que injuriaíte ; as famas , è honras^ que tirafte ; a vida carnal , que tivefte , e a diabólica confciéncia , com que até ago- ra vivefte. Eis-aqui'o que morde o corá- çao , e o que te atraveíía a alma j e em quanto nao^fizei^es pelo Ceo outras tantas diligencias, quantas íizeíle pelo Inferno, fabe que nao na de aquietar a tua confcien- cia. Eu diíTe, quantas diligencias fízefte pelo Inferno ? Dine muito , bàílâVa menos. Ouve a Thomaz Moro : ^amplurimos in hac njita eo labore Infernum meixari , cu^ jus vel dimidio Coelum lucrati fuijfenté Vio huma vez- efte èfclarecido varad a hu- ma dama com grande fadiga de trabalhos compbndo os feus cabellos a hum cfpelho. Diifelhe Thomaz Moro : Certamente , fihota , que fe Deos por efpes vojfos gran- des trabalhos vos nao fepultar nos Infer-' nos , vos far d huma grande injuria. Lem- brefe agora o homem carnal , quanta fa- zenda defperdiçou : quanta faude deftruio ? quantas más noites paíTou i quantas adver- fidades : quantos zelos : quantas fauda-^ des : quantas fufpeitas : quantos temores t quantas’ dores. Quantas afflic^oens ibffreo por fervir ao diabo ? -Que fe iegue daqtii ^ ^ ^ Aa ii Sot Botica prêckja]^ Seguefe , que fe Deos faltar aos trabalhos fdefté homem com o Inferno , farlheha hu- ma grande injuria. Se a melancolia mover r remediós' a chorar iílo i mela EXORCISMO Jt* IL. AZ. , Ou remedio efpiritual para todos os acha-^^ ques 5 de que houver fufpeita , que fao caufados pelo demonio , ou por qualquer queixa natural defçonhecida. PRECEITO,, Que fe deve fazer com fé , confiança y e paz interior, M Ando em virtude do fantiíTimo no- me de Jefus ao demonio , ou demcH nios , que me caufaô tal , ou tal enfermk, dade , ou affikçaOy ou dory{ nomèafe ) a nao movaô mais , e que delia deíiílao y deixan- dome os humores , que de qualquer forte movem , ou tem movido , em fua igualda- de , com todas as mais operaçoens livres , para fervir a meu . bom Deos. E fe a tal af- flicçaó he movida por qualquer humor , ainda que natural , ou elemento, em vir- tude do fantiíTimo nome de Jefus com to- ' ’ -^çceíTem do € l^lefourõ ' pr e clõfo da Lapa, 37 J dô feu defconcerto , para que aíTim fem el- ta afflicçao , e dor poíTamais fervir , e lou- var com todo o coraçaó a meu Deos 5 e Senhor Jefu Chrifto , por cujo amOr fó vi- vo 5 e quero faude , como de meü Redem- ptor. f. Omnis 5 qui invocaverit nomen Jefu^ Hic in tribulatione falvus erit. OREMUS. D Éus , qui unigenitum Filium tuum conilituiili humani generis- Salvato- rem , & Jefum vocari juiliif i : concede pro- pitius , ut cujus fanâium nomen veneramur in terris , ejus quoque afpedlu perfruamur in Ccelis.Per eumdem Jefum Chriftum Do- minum noilrum. Arnen. O R A C, A M , Que deDe dizer 0 enfermo , quando 0 fao para Ihe dar 0 Viatico. S Enhor meu Jefu Chrijio {J)eos , e Ho^ mem verdadeiro , Creador y e Redem-* ptor meu , eu vos dou mil graças por ejle grande beneficio , que me concedei f de que vos receba facramentado na minha alma por modo de Viatico para o meu tranfito á vida eterna. Todos os Santos , e Anjos do Ceó vos dem comigo as Imefmas graças \ porque eu nao fou digno \de j:ad imponde- 1 ravel 374 Botica preé&fa ] ravel mifericordia. A mim me pe&a \ <5V- nhor , de vos haver Jido ingrato toda a minha vida ; mas efpero no voJJ'o f angue alcançar a vojfa mifericordia : cumpr^e , Senhor , em mim a vojfa fantijfma von^ fade. Amen. O R A C, AM Fara quando avifaÕ ao enfermo para lhe darem a fanta Unção. S Enhor meu Jeju Chrifo , Deos , e Ho^ mem verdadeiro , Creador ^ e Redem-^ ptor meu , que vos dignaftes deixamos na vojfa fanta Igreja efe fant o Sacramenta da Extrem^-ÚnçaÕ jpara que com elle fe fortaleçad as nojfas almas para fahirem triunfantes do ultimo combate , vencendo ao demonio , e fuas infernaes aftucias , e para que cejfem em nós as reliquias das culpas j e os mãos hábitos dos noffos pec- cans 5 e para que conf gamos a faude da alma , , e também a do corpo , fe vos con-^ vêm. Eu 5 Senhor , me entrego de todo , e em tudo nas vojfas divinas maÓs. Eu vos dou mil graças por ejfe grande beneficio , e rogo a todas as creaturas do Ceo , e da terra , que^ me ajudem a dar efias graças. Eaçafe , Senhor , em mim a vojfa fantijfi^ tm vontade. Amen. ACTO ' e Thefom^o preciofõ daLãpa, 375^' ACTO DE CONTRICAM , Que fe ha de dizer aos enfermos y ou mo- ribundos , fazendo paufa a cada para- grafo j por nad affligir aos enfermos , e para que percebao 0 que fe ihe diz, MoroíiíTímo Jefus crucificado , por X\ 'aquèllas tres horas , em que eilivef- tes nos braços da Cruz penando , e quei- xando-vos ao eterno P.ay , pelo fangue , que derra'mailes pelas noíTas almas i vos peço , que vos lembreis da minha alma neftaar- nrcadiííima hora, e vos peço tambem, que ouçais 1 agora eílas vozes. IVIeu Deos do meu coraçad , e meus Jefus, Pay , e meu Redemptor , proílrado a voíTos -divi- nos pés , arrependido de minhas culpas , com os olhos nas voíTás Chagas me peza. Senhor , dos aggravos , que vos tenho fei- to , dos penfamentos , que tenho tido , das palavras , que proferi fera temor da voíTa juíliça , e das obras , que fiz fem refpeito á voíía Mageílade ; andei cego no cami- nho da perdiçaó , perfeverei louco na ce- gueira do peccado , fem attender ás luzes do voíTo auxilio, fem dar aíTenfo aos rayos ,das voífas infpiraçoens , correndo á redea folta atraz dos vicios-, apartandome de voíTos olhos, e feparando de vós os meus rendi- 376 Botica preciofa I rendimentos ; mas agora , que já conheço o meu erro , nas mais íentidas lagrimas quero aíFogar as minhas culpas , nos mais vehementes fufpiros quero fepultar ds meus defejos. Já nao quero outra adoraçao mais, do que a vós, fazendo em pedaços todos aquelles idoios , a quem tributei adoraço- ens : já nao quero outro favor mais do que o voíTo , rifcando da memoria os que me apartavaô da voíTa graça : aborreço inte- riormente todas as coufas do mundo , e me aborreço a mim mefmo , pois as aborreço tao tarde ; fó a vós ama , fó a vós procura como a Pay eAe filho prodigo, como a paf- tor eíla oveília perdida , como a Senhor eHe eícravo defobediente , e como a Deos eHa creatura taó pouco agradecida. Pezame de ter commettido contra vós oíFenfas , que nao tem numero , delidlos , que nao tem conto : tomara ter huma dor , 'ique foíTe nao fó igual á traiçaó , que vos hz , mas tanto ma/or , quanto vai da minha vileza á voíTa Mageílade : quizera ter hum pezarnaófó igual á minha culpa , porém íaato major que ella , quanto vai do meu peccado á vpíTa mifericordia. Nao me con- tento , Senhor, corri huma pena, que me íd.p partir o coraçao ^ porque nao feja hu- € Thefouro preclofo ãa Lapa, 377 ma dor íómente , façafe o meu toraçao em pedaços tantas vezes , quantas forao as em que vos oíFendi , ainda aíTim fe naô fatis- faz o meu defejo : daime,meu amoroíiíTimo Jefus 5 'tantos coraçoens , quantos forao os meus peccados , para que eu linta ao mef- mo tempo a meima dor em todos , para que todos fe partaô em fatisfaçao da voíTa oíFenfa , e para que todos fe unaÔ para de- fafogo da minha vontade. NaÓ fe acabe ta6 depreíTa a vida , porque dure continua- raente a pena; mas ay amante 'Deos do meu coraçaô , que he pouco aiiida toda , a minha vida de fentimento para quem^commetteo hum feculo de culpas. Proponho , Senhor , de todo o meu co- ra çao nao vos tornar a oíFender: ah Senhor, quem podéra com lagrimas de fangue acre- ditar efte propoíito ! Quem podéra com pedaços d*alma abonar efta pro meíTa !TaÓ firme eftou no propoíito de vos fervir , e adorar , que me eftá parecendo , que mais poíTivel fora cahir o Ceo fobre a terra , do que tornar eu a cahir em culpas. Tirai , Se- nhor 5 as penas do Purgatorio , tirai as do Inferno , que- eu vos quero moftrar , que nao he o temor das chammas o que me faz 27^' Botica preclofa , Fay , íiaõ he ó rigor da voíTa juíliça, he fim- o conhecimenío da vofTa divina çíTencia : porém meu t)eos multiplicai tantos Pur- gatorios 5 quantos faÔ os meus peccados , tantos Infernos , quantos íaô os meus de- liélos ; porque ainda á vifta de tudo iílo vos quero amar , e quero eílar no meímo propofito ^de nunca mais vos ofFender ,*por ferdes vós quem fois. Vós, como verdadei- ro Medico, curai as chagas , que fez a mi- . nha foltura ; vós, como amoroío Pay , tende mifericordia da minha defobediencia^vós, como benigno Paílor , recebei do voíTo re- banho eíta oyelha ha tanto tempo perdida; vós , como verdadeiro Senhor ,. tomai poíTe deite efcravo ha tanjos annos apartado de vós : amorofilTimo Jefus, perdoaime os meus delidos pela dor dos voííbs tormentos, per- doaime as minhas culpas pelo fangue das voíTas feridas , e feja iíto , Senhor , antes que a pedra derrube eíta eftatua , antes que o v^nto leve eíta folha, antes que. o mar fepulte eíta barca ; para vós , Senhor , todo o-reinpo he tempo ; para a voíTa divina pie- dade hum mar de culpas he pequeno rio ; para a voíTa mifericordia huma eternidade de peccados he hum breve initante. Naô deíprezeis , Senhor , osmeus ro- e Thefouro preehfo ãaLapã, 37^ gòs ; porque ainda que eu fou peecador ^ YQS fois Jefus j nao defprezeis a hum cora- çao contrito , e humilhado \ naô vireis as eoítas a hum^ creatura arrependida. Se a Magdalena com as lagrimas dos olhos vos, Hiereceo o perdão de tantas culpas eu também choro a voííos divinos pés , eu também os quero regar com o meu pranto fó por confeguir o voíTo amparo. Se vos obrigou tanto hum peecador crucificado comvofco 5 por confeílar , que vos tinha of- fendido , eu Senhqr conféíTo , que vos of- fendi mais que Dimas , c mais que a Ma- gdalena , e mais que quantos condemna- dos eílaõ ardendo nas chammas do Infer- no ; e crucificado na minha dor vos rogo no interior da minha alma , vos peço no intimo do meü coraçno , me perdoeis as rainhas culpas pela voíTa clemencia , pela voíTa piedade , t pela voíTa mifericordia. Amen. ^ Amorofiííima May de Deos , e advoga- da dos peecadores , fe todos os bens , que" nos faz voíTo Filho , nps vem pelas voflas piedofas mads , humildeménte vos pefo me' alcanceis o perdaô de minhas culpas , que agora lhe acabo de pedir ^ com lagrimas ; permitti , Senhora , que eu o configa pela 3^0 Bõticd predofa ] dor 5 que tiveftes nos tormentos da fua pai- xao , pela dor, que tiveíles nos martyrios da voíTa foledade. Anien. MARIA May de graça , deíendeimer P. N, A, M, MARIA May de mifericordia , anrpa- raime. P.N.A. M. MARIA May de piedade , foccorrei- me. F,N.A, M. Remedío para ajjijlir com devoção ao fa- crifido da Mijfa. O Sacrificio da MiíTa he a coufa mais agradável a Deos , e o tempo , que a ella fe allifie cqm devoção ‘ o mais con- ' veniente para negociarmos com Deos , e peiirlhe mercês aííim para nós , como pa- ra almas do Purgatorio. He certo que a May de Deos recommendou ao Patriarca Sao Domingos , e ao Beato Alano de Ru- pe , que aconfelhaílem a todo o fiei Chrif-. taõ o rezar o Rofario no tempo , em qué ouvifle MiíTa* B. Alan. e Remed. Univerjfi tom.z. líb.^. cap. 2 '^. Huma de duas cou- fas , ou quem ouve MiíTa, fabe meditar os Myfterios , que ella repreTenta , ou nao ? He íem duvida que fe labe meditar , com mais proveito efpiritual ouvirá MiíTa , me- ditando e Thefouro preciofo da Lapa, 3 Sr ditando ps cinco Myfterios Dolorofos do Rofario * tres , ou dous , que o Sacrificio reprefenta , é no íim da meditaçao de cada Myílerio , rezando o Padre noíTo , e dez Ave Marias. E fenaó fabe nieditar, melhor lie eftar rezando o Rofario pom devoção , do que eílar com os íentidos divertidos no governo da cafa , e o peior he murmuran- do 5 ou fazendo coufas peiores. Eu tenho por confelho mais prudente a todo o fiel Chriílad o rezar o Rofario , o que pode re- zar nad fò nas, MiíTas de devoçad , mas também nas de obrigaçad. Em favor de quem quizer acompanhar o Sacerdote nas ceremonias da MiíTa com as confideraçoens , e aíFedlos do coraçad, declaro o que reprefentad as veílimentas Sacerdotaes , e depois as ceremonias prin- cipaes com fuas oraçoens breves. Efcolha cada hum defta iguaria a forma , que mais lhe agradar , e mais conyèniente for ao feu bem efpiritual. Entrar ,0 Sacerdote na Sa- criftia para fe reveftir das veílimentas Sa- cerdotaes , reprefenta a entrada do Filho 4 e Deos neíle mundo em o Sacrario Virgi- nal do puriíTimo Ventre de MARIA Sari-» tiílima , onde fe veítio da noíTa humanida- de para ir celebrar eíle Saeriíjcio m mon- Xs Calvario. Repre-. 382 botica precíofãy - Reprefeilta o Amido ò véo , com qué ^ Gubrírao o rofto do Senhor JESUS , quan- do feus inimigos lhe diíTeraò , ferindo-o Profetiza quem te deo. Na Alva fe figura ' à veftidura branca , com que Herodes . fa- zendo efcarneo do Senhor o mandou a Pi- latos. No Cordaõ fe reprêfentao as primei- ras ataduras , e cordas , com quê o Senhof . foi atado , quando o pj*endêra6. No Mani- pulo fe^reprefentaÔ as fegundas ataduras, com que lhe prendêrao as ma^ á coluna j quando o açoitárao , e poemfe no braço ef- querdo , que eftá mais proximo aa corâ- çao para lignificar o amor , com que o Se- nhor recebeo os cruéis açoites èm fatisfa- çao de noíTas culpàs. Na Eftola fe reprefen- / ta a corda , que lhe lançáraô áo pefcoço y quando levou a tíruz ás coitas para fer cru- cificado. Na Cafula fe i^êprefenta- a túnica^ inconfutil , que os algozes defpiraò ao Se- ' nhorJESUS, quando o crucificáraÒ. METHODO PRATICO DE OUVIR MISSA Aülo de Contrição. r M Eu Deos , meu Pay , meu Creadory e meu fummo bem , pequei, pequei, • Senhor meu ; porém já me peza , Deos , e amor meu , e fummamente me péza de to- dq^ e Th ef ouro prec’^ofó da Lapa. 383 do o meu coraçaô de vos ter offendido , por ferdes quem fois digno "dje fer amado fobre todas as coufas. Protefto , Deos meu, com o favor da voíTa graça nunca mais peccar. Pequei , Senhor , tende miíericor- diade,mim. Ojfere cimento* A Ltiífimo Deos , e Senhor meu, eu vos ofFereço eíla MiíTa na união de todos os merecimentos de meu Senhor JESUS Chiiiílo, e de fua May MARIA Santiííima^ pela exaltaçaô da fanta Madre Igreja, paz, e concordia entre os Principes Chriftaòs , extirpaçaó das hereíias , por todas as ten- çoens do Summo Pontifice , e applico to- dos os feus frutos , Cs indulgências por mim o que poíTo e o mais pelas peflbas , e al-* mas do Purgatorio. , que devo , obfervada a ordem de juftiça , e caridade. Efpero, meu Deos , e meu JESUS , e peço que efie fa- crifício obre em mim ,e nos mais fieis tao maravilhofos eíFeitos , como proprios da fua incomparável virtude., Amen. O Sacerdote yinàò para 0 Aliar ^ re-^ prefenta a Jefus indo orar no Horto. O’ adorado JESUS , que a fim de da r-* des principio a remir a minha alma., cami- íiha& com tanto gofio para o Horto s con^ ' - cedeinjc 384 Boiica prechfa"^ ^ cedeime que eu faiba caminhar para o Ced com tanto gofto pela obfervancia de voiTos Mandamentos , que antes queira morrer > que oíFender hum fó preceito da voíTa lei. Amen. - Começando 0 Sacerdote a Mijfa ^Jigni’^^ ' fica a yefíis orando no Horto^ O’ Meftre divino , que para me eníina- nardes a bufcar o remedio, e confolaçao nos trabalhos entrais no Horto a orar a voíTo eterno Pay , daime , JESUS meu , graça , para que vos bufque todos os dias na ora- çao ; e conhecendo nella a voíTa divina vontade , faiba a efta conformar todos os defejos da minha vontade. Amen. A inclinação do Sacerdote ao dizer a confijfiad reprefenta a Jefus fuando fan- I gue , e em agonias mortaes. O* JESIJS clementiíTimo , que def- maiado mais com os horrores dà minha in- gratidaó , que coni os tormentos da voíTa, paixaõ vos viíles em fuores de fangüe , e agonias mortaes , daime hum tao vivo co- nhecimento das minhas culpas , e das vof-? fas finezas,, que chorp o meu coraçaó con- , trito lagrimas de fangue.' Amen. Subindo 0 Sacerdote a beijar a pedraí da Ara , reprefenta 0 oficulo , que Judas- j e Thefouro preciofo da Lapa, 385' deo em feu Divino M^re , quando 0 en-- tregou. paci.entiilimo JESÜS , douvos infi- nitas graças pelo exemplo , que me dais pa- xra eu Ibffrer as maiores traiçoens de meus inimigos : peçovos me deis graça, para que eu imite a vóíTa paciência , e para que a minha boca fe nao atreva a tocar facrile- gamente o vofTo corpo facramentado.Ame. Indo 0 Sacerdote do meyo do Altar a ler 0 Introito , reprefenta a Chrijio preza^ indo para 0 tribunal de Anas. O’ innocentiíTiraoJESUS 5 pela admi- rável paciência , com que foffreíles o tor- mento da prizaó , e injuria de vos levarem a cafa de Anás a ouvirdes as cenfuras da voíTa doutrina, me concedei a yoíTa carida- de , para que eu viva fempre prezo nos vin- culos do voíTo amor. Amen. Lendo 0 Sacerdote 0 Introito da MiJ^ fa , reprefenta a Chrifto em quanto fe de^ teve em cafa de Anãs. O’ fapientiíTimo JESUS, que para con- fundirdes a foberba dos peccadores , eftais foíFrendoos efcarneos , com que os fabios do mundo defprezaô a voíla divina fabedo- ria , fazeime humilde de coraçaô , palavras, e obras , par^ que vos imite. Amen. Bb 326 Botica preciofa , Quando o Sacerdote volta par a o meyo do Altar a dizer os Kyrios , reprefenta a Chrijio indo para cafa de Caifds , onde o negou Pedro , e lhe deraÕ a bofetada. 0’amabiliíriinoJESUS, que por meu amor era cafa de- Caifás, foíles negado tres vezes do voíTo difcipulo , e ferido por hum facrilego com huma cruel bofetada , fazei que fe avive, a minha fé , para que nunca vos negue, e me dai graça para padecer por VoíTo amor as maiores injurias. Amen. Dizendo o Sacerdote o primeiro Do* winus vobifcum , reprefenta a Chrijio pon~ do os, olhos em S. Pedro depois de o negar, Ò* Medico Divino , que pondo os olhos em Pedro , logo o curaítes das fuas enfer- midades , da ndolhe a conhecer feus erros para os chorar contrito , concedeime tanta luz, quanta neceflito para conhecer os meus, ,e os chorar araargamente. Amen. A Epiftola reprefenta a accufaçaÕ y que fizer aÕ do Senhor na prefença de Ps-’ latos. Xy dulciíTirao JESUS, que fendo leva- , do a cafa de Pilatos , foftes faJfamenie ac- çufado , daime paciência , para que foífra por voíTo amor, e com merecimento da mi- nha almá os falfos teftimunhos <ío mundo*; Amem € ti^efouro prieciofo ãa Lapa. 387 Dizendo 0 Sacerdote antes do Euange- Iho Munda cor meum, reprefenta a Chrif- to omindo na prefença de Herodes tejii^ munhos falfos fem fe defender. O’ amorolb JESUS, que por agradardes a vos eterno Pay , naô defendeis a yolla in- nocencia , vendovos injuriado na prefença de Herodes , conoedeime a voíTa graça , para que eu faiba foíFrer as injurias do inundo por voíTo amor. Amen. A mudança do Mijfaf e a leitura do Euangelho reprefenta a Jefus indo de ca^ fa de Herodes para cafa de Filat os, O’ JESUS bondade infinita , que para fatisfazerdes a reincidência das minhas cul^ pas, quizeftes fer levado da cala de hum tyranno a outro tyranno , concedeime hu^ ma contriçaô tao firme de meus peccados , que fempre já mais vos lírva, e ame. Amen. O Sacerdote defcubrindo 0^ Caliz , re- prefenta a Chrijio quando 0 defplraÕ pa- ra 0 açoitar. • O’ querido JESUS , que para me mof- trardes a purpura de voíbfangue ,confen>- tiftes o fer defpidõ cop tanta afifontà; con- Sedeime valor , para que eu me difpa de to*»- ios os habitos viciofos , e me cubrà do fan- Eo< temor de vos ofíènder mais. Amen. Bb ii Q Botica freciofa y O Sacerdote offerecendo a Hoftia y e & Caliz y reprefenta a Chrijio atado d colu- na y e offerecendo a f eu eterno Pay os açoi- tes. JESUS innocentiíTimo Cordeiro , que com tanta maníidaó foíFreftes atado a hüma coluna cinco mil açoites , e os oíFe- receíles a voíTo eterno Pay para meu reme- dio : ataime , Senhor , com as prizoens da a eíTa coluna y para que me nao rtem do voíTo amor os mayores traba- 5 do mundo. Amen. O Sacerdote cubrindo o Caliz , repre- qucmdo puzeraÕ a coroa de efpinhos laheça do Senhor Jefus. O’ jÈSÜS Rey dos Reys, que pela.mi- foberba,^e vaidade íbffreftes na voíTa cabeça huma coroa de efpinhos : concedei- me com a humildade todas as mais virtu- , e a perfeverança nà voíTa graça para coroado comvofco no Ceo* Amen. O Sacerdote chegando ao Lavabo^ re- prejenta quando B Hat os lavou as maos ds conden/ir aChriJio innocente. . 0' JESUS amor immenfo , que^ aííim nos peccadores a diflimulaçao, com :|ue affedtao lavar as. fuas culpas nas con- hxioens facrilegas; concedeime lagrimas de ' COD- € Thefouro prech/fo âa Lapa. 3S9 contrição verciadeira, ' para que cotn^yerüa- de lave tódos os meuS, percados. Amen. QMãndo 0 Sacerdote diz Orate frarres, reprefenta quando Pilatos mojirou 0 Se- nhor ampovo , dizendo : Eecè • hoiiio. ■O* JESUS 5 e benifeitpr meu , que pc-» lo róuito i que eu tenho rdefprezado os voi- fos benedcios , foíFreftes o íer.moílrado ao povo, como malfeitor,^ daime a cònhectr a minha ingratidaQ, para que vos, faiba.fer- vir e>arnar. Ainen.; O Prefacio reprefenta como 0 Senhor Jefus depois d.e afoitado foi condenado d morte de Cruz. w - ; ' O’ JESUS arnabiliílimo , Redemptor meu. 5..q[ue por me livrardes da m.orte eterna quizeíles morrer na Oruz: concedeimie hum efpirito de continua mortiíicaçaó em reco- nhecimento de taô grande beneficio. A men. O Sacerdote no primeiro Memeiito re- prefentd a fefus com a Çruz ds cqftas. O’ JESUS , Ilaac divino, que com tan- ta conformidade levaítcs pelas raas de Je- rufalem na Cruz fobre voíTbs divinos hom- bros os meus peccados : concedei me graça, í lu^;j para que com alegria , e conformi- , dade ,kve eu em voíTo feguimento a Cruz áo meu eítado. Amen. O 39Ó Botka f^eciofa y O Sacerdote continuando o Canon , prefenta como a fanta mulher Verônica enxugou o fàngue ao Senhor na rua da amargura, O’ Senhor , e Deos meu , que na voíTa Divina face , que he a alegria do Anjos lançarão os meus peccados tantas nodoas; concedeime a dita de lavar tanto fangue com âs lagrimas de dor , e amor. Amen. O Sacerdote hen^endo a Hojiia , e Ca- liz 5 reprefenta a Chrijlõ ejiendido , e pren- sado na Cruz, O* JESUS 5 meu Divino Meftre , que para fatisfazerdes pelos meus peccados freíles o fêr pregado na Cruz com taõ duros fe cravos , deípertai ò meu cõraçac ufiir èomvoíco crucificado. Amen O Sacerdote levantando a Ho^ prefenta a Chrijio levantado ao fua Cruz, O* JESÜS por meu amor crucihcaao. quem com pedaços de coraçaò , e com ia- fangue c grimas de fangue chorára , e fentira as cul- pas , com que tantas vezes vos offendi , e crucifiquei ! Pezame de ter peccado , tende compaixao , e mifericordia de mim. Amen. O Sacerdote levantando e Caliz , repre- fenta 0 Senhor na Cruz derramando fangue das chagas* e Thefoura preciojt^ da Lãpa. 391 Adorovos, fangue preciofilTimo de rneu • Salvador, que dasfuas chagas correfres para meu remedio , cahi fobre o meu coraçaô , e parti-o' com dor , para que configa a voiTa mifericordia. Arnen. ^ O Sacerdote no Memento pelos defun^ tos reprefenta 0 Senhor orando na Cru^ , e pedindo a feu eterno Pay perdao para feus inimigos. O’ JESUS clemeiitiffimo , já que tan- to vos compadeceiles de voiTos inimigos , vendo-os mortos pela culpa , que Ihes pe- diftes a voiTo eterno Pay o perdao , refui^ citaime dos meus peccados , e daime a vi^ da de voiTa amizade para vos imitar no amor a meus inimigos. Arnen. , O Sacerdote dizendo Nobis quoque peccatoribus , reprefenta 0 perdao , que a Senhor deo na Cruz ao Bom jLadrao. O’ JESUS miíericordioíiiiimo , que com tanta piedade recebeis ^a contriçaó de tao grande peccador , que na ultima hora Ihe dais logo o Paraiib , aceitai a confiiTao de minhas culpas neila hora , e daime con- ti! ca6 , com que mereça a Tua ,e voíTá com- panhia. Arnen. j O Sacerdote dizendo 0 Pater noiler ,7^- gnifica a reçQmmendaçaÕ , que & Senhor^ fez 3 çi ' 'Botica preclofa", ^ Jez de fua Mãy ao Euangelijla S. Joao. O’ amorofo Pay de mifericordia , que naó deixais deíamparadas as almas , que vos bufcaô por meyo da Cruz : concedei- me , Senhor , hum amor taó fino , que deír pojando-me de todo o meu juizo , e von- tade 5 alcance o ter por May a voíTa San- tilTima May. Amen. O Sacerdote partindo a Hnjiia ^Jlgnl^ fica Q Senhor Jefus efpirando. O’ adorado JESUS , Deos , e Homem, que por me dardes vida, e me unirdes com Deos , foíFreis o golpe da morte , que divi- de a voíTa alma de voíTo corpo fantiíTimo : concedeime que eu morra para os vicios , e de todo me desfaça nos defejos da pro- ■ pria vontade, para que viva comvofco eter- namente. Amen. O Sacerdote lançando a particula no. Caliz 5 reprefenta como o Senhor defice o ao Limbo. O’ pacientiíTimo JESUS , e Redemptor do mundo, que para moftrardes a voíTa cari- dade d eíceis ao Limbo a certificar as al- mas cativas da íua redempçao, defcei á mi- nha alma com os auxilios eíxicazes da vof- fa graça a darme a fufpirada liberdade. Q Sacerdote dizendo Agnus Dei , prefienta e Thefouro preciofo da Lapa. 393 prefenta ao Senhot convertendo muitas al- mas no Calvaria ; e o repete tres vezes parajignificar a inflanda do pe c cador eiu pedir contrito mifericordia. O’ J£^SUS clementiiiimo , que no per- dão 3 que pediiles para os peccadores 5^ me eniinaftes a chorar fempre as minhas cul- pas 5 e a continuar em pedirvos mifericor-^ dia : concedeime huma verdadeira dor de meus peccados , que mereça a voiTa pieda- de. Anien. , , O Sacerdote cominungando , reprefen- ta em como 0 Senhor depois de morto foi fepuitado. , - : O’ piedofiííimo JESUS , que cm hum fepulchro de pedra novo quizeftes fer fe- puitado 5 aqui tendes o meu peito para fe- pultura , onde achareis hum coraçao dq mármore : peçovos que desfaçais deíla pe- dra as durezas para vos receber com as ternuras do amor mais fino. Amen. Novinho^ com que fe purifica 0 Ca- liz ife reprefenta como 0 Senhor foi no fe- pulchro embalfamado por Jofeph , e Ni- codemus. » , O’ corpo facratiíTimo de meu amado JESUS 5 que ditofa creatura fora eu, fe vos fOubera ungir çom p oleo da mais ardente. 594 Botícà preciõfa \ caridade : daime tanta copia de lagrimas de amor , que poífa chegar a voíTos divi^ nos pés como a Magdalena amante» Amen. O Sacerdote cubrindo & Caliz^ e dizenr» do 0 Bojlcommunio , fignifica a Jefus re^' fufckado. O' amabiliílimo JESUS , e meu Divi- no Meítre , que para me animardes a pade- cer neíte mundo com a efperança no prê- mio eterno , refufcitaftes da morte , que vos deraô os meus peccados , im mortal , e gíoriofo : concedeime acompanharvos nas penas , para que também vos faça compa- nhia na eterna gloria. Amen. O Sacerdote dizendo voltado para o povo Dominus vobifeum , reprefenta a Jefus refufcitado appareeendo a Jua May Santijfma , e aos f eus difcipulos. O' meu amado JESUS , que para con- folardes a voíTa Santiííima May , eaos vof- fos difcipulos lhe appareceftes depois de refufchado : concedeime a graça de vos fervir , e amar nos trabalhos defta mifera- vel vida para merecer a voffa eterna vifta no Ceo. Amen. O Sacerdote dizendo as ultimas ora coes, reprefenta ao Senhor nos quarenta dias , que fe de(eve na terra com os difcipulos . ^ e Thefouro preciofo ãa Lapa. 39^ O* JESUS fui pirado bem da minha al- ma , já que vos detiveíles quarenta dias com os voíTos difcipulos anteá de íubirdes ao Ceo , detendevos dentro do meu cora- çsLÔ , e naô vos aufenteis da minha alma » para que no fogo do voíTo amor fe derretaó, e desFaçao todas as minhas culpas , e vi- cios 5 e todos os impulfos , e defejos do meujuizo, e vontade propria. Araen. O Sacerdote dizendo 0 ultimo -Dominus í^obifcum 3 reprefenta a fubida do Senhor %os Ceos. O* duíciffimo JESUS , que depois de los enfinardes o caminho do Ceo pelos íxercicios da oraçaô , e mortiíicaçaô , fubis á gloriofo a preparamos a vofla mefma floria 5 fazei què imiíandovos a vós , mor- ra de faudades voíTas. Amen. O Sacerdote lançando a hençao ao po^ ^ovo , reprefenta O; ijinda do Efpirito San-* to fobre os Apoftolos. O’ benigniffimo JESUS , e Redemptor meu , que para confolardes a toda a Igreja 4 a voífa aufencia , Ihemiandaftes por Mef- :re ao Divino Efpirito Santo, e para fe der- reter o meu coraçaõ no voíTo amor o man- iaftes em linguas de fogo , fazei que a mi- lha vontade de todo fe aniquile , e o meu enten- ^p6 r Botica preciofa , entendimento fe illuftre , para qiie fo ame o volTo amor , e fo pela voiTg bondade fuf- pire. Arnen. Quem quizer fazer a communhao ef-: p iri tu a l para commungar , quando com- munga o Sacerdote , e mais vezes no dia^ conforme os diãames do feu Direãor , a póde ufar pela forma feguinte. Communhao ejpiritual. A Communhao eipiritual conliile no exercicio fervorofo daquellas virtu- des , pelas quaes fem receber realmenle o diviriiiiimo Sacramento do Altar , ie parti- cipad muitos frutos do mefmo Sacramen-- to. Nefte exercicio fao os -feus aélos elpe- cialmente aitos de fé viva fobre o meimo Sacramento , aélos de efperança , e carida- de. Em primeiro lugar benze-te , reza hu- ma Ave Maria em louvor da May de Deos, e ftze exame de confciencia fobre as cul- pas , e defeitos , que commetteíle depois, dá ultima conhíTao ,'cu communhao facra- mental , ou efpirituãL Examinada a con- ici en ei a 5 e .coníiderando na bondade de- Deos por vós oíFendida , faça com todas asi veras da alma algum- dos aétos de amor , que vem no numero yó, o qual mais quizer até o numero 72. FeU e Thefouro preciofo da Lapa. 397 Feito o ado de contrição , entra a con- fiderar que eftás na Igreja junto ao Altar , que o Sacerdote abre o lacrario , e te mof- tra a fagrada particula na fórma coíluma- da para communhaõ facramental. Bem fir- me neíla confideraçao faze os feguintes ados. de fé ,,e efperança. Creio com viva fé que no Santiíílmo Sa- cramento da Eucharistia efia o corpo , faii- gue , alma , e divindade dé meu Senhor JESUS Chriílo taô realmente como efiá no Ceo. Efpero , meu Deosj^e meu JÈSüS, o faivarme , fe dignamente receber o voíTo fantiífimo corpo , ou me unir comvofco por amor. Aílim o efpero , e aíllm o defe- jo. Fazendo a conímunhao fóra da bajla fazer 0 que fe fegue. Aqui entende que o Divino JESUS com o amor j.e ternuras de Pay eílá dizendo ao interior da tua alma : Filha eu fou oDF ^ •vino Cordeiro , que purifico os pe ceados do mundo. D ame f filha , 0 teu coraçaÕ , que quero nelle entrar para 0 fantificar. Ef- cuta eíta palavra , ou femelhantes , e fahe com o coraçaô nos feguintes ados. de cari- dade explicados neftes fufpiros. 398 Botica preciofa l Sufpiros, I T T E poííivel,que o meujefus mepe- JL J de o meu coraçaó ! Eu, me\i Jejíus,. quem fou , e vós quem fois ! Eu a mais in- grata creatura , e vós bondade fumma. Mas íè aílim o quereis , Vinde , que eu vos amo, e defejo amar com todo o amor dos Se-' rafins. 2 He poííivel , Divino amor , que quereis entrar no meu coraçaó! Eu, meu amante Deos facramentado , bem vos defejo dentro em mim. Pois já que aílim vos dignais, vin- de pôr liuma chamma do voíTo amor. Vin- de , JESUS meu , que eu me defejo abra- zar em amor voíTo. 3 He poííivel, meu JESUS , e divino Pay, que me eftais pedindp o coraçaó para mo- rada, voífa! Pois fabei que eftá a minha alma fufpirando pelovoííb amor. Vinde, pay de amor , vinde faciar a fome deíla al-' ma , filha voíía , ainda que indigna. 4 He poííivel , que o meu JESUS , filho da fempre Virgem MARIA , quer entrar no meu coraçaó 1 Eíla graça deve fer em- penho da May de Deos. Pois vinde , amor da minha alma. Entrai , JESUS meu , leja para fempre por hm\Z transformaçaó do meu fer em vós. e Thefouro preciofo da Lapa. 3^9 f He poiiivel , meu JESUS , e meu Gio- iíií^dor , que quereis entrar no meu cora-*- :a6 ! Pois o meu coraçaa , JESUS meu , leieja que fejais fcmpre o feu fuilento.Vin- ie , amado JESUS , vinde , amor meu , a Jorificarme com o voíTo amor , que io a ÓS amo, e quero amar. Em qualquer dejies fufpiros^ em que fen^ ' ires, a vontade movida , continüa a repe- - illo , ou nos aBos , que 0 Senhor te mfpi- Ce poem aqui para escemploy hum até dous. Movida a ontade 'com algum delles , ufa fazer ãos de admifaçaÕ da divina bondade , e e confufao da tua ingratidao para com )eos , e aclos de humildade no conheci- Ce p{ hu lento da tua vileza ^ e aã os de contrição, 'aze propofitos de emendar a vida ^ ( ou epete hum muitas vezes , efcolhendo mo is de 0 confervares ^ ) e em partiçular ? evitares, aquella culpa , ou defeito , em ite coftumas cahir mais vezes , ou de ex- ''citar aquella virtude , de que tens mais eceffdãde. Na Mijfa , quando fizeres ef í communhao efpiritual , que tambeoi ;rve de te difpores para a facrameníal , uando 0 Sacerdote levantar 0 Qalm ^ co '■eça nas confiderapens do numero du- zentos J 400 Bvticá prèciófa , %etitos e dezoito , e tem já feito as ante^ cedentes. Depois que com os actos expli^ cados , e alguns fufpiros fcntires a ijon^ tade como menos defejofa , por eft ar como jd gozando do divino pao dos Anjos , en-' tra a dar lhe graças com alguma das fe^ guintes jaculatorias > ou com outras mais fervorojás, Jaculatorias. -I TjT E poirivçi que dentro em meu co- 11 raçao eílá ãquelle JESUS , que me remio ! Pois , meu Deos , aqui- eílá a ,minhá alma refoluta a fazervos o goílo , pois a vós amo. Que quereis que eu faça ? 2 Alma minha , onde eílou, que naÔ mor- ro de pafmo , alegria , e amor ? Dentro em meu coraçaô o mefmo Deos dos Ceos.^ Pois para fempre hei de amar a eíle amor divi- no , e nunca mais o hei de deixar. 3 Alma minha , he poílivel , que veyo o Divino Medico a eíla pobre cafa ? Donde a mim taô grande bem ? Pois olhai , amor meu 5 para tanta enfermidade. Fallai, fal- lai a eíle coraçao , que eu vos quero fervir, e fó a vós para fempre amar. Viva , viva JESUS , e viva para fempre o feu amor no meu coraçao. Amen. e Th ef ouro preciofo ãa Lapa, 401 Remedio para 0 retiro efpiritml. H X em todos os Moíteiros defte no , Recolhimentos , e entre pefíbag fecularea devotas o pio , e utiliíTimo uíb de fazer em cada mez hum diá de retiro efpi- ritual. Muitas peíToas o fazem em cada fe-, mana humas no dia de fabbado em louvor de MARIA Santiílima Mãj de Deos, e ou- tras no dia da fexta feira em louvor da Pai- xao de JESUS Chriíto. ^ Em cada hum deíles dias de retiro fe recolha a creatura ^ e fe livre da communi- caçaô de outras creaturas , quanto poíhvel lhe for 5 e de cuidados temporaes para fó- mente tratar com Deos 0 negocio da füa falvaçao por meyo da oraçao , penitencia,- 2 exames , e refoluçoens- Ha hoje hum li- i^ro com o titulo Retiro efpiritualy impref- fo em Coimbra , muito devoto , que eníi- sa 5 e perfuade efte retiro. Em favor de quem nao tiver o tal livro^ 3u do methodo admira vel , que traz, nao rfar , ponho o feguinte methodo para fazer íium dia de retiro em cada femana, ou mez. Ha? de ler , e obfervar ,0 methodo, pratico, jue deixo explicado para os 4ez dias de re^ ãro 5 ou para os quinze dias em Ipiivor do Santiífimo Rofario. Vendo 0 que fe iàz no -Cç jprl^ 40^ Botica precioja ^ primeiro dia, omtfrao oblerva^fe no dia- de retiro do primeiro mez , ou Temana , e continuarás pela mefma ordem nos fe- guintes mezes , ou femanas'. Acabando os dez, ou quinze dias nos dez, ou quinze mezes , ou femanas , começa outra vez co- mo no primeiro dia , c alTun continuarás , € farás para fempre. Em cada hum dos dias de retiro em ca- da mez , ou femana empenha-te em fazer exame geral das culpas , e defeitos daquel- le mez , ou femana , efcrever , e dar fiel conta ao teu direítor. Da mefma forte exa- mina-te pelo exame do eftado da alma , e com clareza de confciencia dá de tudo par- te ao teu diredor com rendimento total do juizo , e vontade , para obfervares o que eíle te determinar em proveito da tua al- ma, No cafo de fazeres , como he jufto faças , todos os dias duas vezes, qu aq me- nos huraa vez exame de confciencia , e apontares , no dia de retiro poem os exa- mes em boa ordem para ver o teu diredor* Mais que tudo no dia de retiro te empenha em chorar as culpas, e faltas daquelle mez, ou femana , e em determinar os meyos , e éxercicios para emenda na femana , ou mez futuro* ' e Thefõuro preclofa da Lapa, 403 Exames do ejlado da alma, E Stes exames na6 faa os exames de confciencia ordinarios , mas fao hu- ma como anatomia do eftado interior da alma ^ a fim de arrancar os máos habitos , e plantar os bons. Has de começar em car da dia efte exame por hum adio^ de fé da prefença de Deos , e huma Ave Maria em louvor da May de Deos , pedindo luz para conheceres os defeitos , e graça para te emendares delles. Depois difcorre pelos pontos’ dos exames , e reteras na memoria, ou efcreverás os defeitos , refoluçoens , e meyos , que efcolhefte para a emenda , a fim de dares fiel conta ao teu diredor , defi- cubrindolhe finceramente tudo. Em fim pa- ra te refolveres mais efficazmente á emen- da , pondera nos feguintes motivos. Has de ponderar, i. Quanto importa á tua alma eftes exames com attençaõ feitos para te emendares das faltas , que achares. , 2-. Quanta confolaçao terás com a emenda das culpas , e exercido de virtudes.^.Quan-^ to es obrigado a emendarte pela profiíTsá de Chriílaò , e muito mais íe es Sacerdote, ou Religiolb. 4. Quanto eftimarias. teres^tc emendado , fe agora houveíTes de morrér. 5. Qyanta confüTad terás no tribund Diri-*' Çc ii jio. 404 • Botica prècíoj a ^ no , fe 'continuares nos mefmos defeitos , como até agora. 6. Quanto merecimento terás 5 ê quaô grande prêmio terás no Ceo, fè venceres no mundo. 7*. Quanto honrarás a Deos , vencendote nas tuas paixoens. 8. Quao ingrato ferás ao mefmo Deos , fe nao te emendares depois de tantos benefícios , e de tanto amor do Senhor para comtigo.. 9. Quanto lucras para tua alma aííim nefí- te mundo ,• como no outro , e quanta hon- ra dás á Mãj de Deos , e gloria a feu bem- di to Filho 5 meditando , e rezando todos os dias o fantiiTirao Rofario da May de Deos. Com eftes motivos executarás os affeélos , formarás os propofítos , e pedirás graça pa- ra exècutallos. - Entra no exame pela fórma feguinte. I. Examina o deíejo que tens de falvar a tua' alma , de he íómente velleidade , que nad paíra >^a^ obrar bem , porque eíle defejo ineffiéaz fem eíFeito fe acha em todos os peccadores e 'fe coíluma dizer, que de bom defêjos eílá o Inferno cheio. Examiha; bem a qualidade defte defejo, cOnfiderando, fe diz bem com o defejo da felvaçad a vida , e coftumes , que tens. Deve"fer'effiGaz o defejo , e de vontade ab- fbíiktá , qife te mova a bufcar os meyos coiive^ e Tb ef ouro prectofo ãd Lapa. 405^ cotivenientes^o fim. Deve íer lummo eílq defejò , porque >0 negocio he o mais im- portante. Deve fer unico , ifio fie",' que fe nad defeje coufa ‘aiguma contraria á falva^' po , e que todas asi còufas';tanto Xe defe-* jem , :quanto para ella ' Gonduzem. > - t - 3 - Examina a origem da tualfroxidad na defejo da falvaçad j e fe for ,í porque juU gas fácil a falvaçaó , entende qye efta fegú- rança he do demonio para te introduzir a omiflad nas obras de , obrigaçadiV eamegli- gencia , e tibieza nas. obras de;devoçao. Vê as vidas , e exercicibs de oraçád.yi.peniten- cia , ex mortificação- interior daqueliea. Sana- tos , e Santas j que fabemos fe falvarad, pa- ra^ te defenganares , e convenceres á pratis ca das virtudes , e exercícios de penitencia.' 4 Examina queimeyos efcolhes , e appli- cas para te falvares , e que obras de-GonfeK lho fazes para mais tè fegurares , e: com que perfeição , ou fe refervas as obras dq confelho ,que,fa6 ás de fubrogaçad/para a futuro tempo, em que vai creícendò* cada vez mais adifficuldade de obrar bem pelos teus máos habitos.. .u, ;J' 5 Examina a que perigos te expoens de perder a graça de Deos por toda a eternida- de,, fe andas bufcando as occafioens de te per- 4o6 ^ Botica preciofa 9 perderes com os amigos , converfas , vil- tas , e outras em vez de fugires de todas. Se vives defcaniado > eftando muito tem- po em peccado mortal , devendo tremer de " te deitares a dormir huma fó vez nefte mi- feravel eftado. Se vives, como fe a tua al^ Bia foíTe a alma de hum bruto y a quem fe aao efpera o Inferno etemo. 6 Examina que impedimentos deves tirar para alcançares a perfeição , e fegurares melhor a tua falvaçaô , fe alguma amiza- de y algum emprego , algum divertimento,^ geralmente fallando , hum grande impedi- mento he a foberba , e a vida delicio^ , porque a foberba impede a graça , e a vida deliciofa impede a cooperaçaô com a mef- ma graça. 7 Examina , fe tens no teu coraçad algu- ma maxima contraria á falvaçaò , como feria : Que Deos he bom , e que por iifo fe póde peccar iem temor , por ter compai- xao, e mifericordia. Que fe pòde viver á vontade 5 e baila arrepender, e confeíTar depois. Que fe te naô vingares , nao ferás receitado. Que fe agora , fendo moço , te naõ deres aos paíTatempos , e delicias do mundo , naô terás depois tempo para iíTo ; ç outros femelhantes didlames contrários ao e Thefouro prechfo da I^apa, 4^7 ao Euangelho , e por iíTo enganaios , que fe devem fummamente temer. , 8 Examina o eftado das tuas paixoens , ifto he , os movimentos defordenados de appetite feniitivo , os quaes faó caufa de to^ do d mal da alma. Vê pois i. Quaes fej?^ cm ti eilas paixoens , e quanta força tenhad, 2. Se entre ellas ha alguma , que te predo>* mine, e quanto. 3. Examina iob re as pai-i- xoens , em particular fobre as que perten^ cem ao irafcivel , e ao concuplfcivel , e difcorre em cada hum dos fete peecados capitaes. ^ Examina o modo d.e procederes comti- go mefmo nas confiiToens , nas penitencias internas , e externas , na oraçaõ, e qualquer outra devoção. Examina em geral , e era. particular como' procedes coin o teu pro- ximo penfamentas ^palavras , e obras, Examina-te no modo de procederes cora Deos , nos penfamentos , palavras , nas obras , e nas omifiToens. Qual lie a ~eilima- çao , que fazes da incompreheniivel Ma-^ geftade de Deos , de feu amor e m i feri- cordia , e de todas as coufas , que Ihe zem efpecial refpeito. 1Ó Examina os raaqs habitos, que tens por caufa da tua má vida, e quanta tem-- ~ IP<> r 40 8 Èotícã precíoja^l po ha que os tens. Examina os remedios ] que deves applicar , entre os quaes faó principaes a frequência dos Sacramentos > a oraçaô , e jejum. Determina os meyos, que te faó neceíTarios para applicares os remedios , e confervares o feu fruto. Em cada hum dos dez dias do retiro obferva com diligencia fazer hum deftes exames , qu'e darao mais^ luz para os exames de con- íciencia , que fàò precifos para a confiíTao geral , ou particular. Kemedio para fe fazer bem feito o exame da confiffaÔ geral e particular, H e a confiílaô^geral de obrigapÓ ne- ceílaria a todas as peíToas , que fizerao alguma cfonfiiTao mal feita, ou porque men^ tiraô nella em coúfa grave , ou porque cai- la rad por querer algum peccadò mortal , ou porque nao fizèraò (por omiflao grave) exame lufficiente , ou porque nao levárad a dor neceíTaria , ou porque faltou o propo- fito firme , e verdadeiro de emenda , como ordinariamente liiccede , quando huroa creatura fe confeíla no tempo , que anda em peccado mortal com alguma peíloa , ou occafiaÔ , que frequenta , pu nao quer ref- títüir a fazenda fama , ou honra alheia,, devendo , e podendo' reílituir. Ha de fazer- e Thefouro preciofo ãa Lapa, 409 fe a confiíTaÓ geral defde o tempo » em que Fez a ultima coafiíTaõ bem feita. Quando a creatura por pejo , e vergo- ilia , ou de propofito çallou na confiiTad al- 3fura peccado mortal , entendefe quando a :reatura teve para íl, que o que calla , era peccado mortal ; porque fe o na6 teve por receado mortal ao tempo da confiíTaó , nem ntendeo que peceava uwtalmente em dei- tar de confeíTar a tal culpa , naó lie precifo epetir outra vez a confiflao , e bafta que la feguinte confiflao fe aceufe da culpa,que ieixou , declarando ficar da outra confiflao :om a verdade toda. . He utiliílima a todas as creaturas a con- aflao geral , e para 0 futuro de fumma con- folaçao 5 efpeçialmente .para o tempo dâ en- fermidade , e morte. Muitas creaturas fa- zem cdnfiíTao ge,raj. em cada anno do que pertence áquelle anno e outras em cada mez do que a elle permnee. . He de faber-, que quem: faz confiiraõ gera] fem fer por obrigação j mas fomente por deVoçaô , po- de cailar os peceados que quizer, ainda que fejaô graviífimos , eílamio huma vez já bem confeffados. Naó ponho aqui as perguntas dos peceados veniaes .por nad eftender , e porque «ad lad materia neceííaria , mas fiin I . VülUil- 4IÔ Botica precíofa , volui^taria da confiíTao , e ainda nos fegum- tes exames julgará o Confeífor em alguns , quando faltou a plena advertência , ç liber- dade para conílituir culpa mortal , le tu o duvidares. Para com mais facilidade fazeres a con- fiíTaÓ geral de toda a vida , começarás dif- correndo defde os fete annos de idade até aos doze , defde os doze até aos vinte, e da- qui até aos trinta annos , ( e fe tomafte eíla^ do até que te ordenafte de Subdiacono , ou recebefte o Sacramento do Matrimonio ) *€ aílim por efte exordio nos mais annos da vida , tomando em cada dia o exame da- quelies annos , diícorrendo pelas terras , e cafas , em que vivefte , pelos offieios ? e oc- cupaçoens , que tivefte , pelos companhei*- ros , e creaturas , com que àndáfte , e tra- tafte , e pelas inclinâçoens , c vicios , quê te a^aftáraò. Quando for a confíííaó de 'tíiayor idade , ou em cada anno , diícorra peio modo explicado com fua proporção. Primeiro Mandamento. I O E confentio com advertência em al^ . gum penfamento contra a fé , ou duvidou com advertência de algum Myíle- "jio , e quantas vezes. Nao he duvidar o of- fereceremfclhe diíHculdades fomente. 2. Se quan- eThefouroprecíofõda Lí^a. ^ 41*; ■quando devia faber â doutrina Chrifta , na^ a foube, e fe anaõeníinou á fua familia por li, ou por outra peíToaí. 3. Se defefperou da mifericordia de Deos. 4. Se diíTe blasfê- mias 5 como : Por vida de Deos 3 pelas en^ tranhas àa Virgem , 5* Se dço credi- to a fonhos , ou agouros , ou fez , ou procu- rou algum feitiço 5 ou encantamento. 6. Se deixou de cumprir com a obrigapÓ da con- íiflaô annual , e comrrnínhad facramenial da Pafcoa. E nao íè cumpre com a Oonfif- faô , e communhaÔ facrilega. 7. Se fez algumas confiiToens , ou* cd- munhoens facrilegas por callar algum pec- cado mortal , ou por íàlta de dor , ou pro- pofito de emenda 5 e. quantas feriaó cada anno depois da má confiííaô , fe deixou de cumprir algumas pè-ni tendas das confiíTo- ens 3 podendo cumprillas. 8. Se tomou or- dens eílando em peccado mortal , excom- mUngado, ou irregular. E fe em algum dejf- tes eílados celebrou , ou adminiílrou al- gum Sacramento. 9. Se leo algum livro prohibido pela fanta Inquiíiçaó , fabendo que o eftava , e naô tendo licença. 10. Se naò tem cumprido algum voto , ou promeí- fa. I I. Se tem feito zombaria , e efcarneo dos ados de virtude , ou de quem os exer- citava. 412-, •' Botica preciõfa^, citava. 12. Se applaüdio algum vicio , oU peccado grave. Segundo Mandamento. I Ç E jurou’ Gom mentira , ainda que O foííe em matéria leve , e fem pre- Jmza de outra peíTba , ou fó por fe deícul- par , porque o Juramento fempre que fe faz cor» mentira, ne peccado mortal ^ e quantas vezes. NâÔ he neceífario diftinguir a forma dosjuramentòs , fe forao Pela Cruz ^ pe- los Santas y por Deos , excepto quàndo fad blasfémias , &c. Nao he juramento : Em minha conf ciência , á fé de homem honra- do 5 como ChriJiaÕ , juro a tal , . Mas fim' o dizer por minha vida. 2. Se jurou em duvida-^ fem faber fe era aílim , ou naõ o que jurava. “ 3. Se tem coílume -de jurar , fem reparar em que foíTe com verdade , ou mentira. 4. Se jurou ^ ameçando fazer mal grave jCom intença^de cumpriilo. Quando he fem in- tenção , também he peccado mortal \ por- que he com mentira. Mal. grave he também dar huma bofetada , pancadas, &c. em peí- foas , que nao tem obrigaçad de caíligar. 5:. Se quebrou algum juramento de nao fazer alguma coufa de mal grave, ou de fazer al- guma obra boa. Quando a matéria he leve, que- ' e Thefouro preciofo dà Lapa. 413 Iquebrar o juramento he fó peccado venial. 6. Se jurou , gavandofe de ter feito al- gum peccado mortal', com verdade, 'ou mentira , ou fe jurou fazello. O cumprir fe- |melhantes/juramétoshe novo peccado mor- |táL 7. Se tem concorrido para algumjura- [mento falfo diante' da juíliça , ou fuperior |com dano alheio , ou fem elle , e quantas creaturas induzio. Terceiro Mandamento. I O E trabalhou fem gravemeceíHdade O dia de fefta e quanto tempoi Nao he trabalho prohibido o efcrever. 2. Se por lua culpa deixou de ouvir MiíTa nos dias^de ifeíla da Igreja , ou Bifpado. Nao he culpa, quando hum íem duvida cuidou que a aclia^ ria , e fazendo as düigencias prudentes a tiao achou,nem quando no caminho nao po- de ou vil la fem perder a jornada neceíTaria, pu a companhia. 3. Se eíleve converfando, bu olhàndo a hum , e outro lado parte con- fideravel da MiíTa, como v. g.a quart^ par- te , e fe occalionou a outras creaturas íeme- lhante diftracçao. 4. Se ouvio MuíTa ,eftan- do excommungado , ou nao fe abítéve da iíommunicaçaõ neceíTaria, I Se comeo ovos, ou ladlicinios nos dias jejuru da Quarefma , ou fe em tempo de interas 4^4 Botica j^ectofãy interdiélo ouvio Miíía , fem ter Bulia-, por-i que a iutençaÓ dé tomalla naó bafta. 6. Se depois de ter vinte e hum annos completos^ deixou de jejuar os dias de preceito, ou co-^ meo mais do pezo de meyo arratel na coIh laçaô , ou fe comeo carne íeni neceílidadeá 7. Se tendo obrigaçaô de rezâ por Or-t dens facras , voto , penfaô , beneficio , oi» capeilania , cuja renda paííe de doze miL reis , deixou de rezar , ou fe reza conver- fando, ou voluntariamente diítrahido.8. Se t^m deixado de pagar os dizimos , e pri- micias 3 que deve. ‘ Quarto Mandamento, I O E deíobedeceo em coufa grave , e O juíla , ou fe deo pezar grave a feus pays , fuperiores , amos , ou aos que deve particular refpeito. Se a eiles , ou a outras peíToas mais velhas diíle palavras de grande moleftia. 2. Se naõ foccorreo a feus pays , vendo-os em neceflidade grave , e podendo fazelk). 3. Se naÔ tem cumprido algum tef- tamento. 4. Se fendo eftudante , ou tendo obrigaçao , tem deixado de eftudar, defper- diçando com ifto a fazenda a quem o fuf- tenta, ou faltando á obrigaçaô de aprender,^ deixando o eftudo de todo por hum mez, ou mais, ou naó tendo eftudado cada diafa queí eThefourdprechJbdaJLapa, , 41^ Iquer huma, hora , correfpondente a todo o curio huiii dia com outro. I 5'. Se tem inquietado com bulhas, eftron- dos , ou por outro modo os eihidos, coope* pndo para que ceiTem de continuar os ef^ ^udos por muitos dias. 6 . Se tem jogado , pu deíperdiçado em profanidades , mulhe- |res, &c. mais de cinco por cento do que pa*^ S a o feu luftento Ihe mandaó feus pays. Po- e tornar a jogar o que tiver ganhado , e o pue Ihe derem para a ,fua livre di fpoíiçaô. 7. Se fendo pay de familias , deo mao 53 ^cmpio com os feus vicios , ou deixou vi- irer mal a feus filhos , e criados , ou fubdi- ps* ^8.. Se fendo pay de familias defiruio a fezenda 5 que tocava aos filhos , ou' mulher, |)U desherdou os filhos injuílamente. 9. Se Fiolentõu os filhos, para que tornaíTem o ef- ado , que nao queriad , ou impedio o efta- lo , que defejavaó , fendo honefto , ou fe lies faltou com os alimentos , e ifto ainda me foíTem illegitimos , ou fe deixou de os iirar , e procurarlhes os Sacramentos em luas doenças. 1 Quinto Mandamento, ü O E tem defejado a morte a fi mefmâ, ou a outra peíloa , ou matar , ferir, lu pancadas âic. e fe o tem executado , e 1 41 6. ' Botica precíoja I fe foi a peíToas de Ordens lacras , ou Reli-r gioío. 2. Se maltratou , ou injunou com* palavras graves a outro em fua prefença,ou aufencia. 3. Se buícou , ou fe achou por fua vontade em pendendas, ou occaliaó delias, e fe fe poz a perigo de morte , eftando em peccado mortal, 4. Se tem procurado que nouveíTe algum aborto. 5'. Se tem deíejado mal grave ao proximo , folgando de fuas defgraças grandes , e pezandolhe de feus bens , fe lhe tem negado a falia , ou a cot^ tezia chriílã. - 6. Se comeo , ou bebeo demaziado , co- nhecendo , que lhe havia de fazer grave' damno á faude , ou privallo do juizo. 7. Se tem deitado maldiçoens a íi , ou a outro com defejo de que lhe venha aquelle mal. 8. Se'defaíiou , ou fahio a defafio, ou a apa- drinhallo, ou avello de propofito , e fè. brigou com eíFeito , e fe fahio a victor pe-^ rigofo, como v. g. fazer fortes a touros bra- vos. 9. Se confentio que feu criado , qu ou-; tro algum fahiífe a pendendas , defaíios , ou vióíor perigojo ■) S^c. 10. Se para eftas, occaíioens empreílou armas , e fe faó pro- hibidas , e fe em fua cafa tem armas veda-' das fem legitima caufa.i i . Se coníèrvou al- gum odio grave contra àlgua peíToa , c poci quanto tempo, â Thefouro ' preciofo da Lapa, 417 Sexto 5 e nono Mandamento, N Efte Mandamento has de examinar-* - te por penfarnentos, palavras, acçoès, tadlos 5 e obras , quantas forao , e com que peiToas , e edos. Has de explicar os ei^ tados das peifoas , dom quem pecCafte j fe forad folteiras , ( entre éítas fe incluem ta- bem as viuvas , e fegundo muitos , e graves Autores tambem as donzellas , nao haven- do força, ou engano ) fe cafadas ; fe peíToas confagradas a Deos com voto de caftidade; fe foraò parentas fuas , e em que gráo até [ ao quarto j fe forao parentas de outras, (ém primçiro , ou fegundo gráo ) com quem el- I le teve copula illicita j fe foraò de fua mu- lher dentro do quarto gráo. Tambem o que fe confeíTa ha de expli- j car o feu eftado em todos eftes generos dô peccados ; quantos fendo folteiro , quantos fendo cafado , tendo voto de caftidade , ou Itendó feito juramento de naõ commetter , lemelliantes peccados. Quando em algum lugar fagrado fe commette algum peccado- de obra confummada , ou de polluçaá , ha de fe explicar tambem efta çircumftaneia» I Difcorra pois 'em todas efta circumftancias, 1 1. Se peccou com alguma mulher-*> e quan- ijtas vezes. . ' P 4 . ‘ S$ 41 S ^ . Botica preciofa ^ 2. Se tem defejado mulheres , ou delei- tandofe fo no penfamento mao, ou defejan- do polio em execução , com as mefmas cir- cumilancias , 0 numero. 3. Se tem folicita- do mulheres com palavras , efcritos , reca- dos 5 prefentes , galanteios , &c. e fe acom- panhou a algum em femelhantes lances , ou quando hiao a peccar com ellas. 4. Se fal- lou palavras deshoneilas , deleitandofe nel- las , e fe occallonou femelhante deleite a outras peíToas com femelhantes palavras. O mefmo he de cantigas lafcivas , e bailes deshoneílos. Se efcreveo, ou fez verfos tor- pes 5 e cartas amatorias ^ fe leo livros , ou papeis deíla cafta. 5. Se fe louvou , ou gavou de feus pecca- dos diante de outros, e íe lhes tem dado oc- caíiaô , para qüe elles fe louvem de coufas femelhantesw Se íingio o ter peccado com _ alguma mülher , ou fe teve pezar de naò ter peccado com ella; 6. Se fora do ado torpe,, ç de fua occaíiaô teve viítas torpes , ofcu- los :j ou tados com alguma peíToa. 7. Se te- ye polluçaÔ voluntaria j fe foi com o penfa- mtêttto em alguma creatura determinada, ou fem elie , ou lembrandofe de mulheres em commum fem diJlinguir o feu eíladq. 8. Se tem defejado ; ou procurado ter • C' * ■ pollu^ I € y^efourõ preciojo ãa Lapa. 419 ' polluçaõ , ou íe le deleitou acordando , de I havella tido' em fonhos. 9. Se comíig05(eíle i peccado nad he penfamento coníentido^ mas he peccado por obra , que fe devede- I clarar na confiíTaó ) ou com peíToa de feu * íexo teve polluçao , ou tados torpes, expli- cando as circumltancias do matrimonio ^ voto de caftidade , parentefco , &c. 10. Sè mandou criados , ou amigos , ou alcovitei- íTos, ou o tem íido para enganar algunia I mulher , ou para que fe conferve a.fua cor- I refpondencia , ou fe levou alguma carta de lamoreè , fabendo que era para máo fim. 1 1. Se tendo algum filho de alguma mu- !lher,o naô alimenta em tèhdo tres gnnos de idade. 12. Se tem impedido a gémçaô. jíj. Se enganou alguma '^mulher com pala- 'vra fingida de calamento , ou de remediai- la. 14. Se algum dos cafados tem negado o debito fem julla caufa. ij. Se peccou con- tra ã natureza por fodomia , ou beííialida- por obra , ou- penfaménto, na beítialida- Ide naô he neceíTario explicar a efpecie do anirnal , e le á beftialidade for com o dc- ftionio , o qúal tomou forma de corpo hu- giano, explique que peccou, ou déíejoa peccar com o defíionio. Ó^ando hum tem eftado amancebado , 420 Botica preciofa , examine o tempo, que durou efte laftiraofo eílado ; quantas vezes peccava cada mez , cada femana , ou cada dia , fe fe fallavao , ou viao cada dia , ou de quantos em quan- tos dias ; fe o penfamento eftava aberto pa-? ra qualquer occaíiao , e fe acafo fe fufpen- deo a correfpondencia com alguma aufen- , cia , enfermidade , ou outro accidente , e quanto foi efte tempo. O mefmo he quando hum peccava comfgo , ou com outras pel- Xoas , ou tinha máo habito de penfamentos cònfentidos 5 pondo-os em qualquer peíToa, : que' veja. ■ Examina neítes cafos o tempo do coftu:- me 5 ou reincidência , fe erao quaíi conti- nuos -os penfamentos , e a vontade prompta para tudo o que pòdeífe , ou quantas obrasj - íaéíos^e penfamentos çonfentidos feriaô ca- da femana , cada mez ou^dia. Examine oí;; efcandalos , que tiver dado nefte Manda-/ mento com as fuas obras , palavras , ou vií^ tas,e a quantas peiíbas , e.governeíe; parati a confiíTaõ pelas doutrinas. » Sctimo , e decimo, Manda?nento. I k E tomou alguma couía alheia poE O engano , rapina , ufura , fimonia. 2» Se fez , mandou, ou confentio, devendo im- nedir fazer damnof grave na fazenda alheia* I ! e Thefozírp preclofõ da Lapa, 421 3. Se tem defejado por máos raeyos, ou pa- I ra máos fins bens, alheios ; o deíejailos por ' meyos bons , e para bons fins nao iie pêcca- ! do. 4. Se tem furtado , qüantb , e quantas vezes; fe foi coufa fagrada , ou em lugaT j/fagrado. y. Se nao reítiíuio, podendo jO qire^ * devia , ou o que que lhe mandárao os Con- feíTor-es. 6. Se podendo, tem deixado de pa- gar aos credores , criados , e offiCiaes , e o damno , que difto fe lhes feguio. i 7. Se tem^ feito enganos no jogo , ou em I tratos 5 e contratos. 8. Se furtou , ou pedio I com engano a feus pays quantidade notável á proporção da fua fazenda, c?. Se ganhou a filhos familias mais do que podem perder, I ( que íe'póde Ver no quarto Mandamento) e o devem reílituir , como também o que : comprou a quem naó podia vender , como * faó efcravos , ou menores , ou ladraó co- nhecido por tal , oU fe tomou deíles algu- ma coufa , que nao podiaó dar. IO. Se os Juizes , Miniílros ou outros j officiaes levárad mais falario do q podem, í e fe fizerao bem,e fielmente os feus officios, 1 ou peia adminiílraçao jufta, ou injufta rece- berão dadivas grandes dos litigantes nos I feus tribunaes. ii. Se por feu voto íe deo ! algum oííicio , ou beneficio a peííoas indi- gnas, 4^2 Botica preeiofa , f nas ^ ou faltou á juíliça das partes neíla- iftribuiçaô. 12. Se retém alguma coufa contra a von- tade de feu dono , e nao lhe reftitue poden- do 5 e nao bafta ter propolito de reílituir , fe com.eíFeito a nâo reilitue logo , ainda que feja cortando por algumas coufas perten-^ centes á decencia do feu eítado , e^ecial- mente quando o fenhor da coufa padece damno grave, ou as coufas foíTem achadas> ou dadas por quem nao podia. 13. Se tem- aconfelhado algum damno grave ao proxi- mo , ou algum , que nao feja Religioío, ou impedido que o feja. 14. Se tem deixado de mandar dizeres MiíTas , ou pagar os le- - gados em cada anno dos morgados , ou ca- pellas , ou de outras obriga çoens. 15. Se os criados tem ido furtando pouco a pouco no que lhe mandaô bufcar , ou tem poílo alw guma coufa de mais nas contas. Oitavo Mandamento, í C' E levantou falfo teílimunho em ma- O teria grave. 2. Se com femelhante ' damno mentio ante a juftiça , ou em outra parte. 3. Se infamou alguém, dizendo fal- tas graves com mentira , ou fe delcubrio alguma falta do proximo , ainda que foífe verdadeira , mas eílando occulta. 4. Se per-, , ’ tendeo eTÉefouro precíófo da Lapa. 42 ^. terídeo íaber as faltas graves de outro , per- guntando-as 5 abrindo carta , ou par outro meyo injufto. y. Se def:ubrio o fegredo 5 que devia guardar em matéria grave. ^ - 6. Se femeou difcordias 5 fizanias, libel- los Ànfamatorios , efpecialmente contra Ec-» cleliafticos 5 ou Religiofos , e fe andou com mexericos de huma para outra parte, de que nafcem odios. 7. Se murmurou de outro era coufa grave , e fe nao atalhou as murmura- çoens , podendo , efpecialmente dos filhos^ e criados. 8. Se fez algum juizo temerario fem grave fundamento. 9. Se fufpeitou mal. de varoens exemplares de conhecida virtu» de , manifeftando a outrem a fua fufpeita , ou mandando vigiallos. Em hm examine as obrigaçoens parti- culares dd feu eftado , é as omiíToens , que nellas tem tido ; e quando tiver duvida per- gunte a algum Padre douto , e ternente a Deos. Eíles exames faze diante de algum Senhor crucihcado y conhderando no que hzeíle contra Deos , e contra a tua alma , e conclue o exame com hum adio de contri- ção. He neceíTario advertires que eíles exa- mes fe poem aqui para mais facilmente al- cançares o numero , e efpecie de teus pec- cadüs 3 e aíTim te confeífarás. Aílim te re- commendo 4H Botica pfechfa J commendo evites o abufo de confefTzu* po^ çondiça^ , como v. g. Accufome Je jurei , e o abufo de tomar o tempo aos Confef- fores em fazer huma accufaçao de peccados, que certamente naò fizeíle , nem duvida prudente tens de os teres feito. ^ Bemedio para naÔ peccar, JL Ria funt verè , ^ Quse faciunt mihi flere, Primum efl: durum. Quia feio me moriturum. Secundum verò plango , Quia feio me mori , & nefeip quando^ Tertium femper flebo. Quia nefeio ubi manebo. T J^ai em Portuguez, Res coufas- Me fazem chorar , A primeira , porque fei , Que hei de morrer , e acabar;' A fegunda , porque hei de morrer gritando^ E naô fei qiiando. A terceira , fempre chorarei , P'^rque nao fei onde pararei. Romance , que N. '^.fe^ ^ \ v^ielie belliíTimo Efpofo , Sobre todo o creado , , Que fem ter culpa alguma, Seus' * e Thefotíró preciofo da Lapa. 425: I Seus amigos o aíFearaó , ay que dór ! Seu íapgue derramou por noüb amor. Remedio para naopeccar mais^ e lembrar^ Q fe da PaixaS de Chrijlo. Uando peccas , penfarás , Que a Chrifto eftás açoutando í Vé que elle te diz chorando, .Filho naô me açoutes mais. jjíumero determinado, Tem o peccado, e nao fabes,. j Se para fer condemnado, Somente falta^, que acabes De còmmetter hum peccado. ! Remedio para ahoa confijfao ^ e modo muU to pratico ^ae Je de^ue ufari P Rimeiro que tudo invocará no feu cora- çao a Santillima Trindade , a Virgem : Maria Senhora noíTa 5 a feus devotos , para Ique lhe dem memoria , entendimento , e vontade ; memoria para fazer hum bom exame das fuas culpas , entendimento para conhecer a fealdade dos feus peccados, von- jtade para os confeíTar todos na mefma fór- Ima , que os commetteo , fem eílar bufcanr |do rodeyos , e defculpas , e por nenhum 'modo conte hiftorias impertinentes , que ti- jraÔ o tempo aos ConfeíTores , nem declare ÍQS nomes das peífoas com quem peccou j e : ' íó 426 'Eotka preciofa , fó baila dizer, fe foy com peííoa obrigada a voto, ou peííoa deíimpedida , &c. Deve faber o dia ultimo da fua confiiTad , e fuja dizer , que a fua ultima confiííaó foy pela Quarefma , pois eíla coníla de quarenta dias, , e naò. poderá o ConfeíTor , ainda que feja grande contador , numerar os feus pecca- dos , pois nad fabe , em que dia ha de prin- cipiar a fazer a conta dõs feus peccados. Deve dizer , e declarar os péccados de coí- tume , os peccados de occaíiaô proxima , e que deíles peccados já foy penitenciado , e que anda neíte peccado ha tanto tempo, pa- ra o ConfeíTor faber curar o feu peccado. Naô tenha medo do ConfeíTor , nem pejo para dizer os peccados , pois todos íbmos peccadores , e por iíTo Deos naõ fez aos An- jos ConfeíTores , que nao peccaÕ , para que- cheguemos com refoluçaó a dizer todos os noíTos peccados. Veja que eíle he o ultimo remedio para a falvaçaó , e que todos os que tem callado peccados, naÓ fe, podem fal- var fem primeiro dizer outra vez os pecca- dos callados , fazendo huma confiíTaõ geral; porque depois que callou os peccados, to- das as coníiíToens ,que fez, foraÔ nullas , e cada Quarefma, que deixou de o fazer, incorreo em huma excommunhaó , como lhe I ^ e Thefouro preciofo da Lap a. I Ihe dira o ConfèíTor no confiflionario. De- I ve reftituir antes' que fe confeiTe , por deiido 5 os furtos que fez , a fama, que ti- ! rou ao proximo ; fe andou concubinado , deve refazer as fuas coníiííoens , e teniia |. animo , que Deos nos quer falvar a todos 5 I nunca occuite o peccado , porque Deos fa* I be tudo 5 confeile-os todos aos pés do Con- jfeflor 5 que faz papel do Chrifto , de Me- ! dico , de Meifre , e de Miniilro. A ConfiP- jiao dirá até ao meyo , onde acaba minha \culpa 5 minha grande culpa , e depois que 1 acabar de confelfar todos osseus peccados , lentao acabará a GonfiíTaò, continuando tanto peçoiy erogo , ^c. fará a fua coníifla6 ipelos Mandamentos da Ley de Deos , hum 'por hum j e fe o ConfeíTor ha de perguntar, jia^a de conta , que os mandamentos efta6 perguntando , apontando , e enfinando , pois fe o Confeilbr ha de perguntar no fe- gundo mandamehtojurou , o mefmo man- damento eílá lembrando dizendo NaÕ jura-^ fãs , veja logo fe jurou, oqnaÕ, fe jurou ^eja quantas vezes pouco mais , ou menos , fe forao nove , ou dez , e fenaó fabe o nu- mero certo , diga , Padre accufome , que iurei nove , ou dez vezes , pouco mais , ou aienos ^ porque eíte pouco mais , ou menos I inclue , . t 42S ' 'Boúca preciofa , inciue 5 ou exclue dous , ou tres peccados >. e aííim como fe vaÕ multiplicando , aíTifn fe vaõ explicando , v. g. quando fao dezafete, ou dezoito v, òu dezanove , já fao quatro > ou cinco peccados mais , ou menos , &c. e no fim eítenda huma dor geral a todos os peccados lembrados , que confeíTou e ef- quecidos defde que nafceo , todas as con- ÔToens 5 e finalmente tudo na fórma , que peccou 5 e Deos fe dá por offendido , e Deos ■quer , que íe accufe , e lhe feguro , que fi- cará bem confeííãdo , e feja tudo para ma- yor honra , ea||ioria de Deos ^ e aproveita- mento das almas, Kemedio para confejfar os peccados nega-' dos fem medo do Confejfor , e com re- . foluçaÔ, N Efte barranco tropeção muitos , prin- cipalmente mulheres 5 ou gente , que eílá em reputa çao de virtude. Para vencer' efta paixao do medo , ou yergonha , fervem as feguintes advertências. I. Confiderai, como de dous males fem- pre fe ha de efcolher o menor : e menos mal he de padecer éu eíle pejo , do que fi- car a confiíTaô nulla , e a minha alma con- denada. ' Confiderai , que já o Confelfor terá ouvi^ I e Th e f ouro preciofo ãa Lapa, 429. I ouvido a outros peccadores coufas femeliiâ- íes , ou peyores ; e que elle também pode- i rá. haver tido íuas miferias : e fe he rau/ fanto , entaõ ha de eílranhar menos as mi- i nhas; e folgará muito de ganhar para Deos huma alma taó defviada do caminho da fal- vaçao ; como o Cirurgião , quando efpre- me a ferida , folga de que vaze bem as ma- térias. 3. Fazei . conta que á porta dè voíTa al- ma eftá noíTo Senhor JESU Chriílo , mujr refplandecente , e amorofo , rogandovos que o deixeis entrar : e dentro eftá o demo- nio como hum dragao muy feyo , e feroz I para fe fahir , fe vós abrirdes , mas diz-vos que naÓ abrais. Neftes termos vede , fe he bem efcolherdes antes que o demonio fique I dentro 5 e dar a Chrifto com as portas no rofto. 4. Coníiderai como huma de duas ha de ferpor força, ou vós haveis de confeílar i eíTe peccado algum dia , ou nunca '0 haveis I de confeíTar. Se o haveis de confeffar algum dia , melhor he logo agora ; porque o pe- I jo 5 que agora tendes , mayor ha de fer de- Ipois : e entre tanto os peccados fe vaô mul- I tiplicando , e a vida naó a tendes certa ; e 1 9 negpcio da falvaçaó he de fumma impor- ^ tancia^ Botica preciofa , tancia. Efenunca* o haveis de eonfeíTar^' cèrtiflimamente vos ides a pique ao Infer- no , onde 5 em quantò Deos for Deos , na 6 podereis remediar eile erro , que agora po- deis em hum breve efpaço de tempo. ' • 5'. Lembraivos , qae o íegredo , que re- ílilta da confiíTaOjhe o mayor que pode fer v*' de forte que nem comvofco mefmo pode o ConfeíTor fallar , tocando vos no que lhe confeíTaíles , e fe lhe pozeílem hum punhal lios peitos , para que defcubra o que ouvio’ em GonfiííkÔ , pode jurar aos fantos Euan- i gelhos que tal naô fabe , nem vo-lo ouvio , e niíTo falia verdade ; porque o que pela confiíFad fe fabe , fó para Deos fe fabe , e naô para os homens. E o aperto deíle fe gredo he ainda no cafo , que defcubrilloj fervira para a converfaô de todo o mundoj* ou para remir as vidas de todos os homens, 6 . Adverti que ha alguns peccados , que vós cuidareis que faõ os mayores , e naô o faô na verdade ; porque mais tem dê fra- queza 5 que dé malicia. Os mayores pecca- dos faô o ter Odio , e^má vontade a Deos : ) o reilegar da Fé de Chrifto , e abraçar al-|' ma feita dos hereges, ou MóurôSjOuí- udeos , ou adorar o diabo , e fazer paélq | com elíe, e outros femeihantes. Adverti mais jf ^ e Thejouro preeiofo da Lapa, 43 1 Ixnais , que as vezes o peccado , que encu- brimos , he hum penfamento , que nao ibi jconfentido ; mas erradamente cuidavamos que ainda affim oiFendiamos a Deos , e que Mnhamos obrigaçao de o confeiTar. Com ^ue por caliar huma culpa imaginada co- liiettemos muitas , 6 mayores culpas verda- deiras 5 em fazer as confiiToens facrilegas ^ b commungar em má confciencia. ; • 7. Finalmente , fe nenhuma deflas con- Ideraçoens bailar para vencerdes o pejo j io menos dizei logo no principio da con- iíTao: Padre 5 eu tenho pejo de confeiTar bum certo peccado , ajuderne por amor de Peqs. Entao 0, Confelibr vos facilitará , e ' ibrirá o caminho. Porém no cafo , que ven- ;ido da tentaçaõ vos determinailes a cal- br o vofTo peccado , entao nao vades com- nungar j porque condenais novamente a oíía alma com outro facrilegio. Perguntafe, Dizeime, Padre : e fe eu cal- pi maliciòíamente hum fó peccado mor- lai , mas confefíei todos os mais , fico ea i^rdoado ao menos deíles que confeíTei ? I Refpondefe. ^ Nenhum vos he perdoado ; orque já vos diíTe que Deos nao perdoava e ame^de : e ou íomos íèus amigos , oa fíus inimigos^ E por taaxío , quando vos I , . * coa- I '1 43 i Botica precíofal confeíTardes bem, haveis de dizer outra ve^ todos os peccados defde a ultima confiflap' bem feita ; e além diíTo haveis de declarar quantas vezes vos confeíTaíles mal , e che-‘ gaíles a receber a fagrada communhaô neí^ le máo eftado. E fo deite modo podeis ef- perar falvaçaô. Ora ouvi o íeguinte exem-i pio, que refere o Padre Chriílovad da Vei-l ga no feu livro dos cafos raros da confiiTad,. Hum .Religiofo de Saô Francifco . tando á hora da morte no Convento de Diogo d0 Aícalá de Henares no anno de I5'76. convocOu alguns Padres graves do mefmo Convento, e lhes fallou aíTim : Ago-» ra Padres, que eítou de partida para o ou- tro mundo y lhes quero fazer a faber hum 'cafo , que me fuccedeo em huma cafa det noíTa Ordem, porque o faberfe póde/erí de proveito a muitos. E foi , que fahindo hum dia a dizer MiíTa , me diíTerao puzeífe. algumas particulas para as peíToas que que-í riaÕ commungar. Eu ás puz , e a leu tem-' po dando a fagrada communhaô a huma* mulher das que eílavaô para commun-*' gar , diíTe lhe ouviífe huma palavra y que/! lhe havia lembrado. Eu lhe refpondiquei naõ era tempo \ e que commungaíTe. EUa commungou', e tanto que fe levantou da P Thefouro preciojo da Lapa '1 453 « hiefa cahio morta diante de todó aquellê povo , que a teve por ditofa por morrer na- quelle tempo 5 e ponto j mas eu fiquei triP- tiílímo pela naô haver confeíTado. Foi en-^ |terrada em huma Capella do mefmo Con- vento 5 e aquella noite , eíbàndo tudo em fi- íencio , fui eu á mefma Capella a choraf minhas culpas , e rogar a Dços pela defun- ta. E querendo tomar huma'diciplina ém fa- tisfaçaó dos feus peccados , e dos meus 5 fe poz diante hum grande rayo de luz^ que mè Impedia a porta. Turbeime com a vifaô ; íias da luz fahio huma voz , que me diíTe. Nao te afflijas^ porque efta mulher naõ que ria confeíTar coufa de importanda , nem bres por ella ; porque eftá condenada para ;empre,naô pelo quq queria confeíTar, maâ )or outros peccados , que callou muitos an- los nas confiíToens , e morreo fem tença6 e os confeíTar. E por fe haver atrevido a íommungar neíle eílado, Deos lhe tirou a ida repentinamente , e naò permittiõ que Santiílimo Sacramento lhe paíTaíTe da bo- a , e a tem condenado a que pene em Cor- OjQ alma no Inferno , e ÍÒ dilata a cxecu- iao deita pena quanto ao corpo , 0 ter alm a na boca a fagrada particula, à qual man- ja Deos que lha tires , e aíTim abre logo a Ps fepul- I ' ■ 'V r ■ir .í>r Botica preclofa ^ \eíle tempo me puzerao , 'fem' eu ver quem j^uma-enxada na maô , com aj qual abw a fepultura, e defcobri o trifte ca- daver i cujo r-oíloetiaVa muy refplandecen- te por caufa da fagrada particula ^ ,que ti- nha na boca ; mas em lha tirando , ficou tao feyo , que metia horror. Mandoume aquel- la mefma luz que leyaííe o Santiííimo Sa^ cramento ao facrario , onde o puz na cuftCH dia. E voltando logo os olhos para o def- avenmrado corpo , vi que dous ferozes , e grandes caens o levaraõ pelos ares , e de- fappareceraó : iílo , Padres , he o que paf- fou por mim ; e o. declaro nefta hora para efcarmento de outros. Acabando o Religio- fo de referir eíle fucceíTo^pedio aos circun- ílantes o encommendaíTem a Deos , e logq invocando o fantiííimo nome de JESUS 3 AíTombrofo cafo ! Oh como fe arrepea- deráeffâ miferavel fem frudlo por toda a eternidade , podendo arrependerfe com fruélo em efpaço de huma Ave Maria > era que confeíTaíTe fua culpa ! O que eu confidero , acabou de rematar afüa conta, e paciência , com que Deos a efper.ava , foi o melindre de hypocrita j cora que na me^a mefa da commimhaó queria - coa- I ^ € Thefouro preciofo da Lapa. 435: confeíTaríe , porque naõ importava á faiva-^ çaò , e á honra de Deos , e iffo com animo já deliberado de nunca o confeíTar. Rfynedio para os peccados y que leyn^rao na mefa da communhao. P* T tocaftes heíTe ponto de fe J confeíTar na mefa da communhao, pergunto : Que ha de fazer hum fiel , fe alli ja poílo lhe lembra algum peccado , que naô confelTou ? . ■ R. Se he peccado venial , como agora huma mentira^, que a ninguem prejudica , hiim furto de pouca quantidade , ou al- ordinaria contra o proximo , fem pdio, nem pragas , nem efcandalo , ou al- guma negligencia em facudir depreíTa da memoria penfamento' contra a caílidade, ou putras culpas íemelhantes , em que ainda Ds que tratao da vfrtude cahem naô poucas íes , então naô *he neceíTario levantaríe da mefa , nem reconciliarfe. E íè por ma- for pureza o quer fazer ou logo ou de- bois , benj pôde j mas naÔ tem obrigaçaá liíTo. Porém fe he peccado mortal', e a pef* Toa pode efcufar -de comm ungar fem efcan- íklo dos circunftantes , levantefe , e bufque ConfeíTor. E fe perder por elTa caufa a oc- iafiaô de commungar taô atempo^ coma ' Ee M , que- 436 Botica preciofal queria 5 nada importa líTo ^ porque nao há preceito de commungar mais que huma vez no anno ; e ha preceito de commungar com boa difpofiçaô todas as vezes, que commun- gamos. Mas fe o levantaríe da mefa na6 ' pode deixar de caufar nota , e efcandalo communge , fazendo para mayor fegurança i a6lo de contrição , e depois confeíTeíe em. podendo commodamente. Adverti aqui tâ- bem de caminho que fe a fagrada particula fe pegou na boca , nao tomeis o lavatorioy até que primeiro a leveis para baixo. Tam-i bem póde lucceder que a particula caya dos dedos do Sacerdote , ou da boca do que co- munga, e para iílo he bom ter a toalha^che- gada a li , e levantada com huma maó por baixo em fórina , que fe cahir , fique na toa- lha , donde o Sacerdote a recolha. P. Padre , para huma alma commungar com proveito , que ha de* fazer ? R. Supponho primeiramente que ha deí eftar em jejum natural fem comer , nem; beber , ainda que leja huma fó pinga de?! agua : e iíTo deíde a meya noite anteceden-* te até o ponto, em que commungar. Iílo fup-' poílo ; antes que chegue áquella mefa ía-' grada, confeílefe bem , e trate muito dei apurar a confciencia , e tenha fome , e de- '] e Thefourò prechja da Lapa. 437 fejò de -receber a Senhor para mayor glo- ria fua 5 pois fe deleita em eftar com os ho- mens , e para remedio , e fortaleza de fua álma contra as tentaçoens. Quando chegar, eíleja exercitando ad:os de humildade co- nhecendo fua propria vileza ; adlos de fé , conílderando qilem he o Senhor, que o vera a viíitar j e aélos de amor de Deos , dçfe- jando unirfe com elle , e ferviiio , e agra- ; dalío em tudo. Depois que o recebeo , réti- j refe a darlhe graças , e pedirlhe mercês , e .oíFerecer- a humanidade de Chrifto a feu I eterno Padre : e naô cuide por então em ou- tra coufa 5 mais que na prefença do Senhor, que tem comíigo , e de cujo corpo , alma , |e. divindade eftá feita relicário, ou ciiftodia. ' P. E quanto a miúdo poderei chegar á j fagrada communhao ? ' R. Naô fe póde dar regra certa para to- |dos. O ConfeíTor prudente medirá o que convém. O que 'mais commummente ulao oá ConfeíTores , he' que qualquer peílba fa- rá bem em chegar de mez em mez , ou de quinze em quinze dias. E os que tratao da I virtude , e naõ coílumao câhir em peceado jmortal , de oito em oito dias. E os mais Iperfeitos duas, ou tres vezes na femana. E |ta6 qonhecido póde fer o proveito da alma, que /■ 43 ^ , otica preciojay que feja acertaào darlhe o Senhor cada diai , E caio que o Diredlor tenha polio certa ta- ’ xa neila materia , entao fera neceíTârio al- , cançar particular licença para commungar . mais vezes. P. E fe eu, que nao trato de virtude > nem fou de confciencia mu/ temente , che- gar cada dia á çommunhaô , confelTandome primeiro , faço algum peccado ? R. Naô peceais : mas toda via fe os& ConfeíTores prudentes , e letrados vos aco^, felhad o contrario , nao fazeis bem cm fe^^ guir antes voíTa vontade , e parecer , ainda iem fallarmos em prohibiçao do,Diredlor, ^ P. Padre, efla frequencia taô amiudada de confiiToens , e communhoens poderia fer nas Cidades , e póvos grandes , aonde ha muitos Sacerdotes, que a adminiftrem. Ma^ onde efcaíTamente temos o Parocho , ou Cura , que talvez fe efcufa , ou nos def- pede afperamente , e até pela obrigaçaò da Q^iarefma lhe nao damos bem àlcancej quo remedio teremos ? R. He verdade que o Paílor nao eíla ©brigado a dar ás íuas ovelhas paílo abun- dante ^ ienaô fó o neceíFario. Mas fe lhes faltar até com eíle , condena fua alma , e. Chriílo Paílor íupremo lhe pedirá eílreita conta. e Thefouro pr^crofo da Lapa. 43 9 CO tifa..: í^arü as outras ^ ovelhas , qUe querem engórdár:y e andar rhaís íimpas , o i^rnedio* he bufuar outro Sacerdote , ou Bceíigiofo ainda que lhes cufte mais-paíTos , 'e 'traba- lho, ou recompeníar eíla falta de'§kgra- mentos com os mjais exercicios efpl-rítuaes de óraoad , pènitencia , efmola^ lipaé de bons liWos , communhad efpiritual &c. que- - huma vez que fizer cada hum o qüe era 11 he , Dèos o ha de ajudar , e comraunicarlhe muito de fua graça. Fetiçao , ou fupplka amorofa , que fe hor de fazer antes da confiJfaÕ e em qual- quer tempo ^ que 0 Chrijiad quizer che-^ gar à prefença de Deos , diante do Se- ■ fihor crucificado. S Enhor , e unicamente Senhor. Eu íbu o filho pródigo , que andando cego pelo- carainho da perdiçaô depois de tantas qué- das , cahi agora eiU' mim para ver a minha mife-ria , e cegueira , e aííim venho no mo- do , que poíTo, a volTa prefença confeíTar as minhas culpas , e delidfos , e publicamente dizer, que nad fou digno de fer chamado mais vgÍTo filho^ y porém fe eu perdi pelas minhas defobediencias o fer voíTo filho , vos nad per-deíles o fer meu Pay amorolo, e mi- ferieordiofo , porque ainda me eílais cha- ^ ' mando , Botica preciofa ^ mvidando para o i 440 mando, e ra o banqi perdad, epa- o banquete celeítial , e affim conheço já 3 tnultidaò , e fealdade das minhas culpas , e por iíTo movido do impulfo da voíTa Divi- na graça , e immenfa mifericordia tenho no modo , que me- foy poffivel , difpofto a minha confciencia com aquelle cuidado diligencia , e exame para chegar á volTa pre- fçnça neíte venerando lugar do Sacramento da Penitencia , e aílim , Senhor , eftoujáí refoluto a deixar eíle mundo enganofo , e todos os meus peccados , por conhecer quo/ tnHrk Jie hum^ engano , e cegueira do demo- 5 que, até agora me trouxe enganado , e ' cego : eu venho , Senhor , aborrecendo os meus peccados , e os quero tratar , injuri- ando-os , como a meus inimigos capitaes : vós , Senhor , bem fabeis o como venho , e qual eílá o meu coraçaõ j pois , Senhor, eni = quanto conheço o mal , que fiz , alumiai? e animai o meu coraçao contrito , e humi- ' lhado para o naó defprezardes , mas antes. Senhor 5 infiammai os meus aíFeélos, que fejao todos , e todos fó para vós , para que deita forte poiTa conhecer , confeíTar , e cho- rar todos os meus peccados clara , e dif- lintamente , lem qiie o demonio me engane ' • ^ - ■ * p^efouropre£wfo âaLapal 441 lineus peccados , eu os quero tonfèíTar da 'mefma forte , que os commetti , e vós Vos |dais por oiFendido , pois venho muito con- itrito , e arrependido , e fó me falta a vofla imifericordia ; e a voiTa graça , para quç jcom mais confiança os poila fem medo, ném vergonha do ConfeíTor confeíTar , e dizellos todos com todas as círcunftancias , e occa- lloens proximas , reincidências, e coftume de peccar ; e aflim , Senhor , alumiai o meu entendimento , para que conheça que a voíTa mifericordia fe eílende a todos os meus peccados para os perdoardes, e que fem bs confeíTar da forte , que os commetti , na6 me hei de falvar , e que com efte conheci- biento me refolva a cfiorallos , e confeíTal- bs, fem que da minha parte falte alguma circunífancia , que me faça indigno de al- cançar o fruto delle Sacramento , que he falvarme , e quero injuriallos , para que os naô procure mais. Agora , Senhor , agora que já confiado na voíTa mifericordia , defe- jo lembrarme de todos , e do minimo pen- famento para com lagrimas de fangue os confeíTar , e deteílar ,, e aíTim , Senhor , já he tempo de vos pedir com toda a minha al- jma 5 com todas as minhas forças , e com bdo o meu coraçao feito em pedaços , me per- 44^ ^ ’ Bêtha preciofa \ perdoeis os meus peccados por effa eoroá^ de efpin-hos , -pdr cfFa^ chagas > por eiTef Saiigue 5 por effes cravos ; pela lançada 4 peias bofetadas, peias injurias , pelos açou-í tes , eu vos peça , tos- rogo , e vos fuppiw co por interceíTad de Maria Santiffima dat Lapa advogada dos peccadores , pelos AhJoS da Corte do Ceo, pelas almas do Purgatorio, e por todos os meus devotos pelo Saiíto do meu 'Bome , pelo parrono deôa terra , e pelo Apjo da minha guarda ^ vos torno a pedir me animeis , e me ajúdeis a fazer efta eonfiíTao para purgar , e a Mm- par a minha alma da lepra do peccado com tod^ as cireunftancias devidas , e para fe- gu^arniais , vos peço por vós mefmo , me deis-iervor , condanda , firmeza ; conhe- cimento, arrependimento. Fé , Efperan- iça, Cagidade. lagrimas, ays, e gemidos» para affdgar no mar immenfo da voíTa divi- na graça a coafufaÔ das minhas culpas , e deiidtos para caufar ao Ceo gloria , e ale- gria e ao inferno eonfufaó , e trifteza , vi- toria para o Ceo , e guerra para o inferno ^ pOis, Senhor , já conheço , que mayorfeí-*' ta fe faz no Ceo a huma alma penitente , quer fe arrependeo , do que a noventa e nove al- mas juílas , pois diíTeíles', que naÓ vinheis cha- ^ eThefiuro preciofo ãaLapa, 445 :Iianjar juftosj mas lim peccadores : squi repdes proftrado aos voffos pés o mayor de fodos elles , e aflim como he o mãyor , ftia^ i^or ferá tambem a voiTa gloria em Ihe per-* proftrado aos voftbs fobera-* ■ náyor inimigo. Oh pés fa-/ imorofo JESUS , levantai^ ir d:as minhas lagrimas nao 5 e nelle hei de afFogar to- ccados para fahir conforta-^ e animado neíTa fonte de e divinas: chagas, nellasei- , nèllas. confio. Senhor, e Senhor , por mere- ine , pois no ma lei de lomar pé; ios 'os meus pe io , alentado , [nifericordias , pero-, Senhor _ bellas hei dé alGan|: pimentos da vofla ia ^ remiflao para as minhas culpas , gloria , e graça para a minha alma. Arnen. '< Remedio para chorar ^ e para .mover a Deos para operdap ^^ e para antes dà ' - ' cof^Jfao. ' M Eu amorofiíTimòi, e piedoilftimo Se- nhor , fe quereis , e defejais lagri- mas 5 aqui me tendes feito huma fonte de lagrimas correndo a^eíTe mar de miíèricor-- idias para alcançar perdaô dos‘ meus deli- iéfos , e hum amor para o meu coraçao , que |me nao feja mais poffivel inclinallo para a mundo. 'E aftim, Senhor , como poderei ^4 , Botica preciofa , ' já deixar de fazer huma coufa para mim taB grande , e para vós taÓ pequena , em quQ vos vai taô pouco , e a mim me vai tanto i Gomo he o attender ás. minhas lagrimas paü ra me valer a voíTa infinita mifericordia ? Lembraivos , meu Deòs, do muito, que por mim obraftes , para que me naó dilateis o que vos pep. Como ' pode fer , Senhor , que me quizefies foíFrer quando pequei , e que agora me naÓ queirais perdoar quando ehoro o meu peccado , e conheço o meu de- lido ? Pois , Senhor , conheci , e haveis de perdoar , que palavra tenho voíTa , e dei- la tellimunhos ,■ pois por David diíTeíles , que fe o peccador choraíTe 0 feu peccado , como elle chorou, que chegou a. lavaro feu leito com as fuas lagrimas, e regou a terra com as mefmas lagrimas , e nao tinha mrais fuílento dé dia, e de noite do que. as fuas lagrimas , ^ aqui tendes j á , Senhor , ou-» tro David arrependido , a quem difleíles , que fe o peccador choraífe o feu peccado y alcançaria perdão das fuas culpas. O voíTo^ Filho entregaíles á morte para falvarme , agora que venho á voíTa prefença , ó meU| Jesus y naó me quereis receber ? Senhor / Vede quanto ohraíles por mim , que che-' gou apartarvos de voíTo Filho , foíFrendo que e Thefouro pf^ètíofo da Lapa, 445' büe morreíTe ^ e que foíTe crucificado por iiim. Pois agora com hum fim 5 Senhor, □úe fazeis ? (^e vos vai , Senhor ? Se vos :aufa aborrecimento verme amortalhado pm culpas, dareis por bem empregada a vof- fa morte para com ella refufcitardes a efte aiiferavel , c grande peccador, para que feja mayor o voíTo perdaô, verdes proftrado aos voíTos pés hum infolente , e tranfgreífor da voíTa divina ley. NaÓ vos coftumeis , Senhor , a aborrecervos do peccador , pois tendes viíto a muitos com os voíTos olhos de piedade , e miferícordia. Nao vos efque» çais , nerti vos façais furdo , quando choro> quando clarnò , quando fufpiro , quando me arrependo , pois na6 chamo por hum Deos , que fecha os feus ouvidos aos pec- tadores , nao choro a hum Deos rigorofo, naô clamo a hum Deos fevero , naõ fufpiro a hum Deos defaraorofo, naó me arrepen- do a hum Deos juftiçofo , mas fim a hum Deos mifericordiofo , a hum Deos piedofo, a hum Deos amante , a hum Deos çompaf- fivo , a hum Deos , que me creou, que nje jaUmentou, que me remio, que padeceo,. ie morreo por mim para me falvar j pois , Senhor , agora fim , que conheço o muito , toue por mim fizeftes , e obraíles , eo fan- 44 ^ Botica preciojãl gue, que por mim derramaíles , as injurias ; que por mim padeceíles , as afrontas , que por mim foíFreftes , as bofetadas , que por mim levaítes j pois ja que conheço o voílb amor , quero chorar , quero arrependerme, quero emendarme , valhaome as voíTas cha- gas 5 as voíTas dores , as voíTas agonias ^ valhame N. Senhora da Lapa , valhame eíTe fan^ue , que vejo pelo voflo corpo , Se- nhor j Jeja incentivo para fe desfazer o meu coraçaó em fontes , e rios de lagrimas para em toda a minha vida naô ter outra fénao chorar , fuípirar , gemer , defejar , e ar- rependerme de todos os meus peccados pa- ra ^s aifogar na torrente das minhas lagri^ mas 5 e purificar a minha alma neíTe mar de fangue^, e de mifericordias , e defte lugar me naô hei^ de levantar fem o feguro da> voíTo perdaô 5 para o que clamo, meu Deos,:' por voíTa mifericordia , mifericordia , Se<*v nhor, mifericordia Senhor. E logo dirá 0 Soneto feguinte ao Se^ nhor crucificado para antes da A confifido» Vós correndo vou, braços fagrados J ‘ Neíla Cruz facrofanta deícubertos. Que para receberme eítais abertos , / ' Que para nam caítigarme eílais cravados-^. Avóf; e Thefom p'e€ÍÉhfi ãa Lapa, 447 A vós olhos divinos eclipfados 5 ' De tanto fangue , e lagrimas cubertos , I Que para perdoarme eftais defpertos > ' E por naó devaílarme eftais fechados* ^A. vós pregados pés por naó fugirme , A vós cabeça baixa por chamarme , ' A vós fangue v-ertido para ungirme; A vós lado patente quero unirme , I A vós cravos preçiofos quero atarrae , Para ficar unido , atado 5 e firme, ^.emedio para mover a Deos pára a mife- ric ordia , e para antes da confiffdo, Ra, Senhor , e Deos meu , que fe per- U de em ouvirme ? Que perdeis em ver- me ? Que honra vos faltará fe me perdoar- des ? Os Anjos , e Santos do Geo fe alegra- ráÓ j e os demonips ^ e condemnados do In- ferno fç entrifteceráÓ. Fazpi huma nova fefta no Ceo , os bons vos louvaráô , os máos fe animaráo. C^em vos ha de culpar, porque me purifiqueis das minhas culpas ? feem vedes o que paíTa , bem vedes a rai-. í?ha miferia , pois como vos naó compade- ceis de mim ? Pois , meu Deos , aíTiin ve- ijais bom fim das, almas ,, que remio vMb iFilho. ; aífira vos vejais reverenciado , e querido de voíTas creaturas , que, me quei- isás píçr4o?r ., e , dei w que. vos ame deve- ras: 44^ Botica preciofa] rasj aíTim vejais voíTas efpofas no Ceo. Saí- bao todos os juftos quanto lhe quereisjpois conjurado por feu amor , vos laftimeis de nós«todos : alTim vejais a yolTo Filho queri- do j e amado de todo o mundo ‘ aílim ve- jais convertidos a todos os peccadores , é me contenteis a mim , peço vos o que mais me quizerdes dar , que he o que eu defejo , a voha mifericordia. Amen. Remedio para fe adorar q coraçao de JE» SUS ^ fôrma , com que fe deve recitar a , Coroa do fantiffmo coraçao de Chrijio Senhornojfo ^que confta de contas, menores^ e cinco mayores ; as trintas rc- p ar tidas em tres decadas , ou verfos , as^ outras tres no remate., e das cinco mayo^ res huma ejlará no principioç outra nof fim , e as tres dividindo as decadas, )' Logo que 0 devoto houver de recitar a Coroa fe benzera , ^ e dird a feguinde deprecaçaÔ, D UlciUimp JESUS 5 fazei , que o meu Coraçaò ao voíTo fe confórme. Frincipiando a recitar a Coroa , ao pafi^ far a primeira conta mayor , e confeguin^ ■ temente ao p affar cada huma das outras tontas mayores , que dividem as decadas , í dim eThefonro preclofi ãa Lapâl 44^ \ 4 ird em lugar do Pater nofter.* Adorovos , nieii JESUS, que no Horto 1 folles affligidilTimo , e no facròfahto Sacra- mento ainda agora fois deíprezado pelos (homens ingratos. ConfeíTo, meu Deosjque fò vós fois Senhor , fó vós fois Santo, íó vós Ifois Altiilimo. Ao pajfar as contas menores , que fao os tres verfos , ou decadas , em cada huma das contas em lugar de Ave Maria dird^ j Adorovos facratiííimo coraçaó de JE-t SUS, abrazai meu coraçaó no divino amor, ^m que ardeis. ! No fim da Coroa Je reza hum Padre nofi fo,e huma Ave Mariane a OraçaÕ feguinted \ Senhor meu JESU Chriílo , que no Sa- cramento do Altar com ineíFavel amor de voíTo coraçaô dulcillimo vos dignaítes dar- l^ros todo para alimento efpiritual dos ho- mens : concedeinos , que aquefles , que de- teílamos os facrileglos , que nelle fa grado myílerio contra vós fe commettem , alfim fios inflammemos no amor do meímo cora- l^aô facratiííimo , que mereçamos engran- decer eternamente na gloria as fuas mife- Iricordias. Amen, Pa^e nojjo , e Ave Maria pam a )i€rJdodo mayor peccador^ 'Eotlch prechfa 9 ^ Sao* multas as indulgências , que eíládí cancedidas pelos fantiíTimos Pontifices Cle- mente XK Innoceneio XIII. e Benedi^So XIIL a quem devotamente rezar elia Co- roa do facratiflimo coraçaó de JESUS 5 co^ mo fe pode ver no livrq, que fe intitula Compendio de indulgências ^ e demçoens do Padre Manoel Correya da Azambuja. Remedio effic'az^ e exorcifmo efpiritualpar ra todos os achaques , de que houver Jup peitaj que fao cau fados pelo demonio , por qualquer queixa natural def conheci- da 5 0 qual póde fazer a mefmapejfoa en- ferma j porém fe ha defaz/er com grande fé ^ confiança jC paz interior. ^ ^ ; E U 5 como creatura de Deos , feita á fua imagem , e femelhança, mando em no^ me do AlrilTimo , 'Padre , Fillio , e Efpirit^ Santo y e em virtude dos Santiílimos nomeã de JESUS , MARIA , e JOSEPH ao de^ monio-j ou demonios , me caufao tal f OU tal enfermidade > ou afflicçao , ou dor i ^ r N, íi ^ ( nomeale ) a naõ movaô mais , e que deUí^ defiftaó , deixandome os humores que de qualquer forte movem., ou tem movido , eni íua igualdade , com todas as mais opera-J çoens livres para fervir ao meu bom Deosl E fe a tãl aMicçao ^ ou dor^ au enfermideá »^4 e TJjefoura precwjh âa Lapa, 45'! (rfí? , érç. he movida por qualquér humor ^ jaindaíjue natural , ou elemento, em virtu- de dó mefniq nome do Altiífimo j' Padre , Filho. Eípirito Santo , e dos Santiffimos nomes de JESUS , MARIA , e JOSEPH çom tpd^ a fé lhes mando fe componhaõ , e reíTem do íeu defconcerto ,, para que aíTnn fem eíla afjiicçaÕ , ou dor ^ <^c. poíla mais fervir ,• e louvar com todo o cppagao a meu t)cos, e Senhor JESÜS^Chriào , pQrçujo imor fó vivo , e quero a faude , çpmõ. de neu Redexnptor. ~ ^ " f. Todo aquelle , que invocar, o pome le JESUS. Eíte lerá falvo na tribula- ção. Oremos. D Eos , que conítituiíles ao voflb unige- nito Filho Salvador dp mundo , e^pian- aftes que ie chamaíTe JFSÜS , concedemos avoravel gos que na "terra veneramos Ta6 anto nome , que gozemos, de hjg yiíU no ^eo. Pelo ipefiúQ Senhor JESUS Chriílo, ue comvofco vive , e reina por tpdps pç óculos dos feculos. Àmei?. E X O R Ç I S 'M O S, ^ 'ietejiaçãp , que ha de fazer 0 eff^rtno.d quem fefi^ererrio^ ppcorçifmo^, 7 Tu , demonio maldito , inimigo de Ll Deos , rebelde a meu , e teu Senhor , Ff ii 45'^ Bôticà precíofa , apoftata de meu , e teu Creador , com qué authoridade te atreveíle a vexarme , e ator- meniarme ou por ti , ou por teus infeliciíTiq mos miniíliros com feitiços , e fnaleficiòs y havendo , ou naô havendo com elks prefen- ça tua ? Eu pela fé 5 que tenho no fâgrado nome de JESUS , poderofamente te mando, que ao preceito , que logo te puzer efte Re- verendo Sacerdote Exorcifta , Mini-ílro de Deos , e de fua Santa Igreja , tu fubit-amen- te 5 e- fem alguma demora de mim te apar- tes com teus malefícios , e eíles logo fe deà truaó 5 e aniquilem , e daqui por diante nao ienhas maiè poder de móleftarme , ou ve- xarme nem interior j nem exteriormente j porque eu tenho fé , e efperança certilTima em Deos , que logo hei de ficar de todo Ih >ví-e peia virtude do fantiffimo nome dc JESUS , fe á minha"falvaçaô e bem efph Titual-for conveniente. ^ I Logo 0'Exorcifta advirta ao enfermo í rnuito i que lhe importa ter huma grandi fé y e para mais fe radicar nella dirã : Rèio firmemente , que agora o demo j nio fe ha de apartar de mim , e que to- dps os feus malefícios fe haó de deftruir peh virtude divina y com tanto que efta minhí faude, e liberdade feia util a minha falva- e Thefourô preciõfo da Lãpa. 45'3 , Allim o eipero , e affim o cüníio em ^ meuiDéQç. ^ ' I , Lançar d logo aguá henta ao enfermo > dizendo : P Er afperíionera hujus aquse , cum Dei . adjutorio , deftruantur in te omnk ma- leficia diaboli , &.ipfe diabolus manifeftè - ^xeatà te , & infundatur in te virtus Spiri- tus Sandik Arnen. ' I Delhe logo a heijar a Cruz , dizendo : , E Cce Crucem Doimini nolfri JESU Clirifti , fugi te partes adverík ; vicit Leo de tribu Juda , Radix David. Alleluia. ' P REÇE IT o. P Rsecipio tibi, quicumque es, fpiritus im- raiinde , & cmnibus íbciisduis liunc Dei famulum obfidentibus , ( vel poííidentibus ) [it per Myíleria Incarnationis, PaíTionis, Re- krredlionis , & Afcenfionis Domkii noftri ÍESU Clirifti , per miílionem Spiritus San- te , & per Adventum ejusdem Domini nof- ) ,:ri ad judicium , ut mihi Dei Minifcro , li- :èt indigno , prorsus in omnibus obedias'', ieque hanc creaturam Dei, vel circumftan- ces , aut eorum bona ullo modo offendas. í EXORCISMO EFFICJZ, Í N nomiríe J E S U CJiriíli Nazareni > Aterni Patris Filii ^ qui eíl benedidus ■ 'in 45'4 Botica pnciofa ] in faecula faeculorum. Arnen. Quleit, qui erat , & qui venturus eft : qui dilexit , nos , & lavit nos in fanguine fuo , quique Eccleliae ejus fponfae omnimodam contuliti ÇOteílatem calcandi fuper ferpentes , & in-' lernales fcorpiones , in eumque credentibus dedit facultatem pleniifimam de hominum corporibus, cundlisque de rebus eis'-fpeélan- tibus daemones coercendi , cruciandi , & ex-? pellendi ; necnon omnia maleficia , incan- tationes 5 fafeinationes , praeiligia diffipan- di , defiiruendi , & anihilandi. Cum ego igitur ipfiusmet JESU Chriili Salvatoris noilri j & Eccleiiae ejus legitimus , licet in- dignus , fim Minifter , ea audoritate , qua per ordinem Exorciftatus , & Sacerdotii fungor , & per fidem , quam firmiflimè te-' neo , pracipkndo pracipio vobis omnibus & fingulis Ipiritibus rebellibus , & fceleilif- iimis cujuscumque ordinis 5 & generis iitis tam liic praefentibus , quam abfentibus , feu^ fueritis vocati , feu invocati , aut fpontanei,i aut iniiTi 5 vel etiam per divinam difpenfa-^ tionem permiffi , quod nullatenus , nequei nunc , nec in poficrum accedere , feu dive-j xare hanc valeatis creaturam in facto Baptii- anate renatam. . Imponendo lignanter vobis ^ quod , qua- e Thefiuro preciofo da 'Lapa, 45^5' enus eam obfideatis , feu poílideãtis , iemo- ta illicò omni veilra diabolica frande , mor- borum indudlione ^ membrorum occupatio- ne /potentiarum oppreiiione, phantafma--' cumque illufione , in puris naturalibus di-- nitreae debeatis hoc plafmaDei , ííc ta- fi padto 5 qüòd per auciioritatem Siimmiim-’ Aratoris , vobis nunc intimatam > inhibi- um omnino £t iub quocumque prtetextu [uamlibet illi afferre moleiliam, nec in cor-' jioré > nec extra corpus , nec per viiionem , iec per terrorem , neque de die , neque de to(ile 5 nec dormiendo , nec vigilando , nec- iomedendq , uec orafldo , nec quidquié emporale , feu fpirituale faciendo. Quod S mendaciílimè exiftimetís ligatos vos tene- i vinculo alicujus praecepti , adorationis. > pffumigationis , padi 5 artis , & fadursey eu per caraderes impreffos iri lapidibus j in aminis , in ceris , in chartis virgineis , feu ier aliquod praeparatum verbis , herbis , & apidibus , feu per facramentalia , & Sacra- lenta ipfa ^ aut in nominibus Angelorum 5- 't magni Dei cum obfervatione temporum > janationum 3 dierum , & horarum", & mi- iutorum 3 etiam cum pado expreffo , aut ^cito , etiam juramento firmato , & "inter- jofito^ omnia iila, & omnia alia fuperfti- ; ^tiofa , Boticà precíofa l tiofa, vana, inania, & diabólica^ quate^ nus opus iit , exprimenda. Ego idem Dei famulus per Deum vi- vum , per Deum Sanélum , per Deum Om- nipotentem , & Unum in eíTéntia , & Tri- num inPerfonis, Patrem fcilicet, Filium , & Spiritum Sandium , à quo eft omnis po- teftas in Coelo , & in terra , necnon per vir-r tutem , & elEcaciam Sandiffimae Crucis , cujus imaginem hic damus ^ & cui omne^ genu fleditur, deftruo , diflipo, irrita fa- cio , & ad nihilum redigo , fic , & taliter, quod ad nihilum Valeant ultrà , niii quod derideantur , contemnantur , , pedibusque conculcentur. Audite ergo ^ rebelles , hujus praecepti virtutem , Omnipotenti Deo in me praecipi- enti obtemperate. Humiliamini fub poten- ti manu Dei , dimittite nunc , ^ abfque ulla interpoiita mora in illa creatura omnem lan- guorem , & omnem infirmitatem. Diicedi- ^ te 5 maledidi , in ignem sternum , qui pa- ratus eil vobis , & omnibus confodis veilris, & ficut fumus jecoris pifeis combufti ( di- dante Raphaele Archangelo) fpiritum à Sara fugavit , ita verba ifta pr^ceptiva , ac efficacifiima potétiíTimè expellant vos, quod non amplius ad hanc creaturam figno Cru- e Thefouro preciofo ãa Lapa, 4^7 íjiumtam accederé audeatis, fed hinc in- úh diftantes ftetis, & langè ab ea, tamquam infernus diftat à nobis. Per Jefum ^ Chrif- tum^ Dominum noftrum , qui venturus eíl judicare vivos , & mortuos , & faeculum per ignem. Amen. Outro Exordfmo. I N nomine Sandtiílimse TrinitatIs,Patris, & Filii , & Spiritus Sanéli, & in virtute fanéliflimi nominis JESU. Ego N.Minifter Exorciila Sandlse Ecclelise Dei per auílori- tatem mihi concelTam contra vos , fpiritus infernales 5 qui hanc creaturam Dei N. per veílra maleficia , vel cum pr^fentia veftra , vel abfqup illajvexatis, termino omiiia ma- leficia , incantationes , ligationes , fignatu- ras , faéturas , tumores , infeftationes, , in- quietudines , perturbationes , dolores , ’ & tormenta qusecumque huic creaturae Dei N. arte diabolica intuliilis. Et eadem auctori- tate .te N. creaturam Dei abfoivo ab omni- bus maleficiis , incantationibus , ligationi- bus , fignaturis, & faCluris, & ab eorum ef- feCtibus : quse omnia extermino , & vobif- cum expeiio , confringo , diilipo , deilruo , extirpo , & eradico , ne de csetero te infef- tare valeant. Abfpivat te N. Dominus JESUS ChriP tus 45 « . Botica preciója , ' tus àb òftini vinculo fadlurse , & maleficlí> pér viftufes , & potentias fpintuum ínali- gnôi^ufií tibi faélo, íive íit in aefe, aut plum-* bo , âut in argento , aut in aufo , aut in ôli- ^uo filato bombycino 5 vel fyricò, vel lineo, vel laneo , vel in oilibus hominuni mortuo- rum , vel viventium , vei animalium terref- triufii, Véi volatilium, vel aqueoimm^. ’ Et il efl: in libro , vel in charta etiam virgi-, nea , vel in aliquo ligno , vel in aliquibus verbis j vel in herbis , vel in lapidibus , vel in capillis , pldmbis , lanis , vel paleis', vel in quibusvis creaturis , & li eil; in fepuichra Hebr^orum , paganorum , haereticorum & Cllriftianorum i & fi eft in agro , vel vi-( nea"^- vel pratis y vel nemoribus, aut in mon-i tibus , vel vallibus , vel cavernis, vel in fon^,* tibuS j vel extra, & ii eft in Oriente, vebt. Oeeklentei vel Septeiiltrione , veJ Meridie^ & in veilimentis , vel in cindluriis, vel in trivio , aut in domo , vei in pariete , veí in thoro , aut defuper , aut defubter , in re- ' ' bus domus , vel domorum , aut in arbore aut in fovea , aut in puteo , vel ciilerna ,- dutln profundo , vei abylTo , aut in fylva vel fpelunca folitaria , aut in deferto , vel in diyifionibus marium , vel fluminum , vel in ftatiia , vel in elaufnra ferrea, vei lignea. e Thefouro precicfo da Lapa] 45'^ Hrel in conjunélurá/ membrorum, vèl con- fumpta per ignem , vel potatione , vel co- meilione , vel tadlu , vel vifu , vel odoratu , Vel auditu , quocumque loco iit, & quomo- documque fadum iit etiahi ad mortem , & fub quibusvis verbis ,•• & rebus , • quorum hasc omnia terminentur , diiTolvarttur , & anihilentur , & eradicentur ab hac creatu-^ raDei N. & tu Domine folve,-& libera eam ab omnibus malis, & tentationibus dse- jmonum , & malignis ipiritibus > & ab omni Vinculo maleficii. PRECEITOS LENITIVO S, E Go N. ut Miniiter Chrifti , & Eccle- fise , impero tibi , iive vobis , daemo- bes maledidi , in nomine JESU Chrifti , ut ftatim ceiTet omnis vexatio , & omnis afifli- ilio à te , vel à vobis caufata in ifta crea- :ura-. ^ E Go n. ut Minifter JESU Chrifti , im- pero tibi , vel vobis , daemones , ut fi- latis- hanc creaturam Dei pofie orare , lo- jui , confiteri , accipere corpus Chrifti , & :Ktera fpiritualia cxercère abfque ulío im- ledimento in maxillis , neque in parte ali- jua fui corporis. E Go , ut Minifter Chrifti , praecipio ti- bi , fi ve vobis , d«mones , in nomine . JESU 4^0 Bvtica prtclofa T : JESU Ghriili 5 ne' impediatis huic creatura^ Dei comedere , bibere., requieicere, , & íua naturalia exercere; ' Dejie i .ou .fimelk ante modo poderd. a Exorcifiáípéri. üs. pmceitos , que lhe pare- cer ,>adv^rtmdo :em. prever os enganos do dèmonio , que fè. nao def cui da todas as ve- zes, que pdde, , 'PRECEITO EXPULSirO. E Go N.' ut Minifter Chrifti , & fandse Ecclefi^ Deij audloritate mihi coneeir' fa à Chriilo Domino , in- nomine Sanciliili- mas Trinitatis 5 Patris , & Filii, & Spiritus Sandll & in virtute fandiilimr nominis JESU impero vobis , daemones infernales , qui maleficium intuliftis huic creaturai Dei aut cum pr^fentia veftra , vel abfque. illa , ut ibatim finejmora totaliter recedatis cuni omnibus maleficiis veftris deftrudlis , ea Ron ilB iteriim faciatis , neque redeatis. Sic volo , fic jubeo , ut Minifter JESU Chrifti. In nomine Patris j & Filii, ^Spiritus Sàn- clL Arnen. - Logo diga fohre o enfermo. E Xtinguatur in te N. omnis virtus dia* bolica per impofitionem manuum mea- rum , & per invocationem omnium San dio- rum Angelorum , Archangelorum , Patriar- charum, e Thefouro preclofo âa Làpa, 461 tharum , Prophetarum, A poílolorum, Mar- tyrum , ConfeíTorum , ac Virginum, om- nium fimul Sandqrum in nomine Patris, & Filii , ,)i< & Spiritus ^ Sandi, Arnen. Preceito para ligor os demonios, E Go' N. ut Minifter Chrifti, & Ecclefise fàndíe Dei im virtute fandiffimi no- minis JESU froeniim vobis pono, dsemo- nes maiedidi , & in virtute ejufdem fan- diiUmi nominis JESU fortiter ligo vos , & praecipio , quod non afcendatis fuperius ad caput creaturae iftius , nec terreatis , aut lae- datis eam vigilando , dormiendo , iedendo, aut ftando , ied linatis eam orare ., comede- re , 'bibere , dormire , laborare , ambulare, quiefcere , & omnia alia agere , quae fpe- dant ad honorem Dei , & falutem animae , & corporis ejus. In nomine Patris , & Filii , & Spiritus ^ Sandi. Arnen. Se o Exorcifta vir que o enfermor na6 eftá de todo livre , faça novos ados de fé ^ e humilhandofe na divina prefença , fa^ oraçaô a Deos j rezando o Cantico gnijicat , BénediÚus yirc, E radicando ao enfermo tambem na fé , que deve ter , .po- de repetir huma , e mais vezes os exorcif- mos, e preceitos allima poftos , fegundo en- iender que he-iiecçíTariOt Q que acabado > nao 4^2. botica prectofa ^ naó fentindo o enfermo a queixa , que ps^ decia , e achandofe liyre , dirá o feguinte,, Acção de graças pela liberaçaÕ do ^ enfermo. S Enhor meu JESUS Chrifto , douvos in- finitas graças , pois pelos merecimentos, de voíTa paixaô fantiílima, de voíTo precio- fo fangue , e por voíTa bondade infinita vos* dignaífes de livrarme do demonio, e de feus malefiçios ; e affim vos peço , e fupplico agora vos digneis de prefervarme , e guar^ darme , para que o demonio daqui por di^ ante naò poíTa já mais raoleftarme em mo-^ do algum ; porque eu pertendo , e quero vi-^ ver , e morrer debaixo da protecção de voí-f' fo fantiílimo nome. Logo 0 Exorcijia dird Te Deürn lau-?* damus 5 e no fim o feguinte. f. Confirma hoç. Deus , quod operatusi es in nobis, A’ Templo fanto tuo , quocjy eft in Jerufalem. f, Sit / nomen Dominii benediàum. Ex fioc nunc , & ufque in| faeculum. f. Oftende nobis , Domine , mife-.t ricordiam tuam. Et álutare tuum da no 4 ' bis. f. Domine , exaudi orationem meamJ*^ Et elamòr meus ad te veniat. Domi-^ nus vobiícum. Et cura fpiritu tuo. Ore-/. e Yhejouro premjo < Oremus. O Muipotens fempiterne i^eusjcjui iioe- rare dignatus es hunç fàmuíurn tüum !N. à vexatione Satanae5& miniftrorum ejus: mitte in eum feptiformem Spiritum San-» ^um Paraclitum de .Coelis. Q Uasfumus , omnipotens Deus , famu- lum tuum N. refpice,5 ut te largiente regatiir in corpore , & te fervante cui- todiatur in mente. Per Chriilum Dominum loilrum. Amen. . Logo virandofe para o enfermo , diga mpéi D Ominus JESUS Chriftus apud te iit , ut te defendat : intra te iit, ^ ut te tonfervet : ante te iit, ut te deducat : poft e iit , ^ ut te cuftodiat : ita ut daemones jion amplius poilint nocere tibi nullo mo- lo , fed totaliter à te recedant : fuper te fit , ut te benedicat qui cum Patre , & Spi- itu Sandlo in unitate perfeila vivit, & egnat per omnia faecula fseculorum. Amen. 1 T Irtus Sandlae Crucis , qua iigno te^ V fit fuper te , circa te , ante te , poft te, k in omnibus partibus tuis. Amen. Bene- licat;)^ tibi Deus, & cuftodiat te: often-* lat tibi faciem fuam., & mifereatur Eonverat vultum fuum ad te , & dei '464 Botica precíoj a fatutem , & pacem. Arnen. B Ènedidio Dei omnipotentis , Patris J. ^ 3 c Filii , ^ & Spiritus Sandi defcendat fuper te , & tecum maneat fem- per. Amen. La^ice a todos agua henta. E fe 0 enfermo nad trouxer comfigo as feguintes palavrasj Ihas efcreverd em hum papel , pondolhe 0 f eu nome , e depois de bento lhe recommendard que 0 traga fem* pre comjigo. - Palavras fantijfmas contra maleficios diabolicos , que devem trazer com- figo os enfermos. I N nomine Pa ji^tris , & Fi lii, & Spi-^ ritus Sandi. Amen. Hei ^ Heloym Sother ^ Emmanuel ^ Sabaoth ^ Agia ^ Tetragrammaton ^ Agios O- theos Ifchyos >i( Ath anatos >í< Jebo- va Ya Adonay ^ Saday ^ Homou- lion Meflias ^ Efereheye ^ Increatus Pater ^ Increatus Filius )}( Increatus Spi- ritus Sandus ){( JESUS Chriftus vincit ^ Chriftus regnat Chriftus imperat ^ li diabolus ligavit , vel tentavit te N. fuo eíFedu , per fua opera Chriftus , Filius Dei vivi , per fuam miferi- cordiam Ubetet te ab omnibus fpiritibus i Immundis, qui venit de Coelo, dc incarnati^ ! e Thefourò preciofo da Lapa» 4^5^ |eft in utero Beatiifimae Virginis MARIiE Eaufa humana íàlutis , & ejiciendi diabor iium & omnem malignum ipiritum à te in Iprofundum. inferni 5 & abyíTu Ecce Cru- cem Domini , fugite partes adverfae , vi- cit Leo de tribu Juda , Radix David. Remedio , e exovcijmo para expulfar toda a cajia de animae s , a'ves , feras , e bf \ chos 5 que ou por maleficio , ou^por qual- quer modo diabolico prejudica ou def- \ troem os frutos ^ e perfeguem os ^crea- turas. ' I Veftidó o Exorciílá com fobrepelliz , e icftola roxa , indo diante huma Cruz, e agua benta, tanto que chegarem ao lugar infi- tcionado , diga benzendofe : . 466 'Batica preciafay ‘ tiâ expulfa nulli noceant j & hos agros , fru-i <5l:us , vineas , arbores ( vel qusecumcjue alia^ ' loca ) in tranquillitate dimittant , quatenus! ex eis provenientia tu^ maieftati deferviantji & noftrae neceffitati abfque nocumento fub* veniant. Per Chriftum , &c. Oremus. O Mnipotens fempiterne Deus, omnium bonorum remunerator, tuam poten- tiam nobis concede in afflidlionibus confti- tutis , ut quatenus hos peftifQros vermes , & quascumque alia animalia in perniciem fru- dluUm , frugumi , fegetum , aut vinearum huc advedla , noftris iupplicationibus incli-j natus ab hac regione expellas , extermines, profligas , & à noftris finibus difcedere im- peres j & per tuam clementiam ab hac pefte, & incommodis liberati maieftati tuae con- gruas referamus gratiarum adiones. Per Chriftum , dtc. Oremus. T Ribulationem noftram.^ qu^fumus onfuiipotens Deus, propitius refpice,’ frudus terrae , quOs nobis mifericorditer impendifti , Goníervare , & augere digneris} ut tibi jugiter famulemur , & in bonorum temporailium affluentia gratulemur, Pei Chriftum, &c. i Cona I ' ' i e Thefouro preciofo da Lapa. ^67 Conjuro vos , vermes , five animalia In.N. &c. qu^ per maleficium diaboli noxia iÇÍlis hominibus , & bonis eorum , quae triti-, ica 5 vineas , hortos , montes , lucos prata , & ripas fluminum , olera frudifera , olivas, & frudus terr^ deftruitis , & comminuitis j per JESUM Chriftum Dominum , & Re- idemptorem noflrum , ut nullo modo nocea- itis deinceps graminibus , frugibus , vineis , Icampis , ,&c. fed. procul hinc dilcedatis , & iomnis virtus , & poteflas nocendi vobis adi- .matur/ / Preceito expulftvo aos demomos. . A Udite dsmones maledidi ultimmn meum praeceptum vobis fadum , & ei 1 illicò obedite. Ego N. ut Minifter Chrifti , ' & Ecclefiae in nomine Sandiffimae Trinita- . tis 5 Patris , & Filii, & Spiritus Sandi, & in ! virtute fandifiimi nominis JESU impero vobis , daemones infernales , fiqui hoc ma- I Ium vermium , aut horum animalium his vi- ' neis , campis , &c. intuliftis , vel -per malefi- I cium, aut veftram iniquam virtutem huc ad- Í duxiilis 5 ut illicò line mora ab his agrE ^ 1 campis i vineis , pratis , & aquis , &c. om- ne quod noxium eft , amoveatis , & hos vermes , vel haec animalia difcedere facia- tis , quse in primis ego extermino ud qufe- Gg ii ' cumquer ^68 ' Botica preciója , , . ^ çLimque loca, ubi nullis fruãibus ufui homH num neceíTariis nocere poílint, & ibi eis pa- bulum aííigno. Difcedite ergo animalia no- centia , & vos cum omni veftra malitia , ini- qua virtute , aut maleficio , o dsemones in4 fernales ; quia iic volo , iicprsecipio , iic ju- beo , ut Miniiler Chriili , & Ecclefi^. In_ nomine Patris , & Filii , & Spiritus Sandti , ac in virtute JESU Chrifti. Logo pegando na Cruz , e com ella hen-^ zendo a terra , campo , ou vinha , diga :| Ecce Cru^cem Dni , fugite partes adverf£e:| f. Dominus vobilcum. Et cum fpiritu tuoJ Oremus» ^ L Argire , & confervare frudfus terree di^ gnare , Domine Deus nofter , uf: tem4 poralibus gaudeamus auxiliis , & fpirituali-j bus proficiamus incrementis» Per Ghriftum,^ ^c. Oremus. ' O Ramus te , Domine Deus nofter , ut hos agros , & vineas ferenis oculis y hilarique vultu refpicere digneris , tuamque fuper eos mitte bene diátionem , ut nori’ grando furripiat , non turbo fubvertat , non^ vis tempeilatis detruncet , non ^ftus exúraty non animalia noxia corródant , neque inun- datio pluvia exterminet , fed 'ftudtus inco- lumes, uberesque uiui noftro ad plenam ma-^ turitatemi ■ eThefouro freeiofo-^da Lapa. 469 Ifeirritatem perducas. Per Chrifturn , &c. ' Bitas eftas oraçosns , lance agua ben- fa em forma de Cruz para as quatro par- ites dizendo : '• Y -D Bencdidio Dei 'omnipotentis , ra- Itris , ^ & Filii , & Spiritus ^ Sanili dei- Icendat , & maneat fuper hos agros , vineas , & fructus. Arnen. ''' . . i Exorcijmos.contra as trovoadas* P Er fignum Crucis de Inimicis noUris libera nos ^ Deus noder , in no- biine Patris , ^ & Filii , & Spiritus San- idi. Amen. Chridus Rex venit in pace. Et ' ÍDeus homo fadlus ed. Verbum caro fadum ed. Chridus de Virgine natus ed, Chridus iper medium illorum ibat in pace. Chridus .crucifixus ed. Chridus^Aepultus ed.^^Chrif- itus refurrcxit. Chridus afcendit. . Chridus imperat. Chridus regnat. Chridus' ab omni Fulgure no^ defendat. V erbum caro fadlum ed. Chridus nobifcum ed. State^. Ecce fignum ^ faiidlillimae Crucis , fu- gite partes adverfs:: vicit enim vos, & mun- dum Dominus noder JES.US Chridus Filius [Dei , Imperator fummus , leo de tribu Ju-^ da, Radix David. j Sub tuum pr^fidium , &c. f. Exurge Chride, adjuva nos.. Et libera , ; i ^ 470 Botica preciofa , f. Ora pro nobis fandar Dei Genitrix^ jjí. üt digni , &c. Oremus. O Mnipotens fempiterne Deus , qtii de- difti famulis tuis in ConfeíTione verae fidei aeternae Trinitatis gloriam agnofcere , & in potentia maieilatis adorare unitatem , quaefumus , ut ejufdem fidei firmitate ab omnibus femper muniamur, adverfis. C Oncede nos famulos tuos , quaefumus Domine Deus , perpetua mentis , & corporis fanitate gaudere, & gloriofa Beatae MARIjE femper Virginis interceifione , à Í 5raeíenti liberari triilitia , & aeterna perfrui aetitia. Per Chriftum Dominum noitrura. Arnen. T;- Antiph, Veni fponfa Chriili, dcc. f. Spe- cie tua , &c. I Nterceilio nos, quaefumus Domine,,BeataB Barbarae Virginis, & Martyris tuae fem- per adjuvet , utmon fubito moriamur , fed ânte diem qiortis noitrae landilllmi corpo- ris , & fanguinis-tui , facriqiie olei Sacra- mentis falubriter muniamur, & ab omni ma- lo protegamur , & ad coeleftia regna per- ducamur. O^ii cuiTi Patre , &c. Exorcifrno , e benjao para os animaes enfermos. f . Ad- eThefouropmiofoJ^tap^- 47 fr. Adjutorium , &c. C&i fecit y &c. Oreniu§,. M lfericordiâm tuam i Domme , iup- nlices exoramu?>> Ut h.^c au.imaM > QUic -^avi infirmitate vexantur , tua be-, ne diaione fanentur; extuiguatur in eis omms diabolica poteftas, nec ulterius a^r(> ^ tent ; eHo eis vitae defenfio , & remediuni fanitatis. Exorcizo , & tign^^ ^ mine TESU Chrifti HazapeniPom.ini noitru. & Redemptoris , falvo vos ab omniby? infirmitatibus veftris i, doloribus , & ve- niat iiiper vos fanitass' perfera. Amen,, Oremus. - m XSEus , qui laborantibus fiptummus etiam de mutis animalibus , folariaiub- ibgafti , áupplices te rogamus , ut line qui- bus non alitur humana conditio , .noitns la- cias ufibus non perire. Per Chriitum , ^e. ^ Remedio effica% para mover o çmiçao com -as dores de MARIA Santiffima para huM verdadeiro aiio do amor de Deos, Hymno, eme cajlmna a Igreja recitar^nas dores de MARIA Santtfflma , e deve- xos -resiar todas as jextas jetras do an m , e mais. tempo , qae podermos , para meditar nas dores de MARIA Santif- Jmia, ^7^ "Bòtica preclofa ^ fma : Day traduzido em vulgar o Hynr^ no Stabat Mater doloroía. J ünto á Gruz dolorofa Eftava a May conftante , Vendo pendente o Filho agonizante," Sua alma enternecida Gemia trafpaíTada Da penetrante dor da aguda efpada. Do unigenito Filho ' - ^ Oh qiie trifte , e que afflidla ^ A morte vendo eftava a May bemdiía ! Seu peito anguftiado Sentia em dor fufpenfo No do Filho o martyrio mais intenfo. Que coraçaò humano De chorar deixaria. Vendo a dor , que o da Virgem padecia I Quem a dor íufpendera Vendo a May trafpaíTada No tormento do Filho atormentada ! Por culpas dò feu povo- - Vio que crucificado Morria a golpes mil defpedaçado. Vio num lenho, affrontofo Morrer o Filho amado Em trifte , e mais que humano defamparo." Doce May do amor fonte , Comvofco em jufta magoa Fa- fentido, € Th ef ouro preciofo ãa Lapa. 473 Fazei fejaó meus olhos rios de agoa. Fazei que ardentemente Por quem tanto me ama Ivleu coraçaõ fe abraze em viva chainma» EíTas divinas chagas ^ ' '• Fazei que em terno eíFeito Altamente fe imprimaõ no meu peito. De voíTo amado Filho As penas / que padece 3 Reparti com meu peito 3 que as merece : E chorando comvofco 3 Viva fempre fentida De voílo Filho a morte em minha vida. De acompanharvos fempre Junto á Cruz tenha a forte Chorando de JESUS a acerva morte* Em voíTa companhia 3 Preclara Virgem pura 3 Hum mar feja meu peito de amargura. Nelle de Chrifto a morte Se imprima amargamente 3 Para que finta o quanto Chrifto fente. Por compaíífivo aíFedto Deífas chagas ferido , Sentido fó de amor , perca o E efte amor abrazado -Lá no terrivel dia A voíTa dor mereça por valia. 1 ^^4 - Botica pr£tíofa y Fazei qüe defendido ^ Dá Cruz logre a ventura j Que o tormento dè Chrifto me aííegura. ^ ^ Ê cjuátidò efta fe ácabe Duraçao traníitoria Do Paraiíopoffâ ter a gloria. Amen. f, C^ai fofnos, J^irgein doloriffinía, ]ç^. Para que fej amos dignos das prome f-^ fas de Chríjlo. ' * OREMOS.^ S Enhor Deos , em cuja paixád a efpada de dor profetizada pelo Santo Simead- tní^tííbu .a duicíffima alma da Virgem MARIA voíía May : concedeinos que ve- nerando 5 e fentindo a dor da mefma Se^ nhorâ juntamente -fjela intercèíTad de todos os Santos , que íieimente acompanharad a voíTa Cruz 3 coníigamos o feliz eífeito da noíFá Têdempçaó. Vós , que viveis , e rei-^ nais por todos os íeculos dos feculos. Amé. Sete P adrç nojpos j C feie Ave Marias. Remedio para confolaçao dos enfermos i quando qualquer Sacerdote quiser obrar aquelia obra de mifericordia em vijitàr aos enfermos , dird entranão. f. Pax huic domui. Ç£. Et omnibus 'habitantibus in ea. ! I • ' e Thefouro preciòfo da Lapa, 47f I IjOgo por d a eftola , è com hunm luz di~ ga fobre o enfermo. ^ / . 1 p; Adjutorium noftrum in nomine Domini. ■ ijí*. Qui fecit Coelum , & terram. f. Sit nomen Domini benediilurri. I Ex hoc nunc , dj ufque in fseculiim. '.p. Dominus vobifcum. 1^. Et cum fpiritutuô. ' , p. Sequentia fancli Euangelii fecundum Mattheum. «i. Gloria tibi Domine. ' ~| N illo tepore': Cum introiiifet Jefus Ga^ X pharnaum acceflit ad eum Centurio, ro- gans eum , & dicens : Domine , puer meuS jacet in domo paralyticus-, & male torqi^j- i tur j & ait Jefus : Ego veniam , & curabo eum i & refppndens Centurio ait : Dómine, r non fum dignus , ut intres' fub tedlum meu, fe4 tantum dic verbo , & fanabitur puer j meus nam^, & ego homo fum iub poteita- I te conilitutus , haberis fub me milites , & dico huic : Vade , & vadit ; & alii: Veni, oc venit i & fervo meo : Fac hoc, & facit. Au- diens autem Jefus , miratus eft , & fequen- i tibus fe dixit : Arnen dico vobis , non inve- ni tantam fidem in Ifrael ; & dixit Jefus I Centurioni : Vade, & ficut credidiibjfiat ti- bi lanatus eil puer ex ilia hora. Laus ; tibi Clirifte. - - > . '47^ ' ■ Bõíica predofa , /.Dominus vobiícum.i^.Et cum fpiritu tuo^í /. Sequentia fanéli Euangelii fecundum^ . Marcum. ' Gloria tibi Domine. illo tempore : Recumbentibus unde- cim difcipuiis 5 apparuit illis Jeius j & exprobavit incredulitatem eorum , & duri- tiam cordis , quia hiç, qui viderant eum re- furrexiííé , non crediderunt , & dkit eis : Euntes in mundum univerium >, prsedica tè Euangelium omni créaturse : qui credide- rit, ba|)tizatus fuerit , falvus erit : qui vero non crediderit , condemnabitur. Signa autem eos, qui crediderint , h^c fequentur : In nomine meo dsemonia ejicient : linguis Joquentur vobis : íèrpentes, tollent } Se H mortiferum quid biberint , non eis nocebit:. fuper .segros manus imponent , & bene lia- " ebi bebunt. Laus tibi Chriile. /•Dominus vobifcum.i^Et cum fpiritu tuo. /. Sequentia fandli Euangelii -fecundum Eucam. Gloria tibi Domine. ‘I N illo tempore ; Surgens Jeius de fyna- JL goga , introivit in domum Simonis , fo- crus autem Simonis tenebatur magnis fe-/ bribus, & rogaverunt illum pro ea : & itans- iuper illam , imperavit febri , Sc dimifit il- ^ ! e Thefouro preclofo da Lapa, ' 477 iam , & continuo furgens miniftrabat illis. Cum autem fol occidiiTet, omnes, qui ha- bebant infirmos variis languoribus , duce- bant illos ad J e fum ; at ille fingulis manus imponens, curabat eos. iji. Laus tibi Chrifte. ^.Dominus vobifcum.iji.Et cum fpiritu tuo. Tr.Initium Sandli Euangelii fecundum Joan- ^ nu. Gloria tibi Domine. I N principio erat Verbum , &• Verbum ■ erat apud Deum , & Deus erat Verbum. Hoc erat in principio apud Deum. Omnia per ipfum fadla funt : .& fine ipfo fadtum icft nihil , quod fadlum eft j in ipib vita erat, I& vita erat lux, hominum : & lux in tene- bris lucet, & tenebrse eum non comprehen- Iderunt. Fuit homo miifus à Deo , cui no- men erat Joannes. Hic Teiiit in teftimoniu, jut teftimonium perhiberet de lumine ut ! omnes crederent per illum. Non erat ille lux : fed ut teílimonium perhibéret de lu- mine. Erat lux vera , qu^ illuminat omnem hominem venientem in hunc mundum. In i mundo, erat, & mundus per ipiiim fadus Í eil , & mundus eum non cognovit. In pro- j pria venit, & fui eum non receperunt.Quot- quot autem receperunt eum , détiit eis po-' I teftatem filios Dei fieri , his , qui credunt ;in noniinô_ejús : qui non ex fanguinibus, ne- I; ' '^nne que 47^ Botica preciofal que ex voluntate carnis , neque ex voluntan te viri , fed ex Deo nati funt. ET VER-i BÜM CARO FACTUM EST 3 & habi- tavit in nobis , & vidimus gloriam ejus ,, gloriam quafi unigeniti à Patre, plenum gratia , & veritatis, Laus tibi Chriile. Logo pondo^ as yfiaos fobre 0 enfermo^dird. P Er Euangelica did:a , & per impoiitio- nem manuum noilrarum extinguatur in te omnis infirmitas , & virtus diabmi in no- mine Patris, & Filii, & Spiritus San- dli >in Arnen. KArie eleifon. Chrifte audi nos. Kyrie eleiion. Pater noiter &c. Et. ne nos &c. . p. Salvum fac fervum tuum. Deus meus fperantem in te. . • p. Domine exaudi &c. p. Dominus vobifcum &c. OREMUS. D Omine Jefu Chrifte , qui prasfentia majeftatis tuae Socrum Simonis , fer- vum Centurionis , & filiam Apchifynagogi ab infirmitate liberafti ; exaudi nos propi- •tius, & praefta , ut haec creatura tua fana fiat ab omni infirmitate , & languore pel , virtutem fui fandliifiini nominis Jefu , cui honor, ^ gloria in faecula faeculoru. Arnen., Udando tangerem , ou tocarem osfmof ll e Thefouropreciofo da Lapa, ^ 479 m de manhã , ou ao meyo dia ? ou as Trtn^ Uades , quefao as Avf Marias f rezar naj^rma feguinte as tres Ave jSiaT nas ,para o que o noffo SantiJJimo Fadre Benedião XIIL por hum deereto ^expedido em 14. de Setembro de 172.4. concedea m- dulgencia plenaria em hum dia de cada mez , ou qualquer que elegerem , a todos, que rezarem de joelhos os yerficulos \ ' Angelus Domini nuntiavit Mariae , oC concepit de Spiritu San^ilo. , r • jDiga a primeira Ave Marm, Ecce ancilla Domini , iiat mihi íècua- dum verbum tuum. , ^ * T>iga a fegunda Ave Maria, Verbum caro ladum eft , & Jiabitavit in nobis. , ^ * Diga a tereeira Ave Marta, E Sta'' melma indulgência confirmou o Santiffimo Padre Benedido XIV. ora felizmente reinante , por hum Breye expe~ dido em 20. de Abril d.e 1742. e além difto concedeo mais cem dias de indulgência por cada vez ; porém he de advertir , que defde o Sabbado de tarde ate o Domin- go fe ha de rezar de pé , e de Sabbado de Alleluva até as vefpepras da Trindade tam^ bem, e nao de joelhos , 'em memoria da Ixe- 4S0 Botica precioja y Refurreiça6 de noíTo Senhor JESÜ Chrif-* to , e neíte tempo , quem fouber 0 ar dos veríiculos aílima mim , rezará os veríiculos feguiiit Regina Coeli Isetare , alleluya , Quia quem meruifti portare , alleluya Refurrexit íicut dixit , alleluya , í Ora pro nobis Deum , alleluya. Gaude, & Isetare Virgo Maria, alleluyar Quia furrcxit Doninus verè , alleluya. Oratio. Eus , qui per reíhrred;ionem Filii tui Domini noílri Jefu Chrifti mundum laetificare dignatus es : praefta qusefumus ; ut per ejus genitricem Virginem Mariam ,, perpetuae capiamus gaudia vitae. Per Chrif- tum Dominum noftrum. Arnen. , Remedio ejficacijjimo para fe lançar fora efpirito maligno , e contra os endemoni- nhados , e para livrar das penas do Pur- gatorio logo no primeiro fabbado depois ^ da morte , e para tudo quanto f e pedir a JV. Senhora do Carmo ^ por virtude do feu Efcapulario , ou Bentinho, J) Ara mais afFervorar efta dcvoçaô tao grande , e remedio de todos , he necefi- fiirin purificar bem efte thefouro taõ ferúl - ’ purificado , e ! e Thefouro preciofó da Lapa, 48^1 explicado fe utilizem delle os verdadeiros devotos 5 que afpirao ao fanto temor de |Deos 5 e falvar as fuas altuas , com efte li^ Inal da falvaçaó : Ecc-e fignum Jdlutis, Efte mare magnum de prodígios , que já em pro^ fecia vio o Principe dos Patriarcas aquelle zelador da honi^a de Deos , quando aíiiftln- ^o no monte Carmelo , onde vivia , e .vivi- rá até o íim do mundo , vio aqueila peque- na nuvem fubir do mar em formande pe de homem ^ e conheceo por éíla com efpiri- to profético a MARI AjSantiíTima May de iDeos , e as fuas virtudes , e excellencias , e lem nome já defta Rainha do Ceo , e da ter- rz fe deo o titulo aos Re-ligiofos deReligiaÓ Ifagrada de Carmelitas ; mas he de faber,' que novecentos annos antes da Incarnaçao ido Divino Verbo , tendo a Virgem por cau- Ifá exemplar , final , é meritórra ,, dedican- dòfelhe com fummo aíFeélo , com o qual lhe veneraraõ fempre , contemplandora ain- da futura. I Nafceo MARIA Sanfilfima em Naza- íretli quinze annos antes do Nafcimento de I Chrifto j e viveo fetenta annos menos vinte dias 5 paíTando defta vida para a çutra á fex- ta feira treze, de Agofto de cineoenta e cin- co , eftando prefentes os Apoftolos , e innu- Hh meravel 4S2 Botica preciofa -i sieravel povo ; c ao Domingo , que fe con*^ tavad quinze do dito mez , foy levada aa Cqo para preparar o lugar aos Carmelitas , e Irmabs do Bentinho \ e de tal forte fe ve^* neravao pelo povo os Carmelitas , que huns lhe chamavaõ Reíigiofos Carmelitanos , e eutros Irmãos da rirgem do Carmo. Começou efte titulo do tempo dos Apof- tolos 5 e logo a Igreja o approvou , e con- cedeo muitas indulgeucias a quem aííim os appellidaíTem. Efmeroufe tanto MARIA Santiílima em favorecer a eíles Reíigiofos , que foy caufa de haver muitas invejas no mundo ; porém fempre os defendeo , já ap- pareceiido veftida do mefmo habito , e com a capa cubrindo os Reíigiofos feus fi- lhos 5 e já para evitar varias oppofiçoens; em certa occafiao de prociíTaõ apontou N.^ Senhora com o dedo para eíles Reíigiofos' dizendo : EJles faÔ os meas uerdadeiros fi- lhas , já chamando-os irmaôs , e já dando- lhes o feu foberanò leite. Em Roma appareceo MARIA Santiífi-x ma ao Papa Honorio III. mandandolhe, que os recebeífe benignamente em toda a Eu- ropa por caufa da perfeguiçaô da Terra Santa.,;. He conhecida, e reconhecida por todo o teiapo , como fe póde ver em mui- . tos eThefú^ftro preàõfo da Lapa, 4^5 Itos thefouros Carmelitanos , e autores da erudita, egregia , e prêclaníTiroa Compa- nhia de JESUS , por onde varias Reli- gioens veneraõ 0 failto Efcapulario, ou Ben- tinho , fazendofe Irmãos delle. ^ ^ 2^0 privilsgio dã Bullíi Sãbbãtiuci jãjião ha duvida par ftr matéria b^m dijcutida , e he certo ., que N. Senhora no primeiro Sabbado por jua inter cejfao tira do Purga- torio as almas dos Confrades do Bentinho^ ^c. como confia da confirmação do Papa JoaÕ XXIL e dos mau Pontific es. ^ ponho para. conj ola çao dos cltvotos ao Ben- ' tinho alguns cafos do Brajil , e entre elles 0 major , que qgorafuccedeo em He fpanha. Vay vertido em Portuguez. OJiendam tibi , audi te ^ quod vidi , nar- rabo tibL Jobc^p. 14. O dia IO de Junho do anno de J ? .que foy o em que cahio o dia dal aí- choa do Eípirito Santo , Je achava fazendo Miílad pòr ordem do lilúftriíTimo Senhor D. Fr. JoaóLadraôdeGuevara , Bifpo de Balbaftro no Reyno de AragaÕ , o Doutor Francifco Golmenero , MiíTionario Apof- tolico , em a Baronia de HÒs , duas legoas diftante daquella Cidade, e na MiíTa mayor no mefmo- dia com elpeciab folemnidade Hh ii fundoiJ 4^4 Botica precioja '^ fundou em a Parochial Igreja de Santa Ma^ ria Magdalena a confraria de N. Senhora do Carmo, e prégou dos milagres, corn que a Senhora favorece aos feus devotos , por meyo do fanto Efcapulario i e pela tar-r de fé levantou huma furiofa tempeítade de troyoens , por força da qual odito Miílio- Jiario , acompanhado do Reytor D. Pedro Jofeph Gudel , e_do Regente D. Jpfeph Al-i' mazor fe foy para a dita Igreja , aonde concorreo muita gente do mefmo lugar ; e havendofe feito muitas d^precaçoens a Deos , ajuntaraò a eílas o patrocinio da Virgem Santiíllma do Carmo , metendo-^a porJnterçeíTora para alcançar de Deos a mi- íericQrdia , fuccedeo ( quando já fe cuidava, que ceifava a tempeílade ) que deo hum tro- vão taÕ hofrorofo, eípantoío, e terrível, que encheo ps coraçoens de todos de liunvextrar ordinário pavor , e efpanto ,* e ao mefmó tempo defparou hum rayo fobre. o alto da torre, em a qual fe achavaõ dezafete mo- ços correndo os íinos , e fobre os mefmos com o impéto do mefmo rayo cahio humá grande pqrçaÒ de ladrilhos , que fe arran- carao , cuja ruina fó era capaz de tirarlhes infauilamente a vida. j porém todos tiverao a fortuna de achairfe defendidos; com o pro- . ; digioíò e Thefçuroiprécwfd àa Lapa. ^ 4^5: 4 igíoía èícudo cio fanto Efcapuiario Car- melitâÀo , que fiaqueiles^ dias 4 á mefina 1 MiíTao tinháo veílidó com reverente i e af- ■ feituofa devoçaÓ , e com efte áippoílo fe- lizc lograrad veiiturofos o feu-gicTriofo pa- Itrodnio,, ficando livres' dos dous taó formi- dáveis perigos referidos , e aiiida qué liou- verao alguns , que íicafaô envolvidos entre 0 fogo y e confufaõ das cinzas , com tudo : nenhum faliio com ferida de efpéciaipe- ÍTigò. " f U Deílroçou ao mefmo tempo a àrmaçao 1 do relogio , e havendo desfeito grandepar- ke de humà efquiná , j-ou cunhal da mefmà térre* , 'deixándo-a ^ pol: diverfas ^ partes âr- I ruinada , e deílruido hum telhadoi contiguo, abrid na parede das efpaldas de^huma Ca- ! pèllâ iiuma brediá 'capaz de poder entrar por elia hum homem. , Dividiqfe depois , aqueíle rayo , ou volcao meteorologioo ÍLilfureo em porçoens diverfas ■, -e aílaltou também a Igreja por doze partes ^ caufan- Ido^ nella hum terremoto , e rümòr formidá- vel , e efpantofo , enchendo fe|d€-ham into- I leravel fetido , acompanhado de hurn hor- i^rivel, efpeíTo, e miudo pój e ao inefino tem- I po desfez em pequenos pedaços Oinco gra- des vidraças, que tinlia, Introditziofc hu- ma 48^ Botica preciofa y ma das fettas , ou faifcas de fogo do íaydt, pelo alto de huma ilharga da cupula , ou meya laranja , e fe meteo por de traz do retábulo collateral do lado do" Euangelho, e arrancando baftante porçaô de caliça , os lançou íobre o pavimento , e degráos do presbyterio , e íubindo ao Altar máyor, abrio o facrario feríi o romper, ou quebrar, íi&m monos nenhuma dás duas fechadura^s que tem , e aíTira mais arrancou hum groíTo prégo' , que eftava debaixo de hum qua^ dro, ou painel de nofla Senhora dd Carmo, que íe havia collòcado em o alto do dito Altar , fem o haver movido , nem tocado , iendo aílim , que fó fe , fuftinha com huma íitâ muy tenue. As faifcas dò rayo correrão inteira-^ mente a Igreja , e todas fuas Capellas j fem que parte alguma delia ficaíTe ifenta de taô furiofa vifita , deixando aíTinalados os rêtabuios , e em treze partes as fuas pa- redes , levantando ao meímo tempo da ter- ra muitos ladrilhos , e alguns com tao fu- rdofà violência , que chegaraÓ ás abobadas do te(ílo com ferem eílas baílanteinente ele- vadas, Cmavad por entre a gente aqueilas morti^ràs , rapidas , igneas , e penetrantes exhalaçoens , tirando a humas peífoas os çapa- e Thef&ttro pretmfi da Lapa. 4S7 iâpatõs , arrojando a outras , e lev,an-tando i algaraas da terra , e a diverfas Ihp^tira- ao pedaços dos veftidos : a SebaftkÔ Li- les 5 e a Jeronymo Aitimir Ihes cortou ina circulo fo a porção da roupa j que oc- upa vao ds joelhos ibbre aterra, ajofefa Branco levantou en? alto , e arrojou como dous paffos do iltio ,onde fe achava fazen- doihe algumas feridas ; porém nem a def* Ea , nem as de outras , a quem hiccedeo o meimOjforab caufa de cuidado. Ao Miillonario rodeou inteiramente huma das referidas faifcas , ou fettas , e ar- rancou ladrilhos por defronte delle pelas fuas efpaldas , e pelos dous lados , deixan- do fó livre o fitio , onde elie eítava de joe- lhos , e Ihe^, queimou hum pedaço da man- ga direita da fòbr-afíoupa , e da mefma par- te lhe fez nefta hum:buraço , ou furo , e também lhe chamufcou huma pequena par-, te da íbtaina , fem lhe haver caulado o menor damao. Sahio ultimamente huma das faifcas ao portico ^ que cftá na entra- da -da Igreja ,, e o córreo todo , levantando nellà muitos ladrilhos , e fazendo com a gente , quê aili eítava, o mefmo , que com a qíie eítava dentro do Templo. Neífe' eítroiidoib, manifèíto, e cfpantor- , fo 4^8 Boíica pneciofal fo perigo 5 clamarao todos com cordeal , e aíFeéluoío defvello 5 vivas ancias , e altas vozes a Virgem SantiíTima do Carmo , do- ce Iman dos feus coraçoens ^ e a todos de- fendeo com portentos peregrinos fua fobe- rana Mageftade , porque todos tinhaô com eipeciai devoção íeu fagrado Efcapulario, e fe verificou aqui com a mayor proprie- dade o que diíTe o Profeta Rey Pfalm. 22^ Ad te clamaverunt , falvi faãi funt , in te funt confufi. E foi coufa da mais ef- peciai admiraçao , que ainda que a multi- dão das gentes , entre as quaes andavao as faifcas do rayo , era tanta , e em tanto nu- mero as peíToas , que deixaraô com os fi- naes manifeftos da fua incendida , e ferpen- íina ameaça , occorrendo , juntamente o acharemfe ferradas as cancellas , ou guar- daventos da Igreja , e que fó o pó > e fumo apagou todas as alampadas , era fobra da- mente baífante para haver tirado a vida a todos j ficaráo quafi todos em meyo defias circunfiancias com hum alento , e animo- fidade inexplicável. O Miíiionario.difie , que tinha vifio jun- to a íi hum fogo , como de huma vara de alto , que faô tres palmos , porém que na-' 4a o rnolefiara , nem féntira mais , què hú leve' he hum dos mais celeb.re?.>^ 489 taiiea depois meteo por Imma efquina da porta 5 ou portico pelo interior de hnm pe- nhafco > e profundandofe como coufa de feis eftadios (eftá a Igreja em hum alto fo- bre hum efpaçofo , e largo rochedo ) iahio abaixo , C' atrayeíTando huma rua , entroü em hum curral defcuberto onde eftavao dous bois 5 e ps matou , fém fazerlhes feri- da alguma , defearregando fobr.e aquelles brutos a fua incendjda , e rapidacfereza ^ cujo fiiror nao pode executar em os racio- naes , acreditandofe nefte lance o portento- fo 5 e agradavel patrocinio , que defendeo aos que eftavao na. torre , no portico , ou alpendre , e na Igreja : pois fe fó ó fumo , e peftifero ar de huma fó fa.ifca foi b^ft^nte para tirar a vida a huns formidáveis irra- cionaes:, com quanta mayor aótivid^de hou- vera' fido o de muitos com aquelles , em Os quaes militavao aggre gados muy diftindos? As de mais faifcas fegundo os iinaes , que deixara6 >, fe.fubm^rgirao por diverfas par-^ tes da Igreja, e feu cemeterio. Eftas ( omit- tindo outras , que nao fao tao diftinólas ) vem a fer as principaes circunilancjas do r . — „ — 1 ii e con flante a todasaslu- ppr- iiofoS;, 49P- Batka ^redâ/a, " tentoíbá , que íè tem ouvido ; e -depois dá» tet fido ta 6 máuifefto , e publicamente no-»i tòrio 3 teve por tefiimunhâs a muitos fujei- tos de muy gfave diftinçâo , e entre os; quaes foi o piimeiro o Keytor Dom Pedro JoféphGugel com o Regènte Dom Jofeph Aiitiazor , e ôe fenhores Defembargadores, Oú Ákayde&Jofeph de Oliveira ^ e Jerony- mo dé Altimir , Dom Francifco Alraazor, ■ Regedor mér , e Dom Alexandre Míllia-» rueío 5 e óútros diveríbs , eutre eftes o mi-* nimb Míílioriario. E para comprazer os defejos ; que.mui- - Ifôs tem , com‘ grande Complacência fe dá efta-poíituab e verdadeira reiaçaò ao publi- to , deiejandofe com o mais entranha vei âfFe<^ô , qúê tudo ceda- em feliciílimo aur gmento da devoçáô , e gloriofos cultos de Bòíía May j e Senhora do Carmo , a quem todò^o referido povo com o mais abraza^ do afflót vivirá perpetuamente agradeci- do , tributando em as aras de fua foberania pôr timbre 5 e trofbo venturofo fua di to- la efcravidaô , e exhalaíido a fêus fagrados pés os mais rendidos aíFeélós , todos repe- tirád com defvello enamorado : Suè um* hra alãrum tuarum protege nos ; e clama* rád com armouiôfas vozes dos moradores de - e iMfoWo preciofo ãa Lapa, Je Bethulk : Judith cap.i^. Tu ghria Je^ lufalem : tu Utitia Ifrael tu gentia populi noftru Aflim feja , cel^ial iivina Princéza, para que fe logre abun- iante felicidade da vofTa bencao fagrajla. imperatriz ioberana, aqs voflos celeftiaes bés fe proftra o mais indigno’ fimo, pairoci^ bado com o voiTo poderofo ammro , ped« 1 Deos mifericordia dizendo : ( Plalm.iiJ'» ir. 6. ) O Domine, quiaiegofervus tuuSi& mus ancilla tua. Doutor Ffanci&o Coi- tnencro MiiTioaario Apoftohco. iiel copia da narrativa, defte bom Milfiona- tio Apoftolico , Clerigo Sacerdote fecular^ ^ e naõ fe continha mais; na. dita reUçao do dito Miilionario taõ douto , como rervo* rofo no ferviço ' de Deos , todo inflamma- do no fogo do amor divino , e na dexo^ao de nofla Senhora do Carmo , affervorando fe utilizem do fanto Elcapulario , ou Ben- tinho do Carmo.E refledtmdo ^u nefte pro- digio tad grande , me refolvi. a querer nel- jte fentido feguir as pizadas defle varao A- ' noftoii.co em intimar aO povo fe aprovei- item. de tao util devoção , para o que con- líiderândo nefte prepoi^tderado cafo > pare-, i Defafiava David -ap mundo todo j e con* vidava '^9^ •; Botica preeiofa ] 'vidâva ;pára _qué lhe deííem, atteíi^ad aí que lhes qiiena dizer, e propor ; Asdiie bat omnes gentes- y auribus percipite y qui bâ^ bit at is orbem. Todo o mundo falí io a oii^ Vir ã David V mas em que romperia elle líeíla oecaíiad de taé grande convite ? Nií^ to : Çur timebo in die mala I €ur iniquí- quitas calcanei mei circumdabit me Co-* luo fe. diíTera David : Haverá quem diga ■; que éü devo 'temer no dia do Juizo ? ' Cur ti- mebo ? Pergunto : Pois David nad tem , qtfô temer HO dia do Juízo:- ? Naô he o dia do Juizo o mais terrível.,, em que feJiao demo- ^ vér o Ceo , e a terra , e Deos ha de julgar fe mundo com fogo : Dum 'veneris judicare fdtUlum per ignem ? Naodie eftedia , em qiíejób.como experimentado em dores diz, que antes quer eftar nó Inferno , que ver efte dia do Juizo 'tao trêmendo : Quis mihi hõc WíbuM\ ut in Inferno prategas mç , ^ abfeoédas íftc , donec pertranjeat furor tMs I NaÓ líe eíle âquelie dia j dia da ira , dia da calamidade , e da miferia , dia grande , e dia muito amargofo : Dies illuy dies ira , calamitatis , ^ miferia , dies magna , amara valde ?, .Finalmente, nad he o dia do Juizo , dia da ira , e dia de ^go , como he reftimunlia o iiíefino David: > - J) i es I e Th efmro prulofo da Lapal 49 f t^ies ilia , dies ira folvet faculum in fa*^ villa 5 tejie David cum Sybilla i e entr .6 diz David , qae nao tera medo deite dia t Cur timebo in die mala } O dia do Juizo , pm que a minima parte ^-eao menos , e bnuito menos dos feiis temores , iiaô de con^^ ílílir em trovoensr, e rayos ^ e ha de o Mii^ fionario de Deos , o valerofo Jofué , com i huma efpada ferir a hum globo de fogo , □ue eftará no ar , que fe ha de desfazer em faifcas de fogo , rayos , e trovoens para de- molir os edifícios do mundo 5 e levantará taes cinzas, que cegará , e queimará a to- dos , e nao terne David nefte dia máo : Cur ]imeho in die mala} Odia do Juizo, era |ue todos os homens íè haõ de ver cercados j ,le fogo , e tambera desfeitos em cinzas , e V bs edifícios derrubados , e deilruidos por / :erra ? E entaô diz, que nao tem medo:/ uur timebo ih die -mala ? Saibamos, Senho^» '*es que razao terá David para nao temejf pefte dia. Ora toda a razao a deo o mefmiO 3avid : In die malorum diz David ^pro*-^ 'exit me in abfcondito tabernaculi fui, Mu Á tenho , ( diz David como Profeta , copno jueni já previa efte cafo ) eu lá tenho d tá- - vernaculo de Deos , que me ha de ampí^far, &coino eu 14 tenho -efe amparo , que tfenhp k . / eu -i{94 Bôtka premja]' €u que temerno dia do Juizo: Cur timeat in die mala ? Saibamos agora ; e que taber- naculo he eile , que ha de amparar a David no dia do Juizo, por cuja caufa elle naÕ tème os horrores daqueile dia ? Efte tabernaculo he aqueile , em que Deos habitou nove me? zes para remedio db mundo , como diíTe aquelia mefma Senhora , a quem Deoi creou para fua May ; qui creavit me. requievit in tabernaculo meo, vidlá tem no dia do Juizo efte amparq, que tem que temer no dia do juizo : Cur timebo in die mala ? s A* vifta difto digo eu agora , que dia máo nao podiao chamar os habitadores la neíTe Reyno de Aragao , quando fuccedec efte cafo^a efte varao Apoftolico na fua fru- tuofa MiíTaô : efte cafo me faz lembrar pe- lo horrorofo delle do dia do Juizo, e aft iim nao podiaõ cliamar , como digo , dis tnáo, em que viraó a rtiorte diante dos olhoS; temendo acabar as vidas com o fogo da- -quelle rayo , que tanto lhes perfeguio aí vidas. Mas como todos eftavaõ armados com o Efcapulario , ou Bentinho de N. Se- nhora do Carmo , como Adaô fugindo ds ira de Deos para a arvore do Paraifo , fi- gura de N* Senhora do Carmo > e ampara^ e Thefoura predofi ia Lapa. 4 pi^ (os do tabernaculo de Deos , bem podia^ lizer todos : Agora que eftamos nefte taber- liaculo 5 agora queja eftamos armados çom !ííle fanto ElCapulario » QU Bentinho , iinal ita faude ; Efce fignum falutis , agora [ii^ havemos temer'; timebo in ãfç mia ? He verdade , que fim perfeguio o rayo I todos quantos eftavao , na torre dos (inos , dnde o rayo com os eftragos , e ruinas, que illi fez , pertendeoilies tirar , e confumir- nes as vidas , parece que fóy iuílo , que os pefmos ii nos foaíTem , e publicàfem efte Irodigio por todo o mundo : In omn^m ter- am exivit fonus eorum \ mas como todos (lavao amparados, com o efcudo do Efca- uiario 9 ou Bentinho do Carmo , e tinhad a fua parte o tabernaculo de Deos , que he lARIA SantilTima do monte Carmelo 3 orno teve o Bom Ladrao no tqbernaculo do lonte Calvario eilando entre trévas : Et mebra fabta funt , parece que o Bom ^ao eftava em femelhante cafo .vendo o iayor edificio da creaçao do mundo , o jlreador de tudo aberto pelo interior do co* jiçaó , e defpedáçado pelo exterior , rárga- » por todos os lados , e aberto por todas as àrtes', a terra tremendo^ as pedras qug- , brandoíe. 1 496 Botica preciofa , brandofe , o véo do Templo raígandofe ^ as lepulturas abrindofe , como fe .veria o Bom Ladrao neíte terremoto , vendo ao mefmo Autor da natureza , e da vida morto mos braços de liuma Cruz , efperando por inftantes acabar a vida ; mas como tinha.da fua /parte a MARIA SantiíTima , que por elle eílava deprecando , e intercedendo fe vio livre de todos os perigos , e alcançou c bom defpacho da fua fupplica , como diz Saô Pedro Damiao : Idcirco honus latro ^ ( diz o Santo ) rejipuit , quia Beata Virgc inter Crucem Filii , crucem latronis pojita Jefum pro latrone deprecata eji, ' Delta meima forte confiderao os mora- dores de Aragao , ppis como tinhao da fua parte a noífá Senhora do Carmo ^ nao Ihe naviao de fazer mal o rayo , os trovoens j e mais males^ que alii viao diante dos olhosj e parte dos feus veltidos queimados , e á -Igtej a ameaçando ruinas, o ladrilho que- brandofe , o fumo levantandofe , e como tudo fuccedia no tabernaculo de Deos, qual he a Senhora do Carmo , bem podiao todos dizer , e pedir a Deos, que fe lembraife del>- les : Domine , memento mei , pois eítavaò patrocinados de fua May fantiffima , que a tinhao de fua parte , eomo cantava David : In e nefouro pfe'ciqfo da Lapal 497 in die malorum protexit me in abfconditG tabernaculi fai, . ' He verdade, que 'quando, o rayo tirou k vida áquelles bmtós ou dous boys , tam^ bem perten.dia íiralla aos homens j como el“ es. m^eímos efpéravao , mas como os achou bubertos , e aríriados com o Efcapulario , DU Bentinho do Carmo , e amparados pelo tabernaculo de Deos , eíte amparo lhes fal- hou as vidas , e os livrou de todo o peri” jgo> e por iíÍG todos devemos confeíTar, :|ue-devem as vidas áquelie fobereno taber» pacuio ,• e áquelie fagrado, Efcapulario ; In nie malorum protexit me in abfcondito ta’-‘ iemtaculi fui : Qui creavit rne , requievit ht tabernaculo meoi' \ \ - Nas Minas geráes indo paíTando por lium caminho ò -R. P. Fn Gaípar Moreira de Godóy Reiigiofo do’ Carmo, lhe derao hum tiro com hum bacamarte , e com mui- tas balas , as quaes chegando, ao Elcapula- ric , íogo cahiraÓ em terra fem offender ao Religioro. Na Cidade de Sao Paulo deraó hum ti« ro em huma m dlier , que levava o Bentinho de noíTa Senhcia do Çarmo , e dando as bâ« las no Bentinho cJiirad em terra ficando a juulher livre de todo 0' perigOo ‘ ' li ' ,Nqs .-C ■ E m 49? Botka prectofal Nos campos dos Guaytacazes , Blípadç do Rio de Janeiro, experimentava6 os Monr ges Bentos grandes prguizos nas fuas fa- zendas de gados , e cavalgaduras , e a fua gente eftava vexada do efpirito maligno , e applicandoielhe todos os remedios , diiie4 rao os mefmos efpiritos malignos , que fo o Bentinho de nofla Senhora do Carmo os poderia lançar fora daquelle lugarjC daquel- las creaturas : entrarao logo todos a ferem irmaós do Bentinho , e íe defterrarao , e fugirao os efpiritos malignos , e ficou a fa- zenda em tranquillidade , e focego. Officio da Immaculada Conceição da Vir-^ , gem MARIA noffia Senhora concebk da fem peccado original, AMATINAS. A Çora 5 labios meus , , Dizei, e annunciai Os grandes louvores Da Virgem May de Deos» Sede em meu favor , Virgem Soberana , Livraime do inimigo Com voíTo valor. Gloria feia ao Padre J ao Filho 5 , E ' e Thefluro premfi ãa Lapa. 498 j ao Amor tambem, r ue he hum fo Deos , ^peiToas tres , Igora 5 e fempre , ifemfim. Arnen. , Hymm. D Eos vos falye , Virgem > Senhora <Ío mundo , ainha dos Ceos , das virgens Virgem. Eílrella da manhã , eos vos falve cheya |e graça divina , ormofa , e louça. ^ Day preiTa , Senhora > m favor do mundo , ois vos reconhece bmq defenfora. . , Deos vos nomeou i Id ab «terno - ara May do Verbo , om o qual creou 'erra, mar, e Ceos,' vos efcolheo jor efpofa de Deos. Deos a efcolheo , i já muito d*antes Jm feu tabernaculo K Ü Mos ^ • V Bptkã preciofa } .. , Morada Ifi e deo. - ,, i ' ^ •.^OuvijMaj de Deos,- . :ii ' Miiiha oraçaô , . .-. r i :r Toquém em voíTo peito Os clamores meus. < . : , O R.^v/G,lA 'M , S Anta M^*'ia -5 -Rainhaudos Ceos", M de noilb Senim.r JESU Clariílo:a'SÁ 3 ]i ra do mundo , que a neijhumi p^eCadoíç. ' d farnparais, , nem' d^fprezaasti.n ppiiide:,,- 'S nhora, em mim os oliiok AieiYQ&i.^i^dàc e alcançaime de • voíTor amado, Frlho/pèrd; . de todos meus peceados , para ique eu ., q: agora venero com devoçaa Yoiia ammac ladá Conceição , piereça na ;OtiJra vidá- < cançar, o prêmio da bemaverituránga p merce de voíío bemdkiffimo.Fi-Ib-O Chriíío noíTo Senhor , qu,e:Cbmb-Fadre:, Sfpirito Santo vive 5 e reina para feiripr Amem í>n-.; ^ H- ' : ’ A^ AR(LM-’Aa ^ S .Ede em meu favor 3 :■ ^ Virgem fòberana--.,.- . ' - , mni ^ ktv ‘ Livrairne do inimigo | ; • ■ ■ < ^ : ? ; Queliehum fòDeos^- , .d,, d e Yhefmifôftfcwjô^àè^^ DèiToas tres , t 'e^^j f" '-'^ c ^ ‘ ^ - .''•'•^írí'' rfií jx'- ;ora 5 e lempie , ,fem íim. Ameii rr cHo^ í:io nreí^f v» à Hyn/ru/,' ■ \ I ■ -IQW.f-Áj '. i- Eqs vos íaive ^íefa"^ . , - ..^ Pa:'ra Deos- (Ãfta%'3 ' lumna fagrada ■grande, #rirrô'ia;- ■-■ -- ' -s Caía dedicada Deos lempiterno ’ iipre prefervada 5 ' ci'- rgem , do peccado . ^ àntes que naícida 5 íles 5 Virgem Santa > I ventre ditofo * ' ' r- Anna concebida^ . Sois’ May- creadora ■ >s mortaes -viveiltes ' is dos Santos por tá d” ^ ,.■ IS Anjos Senhora,- ■ ' " ' Bois. forte efqusdrao - ' , ntra o iniqiigo , '. '' , relia dejacob f ■ / '■* fagio ao Çhriílao. ^ Virgem o cr€oii / f’ os no SípiritO Santo j ■ ;odas 'íiias obras' fin eila as ornou. - ■ ' Ouvi, í; rnog'íiV Oi) eniit ' i-. ■ ) o‘'-'-v r r aoruA 'hi. ; ■ - -1 di r íj]i‘- ^ : '■} - .uyi r ) A .'.! -j ; jjíôi Botim precíofa } Ouvi , May de Deos , Minha oraçaó Toquem em voíTo peito Os clamores meus. O R A C, A M. S Anta Maria 3 Rainha dos Ceos , & pag. 500. A T E R C, A. O Ede em meu favor , ^ Virgem foberana, . Livraime do inimigo Com voíTo valor. . Gloria feja ao Pídre , ao Filho , E ao Amor também, Que he hum fó Deos , E peíToas tres , Agora 5 e fempre , E fem fim. Amen. Hymno, D Eos vos fâlve , Throno Do grande Salamaò , Arca do concerto , Véo de Gedeaô. íris do Céo clara , . Sarça da vifao , Favo" de Samfad , Florecente Vara j A qual eícolheo Par *ara féi l de vc 3 Filho de AiTim vos 3a culpa original 3e nennurn Ia emvos VÓS a Á neíTas alturas Tendes voiTo Jobre as nuvens Ouvi , May de \Iinha oraçâÔ foquem em v 3s clamores O Ç Anta Maria , ^ s S Edeem^meu Virgem foberana , Livraime do inimigo Com voíTo valor. Gloria fejaao E ao Amor também , Que he hum fó Deos , E peíToas tres , /Vgora , e fempre , ., Cidade De torres guarnecida 2 De David com armas . , 3em fortalecida. De fumma caridade . ■ ' . Senlpre abrazàda 3 Do Dragao a força?. ,,j. Foy por vós fruftrada. O" muiher taô fqrte 3 O’ invióla Judith 3 Que vós alentaftes^.Js,v^, . , - O fummo Davidiv^u : De Egypto'o curador De Rachel nafceo*, Do mundo o Salvador ■ Maria no lo deo, -,r % 5 'ò5 Èâtfca prtciofa , Toda fois formofa , Minha companheira. Em vós naò ha macula Da culpa primeira. Ouvi , May de Deos , Minha oi^çaó , ^ Toquem em voíTo peito Os clamores meus. O R A G, A M. S Anta Maria Rainha dos Ceos , &c, pag. 5:00. A VESPERAS. em meu favor, jem foberana , Livraime do inimigo Com voíTo valor. Gloria fej a ao Padre , ao Filho.,’ E ao Amor também , Que he hum fó Deos , tres , fempre , Amen. Hymno, D Eos vos falve , Relogio , Que andando atrazado , Servio de íinal incarnado, o homem fuba e Thefouro pr^clcjb ãa Lapàl y 07 !A.*s fummas alturas , Defce Deos dos Ceos Para as creaturas. Com os rayos claros Do Sol de Juftiça Refplandece a y irgem Dando ao Sol cubiça. Sois Lirio formofo Que cheiro refpira Entre as efpinhas : Da ferpente a ira Vós a quebrantaftes Gom voíTo poder , Os cegos errados Os alumiais. / ' Fizeftes nafcer O Sol taô fecundo , E como com nuvem Cubriftes o mundo. Ouvi 5 May de Deos Minha oraçaó , ^ Toquem em voíTp peito Os clamores meus. Botica^ precio fa y Eque fua ira c' - Aparte de nos, • ' • .. . Sede em meu favor ^ Virgem foberana , ; Liyraime do inimigo' . . Com vofTo v^lor. /. Gloria feja, ao Padre ■y'_ao' Fiího'^' , E ao Amor tambem 5 ■ " r (ile Iie lium ÍÓ Deos ^ E peiToas tres 5 Agora / e fempre 3 ^ ' S fem-fim.- Amem' s Hymno,: ' D Eos vos ialve Virgi May immaculadâ 5 ' Rainlia de clemencia 5 De eilrell.as coroada. yò_s íobre os Anjos Sois purificada y De Deos á mao dirojta Eílais de ouro ornada. , ' ■ Por vós 5 Aíãy de ‘graça y Mereçamos ver A Deos nas alturas Com todo o prazer. ' Pois fois èiperança Dos pobres errantes y Eíegurò porto icrui € Thffõunprmofi M Lapa-,, - f 05^ ^Aos iiavegántes. .•■ ■E^ílícll.S.dp mãr 5 ^ , vV Efaudé cerra, E poria ,, '-que_eftais . Para o Ceo aberta.'. ' v-He oleo derramadp-i,!,:;, . ; - Virgem , voiTo nome , , / i E- os voíTos lervos , • . ■ . ■ . Vos hao fempre áiiiadA ' Ouvi 5 May de^Deos, . ' Miíilia oraçao , ' ... - , Toquem em roíTo peito . ... . Os clamores meu^. , ' O R. V ■ , ■ ' -d-'' S Anía Maria , ' Rainl^a .dos Ceos,-^- &Co pag. 500,. ^ ^ .:■ . . H ' ümildes, oíl;erecer|io.s Avós;, Virgem pil,. d ■ Eílas oraçoens , .a!'--''' Porque em noíTa guia : .1 ^ ■ .. ■ Vades vós diante , • . :w": ■ ; - Enaagónia Vós nos animeis 5 . ir-,'- , ' ' ÓMoce Maria. Ainen, . íd;;v' r-\ pV Offlm Çid Botica prectofal Officio do gloriofo Patriarca S', Jofephl A MATINAS. A Brireis meus lábios , Dirino Senhor > Dirá minha boca VoíTo grande louvor. Sede em minha ajuda I Deos omnipotente , Em me foccórrer Sede diligente. Gloria feja ao Padre , ao Filho E ao Amor também , Que he hum fó Deos , E peflbas tres , Agora j e fempre , ^ E fem fim. Aihen. Hymno, T Ofeph do nobre tronco De David gerado, E de JESÜ Chriílo Pay muito amado. Dado por efpofo A’ Virgem fagrada , Dos Ceos deítinado Para fua guarda. € Thefouro prechfi da Antiphmr V O’s , Santo , honraíl Aos Patriarcas iPois o paô da Vós o confer vaftes. Rogai vós por nós O’ Jofeph bemdito , Para que ^amos digne Das promeíías de Chrifto. O R A C, A M. P Edimos-vos , Senhor , humildemente, que mereçamos fer ajudados com os merecimentos do fagrado efpofo da Vir- gem voíTa May , para que aquillo, que noí^ fa poífibilidade nao alcança, fe nos con- :eda por fua interceíTaó. Deos , ,que viveis, 2 reinais com o Padre , e Efpirito Santo para fempre. Amen. A P R í M A. , Jefus , Maria , Jofeph. S Ede em minha ajuda , Deos omnipotente, Em me foçcorrer / Sede diligente. Gloria feja ao Padre , &c. pag. yio. Hymno* J ofeph bemdito , e fagrado, Que vendo pejada Voílk ^1% • 3 Botica preciojal VoíTa eíj3ofa amada 3 r Sufpenío , eturbadod Com eíle cuidado ^ ' Vos nad refolveis À darlhiC , ou negarlhe VoíTo fanto lado. Em eftá agonia O Anjo fagrado Vos annunciou ^ . Noyas de alegria. Antiphonal V O*s 5 Santo 3 honraíles ' Aos Patriarcas ^ &c, pag.^5'11, F O R A C, A M, Edimos-vos y Senhor y &c.pag.-eii< .A T E R C, a: Jefusy Maria Edexm meu ©eos omninr Em me Sede diligente. Gloria íeja ao ' Hymno. 3 que em jornadâ A iSeiém partiíles A pagar a cofferta Çom a Virgem è Thefouro preciofo i Onde nafceria Do mundo o Senhor , ^eei?i voílos braços Se recoílaria. Antíphonái X T 0*s , Santo , honraftes " • V Aos Patriarcas , &c. pag. 5'Ilí - P O R A C, A M. Edimos-vos , Senhor , &c. pag. 5 iij À SEXTA.’" 1 Jefus, Maria , JofephJ ^ Edeem meu favor , . p Deos omnipotente , Em me foccorrer Sede [diligente. ! Gloria feja ao Padre , &c. pag, Uando de Herodes A foberba ira ^ Contra os Innpcentes Mais fe accendia, i Vósadmoeítado Do Anjo bemdito , Com Chriltõ , ea fugifi^s a B^tka precíofa J Antiphona, V O’s , Santo j honrailes Aos Patriarcas , &c. pag. ORA C,A M. X Edimos-vos , Senhor , &c. pag. 51 ‘ ' A NO Ái. Jefus , Maria , Jofepb. S Ede em meu favor , “Deos omnipotente , Em me foccorrer Sede diligente. Gloria^feja ao Padre , &c. pag. 5 'iO. Hymno. M Ortos os Inimigos , D alli vostornaftes Para Galilea, E tambem levaftes. A Jefus minino, . - - " daf Eizéítes morada. Antlphõnã. V O’s 5 Santo , honraftes Aos Patriarcas , &c. pag. 5'! 1» O R A C, AM. Edimos-Yos p SçíúiQt , 6cc. pag» ) ‘e Tbefoufo predofi da Lapa, A tESpEilAS. Jefus 3 Mari^ ^ Jofeph, S Ede em meu favor , Deos omnipotente , [Em foccorrer ' Sede diligente. Gloria feiaao Padre , 5cc. pag.Ci^# xHymio, > ' Anto , que perdefe^ .. ' . 0 O Minino amado E entre os Doutores iFoi por VÓS achadoé 1 Sendo de idade Já de doze annos \ Depois o guardaftes,» ICom mayor cuidado. : . V) \ , Antiphona^.y^.l^ V O’s , Santo , honraftes Ao 3 Patriarcas , &c, f ag^ y i x « P O R A C, 4 Edimos-vos 5 Senhor , pag. A COME E E TÁ S. * Jefus , Maria , Jofepjii. . , n G Onverta-nos Deos , NoíTa falvaçao j ' ^ — r E de nós aparte Suamaldiçao, ‘ , ' Bôtka predofa } - -cm meu favòr , - Deos omnipotente , Em me foccorrer Sede diligente. ' ^ Gloria íeja ao Padre , 6rc. pag. 5'io* Hymno, ditoib 5 Que vós mereceftes Morrer em os braços De Jefus piedofo. E da Virgem pia De onde partiftes A gozar da gloria felí ‘ 'ades ices. Antiphonaí )’s , Santo , honraftes Patriarcas y &c. pag. 511* O R A C, A M. s-vos;. Senhor , &c. pag. 5'ilj ReéommendaçaÕ, E ' Stas oraçòens Com boa tençao' . _ DiíTe j óSaô Jofeph , • ' Por voíTa intençaÕ. - Porque vos lembrei? ^ ' De mim lá nos Ceos ^ , p vivamos- junto^ « . . efhefowo precíofidííLapa. fí? iNa gloria com Deos » • Noííb Senhor. Amen. t' .. OraçaÕ,e offerecimcnto de efcravo. O ’ Joíeph SantiiTirno , Padre , e , Senhor meu , proítrandome diante de voíTos pés com o corpo e com a alma , vos peço lumilde mente . peio ^mor de Jefus , e de " ■ ’ ' ^ ‘* 1 - 'da que indigno 5 que por tal me oíFereço qiie até hoje pòíía ter '' ■ j.mas to- e de Ma- cia 5 para que aíTim tenha fei^re a todos ires em meu coraçao , como '^indade da terra , a qual eú j ainda que miíèravel, nef- p. vida com íiia confideraçaÔ efpero , por yoíTa interceíTaó , ver em o Ceo , onde DoíTa gozar , e louvar eternamente a Jefus , Maria , e Jofeph. Amen. Remédio para a paciência , e foffrimento j dos açoutes ^ e injurias eprizoensin- jujlas , e para pregarem os Mtjjionarios com efpirito as verdades^ e converter em^ e para as f ciências , de que he advogado pés com o corpo e com a alma , lumilde mente . peio ^mor de Jefus , e de Maria , me recebais por voíTo efcravo , ain- 'da que indigno, que por tal me oíFereço fie toda minha vontade renuneiàiidqjqual- quer porque já naõ quero 0 grande Doutor das Q entes o Apojiolo S, Paulo. Anti- jris Botíca predofa > Antífona. ■ D íz S. Paulo y tres vezes me açoutaraS huma vez me apedrejarao , tres veze padeci martyrio pelo nome de" Chrifto. Ei plantei > Apollo regou v porém Deos he < que fez tudo. > f. Vós fois vafo de eleiçaó , SaÓ Paul( Apoftolo. ijd. Prégadorda verdade no mun- do univerfo» ORA C, A M. D Eos 5 que eníinaftes ao mundo uníveríí com a préga^aó dó bemaventurado S Paulo: dainos , evos pedimos ^ que faiba- mos feílejar a fua converfao , e por fua in terceíTaÒ fejamos convertidos ao volI< amor , para que -livres das perfeguiçoeni defte mundo , poíTamos colher o ü'uto dos nòíTos trabalhos na arvore da vida em vo^ fa 5 e fua companhia arrebatados a eíTes Ceos, Por CÍhriílo N. Senhor. Amen, Bemedio contra cezoens , e mais enfermi- dades 5 e contra os bichos que dejiroem as fement eiras , de que fao admgadoi os Santos Martyres de Marrocos. Eu tive afortuna de ver , e adorar os feus ojfos no grande Santuario de Coim* hra. . And-» € Uoefpm^o precíõfi da Lapa, Aníifon^» F Oraâ eaviados para Santa Cr-iaz-^ d@ ^ ' Coimbra os corpos doa SaiUos- ]Vi.ar^ ’ tvres ác Bcraldo > Pedro , Ac-- «rfo, Adjuto , e Otto-, oude àí deitaraando o feu fangue pela íe de Clirifto. , , .. V. Aos juftos gniou Deos peloa camiimos iireitos. E ihes^ moíirou o Reyno. do Ceo. , O R A C, A M. O fí Deos , e omnipotente Senhor , quj illuftraftes os prinçipioa da* Religião d3S Menores com os mayores martyrios dos voíTos bemaventurados S. Beraldo-)- x e- dro , Accurho , Adjuto , e Otto > e^imal*. tmdo com eftas cinco pedras precioías, as voíTas cinco chagas na vofTa Santa. Ciuz oe Coimbra fazer , e vos pedimos propicio^ qie por mterceííaô delíes paííemos' deLa vda livres de todos os males para u Ci- dade da gloria , para nçlla em companhia dos Santos vos gozarmos por toda a eterr lidade. Por Chrifto K. Senhor. Amcn.^ Rertiedío para quantas novenas quiz^e-- rm fazer ás vocaçoens de N. Senhora^ m Santos Confejfores , Martyres , Santas Virgens , feja tudo pelo mefmo exorc^o da ir! do fantijjl- 'Botlca prectofa J Novena da^ Lapa a pag. 51. edigao toda a preparacao , e a Ladainha y e a Úraçao de N. Senhora , e para a OràçaÕ da vocaçaô da Senhora , que Je quizer fazer y diga en lugar da Lapa , a vocaçao da Senhora quem faz a novena. E fe for Janto Confejk ' vial jor y ou Martyr y dird a OraçaÕ , fenui. achar 0 Santo nas receitas das vocaçoens á pag. 173. até pag, 320. c das Santas , en. Ttome dos Santos ponha 0 nome de quen faz a novena , e poder d fazer quantas no- venas quizer. ABSOLFlCyOENS NA HORA da niorte. Sacerdos in his ahfolutionihus mone, infirmum y ut facrofanãum nomen f ES y ore y aut corde invocet ad lucrandas indui geittias, AhfolviçaÕ dos Confrad mo Rofario, JDitia confejfione ah inprmo alia creatura y dicat Sacerdos : Miferea tui Induigentian nibus. D Ominus Dei vivi , qui beato Petro ApoftoJb iucJ dedit poteftatem iigaiidi , atque folvei- di y per faam piilliiiiaiii mifericordiam k- ■ 7 cipit ! e Thefeuro prectofo da Lapa, 5'2 1 icipiat confeilionem tuam , & remittat tibi 'omnia peccata , qusecumque , & quomodo- jCumque in toto vit^ decurfu commififti , de Iquibus corde contritu^ , & ore confeiTus es; rellituens tibi ftolam primam , quam in Ba- ptifmate recipifti , & per indulgentiam ple^ nariam à Summis Pontificibus Innocentip VlII. & Pio V. Confratribus fancflifiimi Ror farii in articulo mortis conftitutis conceflam liberet te à praefentis , & futurse vitae poenis, dignetur Purgatorii cruciatus remittere, portas inferni claudere , Paradifi januam aperire teque ad gaudia, fempiterna perdu- cere , per íánítiíTima fiiae vit^ , Paifionis , & Glorificationis Myfteria fantliilimo Ro- fario comprehenfa. Qui cum Patre , & Spi- ritu Sanélo vivit , & regnat in faecula, faecu- lorum. Arnen. Abfülviçao dos Terceiros y e Confrades de N. S. do Carmo:, Miferiatur tui , &c. Indulgentiam , &c. D Ominus nofier JESUS Chriitus Dei Filius 5 qui omnia mirabilia tormenta ipro peccatoribu? fubiit , ut eos ad vitam re- vocaverit , qui faivat omnes , &;neminem vult perire , nec mortem peccatorum , fed •vitam femper inquirit : ipfe nunc fua piiiTi- ma inifericordia te reipiciat , ayertat om- nem ' Botka previoja y ?: nemài^ani , & indignationem , aiquepefm-^ diilgentilTíma mifeuicordiae fuse viícera tibi remittat uriiverras inií^uitates tuas , & quaf^ cumque poenas ex rigore maximas juftitisQ tuas. Ego autem ipfius Domini noftri JESli, Chrifti indignus famulus, & minifter exj auido-ritate Sandorum Apoilolorum Petri Á ÔC Pauii i ac Sandse Romanse Ecclefise téj p^Ienariè abfolvo ab omnibus peccatis tuis. ; Item ex privilegiis per Summos Pontifices ' conceiCs Fratribus , Sororibus , & Confra-» 'tribus de monte Carmelo , atque ex licentia , poteftate , &: commilTione mi- hi à meis iuperioribus impofita , ego in quantum poilum , & debeo , declaro te confequi indulgentiam’ plenariam, & remiiV iionetii- omnium peccatorum tuorum , fi ia*<; men hac vice è vita migraveris , aliás eam-^/ dem tibi refervo indulgentiam pro ultimqi articulo mortis tu^. In nomine Patris , &c. Ini)>9can'do o enferma o SS. nome de fíès , quando nao pojfa coni a hoc a , ao me^ nes cem o cora çaõ , diga o Sacerdote. Ego eadem audoritate tibi dilpenfo fuper omni negligentia, fiquam contraxifti , iilum fa-' erum habitum deferendo , & declaro , ae fignificQ te creaturam Dei fore abfolutam. hic, & ante tribunal Domini noftriJESU . Chrifti? eThefoíiro preciojh ãaLapa, 5'^3 IChrifti ab omnibus poenis tibi in Purgato- rio debitis /propter peccata , qu^ contra bo--» nitatem Dei^ vivi , & veri commififti, teque bianifeftè re^itutam illi ftatui innocentis > qua in Baptlfmo per facrum Salvatoris racrum induta fuifti. In nomine., &c. . ; 'AhfolvigaS dos Confrades da Corrêa de ^* P, S, Agoftinho. i Mifereatur tui, Scc. Indulgentiam, &c, ^ |p\ Ominus nofter JESÜS Chriftus. per I— ^ fuam piillimam mifeFÍcordiam,& Saii- pillimam Paflionem te abfolvat , & ego au- ftoritate ipfius , ac Beatorum Apoilolorunt Petri , & Pauli , & SandliiTuni Domini nof? tri Divina Providencia Paps N. & Sanfe Romans Eccleiis ex fpeciali gratia tibi conceiTa , & irihi commiila , virtute cujus« cumque tus gratis , Vel diplomatis in quantum poiTum, & valeo , & mihi permit-» titur , abfolvo te ab omni fententia excom- municationis maioris , vel minoris ,( e fe for Sacerdote , fe accrefientarao as pala- \vras fegmntes iufpeniionis , & interdidli ) ^ à partkípatione cum excommunicatis, ^eftituo te iacrofandlis Sacramentis Eccle^ communioni , & unitati hdelium. Ite- 5^24 'Boticapfecioj '' Item eadem audloritate , ^ua quatenus mihi conceiTa eil à Summo Ponti- fice Romano, cujus vices in hac parte gero, ego te abfolvo pienariè à peccatis tuis fpe- cialiter confeifis, pariterque oblitis cum eo- rum circumftantiisjconcedo tibi omnes gra- tias , & ipdulgentias , quas habes , & ego 111 hac die concedere poiTum. In nomine Patris , & Fiiii , & Spiritus Saníílí. Arnen. Efeo penitente ejiiver em artigo de mor^ te p accrefoentard 0 feguinte. Item eodem modo , quo melius poiTum, & in quantum claves Eccleiis fe extendunt, Ápoílolicam , & Pontificiam benedidlio- nem tibi impertior , ac proinde concedo ti- bi indulgentiam plenariam omnium poena- rum in prgefenti vita , vel in Purgatorio pro peccatis tuis debitarum ; & difpenib tecum iupen- refiduum, poenitentia , fi maior tibi erat imponenda volo , ut omnia bona , qus feceris , & mala , qii^ perpeflus fueris propter Deum , fint meritoria , velut poeni- tentia impolita ad remillionem poenas debi* tas pro tuis peccatis , pro quibus etiam fa- tisfiat ex meritis Paffionis Domini noftri JESU Chrifu , omnium Sandorum. In nomine 'e Thefouroprectofô daLapal $2^ "^bfokiçao dos Terceiros de S, Francifco, Mifereatur tui, &c. Indulgentiam, &c. D Ominus npfter JESUS Chriftus^^per merita fuse Sacratiifims^ Paffionis te labfolvat , & gratiam fuamtibi infundat, & ego auiloritate iplius , ac Apoftolorum Pe- tri,- & Pauli, & Summorum Pontificum , mihi in hac parte commifla , & tibi concef- fa abfolvo te ab omni vinculo excommuni- cationis maioris , vel minoris , iiquod in- currifti , & reftituo te unioni , & participa- tioni Fidelium , necnon Sanitfs Sacramen- tis Ecclefiae. Item eàdem audoritate , qua- tenus ad praefens forum fpedlat , ego te ab- folvo ab omnibus peccatis tuis , tibi relaxo omnes poenas Purgatorii , quas pro pecca- tis commiifis meruifti , concedens tibi re- milTionem , & indulgentiam plenariam om- nium peccatorum tuorum rellituO -te illi ftatui innocentiae , dn quo eras quando ba- ptizatus fuifti. In nomine Patris , &c. Abfohiçao dos Terceiros de S. Domingos* Mifereatur tui, &c. Indulgentiam, &c. D Ominus nofter JESUS Chriftus Filius Dei vivi , qui Beato Petro Apoftolo fuo dedit poteftatem ligandi , atque foken- di, per fuam piiiiimam mifericordiam te ab- fblvat-, & auctoritate ipiius , & Beatorum ' Pe-; ' Botícà precíofal Pem , & Pauli ApQÍlolorum ejus ã & âti- dlodtate i^oftoliea ex ípeciali gratiã mi- hi commiíla à Santiflimo Domino noítro Sixto IV. ego abfolvo te à vinculo excom- municationis maioris , & minoris , fufpen- íionis 5 & intei'di(fli , íi teneris , in quantum ego poflum , & reftimo te fanélis Sacra- mentis Eccleíise 5 communioni, & unitati fidelium. In nomine Patris , &c. Item eadem au^oritate mihi commiiTa^ & tibi conceiTa , ut fupra , ego abfolvo te ab omnibus peccatis tuis , quascumque toto decurfu vitas tuae commilifti,de quibus cor- de contritus , & ore confeiTus es , & quo- rum memoriam habes , nec recordaris uf- que ad prsefentem diem , de quibus confi- teri minimè recordatus fiiifti , ac puritati eidem , in quantum claves Sandlse Matris Eccieiiae fe extendunt , remitto tibi etiam poenas Purgatorii , quas propter culpas , & offen fas contra Deum , & proximum , & te ipium comraiiTas incurrifti , & hoc , fi de hac , qua aegrotas , infirmitate decedas ; finon, exmifericordia Dei falva tibi fit ^ donec fueris in mortis articulo conilitutufc In nomine, &Ç, e Thefouro preciofo da Lapa. fí% AhfolviçaS dos Confrades dafagrada Or- . dem da Santíjfma Trindade. \ Mifereatur tui, &c. Indulgentiam, &c. A Uthoritate Dpmini noftnjelu Ohnl- ti , & Saniftorura Apoítolorum Petn, & Páuli , & Sedis Apollolic® gratia ^n- treíTa Confratribus Ordinis Sandiflim® Jrii nitatis , decLaro te coniequi luuuigtiii-iana plenariam , & remiíTionem omnium Pinna- rum , quas pro peccatis tuis debebas lolve- re in Purgatorio; fi tamen hac vice vita non toigraveris ? haec eadem indulgentia tibi reiervata manet pro ultimo articulo mortis tuse. Item communico tibi Confratri ora- tiones , MiiTas , fuffragia , labores, citteraque bona opera , qua: per Dei gra- tiam in Ordine Sandiffim» Trinitatis fiunt, & fient. In nomine Patris , ){( & Filii , »i< & Spiritus Sandi. jçt. Arnen. , p. Dominus vobifcum , &c;. Oremus. A Defto , Domine , fupplicationibu? noftris, & iftam creaturam ad tuam -íanéliílimam imaginem fallam , tua provi- dentia ineffabili confervatara, & in tuo fan- i d:o nomine ad noftram confraternitatein Spiritualium bonorum participationem re- : çeptam , bene.*diçere digneris, &pr®- ‘ r -r l ^28 Botica pretiofa] fta 5 ut unigeniti Filii tui .pretiofo fangui- ne redempta , & i piius meritis , & fatisfa*- d;ionibus adjuta, ad vitam pervenire mer'ea- tur setèrnam. Per eumdem Chriítum Domi* num noftrum. Amen. Has de fàber , e advertir a todos oA ConfeJJores , que faltando os PP. Commi f fari os das Ordens fere eiras , óu os Dire- mi ores das Confrarias , póde deitar todas as fohr editas abfolviçoens qualquer Con-- fefor Regular , ou Secular ^ e na falta dejle qualquer Sacerdote ; porque 0 privi- legio he concedido aos Terceiros , ou Con- frades, e ajfm fe obferve , para que os mo- ribundos nao fiquem privados defias indul- f encias plenarias na hora da morte. Ita' nnocencio Xyfio IV. Fr. Manoel Ro- drigues Quafi Reg. tom. I. quáfi. 62. art, 6. Pelizafius tom. 2. traã. 8. cap. i.feh.: I . Fr. Anton.à Sp.Sanã.Direã. Keg.tr aã. 2. feã. I. num. qo. Efp. Seráfico capj^. do-;) €um. 12. n. y. e outros. Formula. Benediãionis impertienda in articulai, mortis confiitutis ab iis , qui facultateYtFí habent à Sede Apofiolica praferipta à SS.r D. N. Benedidlo PP. XIV. in Confiitution&: ^. Aprilis 1747. qua incipit. Pia Mater. 'p. Paif' / ' e Thefõuro preciofo ãâ Lapa. 1 f. Pax huic domui. Et omnibus ha- bitantibus in ea* I Ne reminifcaris Domine delida fa- buli tui (vel ancillae tu^ ) neque vindidam fumas de peccatis ejus. Kyrie eleifon. Chri- [le eleifon. Kyrie eleifon. Pater nofter, &g* Etnenos, &c. Salvum fac fervum tuum ( vel ancillam tuam*) Deus meus. Do^ inine exaudi , Scc. f . Dominus vobiicum. ! / Oremus. C Lementiilime Deus , Pater mifeficof- diarum , & Deus totius confolatianis> quK neminem vis perire in te credentem > ^tque fperantem , fecundum multitudinèm íniferationum tuarum refpice propitius fa-^ bulum tuum N. quem^tibi vera fides, & fpes Chrifiiana commendant. Vifita eum in falu- Itari tuo , & per Unigeniti tui Paifionem, & iMoxtenl', omnium ei delidorum fuoruin remiíTionem , & veniam clementer indulge, ut ejus anima in hora, exitus ,iui te judicem propitiatum inveniat , & in fanguinç ejuf- [dem Filii tui ab' omni maculâ abluta, tranf- ire ad vitam mereatur perpetuam.Per eum- dem , &c. I Tum di^o 'ah infirmo, vel ah mo ex ad^ fiant thus Confiteor-, &c. Sacerdos dicat Mifereatur , &c. Deinde. U , < 5'30 'Botica preciofa^) Dominus noíter JESUS Chriftus Filius ^ Dei vivi 5 qui Beato Petro Apoftolo fuo de.- dit poteilatem ligandi , atque folvendi, per fuam piiiFimam mifericordiam recipiat con- ■feinonem tuam , & reftituat tibi ftolani pri- .mara, quam in Baptifmate recepiíB. Et ega facultate mihi ab Apoilolica Sede tributa indulgentiam plenariam, & remiilionem oitinium peccatorum tibi concedo. In no- mine Patris , &c. Per facrofanííla humana reparationis myileria remittat tibi omnipotens Deus pmnes prsefentis, &.futur 2 e vit^ poenas, Pa- radiii portas aperiat , & ad gaudia fempi-, terna perducat. Arnen. Benedicat te omni- BENEDICTI01SÍES VARIiEr : Modus benedicendi aquam^quafid^cles af- t perguntur. Exorcijhtus falis, E '- Xorcizo te, creatura falis per Deum i vivum , 'per Deum verum ^ per Deum Sandum , per Deum , qui te per Elifeum Prophetam in aquam mitti juilit, ut ianaretur ftcrilitas aquse , ut efficiaris fal exorcizatum in falutem credentium, & iiSv omnibus fumentibus te faHÍtas,aniin£e, .&i e Thefouro preciofo àa Lapa. 53 1 torporis 5 & eíFugiat , atque diícedat à lo- co , in quo aíperíuiu fueris omnis phanta^ jfia, & nequitia, vel verfutia diabolic^ frau- dis i omnisque fpiritus immundus adjuratus per eum , qui ventulus eft Judicare vivos , Sc mortuos , & fseculum per ignem.Amen. :• Oremus, I Mmenfam clementiam tuam omnipo- tens aeterne Deus humiliter implora- mus, ut hanc creaturam ialis , quam in ufum generis humani tribuifti , bene ^ di- cere , &. fandi ficare tua pietate digne- tis : ut fit omnibus fumentibus faius men- tis , & corporis , & quidquid ex eq tadum, vel refpeVfdm fuerit , careat omni immim- ^ ditia , omnique immunditione fpiritalis ne- quitiae^ Per Dominum noftrum ^ &c. Arnen, j Eocorcijmm aqua. E XorcizO te , creatura aquae , in nomine Dei Patris ^ omnipotentis , & in no- iniine JESU Chriili Filii ejus Domini inôílri , & in virtute Spiritus Sandi, ut £as aqua exorcizata ad effugandam omnem poteftatem inimici, & ipfum inimicum era- idicare,^: explantare vuleas cum angelis fuis lapoilaticis ; per virtutem ejufdem Domini inoitri JESU Chriiti , qui venturus eft judi- icare vivos,& mortuos,& faeculft per ignem.^ L 1 ii Ore- 5^2 : Botícã precíofa] Oremus. D Elis , qui ad falutem humani generis^ maxima quaque facramenta inaqua- run;i fubilantia condidiili : adello propitius' invocationibus noftris , & elemento huic multimodis purificationibus prsparato vir-, tutem tua2 bene didtionis infunde , ut creatura tua myileriis tuis ferviens , ad abi- gendos M^emones , morbosque pellendos divinse gratise fumat effedlum , ut quidquid- in domibus , vel in locis fidelium htec un- da refpexerit , careat omnilmmunditia , li- beretur à noxa : non illic refideat fpiritus peiliiens, non aura corrumpens : difcedant omnes infidise latentis inimici j & fiquid eil 5 quod , aut incolumitati habitántium invidet , aut quieti , per invocationem fan-, dii nominis tui expetita , ab omnibus, iit impugnationibus defenfa. Per Dominun^ noilrum &c. Hic ter mittat fal in aquayn in mo» dum Crucis dicendo hanc orationem, Comiilio falis , & aquse pariter fiat^ in nomine Patris , ^ & Filii , & Spiri--; tus Sandli. Arnen, f. Dominus vobii- cum. Et cum Ipiritu tuo, Ore- 5 ‘ j e Thefouro preclofo ãa Lapa, 5'3 J Oreim‘is. Eus invidas virtutis Author , & infu- ^ perabilis Imperii Rex , ac femper ma- gnificus triumphator , qui adverfas dcmma- ,tionis vires reprimis : qui inimici rugientes faevitiam 'fuperas : qui hoftiies nequitias po- tenter expugnas : te Do^nine trementes , & fupplices deprecamur , ac petimus , ut hanc creaturam falis , & aqu^ dignanter afpicias, benignus illuftres , pietatis tuiS rore landi- pces 5 ut ubicumque fuerit afperfa, per invo- , içationem fandi nominis tui omnis infef- ^atio immundi fpiritus abigatur, terrorque Ivenenofi íèrpentis procul pellatur , & prx- fenti^ Sandi Spiritus nobis mifericordiam iuam pofcentibus adeife digneturf Per Do- tninum noftmm , &c. Arnen. I Benedicito loci , aut domtts infirmi. , f. Adjutorium, &c;:^. Qui, 6cc. Oremus. , B Enedic ^ Domine Déus omnipotens locum iftum., & domum iftam , ut fit in eis fanitas , caftitas , vidoria , virtus , 'humilitas, bonitas, & manfuetuda, pleni- Itudo legis , expulfio diaboli , & patiarum jadio Deo Patri , & Filio , & Spiritui San- jdo , & hsec benedidio maneat lemper fu- Iper hunc locum, & iiipei habitantes in eo, f nunc S34 Botica preclofãf nunc, &femper. Amen. Afpergat aqua henediãa domum to^ tam , dicendo : Afperges me Domine , &c. Gloria Patri , &c. Benediãio thalami, f. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c. Oremus. B Enedic ijí Domine thalamum hunc , ut ^ recumbens in eo j in tua pace confillat , & in tua voluntate permaneat , & fanefcat , & liberetur à diabolo , & ad regna Coelo- rum perveniat. Per Chriltum , &c. Afper- 'gatur thalamus aq^a henediãa. Benediãlp domus nova» . Ofemus. T e DeumPatreth omnipotentem fuppli-. citer exoramuà pro hà domo , & pro» habitatoribus ejus , ac rebus , ut eam be-f ne dicere , & fandli fícare , ac bonisi omnibus ampliare digneris : tribue eis,v Domine , de rore Coeli abundantiam , á; de pinguedine terrae vitse fubilantiam , delideria voci eorum ad eíFedlum tu^ mife4} rationis perducas. Ad introitum ergo noi^| trum^ bene dicere , & fandi ^ iicare di-4 gnei-is hanc domum, iicut benedicere dignari tus es domum. Abraham , & Ifaae , & Ja-^ cob y 6c intra parietes domus iftius Ange-fi 1. tui lucis J ^ itatores cuilodiant. Per Chriftum Domi- lum noftrum. Arnen. A/pergatur t^qua enediãa- .... Benedioiio iconis. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c. Oremus. Mnipotens fempiterne Deus maieila-' J tem tuam fuppliciter exoramus , ut :onem hanc, in qua gloriòfiíTim^ iinagi- es tu^ , & Filii tui Domini noftri JESU ;:hrifti , gloriofseque Virginis MARI^ , liorumqUe Sanclorum ( N. & N. ) depid^ iint, bene ^ dicere, & fandi ^ ficare di- ;neris , ante quam quicumque ob devotio- em fe ad ipfam «Jevote adorandam inclina- erint , falutem mentis , A: corporis confe- rantur , & à eundis periculis liberentur , e quidquid juílè petierint , obtinere mere- ntur. Per eumdem j &c. Afpergatiir aqua: 'cnediBa. Benediãio novorum fruãuum, f. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c. Oremus. ' n Ene ^ dic , Domine , hos novos frii- J dus , (N.') & pr^ila , ut qui ex eis in :o fando nomine vefeerentur , corporis, & limx falute potiantur. Per Chriftum , &c. Botica preclofa l H Afpergantur aqua benedici a. \ BenedWo panis. Oremus* Adjutorium^ &c. f. Dominus , &c; D Omine JESU Chriile , panis Angèlo- rum 5 panis vivus aeterna vitse , be- • panem iilum , licut be- nedixiiri quinque panes in deferto , ut om- guilantes , inde corporis , & ani- HTK percipiant fanitatem.- Qui vivis , & re-« gnas ) &c< ^pergatur aqua benediãa, Be ne diu: io cymba , feu navi git, f. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c. Oremus. P Ropitiare , Domine , fupplicationibus noftris , & bene ^ dic navem iilam dextera tua íanéta , & omnes , qui in ea ve- hentur', iicut dignatus es benedicere ar-' cam Noe ambulantem in diluvio. Porrige , Domine , dexteram tuam , iicut porre- xifti Beato Petro ambulanti fupra mare , & mitte fandium Angelum tuum de Coelis , qui Jiberet , & cuil:odiat femper eam ab uni- veriis periculis cum omnibus, qus in ea erunt; .& famulos tuos, repuliis adveriita- t/bus , portu femper optabili , curfuque tranquillo tliearis , tranfaílisquei-edliè , ri- , íèque perfeólis negotiis -omnibus, iterato tem- I eUjefouropreCíofoãaLapa: 537 Itempore ad propria curn gaudio revocare digneris. Qui vivis, &c. Afpergat navim \aqua benediãa, \'Beneãiãià vini, aqu&y aut cujus cumque po^ r tusad ufum infirmorum maleficiatorum, |, f. Adjutorium , &c. f. Dominus 5 E Xorcizo te, ^ creatura'aqu^,vini,&c. per eum , ,qui in Cana Galile^ aquam in vinum convertit , ut nulla .comrnunica- tio fit tibi cum- fpiritibus maledidis , fed fias potus optimus , & fandus ad fanandas creaturas qua$cumque ex te bibentes , ab omnibus maieficiis,incantationibus, ligatio- nibus , fignaturis j faduris , febribus , infef- tationibus , perturbationibus , & ab omni- Ibus infirmitatibus anim^ , & corporis. Per ipfum Jefum Chriftum Dominum noilrum. ' Oremus. D Omine Deus , Pater omnipotens , fta- tutor omnium elementorum , qui per IjESUM Cliriftum Filium tuum Dominum j noilrum fubilantiam , hanc in refocilatio- ' nem Titis , & corporum falutem eifevoluif- [ti: te fupplices deprecamur , ut exauditis I orationibus noftris , eam tiiae pietatis afpe-- I du fandifices,^ ac benedicas,)^ quam ego i in nomine JESÜ benedico > ^ de landifico, ati^ue # 53^ Botica preciofa, ^ atque ita omnium fpirituum immundo- rum ab hac recedat incuriio , ut quicumque ex earumpferit , ei gratia tuse benediaio- nis adveniat, & mala omnia, te propitiante,, ab eo procul recedant. Per eumdem Do- minum, &c. Afpergatur ãíma benediãa, Beneàiclío vejiimentorum Fratrum , ^ ^ Sororum, , f. Adjutorium , &c. f. Dominus , &c. Oremus. 1^ Omine JESU Chriile, qui tegumen noftr^ mortalitatis induere dignatus , cs : obfecramus immenf^ largitatis tuse abundantiam, ut hoc genus vellimentorum, ^uqd fanai Patres ad innoçentise , & hu- militatis indicium ferre fanxerunt , ita be- ne^ dicere dignare : ut .qui hoc ufus fue- rit , te induere mereatur Chriftum Domk num. Afpergatur aqua benedicta. Benedidtio cinguli Sancti Thoma Aquina-t tis Ordinis Bradicatorum ad fervan- darn cajiitatem. f, Adjurorium,&c. f. Domine exaudi, &c. p. Dominus vobifcum , &c. Oremus. Omine JESU Chrifte , Fili Dei vivi , ^ puritatis amator , & cuilos , obfecra- mus immenfam clementiam tuam , ut iicut minii- e Th ef ouro preciofo da "Lapa, S39 plnlíterio Angelorum Sandlum Thoman^ ^.quinatem cingulo caftitatis cingere j & I labe corporis , & animae pr^fervare fe- :ifti : ita ad honorem , & gloriam éjus be^ ie)i( dicere, & fanáificare digneris ciur. Tula iiia , ut quicumque ipfa circa rene^ ^ Werenter portaverit , ac tenuerit , ab omni mmynditia mentis , &c corporis purificetur, itque in exitu fuo per manus Sanilorum Vngelorum tibi dignè prsfentari merea- ur. cum Patre , &c. Arnen. Jfper^ \atur aqua benediUa. Benediãío Refariormn, f. Adjutorium , &c. f » Domine , &c. f. Dominus , &c. ^ ^ Oremus. O Mhipotens , & mifericors Deus , qui propter eximiam charitatem tuam , 3 ua dilexifti nos , Filium tuum unigenitum Dominum noftrum JESUM Chriiliim de Coelis in terram defcendere , &de beatiiil- iise Virginis MARI^ Domina noilrs ute- ro facrátiílimo , Angelo nuntiante , carnem fufcipere , crucemque , ac mortem fubire , & tertia die gloriosè à mortuis refurgere voluiili 5 ut nos eriperes de poteftate diabo- li : obfecramus immenfam, clementiam tua , ut haec fignaRofarii in honorem, ,& lau- dem 1 5r4® / Botica preciofa'^ dem ejufdem Genitricis Filii tui ab Eccle^ ia tua ^fideli dicata , bene ^ dicas , & fan- tti ^ fices 5 eisque tantam infundas virtu- tem Spiritus Sancli , ut quicumque hojaint quodlibet fecum portaverit atque in domo >lua leverenter tenuerit , & in eis ad te fe- cundum ejufdem fandae focietatis inftituta Givina contemplando mjfteria devotè ora- vent , falubri 5 '& perfeveranti devotione abundet , litque conlors , & particeps om- nium gratiarum , privilegiorum , & indul- gentiarum , qu^ eidem focietati per fan- ctam Sedem Apoftolicam conceifa fuerunt, ab- omni hofte vifibili , & invifibiJi fempei^^ & ubique in hoc foculo liberetur, i& in exitu fuo ab ipfa beatiifima Virgine MA- Dei Genitrice tibi plenus bonis opq- ribus pr^fentari mereatur.Per eumdem,&c. Arnen. Afpergantur aqua benediãa. B ene diA io ad quacumque 'volueris^, ir. Adjutorium , &c. Dominus , Oremus. B Ene ^ dic , Domine, creaturam iilam^j ( N. ) ut iit remedium ialutare generi, humano , & prasifa per invocationem tui fandi nominis, ut quiciimque ea uii fuerint, corporis fanitatem , & animse tutelam acci- piant.Per Dominum, aqua bene dici a. - Bene-^ e Thefouróprecíojo da Lapa^. 5 ' 4 t. BenediBh olei , qm ungitur infirmus. ^ , Adjutorium , &c. p. Sit nomen I)omini. enedi^tum. Ex hoc nunc 3 & uh^ue lU eculum. - ■ ^ Xorcizp te creatura olei per Deum ^ i Patrem omnipotentem 3 per Filium ius ^ JESUM Chriftum 3 & per Spiritum ^ Sanilum , ac per Sanàam MARIAM ^ Virginem, & ornnes Angelos,^ & San- os , ut omnis virtus diaboli , omnis exer- Ltus .adverfarii , omnis incurfus , omnis tu- lor 3 & dolor , & phantafma Satana , mi" iftrorumque ejus eradicetur , & effugiat ab is 3 qui ex te biberint , vef fe unxerint, ma- ificia eunda diabolica deftruas ,& confu- tas 3 & medicina optima , & fanda efficiá- s 3 menti ,•& eorpoxi faftitatem reftituens , 2C, valeant dsemones fe latitare in corpori- us ipfis 3 fed in virtute potentiifimi nomi- is JESU fe manifeftent , -& obedientiam iiniftris JESU Chrifti pr^ftent , & exeant um omnibus maleficiis. In nomine Pa,- as 3 ^ & Filii 3 )i< & Spiritus ){( Sandi. imen. ' . p. Dominus 3 &c. Oremus. 3 Mnipotens asterne Deus 3 qui olivas creail:i,ex quibus ad univerfi condi- mentum Botica preciofa l mentum liquorem fuaviíTimum emanare fe- cifti 5 & in fandis Sacramentis oleo uti juf- fiãi , ^ eo infirmis ungi ordinaíli , dignare hoc oleum benedicere', fandificare , ^ & çonfécràre 5 ut*quicumque ex eo biberint , vel fe unxerint , uniti fint fanda- ium virtutum complemento , & ab eis era- dicentur omnes fadur^ , maleficia , incan- tationes , phantafmata -5 tumores , dolores, & digationes quomodqlibet contra creatu- ras- tuas fed^ , fit omnium operum Sata- nae , Sc miniilrorum ejus deifrudio , expul- fio , , exterminatio j Sc fic in nomine fan- do tuolioc oleum benedico, fandifico, & cdnfecro , Sc omnibus benedidioni- bus-Dei repleo aC ita benedidum , fan- dificatum , & Confecratum creaturis à dia- bolo vexatis in imdionis ufum , & potum' trado ad extirpandum,-& eradicandum om- ne nefas diaboli; fitque omnium operum Samn^ deilrudio, & exterminatio j & quis- quis hoc oleo ufus fuerit , non pofiit in eo diabolus latitare, immo fe manifeftare aftri- dus fit. Hoc etiam oleum benedico, )^ fan-< difico , ^ confecro ad reftituendum obfeifis, & febricitantibus valetudine, aegro- tantibus fãnitatem , ad extinguendum vene- na ; doiores’ , dc tumores , ad comprimen-i ' e Thefouro preciofi da Lapa, ^4^ um noxia , & ad depellendum adverfa j & uifquis, ex eo ufus^ fuerit ab omni pariter laguore, & infirmitate fanetur. Per eumdem, tc. Amen. A[pergatur aquabenediãa. Quando o kxorcijia ungir o enfermo na fia , lahios , pulfos, maos^, e nas mais par- ?j* vexadas , que commoda^y e honejiamente \oâér fer , dirá o feguinte. Sicut Sandus Sandorum undlus '&it piritu Domini , fic Spiritus Sandus iit fu- er te , creatura Dei , quain ego ungo fa- rati olei liquore ; & per iftud fandum leura , & undionem facram libero te , & bfolvo te ab operibus Satanae , ac deilruo mnia maleficia , incantationes , ligationes, gnaturas , faduras , dolores , tumores ti- i arte diabolica faflos . ut in omni parte lei fandi , & crucis virtute munita ^ iabolicos impetus viriliter contemnere va- medicamento fando omnem aemonis infeftationem procul repellere pof- s , • prout ego repello , anhilo , & deftruo. n nomine Patris , &; Filii > ^ & Spiri- us Sandi. Amen. f. Domine exaudi? &c. f. Dominus, &c. Gremus. "X Omine' JESÜ Chrifte, qui es falus , J & medicina vera , Á quo omnis iknu- tas: 5^44 Botica predofa ''i ' tas : qui intui iíti , ut languidos olei liquore tangentes ungamus : quasfumus clementiam tuam , ut hanc tuam creaturam diabolica vexatione laborantem fanare digneris , fiat que fibi haec oleffacra perundio morbi prae lentis expulfio j & ficut oleo fandlo tuo un xi eam , fic manus tua auxilietur ei. Qui cum Patre , & Spiritu Sanào vivis , & regnas ih facula foculorum. Arnen. Benedidio rofarum. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c. Oremus. D Eus creator, & confervatoi* generis humani , dator gratiae fpiritualis , & largitor ^ternae falutis , benedidione tua fanda bene dic hàs rofas , quas pro gra- tiis tibi exfolvendis , cum devotione , ac veneratione Beatae , femperque Virginis MARI^ Rofarii , hodie tibi praefentamus, & petimus benedici , & infundi in eis per virtutem Sandae Gru cis benedidionem coeleflicm , ut qui eas ad odoris fuavitatem , & repellendas infirmitates humano ufui tri- buifti , talem fignaculo. Sandae Cru )$( cis benedidionem accipiant , ut quibufcumque in infirmitatibus appofitae fuerint , feu qui eas in domibus fuis portaverint,ab infirmita- te fanentur, difcedant diaboli , contreroif* cant^ € Thefouro preciofo ãa Lapa, ^4^ :ant , & fugiant pavidi cum fuis miniftris de labitationibus illis, nec amplius tibrfervi- jntes inquietare praefumant. Per Dominum^^ kc. Afpergatur aqua benediãa. Benediãio candelarum fociétatis Rofarií, f. Adjutorium, &c. f. Dominus, &c; Oremus. D Omlne JESÜ Chriíle lux vera , qui ift luminas omnem hominem venientem ,n hunc mundum , effunde per interceilio- liem Virginis MARIAE Matris tuse , & per quindecim ejus Rofarii jVLyfteria be- [le ^ dicionem tuam fuper hos cereos , & :andelas , & fandlifica lumine tuse gratia ; concede propitius , ut iicut haec lumina^ :ia igne vifibili accenfa nodurnas depel- mnt tenebras , ita corda hoftra inviiibili gne , ac Spiritus Sandli fplendore illui- trata orpnium vitiorum caecitate careant, it puro mentis oculo cernere iemper poffi- dius quae tibi funt placita , & noftrx ialu- ^i utilia , quatenus pqft hujus faeculi caligi- pofa diferimina , ad lucem indeficientem pervenire mereamur. Qui vivis , &c. Af* Mergantur aqua benedWa, Lenei \ i’. ;i,l' 5^4^ Botica preciofa 'I Benedicto imaginum JESU Chrifti Tiomi* - ni noftri^ B.Firginis MARIÈ,, ^ . aliorum Sa’aBor um. p. Adjutoriuín noílrum in nomine Dominii Q«i fecit coelum , & terram, f. Domi- nus vobifcum. Et ciim fpiritu tuo. , V O R E M-U S. O Mnipotens fempiterne Deus , qui Sandtorum tupruíi^ imagines (Jive > ' ) fculpi 5 aut pingi non reprobas , ut íjuoties illas oculis corporeis intuemur, to- ties eorum aclüs , & fanditatem ad imitan- dum memorias oculis meditemur : hanc , c|uxfumu3 , imaginem fculpturam) in honorem , & memoriam unigeniti Filii, tui Domini noilriJESU Chriilij-t;^/ beatiiii- jn^ Virginis MARIJE Matris Domini nof# tri JESU Clmili , Del beati N, Apoftoli tui, Del Martyris , aut ConfeiToris , aut Pontifi-i ds, aut Virginis adaptata benedicere-, & íàndlificare -digneris , & prxfta , ut qui-:' ^ cumque coram illa unigenitum Filium^ tuum yVel beatiiilmam Virginem, vel glo^ rioliim Apoilolum , fhe Martyrem , Jlve ConfeiTorem, aut Virginem .fuppUciterco4i Iere , & honorare íluduerit-, illius meritis , ■ obttostu à te gratiam in prxienti, & ' ternam gloriam obtineat in futurum. Per| " ■ ■ ’ eum^; I xjãpà, 5'47 umaem í^nniium uonimum noílriim. Imen. Vitime afpergat ama henediãa. iko de Contrição para fe dizer , ou cantait, D * todas as vezes y que quizer, Meu Senhor ámado leu fummo bem , q Deos 'erdoai ao, coraçad meü Todo contrito. 'om pèzar exceílivo Dhoro infinito horr elo exceílivo amor , Que eu. vos ter im o duro fanto Lei adeceo o bom JESU )erramou feu fangue Também no Horto Juizera antes fer morto , ^e ter oíFendido a Deos, ^ntes morrer quero eu, Que mais peccar. 5e para .me condemnar is coitas vos dei , Senhor , igora com grande dor Quero emendarme. â também pára ajudarme • R.ogo á Virgem Maria , Que na ultima agonia Mç faroreça. Mm ü 54^ Botica precíofa", Para que naô pervaleça^ r ■ ■ r Contra mim todo o inferno,* . yos peço. Senhor Eterno, Mifericordia. ' ■' ''v Explicação do Ay B , C, . ^c', A Lembremonos , que temos Alma. B E que eíia he Boa por fer de natu- reza efpirituaL C E que efta foy v Creada. ,D E que foy creada ^ por — Deos. E E que eíle Deos , que a creou, he- - Eterno. F E que tudo iílo nos enfma a ----- Fé. G E que íerá provei- tofo procurar a - - Graça. H E que para con fer- iar eíla he neceíTa- rio a - - - - - - Humildader I E eíla ha de princi- piar logo da - - - Infancia. L E que eíla ha de fer - - - - Limpa de imperfei-' M E que tudo ha de çoens. e Thefouro preciofi/^a.Lapa: ^0 I E que eiia ha de -i^lo ohi -.or 2 . ■ : fei- - - - NfgaçaÔ para os ap- .. peúteSçdo corpo. ) E que ifto ha;i^e- - - . tgr . _ - - Obediencia conti- i nuada. / E que para ifto ha- verá' - - - - - - Perfever.auça '.-de-to- c. daS' eftas coufas» »^E que para tudo ' „v ^ ^ to he neceíTario - -• Quantidade dê obr^s ^ boas. , n ^ . E que para ifto fe - ■ r , ^ requer - - - - r - Reftituíçab geral do . efpiritual ^ ■ poral. Para chegar a fer - - Santo > ? E que para efta fã- , i p tidade , e Iciencia ■ - - deye ter Temor de Deos.’ I Ouvindo de Deos a fer fua — , Voz. i X val dez , q fao a obfervancia dos - - X Mandamentos aa Ley de Deos. E j E pof iíTo obferva- . \ do tudo quantõ, nejf- te A , B , C j fç de- plara/erá- - - - - Zéladoí^ e merece-íí ' - -dor da honra, 4 gloria de Deos, ^ B-emedU pâ^a Dhet- htm f e ajujiado á raÀ _ zâõ i e á ley divina ^ e para agradar a Deos ^ e ds fués cfeatUras ^ fundadd: noEuangelh^, P Rimeiro que tudp lembrefe quem he , ^ quem o creou , e para que o creou. ' Lembrefe que hahum Deosjcreador^ im- jneftfo 5 incomprelieniivel 3 e infinito , e que nós fomos creatura pequena , finita , e co-m- preheníivèi, ; e que Deos creou o Ceo para;, premio 3 e o Inferno para cailigo. 1 Lembrefe que havemos de morrer. Lembrefe que fornos creados para lOu- • varmos a Deos , e que havemos de gozai da fua gloria 3 ie a merecermos. Procure o eftado , que feja eom voca- ^a6 de Deos para logo determinar a fua vi- da , que fe ha de fundar na humildade , ca- ridade , e temor de Deos. j Ame o que o mundo deipreza , e def- J preze o que o mundo amá. Viila : 4 ).. e Thefiwo preekfa^.dALapa, Vi fta decentemente, como perMittire as fiias poiTes. Falie moderado ,_emmca por- He e feja o olhar môderaao j ■€ honeito^i fui a de pradicas ociofas > 'dariças deshoitei- tas >e villas incautas e das mmmuraçoes, aihando para fi primeiro, do que para os ou- tros, confiderando fempre.na noffa miieria.; Trao-a fempre o coracad no Ceo , como quem anda na prefença de Deos, Reipeite,- fe quer fer refpeitado ; firva , fe quer fer fervido : falle bem de todos , fe quer, que todos falkm bem da fua peffoa rame a to- dos , fe quer fer de todos amado. Fiefe de poucos, ou de nenhuiii> ou iiern de fi mefmo, . ' ^ Nao iulge mal do proximo , le nao quer fe iulge mal da fua peifoa : a todos conlo- le , a todos pacifique , a todos louve , a to- ados corteje , e a todos fe liumiihe , e a to- dos faça o bem que poder , eu ao de ma refpoíla, nem fe altere , para fer de todos amado , vénerado , eílimado , e cortejado. Evite o efcandalo , nem leja cauía del- ie no proximo , e foíFra , para que o ícffrao- Nao' negue o chape^b , quando poder , e ab Sacerdote nuíica , nem as faucaçoeiis, coflumadas em hum homem de bem , ^no que moílra o feu nafcimento ,ou creaça^.^^ Botica preciojV"^ Tenhafe por inferior a todos,' Antes de lallar , e obrar , confidera pri- meiro o íim das coufas. ■’ Ouça MiíTa com decencia, com as maòsi lerantadas , e os dous joeihos em terra. 5 principalmen- eenaMiíra,e fermaô. Coma pouco para viver muito , e nao ' yiva para comer. Faça muito por fugir das culpas peque- nas , para que nao câja nas grandes. ^ Contra o que entender fer jullo , e bomi, nao faça o contrario, nem teime. Tenha por honra o que for virtude , e por defprezo o que for peccado. Conliderefe melhor chriílaô , que gran- de cortezad. Afpire fempre a toda a perfeição , mo- deftia , e mayor reíignaçad. ^ Faça por imitar o bom , e aos bons , e fuja do máo , e dos máos. Compadeçafe dos pobres ,6 dos peque- nos para imitar a Chriílo noíTo confolador, e bemfeitor. Conferve a amizade dos amigos , e pro- cure a reconciliação dos inimigos. ' Nao falte ao que prometteo , nem pro- metta o que nao pode, Nao i é Thefouro preclofo ãa Lapa. ^5'5'5 Naô falie tudo o que oüve , e na6 ou- Ça as murmuraçoens. - Lembrefe quem foy , quém he , e quem ha de fer. Lembrefe da morte , Juizo , Inferno > e Paraizo. Lembrefe como quê póde morrer, e aca- bar a vida , acabando de jier efte confelho. Nunca falle contra as peíToas Reaes , iKm das Juftiças Eçcleíiaílicas , e feculares. Conformefe em tudo com a vontade de Deos, nas adverlidades , dores, e molef- tias. 1 Naô peròa a amizade de Deos pela dos homens. ^ Evite demandas, quanto IheforpoíII- yel , e nunca jure falfo. Conferve a fua gravidade defpida ^da íoberba , e prefumpçaô, e do amor proprio. Verdade em tudo e tudo na verdade. Naô fe eleve de opinioens por opinião, e por teima, para uàô fer avaliado por doudo , teimofo , e nefcio , e pouco temen- te a Deos , e muito defagradavel aos que o ouvem , e aíliílem , e o julgaõ com pouca doutrina , e creaçaô. ^ Faça exame de confciencia todos os dias, e eonfeífefe a miudo. ! Nap 'r< - 5r5'4 2otica precioja \ Nad fendo Prelado , e pay de famifias, ou nad tendo de quem dar contas a Deoay jlad oJhe, nem murmure das acçoens do proximo , dizendo , nad me toca nad me' importa , nad hei de dar contas a Deos. Nad diga tudo quanto quizer , para nad' ouvir o que nad T^uizer. - Attribua tudo ao boniDeos , e a ii tu- do o máo. Seja muito devoto de MARIA SantiP fima , e das almas* • Deve rezar todos os dias por feus payS, amigos , e parentes , e bemfeitores, ainda que fej ad vivos. Deve amar , e fazer .bem aos feus ini- migos 5 como noíTo Senhor manda , e elle nos eníinou antes de morrer. Em tudo o que quizer fazer , e obrar^ confidere primeiro o que lhe poderá fucce- der: confidere em amar, e fefvir a DeoSjpa- ra lhe fucceder bem ; e nad firva ao demo- nio , para . lhe fucceder mal : obrando mal irá para o Inferno , e obrando bem , irá para o Ceo gozar da bemaventurança em Companhia de noílá Senhora > e da Sámiili- ma Trindade. e nejhuro preciofo da Lapa, ÍSS Jiemdio para fe offerecer , e louvar a - Deos ao acordar ^ levantar y ereco-- Iher á cama, Ao acordar , e levantar, E m acordando a qualquer hora da noke faze logo tres cruzes fobre o coraçao , dizendo em cada huma : JeJus , Maria ^ Jofeph 5 "Joaquim , e. Anna , meu coraçao vos entrego ■i e alma minha. No cafo da nad começares logo a dormir j lerabrate de JESUS Chrifto morto no fepulchro ,^6 da grande dor , e pena de MARIA May de Deos na fua foledade , e faze alguns aitos de contriçad , e amor de Deos. No mefmo tempo reza ao teu Anjo da Guarda hum Pa- dre npílb , e Ave MARIA , e naô largues do coraçad os SS, Nomes de JESUS , e MARIA, ... Acordando de manha , e feita a primei- ra diligencia explicada , vai com a confide- racaô ao monte Calvario aos pés de JESUS Chriílo crucificado , e confujera que o Se- nhor eílá banhando a tua alma com o feu fangue , e que ao pé da Cruz eftá a May-de Deos, e que ambos te dizem: Filhinha^ dd- nos 0 teu coraçao limpo àe todo peçcaão , e levantate a orar ^ qtie^jd he tempo. Fendo o coraçao com eítas palavras ; faze logo , * dous ^$6 Botica precloja ^, dous adios 5 hum de contrição , outro de amor de Deos. Das mefmas palavras te lembra de dia algumas vezes , e faze os inefmos ados/Bem aduado neíle favor fa- rás entrega do teu coraçao aos fanfiíTimcfs Goraçoens de Jefus , Maria , è Jofeph , rezando em feu louvor tres Ave Marias. Empenhate , tendo faude , a fahir logo da cama. Em quanto te veíles vai rezando huma eílaçaó em favor das fantas almas do Purgatorio. Quando te levantaresda ca- ma 3 proílrate por terra , beija o chao ; e coníiderando que mais abaixo' eílá o Infer- no , dize : E íe Deos me chamar hoje a juizo ! He certo , que vou para o Inferno , íe nao eftiver na graça de Deos.; pois hei de hoje obrar todo o bem , que podér em fa- 'Vor da minha alma , e para honra , e gloria de Deos. Eílando de joelhos , ou como po- déres , dize de todo o coraçao. He poííivel , que ainda a divina miferi- cordia nao fomente me foíFre neíle mundo, mas me chama para me perdoar , mere- cendo eu por meus peccados andar no Infer- no por baixo dos pés de todos os demonios ! Oh bemdita , e louvada feja a infinita bon- dade de meu Deos , e Pay de mifericor- dias ! Eu vos adoro. Senhor , evos defejo e Thefõuro preciofo da Lapa. 5'5'7 adorar com a mefma reverencia , e louvor, com que vos louvaô , e adorao todos os bemaventurados da Gloria , e juftos da ter- ra ; e com todo o louvor , com que vos te- riaò adorado , eftariaô adorando , e cònti- nuariaó em adorar por toda a eternidade os demonios , fe por íua foberba nao cabiflem do Ceo no Inferno. Eu vos oíFereço hoje , e por toda a minha vida toda a minha al- ma , e corpo , e todas as minhas obras ba- nhadas no fangue de JESUS Chrifto , e acompanhadas de todos os merecimentos , que íe contém nos Myíterios do faudíTimo Rofario da fempre Virgem , e dulciíSma MARIA. Eu vos peço a voíTa luz , e am- paro , para qué em todas as minhas obras acerte a fazer voíTa, fantifíima vontade , á qual em tudo , e por tudo quero conformar a minha vontade. Pezame Deos omnipoten- te de haver taó facrilégamente oíFendido a voíTa divina bondade. 'Proponho com^avoí- ía gràça nunca mais pecca r. Pequei , Se- nhor j de que muito me peza no intimo do meu coraçao, por ferdes quem fois , digno de fer amado fobre todas as coufas.^ Protes- to que em todas as obras da minha ^^da nao quero confentir em coufa alguma , que feja õffenfa da voíTa divina bpndade. Tambern pro-* B otica preciofa ] proteilo, que r^rovo, e abomino tudo Q que mç pbde airailar de vós. Eilou prom-* pto , Deos meu , para aceitar todas as trir* bulacoens , e trabalhos , que me vierem das yoffas divinas maos , e todos os defprezos , injurias , e trabalhos , que me vierem das creamras , fomente porque vós as permit-* tis 5 e ajudaime vós com a paciência. Eu vos dou infinitas graças com a fantillima hu- manidade de meu Senlior JESUS Chriilo por todos os beneficios , aiiim geraes , co- mo efpeciaes, que tenho recebido, e eítou re- cebendo da voíta divina miíericordia. Arnen. JESUS, MAfUAJOSEPH, JOAQUIM, € ANNA. Applicaçao, E U te aconfelho , que todos os dias ao ' levantar da cama , ou na cama eftando^ enfermo repitas a renuncia do voto , ainda que o.. tenhas feito por todo o tempo da tua vida ; pois com elle ganhas em todo efte Reyuo de Portugal duzentos dias de indul- gências , concedidas pelo ExcellentiiHmo , e Reverendiílimo Senhor Nuncip. Quan- . do naó queiras ufa da feguinte applicaçao. M?u Deos 5 e amante Pay , em todas 3$ obras da minha vida , que defejo fazer ha • yoífa divina graça, vos rogo por todo o bem^ da^ ? Thefgúro preríofi da Lapal vos com o mais exceílivo amor de todas as creaturas. O’ quem fempre vos amára,Deos meu > e nunca YQS tivera oifendido I Amo-^ e Thefouro preclofo da Lapa $6t I Vos meu Deos , por ferdes quem fols inii- nitamenteboin, e a meif proximo por amor ide vos. ' As mays ^ ou amas empenhemfe em fazer com os mininos ^ que. cri ao , a pro» nunciarem primeiro que tu do as SantiJJl^. mos nomes de JESUS , e MARIA. Enji- nem os mininos a dizer o Padre nojfo , e Ave Maria. Bepois de levantados , quan» I do tiverem algum conhecimento , os mah-. dem beijar o chao i e que projirados por \ terra J e lembrem do Inferno , onde vao pa» I rar as creaturas , que fazem obras más ^ e ’ Ibe esepli.quern o horror dofogo do Inferno y e tambem a gloria do Ceo , que Deos^dd \aos hons. De^ manhã y ed noite Ihes man-» dem fazer alos de contrição y deféy efpe^ j rança y ^e caridade , e os obriguem a rezar ■ huyn Padre nojfo , e huma Ave Maria em , louvor dd Sqntijfma Trindade , outro com huma Salve Rainha em loumr de Jefus , Maria , Jofeph , outro em louvor do Anjn da Guarda , e outro em louvor do Santo d9 ’ feu nome. Depois dos fete annos os fa^S I rezar y oufósy ou a cor os hum Terço d&^o» far io pela manha , outro de tarde , e outrc^ d noite , e nao Ihe dem de comer , nem de ! Jtthr p façao favor algmi ^ fem que ' . ‘^Na- pri»^ ^ 'Boíítapremfá'", a pnm^lro rezem hurn-a Anje Mnríã ent ht^, 'üOK ãa-Mây . âe. Deçs , enfinmào^osL^que las maos dejia Senhora nos faz Deos todas, as mercês . ; ' ■ ^ - De manhã na Igreja ^ of m^ttuOr^* torW^ou em tua caf a diante.Ae .alguma . imagerã de J E SU S Chrijlq I ou^. de nojf a Senhora j ou de alguma Cruz reza com a tua familia a coros , âufo, o primeiro Ter-, ço do Rofario da Mãy üe Deos. Depois fa-^ ze meya hora , ou hum quarto de. ora ç ao mental. Entre dia\ e noite oh ferva o exer- cido da prefença de Deos , e em cada dia faze de mais alguma mortificação inte-. rinr. NaÕ te embaràçando a obriga çaÔ do teu eftado y ouve Mijfa todos os dias e lê^ eu ouve ler era algum livro efpiritual o ef- faço de mey a hora i Em' fim em cada dia afienta comtigo^ que he o ultimo , que Dêof te concede de vida, para viveres mais fer- vor ofo no fanto temor , e amor de Deos , e do proximo i no exercido das virtudes, e obrigaçãO de teu eftado. De noite , fe ainda nâo tiver e-s rezâdpr: os deus últimos Terços^do Rofariò da May de Deos , o farás com a tua família a co- tos , ou como melhor poderes. Depois fa- ze meya hora y ou hum .quarto de m^açaã metíz e Tbejõumpredofo da Lapa'. ínental , e no fim reza a Ladainha de nojfa Senhora. Em cada dia antes ãe jantares ^ € ceares , ou ao menos á noite , gafia ah gum tempo em fazeres diligente exame de confciencia fobre os pec cados de commi f faÕ , e omiffad , e defeitos , em que cahifte nejfe dia , ponderando- de vagar o que neh le fizefte contra teu Deos ^ Pay, e Redem-^ ftor 5 e contra tua alma-t e depois faze vh \vos aã os de contrição attriçao , e pro^ fofitos de emenda. Na manha feguinte re* pete 0 exame , e aã os de contriçaÕ\ e pr o- pofitõs particulares de te emendares nejfe dia, efpecialmente de nao commetteres as çulpàs , que fizefte no dia antecedente , e evitares os defeitos , em quç cahifte. Efte exercido melhor te fer d fazello diante de alguma imagérn de JESUS Chrifto cruch ficado , como quem feconfe ff a efpirituah mente ao mefmo Senhor. No fim reza , co- rão em penitencia dada pelo mefmo Senhor, puma Eft a ç ao pelas f antas almas do Pur- gatorio. Depois de ceares , efiando para te re-^ colher na cama , junto a eft a de joelhos re- 'za cinco Padre nojfos , e cinco Ave Ma- fias em louvor das cinco chagas de JE- SUN Chrifto lembrando-ts em cad^ humoi Nn ii dsi ^64 "Botica freçíofa ^i de huma das chagas , e ador anão-a ^ e ó ultimo em louvor da chaga do ladoypcdin^, do ao Senhor te receba nella , e hum Padre nojfo , e Ave Maria em louvor do teu An-' jo da Guarda , e outro em louvor do SantO' do teu nome. Depois faze a ti mefmo üs feguint es perguntas. Se eu neíta noite dor-r mindo morrer , e acabar a vida eirupeccada inortal , que ba de fer de mim ? Que forte ba de fer a minba ? Eftas perguntás nao tem mais que efta refpofia. He certo que vou para o Inferno arder em vivas cbam- mas de fogo por toda a eternidàde : Aqui te refolve , como deves , a emendar .a vida^ a confejfar bem te.us peccados, e faze duas vezes 0 aão de contrição -i e novos propofl->_ tos de emenda. E íe por tua defgraça andas enredado com algum bal^ito viciofo , cbega bum dedo á luz da candeia até que elie aqueça , e fe naÔ queime , e dize ponderan- do efta verdade : Se eu por hum tao breve tempo naÕ pojfo foffrer hum fó dedo nefe fogo , como .me atreverei eu a eftar poP meus pec cados ardendo para fempre no In^ ferno em corpo , e alma ? Oh infernal lou^ cura\ Faze logo dous aélos de contrição. Eftando já na cama ^ compoem-te çom modeftia ^ eonfiderando que aifim te ha 6 de, metei I e Thefourô pr eciofo da. Lapa. ’ 5' imeter na fepultura ; e que poderá fer no dia^ de á manhã. 'Rezarás tres Ave Manassem lt)uvor dos fantiíTimos coracoes (’ MARIA , e JOSEPH. Benze- te do logo tres Cruzes , huma na mila |na 'boca , e outra fobre o coraçaÓ de JESUS, , e fazen- outra dize em Qà^üm^rjÉSUs] ' marina, JOSEPH, JOAQUIM, e ANNA, defendeEa minha alma , e meu corpo do demonio , e todas as fuas feitiçarias. Beija o fantilllrno Rofa- rio , que tens ao pefcoço, dizendo : Eu pro- ponho trazer 0 fanujjimo Rofario em re- Derencia da fempre Hirgem MARIA May de Beos.E^vn ultimo lugar faze por adorme- cer com os fantiíTimos, nomes de JESUS , MARIA, e JOSEPH na boca, e coraçao para tomarem conta da tua alma. ' , E fe for creatura , que coíluma padecer, de noite alguma vexaçaò do demônio , diga ao íeu ConfeíTor , ou Di redor , que cóm preceito lhe mande que cinja a cintura , e cada hum dos piilios com o fàntiíTimQ Ro- íario bento. Antes de íe recolher a dormir, eílando de joelhos , ou como poder , pora o fantiiTimo Roíário , e com viva fé ncs feus poderes , e porque o manda o feu Coiifef- for , diga : Malditos demon i os , em 'virtu- de dos JdntiJflmos nomes , e coraçoers de '^66 Botíca preclõjal jESUS' , e MARIA , a quem entrego ^ minha alma com todas as fuas potências^ t o meu coraçaÕ com todos os feus fentidos , e para honra , e gloria do fantijjimo Rofario\ € porque ajfim o manda o meu Confejfory Tnando que vosaffafteis,de mim , ceffe toda a vexaçaÔ nefta noite , e nefie dia feguinte, Eílas mefmas palavras pode dizer ao acor- dar np dia feguiiíte ,00 ConfeíTor llie man- de , que as diga com fé no fantiííimo nome de JESUS 5 na May de Deos , e feu SS. Rofario , e verá feus maravilliofos eíteitos, LADAINHA DOS SANTOS, K Yrie eleifon. Chrifte eleifon. Kyrie eleifon. Chrifte audi' nos. Chrifte exaudi nos. Pa ter de coelis Deus , ‘ miferere nobis^’ Fili Redemptor mundi Deus miferere. Spiritus Sancte Deus , miferere. Sanéta Trinitas unus Deus , miferere. Sancta MARIA , Ora pro nobis. Sanélia Dei Genitrix , ora* Sanéta Virgo virginum, ora. Sanéte Michael, ^ , ora, ^Sanéte Gabriel , ora. Sâüéle Raphael , ora. Omnes e Th^efoi^rü friCfpfA^. Lapa. ' .Omnet^' Tanái AQgeU%o&»Ai|,^iâOg orate prp nobis. t ^ ' '■ • Pmnes fandi beatorum (pktomFordines orate pro, nôbis. ' ^ Sande Jognnes ' „^áe JOSEí:H:>c\ >. rd .d©ra. Òmnps fandU P^triarcb^ > & P;ropla£t^^> = > or^te pro nôbis.i ! . ' i- d:rj,.-í !S ande Petre ’ .- r- v-;;. . f . . Sande Paule , ^ d ' , , Sande Andréa , ' ; > • . ^ande Jacobe , ; " , Sande Joannes , . -/r ' ’ Sande Thoma , . • ■ [Sande Jacobe j ' rdiorá. Jjande Philippe 5 . f ora* Sande Barthoioinsee > _ . ■ f - Sande Matthsee, .. . - - í ^ -■ ora. Sande Sinion , . . .. . . ' ■ / -í/v oi^. Sande Thadd^e , '• Sande JVLathia , . ' • - ■ Sande Barnaba , ^ Sande Luca , " ‘ . . orá. Sande Maree 5 '■ ’• ci ora. Omnes fandi Apodoli , & Eüarrgèiiíls2>.. ^■ < orate prq, nobis. . i. A Omiies 'fandi .difeipuli Domini /o -..- ‘ orate pro nobis» - "d''-' ■ . Omnes 5'68 botica precíof a 'l Omnes fandi Innocentes , bratej Sande Stephane , ora, Sande Laurenti j * - ora. Sande Vincenti , ora. Sandi Fabiane 5 1& Sebaftiane, orate. Sandi Joannes , & Paule , orate. SandLCofma, & Damiane/ orate. Sandi Gen^aii , & Protafi ^ orate. Omnes fandi Martyres , orate. Sande Silvefter, , ora. Sande Gregori , • ' ora. Saiide Ambroii, ' ora, Sande Auguiline , ora. Sande Hieronyme ,, ora, •Sande Martine , ora. Sande Nicolae, ora. Omnes fandi Pontifices, & ConfeiTores, orate pro nobis. ^ Omnes Inndi Dodores, orate.’ Sande Antoni, ora. Sande Benedide , ora. Sande Bernarde , ora, Sande Dominice,. , ' ora. S^nde Francilce , ora. Omnes' fandi Sacerdotes , & Levitsé , orate pro nobis. Pmne&. fandi Monachi , & Eremitse, orate pro nobis. Sanda t Yhefouro preclofo da lLap£ ' 565 Maria Magdalena , ora. Sariá:a Agatha, " Sanéla Lucia , Sanéla Agnes, SaiKÍla Caecilia , Sanda Catliarina, Sanda Anaftafia , Omnes fandae Virgines orate pro nobis. Omnes Sandi , & Sand» Dei ^ interce- dite pro' nobis. propitius efto , parce nobis Domine, propitius efto , exaudi nos Domine. Ab omni malp , libera nos Domine. Ab 'omni peccato 5' libera. Ab ira tua,' ^ libera. A fubitanea , & improvifa morte , libera. Ab^inftdiis diaboli, libera. Ab ira, & odio 3 [omni mala voluntate , ^ libera. A foiritu fornicationis , libera» A fulgure , & tempeftate' , libera» A morte perpetua , libera. Per myfterium fandas Incarnationis tuse, lil^era. Per. adventum tuum, libera. ‘ Per Nativitatem tuam , ^ jibefa. Per Baptifmum ^ & fandum jejnninm tuum, & Vidu« J te rog. te rog. te rog. 570 iotica preciofa ] tuiirtl Í / . Per crucem, & pailionem tuam, libera^ Per mortem, & fepulturam tuam, liberaj Per fanflam Refurreíliõnem tuam, -l/bera. Per admirabilem Afceniionem tuam, -libera. Per adventum Spiritus Sanéli Pa- ■ racliti , • . libera- In die judicii , • libera- Peccatores , te rogamus audi nos. Ut nobis parcas , Ut nobis indulgeas , Ut ad veram poenitentiam nos. perducere digneris , . , Ut Eccleliam tuam fanélam rege- re , & confervare digneris , te’ rog. Ut domnum Apoftolicum , & om- nes Ecclefiafticos ordines in . fanila religione confervare di- . gneris, . te rog. Ut inimicos fancfl^ Eccleiise hu- miliare digneris , te rog. Ut Regibus , & Principibus Chrif- tianis pacem , & veram concor- . diam donare digneris , te rog. Ut eundo populo chriftiano pacem , & unitatem largiri digneris , te rog. Ut nosmetipfos in tuo fando fer- vitio confortare, & confervare digneris, te rog, V 'Ut te rog. te fog. € Thefouro prechfo da Lapa] 5:71 tJt nlentes noftfas ad coeleftia de- iideria erigas , ^ rog. %Jt omnibus benefadoribus noftris fempiterna bona retribuas, JJt animas noftras , fratrum , pro- pinquorum , & benefaélorum noftroruiii ab aeterna damnatio- ne eripias , ^t fru^us terrae dare , & confer- vare digneris , • - . ,Ut omnibus fidelibus defondis re- quiem aeternam donare digneris, te rog. Ut nos exaudire digneris,- te rog, Yill Dei , ^ ; te rog. Agnus Dei , qui tollis peccata' mundi , parce nobis , Domine. Agnus Dei , qui tollis peccata mundi, exaudi nos, Domine. Agnus Dei , qui tollis peccata mundi , miferere nobis. Chrifte audi nos.. ' ' Chriile exaudi nos. Kyrie eleifon. Chriile eleifon. Kyrie eleifon. Pafer nojter. Et ne nos indvicas, in tentationem. Sed libera nos à malo. ■ > / , Do- 5'7i Botica pretiofa^l Domine exaudi orationem meam* > ^ Et- clamor meus ad te veniat. OREMUS. D Eus , cui proprium eil mifereri fem-' per, & parcere , fufcipe deprecatiônes noilras : ut nos, & omnes famulos tuos , . tpjos delidlorum catena coniti ingir , miíe-, ratio tu^ pietatis clementer abfolvat. Exaudi , qusefumus Domine , fupplicum preces, & confitentiuni tibi parce pecca- tis: ut pariter nobis indulgentiam tribuas 'benignus', & pacem. Ineffabilem, nobis , Domine , mifericor- diam tuam clementer oitende : ut limul nos Sc à peccatis omnibus exuas , & à ponis , quas prO his meremur , eripias. DeuS" , qui culpa offenderis , pceniten^ ' tia placaris, preces populi tui fupplkantis propitiils refpice , Sc flagella tuas iracun- diae , qux pro peccatis noitris ineremur, averte. Oraçao pelo Papa. O Mnipotens fempiterne Deus , mifere- re famulo tuo Pontifici noftro N. & dirige eum fecundum tuam clementiam in viam falutis siternae : ut te^ donante tibi pla- cka cupiat ,■ dc tota virtute perficiat. Qra- eTbefouroprecíoJòdaLapay 5'7J Oraçao pela paz: D Eus 5 à quo íanda defideria , redla confilia jufta funt opera : da- fèrr- vis tuis illam , quam mundus dare non pq- teft , pacem : ut & corda noftra mandatis tuis dedita 5 & hoftium fublata formidine tempora lint tua protedtione tranquilla, r. Oraçao pela caftidade. U Re igne fanai Spiritus renes noftros, & cor noitrum , Domine : ut tibi caA to corpore ferviamus , & muiido corde placeamus. Oraçao pelas almas do Purgatorio. F idelium Deus omnium Conditor , & Redemptor' ^ animabus famulorum, fa- Itiularumque tuarum remiffionera cunao- rum tribue peccatorum: ut indulgentiam a quam femper optaverunt , piis fupplicatio- nibus conlequantur. Oraçao para pedir a ajjljiencia dofoccor-^ ro divino para cada acçaÔ , que fe ^ começa:. A ctiones noftras , qu^fumus Domine afpirando praeveni, & adjuvando pro- \ iequere : ut cunaa nolira oratio , & ópera- tio à te femper incipiat, & per te coepta ii- ^ ^ Ora.- Í74 Oraçao para ottcaprecLj^ ^ todos os fieis vivos, e mortas} O iVinipotens fempi terne t)eus , qui vi- vorum dominaris , fimul & mortuo- rum , omniumque mifereris , quos tuos fi- de , & opere futuros efie prgenofcis : te fup- plices exoramus, ut pro quibus eíFundere preces decrevimus, quosque vel praefens fie- culum adhuc in carne retinet , vel futuruni jam exutos corpore fufcepit , intercedenti- bus omnibus fandlis tuis , pietatis tuae cler mentia omnium delidiorum fuorum veniam confequantur. Per Dominum noftrum , &c, f. Domine exaudi orationem meam. Et clamor meus ad te veniat. p. Exaudiat nos omnipotens , & mifericors ' Dominus. Arnen. Fidelium animae per mifericordiam Del r requiefcanin pace. Arnen. S E P T EM PSALMI Poenitentiales. Antiphona. N e reminifcáris Domine deliâ:a nof- traj&c, 'Pfalm. 6. D Omine , ne in furore tuo arguas me : neque in ira tua corripias me. Miferere mei , Domine ^ quoniam infirmum ' ^ ium: e Th ef ouro preciofo ãa Lapa, 5'7?- fum : fana me Domine ■, quoniam eontur- bata fimt oíla mea. ■ ■ Et anima mea.turbatà eft yalde : fed tu Do- mine ufquequa ? - ■ ' " Convertere , Domine - , & eripe animam meam, faivum me fae pf opter mifericor- diam tuam. Quoniam non efl: in morte , qui memor íit tui : in inferno autem quis confitebitur tibi ? ■ ^ ' \ ^:.abofavi in gemitu- tfieó , lavabo per fingu- las nodes iedum meum : lacrymis meis • ftratum meum rigabo. Turbatus eft à furore oculus meUs : inve- teravi inter omnes inimicos meos; ■ Difcedke à*me omnes , qui operamini ini- quitatem : quoniam exaudivit Dominus voceSm Jetus mei. ^ - Exaudivit Dominus deprecationem meam Dominus -orationem meam fufcepit. / Ei^ubeféant^ 5 & conturbentur vehementer omnes inimici mei convertantur ‘ erubefeint valde velociter* ^ - ' Gloria Patri Filio j & Spiritui Sándoj ‘*Skut erat in principio-, &c. Pfalm> L B Eati , quorum remiilk funf iniquitates éc qUóruni teda funi peccata. Botica precíofal Beatus vir , cui non imputavit Domlnul peccatum; nec eft in fpiritu ejus dolus. Quoniam tacui , inveteraverunt ofla mea ; ' dum clamarem tota die. Quoniam die, ac node gravata eftfuper' me manus tua : converfus fum in serum- na mea , dum configitur fpina. Delidum meum cognitum tibi feci ; & in- -juilitiam meam non abfcondi. Dixi ; Confitebor adverfum me injuilitiam meam Domino & tu remifiili impieta- tem peccati mei. Pro hae orabit ad te omnis fandus : in te-’ . pore- opportuno. Verumfamen in diluvio aquarum multa^; rum : ad eum non approximabunt. Tu es refugium meum à tribulatione , quae circumdedit me : exultatia mea,, erue me* ' -a circumdantibus me. Intelledum tibi dabo , & inílruam te in via hac, qua gradieris , firmabo fuper te ocu- ' los meos. Nolite fieri fi cut equus , & muhjf quibus * noh eil intelledus, . In camo, & fraeno maxillas eorum conilrin-^ ge , qui non approximant ad te. Multa flagella peccatoris : fperantem au- ' $em in Dno mifericordia circumdabit. e nefourò preciofo 'ãd Lapa, 5'77‘ Lsetattiini in Dominó , & exultate jufti , & gloriamini omnes redi corde.Gloria Pa- tri, &c. Pfalm.7,7, D Omine , ne in furore tuo arguas me^ neque in ira tua corripias me. Quoniam íagittse tuse infixa funt milii : : confirmafti' fuper me manum tuam. Non eft fanitas in carne mea à facie iras tu^ : non eft pax oiTibus meis à facie pec- catorum meorum. Quoniam iniquitates mese fupergreftk funt caput meum , & iicut onua- grave grava- , tse funt fuper me. ^ Putruerunt, & corruptae funt cicatrices me® à facie infipientiae meae. Mifer fadus fum , & curvatus fum ufque in finem; tota die contriftatus ingrediebar. Quoniam lumbi mei impleti funt illufioni- bus : & non eft fanitas in carne mea. .^filidus fum, & humiliatus fum nimia; rugiebam à gemitü cordis mei. Domine , ante te omne defiderium meum l & gemitus meus à te non eft abfconditus. Cor meum conturbatum eft , dereliquit me virtus mea : & lumen oculorum meorum^ & ipfum non eft mecum. ■^miciinei.) & proximi mei adverfummp appropinquaverunt ,, &. fteterunt. . po ' T 7 S l^òticã preeloja I Et qüi juxta me erant , de longe 'ftéterimti . & vim faciebant , qui quaerebant ani- mam meam. Et qui inquirebant mala. mihl , locuti füiít vanitates : & dolos tota die meditaban- tur. Ego autem tamquam furdus non audiebam: & iicut mutus non aperiens os fuum. . “Et fidius ium ficut homo non audiens ^ non habens in ore fuo redargutiones. iQyoniam in te , Domine, fperavi : tu exau- dies me , Domine Deus meus. Quia dixi : Nequando fupergaudeant mihi ’ inimici mei : & dum commoventur pe-? des mei , fuper me magna locuti funt. Quoniam ego in flagella paratus fum , 8c dolor meus in confpedlu meo femper, •Quoniam iniquitatem meam annuntiabo; 'Sc cogitabo pro peccato meo. inimici autem mei vivunt , & confirmati funt fuper me : & multiplicati funt., qui c oderunt me inique. Qui retribuunt mala pro bonis, detrahebant ^ mihi : quoniam feq-uebar bonitatem. A.mplius lava me ab iniquitate mea , & à peccato meo munda me. Quoniam Iniquitatem meam ego cbgnofcp^ Sç peccatum meum contra ire eil femper* Tibi Ibli peccavi , & malum coram te Íeçií Ut Juáifiçeri? iu ferMQmbus tuis , & vin- cas cum judicaris. JEkce enifjj in iniquitatibus eonceptus fum ; ,& in peccatis concepit me mater mea. JEcce enim verrkatem ,dije?:iiti : incerta , ^ occulta lapienti^ tuge maniiellafti giibi, /Lfperges mc bj^íppo , ^ mundabor : - lava- bis me j & fuper nivem dealbabor. Auditui meo dabis gaudium , & lastitiam : & exultabunt oiTa bumiliata. Averte faciem tuam à peccatis meis >• & omnes .iniquitates meas dele. Cor mundum crea in me Deus : & fpirituni redum innova in vifceribus meis, i^e projicias me à facie' tua , & ffuritum fandum tuum ne auferas à me. ;p.edde-miM Isetitiam falutaris tui: & fpiri- tu principali confirma me. Oo ii Po; . Botica precioja\ - • Docebo iniquos vias tuas ^ * & impii ad convertentur. Libera me de fanguinibus Deus , Deus fa- ’ lutis mess , & exultabit lingua mea jufti- tiam tuam. iDomine , labia mea aperies , & os meum annuntiabit laudem tuam. Quoniam ii voluiiTes facrificium , dediíTém ^ utique : holocauftis non deledaberis. Sacrificium Deo fpiritus contribulatus : cor ~ contritum , & humiliamm Deus non def- picies. Benignè fac. Domine, in bona voluntate tua Sion : ut sedificenmr muri Jerufalem. :Tunc acceptabis facrificium juftitias , & ' oblationes , & holocaufta : tunc impo- ^ nent fuper altare tuum- vitulos. Gloria . Patri , &c. . ' — - Bfalm. loi. D Omine , exaudi orationem meam , & clamor meus ad te veniat. Non avertas- faciem tuam à me : in qua- cumque die tribulor , inclina ad me au- rern tuam. In quacumque die invocavero te , velociter exaudu me. Quia defecerunt ficut fumus dies mei, èz oíTa mea ficut cremium aruerunt, . eThejouro preciofo ãa Lapa. FercuíTus * íum ut foenum , cc aruit eof meum : quia oblitus fum. comedere pa- . nem meum. À’ voce gemitus mei: adh^ilt os meum car- ni meae. , . ^ ' ^imilisiadlus fum pelicano folitudinis :;ta-, dius ium iicut nidlicorax in domicilio. Vigilavi, & fadlus fum ficut pafler folita- . rius in tedlo. . . Tota die exprobrabant mihi inimfci mei , & qui laudabant me , adverfum me jura- bant. Quia cinerem tamquam panem mandu- cabam , Sc potum meum cum fletu mifce- bam. ‘ . ' A’ facie irse , & indignationis tuae : quia elevans alliiliili me. Dies mei ficut umbra declinaverunt: & ego ficut foenum afui. Tu autem , Domine , in sternum perma- nes , & memoriale tuum_ in generatio- nem , & generationem. Tu exurgens raiferereberis Sion : quia tem- pus miferendi ejus , quia venit tempus. ^ Quoniam placuerunt fervis tuis lapides ejus :& terrae ejus miferabuntur. ^ ^ Et timebunt gentes nomen tuum , Domine, & omnes Reges terr^ gloriam tuam. Quia • \ 'Botica precíofa. Quia sediíicavit Dominus Sion , & videbi- tur in gloria fua. Refpexit in orationem humilium : & non fprevit precem eorum. Scribantur haec in generatione altera: & po- pulus, qui creabitur , laudabit Dominum. Quia profpexit de excelfo fandto fiio : Do- minus de Coelo in terram afpexit. Ut audiret gemitus compeditorum : ut fol- veret filios interemptorum. Ut annuntient in Sion nomen Domini : & laudem ejus in Jerufalem. In conveniendo populos in unum , & Re- ges 5 ut ferviant Domino. Refpondit ei in via virtutis fuae : Paucita- tem dierum meorum muntia mihi. Ne revoces me in dimidio dierum meorum: in^ generationem , & generationem anni tui. Initio tu , Domine , terram fundafti : & opera manuum tuarum funt Cceli. Ipfi peribunt , tu autem permanens : & om- nes ficut veilimentum veterafcent. Et ficut opertorium mutabis eos , & muta- buntur : tu autem idem ipie es , & anni tui non deficient. Filii fervorum tuorum habitabunt : & fe- men eorum in fseculum dirigetur. Gloria Patri , &c. Pfalm. e Thefmrapredcfo Aa Lapa. , Pfalm. 129. D e profundis clamavi ad te Domine : Domine exaudi vocem meam. Fiant aures tu^ intendentes : in vocem de-^ precationis meae. • -n Si iniquitates obfervayeris , Domine : Do- mine, quis fiiilinebit? ■ Quia apud te propitiatio eft: & propter le- gem tuam iuitinui te , Domine. SuSinuit anima mea in verbo ejus. : fperavit anima mea in Domino. A’ cuilodia matutina tifque ad noctem , ips* ret Ifrael in Domino. Quia apud Dominum mifericordia , oc co- piofa apud eum redemptio. . Et ipfe redimet Ifrael ex omnibus iniquita- tibus ejus. Gloria Patri , &c. Ffalm. 142. D Omine , exaudi oratiqnem meam , au- ribus percipe obfecrationem^ meam in veritate tua : exaudi me in tua juftitia. Et non inires in judicio cum fervo tuo : quia " non juftiiicabitur iiuconipedu tuo omnis vivens. Quia perfecutus eft inimicus animam meam: humiliavit in terra vitam meam. Collocavit me in obicuris, ficut mortuos fseculi, & anxiatus eft fuper me ipintus meus. 1 '$^4 ^ Botka preclofa^y meiis , in me turbatum eil cor meuffl^ Memor fui dierum antiquorum , meditatus fum in omnibus operibus tuis ; in fadis manuum tuarum meditabar. Expandi manus meas ad te : anima mea 11- cut terra line aqua tibi. (Velociter exaudi me Domine: defecit fpi- ritus meus. Non avertas faciem ruam à me : & llmilis ero defcendentibus in lacum. Auditam fac mihi mane mifericordiam tuam 5 quia in te fperavi. Notam fac mihi viam , in qua ambulem ; quia ad te levavi animam meam. Eripe me de inimicis meis Domine , ad te confugi : doce me facere voluntatem tuam 5 quia Deus meus es tu. Spiritus tuus bonus deducet me in terram redlam : propter nomen tuum , Domine^ vivificabis me ih aequitate tua. Educes de tribulatione animam meam , & in mifericordia tua difperdes inimicos meos. Et perdes omnes , qui tribulant animam meam : quoniam ego fervus mus fum. ,, Gloria Patri , & Filio , & Spiritui , '&c. Aijtiph» Ne reminifcalds 5 Domine, de- liba nq^ra , vel parentum noilrorum , ne- V - que Thefouró prechfó da Lapa, Sue vindidlam fummas de peccatis noftris. ' Kyrie eleifon. Pater noíler. f. Etnenos inducas , &c. f. Salvos fac fervos tuos. Iji. Deus meus 5 fperantes in te. f. Domi- fius vobifcum , vel Domine exaudi , &c. ORE M U S. . , D Eus cui proprium eft mifereri femper I & parcere , fuícipè deprecationem noftram , ut quos delidorum catena con- ilringit^miferatio tu^ pietatis clementer ab- íblvat. Per Chriílum , &c. ORATIO PRO PECCATIS, itj Xaudi qusefumus Domine ^ fupplicum Jti preces , & confitentium tibi parce pec- , catis 5 üt pariter nobis indulgentiam tribuas benignus , & pacem. Per Chriftum , &c. ftarã nan iurarem falfo os perjuros, O , S remedios, de que hum homem deve ufar contra eile vicia , faótre^s. O pri- meiro ( fóra da attenta conílderaçao de todo o dito ) ferá andar com cuidado efpecial de nao mentir , que coftumandofe a dizer fempre verdade , na 6 haverá perigo de ju- rar com mentira , como he certo , que o tem muito evidente os que nao tem cuidado em irfe á m.aõ , e nao jurar. Os coléricos , porque fe á íua natural CQÍer.a íe ajunta o ju-: ramento Botica^ ^ iamento da vingança fazem dobicv^« éutpâk Ôs teimoíbs , que querem íàiiir com a fua Oom perigx? , que por iiTo Jura para dar mais firmeza a fea dito. Os mercadpres , os quaes por levaiftárem o& preços aos que ven^ dem, coftumao alargaremíè em jurar , e de ©fdinario liaô fe &z eom verdade. Deve. também advertirfe , que juramento com mentirá fémpre hé peccado mortal graviífi^: mo , ainda que naó importfe huma palha o que fe jura , nem,fe'faça mal a alguém > também efdufa fazer peccado mortal em ju- tar y porque fe por hum juramento com mentira , por fazer bem a outrem , fe hou- véíTe- dê íalvar todo o mundo nao fe havia de fazer. E errad grandemente os que por fazerem bem juraó falfo , poismataô a fua alma , e ultrajao muitas vezes o nome de Deos pelo que nâd conhecem , nem lhe devem nada ; e o que he muito de confide- rar deitando fobre fi huma grande obriga- çad > porque o que jura com mentira por favorecer a hum, que naÔ tem juíliça , deita fobre fi a obrigaçao , quê tinha aquelle, por quem jurou , e deve pagar quanto damno ÍQz ao que tinha juíliça. O que íd quer ju- rar para que o creyaó , moílra que he meii- tirofo > e naÔ fe fia na fua verdade. Con^ il è Thefõuro predofo ãaZapàl ^^ 7 ^ 5 e prútefiaçaS da fé Catholica para defpertar a alma ádor dos pec-^ cadof 5 e amor de Deos , eparticu’- lármefíte na hora da morte, O Üçad os Cêos com todos os Anjos , e Santos, que gòzaó da vida eterna , a confiíTaõ , que íaço da fé Catholica , e a proteftaçaô de àggravos , e oíFenfas feitas Contra meti Deos , e Bemfeitor , e contra Ô mefmoCeO) donde juftam ente vivo def*- terrado. Efcüteme a terra corn os que nella vivem, e fejaóme teÊimnnhas todas as crea.^ turas da emenda da minha vida ,- e tomem exemplo de meus males y è os que fe hao e:& Candalizado de minhas culpas, vejad a emen»* da , e publica fatisfaiçaõ , e exemplo. Ef- tejad at-teiitos os infernos com todos os cipiritos malignos , e defgra^adas almas , 5S8 Botica preciofaj de meu Eterno Padre grande patrimonio , riquezas do Ceo^ em o decurfo de minha vida , as hei defprezado , di/Tipado 5 e per- dido , nao eílimando a excellencia , e no- breza , que he fer filho de Deos. Declaro^ que fou íêrvo feu por titulo de creaçad, pois me creoü á fua imagem , e femelhança ^ pa- ra que o ferviíTe 5 conheceíTe , e amaííe > por titulo de redempçao , pois quiz baixar defde os Ceos efte Paftor Divino em bufca de minha alma , como de ovelha perdida , € achandome em poder dos demonios , pa- ra refgatarme me comprou com feu fangue, pafíando trinta e.tres annos exceílivos traba- lhos ; por titulo de donaçao , pois que eu em o bautifmo fiz promeía folemne de re- nunciar as pompas , e as leys do demonio , e do mundo ; e entaô o meímo Deos omni- potente fendo Senhor fupremo , e Rey da Gloria , e eu inimigo feu , filho da ira , e cativo do demonio , fem ver minJia baixe- za , fenaô a fua grande bondade , teve por bem que foíTe bautizado em nome da San- tiílima Trindade , dandome o Padre o titu- lo de filho , e o Filho os meritos 5 e eíFei- íos de fua paixao , e fangue , e o Efpirito Santo recebendo minha alma por fua elpofa. Defgra^ado de mim y que nao foube el- timailo^ e l^efoüro pi^ecíofo ãa Lapa] limallo 5 nem coníervarme em tanta honra, íenao em lugar.de hum continuo , e perpe- tuo agradèdmento de tantos benefícios hei fido fempre defagradecido , havendo de gaftar a vida em amor , e louvor feu , Z tenho gaftado em aggravallo , e ofFendello coni tantas culpas. Ay de mim que por muitas delias hei merecido as penas do In- • > ferno, como ingrato ^ e traidor. • Ha fido fua bondade taó invencível^ com meus males , que quando eu mais eí- quecido hei vivido, fe lembrava de mim com publicas infpiraçoens : quando me fa- zia furdo me chamava , humas vezes com ameaças , e outras com aíFagos j hiímas ve- zes com benefícios , e regalos , outras com affliçoens , e trabalhos , e em fím o tempo todo de minha vida he huma competência de minhas maldades , e negligencias com fua bondade , e paciência invencivH. Tem- tne efperado quanto ha , que vivo, a peniten- cia , ( feja Deoá bemdito por Jnfinitos fecu- ios ) quanto ha que vivó me conheço por ingrato , e aleivoío. Fui concebido em pec- cado , e em peccado nafci , e em peccados tenho gafto a vida , fempre multiplicando , e ácçrefcentando peccados a pôccadós, ■ Jíiferavel de mipi,. defgraçado dewm^ Boti&a fredofa^ le crmefmo Deos que hei offendido , me recebe ^mfua graça, e me concede q wltirao remedio , ay de mim ! ^Pois como delinquente me prefento diante do tribunal de judica , e çonfeíTp meus peceados , e males ,, que fao mais que as areas , e as aguas do mar : eur me julgp por digno de caftigos eternos : eu coniintp a fentençar.eu confeíloque|»orjuftiça.mere- ço mil lufernos. Porém ife fe permitte appeí- lu d#e tribunar tap rigoroíb da Juftjça ? 9 ílipplicar ante o da miíericordia > e ao meí- mo Juiz fupremo , eu appello , e lupplica ^ meu Oreador , e Pay de mifericprdia pá’- xa G leu mefmo tribunal da graça. Tomp por meu adv.ogado a JplSUS Çhrifto feu ulho , que pelas leys da fua infinita miferi- eordia , e da fua graça me defenda. Reprer íento feus mereeimentos , fua vida , fua paixaô y e morte , leu exemplo , fuas acco- jUUs 3 e quanto fez uo efpaço de trinta e tre? âun.os , nap por íi , que naô teve neceííida-i de , fe nappor meu xemedio , e' falvaçap, JE vós Rainha dp Ceo Virgem da Lapa? vi-t da, doçura , e efperança uoíTa, e.may de mi-y iericordia fede miuhu advogada. Nomeya por meu procurador o Anjo de minha guar 4 Ík í que.ikbe todos os meiís paíTos , e ne-j çeiTidades, e Thefoaro pr^mfo Ja Zapa\ fpt teflidades, iejíiô minhas ^al' as os Santos a quem ienho devoção , ique fao, e aj.Qe-!i> ,liiando diante de fua divina Mageftade feenhor meu , e Deosineu., movido da fé , e alentado da efperança, fiado na caridade, fupplicovos 3 que vejais eom olhos de piedade 3 que fou faélura de voiTas .maôs, naô me condeneis 3, nem medefiruaisopois & me nao creafte^para tao defaftrados ifins , ie naó para gozarvos 3 e louvarvos em o Ceo. Naô efcuteis as aceufaçoens de meus contrarios , pois que fao mentirofos 3 .ca- Jumniadorcs., e inimigos voíTos. Naô os •ouçais 3 naô fintaô que favoreceis a fbus máos intentos 5 daime a voíTa lu? ,'e. gra- ça 3 para que fempre entenda voíía vontade, e a execute 3 que defde hoje em dian- te determino 3 e prometto obedecervos em tudo 3 e fezer penitencia do paíTa- ,do. JSlaô me defpeçais agora que. vos buf- co .3 pois que vós me rqgaveis 3 e chama*» veis ainda quando eu .vos oííendia. Naô me condeneis 3 nem defampareis agora 3 que defejo fervirvos 3 pois.que naô defamparais a quem vc)s:bufca. E íe a cafo algum :terní* po com fraqüeza , ou enfermidade minha , ou Gomiaftúcia 3 e manha do -demonio dir íper imagkar coufa .eoiitEaria aq jque WÊH' Bõtíca pretiõfa] aqui confeílo , o determino irrito , e dou por nullo. E quero que o que aqui proponho , feja firme , e valiofo par^ íempre , e defde agora para então , e da então para agora me remetto a eíla proteí^ taçaó catholica , em que he minha vontade viver , e morrer com defejo de alcançar a Ceo , onde conheça íirva , e louve a meu Deos , e meu Creador , e Redémptor fexu defeitos , e fem peccados em companhia dos Santos por todos os feculos dos fecu- los. Amen. Remédio infallhel para todas as pejfoas t que padecerem no dormir pezadeÜos, af* ' piçoens^fantafmas^e fonhos deshoneJios,_ P Adecendo eu efte mal do pezadello , e) querendo largar a MiíTaÔ depois que vim dos certoens do Cuyabá , e Guyazes . por me coníiderar quafi nos ultimos paro- eifmos da vida, e querendo entrar em. cura,' •me eníinou ( indo eu fazer MiíTaô na Aldea de Saó Miguel ) o R. P. Fr. Joaô de Santa Ifabel Religiofo da fémpre' efclarecida , e aiun ca afias louvada Grdem dd Carmo, que rtezafie com devoção no inftante , que me deitáfle na cama de joelhos diante de hum ■Santo Chrifto oHymno das Completas pa- xa mp vpr tQtalmente livre de_^ femelhante^ e Thejouro precioj moleilias , o que affim tenho experimenta- do , e por iíTo íiz voto a noíTa Senhora , que em todos os livros , que der ao prélo > en- íinar eíla devojao aos fieis, Vay em iatinio H Y M N p. T e lucis ante terminum Rerum Creator pofcimus / Ut pro tua clementia 'Sis prasful, & cuftodia. Procul recedant fomnia , Et nodlium phantafmata Hoilemque noftrum comprime Ne polluantur corpora. . - Prasfta , Pater piifiime , . Patrique compar unice , Cum Spiritu Paraclito > r ^ Regnans per omne faeculum. Amen^ ' Traduzido em Bortuguez* HYMNO. Ntes (^ue efte dia acahe Rogo Ó Creador das almas y XJue pela vofla clemencia , ’ Sejais fempre minha guarda» - ^ fâzei 594 Botlcã prechjã^ Fazei que de mim fe apartem Os fonhos niáos , e os fantaímas > E que o comimim inimigo Mal ao meu corpo iiaó faca. Daime , ó piiíTimo Pay , Por voíTo Filho efta graça ^ E támbem por voíTo amor , Todos tres huma fubílancia. 'Remedio para reverenciar , e adorar o Santijfmo Sacramento iodas as vezes y que Je vijitar , e quando efiiver expojio , e no Lausperenne da Corte y e mais ' partes. O * Nobiliííimo corpo , e fangue precio-* filTimo de meu Senhor JESUS Chrií- to 5 , confeíTo , e creyo corn viva fé , que ef- tais neíTe diviniífimo Sacramento encerra- do por hum modo altiíTimo , e maravillio- ío , e vos adoro com aquçlle cuko , e de- voção, com que os nove coros Angelicos vos veneraõ. O* facrificio entre todos f^ntifllmo, que applacais a Deps , e fantificais as almas , eu vos adoro em uniaò daqueJla adoraçao , com que a voíTa humanidade fantiflima .adorou a divindade, e vos dou infinitas graças pelo ineíFavel benef cio , que nos íi- zeltes y de /yos dignardes eítar por amor de V. .. i - nós e ThefüUfõ pretiofo da Lapã* 5*9?, ilxSs neíTas fagradas efpecies. O' JESUS nieu duiciffimo , pa6 vivo 5 € foberano , que defceíles do Ceo^pafa dar- ' des vida ao mundo , i^-efplandor' da gloria do Pay , Divino Verbo , e fabedoria eterna, creyo firrnillimamenie que eftais aqui pre- fente , Deos meu ^^e ^e defle ineffavel Sa- cramento me eftais vendo, e penetrando o intimo do meu coracao. Gioriflco, e magni- fico a vofla fapiencia , e a vofla benigna omiiipotencia , e vosiouvo, e adoro pela inftituiçaó , que fizeftes defte itieíFavél Sa- cramento , penhor da eterna gloria , que noS eftá aparelhada. O* fonte perenne de todas ás graças , unica V e verdadeira confiança da minha al- ma , JESUS meu amorofiíTimo , eu vos ve- nero , adoro , e humildcmente peço , que agora vos offereçais ao Eterno Padre por todas as minhas dividas , afíim como vos oftèreceftes em a Cruz pelas de todo o iniindo. , x O* flor nobiliflima da raiz de Jefle, ver- dadeiro corpo 5 e fangue de meu Senhor JESUS Ghrifto , nafcido das puriflimas en- tranhas da Virgem IVtARIA , eu vos ado- ro com toda a minha alma , e vos peço pe- lo yqíTo ineffavel amor , e da yoffa amoro- ' Pp ü 5^6 Botica precíofa , ^ iiíiima Mfy , que lanceis em mim os olhos de voíTa miíericordia, e me conferyeis íem- pre em voíía divjna graça. O’ Pay amantilHmo, e omnipotente Deos, eu vos oíFereço a voíTo amado fiilio neíle ineiravel Sacramento em hum íucceíGvo , e agradecido facrificio de louvor , e em fa- tisfaçao de todos os meus peccados : oíhai. Senhor^ para a face de voíío amado filho , e lembrai vos daquella copiofifiima fatisfa- çaô 5 que vos deo pelas noíTas culpas , e por tudo me. dai luz , e graça , para que logre o leu fruto nefta vida , e eternamente no Ceo a voíTa viíla. Amen. . Nos Lãusperenne da Corte ^ ou de ou^ tra qualquer parte onde fe expuzer o San-- tijjlmo Sacramento feraÕ muito devoto os^ vizinhos vejiire^n alguns mirãnos em formji de jdnjos para ajjlflirew , , e poderão cantar os hymnos fegmntes com muita de- F 'U vos aüoro Cada momento O’ vivo paõ do Ceo Gran Sacramento, e Thefourt) prectófo ãa Lapa. S 9^ Alma contrita? , , Deixai triftezas , Qae a íumma alteza Bufcarvos vçm. - > . , < ^ Repitafe:,Eii vos adoro. " in. \ Por vos ter perto Fino por certo ^ Vem fazerfe por v<)S Doce alimento. ' ; . Eu vos adoro ^JScc. ■ IV. , O’ exceffivo M^fterio altivo , ^ ^ O Ceo nos dê a fé , Por fupplemento. ' ■; Eu vos aüoro , orc. - ' ' ■ , V. ■ Com reverencia Seja louvado , ' Sempre adomdo Com fubmiflaó. . o Eu vos adpro , ccc. - VI. , Ao Padre a . gloria Seja pois dada , E á May fagrada 3 , Bettca precioja Vli. Elia permista Darnos a dira Da eterna promiiTad No firmamento. Eu vos adoro , &:e, Eu vos adoro Cada momento , O’ vivo pao do Ceo. . Gran Sacramento. Aão 'de eontriçad. Amovos , meu Deos , Sobre todas as couias. Deos da minlia alma Por ferdes' quem iois. II. Oh quem fempre amara, Sem deixar de amar - A. quem me deo vida/ Para 0 ir gozar. IIL NeiTas fontes plenas,. Que eii vejo correr, . ^ ' ' Me eftais - convidando A neilas viver# v IV. eThefQuro premfü daLapa. 599 A ellas pois chego'_. ^ Com confiança , , Matardo a>rcde ‘ Ouefo a alma alcança. , ■ ^ y. Amante divino/ . Quem ha de dizen , Que por me dar vida , ■ Quizeiies mon^r! Quei‘0 vos amar > . ^ E por vds padecer ^ Nao quero mais gloria 5 _ . * - SÓ por VÓS morrer. ' ^ B^medio para afervorar a d^oçao da \ almas do Purgatorio. T7 Xercicios devotos. Muitos , e E mos Autores contendem cntte fi fe fe- Ãmaisutil applicat, quanto le lucra, e obra’, pelas almas do Purgatorio , ou fa^u alguma repartiçad tomando para fi cp que nleffita ,Lppücaudo o ma. Se em tiido o que ie obra , e laz , le aev bufe omayo?' agrado de Deos que mffp efta a nolTa mayor conveniencia , p que nefte oarticular fe deve leguir o ei.em- Jio dé Santa Catharina de Sena ,pondo tu- t foo Botica preciota 7 donasmaÔs de Deos, com oqueíicaráS opinioen?, e as bemdi- tas almas nao menos obrigadas aos feus de- votos ; pois, como taô famas, ha6 de que- rer que elles obrem nifto , e em tudo o qu- for mais do dinno beneplácito, e aflim vnZ de- de mffb ^ “ai® fnrl agrado , e meu merecimento, que mi applique pelas il- mas do Purgatorio , affim o quero, e appli- qo todas as luas obras , que com volTagra- Ça fizer em minha vida. E fe neceílaria he ' w “raando para mim o de que nedefilto, allim o quero, lefor mais do vof- fo agrado , e vontade. P _ ' Fdrma do voto. - Ara maym honra , e gloria de Deos , hum na eíTencia , e trino nas pelfoas ; para alguma imitaçaó. dõ meu doce Re- demptorJESUS Chrifto , e para mollra da minha cordeal efcravidaõ á may de miferi- ^rdla MARIA Santillima ,, may amorofa £te todas as almas do Purgatorio. Eu N. pertendo fer redemptor daquellas pobres al- e Thefõur&preclofo da Lapa 6oi^ hiâs j eilcarceradas por dividas de pena a d.vina juftiça , e por falta de obras fatisfa- ftorias 5 e naquelle modo , que pofTo licita- mente, e fem peccado algum, livre, e efpon- taneamente faço voto de remir aquella al- ma , ou almas , que quer , ou quizer a mef- ma Virgem , may minha amoroíiíUma , re-, nunciando eu , e fazendo doaçaô das mi- nhas obras fatisfa(íloria,s, proprias , ou par- ticipadas tanto em vida , como em morte , € depois da minha mòrte. Pór tanto foço, e coníirmo efte voto. E em cafu de naó ter eu baftantes obras fatisfadlorias para pagar as dividas daauella alma , ou ajmas , eícoV ihidas da meíma mãy de mifericordia , e para fatisfazer as minhas por meus pecca- dos (os quaes detefto d^e. todo o coraçad com firme propolito dè nunca mais peccar) me obrigo , e qi^ero pagar em o cárcere do Purgatorio cora penas tudo o que me fal- tar de obras fatisfadorias j e o firmo, citan- do por teftimunhas todos os viventes em as tres Igrejas Triunfante, Penitente , e Mi- litante. '■ ' JEm aos do mez de do anno de Eu O Pora 6 o^ 'Batlcâ precíofcj í O Pontifice Benediéto XIII. por Dccrc- tò de 1 1 de Abril de 1726 concedeo aos que ' fizerem o voto , que abaixo fe poem , os in- dultos feguintes. t]2í.Çe. Compendio de in-f_ dulgencias , e devopens pag. 2. c. 12. §. 2, Que todo o Altar , e paraejualquer Mif- fa he privilegiado para tirar alma do Pur- gatorio para todos os Sacerdotes , que fi- zerem efte voto , applicando para a dita re- dempçao ao menos o fruto do facrificio por caridade , e correfpòndente ao mefmo Ce- lebrante, Que todas as peíToas de'lium , e outro ^ fexo i que fizerem efte voto , todas as Mi A • fas 5 que ouvirem em todas as fegundas fei- fas do anno , e nos dias, que commungarem para a redempca^ , feraó como celebradas em Altar privilegiado. " ; Qüe para todas as peíToàs , que fizerem ■ efte voto , todas as indulgências fào appli- caveis para a redempçao , ainda que na eonceíTao fe naó declare. O Papa Paulo V. concedeo , que quem depois da communhaó diííeífe cinco vezes : \ Louvado feja 0 Santijjimo Sacramento , ti- | raííe cinco almas do Purgatorio , e o Ponti- | fice JóaÓ XXIÍ. Concedeo muitas indulgen- 1 cias aos que diíferem a íeguinte oracao de joe- *' j € Thefouro premfi da Lapal 6oi fjoelíios depois de commungarem. A Lma de Chrifto , íantiíicaime , Corpo de Chrifto, falvaifne. Sangue d.? Chrifto inebfiaináe. Agua do peito de Çhrifto , puriíicainie , Paixaò de Chrifto , confortaime , ;0’ bom Jefus , ouvime , Suor do rofto de Chrifto , lavaime , E nad permittais , que eu me aparte de vós, E do infernai ininaigo defendeime Na hora da morte ehamaime , ^ * E mandaime que eu vá para vós , Para que com todos os Anjos vos louve Por todos os feculos dos fecuios. amen. Padre nojfo , ^ Ave Maria, 'Podemfe .finalizaras graças depois da çom- munhaô com rezar a eftaçaó do Santiílimo Sacramento em Cruz ( podendo ler ) pelas almas do Purgatorio, e com os feguintes aátos , os quaes fe podem fazer em outra qualquer occafiaó , e tempo , naô fem graiir» de 'Utilidade , e merecimei^to , fe forem fei- tos com fervor. Sufpiros , e aãos de amor de Deos. O H fumma bondade de meu Deos, quem vos amara , como mereceis fer amado com infinito amor ! Oh quanto quizera , que todo o mundo vos fervira , e que todos os ^04 Botica prcciofa , ' os peccadores foraõ finos amantes voíTos I Oh quem tivera tantos coraçoens para | voíTo agrado , como creaturas creafies para | vos fervirem , para com .todos elies vos ' ! amar , e glorificar , cumprindo a divida, | que ellas naõ podem pagar , e que eu devo ! { Oh meu amador fingular, quem vos í amara fem ceíTar ! Oh quem fempre , e 1 íeiii principio- vos houvera amado , pois me ; amaftes infinito antes de fer creado ! ■ Oh alma minha, fe hum amor fe deve pa- ' gar com outto amor , paga o que deves ao teu Deos. Movete ji a amailo lern ceíTar , pois tanto te amou fempre defde a eterni- dade í '' - Oh Senhor meu , quem vos amara tanto , como vós me amais ! Amevos eu , como quereis fer amado j amevos mais que a tòdo o creado. Oh dulciffimoJ-ESUS da minha alma , dominai vós efte meií corapaô , e confumj.. nelle tudo o que vos deí agrada , e o conver-' ■ tei era fogo vivo de voíTò amor , para que nenhuma coiífa ame fóra de vós ! i Oh íuaviífimo JESUS da rainha vida , , > quem defde o primeiro alento delia até á- ^ •morte andara em voífa prefença' em conti- nuos , e fervorofos aélÓ5 dê amor ! . v € Tbefouro preciofo da Lapor, . 6 of Oh meu JESUS , e todo meu bem , quem vos conheeeíTe , como vós me conhe- ceis , para que vos amara minha álma , co- mo vós me amais ! , Oh quem tivera , Senhor , o coraçao tao incendido em voíTo amor , que íicara ,abrazado , e confumido ! Oh Virgem MARIA SantiíTima da La- pa 3 mãy minha amorofiílima , que pouco he 5 Senhora , o que vos amo , e que mui- to he o que mereceis fer amada ! Oh quem tivera todo o amor dos- Anjos , e Santos pa- ra vos amar. Oh unica efperança de minha álma j quem vos amara , como vós mere- ceis fer amada > ê poderá fazer , que todas "as creaturas vos amaífem , e ferviíTem ! Oh Senhora minha clementiíTima da La- pa , tomai entregue do meu coraçaó , que melhor , e mais íeguro eílá em vós do que eftá em mim : fazei que elle vos atue deyé- ras para cumprir com o que devo , e vós defejais , para que todos os voíTos verdadei- ros devoto? 5 cantando o Terço vos gozem por toda a eternidade em companhia da Santiílima Trindade, Padre, Filho, eEf- pirito Santo. Amen. Ad maiorem Dei ^ioriam , ^ T/V- ginis ÊRRA- i' I tem perdido cjüe o anno qual vim mi ERRATAS. Erros. Emendas. No Prologo fegunda lauda regra primeira eftá — provados leafe — povoados A pag. 38 deíTe - - - - de feu A pag. 107 fronte fonte '' A pag. 113 pelas ----- penas A pag. 483 faltou o §. feguinterque fe ha de ler depois que fe acabar de ler a quinta regra , que âiit fazendofe Irmms ddle.- E para efmaltar eíle thefouro da môlhor pedra preciofa he de faber , que MARIA SantiíTima appareceo ao Papa Joa6 XXII. immediato no nome ao noííb Portuguez Joâo XXL que foy Prior da Real Villa de Mafra , onde' erigio huma Collegiada ^ e enriqueceo com muitos privilégios , que o lapfo do tempo , e defcuido da Collegiada como prefenciéi na Miílao , laíTado hz iiaquelia Villa , da ^x.uito edificado , e confolado do rruto aa MiiTao , pois aíTiftindo no Real, 2 lUagnifico Convento de Mafra , onde os Religiofos com tanta caridade temporal , e efpiritúal me receberão , e me ajuciarao na MifiaÓ 5 que nO dia de S. Lourenço fe fize- rao naquelle Convento novecentas e tantas COE-! conMbens geraes *, e os Religlofos com tan* to amor , e bem da falvaçaõ das almas lo- go' de madrugada hiao para os confefliona- Tios , e quando erao horas de refeitorid ie eilavao revezando , indo huns para o refei- tório , e ficando outros no coníiílionario pa- ra depois irem tambem ao refeitorio j e eo- ino concorrelTe inniimeraveipovo , e em ac- ÇSLÔ de graças defta MiíTaó , para que ficaf- fe eternizada para brazao daquelle povo de- voto , determinou o muito Reverendo Pa- dre Fr. Jofeph da Madre de Deos, Reli- giofo Arrabido , e Commiflario de N. Se- nhora do Carmo por commiflao da Reli- gião do Carmo , fazer huma fella , e pro- cilTao annual a N. Senhora do Carmo na , fua propria Ermida , que diila da dita Villa hum quarto de legoa , ficando á villa de to- dos fazerfe ella feha , por declarar eu na Miflao , -que N. Senhora do Carmo ficava ' por fiadora da Villa de Mafra , para que to- dos os Irmaos do- bentinho ficalTem livres da pelle , e do calligo condicional de Deos, o que tudo tem obrado o dito Padre , verda- deiro filho de S. Francifeo , e Confrade de N. Senhora do Carmo , lançando o Benti- nho > e alfervorando a devoção de N. Se- nhora com grande edificaçaÔ daquelle povo por reconhecerem o feu incanfavel zçlo no fcryijo de Deos.